Cuidar.

Se acontecesse em Hogwarts, tudo bem.

Em volta, todos duelavam ardentemente, defendendo seus ideais até o último feitiço lançado. Alguns eram machucados, outros abatidos, mas ele estava em Hogwarts – e estava tudo bem.

Ele e o comensal a sua frente lutavam na frente da porta da Sala Comunal de Gryffindor, onde ninguém guardava o retrato da Mulher Gorda. Um lampejo de luz vermelha atravessou seu corpo e a dor da Cruciatus o invadiu machucando muito mais do que todos os dias em que acordava e via seus amigos com escoriações que ele próprio havia feito. O feitiço parou de atingi-lo e ele ficou no chão, cansado. As pernas já não respondiam, assim como as mãos se recusavam a sequer tirar os cabelos do rosto. Mas estava em Hogwarts.

Pelo menos estamos em Hogwarts, Sirius disse, sorrindo para ele depois da primeira lua cheia que os quatro amigos enfrentaram juntos. Sempre tem alguém para cuidar da gente.

Remus fechou os olhos e esperou ser acolhido.