Olá! Bom, esse cap fico relativamente mais curto mas em compensação a qualidade fico um poquinho melhor. Não deu pra postar antes porque eu nem tinha ele escrito e como eu viajei e quando voltei meu PC quebro, então esse foi o motivo da minha demora. Ah, um agradecimento especial a minha beta; sem ela esse cap nunca tria saido a tempo.
enjoy!
Terça - Feira – Challenge
Roy não se recordava da ultima vez que visitara aquele lugar, no entanto o que sobrara dessas memórias coincidia perfeitamente com o que via agora. Os últimos preparativos estavam sendo feitos, e ele sabia que as pessoas dali não eram as únicas com uma longa semana de trabalho pela frente. Mais difícil que assinar aprovações e, com toda certeza, bem mais divertido.
Riza estava ao seu lado ainda não entendendo muito do que acontecia.
Raras vezes Roy havia visto ela fora de seu habitual traje militar, e agora ela usava uma blusa preta, saia longa preta e um salto alto na mesma cor. Básico, mas perfeito.
— Para onde está me levando? — perguntou Riza ao ser conduzida entre os muitos corredores do Teatro Municipal de Central City.
— Acha mesmo que vamos poder ensaiar lá na frente? — Rebateu ele.
— Não foi isso que eu perguntei.
Ele não começaria a discutir com ela agora, não valia a pena. Apenas continuou guiando a subordinada até o porão. Quando chegaram, Roy acendeu as luzes, que mesmo fracas, revelavam a enorme sala ao redor.
— Pronta? — Perguntou encarando-a com uma expressão desafiadora.
— Eu nasci pronta, Mustang — Riza mantinha-se no mesmo tom. Um tom de desafio e confiança.
Na noite anterior, ao voltar para casa, ela estava uma pilha de nervos, martirizando-se por ter aceitado a aposta. Não se conformava com o fato de ter que ficar grudada ao corpo de Roy pelo resto da semana.
Ao acordar de manhã, já se conformara, e como a mulher forte que era, teria que conviver com os próprios erros. Enfiou-se nas roupas adequadas e teve uma surpresa ao ver que no horário combinado, Roy já estava a sua porta para levá-la ao teatro. Ao que parecia, ele sabia cumprir horários, só não o fazia por falta de vontade.
Ali estavam então os dois, sozinhos, no subsolo mal iluminado de um prédio antigo.
Ah, seria uma longa semana... Muito, muito longa.
— Sem musica? — Estranhou ela.
— Você precisa se acostumar com o estilo de dança primeiro, não adianta muito eu começar a te ensinar a coreografia se você não souber o básico.
A verdade era que Roy também não estava exatamente confortável com a situação. Era estranho demais... Estava claro que ela não mordia, mas parecia que a qualquer movimento brusco que ele fizesse acarretaria um desastre sem precedentes. Não era uma idéia de todo... errada.
Sem prolongar mais a espera, Roy puxou-a pelo braço posicionando-se perfeitamente e fazendo-a corar pela aproximação súbita.
— Podia ter avisado.
— Daí não ia ter graça. — Disse começando a guiá-la com os próprios passos.
A adaptação perfeita e rápida da loira à dança chamou a atenção dele, mas este não se ateve aos detalhes, e apenas continuou dançando, e encarando-a de uma maneira que a fazia corar cada vez mais.
Tango não era uma dança para se chamar de monótona, e muito menos quando se tratava de dançar com Riza, mas ele esperava que isso tivesse um efeito ainda maior nela. Ansiando em deixar as coisas mais interessantes, Roy começou a dificultar, fazendo o ritmo ficar mais rápido e a seqüência mais complexa.
Esquecendo completamente qualquer resquício de vergonha que ainda tinha e surpreendo-o ao adicionar, ela mesma, passos mais ousados a dança, Riza tomou aquilo como um desafio.
E era essa mesma sensação de desafio que motivava os dois a seguir em frente a partir daquele momento. Os passos de um eram apenas um convite a um movimento mais ousado do outro.
A euforia tomava conta de seus corpos, não deixando que ambos pensassem no que faziam. Deixando-se levar dessa maneira, não só a dança, mais a presença dos dois ali, passou a ser um jogo de sedução.
Já dizia o ditado que tudo que é bom duro pouco, e antes que as coisas pudessem se complicar mais para seu lado, Riza recuperou o bom-senso e afastou-se de Roy ofegante, sem tirar por um segundo os olhos dos dele.
— Não me disse que dançava tango. — Disse Roy também ofegante, percebendo que havia realmente tornado as coisas interessantes.
— Você não sabe nem metade de quem eu sou, Roy. — Alegou, ao sentar-se em um das cadeiras que havia espalhadas pelo porão, desviando finalmente o olhar do dele.
Os dois se perguntavam o que exatamente havia acontecido, e mesmo sem saber o que, era impossível ignorar que algo havia realmente acontecido.
Ao recuperar o fôlego que na verdade nunca havia perdido, Riza levantou-se da cadeira. Percebeu que a euforia e um desejo esquisito ficavam cada vez mais fortes à medida que ela chegava mais perto dele. Não iria permitir outro deslize, não podia se dar esse luxo, não com Roy. Ele era esperto demais para saber aproveitar essas brechas dela.
Mas ao contrario do que Riza pensava, ele não tinha nem percebido o seu deslize. Ainda estava completamente atônito com o rumo que os próprios sentimentos e pensamentos tomaram... Fazia tempo que não se sentia assim, tão... Droga, pensou ao perceber exatamente o que havia ocorrido.
— Vamos? — Indagou ela a sua frente, percebendo o olhar distante dele.
— É, vamos...
Depois do ultimo susto nenhum deles se atrevia a chegar perto demais, e os movimentos eram extremamente calculados para que nada saísse de controle, mas o que era uma dança tão provocante perdera um pouco do encanto assim que eles recuperaram o foco. De qualquer forma, se iam a algum lugar, não importava muito aonde; já que iriam até aos confins do mundo se fosse para lá que o tango os levasse.
Como sempre, eu vo pedir reviwes, mesmo porque eu realmente presciso saber o que vocês queridos leitores estão achando. Por isso comentem, deêm ideas, critiquem... A fic sou eu que escrevo, mas é para vocês.
Bjão, até o próximo capítulo. (que saira mais cedo, garanto.)
