Ola olhem eu aqui em mais um cap! Esse ficou um puquinho maior e com mais conflitos ! Bem leiam ! Vejam o que acham e deixem reviews!

Boa leitura:

Problemas

Deveriam ser aproximadamente onze e meia e Milo estava em uma sala separada treinando sua mira já mais que perfeita contra alguns alvos a uns sessenta metros de distancia, não havia um tiro que errasse mesmo estando com a cabeça em outro lugar. Simplesmente estava agitado demais para dormir tinha uma sensação estranha como se algo fosse dar errado. Come se estivessem perdendo seu tempo. Estava preparando para colocar outro cartucho na arma quando ouviu uma voz conhecida atrás de si e se virou com a arma abaixada.

"Não devia ficar gastando munição..." Disse saga.

"Estou treinando..." Respondeu o loiro evasivamente.

"Não vai conseguir aperfeiçoar uma técnica já perfeita!"

Milo soltou um resmungo por conta do comentário do mais velho e colocou a arma em cima da mesa de munição ao seu lado.

"Não estou com um bom pressentimento Saga..." Começou o loiro. "É como se algo muito ruim estivesse para acontecer..."

"Algo como o que Milo?" Perguntou o grego mais velho levantando a sobrancelha.

O mais novo passou a mão nervosamente sobre os cabelos e acabou por prender os fios em um rabo de cavalo não muito alto.

"Eu não faço idéia e é isso que me deixa assim!" Respondeu aumentando o tom de voz. "Nem dormir eu estou conseguindo! Nem dormir Saga!"

"Sem não estiver se sentindo bem, não precisa ir amanhã!" Disse o mais velho. "Ninguém vai te obrigar a nada!"

"NUNCA!" Gritou em resposta.

Saga sorriu levemente, sabia que o escorpiano era orgulhoso e jamais desistiria de algo. Passou a mão de leve no ombro do menor ele sabia o que Milo queria dizer e mesmo ele já tivera seus momentos quando nem no escuro conseguia ficar.

"Se quiser mesmo ir é melhor deixar isso de lado e tomar uma banho quente para depois cair na cama." Aconselhou o mais velho. "Não vou levar nenhum soldado incapacitado de sono comigo!"

Milo se afastou de Saga soltando impropérios em baixo volume, o loiro foi andando até seu alojamento onde partilhava um colchão de casal com Dohko e deixavam Shion em uma cama de solteiro sozinho afinal o mesmo se mexia durante toda a noite. Entrou no cômodo apertado. Os dois 'colegas' de quarto já se encontravam dormindo como pedras. Andou até uma pequena cômoda de vidro grosso e abriu uma de suas gavetas fazendo um barulho esganiçado, pegou a primeira roupa que lá encontrou e uma cueca vermelha. Estava saindo do quarto quando ouviu a voz embargada de sono de Shion.

"Você bem que podia fazer menos barulho, hein Milo?"

Só para contrariar o ariano, Milo bateu com força a porta do quarto acordando o pobre Dohko que não tinha nada a ver com aquilo.

Andou a passos largos em direção a casa de banhos entrando rapidamente no local fechando a porta atrás de si para então começar a se despir peça por peça.

Quando estava completamente nu levou suas roupas até uma prateleira onde pegou uma toalha e um sabonete. Voltou para a borda da piscina aquecida deixando os pertences nela e entrou na água quente sentido seus músculos relaxarem aos poucos. Fechou os olhos mentalizando bons momentos.

Sentiu-se novamente com a sua família, mãe, pai e seu irmão mais novo, todos juntos na mesa de jantar da sala de paredes azul e chão negro. Sem que desejasse a cena de paz se modificou completamente e o loiro se viu novamente naquele dia terrível. Entrava em casa apressado, vários soldados estavam na rua invadindo as casas. Correu para sua mãe que estava histérica e mandou-lhe se esconder dentro do armário e ficar quieto.

E foi isso que Milo fez, entrou no armário negro com seu irmão de apenas onze anos e ficaram os dois lá em silencio enquanto ouviam os gritos de seus pais. Quando finalmente as vozes cessaram e puderam sair de dentro do esconderijo encontraram seus pais mortos na cozinha de mãos dadas. Os dois irmãos olharam entre si, o mais novo tinha lagrimas escorrendo por seu rosto infantil e Milo simplesmente não conseguia chorar, estava chocado demais para isso. Como se já não bastasse isso, uma semana depois seu irmão adoeceu e o país em guerra estava com falta de remédio, só os davam para pessoas que lutavam ou pagavam caro por eles. Sem dinheiro nem recursos o loiro viu seu irmão ir definhando até não resistir mais.

Levou a mão até o antebraço onde tinha uma fina cicatriz feita no mesmo dia da morte de seu irmão, Milo tinha ficado tão revoltado com tudo o que estava acontecendo que esmurrou um espelho quebrando-o em vários pedaços e cortando suas mãos.

"Não conhecia esse seu lado Milucho..." Comentou Afrodite que estava observando a cena. "Se até o tão positivista Milo está se deixando abalar pela guerra quem somos nós para resistir..."

Milo abriu um leve sorriso com a brincadeira do amigo. Afrodite tinha vivido uma situação parecida com a dele só que seus pais ainda estavam vivos, quem morrera foram suas três irmãs que moravam na Grécia junto do sueco. O pisciano acabou de se despir e entrou na água perto do amigo.

"Pense pelo lado bom!" Disse Afrodite apontando para o lábio ferido e fazendo o loiro sorrir ainda mais. "Você não levou um soco na cara hoje!"

"Somos tão jovens... E amanhã mesmo podemos estar mortos..." Comentou.

Afrodite passou a mão no abdômen do moreno enquanto se aproximava beijando o pescoço do mesmo.

"O segredo é aproveitar cada dia como de fosse o ultimo." Sussurrou na orelha do maior.

...War...

Assim que Milo deixara a sala, Saga cuidara de guardar cada arma e munição em seu devido lugar e ordem. O loiro era muito perfeccionista e não gostava de nada fora de ordem. Depois que acabou sua organização, saiu da sala de treinamento na direção do salão principal onde tinha certeza absoluta de encontrar Kanon comendo seja lá o que fizeram de jantar para hoje. Entrou no salão de cabeça erguida como se nada do que estava acontecendo lhe abalasse e seguiu na direção do irmão cumprimentando algumas pessoas no caminho. Algumas crianças que viviam na resistência lhe olhavam com tanta admiração que seus pequenos olhos chegavam a brilhar. Pequenas vidas que viam a sua frente um deus. Um deus que não chora, não sangra, não sente.

Saga aproximou-se da mesa sentando ao lado do irmão que devorava um prato enorme de macarrão a sua frente. Aproveitou a distração do gêmeo para tomar um gole de sua bebida. Fechou os olhos apreciando o sabor do ouzo e quando voltou a abri-los deu de cara com seu irmão lhe encarando de maneira assustadora. Abaixou o copo vagarosamente sem deixar de olhar nos olhos azuis escuros e hipnóticos do loiro, era como estar na frente de um espelho. Sorriu meio sem graça e umas mulheres que observavam a cena riram dos dois deixando o primogênito com as bochechas coradas.

"Muito bonito senhor Saga Demopoulos!" Brigou Kanon. "Logo você que defende não, ouviu bem? Não beber antes das missões! Que grande exemplo que é maninho! Tenho que te parabenizar!"

Saga fechou a expressão ao ver que seu irmão insinuara que ele não cumpria as próprias regras. Esse levantou rapidamente empurrando a cadeira.

"Te espero¹ no quarto!" Disse seco.

Kanon que percebeu que o gêmeo não gostara nada da brincadeira levantou-se e agarrou o braço do mais velho deixando um roxo a mostra em seu braço esquerdo. Saga passou os olhos pelo rosto do irmão e desceu para a mancha escura no braço do mesmo.

"Não acredito nisso..." Seu rosto demonstrava incredibilidade.

O gêmeo mais novo desceu o braço escondendo novamente o roxo e abaixou o olhar.

"Pensei que tinha parado."

"Tinha..." Respondeu o mais novo.

Saga pegou o mais novo pela mão o levando até uma sala separada. Algumas das pessoas que antes riam da cena agora estavam sérias observando os gêmeos saírem do salão. Assim que entraram no cômodo o loiro mais velho bateu a porta com força e empurrou o irmão prensando-o contra a porta de metal.

"O que você pensa enquanto se destrói?" Gritou para Kanon que tinha a cabeça abaixada. "Olha para mim! O que esta conseguindo com isso?"

"Eu só... Eu só não agüento mais isso! Todos os dias pessoas morrendo e seus familiares gritando, chorando desesperados!" Sussurrou em resposta ao questionamento do irmão.

"E é assim que você quer que eu fique? Gritando e chorando desesperado quando você estiver morto?" Pergunto Saga. "Pois é isso que você esta fazendo! Está se matando aos poucos toda vez que coloca essa coisa no seu corpo!"

Kanon empurrou o mais velho de perto de si.

"Você não entende! Nunca vai entender!" Gritou o mais novo enquanto saia do cômodo deixando Saga sozinho.

O gêmeo mais novo saiu correndo da sala em direção ao quarto em que dormia com seu irmão. Tinha algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto quando se trancou no banheiro deixando seu corpo apoiar-se na parede e ir descendo devagar até o chão de mármore branco. Apoiou a cabeça nos joelhos e deixou o choro rir. Passou as unhas nas bochechas deixando-as marcadas com vergões vermelhos e se levantou com jogando as coisas de cima da prateleira no chão. Parou se olhando na frente do espelho e catou um estilete debaixo da pia. Quando voltou para cima separou algumas mechas douradas passando a faca nos fios deixando-os curtos, acima dos ombros.

...WAR...

Camus acordou sentindo seu corpo chacoalhar de um lado para o outro. Sua cabeça e costelas doíam horrores. Abriu os olhos devagar se vendo livre das incomodas algemas de energia. Passou as mãos em volta dos pulsos e se ajeitou melhor ficando sentado dentro do que parecia ser um mini caminhão, uma pequena lâmpada iluminava o teto da cabine onde se encontrava. Podia ouvir algumas vozes próximas, mas não dava para ver de quem eram. Piscou sentindo sua cabeça latejar mais forte ao passar por algum buraco no caminho. Não fazia idéia de quanto tempo estava ali nem para onde estava sendo levado.

O ruivo tinha em mente que provavelmente estaria sendo levado para algum tipo de campo de concentração onde seria morto de uma maneira terrivelmente dolorida e desonrosa. Lembrava-se de ter ouvido um relato de um homem que conseguira escapar de um dos presídios. Da dor que ele dizia sentir e dos pesadelos que nunca pareciam acabar. Respirou fundo tentando imaginar algo bom e falhando miseravelmente para sua decepção. Sentiu o veiculo parando e respirou fundo, mesmo sem perceber Camus tentava criar coragem para seja lá o que estava por vir.

Ouviu o barulho de uma porta se abrindo e os passos de alguém que descia do mini caminhão seguido de mais duas pessoas. Logo em seguida ouviu um barulho da porta se destrancando e deu de cara com o homem que lhe havia torturado junto de mais dois que o ruivo não fazia idéia de quem eram.

"Ele está acordado senhor." Disse Valentine ao chefe loiro que apenas acenou com a cabeça.

"Não importa se ele esta ou não acordado, ele não vai sair vivo daqui de qualquer maneira!" Falou Aiacos cínico.

EEEEEEEEEEEEEEEE pessoas que lêem fics! E ai o que acham?

Eu comecei a escrever esse cap. Por que eu escrevo por que gosto, se não fosse isso acabaria deixando essa fic. de lado... Eu realmente ando tendo muitas coisas para fazer e além do mais quase n to recebendo incentivo dos leitores que não deixam nem um comentário para mim...

Se vc n sabe deixar um comentário: NO final da pagina tem um negocinho azul escrito review this chapter vc clica ali, escreve o seu comentário na janela nova q vai abrir e depois clica em submit review! PROTTIM! Seu comentário fica na fic e vem para o meu e-mail onde eu posso ler e até aceitar sugestões!

Mais uma vez peço ! deixem um review para mim! É o seu review que me incentiva a escrever a fic!