Autora: Halkfield
Casal: SasuNaru; SaiNaru.
Gênero: Yaoi, Romance, AU, Angst,Comédia?, BDSM – Sexo não consensual. – estão avisados.
Pasión
- O Inicio de um Novo Começo -
Os dias transcorreram rápidos conforme a semana e Sasuke comprovara ser um ótimo companheiro, embora não demonstrasse. Quando haviam encerrado o ciclo de dias prometidos, ainda ao entardecer, Tsunade os enviara para casa, para terem um merecido descanso.
Na manhã do dia seguinte quando eles apareceram no departamento a despacho das últimas ordens, ela já os esperava com duas bolsas consideravelmente grandes nas mãos. Seria o que usariam por toda a semana em que estivessem fora, incluindo roupas íntimas, casacos e uma pequena muda a mais, caso precisassem.
Naruto agradeceu e foi até seu companheiro, vendo o fazer o mesmo com suas malas. Um dos agentes aparecera depois, se representado como "chofer"; o que eles assumiram, com certo desgosto que era sua "pequena escolta".
O caminho até o internato era longo e desgastante, assim que, não se preocuparam muito em assumir uma posição mais confortável e relaxar. O barulho do motor penetrou na silenciosa manhã e o motorista espiou pelo retrovisor.
Todos – com exceção dos funcionários mais antigos – ficaram receosos da recém formada dupla. No entanto, não negavam que Sasuke e Naruto faziam bem seus trabalhos e juntos; eles se superavam.
Não era nada muito surpreendente, na verdade. Tinha certo quê de cumplicidade em seus olhares e havia algo a mais que ele não sabia o que era, mas, de certa forma, era um ponto a favor. E Shikamaru tinha absoluta certeza; Tsunade jamais errara em serviço e aquele tiro não sairia pela culatra.
- Ei, rapazes. - Shikamaru chamou, desde sua posição privilegiada. – Estão animados?
Naruto não pareceu incomodo, embora sentisse as mãos mais frias do que de costume.
- Um pouco. - alcançou dizer. - E ansioso.
- Eu fico feliz por vocês.
Ele sorriu, sentindo um pouco de inveja.
- Feliz...? Por quê?
- Vocês serão recompensados, além do aumento de salário e tudo mais...
- Ahhh... - Sasuke franziu o semblante, brincando em seguida. – Então quer dizer que "o cabeça" do grupo, está almejando ranksmaiores? Ou você tem algum tipo de fetiche com homens vestidos de saia? Ah... Shikamaru, que decepção. E eu que pensava tão bem de você. Pena, sempre tem alguém melhor esperando na fila.
Seu sorriso só se fez aumentar, ao notar o olhar irritado de Naruto, seguido de uma voz falsamente enojada.
- Não, não, pode ficar. Ele é todo seu.
Naruto fez bico e cruzo os braços.
- Idiota isso ainda vai ter troco. Pode apostar nisso. - finalizou em um sussurro.
A viagem não fora muito animada depois disso e Naruto tinha suas leves suspeitas do porquê. Com Shikamaru dirigindo e Sasuke como companheiro de acento, duvidava muito que conseguisse algo mais que um monólogo. E claro, seria muito esperar que o moreno começasse um diálogo com ele; o que seria bem mais fácil se tentasse com a parede, talvez ela até respondesse e fosse muito mais educada.
Analisou a figura sentada no seu lado, percebendo o olhar fixo fora da janela; tenso como um fio de arco pronto para atirar; as mãos rígidas segurando feito punho como esperando algo acontecer, como se alguém fosse os atacar. Não deu atenção ao fato e giro o rosto até encontrar com o olhar de Shikamaru.
- ... então, você vê como são as coisas. Naruto, está me ouvindo?
- Ããn... desculpe, não estava prestando atenção.
Ele riu, continuando o monólogo desinteressante até para os próprios ouvidos.
O trajeto até o internato parecia uma eternidade, agonizante. Ouvira uma ou outra história até que Shikamaru se cansou e, então, depois de um tempo, esquecera dele. Geralmente seria quem começaria uma cessante conversa sobre nada, até que Sasuke se cansasse e o mandasse calar a boca, mas estava especialmente tenso nesse dia para dar importância as maçantes histórias.
Estico a mão até o painel do carro, tirou a dedo um dos Cd's e colocou no rádio; um rock-pop antigos bastante conhecido.
Lembrara da terrível manha que tivera ao acorda - um pouco antes do sol nascer. Não havia conseguido conciliar o sono e duvidava muito - baseando-se pelas olheiras, que Sasuke também tivesse conseguido.
Descanso as costas no estofado e cambaleou a cabeça para o lado. Não se ateu ao fato de estar usando o moreno como travesseiro e aninhou-se a ele. Logo seus olhos fechavam-se instintivamente.
O silêncio perdurou toda a manhã; com Naruto dormindo tranqüilamente em seu braço e Shikamaru concentrado na estrada. Nas primeiras mostras do entardecer, ele deu sinais de começar a despertar. Então, esticou o corpo, cansado.
Sasuke massageou discretamente o braço.
- Desculpe. - Naruto alisou uma dobra invisível na sai que levava posta. Sasuke assentiu, franzindo cenho. - O seu braço. Deve estar dormente.
- Não muito, não se preocupe. Pode descansar se quiser. - ofereceu.
Naruto ruborizo ligeralmente.
- Obrigado, Sasuke. - replico, recuperando a compostura. Logo inclino a cabeça para observar a paisagem. Depois sorriu, recostando-se de novo. - Estamos chegando?
- Falta pouco.
A voz de Shikamaru soou da frente, do assento do motorista. Manobro em uma curva particularmente fechada e concentrou os olhos na estrada.
Neste meio tempo, entre prestar atenção na frente e focalizar seus pensamentos; Naruto começava a sentir uma onda de claustrofobia recorrendo seu corpo. Foco então os olhos a frente – na paisagem surreal. Composta de arvores e matos, a estrada não era nada mais do que um borrão verde no meio do nada. Verde de mais, Sasuke pensou desgostoso, acrescentando o fato de estarem num lugar completamente desolado e sem tráfego.
Passaram-se alguns minutos, antes de Shikamaru anunciar o fim daquela longa, cansativa e nada animadora viagem. Havia confiança e otimismo em seus olhares, mas não poderiam impedir-se de sentir a corriqueira sensação na barriga de quando está nervoso.
- Chegamos. - Shikamaru anunciou.
Três pares de cabeças voltaram-se para o lado; o verde ainda predominante, sobressaltava o vermelho e branco das rosas, perfeitamente podadas e limpas. Ao longe, podiam ver um pequeno elevado, trilhado por pedras; iguais aos contos de fadas - ou o caminho ao pote de ouro. E viam também, pequenos pontos escuros caminhando hora rápido, hora devagar. Alunos provavelmente.
Sasuke desceu do carro, ajudou Naruto a fazer o mesmo e pegou uma grande bocada de ar. Ainda tinha um longo caminho a percorrer e o trajeto de carro era limitado. Teriam de andar, no mínimo, vinte minutos para conseguirem chegar.
Naruto virou-se para se despedir, o mais suave que poderia parecer e com um aceno discreto de mão viu Shikamaru engatar a ré, enquanto Sasuke pegava as malas. Pegou uma bolsinha de mão, junto a seu nécessaire, deixando-o a cargo das malas mais robustas.
- Então... é isso? - Naruto perguntou num sussurro desanimado.
- É... .
- E o que fazemos agora?
- Agora nós andamos. – puxando a manga da blusa, verificou as horas. – Faltam quinze para as seis. Nós devemos chegar lá, as seis e meia no máximo. – nesse ultimo, Naruto torceu o nariz.
- E eu ainda me pergunto... aonde foi parar o cavalheirismo.
- Provavelmente. – Sasuke tenso o rosto, prendendo o riso. – Em algum lugar dessa estrada.
- É. – replicou, sorrindo. – Não se fazem mais homens como os de antigamente. Quando chegarmos, Tsunade vai ouvir poucas e boas. Ela sequer teve o trabalho de nos dar uma recepção decente. Aposto que nem vão nos notar.
- Acho que isso não vai dar donzela; o celular está sem sinal. – sentencio.
- Que?! – Naruto ofegou, puxando da bolsa seu novo celular – rosa. Arrepiou-se só de ver. – Ah, não...
Gemeu angustiado, vendo no painel; nem um pontinho sequer.
- Sacanagem.
- Não. – Sasuke sorriu maliciosamente, apontando para um grupo que se aproximava. – Aquilo é sacanagem.
Um total de oito alunos se aproximava em pares de mãos dadas, rindo baixinho. No total; eram cinco garotos e três meninas. Três rapazes, com três garotas e os outros dois rapazes, um ruivo e outro moreno, também de mãos entrelaçadas. Juntos demais para ser considerado o normal
- Esse internato não erra regido pelas antigas tradições? Eu não estou vendo nada de tradicionalista nisso. – Naruto fez questão de frisar essa última parte.
-Vamos descobrir isso agora - sibilou entre dentes.
Naruto virou-se para ele, vendo sua postura reta e tensa. Mas para sua total descrença, a voz de Sasuke saíra inenarravelmente calma ao perguntar:
- Vocês são alunos do internato Krun?
Uma das garotas ofegou e as outras duas o olharam em admiração.
- Somos, por que? – rebateu o ruivo, separando-se do outro.
- Minha noiva e eu fomos transferidos recentemente e acabamos de chegar. Não sei... se vocês poderiam nos indicar o caminho. Nós somos de longe e não conhecemos o local. – no que recebeu um aceno afirmativo, sinalizou para que Naruto se aproximasse – Vamos, Naruko, não seja tímida.
Após tranqüilizar-se um pouco, ele avançou os últimos metros que faltavam, agüentando as ganas que tinha de esganá-lo, pelo atrevimento. Encaminhou-se com passos lentos e calmos, rogando para que estivesse fazendo certo e que o sorrisinho no rosto do Uchiha não fosse por estar parecendo um completo desengonçado.
- Rá, rá – ele riu sarcástico, dando ares de inocência. – Então... assim, vocês não se importariam de nos guiar? Não queremos atrapalhar, quer dizer... vocês... ah...
Foi o que conseguiu, miseravelmente. Sua voz parecia estrangulada, estranha; definitivamente, não era uma voz de garota. E definitivamente não era algo que ele próprio desejaria ouvir.
- Tudo bem. – interpôs o moreno, de pele branquíssima e traços delineados. Naruto o reconheceu, como o que vinha junto com o ruivo. – Não é inconveniente e nós já íamos voltar mesmo. Podem nos seguir. – e voltando-se com um sorriso estranho, arrastou os pés para fora de seus alcances.
Os outros do grupo não demoraram em segui-lo depois.
Logo, eles seguiam ao grupo, em silêncio. Embora, certas vezes Sasuke percebesse os olhares - nada discretos -, das garotas. Com um suspiro, estalou a língua no céu da boca, como fazia sempre que estava entediado. Voltou-se então para trás, dando de cara com seu acompanhante – surpreendentemente quieto.
Naruto estava irritado consigo mesmo e atribuía toda culpa em sua personalidade introspectiva. Agora deviam achá-lo um idiota, ou provavelmente uma virgemzinha; nos melhores casos o tachariam como donzela em apuros.
Patético.
O trajeto, conforme Sasuke confirmara tempos depois, tomara basicamente de meia-hora a quarenta minutos, como previra. Ao chegarem nos portões, pode reparar como os esparsos alunos no pátio dirigiam olhares curiosos aos recém chegados; outros simplesmente seguiam em frente, como se o fato fosse uma coisa corriqueira e dessem a mínima para o sensacionalismo barato dos outros alunos.
Algo que Naruto, agradeceu internamente.
- Então... – Naruto estava nervoso – Nos vemos por aí, eu acho. E muito obrigada, sem vocês, estaríamos completamente perdidos. Esse lugar é muito grande. – soltou uma risadinha abafada. – Eu sou Naruko, Asamura Naruko um prazer em conhecê-los.
- Sabaku, Sabaku no Gaara, prazer - ele disse. – Não foi nada. Se nos dão licença, nós vamos indo na frente. Até mais. - e voltando-se para trás, saiu.
Estreitando os olhos, Sasuke reparou como os demais do grupo o olhavam o ruivo surpresos, porém, foram apenas segundos antes de voltarem a normalidade. Logo depois, Naruto reparou irritado, como apenas restava um membro do estranho grupo, o único - além do ruivo, que havia se dignado a trocar algumas palavras com eles.
- Podem me chamar de Sai. Não liguem para os outros, eles não costumam se abrir muito. - comentou, o sorriso ainda no rosto.
- Vocês pareciam bem a vontade antes. - Sasuke comentou, inervado. – Pode ir, não vamos contar a ninguém o que aconteceu lá trás.
Sai perdeu a compostura alegre e foco os olhos em Naruto.
- Não estou aqui porque quero esse favor e tenha certeza que não faço isso porque fui com a sua cara. – e com ar insolente, incrementou. - Foi um prazer conhecê-la, Naruko. Nós iremos nos dar muito bem. Até mais, tchau. - e se foi, acenando, eufórico.
Com passos acelerados e postura reta, Sai já estava a bons metros antes que pudesse responder a sua despedida, entusiástica.
- Parece que você conseguiu um admirador. - Naruto não pode deixar de notar o tom possessivo. - Por que não aproveita que ainda dá tempo e vai com ele?! Aposto que ia adorar.
Naruto franziu o cenho e engoliu o nó na garganta. Com todo o orgulho que ainda lhe restava, forçou o aperto na alça da bolsa, virou-se com dignidade e seguiu um grupo de alunos que iam para o prédio do internato.
Era estúpido o que acabara de fazer, mas, não pode conter a raiva ao ver o olhar daquele imbecil. Com um suspiro, Sasuke o seguiu, precavendo as intenções dele de deixá-lo sozinho.
Talvez, até merecesse.
...
Naruto estava irritado. Muito irritado e mais que isso: magoado.
Se Sasuke quisesse ter ataques de ciúmes, que tivesse bem longe dele. Haviam, sim, concordado de darem o melhor, se quisessem que tudo ocorresse bem, mas, daí a ter crises de ciúmes besta; já era outro patamar.
De alguma forma, o pensamento que ele estivesse fazendo isso apenas para parecer uma relação natural o inervava mais do que gostaria. E a simples idéia, daquilo ser o motivo de sua raiva, só incrementava o fato.
Com andar duro e frívolo, notou quando ele pôs-se a dos passos atrás. Sua irritação amenizava degradadamente, de modo que, diminuiu o ritmo até que emparelhassem, mas se aproximassem muito.
O vai e vem constante de transeuntes os distraiu, na caminhada silenciosa até dos corredores. Cercado de árvores e pinheiro, a fundação feita a aproximadamente mil anos atrás, comportava ao equivalente de mil a mil e quinhentos alunos. O primeiro andar, recepcionado por uma escadaria oval era adornada de toda planta e arvore e flores silvestre que pudessem encontrar.
Uma placa dava as boas-vindas na entrada. Três portas de vidro escuro na frontal e mais duas na lateral, conduziam aos bosques, cercados de caminhos sinuosos. No segundo e terceiro andar, acessados por duas escadas laterais, estruturadas em espiral. Mais de noventa salas, divididas por ano.
No quarto piso, havia lanchonetes, restaurantes, banhos e pequenas salas de curso. No quinto, ostentado por pilastras retangulares, duas a cada cinqüenta metros, grande espaço era utilizado para produções químicas e teatrais. No ultimo e sexto andar, o terraço.
Tudo era tão metodicamente perfeito; que dava medo. Obstantes aos comentários acerca sobre os novos integrantes do majestoso internato, não notaram quando já estavam em frente a diretoria.
Sasuke adiantou o passo, abriu a porta, deixando que Naruto passasse na frente. Corado, este traçou uma linha do rosto viril e traços fortes, até a mesa da diretoria, onde podiam ver um homem de aparentemente não mais de quarenta anos, baixinho, cabelos grisalhos e pele morena, sentado curvado, enquanto lia documentos estudantis.
Sasuke tossiu, chamando atenção.
- Com licença. – começou inseguro. – Nós somos os alunos novos e acabamos de chegar.
- Ah! – o homenzinho interrompeu num ofego exagerado, esgueirando o corpo entre a mesa e a cadeira até se manter de pé. – Ah! Me desculpem, crianças. Não tinha visto vocês. – e sorriu simpático, apertando o aro dos óculos. – Ora, mas vejam, se não são os alunos novos. Muito prazer, muito prazer. Por favor, não liguem para a bagunça. Tem tanto aluno nesse lugar que as vezes nos perdemos.
Ele riu, empolgado com o próprio comentário dúbio.
- Balas, chá, café, água... hun... cubos de açúcar? Não? – os dois negaram. – Pena, sobra mais pra mim. – ele voltou a olhar para os documentos sobre a mesa, ameno a presença dos dois. Passado alguns segundos, praguejou baixinho e voltou-se para eles. - Então meus jovens, o que estão esperando? Vamos, saindo, eu não tenho toda vida, não. Vocês estão achando o que?
Confuso, Sasuke tentara explicar.
- Mas, nós estamos...
- Você quis dizer estavam, do verbo não-estão-mais. Agora, façam o favor de saírem e fechem a porta. Qualquer dúvida; vão a coordenadoria. – o homem bufo, tinindo os dentes. – Alunos novos, arrã. E se eu for um bom velhinho Papai Noel vai me visitar no Natal.
Enchendo-se de valor, Naruto prendera a língua para não soltar umas boas verdades, mas se conteve a tempo. Primeiro porque não começaria uma discussão incoerente, segundo; isso desmoralizaria sua imagem. E terceiro; Sasuke fora mais rápido.
- Desculpe senhor, mas, não tínhamos intenção de interromper. Se não for muito incomodo, nós iremos a coordenadoria, se o senhor fizer o humilde favor de indicar a direção. Porque, acho que você não notou, mas não estamos usando o uniforme o que indica que primeiro, ou somos de fora ou novos aqui. Mas, ah – ironizou, um sorriso meio curvado nos lábios. – Acho que estava muito ocupado revisando esses documentos para notar.
Naruto engasgou; o discurso deixando-o atordoado por uns segundos. Passou os olhos pelos papéis sobre a mesa, notando, só então, o que continha debaixo deles. Pensou em acrescentar que Papai Noel seria muito bonzinho esse ano e faria uma visitinha a ele, contudo, inalou profunda e lentamente até acalmar-se.
Não valeria a pena, pensou, sorrindo quando o rosto do homem ficou vermelho e este buscou equilíbrio na mesa. Provavelmente, ele não recebia esses tipos de disparates todos os dias, menos ainda, de um aluno calouro.
Fervilhando, o diretor endireitou a mesa, juntou os papéis de modo a esconder seu pequeno deslize e jogou o corpo contra o acento, deselegantemente.
- Sentem-se. – sinalizou as cadeiras a frente.
Já acomodados, ele continuou.
- Desculpem pelo o que acabei de fazer, mas esses alunos nos deixam loucos e nunca se sabe... me desculpem.
- Nós também sentimos senhor...
- Matsumoto.
- ...senhor Matsumoto, mas só viemos aqui para pegar algumas informações. – Naruto disse, mansamente. – E queríamos parabenizá-lo pelo grande feito aqui. Esta instituição é incrível; não me surpreende que muitos tentem uma vaga. – agregou, pensando em um elogio que apaziguasse o encontro anterior.
- Pensando bem, lembro do vice-diretor ter mencionado sobre alunos transferidos fora de época. Não acreditei porque, isso não acontece muitas vezes. Para dizer a verdade, é a primeira vez que acontece. – anunciou, procurando a fixa de identificação na mesa. – Aqui está. Vamos ver; Asamura Naruko, dezessete anos, loira, olhos azuis, um e sessenta de altura. Sim, é você mesmo.
- Arrã, e este é meu noivo...
- Yamato Seiji, sei, sei. Isso nos polpa apresentações. Como vocês são novos, não precisam assistir às aulas de hoje. Tomem, fiquem com esses papéis. Eles te indicaram as aulas que terão a direção do quarto de cada um. Se precisarem de ajuda, busquem na sala da coordenadoria, lá eles saberão o que fazer. E, novamente, me desculpem pelo que aconteceu. Quaisquer problemas venham até aqui e aproveitem para conhecer melhor o lugar.
- Claro obrigada.
...
Não havia nem passando pela porta, quando Sasuke soltou um grunhido inteligível, pensando numa forma lenta e dolorosa de se vingar daquele homem.
- Vamos, Sasuke, não foi tão mal assim. – Naruto havia deixado de lado um pouco a raiva. – Cara estranho, né?
- Muito. – resmungou, acrescentando em seguida. – E não me chame de você-sabe-o-que. As paredes têm ouvido, sabia?
- Ih, foi mal, esqueci.
- Naruko...
- Desencana, cara. – sussurrou baixinho. – Ninguém está olhando pra gente. Agora eu sei por que esse seu mau humor matinal senhor nem-o-vento-me-despenteia.
- Como é que é?
- Viu só, não falei? – Naruto sinalizou um bosque cerca, andando até lá. – Venha Seiji, mas tarde a gente procura os quartos.
- Naruko, eu acho melhor nós...
- Anda, anda, não temos toda vida. – Naruto fora tão rápido, que só percebera que ia em sua direção quando este já havia puxado seu braço para andarem até o bosque.
- Certo, mas não vamos demorar.
...
- Eeei!
Gaara inalou todo o ar que seus pulmões permitiam, até que estivesse satisfeito e virou. Pode distinguir a figura, obscurecida nas sombras, aproximando-se pelas árvores.
- Eei, Gaara, me espera.
- Hn.
- Eloqüente como sempre. – Sai grunhiu, buscando com os olhos os outros integrantes do grupo. – Cadê o resto do pessoal? Não me diga que eles desistiram da aposta?!
- Não, eles foram pra sala. Química 2. Renée está atarefada até o pescoço e o pessoal decidiu ajudá-la. Só sobramos eu e você, então vamos ter que deixar a aposta para amanhã.
Sai esboço um sorriso sacana, notando vários olhares na direção deles.
- Vamos sair daqui, odeio quando as pessoas ficam nos olhando desse jeito. Me dá a impressão de somos animais em exposição.
- Deixem que olhem. – Gaara analiso. – Você deveria ser importar menos com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Se eles acham que assim estarão nos recriminando por algo que não fizemos, estão que olhem. No fim, tenho certeza que os únicos hipócritas aqui são eles.
- Tem razão. – Sai, sorriu malicioso, acercando-se, quando notou algo estranho. – Meu Gaara está filosófico hoje, hein?
- Imbecil. E eu não sou seu, não se esqueça disso. Nós fizemos um acordo e eu o tenho muito bem guardado aqui. – sinalizou para a própria cabeça. – Um passo em falso e você é um homem morto.
- Ih, Gaara, estava só brincando. Que estresse viu. Quer saber, eu vou indo na frente. Tenho coisas melhores pra fazer.
Seguindo os passos do namorado, Gaara notou a direção em que este ia e estreitou os olhos, reprovando-o mentalmente. Contanto que não arruinasse algo que demorara anos para conseguir; ele que fizesse o que bem entendesse da vida.
Com um suspiro, assomou-se nas sombras dos bosques; deixando os resquícios de suas pegadas na terra fofa.
Continua...
N/A: ¬/¬ Eu não sei como ainda tenho a cara de pau de aparecer assim, mas poxa, esse mês foi um inferno ambulante e a minha inspiração parecia ter dado umas voltinhas. Então pensei; se for para escrever merda e algo que eu não goste – embora eu, particularmente nunca goste de nada que escrevo –, é melhor nem fazer nada.
A partir de agora as coisas começam a esquentar...
Se esqueci de responder alguém, me digam, por favor.
Bom, galera, até Deus-sabe-lá-quando...!
