As coisas como devem ser

As coisas como devem ser

No último capítulo:

Talvez fosse o momento, mas algo agora o fazia prestar atenção na beleza dela, na maciez da pele, no tom róseo de seus lábios. Ela era tão jovem e já entendia sua dor melhor do que ninguém. Os dois fecharam os olhos para sentir melhor um ao outro, mas a voz de alguém os interrompeu.

Agora:

- Minha filha, eu e o seu pai estávamos te esperando, mas como você demorou eu vim buscá-la. - Tratava-se de uma mulher que também usava um manto azul escuro, mas diferente do pai da menina ela tinha um rosto simpático e era fisicamente muito parecida com a filha, com seus longos cabelos castanhos. Mei se levantou e foi até ela.

- Mãe eu estava...

- Eu já sei – interrompeu enquanto abria um sorriso - será que esqueceu que sou sua mãe e que também tenho o dom do destino? Não se preocupe com nada. – ela disse enquanto dava a Mei um bombom que tinha nas mãos.

Agora Itachi entendia de onde tinha vindo aquele sorriso fácil de Mei. Por que definitivamente não tinha vindo pai dela que mesmo quando foi consolá-la nem ao menos esboçou um sorriso, mas ele foi tirado de seus pensamentos ao perceber que as duas olhavam para ele, como se estivessem esperando ele prestar atenção nelas para poderem falar. A mulher então disse:

- Não se preocupe com o seu irmão e com você, eu vou fazer com que todos os presentes esqueçam a interferência de Mei naquele corredor. – disse ela gentilmente.

- Não! Eu não quero esquecê-la... Ela me ajudou. – disse de repente, com medo de perder aquela lembrança tão boa para ele.

- Não se preocupe Itachi-kun eu acho que isso estava em nosso destino. – disse ela tranqüilamente, para surpresa dos dois outros presentes.

A mulher sorriu ao perceber o amadurecimento de sua filha. "Ela está começando a entender". Pensou ela satisfeita e depois olhou novamente para Itachi e disse:

- O nosso dever é zelar pelo destino, as coisas acontecerão como devem acontecer.

E num instante todos voltaram à cena inicial com Jiraya, Naruto, Kisame, Sasuke e Itachi no mesmo corredor de antes. E as duas observavam a cena anônimas á todos que participavam dela. Mei olhou triste para mãe perguntou:

- Mãe ele esqueceu de mim?

A mulher respondeu a pergunta com um sorriso e então disse:

- Vamos, seu pai está nos esperando – ela deu uma pausa e falou baixinho para a filha – e não conte para ele sobre o bombom que eu te dei, está na hora do jantar e eu não deixei ele comer nada antes de você chegasse, por isso ele me mandou te buscar.

As duas riram e foram embora felizes.

A luta dos irmãos corria normal, mas Itachi sentiu algo estranho em seu bolso e sem que ninguém percebesse olhou o que era. Tratava-se de um vidro de comprimidos com o nome "Mei" no rótulo e por algum motivo que ele ignorava aquele nome o fez sentir era algo para ajudá-lo, ainda sem que ninguém pudesse ver ele guardou o vidro no bolso e continuou como se nada tivesse acontecido.

XXX

O tempo passou e agora a luta que estava acontecendo entre os irmãos Uchiha era a última e decisiva. E quando parecia que Itachi venceria, pois Sasuke não tinha mais forças para reagir, ele foi até o irmão mais novo, passou os dedos banhados em sangue em seus olhos e depois caiu no chão... Morreu sorrindo.

Itachi sentiu como se tivesse se livrado de um peso e pode observar o próprio corpo aos pés do irmão. Estava feliz... Havia realizado seu desejo, mas algo chamou sua atenção para o outro lado, uma jovem o observava. Ela era bem bonita, parecia ter dezoito anos, estava vestida com um manto azul escuro e sorria para ele. Ele já a havia visto antes, conhecia aquele sorriso, mas não conseguia saber de onde.

Ela começou a andar até ele e quando estava próxima o suficiente, colocou uma das mãos sobre seu rosto carinhosamente e aquele toque lhe deu paz. Ele a olhou confuso:

- Eu te conheço?

- Não exatamente. – disse enquanto deixava uma luz azul emanar de sua mão.

De repente todas as lembranças sobre ela que haviam sido apagadas de sua mente voltaram e ele se surpreendeu ao ver que em tão pouco tempo ela tinha mudado tanto, se tornando uma mulher belíssima. Ela sorriu para e falou:

- Viu? Dessa vez eu não interferi, eu observei e te esperei calmamente.

- Como você pôde mudar tanto em tão pouco tempo? – perguntou ele falando mais sobre sua aparência do que sobre sua atitude. Quando ele a encontrou há dois anos atrás ele era apenas uma menina e agora já era uma mulher.

- Você ainda insiste em me fazer esse tipo de pergunta? – ela brincou, entendendo o verdadeiro sentido da pergunta – Você já sabe que eu não consigo explicar, mas agora eu posso te mostrar.

Ele a olhou surpreso enquanto ela fingia não entender o motivo daquela cara dele.

- Como assim pode me mostrar?

- É que como você está morto para o mundo, já cumpriu seu dever com o destino e não afetaria em nada se você me acompanhasse – ela disse feliz, mas ao ver a cara desconcertada dele ela concluiu – Se você quiser, é claro.

Ele estava em choque, mas o rosto desapontado dela pareceu despertá-lo, então surpreendentemente ele pegou as mãos dela, olhou em seus olhos e disse:

- Por favor, me mostre tudo. – pediu sorrindo para ela

- Você continua com essa mania de me surpreender – ela deu um sorriso e continuou - existem muitas coisas que você não conhece e que eu poderia te mostrar, mas isso pode demorar muito, tem certeza que quer passar tanto tempo a meu lado? – perguntou olhando para ele carinhosamente

- Claro que sim, eu te acompanho onde for. – disse enquanto aproximava as mãos dela de seu rosto e dava um beijo em cada um delas.

Ela ficou muito feliz, lhe deu um abraço forte e is dois ficaram juntos durante um tempo sentindo o corpo um do outro apertado contra o peito, sentindo o calor um do outro. Eles se separaram deram as mãos e desapareceram juntos. Eles só não perceberam que estavam sendo observados pelos pais dela:

- Se ele magoar minha pura e virgem filha, eu vou torturar o espírito dele até ele querer ressuscitar. – disse o pai dele parecendo bem irritado.

- Meu bem, não fique com tanto ciúmes querido, afinal foi ele motivo do amadurecimento dela em tão pouco tempo. – disse ela acalmando ele.

- Eu só não entendi como aquele remédio foi parar no bolso dele. – disse ele estranhando esse fato.

Ela deu um sorriso malicioso como resposta e depois falou:

- Vamos logo! Temos muito trabalho a fazer querido. – ela disse enquanto puxava ele e desapareciam juntos.

O destino é algo muito interessante. Quem pode garantir que não estava no destino de Mei ajudar Itachi a viver? E se ela é uma das responsáveis por zelar pelo destino, será que não havia alguém zelando pelos dois? Perguntas como essas sempre existirão, mas elas não podem ser respondidas com palavras, você tem que ver as respostas.

XXX

Espero que tenham gostado do final

Eu particularmente estou muito feliz com essa historia

Se gostarem de Mei e Itachi, eu talvez escreva uma fic onde os dois apareçam mais como um "casal" de fato, porque eu mesma me apaixonei por eles.

Enfim, muito obrigada por lerem e até a próxima nn