CAPÍTULO III - A LOUCA
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_ Como andam os preparativos?- uma voz feminina misteriosa pergunta nas sombras.

_ Está tudo conforme o planejado, mestra. - responde a voz masculina.

_ Tudo bem, agora é hora de resolvermos com aqueles pequenos animais. Lulu, pode cuidar disso?- pergunta a mestra para sua subordinada.

_ Como desejar, mestra.- diz a pequena feiticeira que agora se vira para sua companheira fada._ Pix, vamos usar TODAS as cores! Vroom vroom! - e a feiticeira sai rindo ensandecidamente com enorme velocidade acompanhada por sua parceira.

_ Essa risada é extremamente irritante.- murmura o homem com voz misteriosa. _ Mestra, acha mesmo que ela pode lidar com todos aqueles ratos? - pergunta ele.

_ Lulu é uma feiticeira de extrema habilidade e aquela Pix, que ela chama de fada, na verdade é um espírito muito mais poderoso que assumiu aquela forma pequena e brilhante de fada. A questão é que Pix se vinculou fortemente à Lulu e fornece extremo poder à ela, e esta com sua alta maestria consegue manipular tamanho poder para seus feitiços. Infelizmente, ou felizmente, a personalidade um pouco desequilibrada de Lulu não permite que elas usem o poder ao máximo. De qualquer forma eu não gostaria de ter aquelas duas como inimigas.- fala a líder que reconhecia a força de seus súditos.

(...)

_ Ezreal, vamos à loja de mangás hoje.- fala Jinx enquanto tomava seu suco de caixinha.

_ Não dá, tenho que ajudar a Lux arrumar uns móveis no quarto dela. - responde o garoto em seu intervalo de almoço.

_ Não, você não entendeu, não foi uma pergunta. - diz Jinx a erguer uma das sobrancelhas.

_ Mas Jinx, não dá, eu realmente - dizia ele, porém é interrompido.

_ MAS NADA, esse aqui só quer saber de estudar e inventar desculpas que o pai não deixa sair, mas você não tem dessa, e outra, sua irmã tem o Garen lá pra ajudá-la.- a garota se levanta. _ Enfim, estamos combinados, loja de mangá mais tarde. - e ela sai andando a jogar a caixinha de suco vazia na cabeça de algum garoto que lia um livro.

_ Ai que saco, quando ela mete alguma coisa na cabeça... - reclama Ezreal para Ekko que fazia alguns exercícios em seu caderno.

_ Ela já vem nos chamando para ir à loja de mangás faz semanas, acho que se cansou de chamar e resolveu obrigar.- fala ele enquanto pensava nos cálculos.

_ Queria que ela fosse assim com você também, ela só obriga à mim.- reclama Ezreal a deitar no banco com a cabeça próxima à Ekko.

_ Ela sabe que não adiantaria, e outra, você que é o idiota aqui. - e Ekko dá um tapa na cabeça do amigo.

_ Minha irmã também te chama de idiota, Ekko. - fala uma voz feminina infantil e meiga.

_ Annie-chan, é isso que a Kat-senpai fica te ensinando? - murmura Ekko ao ver a pequena ruiva.

_ Grande garota!- fala Ezreal a se levantar e passar a mão na cabeça de Annie com orgulho da garota. _ Isso mesmo, Ekko é um idiota. - sorria ele.

_ Sim, Ekko e Ezreal são idiotas.- fala a garota com um grande sorriso.

_ AAHHH, não me chame de idiota, só o Ekko. - grita Ezreal assustado.

_ Mas a irmãzona disse que vocês são idiotas, ela está sempre certa, então são dois idiotas.- sorria ela e Ekko ria.

_ Por que está rindo? Você também foi chamado de idiota. - pergunta Ezreal para o amigo.

_ Realmente devo ser idiota por andar do lado de alguém tão idiota, hu3 hu3. - diz Ekko a zuar o amigo.

_ AAAHHH, escuta aqui nerdinho, me respeita. - e Ezreal pega a cabeça de Ekko e começa a bater.

_ O que estão a fazer com minha irmã? - pergunta Katarina com uma aura demoníaca.

_ Nee-san, eles estavam me mostrando que são idiotas mesmo, igual você falou.- sorria Annie orgulhosa.

_ HEEEY! - grita Ezreal a largar a cabeça de Ekko. _ E o que você anda ensinando sua irmã, Kat-senpai?- pergunta o loiro.

_ Está dizendo que estou educando minha irmã da forma errada?- pergunta a ruiva a apertar os pulsos e emanar uma aura maligna.

_ Não não, mas não é legal uma criança chamar os outros de idiota. - sorri Ezreal um pouco sem graça.

_ Mas vocês são idiotas mesmo, qual o problema? - pergunta inocentemente a garotinha.

_ Isso mesmo, garota, eles são idiotas. - sorria Jinx a fazer um afago na cabeça de Annie.

_ Jinx!- grita Annie a estender os braços e ser pega pela amiga.

_ Meu deus, Jinx e Katarina... que péssimas influências essa criança tem.- murmura Ekko e Ezreal concorda a balançar a cabeça.

_ O que foi que disseram? - pergunta Katarina com olhar bravo, assim como Annie e Jinx.

_ GOMENASAI!- grita Ezreal e Ekko enquanto apanhavam das garotas.

(...)

_ Boatos que uma das feiticeiras deles venceu a tribo dos pequenos. - diz LeBlanc à diretora.

_ Apenas umafeiticeirra? - pergunta Fiora com seu sotaque e é respondida com um aceno de cabeça da professora. _ Realmente eles sãopiorresdo que podemos imaginar...- e a diretora senta-se na mesa a pensar.

_ Parece que ela levou os maiores guerreiros da tribo, até agora não se sabe qual o motivo.- completa a professora de francês.

_Esperroque não façam os pequenossofrrerremmais, eles jápassarrampor tantas dificuldades nahistórria,agorraqueparreciamterencontrradoa paz... - e Fiora aperta os olhos com raiva da situação._ Até os yordlesforramcolocados nessa guerra...- finaliza com um soco na mesa.

(...)

Risadas malignas e loucas eram ouvidas por todo o calabouço do castelo e muitos relâmpagos iluminavam cada uma das celas através das pequenas janelas cheias de grades. Gritos de dor e sofrimento se misturavam com os risos e trovões.

_ Vejamos, se esse esquilo comer uma escama de dragão com um pouco da minha magia...- perguntava-se Lulu enquanto colocava a escama na boca do pequeno cheio de sangue._ HAHAHAHAHA- ria a maga ensandecidamente, o prisioneiro por sua vez nem conseguia mais gritar. _ Magnífico, ele ficou ainda mais fofo desse jeito demoníaco. Pix, pega um dedo dele, quero saber o sabor. - sorria a feiticeira.

_ Por... quê... faz isso... ao seu... próprio... povo? - pergunta com extrema dificuldade um dos yordles, mais conhecidos como pequenos.

_ Ratinho, você disse "meu povo"? - pergunta Lulu enquanto recebia de Pix o dedo retirado do prisioneiro. _ Pix é minha única amiga, minha companheira, tudo que preciso é ela.- sorria Lulu a pegar a amiga e esfregar na bochecha. _ Vocês são monstrinhos fracos que só servem para serem manipulados, são meus bonequinhos. Pena que alguns de vocês são muito frágeis. - diz ela a olhar para alguns dos pequenos acorrentados pendurados e mortos, com muito sangue no chão e até alguns pedaços dos corpos.

_ Você... é a única monstra... aqui. - diz com dificuldades o pequeno.

_ HAHAHAHAHAHAHAHA. - ria igual louca novamente. _ Kennen, é esse seu nome né? Foi assim que aquele outro rato te chamou antes de morrer, não foi? Se parecem, ele era seu irmão? Seu querido... irmãozinho? - e Lulu caminhava rumo ao corpo do irmão de Kennen, joga o dedo que segurava para longe pois tinha se entretido com outra coisa. _ Deixe-me ver...- e olhava o corpo ensanguentado. _ Ele tem belos olhos, é um olhar desesperado, cheio de sofrimento e sem esperança. Os olhos nunca mentem. Pix, por favor. - e a fadinha retira o olho esquerdo do pequeno, a entregar nas mãos de Lulu._ Abra a boquinha, Kennen...- sorria ela a mexer uma das mãos e liberar algum brilho, nesse instante o yordle abre a boca contra sua vontade, ela coloca o olho dentro. _ Agora mastigue e coma tudo.- sorria a feiticeira louca. Apenas lágrimas eram vistas escorrerem no rosto de Kennen enquanto era obrigado a comer o olho do irmão.

_ Lulu ainda está torturando os prisioneiros? - pergunta a líder.

_ Sim, mestra, desde ontem ela ainda não parou. - responde o súdito.

_ Dessa forma ela vai matar todos antes mesmo de- dizia a mestra, mas uma risada muito alta e aguda a faz parar e fechar os olhos, era realmente irritante. _ Bem, ela deve ter um pouco de noção do que faz, se até amanhã ela não parar a tortura diga que quero conversar com ela. - e a mulher vai embora ao som daquelas risadas de Lulu e gritos dos outros prisioneiros.

_ Como desejar, mestra. - responde o fiel homem a desaparecer.

(...)

_ Ontem foi muuuuuuuuuuuito divertido, você perdeu nerdinho. - falava Jinx a levantar os braços e pular.

_ É, é, eu sei...- responde Ekko visivelmente chateado no horário do lanche.

_ Só estou preocupada com Ezreal, será que está doente depois da chuva que tomamos? - pergunta-se Jinx.

_ Se está interessada por que não pergunta aos irmãos dele? - responde Ekko tranquilamente.

_ Ugh. - arrepia-se a garota. _ Só de pensar em conversar com Lux e Garen já me dá calafrios. Patricinha e brutamontes sem cérebro, tô fora, prefiro esperar ele responder a mensagem que mandei.- diz ela a pegar o celular para conferir.

Enquanto isso na casa de Ezreal o garoto sofria com muita febre, suava bastante, sentia dores por todo o corpo. Em seu pescoço, o colar que sempre o acompanhava emitia um brilho.

Continua...