3. Farofeiro
MG x ES
Então já era aquela época. Foi o que Espírito Santo pensou ao ver um farofeiro entrando de roupa no mar, a quem ele imediatamente reconheceu como Minas Gerais.
Talvez ele devesse ir embora ou sei lá. Ignorar que Minas Gerais estava poluindo sua praia – não que fosse só o mineiro, mas enfim.
Ele não fugiria. Aquela era sua casa. Sua praia. O dinheiro do turismo também – na verdade era de Minas, mas estava indo para a sua mão então dava na mesma. E o mais importante, por isso ele repetiria de novo, a praia era sua! Totalmente capixaba e logo era o mineiro que irá embora, algum dia, eventualmente, ou pelo menos ele esperava que sim.
E de qualquer modo, já não dava mais para escapar porque Minas Gerais já o havia avistado, correu em sua direção e o abraçou. Ainda molhado e, Deus, como ele estava gelado. Não que fosse um problema, porque o dia estava realmente muito quente e Espírito Santo viera à praia com a clara intenção de entrar no mar. Então tudo bem. Foi até refrescante.
Após se cumprimentarem, Espírito Santo perguntou quanto tempo o mineiro ficaria e se dessa vez ele tinha trazido uma quantidade considerável de dinheiro para fazer turismo. Afinal, se Minas Gerais afirmava por aí que as praias capixabas eram dele (que era uma blasfêmia tamanha que Espírito Santo nem sabia por onde começar a protestar) o mineiro teria que pagar uma quantidade considerável pelo abuso.
E Minas Gerais sorriu, respondeu que por algumas semanas e que ele deveria deixar de ser tão mesquinho e entregar pelo menos Guarapari para ele.
Esse é bem pequeno...
Enfim, Sudoeste já acabou Dx
