Disclaimer: Final Fantasy VIII e seus personagens não são meus. Eu não recebo dinheiro algum por escrever fanfics, sou apenas um pobre autor.
Pares: IrvinexSquall, LagunaxSquall, SeiferxZell
Avisos: Yaoi, Incesto. Lemon. Universo Alternativo.
Sinopse: Os garotos do orfanato embarcam numa viagem para comemorar o aniversário de Squall. Mal ele sabia que isso levaria a uma mudança no seu relacionamento com um pai recentemente descoberto e seu amigo de infância.
De Agora em Diante
Capítulo 2
Estava escuro. A noite veio e chovia forte lá fora. Cuidadosamente, o loiro caminhou por corredores escuros. Um blecaute havia acontecido por causa da chuva e Zell estava cansado de esperar pela eletricidade voltar. Ele pensou em passar a noite inteira sob seus cobertores, mas seu estômago implorou para que ele fizesse algo a respeito da fome crescente que acordara.
Tentando achar onde estava, ele apalpou as paredes para se guiar até que sentiu algo em suas mãos. Um arrepio percorreu a sua espinha... Ele ficou congelado de medo e respirou penosamente até que...
- Ahhhhhhhhhhhhhhhh.
- Chicken, qual é o seu problema?
Zell pensou em gritar novamente, mas então ele percebeu que conhecia a voz.
- Ah, é você... Eu pensei... Eu... O que você tá fazendo aqui?
- Eu estava tentando ir lá embaixo quando alguém decidiu me apalpar... Tsc Tsc, não sabia que você pensava em mim desse jeito.
- Ei... não é o que...
- Quem está aí?
- Eu e o franguinho assustado.
- Maldito...
- Ah, graças a Deus que vocês estão bem. Vamos lá embaixo e ver o que aconteceu. Podem vir, eu conheço esse lugar como... .
- – Zell gritou também, sem saber o porquê, mas ele tinha certeza de que algo havia acontecido para que Laguna gritasse daquele jeito, algo muito ruim.
- Eu tinha certeza de que os degraus não estavam aqui antes – Laguna disse, tentando se levantar. Ele teve sorte de não ter rolado escada abaixo.
- Você está bem, senhor?
- É... Estou, mas, por favor, não me chame de senhor, me chame de Laguna. E você, está bem? Por que você gritou?
- Eu? Ah...
- O franguinho tem medo do escuro.
- Não tenho.
- Ahhhh, você tem.
Os loiros ficaram distraídos em sua discussão, esquecendo-se de perguntar se Laguna precisava de alguma ajuda, então o homem desceu os degraus desajeitadamente. Depois de algumas tentativas frustradas, ele fez seu caminho em segurança pelo corredor principal, apenas trombando em alguns sofás e derrubando algumas cadeiras e vasos pelo caminho. Quando ele passou pelo corredor que o levava até a parte mais interna do andar principal, ele viu uma luz no final do túnel.
- Sr. Laguna, você está bem?
- Estou, querida.
- Você parece ferido... – Selphie se aproximou e olhou para cima com olhos verdes arregalados de preocupação.
- Ah, não é nada, só derrubei algumas coisas no meu caminho, nada muito caro...eu acho. Ei, tô vendo que você encontrou uma lanterna.
- Ah, é! Estou sempre preparada para esse tipo de situação! Parece que estamos sem energia... chuva má... Não posso assistir TV.
- Acho que temos que sobreviver esta noite sem isso... Alguma ideia?
- E se a gente se juntasse na lareira para contar histórias de terror?
- Parece ótimo!
Posso fingir que eu não escutei isso e voltar para o meu quarto?
- É você, Squall?
-...
Selphie segurou a mão do garoto. – Vamos acender o fogo.
Nãooo.
- Você sabe fazer isso, querida? – Laguna perguntou preocupado.
- Claro! Eu sempre vi o pessoal na TV fazendo isso!
- Por favor, posso ir com você? – Outra voz perguntou.
- Ahh... Tá bom, Irvy-chan, eu não vou deixar você sozinho no escuro. Eu sou uma boa menina.
- Valeu!
Squall normalmente gostaria de ter o Irvine por perto, mas algo lhe dizia que Selphie, Irvine e fogo não eram uma boa combinação.
- Eu vou com vocês também! – Laguna disse animado.
Oh, não.
Squall nunca rezava, mas ele achou que aquela era uma boa hora para começar.
xxx
Estava chovendo forte.
-...Quando a garota se escondeu no guarda-roupa... De repente, ela ouviu passos se aproximando e se aproximando e seu coração bateu tão rápido que ela tinha medo de que o assassino pudesse ouvir. Mas então tudo ficou em silêncio... até que um forte trovão trovejou nos céu e ela gritou quando viu a cabeça do seu namorado rolando pelo chão. E ela desmaiou. No próximo dia ela foi encontrada viva, mas a identidade do assassino cruel continuou um segredo até hoje. Eles dizem que ela nunca mais pôde ir num circo e que ela ainda podia ouvir as risadas de palhaços no escuro da noite. Essa foi uma história real.
A risada de Seifer preencheu o breve silêncio que surgiu após a lenda que Selphie havia contado.
- Não é engraçado, Seifer! É realmente uma história real e você devia parar de brincar com isso.
- Selphie, nem mesmo o Chicken aqui ficou com medo.
- É, nem mesmo eu... Ei! O que você quis dizer...
- Tá, tá bom, eu concordo. Não foi muito assustador. Foi só um aquecimento para a verdadeira história assustadora. Eu convido agora Sr. Loire para revelar o segredo da casa em que vocês estão agora.
- Ah... Eu nem sei se é verdade mesmo o que eles dizem. Parece uma casa perfeitamente segura para mim. Se não, eu não teria comprado ela.
- Ahhhhhhhhhhhhh, por favor. Você me prometeu que ia contar tudo sobre essa casa mal-assombrada.
- Não é mal-assombrada.
- É mal-assombrada...? – Zell perguntou.
- Eu pensei que você soubesse, Chicken.
- Claro que não, Zell – Quistis disse pacientemente.
- Como você pode ter tanta certeza? – Irvine perguntou. – Quer dizer... Não é que eu esteja com medo ou algo assim... Mas, gente, pensem, nós estamos numa casa velha no meio da floresta, o lugar prefeito para fantasmas e serial killers acharem suas vítimas adolescentes.
- É, ele tá certo – Zell concordou.
- Viram, alguém concorda comigo.
- E pelo que eu ouvi, as mortes nessa casa tiveram algo a ver com forças malignas.
- Alguém foi morto nesta casa? – Nida estava preocupado.
- Gente, vocês não podem estar falando sério – Rinoa disse.
- É verdade, Sr. Loire me disse.
- Na verdade...
- Vocês dois planejaram fazer a minha festa de aniversário num lugar assim? E vocês pensaram que foi uma boa ideia?
Todos olharam para Squall.
Eu disse isso em voz alta?
- Não! Quer dizer, sim! Bom, na verdade...
- Esquece. – Squall se levantou do sofá, pretendendo ir até seu quarto.
- Por favor, não vai.
O garoto estava frustrado consigo por ter parado.
- É, Sr. Loire ainda precisa contar a história dele.
-...
- Bom, eu acho que eu não tenho outra escolha senão contar como eu me tornei o dono desse lugar. Vocês vão ver, não há nada a temer.
- Hum... – Squall pensou duas vezes e sentou-se novamente. Não era como se ele estivesse curioso... Ele só pensou que era cedo demais para ir dormir naquele momento. – Whatever.
- Tá bom. – Laguna se levantou e caminhou até parar em frente à lareira. – Diziam que era uma família normal. Pai, mãe, três filhos, avó e um tio.
- E um cachorro – Selphie complementou.
- É, isso mesmo, o cachorro se chamava Rude.
- Não era Reno?
- Era?
- Tá, tá, vão logo – Seifer disse antes de pegar um pouco da pipoca de Zell.
O loiro tatuado sentiu um arrepio quando a mão esbarrou na sua coxa. Ele não sabia exatamente por quê.
- Onde eu parei?
- O pai, você disse que algo aconteceu com ele.
- Ah, sim. Um dia, parecia um dia como qualquer outro, misteriosamente, o homem desapareceu. Ele foi pescar e nunca mais voltou. A família procurou por todo lugar, mas só acharam o barco de pesca na margem do rio. Não tinham nenhuma pista do seu paradeiro.
- Talvez ele se afogou – Irvine sugeriu.
- Ninguém pode se afogar naquele rio, Kinneas, nem mesmo o Chicken-wuss.
- Por que sempre eu? Você não tem outra pessoa para provocar?
- Eu não acho que seja educado caçoar do Puberty Boy na frente do pai dele.
-...Como?
- Seifer! Não fala isso do Squall! Quando eu conheci você, eu nunca pensei que você era tão ruim!
- Ei, Rinoa, fica calma. Eu nunca disse que Puberty Boy era o Leonhart.
- Gente, vocês não estão prestando atenção!
- Por favor, vamos ouvir a história para que isso possa acabar logo para que a gente possa ir para cama – Quistis disse.
- Eu não quero ir para cama agora... – Irvine disse. – Só se alguém vier comigo.
Squall esteve perdido em seus pensamentos por um tempo, até que a voz de Laguna soou pelo aposento mais uma vez.
- Depois de um tempo, a avó começou a ter sonhos estranhos. Era o seu filho apontando para uma trilha na floresta.
- Aquela que a gente pegou hoje? – Nida perguntou.
- É, aquela mesma!
-...
- Um dos filhos perdidos do homem decidiu seguir a trilha, com esperança de encontrar seu pai. Ele caminhou até a floresta e... nunca mais fora visto.
- Bom, não há nada estranho em pessoas desaparecendo no meio da floresta. Eu acho que todos os dias alguns idiotas se perdem no caminho.
- Não é o final da história, Seifer! Não se atreva a sair agora!
- É eu sei, você vai me punir se eu sair agora.
- Pode apostar.
- Posso continuar a história agora?
- Claro, Sr. Loire.
- Bom... Alguns dias depois...
- Gente, sem mais interrupções! Continue, Sr. Loire.
- Ok... Alguns dias depois...
- Se mais alguém interromper a história de novo eu...
- Amor, deixa o homem falar.
- Sr. Loire só vai conseguir falar se você ficar quieto, Irvine.
- Tá bom! Você não vai mais ouvir a minha voz de agora em diante, eu prometo.
- Posso? – Laguna olhou ao redor para ver se ninguém ia falar. – O cachorro foi encontrado morto alguns dias depois.
- Eu acho que o Seifer não vai gostar dessa parte da história.
- Ah, cala a boca, Chicken.
- PESSOAL!
- Eu não quis interromper.
- Viu, tudo culpa do galináceo.
- Ei!
- VOCÊS DOIS, PAREM DE GRITAR AGORA!
Ai... Dor de cabeça...
- Você está bem, Squall?
- É, tô bem. – O rapaz esfregou as suas têmporas. – Por favor, continue.
- Ah, ok! – Laguna disse animadamente. – Eu estou tão feliz que você quer ouvir minha história.
Squall fitou os olhos brilhantes do homem.
Por que eu deveria me importar se você está feliz ou infeliz, quando você sorri desse jeito para mim... Droga, para de olhar para mim assim...
- Bom, então... – Laguna viu Squall olhando par ele e achou difícil se concentrar em sua tarefa e... o que era mesmo? – Ah... bom, depois disso, o telefone começou a tocar muitas vezes durante os dias, mas só a mãe conseguia ouvir e quando ela atendia... ela só ouvia sons estranhos. A mulher começou a agir diferente com o passar do tempo, ela não era a mesma pessoa alegre de antes. Ela estava mudada, vivendo a maior parte do tempo sozinha no seu quarto.
Como o Puberty Boy.
- Um dia, na hora do jantar, um dos filhos dela saiu da mesa e foi em direção do quarto da mãe. Ele pegou uma arma e atirou na sua própria mãe e depois se matou.
Que trágico.
- Depois disso, o tio acreditou que a casa era mal-assombrada e insistiu em sair da casa de uma vez por todas com o resto da família. Por algum motivo estranho, o sobrinho dele e a mãe dele resolveram ficar, vivendo como se nada tivesse acontecido. O homem saiu da casa, mas morreu dois ou três anos depois, na banheira do apartamento dele na cidade. Disse a mulher que quando seria a hora da morte dele o seu neto saiu da mesa de jantar e disse que ia visitar o pai. O rapaz deixou a casa e nunca mais foi visto. Um dia um viajante apareceu na casa, perguntando por direções. Ele não estava perdido, ele só estava se certificando que estava seguindo o caminho certo. Bom, a doce mulher convidou ele para tomar chá, um chá muito bom, e eles conversaram até o pôr-do-sol. Então a mulher contou a trágica história da família dela e perguntou se o homem acreditava nisso. Ele ficou muito impressionado na época e disse que sim. Eu posso dizer que ele estava um pouco, só um pouco com medo, mas a curiosidade dele foi mais forte. Ele fez muitas perguntas e decidiu solucionar o mistério, dormindo na casa. Depois de alguns dias ele concluiu que não havia nada de errado na casa. Ele nunca viu nada estranho e mesmo com o que diziam, ele achava o lugar bem simpático e agradável. Então a mulher fez uma proposta de vender a casa e ele aceitou! Vocês conseguem adivinhar quem ele era?
Não faço a mínima ideia...
- Era você, Sr. Loire? – Rinoa perguntou de maneira animada.
- Ei! Muito bom! Era eu!
Que surpresa...
- Mas... – Selphie. – O que aconteceu com a velhinha?
- Ah... Ela se mudou para uma casinha em uma cidade perto.
- E o que aconteceu com ela?
- Da última vez que eu ouvi falar dela, ela estava tendo aulas de dança e tinha adotado três gatos.
- Ah... Eu pensei que ela tinha morrido com um acidente muito trágico.
- Por que você achou isso?
- A maldição?
- Ah, minha querida, não tem maldição. Foi só uma lenda contada por uma doce e criativa velhinha.
- Eu não sei... Eu acho que nós devíamos investigar mais a fundo...
- Eu acho que nós deveríamos dormir, Selphie. – Quistis se levantou do sofá em que seu corpo ainda a pouco estava preguiçosamente jogado e bocejou.
- Mas eu não estou cansada!
- Garota, você nunca se cansa! – Irvine exclamou.
- Eu acho que nós temos bastante tempo para investigar a história nos próximos dias. – Laguna tocou um dos ombros da garota.
- Legal, Sr. Loire!
- Por favor... me chame de Laguna... – O homem coçou a cabeça.
- Eu mal posso esperar para começar a investigar! Eu sei o que eu preciso fazer agora! Eu vou fazer alguns planos!
Por favor, faça isso em silêncio.
A garota acenou para todos e pegou a mão de Quistis, levando-a para o quarto.
Todos pareciam aliviados e decidiram que era uma boa hora para dormir, então retornaram para seus quartos. A eletricidade havia voltado um tempo depois que eles foram para a cama.
Era quase meia-noite e alguém ainda estava acordado. Seus olhos azuis estavam focados nas sombras das folhas se movendo com o vento. Ainda estava chovendo forte e a claridade dos relâmpagos podia ser vista de tempos em tempos. O garoto olhou em volta do quarto e viu outro loiro respirando calmamente em seu sono.
Ok, não há nada de errado com essa casa... È só uma casa velha e escura no meio da floresta. Não tem nada para ficar preocupado.
Zell rolou em sua cama, segurando as cobertas com força.
Os sons estranhos são só da chuva. O arrepio que eu sinto passando perto do quarto do Laguna é só o vento frio...
- Chicken, vai dormir ou não vai?
- Eu tô tentando!
- Para de ficar rolando na cama e ficar fazendo esses barulhos estranhos!
- Eu só... – De repente, Zell parou. -...Você ouviu isso?
- O quê?
- Um cachorro latindo.
Seifer permaneceu em silêncio por um momento, mas não ouviu som algum. – Para de ser um franguinho medroso, não me diga que você acreditou naquela história?
- Não! Eu... – Zell pausou por um momento. – De novo... eu tenho certeza que foi um cachorro latindo.
- Você pode parar de falar de cachorros? – Seifer se deitou novamente em sua cama e tentou se concentrar em dormir.
- Mas...
- Zell, olha para mim.
O mais jovem olhou para os olhos verdes hipnotizantes.
- Não tem cachorro nenhum aqui!
- Tá! Eu entendi! – Zell se virou de costas para o outro loiro. – Desgraçado.
- Franguinho idiota.
- Posso deixar a lâmpada acesa?
Squall olhou para a garota com uma expressão de aborrecimento. – Você tem medo do escuro?
- Claro que não! Eu só estou acostumada a dormir com algumas luzes acesas.
- Whatever. – O garoto colocou os cobertores sobre seu rosto. Como a garota conseguia dormir com tanta claridade?
- Squall, eu sei que pode parecer meio coisa de criança, mas você acha que talvez tenha algo na história que o Laguna contou que seja um pouco verdade?
- Não.
- Talvez não tenha nada de errado nessa casa, mas você acredita em fantasmas? Sabe, de modo geral?
- Não.
Eu acredito no inferno e eu estou vivendo nele.
- Um dia, quando eu tinha oito anos, acho que eu escutei a minha mãe me chamar...
Squall se levantou e caminhou até a porta.
- Onde você está indo?
- Eu estou com sede, dá licença? Eu preciso anunciar toda vez que eu preciso beber água?
- Claro que não... – Rinoa sentiu-se magoada. – Vai lá...
Squall respirou fundo. Ele não estava com sede, só precisava de um pouco de paz. Talvez, se ele tivesse sorte, Rinoa poderia estar dormindo quando ele voltasse. Então ele poderia apagar as luzes e descansar um pouco. Era muito para se pedir? Bom, até lá ele teria que passar algum tempo em outro lugar e não parecia uma má ideia ir à cozinha afinal de contas. Quando chegou ao lugar, ele viu que as luzes já estavam acesas e alguém devia...
- .
-...
- Ah, cara, é você? – Era Irvine.
- O que você está fazendo aqui? Não consegue dormir. – Squall perguntou.
- Bom... não...
- Não me diga que você está...
- Eu não estou com medo! Eu só... – Irvine parou de repente e começou a olhar de maneira estranha para a direção da porta dos fundos. – Você viu aquilo?
- O quê? – Squall virou na direção em que Irvine estava olhando. – Eu não vejo nada. – Ele continuou olhando para a porta de vidro.
- Cara, eu vi uma sombra passando rápido.
- É só a sua imaginação.
Então um barulho estranho foi ouvido de fora, como se algo estivesse arranhando a superfície de madeira.
Squall olhou para o rosto de Irvine, o garoto parecia aterrorizado.
- Olha! Eu vi de novo! – Inconscientemente, ele segurou o braço de Squall. Por um momento o moreno esteve perdido em uma espécie de sonho, até que ele tomar coragem de se afastar do toque e bravamente caminhar em direção à porta.
Irvine permaneceu no lugar, sem conseguir se mover.
Squall juntou toda a sua coragem e abriu a porta, revelando um par de olhos azuis olhando diretamente para ele.
E aquilo latiu.
- Bom, Irvine, não é um monstro. – O cachorro se aproximou de Squall e o cheirou.
- Ei, amigo! O que você tá fazendo aqui, hein? – Irvine se inclinou e acariciou a cabeça do cachorro.
- Talvez ele more aqui.
- Mas quem dá comida pra ele? Você caça? Você caça passarinhos e coelhos?
- Talvez ele seguiu a gente na estrada.
Então o cachorro bocejou e caminhou na direção da floresta, desaparecendo de vista no meio das árvores escuras.
- Por que você tá rindo? – Irvine perguntou.
- Eu não tô rindo.
- Por que você tá sorrindo?
- Eu não estou sorrindo.
- Você tá tirando uma da minha cara?
- Não... É só que... foi engraçado ver a sua cara... – Squall não conseguiu controlar um pequeno e momentâneo sorriso.
Irvine riu. – Bom, eu não estava vendo coisas! Pelo menos eu não sou louco!
- Ainda.
- Filho da mãe. – E Irvine riu mais.
Quando Squall voltou para o seu quarto naquela noite, Rinoa já estava dormindo tranqüilamente.
Dia 1 não tinha sido tão mal no final das contas.
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Continua...
Obrigado a Lyara C.R. por sempre me dar apoio para que eu continue escrevendo!
