[Supernatural] Acredite

Disclaimer: Jared, Jensen e qualquer outro ator aqui citado não me pertencem. Eles são pessoas reais, e não é minha intenção ofender nenhum deles. Essa história é apenas uma fantasia louca criada por uma autora ainda mais louca que a história. Isso é apenas uma ficção criada de fã para fã e eu não ganho nada escrevendo isso. É uma fanfic Slash, dois homens numa relação amorosa, então, se não gosta, não leia.

Classificação: +18

Gênero: Angst / Drama / Tragédia / Romance / Yaoi / Lemon / UA (Universo Alternativo)

Avisos: Relação homossexual! Drama! Angst! E, dependendo de como você ver, altos níveis de açúcar em algumas cenas! Prosseguir com a leitura, ou não, os riscos são todos de vocês! ;)

Shipper: PadAckles (Jensen Ackles/Jared Padalecki)

Sinopse: Eles se conhecem há anos. Eles eram melhores amigos. Um, tímido e reservado. O outro, sorridente e amigável. Da amizade pode surgir um sentimento mais forte? "Acredite... Eu te amo." (PadAckles, UA)

Beta: Sem beta! Erros todos meus e do Word!

Hey, people! Look at me here again! :D

Em primeiro lugar, gostaria de dedicar esse capítulo a um leitor que eu tinha no Nyah, chamado William. Coisa que, aliás, já deveria ter feito há tempos, mas faltava-me coragem, e, admito, palavras. Depois do bug que o Nyah deu, e trollou todo mundo, não sei se ele pretende continuar acompanhando minha Fanfiction... Mas, ainda assim, dedico o capítulo a ele, por um e-mail que recebi e que sempre me deixa feliz quando estou sem ânimo pra fazer nada. Obrigado

Em segundo, gostaria de me desculpar pelos horários em que venho postando. Acontece que, como já disse, o tempo aqui anda bastante corrido... Estamos perto do final do ano já, então relaxar nos estudos, nem pensar! Estou cheia de tarefas, e ainda fico praticamente um terço do meu dia babando na minha sobrinha... Esse horário, perto das 22:00, 23:00... É o único em que estarei disponível :( (com tempo pra arrumar alguns erros do capítulo, responder as reviews e editar as notas iniciais) Não fiquem irritados comigo, por favor! .

As respostas às reviews estarão no final do capítulo ;)

Espero que tenham uma boa leitura!

P.S.: Novamente, o lance de colocar uma frase de música no lugar do nome do capítulo –Q dessa vez, a música é Through Glass :3

Capítulo 3. I'm looking at you through the glass

(Estou olhando pra você pelo vidro – Stone Sour)

5 anos depois...

– E aí, Big Jay? É sério o que a Pâmela me contou? Você vai mesmo embora hoje? – indagou Chad, apoiando os ombros no armário do amigo, cruzando os braços e fazendo um biquinho, ato que provocou risos da parte de Jared.

– É... – concordou o Padalecki, ainda sorrindo. – Eu ainda tá... Sei lá. Meio confuso, sabe? Eu não queria, e nem quero, deixar tudo que eu conheci aqui pra trás, mas a possibilidade de poder reencontrar meus antigos amigos...

– Deve ser uma escolha difícil. – comentou Chad, e então, encarou o chão.

– Você nem imagina. – concordou Jared, ligeiramente sem-graça, enquanto terminava de guardar tudo que havia em seu armário na mochila que estava em suas mãos.

Já haviam se passado 5 anos. 5 anos de saudade, mágoa e sofrimento. Sinceramente, ele ainda não entendia como conseguira suportar aquilo tudo. Nas primeiras semanas – ele se lembrava – havia se recusado até a sair do quarto novo. Apenas ficara trancado lá, chorando copiosamente. Por dias. Saíra somente quando seu pai ameaçara – sob protestos de sua mãe, que, assim como ele, havia se oposto veementemente à ideia de se mudarem – interná-lo numa clínica psiquiátrica. Então, ele finalmente saíra, sabendo que já não tinha mais forças para encarar o mundo sozinho.

Felizmente, encontrara bons amigos ali também. Chad fora o primeiro, e, logo depois dele, quase todas as outras crianças da cidade – e, mais uma vez, parecia que todos se encantavam por ele assim que o viam, embora ele não achasse que houvesse motivos pra isso.

Mesmo assim, não havia um dia em que não acordasse se perguntando como estavam os seus antigos amigos. Aqueles que fora obrigado a abandonar 5 anos atrás. Não havia um dia em que não sentisse saudade deles – tanta que seu peito ardia pelo simples ato de respirar. Continuar vivendo nunca parecia tão difícil como naqueles momentos.

– Então... – Chad começou, tirando-o de seus devaneios, enquanto mexia os ombros, desconfortável. – Sabe, Jay, eu queria... Eu queria te contar uma coisa...

– Por favor, Chad, não. – Jared suspirou, infeliz, repentinamente interessado em observar os cadarços de seu tênis.

Ele já percebera – há mais ou menos um ano – o modo como o amigo o olhava. O modo como sorria pra ele. Gostava muito de Chad, mas não como sabia que o garoto queria. Ele não queria que a amizade deles acabasse por causa disso, e jamais poderia retribuir o sentimento do outro.

– Mas Jay, você não entende! Eu...

– Chad. – ele segurou o braço do amigo e o encarou, sério. – Não. – ele sabia que podia estar, e que provavelmente estava, magoando o louro. Mas simplesmente não conseguiria mentir e dar falsas esperanças para o Murray. –... Desculpe. – acrescentou, quase que logo em seguida, desejando que suas palavras não tivessem saído tão rudes como lhe parecia.

Chad deu um meio-sorriso tristonho, e voltou a encarar o chão, sem graça, enquanto tentava aceitar o fato de o moreno não sentir o mesmo por ele.

– É esse tal Jensen, não é?

Jared congelou exatamente onde estava, prendendo a respiração.

Jensen. Ouvir aquele nome novamente era como receber um murro diretamente no rosto – ele não o ouvia há anos. Abria novamente a cicatriz de sua alma, trazia à tona todos os sentimentos que havia tentado enterrar no fundo de seu ser: mágoa, culpa, sofrimento, dor. Porque Jared jamais se perdoara – e jamais se perdoaria – por ter partido sem ter dito nada a ele. Sem ter lhe deixado ao menos uma carta explicando tudo. Sem ter dado uma droga de desculpa plausível.

Porém, naquele momento – enquanto tentava conter a enxurrada de lágrimas – tudo que se perguntava era como Chad o conhecia – e, principalmente, como o louro fora parar na conversa.

– Como você... Ele... Mas o que... ? – balbuciou, confuso, e Chad balançou a cabeça, ainda sorrindo.

– Você fala enquanto dorme, Padalecki. – o louro suspirou. – Pelo menos em todas as noites que eu fui dormir na sua casa, assim que pegava no sono, esse nome era a primeira coisa que você falava. Era algum namorado, ou... ?

– Não! – Jared sentiu o rubor subir por seu rosto, enquanto tentava concertar o mal-entendido, ainda se perguntando mentalmente o que havia colocado seu antigo melhor amigo no meio daquilo tudo. – Sem querer ofender, Chad... Eu não sou gay, sem ofensas… Quer dizer... Eu e ele somos apenas amigos... – então, o moreno fez uma careta. – Ou pelo menos éramos. Ele não deve nem estar querendo mais ver a minha cara, hoje em dia.

– Sério? Por quê? – Chad o encarou, surpreso, e um tanto aliviado, mesmo sabendo que era mesquinho sentir-se assim.

– Porque eu fiz com ele o que uma pessoa decente não faria com o melhor amigo. – Jared baixou o rosto, sentindo a culpa pesar novamente em seus ombros. – Eu o abandonei, Chad. Ele era o meu melhor amigo, ele disse que eu era a pessoa mais importante da vida dele. Ele era órfão, sabe? – as lágrimas escorreram por seu rosto antes que conseguisse contê-las. – E eu simplesmente fui embora sem dizer nada pra ele... Foi a pior decisão que eu já tomei em toda minha vida. Eu achei que se ele ficasse sabendo por outra pessoa, a tristeza seria menor... Mas eu só estava mentindo pra mim mesmo, porque eu sei que não foi. Eu só estava sendo egoísta e me protegendo de ser eu a fazê-lo sofrer desse jeito. Eu nunca mereci a amizade dele, Chad.

– Jay, não diga isso. – triste ao ver o garoto que amava daquele jeito, Chad secou suas lágrimas, franzindo as sobrancelhas. – Não foi culpa sua. Seu pai te obrigou a ir embora, esqueceu? Você não teve escolha. Você sofreu demais, e tudo que fez foi só pra tentar impedir sua dor de aumentar ainda mais. Você pode até pensar que foi egoísta, mas se ele era mesmo seu melhor amigo, se você explicar, ele vai entender, ou pelo menos tentar.

– Você não entende. – Jared se afastou dele, e sorriu, angustiado. – Eu fui um canalha, Chad. Eu prometi pra ele que ia estar sempre ao seu lado. E eu quebrei a promessa. Por isso eu não mereço a amizade dele.

– Mas...

Jared não continuou ali para ouvir o que o amigo diria. Ele não queria continuar falando de seus sentimentos – se o fizesse, ele provavelmente cairia em pedaços pelo chão. Porque ele não aguentaria remoer tudo aquilo outra vez.

– Liga pra mim depois, Chad. – falou, acenando com a mão, sem se virar para ver a expressão do amigo. – Talvez eu consiga manter contato.

E assim, partiu, deixando Murray para trás, que se perguntava mentalmente por que Jared tinha aquele complexo de idiotice tão grande a ponto de pensar que a culpa era toda dele.

- ₪ -

"– Vamos, Jay! – Jensen sorriu alegremente, encarando o menor, que apenas o observava ao pé da árvore. – Suba!

E-Eu não sei não, Jen... Aí não está muito alto? – Jared encarou o amigo, suplicante.

Jared Tristan Padalecki, não me diga que você tem medo de altura! – Jensen continuava sorrindo, tentando passar confiança ao maior, que não respondeu, simplesmente continuou encarando-o, pedindo que fizessem qualquer outra coisa que não fosse subir em árvores. – Ora, vamos! Confia em mim, só dessa vez, Jay! – pediu, esticando a mão para o amigo.

Estavam no mesmo parque onde haviam se conhecido. Tinham 9 anos, e Jensen, desde o início da manhã, tentava persuadi-lo com a ideia de subirem numa árvore. O que o louro não sabia era que Jared morria de medo de altura, e que a simples visão de Jensen esticando a mão lá de cima, ficando apoiado com apenas um dos braços, já era o suficiente pra que sentisse tonturas.

Por favor, Jen! – o garoto pediu, fazendo sua melhor carinha de pidão. – Vamos fazer alguma outra coisa! Por favor, por favor, por favor?

Ah, a carinha não, Jay, aí já é covardia. – Jensen fez um biquinho, antes de pular do galho direto para o chão, emburrado, dando um grande susto em Jared, que pensou que o amigo tivesse escorregado. – O que quer fazer então, já que minha idéia é ruim demais pra ser apenas considerada?

Eu não disse isso. – Jared encarou o chão, cutucando a grama com a ponta do tênis. – A gente podia fazer qualquer coisa. Eu só não quero subir em árvores.

Você não tem mesmo medo de altura, tem, Jay? – o louro apenas recebeu um olhar envergonhado da parte do Padalecki. Então, sorriu de um jeito um tanto compreensivo. – Tudo bem, tudo bem. Nada de subir em árvores. O que vamos fazer?

A gente podia... Hum... – Jared franziu a testa, pensativo. – Só sentar aqui, e observar as pessoas, sentir o vento. Que tal?

Suas ideias são realmente péssimas, Jay. – Jensen balançou a cabeça. – Mas, devo admitir, eu até que gostei dessa.

Os garotos sorriram com cumplicidade, e então, sentaram-se, encostando as costas na árvore mais próxima, um ao lado do outro.

Sabia que eu adoro passar o meu tempo com você, Jay? – comentou Jensen, acariciando os cabelos do Padalecki, que o encarou. Em silêncio, o louro fez sinal para que ele apoiasse a cabeça em suas pernas, e Jared obedeceu. Voltou a acariciar-lhe os cabelos como se nada tivesse acontecido. – Eu me sinto bem assim.

E por que você se sente bem? – perguntou Jared, bocejando, enquanto sorria, sonolento. Tinha de admitir, sentir Jensen acariciando seus cabelos era o melhor cafuné que poderia receber de alguém. Lhe dava um pouco de sono, até.

Eu não sei. – confessou Jensen, olhando para o alto e fechando os olhos.

A brisa que balançava delicadamente as folhas das árvores acariciava seu rosto, e ele podia ouvir, ao longe, o som de risadas das outras crianças que brincavam. Inconscientemente, sorriu também.

Sabe, Jay, eu... – se calou ao olhar para baixo e perceber que Jared dormia, a respiração lenta, a boca entreaberta. – Dorminhoco. – murmurou consigo mesmo, o sorriso aumentando em seu rosto enquanto observava os traços ligeiramente delicados do moreno.

Ele jamais admitiria ao Padalecki e nem a ninguém, mas ele adorava vê-lo dormindo. Sentia uma alegria e felicidade inexplicáveis ao vê-lo daquele jeito – era como se, por um instante, nada mais importasse além dele.

Sabia que assim você parece um anjo? – ele murmurou, sorridente, aconchegando um pouco mais a cabeça de Jared em seu colo. – Um anjo terrível, bagunceiro, e muito, muito dorminhoco aliás.

Jensen já começava a sentir as pálpebras pesando, conforme sua respiração ia se arrastando cada vez mais, até tornar-se calma e regular. Antes de adormecer, murmurou, grogue, com um sorriso nos lábios:

Eu fico feliz assim só por saber que você vai estar sempre do meu lado, Jay."

– JENSEN! – Jared levantou-se da cama num salto.

Com o coração quase saindo pela boca, e com o corpo molhado pelo suor, o moreno olhou brevemente para os lados, antes de afundar a cabeça nas mãos, atordoado.

– Mas que diabos... – murmurou consigo mesmo, antes de se calar.

Num segundo, estava confuso, imóvel na cama. No outro, as lágrimas já escorriam sem permissão por seu rosto, enquanto os soluços escapavam de seus lábios.

– Jensen... – balbuciou, sentindo o bolo de choro na garganta.

Sua vontade era de gritar. Gritar, quebrar alguma coisa, socar alguma coisa. Não importava.

Ele queria apenas livrar-se daquele aperto em seu peito. Doía tanto que... Céus, ele mal conseguia fingir que estava bem.

Por quê? Por que tivera de sonhar com uma lembrança tão boa? Doía ver aquilo outra vez. Ele se lembrava perfeitamente daquele dia. Ele se lembrava perfeitamente do modo como Jensen acariciava seus cabelos, com tanto carinho que ele até conseguia dormir, não importando onde estivesse. Ele se lembrava do louro tentando convencê-lo a subir na árvore, mais tarde, quando acordaram. E se lembrava de ter aceitado a idéia – e de, pela primeira vez em toda sua vida, ter subido numa árvore. Porque confiava em Jensen. Porque sabia que se não pudesse confiar no louro, não poderia confiar em mais ninguém.

Droga, por que tinha de doer tanto? Por que ele tinha que remoer tanto aqueles pensamentos? De novo, e de novo, e de novo? Estava se tornando um ciclo vicioso.

Ele sabia que era doentio, que era sádico. Mas, por algum motivo, nos primeiros instantes em que se lembrava de Jensen, ele não se importava com o fato de sofrer. Enquanto se lembrava do sorriso de felicidade do garoto, ele não se importava em sentir-se dilacerado cada vez mais.

Porque ele sabia que, se Jensen estivesse sofrendo – e se tivesse sofrido no passado –, a culpa seria – e teria sido – sua, e somente sua.

Enquanto abraçava a si mesmo, Jared sussurrou, a voz falhando, embora soubesse que ninguém poderia ouvir-lhe:

– Eu só espero que você algum dia me perdoe, Jen...

Respostas às reviews:

Waldorf SaN: Hey, Nikki! :D com você, eu não conversei muito, né? Seja bem-vinda, sua fofa! xD Um pônei? O.O sério? Huhsauhsauhsuahsuahs, eu guardaria tudo o dinheiro pra ir em convenção, e comprar os CD's das minhas bandas favoritas! Huashaushauhsauh xD assim como você, também curto bastante um sadismo emocional entre os personagens Será que somos emocionalmente masoquistas? –Q Se formos, eu sei que não somos as únicas haushaushaushuash xD Sim, mesmo juntando Jake, Tom e Genevieve, eles não chegam nem aos pés do que o Jared significa pro Jens. Por todo o lance de ter sido ele quem tirou o Jensen da solidão, e talz, o loirinho ficou bastante, digamos assim, "dependente" dele. E, sim, ele também é bastante sensível, e depois dessa, (ó eu dando spoiler) vai ficar mais ainda... Obrigado pelo review, sua linda! :D

Totosay de Cueca: Huashaushaushaush, menina, que dedução a sua, hein! xD não posso dizer muito pra não estragar a surpresa, mas acho que talvez o modo como o Jensen se sente em relação ao Jared agora vá te surpreender um pouco... Ou assim espero! Rsrsr, beijos, sua linda, obrigado pelo review! X*

Medecris: Heeey! :D sim, senhorita, está na dedicatória u.u Como é que eu ia fazer uma dedicatória para os meus leitores queridos e esquecer justo de você? Nem pensar, de jeito maneira! Já disse que ainda tenho que te agradecer muito pela força que me deu para continuar postando Sim, o Jared é meio difícil de julgar... Por mais que consideremos o que ele fez errado, a situação dele não era, digamos assim, "comum". Eu não tinha pensado muito em como definir, mas acho que é exatamente como você disse: ele não queria que sua última visão do Jensen fosse o louro triste, com os olhos cheios de lágrimas. Santo Jake mesmo! Husaushaushaush, é um dos personagens com os quais, depois do primeiro foco, eu comecei a gostar de trabalhar :) E, sim, o Jensen realmente se quebrou! Quanto à escolha de não querer juntar os pedaços... Talvez ele quisesse que o Jared colasse eles outra vez... Será? ;)

Maxizeus: Hey, seu lindo! :D também gosto bastante desse capítulo, foi um dos em que eu mais me emocionei escrevendo... Ganhar na Loto? Só por causa da dedicatória? O.O mas, mas... Huashaushaushaush, que isso, seu fofo! Assim você faz meu ego inflar! Huahsuahsuash xD Obrigado pelo review, seu lindo *~*