Finalmente cheguei a casa da minha mãe. Passei horas naquele comboio para aqui chegar. É muito diferente de N.Y. Esta cidade é tão calma… demasiado calma.
Mas é melhor assim. Talvez com este silencio eu consiga encontrar-me a mim mesma.
A minha mãe pareceu-me surpreendida, para não dizer assustada, quando viu o meu visual. Ele esta habituada a velha Jenny, aquela que vestia calças de ganga e camisolas de algodão cor-de-rosa.
O casaco preto, por coma da camisola vermelho sangue, a sai curta e as botas de cano alto, não são nada parecidas com os vestidos que costumava fazer.
Depois de me acomodar no meu quarto daqui, que devo especificar que é do tamanho da minha casa de banho em N.Y eu e a mão fomos jantar a um restaurante. As pessoas aqui não parecem estar habituadas a gente nova, pois ficaram a olhar para mim como se eu fosse um avião enquanto cumprimentavam a minha mãe.
Durante o jantar fomos sempre interrompidas com as mesmas perguntas "É a tua filha?", "és de onde?"…. Blá, blá, blá
Acabamos de comer demasiado depressa para o meu gosto. Era suposto ir para casa mas por sorte a minha mãe percebeu que aquilo não era a minha hora de recolher. Deu-me as indicações para um bar que segundo ela, tem as melhores bebidas da cidade. Que tipo de mãe recomenda a filha um bar que serve bebidas alcoólicas e ela não sabe que continuou menor?
Bem não importa…
Foi para aquele bar e pedi uma cosmopolitan. Isso ajudara-me a pensar naquilo que realmente sou.
Depois de três cosmopolitans, já estava pronta para ir para casa quando quase cuspi a bebida para a linda camisola daquele que veio sentar-se ao meu lado.
-Jenny? – Perguntou ele. Será que estou assim tão diferente desde a última vez que me viu? Eu não posso ter mudado assim tanto.
-Não. A fada do dente! – se queria que aquela noite não acabasse mal, teria de ter calma e aproveitar cada possível piada. Ele deu um sorriso de canto e olhou-me de cima abaixo, afirmando depois.
-Mudaste muito…
-Para o bem ou para o mal?
-Fisicamente pareces-me bem, mas psicologicamente… tendo em conta que esta numa cidadesinha bem longe da tua querida Constance… não deves estar bem.
Eu nada respondi. Ainda não sabia se devia ir embora e deixa-lo ali ou se continuar a beber para afogar a minha falta de identidade.
-Olha Jenny… e sei que não sou propriamente o teu finalista preferido, mas estou aqui bloqueado e a única pessoa que poderia conversar comigo és tu. E já que vamos conversar, podemos tentar dar-nos bem.
-Realmente não és o meu finalista preferido. Preferia mil vezes estar aqui com o Nate… -vi-o sorrir. – Até o Chuck seria companhia melhor… - desta vez ficou com raiva. Chuck parecia provocar-lhe raiva. Ou medo… - E não percebo porque que te preocupas comigo Carter… Não percebo mesmo…
-Littl J. eu também fez parte da elite da Constance. E como qualquer bom finalista quero que a Constance continue a mesma de antes. Mas isso não vai acontecer se a actual rainha esta a comportar-se com a Serena! – Fechei as mãos com ódio quando me comparou com a Serena. E o pior era que aquilo era uma comparação de igualdade. Estava a transformar-me na Serena. Ele tinha razão. Estava a seguir as pegadas dela exactamente. Comecei por me dar bem com todos parecia uma querida e do nada tornei-me rainha, meti-me em confusões e deixei bem claro que ninguém era melhor que eu… Este pensamento assustou-me. Ser como a Serena sempre foi o meu sonho, até me tornar rainha… A Serena foi rainha e perdeu a coroa para Blair. Eu não posso perder a coroa… nunca!
Enquanto eu continuava a pensar no como seria uma catástrofe eu ser a próxima Serena, Carter olhava para mim a espera que eu dissesse alguma coisa.
-E como é suposto comportar-se uma rainha?
Estava pronta para pedir ajuda a Carter, se isso significasse que manteria a minha coroa que tanto custou a ganhar.
-Jenny, uma rainha nunca pode mostrar se esta mal… Tu mostras. Fugiste quando as águas estavam demasiado quentes em N.Y.
Odeio-o por ter razão!
-Uma rainha nunca deve mudar. Tem de ser igual do inicio ao fim. Tu no inicio prestavas, agora…. Bem a questão é que. Se queres continuar rainha tens sempre de ser como eras ao inicio.
Ser como era ao inicio porque foi no inicio que as coisas boas aconteceram. Carter realmente era mais velho, mais velho ate o que Nate. Era obvio que ele sabia mais coisas do que eu. Talvez me pudesse ajudar a voltar a ser eu mesma… mas porque o faria?
-Carter o que tu ganhas ao me contes estas coisas todas?
-Bem… estou aqui preso com os meus pais durante uma semana então ganho companhia e ajudo a velha escola continuar a mesma.
Ele claramente tinha outras intenções, mas eu não quero saber. Se me ajudar a voltar a ser a mesma Jenny de antes…
O resto da noite passou depressa. Carter contou-me como era a rainha da altura dele e ensinou-me como é que eu deveria agir no futuro e mais coisas dessas.
Ele até é simpático, mas as segundas intenções continuam presentes mas invisíveis.
No dia seguinte Carter decidiu, sim decidiu, porque eu não pode dizer nem uma palavra, que eu tinha de ir as compras. Porque teria de voltar ao meu antigo visual.
-Eu gosto do meu visual assim! – Ok! Estava a fazer uma birra, mas e dai? Eu demorei séculos ate chegar a este ponto da moda. Ele não pode chegar aqui e mudar tudo.
-Ahhh mas….. - Olhou para a minha cara e viu que não estava para cooperar. Coço a cabeça e decidiu que suavizaríamos apenas um pouco o visual.
A tarde de compras foi estranha. Carter estava a ser simpático. E eu estava a aproveitar-me a grande das dicas dele continuando sem saber o que ele queria na verdade.
A semana passou depressa. E eu posso dizer que melhorei. Pouco mas melhorei. Antes de ir embora decidi perguntar qual eram as segundas intenções dele. Posso ser loira mas sei que aqui há gato.
-Carter. Eu não sou tonta! Já disseste que me estavas a ajudar de à vontade mas sei que a elite não faz nada de boa vontade. Agora diz-me, porque me estas mesmo a ajudar?
Ele sorriu e depois disse:
-Muitos parabéns Jenny. Aprendes alguma coisa afinal. … Sim tens razão eu quero alguma coisa. Preciso de um favor teu.
Eu sabia!
-E que tipo de favor?
-Saberás na segunda-feira, quando começares as aulas.
E dito isto o maldito foi-se embora. Depois de me relembrar que na segunda eu teria aulas.
Passei o resto da viagem a pensar no que teria de fazer para agradar a aquele desgraçado.
Mas o que será que ele quer?
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Olá gente! Obriga por lerem.
Espero comentários para continuar a fic. Então, por favor comentem!
Qual é que será o favor que a Jenny vai fazer? O que acontecera na Constance com a volta de Jenny melhorada. A rainha fará coisas boas ou mas? E o amor…?
Comentem para que haja uma continuação!
Obrigada outra vez por lerem!
BJX
