Capítulo III – A morte dos ventos, o início de uma jornada

Capítulo III – A morte dos ventos, o início de uma jornada.

Dusk mal pôde dormir desde quando viu aquela mulher perto do cristal, estava doido para colocar as mãos naquele cristal enorme que podia lhe render um bom dinheiro, mas estava intrigado com a garota, era idêntica à garota dos seus sonhos. Quando conseguiu finalmente pegar no sono, teve um sonho diferente. Ele estava em um jardim florido com sua finada namorada Luna, que usava um vestido longo e estava feliz em ver seu amado Dusk.

Dusk: Luna, que lugar é esse?

Luna se manteve sem palavras, mas fez sinal para que ele a seguisse, então o rapaz a seguiu.

Dusk: o que foi, Luna?

Então Luna quebrou o silêncio.

Luna: Dusk, aquele cristal foi só o começo. Salve a donzela dos cristais para trazer de volta a ordem neste mundo que um dia andamos juntos.

Dusk: eu quero mais que este mundo se exploda, Luna. Ele é muito monótono sem você, não tenho mais nada a perder.

Luna pegou em sua mão.

Luna: está falando besteira, Dusk. Eu nunca te abandonei todos esses anos, sempre estou e sempre estarei ao seu lado. Por isso por favor, salve este mundo. Faça isso por mim. Por todo o amor que um dia tivemos um pelo outro.

Dusk hesitou, mas uma pequena lágrima correu pelo seu rosto e então abraçou Luna.

Dusk: se isso é tão importante para você, farei isso.

Luna: muito obrigada, Dusk. Eu te amo e vou sempre te amar. Mande lembranças minhas para a Luka, diga à ela que ela está cuidando muito bem de você no meu lugar.

Depois das últimas palavras de Luna, Dusk acorda com Luka o sacudindo.

Luka: acorde, Dusk. Vamos logo para Nibelheim!

Dusk: acalme-se, Luna! Ah, Luka...já vou.

Luka: sonhou com ela? Com a Luna?

Dusk: sim, e ela veio com um papo maluco de que o mundo corre perigo e essas baboseiras todas.

Luka: sonhos podem revelar coisas verdadeiras, você sabia?

Dusk: ah, mas isso não é Final Fantasy demais?

Luka: bem, temos um cristal em Nibelheim, e uma cidade de mesmo nome no jogo Final Fantasy VII. Tudo é possível.

Dusk: ah, de qualquer forma vamos lá, estou pronto. Separamos as Matérias ontem, certo?

Luka: certo. Para mim você colocou no meu cajado a Matéria Ice e nas suas pistolas você colocou Water e Thunder.

Dusk: nas roupas estamos com Regen e Protect. Coloquei na minha corrente Shell. E na sua fivela você colocou Dispell, assim poderemos passar pela barreira. Aquela deve ser uma barreira de Matéria Reflect gigante.

Luka: então vamos nessa. Peguei dez Potions, quatro Phoenix Downs, seis Antidotes e quatro Gold Needles, além de 1000 giles para eventuais emergências.

Dusk: sempre prevenida, gosto disso. Agora vamos.

Os dois pegaram um trem para a estação de Nibelheim, que ficava na entrada da cidade. Então já avistaram o cânion de Nibelheim e o enorme brilho azul que era a barreira, cada vez que eles se aproximavam, o brilho ficava mais intenso.

Luka: tenho a impressão que o caminho está mais longo do que o usual.

Dusk: com certeza, e os monstros estão atacando com mais freqüência. Cuidado, atrás de você.

Uma matilha de coiotes cerca os dois, eles parecem famintos por carne humana.

Dusk: e essa agora?

Eis que Luka tem uma idéia brilhante.

Luka: simples, você dá um tiro com sua pistola que está com a Matéria Water e eu faço movimentos com o meu cajado que está com a Matéria Ice, aí a água gerada pelo seu tiro vai congelar e aí vai acertar todos os coiotes.

Dusk: tá aprendendo hein? Excelente idéia!

Os coiotes avançam nos dois e então a batalha começa, são tiros para todos os lados e cajadadas para cima e para baixo, eis que a oportunidade de colocar a idéia de Luka em prática surge. Os coiotes estão encarando os dois de frente. Então Dusk dá uma seqüência de oito tiros e eles ricocheteiam como gotas de chuva nos coiotes formando uma poça de água debaixo deles, então Luka toca a poça com o cajado fazendo com que a mesma congele, então os coiotes são congelados.

Luka: essa foi por pouco, mas conseguimos.

Dusk: me recuso a perder para simples coiotes. Olhe, Luka, a barreira. Ative Dispell, por favor.

Luka: pedindo educadamente, ativo rapidinho.

Dusk: vamos entrar, aqui vamos nós!

Dusk pega Luka pelo braço e os dois correm em direção à barreira, porém são repelidos por ela e as Matérias quebram como se fossem vidro.

Luka: olha só o que você fez! Eu disse que era impossível transpor a barreira. Agora teremos que comprar novas Matérias.

Luka estava um pouco brava com Dusk.

Dusk: acalme-se. Vamos tentar com uma nova estratégia.

Então uma voz feminina surgiu na mente dos dois.

??: a impaciência impõe barreiras intransponíveis, esta é uma delas. Agora, se vocês forem pacientes, talvez possam passar por ela.

Dusk: o que será que ela quis dizer com isso?

Luka: também não sei, talvez não devíamos ter corrido com tudo pra cima da barreira?

Dusk: é, talvez. Mas como a gente entra?

??: Agora, vocês dois. Toquem a barreira gentilmente e dêem um passo de cada vez.

Dusk e Luka tocam juntos a barreira de brilho azul, uma luz fulminante envolve os dois por alguns instantes e então finalmente se dissipa. Os dois se encontravam em uma espécie de altar com quatro pássaros de pedra em volta de um...CRISTAL?

Dusk: Luka, onde estamos?

Luka: impossível ter um altar DENTRO de um cânion, ei Dusk, olhe! O cristal que mostraram na TV.

Dusk: é o próprio, mas onde estamos? Com certeza isso aqui não é mais Nibelheim. Ei, Luka, sua roupa mudou. Está parecida com aquele cosplay que você tem de White Mage. Olha no chão, seu cajado, agora tem umas frescurinhas na ponta.

Luka olha para Dusk e nota que a roupa dele também mudou, e deu uma breve risada.

Luka: você está uma gracinha com a sua roupa nova. Você está vestido de Red Mage.

Perto do cristal, havia um pequeno lago, não acreditando nas palavras de Luka, Dusk foi ver se realmente tinha mudado de roupa, e era verdade, era um Red Mage completo.

Dusk: que chapéu ridículo! Quero as minhas roupas de volta! Ei espera um minuto, onde estão as minhas pistolas? Só vejo uma espada na minha bainha.

Luka: Dusk, eu sei que isso vai parecer absurdo mas, isso parece Final Fantasy.

Dusk: ah é, que divertido. Agora só falta surgir um monstro enorme e entrar num fight com a gente.

Logo depois que Dusk terminou de falar, da parte escura da caverna, dois olhos amarelos surgiram e revelaram ser de uma onça gigantesca com bigodes maiores do que os de uma onça comum.

Luka: você e essa sua boca do inferno! O que a gente vai fazer? Não temos mais nossas Matérias e o bicho parece ser nervoso!

Dusk: nós vamos é correr e tentar despistá-lo!

Luka: eu não quero virar comida de gato gigante! Onde eu fui me meter? Só por Deus.

Dusk: Ele não vai poder te ajudar agora, simplesmente corre!

A onça era rápida saltava com facilidade, fora que algumas partes da caverna ruíam facilmente então Dusk e Luka às vezes levavam alguns tombos. A onça conseguiu derrubar Luka e quase a mordeu, se não fosse por meia dúzia de pedradas de Dusk. Depois de correrem mais um pouco, foi a vez de Dusk ficar cara a cara com a fera, quase foi mordido, mas conseguiu escapar e levou um arranhão na perna que o fez urrar de tanta dor.

Dusk: sua onça maldita! Eu quero que você arda em chamas! FIRE!

Uma rajada de fogo saiu das mãos de Dusk queimando a onça na barriga parcialmente.

Luka arregalou os olhos para ver se tinha visto direito o que Dusk acabara de fazer, ele tinha usado Fire? O FEITIÇO Fire? Enquanto isso, as mãos de Dusk ainda tinham resquícios da fumaça que havia sido deixada por conta do feitiço.

Dusk: ai minha perna. Você vai ver quando eu levantar daqui sua onça desgraçada, vou acabar com você a beliscões.

Luka: Dusk, você está sangrando mais do que um vazamento no banco de sangue!

Dusk: eu estou bem, não se preocupe. Agora vou me levantar e acabar com aquela onça.

Dusk tenta se levantar, mas a dor o vence.

Luka: calma, Dusk. Você não vai conseguir nesse estado.

Luka pensa consigo mesma, se ele usou Fire apenas com a vontade de ver aquela onça liquidada, ela podia curá-lo para que juntos eles consigam derrotá-la.

Luka: Dusk, isso pode ser loucura, mas é a única idéia que eu tive. Força revigorante, faça com que este ferimento se cicatrize, CURE!

Brilhos azuis saem das mãos de Luka e fecham os ferimentos de Dusk estancando o sangramento.

Dusk: Luka? Que raios foi isso que você fez?

Luka ainda estava pasma com o que fez, mas explicou ao amigo.

Luka: a mesma coisa que você fez, só que eu fiz para curar seus ferimentos.

Dusk: como assim?

Luka: você usou Fire na onça porque queria acertá-la de qualquer maneira e eu usei Cure porque queria que você melhorasse.

Dusk: entendo.

A onça se recupera das queimaduras e parte para cima dos dois. O felino começa a rugir e eletricidade começa a fluir pelos seus bigodes se concentrando nas extremidades de seus bigodes.

Luka: acho que agora o bicho ficou bravo.

Dusk: de qualquer forma, cuidado com os bigodes.

Os dois se separam para ver se despistam a onça, ela está furiosa e está atrás principalmente de Dusk que a feriu gravemente com um feitiço Fire.

Dusk: mas você não desiste de apanhar não é? Quer mais? Então toma! FIRE!

A onça desta vez salta a rajada de fogo e chicoteia Dusk com um de seus bigodes que o paralisa.

Luka: Dusk! Ora sua!

Luka avança com tudo para cima da onça com o cajado e acerta com tudo na cabeça dela, isso causa a fúria do animal, que também consegue paralisar Luka com um de seus bigodes.

Dusk: acho que é isso aí, né Luka? Quem diria, morrer no estômago de uma onça.

Luka: se você não for para o inferno, eu te mando pra lá com tanta porrada que eu vou te dar quando chegarmos lá em cima.

Dusk: bem, vamos fazer uma última aposta então. Quem ela vai comer primeiro?

Luka: você deve ter um gosto horrível por ser um chato, hahaha.

A onça rodeia os dois babando de fome e passando a língua entre seus dentes afiados como pequenas facas. Ela parece estar indecisa ao decidir qual ela vai comer primeiro.

Dusk: acho que ela está indecisa, porque os carnívoros comem primeiro os que tem mais medo do predador.

Luka: tem razão, como eu não tenho medo de morrer, pra mim tanto faz.

Então a paralisia dos dois se desfaz, Dusk olha para Luka e tem uma idéia.

Dusk: vou cortar esse mal pela raiz, Luka!

Luka: o que vai fazer?

Dusk: eu tenho uma espada, certo? Então eu vou cortar aqueles bigodes da onça.

Luka: mas você vai se eletrocutar quando cortá-los.

Dusk: não vou não, a eletricidade se concentra apenas nas pontas dos bigodes, foi com aquilo que ela nos acertou, é ou não é?

Luka: tem razão, mas como você pretende fazer isso?

Dusk: eu não, nós dois. Olha o meu plano, primeiro eu vou com tudo pra cima dela e corto os bigodes dela, então você atrai a atenção dela, aí eu pulo e dou o golpe final nela.

Luka: pode funcionar.

Dusk: então façamos isso logo porque lá vem ela! E lá vou eu!

Então Dusk corre o mais rápido que pode e em um movimento rápido tira sua espada da bainha cortando os bigodes da onça e passa por ela.

Luka: ei gatinho! Vem me pegar!

A onça então começa a perseguir Luka, Dusk pula do alto de uma pedra na caverna e corta a cabeça da onça.

Dusk: ufa, conseguimos.

Algo inusitado acontece, ao invés do cadáver da onça ficar lá, ele desaparece em meio a brilhos.

Luka: que estranho!

Dusk: mas é...bonito.

Então o cristal sai do altar e começa a flutuar, quebrando em mil pedaços, uma garota de cabelos pretos cai de dentro dele nos braços de Dusk. A garota abre os seus profundos olhos azuis como um par de safiras lentamente.

Garota: muito obrigada, Dusk. Eu sabia que você viria me salvar.

Dusk: então era, era você que chamava por mim em meus sonhos não era?

Luka: você a conhece de onde?

Dusk: de lugar nenhum, mas ela vivia nos meus sonhos pedindo ajuda, você lembra disso, eu te contei.

Luka: olá, meu nome é Luka! Qual é o seu?

Garota: meu nome é Dawn Aurora.

Luka: prazer em te conhecer, Dawn. Que engraçado, o nome dela é contrário ao seu Dusk. O seu significa crepúsculo e o nome dela significa amanhecer.

Dusk: como você foi parar no cristal, Dawn?

Dawn: eu fui escolhida para ser a donzela do cristal, para manter a ordem entre os mundos e dimensões, mas desde quando a Aliança das Trevas me seqüestrou, eu consegui fugir e me escondi nesse cristal para ter um pouco de poder a fim de buscar ajuda. Então eu pude entrar nos sonhos de Dusk. Agora que o primeiro cristal se partiu, esse equilíbrio acabou como vocês podem ver agora, logo os ventos cessarão.

Dusk: você pode nos explicar como eu e a Luka fomos capaz de conter aquela onça?

Dawn: é...

??: é simples.

Uma fera com chifres e um anjo surgiram.

Ifrit: eu sou Ifrit, o demônio das chamas infernais e estive aguardando todo esse tempo para despertar dentro de você, Dusk.

Seraphim: e eu sou Seraphim, o anjo que auxilia os aflitos, estava dormente dentro de você, Luka.

Dusk: isso está ficando cada vez mais Final Fantasy. Mas está ficando bom.

Luka: Ifrit e Seraphim em pessoa? Não creio.

Dawn: agora sei que posso contar com vocês, vocês podem despertar as outras Espers e assim salvar o equilíbrio dos cristais!

Dusk: espera aí, a gente ainda não disse que vai te ajudar, Dawn. Agora que te salvei e tal, você pode reestabelecer esse equilíbrio, não pode?

Luka: Dusk!

Dawn: infelizmente, não posso restaurar o equilíbrio sozinha, a Aliança das Trevas tirou boa parte dos meus poderes quando me manteve prisioneira. Eu só consegui sobreviver todo esse tempo, porque fugi por uma falha de um dos integrantes da Aliança e cheguei até aqui e consegui refúgio dentro do cristal.

Luka: Dusk, por favor, ajude-a! Luna com certeza já teria te convencido de ajudá-la.

Dusk: Luna?

Dusk se lembra do sonho que teve com Luna e abaixa a cabeça.

Dusk: está certo. Vamos em frente. Ifrit, é bom lutar pra valer!

Ifrit: será um prazer queimar meus inimigos até não sobrar mais nada.

Ifrit desaparece em uma chama e entra no peito de Dusk.

Luka: isso é sinal que ele concordou, Dawn.

Dawn: que ótimo! Eu sabia que vocês não iam me decepcionar.

Luka: Seraphim, sempre que puder, venha nos ajudar.

Seraphim: sempre surgirei em momentos de caos e desordem para ampará-los e dar novas esperanças a vocês.

Seraphim sobre aos céus em um raio de luz.

Dawn: quando saírem, verão que o mundo de vocês mudou drasticamente, então estejam preparados para qualquer coisa fora do comum.

Dusk: não precisa nem dizer, a onça bigoduda que enfrentamos já foi algo estranho.

Então, Dusk e Luka com sua nova companheira de viagem Dawn saem do altar do cristal por uma porta de pedra.

Fim do capítulo III – A morte dos ventos, o início de uma jornada.