Acho que no final vai acontecer algo que boa parte estava querendo.. :)
Regina se revira na cama, sem conseguir dormir, pensando pela milésima vez no que tinha acontecido mais cedo aquele dia. Ela afunda a cabeça no travesseiro, mordendo os lábios. Aquela com certeza foi a melhor tarde da vida dela. Duvido que alguém possa se sentir mais amada do que eu estou me sentindo no momento, Regina pensa. Ela sente como se o coração dela literalmente fosse explodir de tanta felicidade. É maravilhoso se sentir tão amada, sentir como se alguém fosse lutar pelos seus sonhos junto com você. Regina sente o celular vibrando e estranha, por causa do horário. Quem iria me mandar uma mensagem 1:30 da manhã? Mas a pergunta dela é logo respondida quando ela vê o destinatário. Robin.
"Não consigo parar de pensar na tarde de hoje. Eu me sinto o homem mais sortudo do mundo por ter você ao meu lado. Eu te amo. Muito. Muito mesmo."
E um sorriso imenso aparece em seu rosto. Em vez de responder, ela liga para ele.
- Oi. - e pela voz dele, ela percebe que ele está sorrindo.
- Oi. - ela diz sorrindo.
- Eu te acordei? - ele pergunta com um tom de preocupação
- Não. Eu também não estou conseguindo parar de pensar no que aconteceu hoje a tarde. - ela diz deitando a sua cabeça em seu travesseiro.
- Como você está se sentindo? Eu te machuquei? - ele pergunta.
- Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida. Você não me machucou, longe disso. Obrigada por.. ter me esperado. - ela sussurra a ultima parte.
- Por você eu esperaria o tempo que fosse preciso. - Robin diz, e ela novamente consegue perceber que ele está sorrindo. - Tudo o que eu quero é que você se sinta amada e segura.
- Durante boa parte da minha vida eu não me senti assim. Nem amada, nem segura. Mas desde que você apareceu em minha vida isso mudou.
- Bom, porque é assim que você merece se sentir. E vou me certificar de que você continue se sentindo assim. Eu vou poder te ver amanhã? - Robin pergunta.
- Amanhã eu realmente tenho que estudar para uma prova a tarde. E provavelmente vai durar o tempo todo até meus pais chegarem.
- Regina Mills, você está mesmo me trocando por estudos? - Robin pergunta e ela percebe que ele está brincando pelo seu tom de voz.
- Você também as vezes me troca por futebol ou video games, Robin Locksley. - Regina diz resolvendo entrar no jogo.
- Uma resposta muito justa pelo jeito que eu vejo. - Robin diz e logo depois ambos riem.
- Eu acho melhor eu ir tentar dormir agora, se não amanhã vou acordar parecendo uma zombie para a aula. - Regina diz, ao mesmo tempo que ela não queria desligar.
- Mesmo que se você ficasse parecendo uma zombie, aposto que você ia ficar parecendo uma adorável zombie.
- Não sei não. Meu mal humor prevalece. Lembra quando estudávamos juntos, e ficavamos até tarde conversando, e no dia seguinte eu ficava insuportável? - ela pergunta.
- Eu sinto falta desses tempos.
- Eu também. - ela diz. - Eu te amo. - ela sussurra depois de um tempo, só para ele escutar.
- Eu te amo também. - ele sussurra, no mesmo tom.
No dia seguinte, Regina caminha em direção a aula que ela mais adora. Aula de história, que muitas vezes tem seu foco voltado para os lobos, da professora Granny. Ela senta no seu lugar de costume e espera o resto dos alunos entrarem, junto com a professora. Granny pede para os alunos pegarem o livro didático para fazerem exercicios que contém nele e eles passam praticamente a aula toda fazendo. Quando o sinal toca, todos se levantam e Regina estava quase saindo quando ela ouve alguém chamando ela.
- Regina, posso conversar com você? - Granny pergunta sentada atrás da mesa localizada estratégicamente no centro da sala, como a de todos os outros professores.
- Claro. - Regina sorri.
Enquanto Regina anda até a mesa da professora ela se lembra dos eventos da noite anterior, depois que Robin foi embora. Os pais dela chegaram e agiram como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e por mais que a Regina soubesse que eles precisavam conversar, ela não podia deixar se sentir aliviada por eles terem deixado o assunto de lado. Eles jantaram juntos e logo depois ela se retirou para seu quarto, ouvindo músicas e mexendo no celular até o sono chegar.
- Isso é sobre minhas notas? Você já corrigiu minhas provas? - Regina pergunta, sentindo um nervoso começando a se ponderar dela.
- Não se preocupe, com a neta que eu tenho, eu ainda não tive tempo de corrigir as provas de ninguém. A Ruby me dá trabalho. - Granny diz suspirando. - Mas tenho certeza que a sua nota deve ter sido boa. Eu te chamei aqui para falar de outra coisa.
- Ok. - Regina diz hesitante, se sentando na cadeira em frente a professora.
- Regina, eu quero ter essa conversa com você pois a epoca de vestibular, de decidir seu futuro, está chegando. - Granny diz olhando para Regina. - Todo mundo sabe quem são seus pais, e eu tenho uma ideia de como eles são. Eu imagino que eles devem ter o seu futuro todo planejado.
- Minha mãe tem. - Regina diz, desviando seu olhar da Granny e olhando para o chão.
- Foi o que eu pensei. Mas eu queria que você soubesse que você tem outras opções. Você pode e deve correr atrás dos seus sonhos, fazer o que você gostaria de fazer.
- Obrigada Granny. - Regina sorri, sentindo sua afeição pela Granny crescer ainda mais.
- Sempre que você tiver alguma dúvida, ou precisar desabafar, você sabe que pode contar comigo não sabe?
- Sei. Isso significa muito para mim, muito obrigada. - Regina diz tentando impedir as lágrimas de cair, e ela é bem sucedida nessa tarefa.
- Então é isso. - Granny diz sorrindo. - Pode ir, não quero te atrasar ainda mais para sua próxima aula.
Regina se levanta, força um sorriso para Granny e sai da sala. Quando ela sai da sala, o corredor todo está vazio, e ela corre em direção ao banheiro feminino, lágrimas caindo pelo rosto dela. Granny não conseguia entender. Ninguém conseguia entender. Por mais que ela tivesse seus próprios sonhos, sua mãe nunca iria deixar Regina se desviar do caminho que ela tinha preparado para ela. E é sufocante a sensação de impotência que ela sente. Como se não tivesse absolutamente nada que ela pudesse fazer. Mesmo que ela tentasse fugir com o Robin, a mãe dela iria conseguir acha-la. Além disso Robin tem sua própria vida nessa cidade, a família dele, o trabalho dele. Ela não poderia ser egoista ao ponto de pedir a ele para desistir de tudo. Não. O jeito era aceitar o futuro que sua mãe queria para ela, como bailarina, e ela só tinha esperanças de que talvez ela conseguisse convencer a mãe dela a deixar ela ficar com Robin, mesmo ele não sendo da alta sociedade. Ela não ia e não podia desistir dele, mas ela não podia insistir na ideia de fugirem juntos.
Regina passa o resto da aula lá, e quando o sinal toca ela, ela lava o rosto e anda em direção a sua próxima aula. Quando a hora do almoço chega ela já está se sentindo um pouco melhor e se senta junto com a Mary Margareth e a Rose.
- Como foi seu encontro com Robin ontem? - Mary diz trazendo um pouco de comida para a boca dela.
- Vocês duas não tem outra coisa para falar do que minha vida amorosa?
Regina pergunta com um tom brincalhão, ao mesmo tempo que as lembranças de ontem surgem em sua mente, outra vez, como tem acontecido a manhã inteira, e ela sente suas bochechas corarem.
- Claro que temos. - responde Rose. - Mas falar sobre sua vida amorosa é tão mais divertido!
Regina joga um papel na Rose, e todas riem.
- Nós fomos ao parque ontem - ela diz fazendo uma pausa, deixando o suspense no ar. - E depois nós fomos a minha casa.
- O que? - Rose falaram juntas, olhando para Regina com os olhos arregalados.
Elas sabiam muito bem o que isso significava. Regina tinha deixado poucas vezes Robin entrar em seu apartamento. Durante o tempo que eles já namoram, ele só entrou lá 4 vezes, junto com a Rose e a Mary. Regina sempre evitava ficar com ele sozinho ali com medo de seus pais aparecerem. Sempre que acontecia de eles terem alguma sessão de amasso mais calorosa, era sempre na casa do Robin. Mas ontem ela simplesmente não conseguiu sentir nenhum medo.
- É, aconteceu. - Regina sorri e olha para o seu prato, sentindo novamemte suas bochechas esquentarem.
- Nem vem, Regina, pode contar tudo! - Rose diz.
E Regina sabe que ela não vai conseguir se livrar dessa tão facil. A mãe de Rose apelidou a Rose de Sininho por bons motivos. Tirando o fato de elas realmente serem bem parecidas, Rose é tão teimosa quanto a Sininho, e ela não desiste até ela conseguir o que ela quer.
- Ok. - Regina suspira e começa a contar. - Ele foi até mais calmo, carinhoso e paciente do que eu esperava. Eu não acredito que eu me guardei durante esse tempo todo por causa de um medo besta. Eu sinto que agora nós estamos mais.. - Regina pausa, tentando buscar a palavra correta. - conectados do que nunca. - ela termina com um sorriso bobo no rosto.
Rose solta um gritinho de animação que faz Regina e Mary rirem.
- Vocês são tão fofos! Eu estou tão feliz por você. - Rose sorri e segura a mão da Regina. - Você merece ser feliz e se sentir amada.
- Muito obrigada Rose. - Regina sorri e aperta a mão da Rose.
E os olhos da Mary demonstram claramente o quão feliz ela também está pela Regina. Tanto ela quanto Rose conhecem Regina há um bom tempo, e ambas observaram ela sofrer muito, e é notável para elas como a vida de Regina se tornou mais feliz, alegre, depois que ela conheceu o Robin.
- Mas agora.. - Rose diz afastando suas mãos da Regina. - A senhorita tem que nos contar mais detalhes. - ela diz com um sorriso safado no rosto.
- Negativo, não estou disposta a falar mais do que já falei. - Regina diz e depois rapidamente pensa em uma forma de mudar de assunto. - Estou feliz feliz que você não está mais doente.
- Eu também. - Rose diz suspirando. - Também, depois de tanto remédios e chás que minha mãe me deu ontem, não tinha como eu não melhorar.
Elas continuam conversando até o sinal bater, e depois cada uma segue para aulas diferentes. Quando o ultimo sinal toca Regina vai para casa estudar para a prova do dia seguinte. Mais tarde, seus pais chegam em casa e chamam Regina para conversar. Ela senta no meio de seus pais no sofá, e espera eles começarem a falar.
- Regina, eu e sua mãe estivemos conversando, e nós chegamos a um acordo. - seu pai diz olhando para ela. - Se você realmente não gosta de balé, nós vamos deixar você parar de fazer.
Seu pai diz, e Regina olha para sua mãe, achando que isso é um tipo de pegadinha.
- Mas com uma condição. Você vai ter que se matricular em um curso, da sua preferência.
- Vocês estão falando sério? - Regina pergunta se levantando do sofá, com um sorriso enorme no rosto.
Cora só franze os lábios, como se estivesse reprimindo a animação da Regina, mas seu pai sorri e responde "Sim."
- Ai meu Deus! - Regina pula e abraça seus pais. - Eu sei qual curso quero fazer! Eu andei pesquisando, e a duas quadras daqui de casa, tem um curso de pintura profissional, que dura 5 meses, exatamente o tempo que falta para eu acabar o colegial. E depois quando o curso acaba, eles me falaram que tem como eles conseguirem uma vaga para eu trabalhar no Museu de História Natural, na Central Park, e eu gostaria disso.
- Então é isso que vamos fazer. - Henry sorri. - Amanhã vamos nesse local para realizar sua matricula.
- Muito obrigada!
Regina abraça seus pais de novo, e ela cria coragem para contar uma coisa a eles.
- Mãe, pai.. - Regina começa. - Eu queria que vocês soubessem que eu estou namorando uma pessoa. - Regina diz e observa a reação dos seus pais.
Os olhos de Cora se arregalam e um sorriso enorme aparece no rosto de seu pai.
- Há quanto tempo você está namorando essa pessoa? - Cora pergunta, estreitando os olhos em direção a Regina.
- Um ano e 2 meses. - Regina diz olhando para o chão.
- E você nunca nos contou dele por que? - pergunta Henry com um olhar triste, já imaginando exatamente o motivo.
- Eu.. estava esperando a hora certa.
E graças a Deus seus pais acreditam nisso. Quer dizer, pelo menos Cora acredita, e Henry decide deixar pra lá.
- E essa pessoa tem um nome, eu acredito? - pergunta Cora.
- O nome dele é Robin.
- E quando nós vamos ter o prazer de conhece-lo? - Henry pergunta.
- A pergunta não é quando. Você já enrolou demais, Regina. O que acha de chamar ele para vir jantar aqui hoje? - Cora diz.
E algo no jeito que a Cora diz faz Regina perceber que ela não irá aceitar não como resposta.
- Ok. - Regina diz tirando o celular do bolso. - Eu vou ver com ele se ele pode vir.
Regina sai da sala e anda até seu quarto, fechando a porta depois que ela entra. Ela liga para o Robin, que logo atende.
- Oi amor - Robin diz animado.
- Oi - Regina responde. - Eu tenho duas notícias para te dar.
- Boas ou ruins? - Robin pergunta e Regina percebe um tom de preocupação em sua voz.
- Creio que as duas notícias sejam boas. - Regina mantém o suspense.
- Então desembuche para mim. - Robin diz com sotaque, fazendo Regina rir.
- Meus pais aceitaram que eu saia do balé, e eu vou me matricular naquele curso que eu te falei, de pintura profissional.
- Isso é maravilhoso! - Robin diz elevando um pouco a voz. - Eu sabia que uma hora eles iam mudar de ideia e perceber o que é importante para você.
- É, eu não estava contando muito com isso, mas estou grata que aconteceu. - ela diz com um sorriso grande no rosto.
-E a outra novidade? - Robin pergunta.
- Eu contei para o meus pais sobre nós.
- E como foi a reação deles?
- Foi melhor do que eu imaginava. Mas uma parte de mim ainda está com medo.
- Não se preocupe. - Robin diz com uma voz firme. - Não há nada que sua mãe pode fazer para nos separar.
- Eu estou tentando acreditar nisso. - ela fala e faz uma pequena pausa. - Eles pediram para eu te chamar para vir jantar aqui hoje. Você pode vir?
- Ual - Robin diz surpreso. - Eu posso ir sim. Jamais perderia uma chance de te ver. Mas admito que estou nervoso para conhecer seus pais.
- Não precisa ficar.
- Ok. Vou tomar um banho rápido e quando eu estiver saindo de casa eu te ligo.
Eles se despedem, ela volta para a sala e encontra seus pais ainda sentados no sofá, conversando baixinho, e eles param ao notar a presença dela.
- Ele vai poder vir. - ela diz sorrindo. - Ele mora no outro lado da cidade, então vai demorar mais ou menos 1 hora para ele chegar aqui.
- Ok. Bom. Vai dar tempo da Ashley preparar a janta com calma.
Ashley é a empregada deles, loira, de 24 anos. Ela vem arrumar a casa deles de manhã, tem a tarde livre e volta a noite para preparar a janta.
- Eu vou até a cozinha avisar ela que vem mais uma pessoa. - Regina diz e vai até a cozinha.
Regina entra na cozinha e se depara com Ashley beijando o namorado dela, Thomas.
- Ashley - Regina sussurra.
- Regina, perdão! - Ashley diz assustada, se afastando do Thomas.
Rapidamente Ashley leva Thomas para as portas do fundo e ele vai embora.
- Você sabe que eu não me importo, mas você tem que tomar mais cuidado, porque se fosse meus pais que tivessem entrado eles iam falar um monte. - Regina diz sorrindo quando Ashley volta.
- Anotado. - Ashley diz sorrindo de volta para Regina.
- Eu vim aqui para saber o que você vai preparar para a janta e para avisar que vamos ter um convidado a mais.
- Eu estou preparando macarrão com queijo e camarão.
E imediatamente Regina lembrou do amor do Robin por camarão.
- Perfeito. - Regina diz sorrindo.
- Quem é o convidado a mais? Raramente vem alguém diferente comer aqui. - Ashley diz mexendo na panela.
- O meu Robin. - Regina diz olhando para o chão, corando.
- Mentira! Você contou aos seus pais sobre ele? - Ashley pergunta parando de mexer na panela e olhando para a Regina, chocada.
- Acabei de contar, e eles pediram para eu chamar ele para jantar aqui.
- Então eles aceitaram bem a notícia? - pergunta Ashley.
- Aparentemente sim. Mas ainda tenho medo do que minha mãe pode fazer quando perceber de onde Robin vem.
- Tente não pensar nisso, mesmo que ela faça mesmo alguma coisa, você e Robin vão superar isso juntos. - Ashley pisca com um olho só e volta a sua atenção para a panela.
Logo depois o celular toca e Robin avisa a Regina que ele está saindo de casa.
É, nós vamos mesmo fazer isso. Regina pensa.
O que acharam? Essa ultima parte, Regina contando pros pais, foi meio dificil para eu conseguir escrever. Espero que tenha ficado de uma forma que agradem vocês. Por favor deixem review ❤️
