NOTAS INICIAIS: Olá, meus leitores (que não são nada meus, mas relevemos). Começa aqui a real causa de todos os próximos capítulos. *rufar de tambores* Boa leitura!


GAROTAS TAMBÉM SÃO PERVERTIDAS

Capítulo III - Regras


Sua tímida estúpida e inútil, esbravejou a mente dela.

Haviam transado pela segunda vez; entorpecidos pelo desejo, logo deixaram o sofá para deitar sobre o chão. O corpo de Misaki, pressionado contra o chão frio, apesar de um tanto dolorido devido à dureza da superfície, não sofreu os efeitos do cansaço e do calor exercidos sobre o de Usui. Realmente exausto, ofegante, ele lhe convidou para um banho juntos ― na teoria, o primeira vez em que compartilhariam a banheira. Ela emudeceu.

― Não farei nada ― ele assegurou honestamente, ao perceber que ela ruborizou e permaneceu calada. Os olhos verdes estavam livres de quaisquer indícios de perversão, no entanto não era este o ponto que a afetava.

― E-eu sei ― balbuciou ela muito baixo. Na verdade, estava constrangida porque queria que fizessem algo, porém não conseguia expressá-lo por meio de palavras: elas sufocavam-lhe a garganta e a deixavam acanhada.

― Quer que eu te leve no colo, Misa-chan? ― brincou ele, buscando aliviar a tensão. Ainda não entendera a vergonha repentina da namorada.

Não! - ela gritou em resposta, e o loiro riu. Ultrajada, ela levantou de modo abrupto e dirigiu-se ao banheiro. ― Seu imbecil, posso fazer isso sozinha.

O loiro riu mais uma vez, antes de pôr-se de pé também. Enquanto ele enchia a banheira, Misaki recolhia as roupas do chão e dobrava-os com cuidado; pensava na conveniência de seus ataques de raiva em alguns momentos. Quando irritada ou pressionada, agia impetuosamente, ainda que com restrições ― a violência e os gritos eram a face negativa desta característica tão conhecida por ela, além da vergonha, quando Usui era o interlocutor.

― Ei, Misa-chan, não vai entrar? ― chamou o rapaz, já imerso na água. A morena enfim percebeu que ele a observava com um sorriso travesso; só após uns segundos notou que estava nua. ― Se bem que esta vista é muito agradável.

Enrubescida, ela desviou o rosto, entrou na banheira já cheia e escondeu-se entre a espuma. Seu rosto estava adorável, segundo o julgamento de Takumi. Era por esta garota tão forte, e ao mesmo tempo tão delicada, que ele havia se apaixonado. Percebeu que a morena relaxava submersa na água quente, e não resistiu por provocá-la.

― Como estão suas costas? ― Apesar de sua intenção, a preocupação era genuína.

― Como assim? ― Num instante, ela entendeu. ― A-aquilo não foi na-nada.

― O que seria "aquilo", Misa-chan? ― Ele simulou um tom inocente de maneira excepcional, mas a risada involuntária o entregou. ― Não vou entender se não explicar.

― Alien pervertido e estúpido! ― vociferou ela, golpeando o joelho exposto do namorado.

― Vou me arrepender do que fiz no Maid Latte apanhando de você? ― Sua voz era propositalmente irritante; entretanto, as palavras afetaram Misaki.

Novamente, ela censurou a si mesma por seus péssimos hábitos. Devia agir de modo compatível com sua idade, e não como uma pré-adolescente birrenta. Ela amava aquele loiro um tanto convencido mais do que gostaria de admitir; por isso, queria alcançá-lo em todos os âmbitos possíveis, para que juntos, pudessem aprofundar aquele relacionamento.

― Eu... eu sinto muito ― confessou ela, olhando para a espuma, para logo em seguida voltar os seus olhos para os dele. ― Vou me esforçar! ― prometeu, quase que para si mesma.

Encantado com o entusiasmo da morena, Usui roçou os dedos em seu rosto. O sorriso dela, jovial, caloroso e um tanto ingênuo, despertava nele um sentimento tão forte que por vezes o assustava. Rendia-se a esta linda morena de exóticos olhos amarelados, não somente porque ela era inconsciente e deliciosamente tentadora para ele, mas, principalmente, devido à sua natureza honesta, tenaz e meiga.

― Obrigada, Ayuzawa ― agradeceu ele pelo esforço dela. Por suas palavras. Pelo fato de que ela o correspondia. Misaki apreciou suas palavras, mas não conseguia lidar com o loiro quando ele agia de forma tão carinhosa.

― Vo-você agradece depois de perder para mim? ― desconversou, num murmúrio.

― Não acho que você tenha ganhado, presidente ― disse ele, apanhando a mão exposta da namorada para examiná-la com atenção. Antes que ela protestasse, prosseguiu, acariciando a palma da mão de Misaki. - Não posso negar que você tenha conseguido me provocar. ― Um dedo longo deslizou pela palma da morena, que arrepiou-se instintivamente. ― Mas isso não quer dizer que vai conseguir de novo.

― Claro que consigo! ― afirmou ela, categórica. Onde aquele loiro pervertido pretendia chegar?

― Prove, então. ― Um sorriso divertido e um tanto malicioso dilatou-se pela face de Takumi.

A primeira reação de Misaki foi a incredulidade. Em seguida, arquejou e, corada, perdeu a fala. Suas reações só entreteciam o rapaz, que manteve a expressão bem-humorada enquanto aguardava por uma resposta da namorada. Aquele imbecil estava subestimando-a descaradamente! Possessa, ela cuspiu as palavras:

― Você e seus jogos estúpidos.

― Quer dizer que você desiste, Ayuzawa? ― Sua voz ela rouca; libidinosa.

Ele tocara no ponto crucial, porque este era o seu desejo. Queria atiçá-la e observar suas reações - era este seu passatempo preferido. Se ela também participasse ativamente de suas brincadeiras, no entanto, o rumo seria ainda mais imprevisível. Muito mais excitante.

― Se... se eu participar disto aí... ― começou ela, tentando convencer a si mesma. ― Se eu ganhar, o que acontece?

― Já pensa na vitória, sem nem se informar sobre as regras? ― perguntou ele, arqueando as sobrancelhas.

― Que regras?! ― O aturdimento dela o fez rir.

― Você tem um mês para me provar que pode me seduzir. ― Ele enfatizou a última palavra propositalmente, e não pôde deixar de notar que ela ruborizou. Sorriu, antes de prosseguir, didático: ― Se conseguir dez vezes, você vence.

― E vou depender do seu julgamento? ― indagou, cética.

― Há mais alguém? ― A retórica dele era sarcástica.

Misaki deliberou, analisando a situação. Apesar de constrangedora, a disputa era adequada à sua personalidade um tanto competitiva. Além disso, a simples consciência de que era desafiada a impelia a agir e distraía os pensamentos que a embaraçavam. Preparou-se para aceitar; antes, porém, percebeu que ele não respondera sua pergunta.

― O que eu ganho se vencer? ― repetiu.

― Além da própria vitória? ― Ele se surpreendeu. O que mais ela iria querer? ― Escolha o que quiser ― respondeu, com um gesto displicente.

― Ótimo! ― Ela sorriu, triunfante.

― Ei, Presidente. O que vai querer como prêmio? ― perguntou, genuinamente curioso.

― É um segredo ― ela disse, corando levemente. Contudo, a satisfação que teve ao frustrá-lo pela primeira vez não pôde ser contida, e ela sorriu de maneira simultaneamente travessa e ingênua.

Durante o acordo, Usui esqueceu de citar um tópico em específico: o charme que ela inconscientemente possuía, e a influência que este exercia sobre ele. A expressão da morena despertava nele uma avidez que só seria saciada com o toque de seu corpo. Porém, ele sabia como controlá-la ― na maioria das vezes, como a exceção da cozinha provara ― e se aproveitaria desta habilidade para tornar o jogo mais interessante.

― Venha cá, Ayuzawa ― chamou ele, num tom sério, mas brando.

― O-o que você quer? ― gaguejou ela, desconfiada.

― Te fazer uma massagem ― respondeu ele, sem pudores. Estendeu os braços para puxá-la para si, e ao encontrar uma pequena resistência, murmurou, num tom sugestivo: ― Se não quiser, pode me empurrar, Ayuzawa.

Vencida por suas vontades, Misaki moveu-se e, embora não o admitisse, estava gostando muito da experiência de compartilhar a banheira com o namorado. Ao final, ela sentou-se entre as pernas dele, de costas para seu rosto. A posição permitiu à Takumi a privilegiada visão dos ombros desnudos e da nuca da morena ― cujo cabelo estava preso, embora alguns fios teimassem por ficar soltos.

Como ela já havia comprovado nas fontes termais, em uma viagem com Sakura e o vocalista da banda Yumemishi, os dedos do rapaz eram capazes de proporcionar uma massagem divina. Fechou os olhos, se permitindo desfrutar da sensação quando as mãos do loiro deixaram seus ombros para descer pelas costas, lenta, vagarosamente, até contornar sua cintura e envolvê-la em um abraço. Por instinto, ela estremeceu quando sentiu os lábios de Usui próximos de seu pescoço e, ao percebê-lo, ele depositou um suave beijo em sua nuca. Ela gemeu de modo ruidoso.

― Parece que descobri um ponto fraco ― sussurrou ele, em seu ouvido, e beijou-lhe os ombros. Respirando pesadamente, ela o censurou:

― Isso é-é injusto. ― Era impossível que ela o provocasse desta maneira.

― Não gosta? ― indagou ele, petulante. Percorreu a nuca, agora com a língua, enquanto as mãos procuravam-lhe as coxas sob a água.

Os beijos no pescoço logo se converteram em pequenos chupões e leves mordidas, assim como os pequenos suspiros em gemidos suaves. Excitada com as carícias, a morena logo dissipou sua mente parte de sua timidez ― que, ainda assim, exerceu efeito, quando ela restringiu a si mesma ao sentir Takumi a dedilhar sua intimidade.

Seus dedos não eram gentis, mas tampouco eram brutos. Com destreza e urgência apaixonadas, ele acariciou seu sexo; ofegava nitidamente, pois os melodiosos sons com que ela respondia ao prazer que recebia eram tentadores aos ouvidos dele. Os gemidos transformaram-se em gritos quando ele lhe proporcionou, de maneira inédita, um orgasmo sem penetrá-la.

Sua ânsia havia crescido de tal forma que desejava tomá-la ali mesmo, na banheira. Para sua surpresa, Misaki segurou um de seus braços e voltou seu corpo contra o dele, ajoelhando-se para manter-se um pouco mais alta que ele. Enlaçando os fios loiros em seus dedos, ela lhe beijou, com paixão e gentileza. Brincou com a língua do namorado de modo lento, mas voraz, e, ao separar seus lábios dos dele, mordiscou o inferior. Com um sorriso tímido, encarou os olhos verdes e murmurou:

― Agora é a minha vez.


NOTAS FINAIS: Uma aposta! Vou segredar para vocês: adoro apostas! Já até fiz algumas envolvendo esta fanfic, hehehe. Mas na verdade tudo isso é só uma justificativa para todo o hentai que virá a seguir... desculpe-me, Coerência!

...

Nada de desculpas! Escrever hentai é muito bom, ler deve ser melhor ainda xD

Só para esclarecer: estou escrevendo estes avisos com muito atraso, porque notei que quase ninguém comenta T.T Espero que sirva de incentivo ^^