2º Ato A Decepção que Procede ao Ódio!

Chego na clínica, estou visivelmente abalado, ou melhor, irado, não consigo nem dizer um simples "oi", que minha voz sai ameaçadora, todos ficam com medo. Sabe? Eu sou médico e por isso estou sempre malhando, e fazendo musculação.

Secretária: Bom dia Drº. Chiba!

D: Só se for para você!

Ela me olhou impressionada, eu costumo ser bem gentil. Mas hoje eu não seria gentil nem que me pagassem. Eu não agüento nem ao menos pensar naquela miserável daquela professora. Quem ela pensa que é, para me humilhar daquele jeito? E ainda por cima, na frente da escola toda!

Paro de pensar um pouco nisso, e com meu ótimo humor, vou atender meu 1º paciente do dia. Um rapaz chamado Paul.

Paul: Drº Chiba! Olá! Como vai?

D: Mal! E você também!

P(Paul): Como assim?

D: Como é a sua vida?

P: Normal!

D: Mas, e sua vida noturna, como é?

P: Eu estou com alguma doença?

Nessa hora eu esqueci minha raiva e comecei a me sentir mal. Paul tinha 19 anos, era novo demais, e seus testes, acusavam a presença de drogas em seu organismo. Eu pesquisei o caso de Paul. Nada de mais, só mais um garoto comum, que aos seus 19 anos já tinha sua vida. Amigos, namorada, carro, enfim.

D: Paul. Sinto te dizer isso, mas. Você veio aqui, para fazer um simples check up, e seus testes, acusaram presença de drogas...

P: O quê? Como? Onde? Cadê? Por quê?

Essa foi, a última e mais sensata, pergunta de Paul, antes que começasse a chorar. Por que um rapaz de 19 anos estaria metido com drogas? Eu não gostaria de cumprir meu papel de médico agora, mas eu tenho de faze-lo. Sempre gostei muito de Paul. Cuido dele desde que me formei médico. Afinal, só são doze anos de diferença. Eu não sou tão coroa!

D: Paul?

P: Sim!

D: Eu conversei com seus pais, e...

P: Com meus pais?

D: Exatamente! Bom, serei direto. Você está usando?

P: vo..vo..cê po..po...de di...zer i..isso de mi..mim?

D: Pela sua reação eu já sei a resposta.

Eu me decepcionei. Como o Paul, um garoto que eu conhecia desde pequeno, poderia ter se tornado um homem com uma doença dessas? Afinal, esse vício é uma doença! E o pior passou por minha cabeça. Esse ele estivesse com as pessoas erradas? Com drogas! Só poderia estar!

D: Você está?

P: Não.

No fundo, eu sabia que ele estava mentindo. Eu sentia isso. E ele notou, e somente com o seu olhar, eu notei que ele dizia sim. E pior, me pedia socorro!

D:Então, o que aconteceu, Paul?

P: Alguns amigos meus, me ofereceram quando eu era criança!

D: Quantos anos você tinha?

P: Foi na 8ª série!

Paul começou a usar drogas, com 14 anos ? Impossível! Ele era, praticamente, uma criança. Como este tipo de coisa entra nas escolas?

D: Quem mais usava?

P: Muita gente! Acredite!

Ao ouvir isso fiquei desapontado. Várias crianças da idade de Paul usavam drogas! Será que seus pais se importavam? Ficando cada vez mais chocado continuei.

D: Como você se meteu com isso? Explique-me exatamente!

P:Uns colegas meus me ofereceram e eu, experimentei!

D: Paul. E você gostou, não foi?

P: Sim.

Continuei conversando com Paul por muito tempo. Até que sua consulta acabou, e ele se levantou para que pudesse ir para casa. Não sei qual será a reação dos pais de Paul, mas se fosse comigo, eu acho que primeiro culparia a mim mesmo, e depois tentaria ajudar meu filho no que fosse possível.

O dia depois disso foi rápido. Recuperei meu bom humor, e dei graças aos céus, por meus amigos me perdoarem. Consegui sair mais cedo e fui em direção ao estúdio onde minha esposa estaria. Chegando lá, me disseram que ela tinha saído para fazer fotos em outras localidades, "A essa hora da noite", foi o que pensei, mas, mesmo assim fui a seu encontro.

Dirigi até encontrar o lugar que a atendente havia me dado, o endereço estava em um pedaço de papel.

FLASHBACK

D: Gostaria de ver a Srª Chiba.

Atendente: Srª Chiba?

D: Perdão, é Srª Kaio. Nunca vou entender esses nomes artísticos.

A: A Srª Kaio foi fazer um ensaio, em outra localidade.

D: A essa hora da noite?

A: exatamente!

D: Você poderia me dar o endereço?

A: Claro!

FIM DO FLASHBACK

E assim eu cheguei aqui. Mas não estou com um pressentimento muito bom, esse lugar é um motel. Pergunto por Michiru Kaio e os recepcionistas me indicam o quarto, e me dão uma chave, com o nº 331 nela. Vou ao quarto 331, e abrindo a porta me deparo com aquela cena terrível...

CONTINUA...

Notas do Autor: É isso aí, minha terceira fic, acho que nunca vou me cansar desse comentário. O que será que o Darien viu no quarto? O que será que vai acontecer com o Paul? Será que ele vai continuar nessa vida? Só lendo para saber! Não percam Como Uma Fênix!

OBS: Essa é uma abordagem diferente, ela é mais séria, mas não perderei o bom humor. As drogas voltarão a aparecer, não quero ofender ninguém. Mas eu gostaria de escrever algo mais dramático. Digam-me como estou indo.

OBS2: Deixem Reviews! Muitos!!!

OBS3: Sem querer ser chato! Gostaria de dedicar esse cap, para à Beka Black e a Nat D. Essas duas estão sempre me mandando Reviews. Valeu meninas! E Nat, esqueça os terroristas! Valeu? Não que eu esteja com medo! Pois não estou! Mas, ainda quero mulher e filhos!

OBS4: Deixem Reviews! Muitos!!! só para não vocês esquecerem!!!

ÂngelusArcangeli !