Disclamair: Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) não me pertence, e sim ao Massami Kurumada e seus respectivos colaboradores. Esta é uma fanfiction (Ficção feita por fã), e é totalmente sem fins lucrativos. A exploração comercial do presente texto por qualquer pessoa não autorizada é considerada violação legal.
Advertência: O presente texto contém Yaoi (Romance entre dois homens) e Lemon (cenas descritivas de sexo entre dois homens). Se nenhum dos temas o agrada, ou se ainda, for menor de 18 (dezoito) anos, por favor, não prossiga.
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A noite passou insone para Camus com diminutos instantes de sono os quais fora acometido por pesadelos. Sendo que, com uma diferença, esses pareciam mais aterradores que os costumeiros. Ele tinha quase certeza isso se devia ao stress provocado pelas ordens de Aldebaran.
_Um casamento era só o que meu faltava. _ Murmurou inconformado enquanto sentava se a beira da cama e passava os dedos entre os longos fios sanguíneos. Aquele gesto era como uma forma de acalentar os sentimentos nocivos que o incomodavam, ou talvez fazê-los desaparecerem de seu coração e sua alma.
A palavras do Marquês reverberavam em sua mente, repetidas vezes.
"Compre uma noiva."....."Não estou falando para comprar uma dama pura e virginal de uma família de estirpe. Visto que com sua reputação nenhum pai ou mãe em sã consciência daria suas filhas a você, mas eu digo para procurar alguém que tenha sido rechaçada, desprovida de sua virtude ou mesmo vinda de uma família falida e endividada."....."Dessa maneira não contestaram quando devolver a noiva, acaso seja essa sua escolha. Afinal o rei não está pedindo para que se envolva sentimentalmente com alguém e sim que apenas se case."
_O que devo fazer? O que devo fazer? – Perguntava-se a cama minuto.
Seus olhos vagaram pelo quarto até a grande janela aberta, onde podia ver que a alvorada ainda estava distante, pois somente a escuridão e os sons da noite se faziam presentes. Em momentos assim, queria desaparecer, acabar com aquela existência maldita que o aprisionava.
Quando mais jovem, no tempo em que se decepcionará com a humanidade, tentou por inúmeras vezes dar um fim em sua vida, entregando-se de corpo e alma as guerras e batalhas. No entanto, a mão do destino sempre o protegia, mantendo-o vivo, onde muitos já haviam perecido, apenas para mantê-lo em seu inferno interior.
Sabendo que não conseguiria mais dormir, o ruivo, decidiu levantar-se e dar início a suas tarefas diárias. Assim quem sabe pensaria melhor se aceita ou não a idéia insana de Milo.
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O sol a muito tempo estava alto e passado quase metade do dia, quando o Marquês despertou e escorregou lentamente a beira da cama sentando-se, onde espreguiçou-se como um gato manhoso.
Sentia seus músculos moídos e cansados, de descansar em uma das melhores camas do reino, seu corpo ainda sentia os efeito da grande distancia feita no banco nada confortável de seu Berline (1). Após vários minutos em seu ritual matinal, mirando a porta fecha, disse em alto e bom tom:
_ Pode entrar Julian, já estou desperto.
Quase que no mesmo instante, viu a porta do quarto abrir-se e adentrar um rapaz de aparência nobre, cabelos claros ondulados que chegavam até os ombros, olhos expressivos e calmos, que o cumprimentou polidamente:
_ Bom dia mestre, dormiu bem?
_ Bom dia, Julian. Não posso dizer que dormi mal, mas não importa o quanto eu descanse essas viajem as pressas sempre acabam comigo._ disse estalando os ombros enquanto o rapaz aprontava uma bacia de porcelana com água para seu asseio.
_ Compreendo e gostaria também de informar-lhe que como me ordenastes, todos os seus compromissos para os próximos Três meses, foram cancelados.
_Entregastes em mãos as cartas que escrevi para Angeline e para as Ladies Fedora e Desdemona como eu mandei.
_Sim mestre. E posso ressaltar que ficaram de muito decepcionadas com a noticia de sua partida, em especial a senhorita Angeline a qual mandou-lhe este embrulho. Ladies Desdemona e Fedora também enviaram estás cartas em resposta a sua. – Disse Julian entregando dois envelopes lacrados e um saquinho de cetim azul amarado com um laço lilás, um pouco maior que uma bolsa de moedas.
Com a mão direita pegou os envelopes e o pequeno mimo, enquanto enxugava o rosto. E com sorriso abriu primeiramente a Carta de Lady Desdemona, cujo papel era adamascado e exalava um singelo perfume floral.
"Meu amado Milo.
Meu coração ficou muito triste, após ler sua missiva e saber de sua partida tão urgente por ordem de nosso magnífico soberano. Porem sinto-me imensamente chateada por ele não o permitir um tempo para que preparasse adequadamente sua viagem, meu doce e amado Marquês. Assim, nos possibilitar uma despedida digna de nossos corações apaixonados para que suportemos este tempo indefinido em que estaremos distantes.
Oh, amado meu. Como as noites serão longas a espera de seu retorno, para que eu possa novamente me ver envolta entre seus braços e ter minha alma e meu coração em jubilo, por estar embriagada de seu intenso amor, que faz me sentir tão plena e única.
Malditas ordens que se interceptam nossos pequenos momentos e nos proíbem de adentrarmos no paraíso. Perdoe-me meu amor, sei que tens um dever diplomático o qual e fundamental para o funcionamento de nosso país, no entanto, sinto que com você também está partindo um pedaço do meu espírito.
Sendo assim, meu adorado, pedirei aos deuses que os tragam de volta o mais prontamente possível, por que o estarei esperando ansiosa e peço que não se esqueça de mim.
Sua sempre doce e devotada
Papillon "
_ Desdemona, minha tão meiga, apaixonada e comedida Lady Desdemona, com toda essa eloqüência, não sei como consegue manter sua mascara de perfeição e de ser inacessível. Isso chega ser uma pândega depois de ler sua resposta.
_Talvez ela tenha suas próprias estratégias, mestre. Mulheres são imprevisíveis quando almejam algo.
_Com certeza. Possivelmente suas facetas externas sejam apenas para dissuadir as atenções de si para outros, isso realmente é uma grande tática em qualquer frente de batalha. – disse sorrindo lembrando-se de quando a conheceu.
========== Início do Flashback=========
O salão está iluminado, a música dos oboés, flautas e aludes enchiam o ambiente. Beldades desfilavam pelo salão a caça de entretenimento ou de bom partidos. Usados não somente de seus atributos físicos, bem valorizados pelos deslumbrantes vestidos, túnicas e magníficas jóias, como também da linguagem muda dos leques, olhares e sorrisos.
Esse era o mundo em que Milo se sentia vivo, onde ele podia jogava o maior dos esportes, o do amor, no qual o vencedor recebia como troféu o coração do perdedor. E Nessa competição vencia aquele que usasse melhor suas armas não se deixando seduzir.E com certeza nesse campo, o Marquês era mestre.
Enquanto circulava pelas rodas de conhecido e recém apresentados, o Marquês, vislumbrou a chegada de Lorde Guibert, um velho caquético que dizia pertencer a uma vertente longínqua da família real, com isso detinha um certo status na corte. Este vinha acompanhado de sua jovem esposa Lady Desdemona, uma dama de traços mais severos e um olhar frio e altivo, cabelos Castanhos escuros presos em um penteado alto, donde caiam varias madeixas em cachos disciplinados, ornados em seu topo da cabeça com um diadema de esmeraldas e diamantes, acompanhados por um conjunto de brincos e colar semelhante que adornavam o pescoço e o colo alvos, evidenciado pelo decote do vestido de gaze verde água. Logo atrás dela entrou seu pajem de companhia, um androceu (2) chamado Myu. O Androceu possuía traços delicados, olhos expressivos de um tom de azul quase violeta, sua túnica bem cortada valorizava o corpo longilíneo e belos cabelos castanhos dourados, que caiam sobre seus ombros de forma selvagem e sensual, tornando muito desejável tanto para os homens como para as mulheres.
Mesmo sem conhecer pessoalmente o lorde, o jovem marquês, não tinha grandes afinidades com o ele, pelo contrario o considerava um boçal asqueroso, e viu no momento uma oportunidade de enfeitar sua suada fronte desprovida de pelos, com algo mais que um chapéu ou capuz. Sorrindo com a idéia, Milo, se colocou a observá-los, a fim de identificar quem seria sua principal presa.
O lorde parecia exibir tanto a esposa como o androceu como troféus, belos e cobiçosos a muitos outros nobres. Isso o abria algumas portas na política palaciana, devido a muitos quererem se aproximar, não de Guilbert, mas da Myu e Lady Desdemona. Como um bom macaco velho, esse permita tal aproximação, de seus puros-sangues, até certo ponto, inibindo avanços mais audaciosos com diplomacia ou de modo mais incisivo se fosse o caso. Afinal ele não poderia perder suas principais cartas de apresentação, podiam o classificar de tudo, menos de burro.
Noite adentro a festa se seguiu, Milo, bebia, ria e flertava, sem perder o foco de sua verdadeira caçada. Em um determinado momento em que conversava com Conde Aiolos Aahbran e seu irmão Lorde Aiolia Aahbran, Guilbert se aproximou com o intuito se fazer conhecido e foi apresentado pelo Barão Amilca Siaminar que o acompanhava:
_Boa noite, Suas Graças e lorde, gostaria de apresenta um amigo. Este é Lorde Guilbert Otto dono de grande parte da frota de navios cargueiros que comercializam no Oceano de Melina e mares a fins.
_Muito prazer em conhecê-lo Lorde Otto, creio que nosso pai fez vários contratos com sua companhia .- o Conde Aiolos
_Segundo o falecido Conde ele nunca teve problemas quando contratou os serviços de seus navios, nunca teve uma carga se quer perdida por ataques de piratas. Isso é algo raríssimo de acontecer quando se trata de comercio marítimo.
_Me alegra muito saber que vosso falecido pai tenha apreciado os serviços que presto, afinal invisto muito em tecnologia e marinheiros hábeis, para atender meus clientes com esmo e qualidade.
_Realmente esse é seu diferencia, algo que não vemos nas demais companhias.
_O diferencial é tudo nos dias de hoje, sem ele já vi muitos nobres irem a bancarrota.
O marquês acompanhou a conversa por um tempo, porem vendo que nem Guilbert e nem o Barão terminaram as apresentações e interrompeu a conversação de maneira Cortez dizendo com o mais belos de seus sorrisos:
_Meus caros amigos, vossa fascinação pelo mundo dos negócios, nos tornaram um pouco descorteses com o Lorde Otto e o Barão Siaminar, não os permitindo que terminassem as apresentações, por favor, nos perdoem.
Amilca sentiu corar ao aperceber-se de sua falha quando observou a esposa do lorde e rapidamente se corrigiu:
_Perdoe milady essa descortesia. Gostaria de apresenta-lhes a esposa de Lorde Otto, Lady Desdemona.
_Encantada em conhecê-los.
Milo a cumprimentou polidamente, tomando sua mão enluvada e fazendo uma reverencia como fosse beijar o torço da mão, mas mão chegando a tocar os lábios e a olhando nos olhos de uma maneira que Desdemona sentiu que este desvendava sua alma, disse:
_Encantado em conhecê-la Milade, espero que nos perdoe a descortesia.
_Não há o que se desculpar, sei o quanto é importante para os senhores conversarem sobre negócios, compreendo a necessidade da troca dessas informações vitais para o movimento financeiro de nosso país. Gostaria de apresentar o afilhado de meu esposo, Bridget Myu Fergus. Atualmente está sob a tutela de meu marido até seu debut(3).
Conforme era feita à apresentação do androceu, o marquês notou a certo desgosto no jovem ao comentar que estava sobe a tutela de Guilbert. O que também não pau despercebido foi o modo lascivo o padrinho olhava o afilhado. A mesma forma com que cumprimentara a esposa de Lorde Otto o fez com o androceu.
_Encantado em conhecer tão belo jovem, que ainda nem fez seu debut e já se tornou uma das mais belas estrelas que adorna salão esta noite. Acredito que quando for devidamente apresentado a corte, ofuscara a todos, como uma bela borboleta que emerge de sua crisálida.
Ao ouvir as palavras do nobre, o jovem sentiu as faces corarem, como um ímpeto de controlar as batidas descompassadas de seu coração posou sua mão sobre o peito e disse encabulado:
_ Sua Graça é deveras eloqüente, fico envaidecido com sua comparação, mas não tenho ganas e como uma flor voadora nos salões da corte.
_Eu afilhado é muito tímido, ás vezes fico imagina se será possível um dia encontrar um marido para ele.
_ Não se preocupe meu esposo há sempre um pé cansado em busca de um sapato que lhe sirva.
O comentário fez com que o Myu desviasse o rosto para que não visse sua feição magoada. Milo achou um bom momento para começar sua aproximação.
_Lorde daria sua permissão para que tirasse seu afilhado pra dançar.
_Fico honrado que deseje dançar com ele mesmo sendo uma criança. Tens minha permissão.
Milo estendeu a mão tomando a mando a mão do androceu e se dirigiram até o meio do salão, seguidos por Aioria que também tirara lady Desdemona para dançar.
No decorrer da dança utilizou-se dos seus melhores sorrisos e galanteios para encantar o menino, cuja inexperiência com os flertes palacianos o permitiu ser enredado pela trama de sedução do marquês. No entanto, Milo, não tivera a mesma sorte com Desdemona,. A dama parecia versada no jogo dos cortesãos, e encontrava facilmente saídas para os avanços dele.
A noite chegou ao fim e todos partiram para seu repouso merecido, ainda na despedida, fora da vista de curiosos, o jovem marquês, tomou de assalto a androceu roubando-lhe possivelmente o primeiro beijo, despedindo-se em seguida o deixando com as faces fogueadas e o coração aos pulos. A timidez e inocência de Myu era um balsamo para o ego de Milo, não poderia permitir que este se fosse sem que tivesse deixado pelo menos uma lembrança de que um dia o conhecera. Quanto a Lady Desdemona, esta necessitava de sua atenção especial, ele jurou conquistá-la até o fim da temporada de bailes ela que o aguardasse.
========== Fim do Flashback=========
Milo sorriu e cheirou a carta dizendo orgulhoso:
_Foi um conquista difícil, mas não impossível, não demorou nem três bailes para leva-la para minha alcova toda entregue e submissa. Como todas as demais que já tive.
_O mestre deveria tomar cuidado, pois pode ser que em uma de suas conquistas acabe enredado em sua própria rede.
_O dia que isso acontecer o inferno ira congelar e Camus vai cantar apaixonado. Como ambos sabemos que ambas a coisa jamais ocorrera estou seguro.
Julian riu do comentário de seu mestre, por que não era segredo para ninguém que quando ouve a morte de sua primeira esposa, apesar de não saberem o que aconteceu ao certo, o Conde D'Guerr teve sua voz arruinada. O que tornaria impossível de si quer sofejar.
O marquês terminou de se vestir e disse:
_Julian, quero que você faça um levantamento das jovens e famílias que se encontram com problemas financeiros sérios e também das jovens que por um motivo ou por outro não seriam dignas de um casamento. Preciso disso o mais rápido possível, entendeu?
_ Sim mestre, providenciarei o mais rápido que seja possível.
_Só peço que seja discreto, para que não levante possíveis boatos sobre meu interesse nessas famílias.
_Compreendo, serei discreto e rápido.
_Por isso que gosto de você, não preciso me desmembrar em explicação para que compreendas. E alem disso, e um estimado amigo.- disse Milo dando tapinhas no ombro do secretario.
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Passado o dejejum, Milo, foi ao encontro de Camus, que naquele momento conversava com Doko sobre a administração de suas Terras. Ao ver ao notar a aproximação do marquês dispensou o administrador com algumas ordens. Doko se despediu do conde e do marquês com uma reverência e deixando os nobre a sós.
_Nossa Doko ainda é o administrado de suas terras, isso me espanta.
_Porque o espanto? – perguntou sem interesse
_Me lembro que quando éramos crianças, acredito que deveríamos ter 5 ou 6 anos, ele contava diversas aventuras fantásticas, que desejava viver, e se me recordo bem, sempre terminava dizendo para nós que quando chegasse o tempo ele partiria e morreria com o pé na estrada, livre como as aves do Céu.
_Como pode ver ele ainda está vivo e muito bem.
_ É realmente, me lembro que após morte depois a morte da Condessa ele mudou muito.
_Sim, me lembro chegou a viajar por um tempo, mas logo retornou. Sou um período longo para todos aqui.- a voz de Camus revelou uma mínima nota de melancolia que foi captada pelo Marquês.
_Ele ainda é como um pai para você, não é?
_Umas das poucas pessoas que eu realmente respeito neste mundo. – disse se dirigindo para a frontaria do castelo.
_Lembra quando fomos pego por aqueles bandidos, enquanto estávamos a olhar as aldeãs nadando nuas no rio. – Falou se pondo na frente do conde como uma criança animada.
_ E como, você arrastou Aldebaram e eu para ficarmos empoleirados como tontos nas árvores. – Camus respondeu com um suspiro.
_Até parece que você e o Al não gostaram, se bem me lembro vocês pareciam hipnotizados vendo aquelas garotas. – Milo afirmou com um sorriso malicioso.
_Nós tínhamos 10 anos, Milo, até aquele dia nenhum de nós tínhamos visto uma mulher sem roupa.
_Pena que nossa alegria não durou muito. Quando aquele homem me agarrou pela perna e me derrubou do galho fiquei apavorado. Ainda bem que Doko apareceu do nada, e botou os para correr e nos tirou daquela fria.
- Sim, ele nos levou para casa e ainda acobertou de nossos pais o que tinha acontecido. Ele sempre estava pronto a nos tirar de alguma encrenca, um verdadeiro paladino.
_Pena que ele não pode evitar a fatalidade que o tornou tam amargo meu amigo.- comentou olhando nos olhos de Camus.
_Nesse ponto, meu pai estava correto. Não devemos nos casar pelo coração e sim pela razão. – respondeu incomodado.
_Então com base nessa sabedoria do antigo Conde você vai aceitar minha idéia e cumprir as ordens do Al
Camus praguejou, fora pego em um momento de descuido de suas palavras. Desde que levantara não tinha pensado na famosa ordem do rei. Os afazeres diários tomaram toda a sua atenção e concentração.
_Ainda Não._ Respondeu
_Como não? A poucos estava falando que se deve seguir a razão e não dar brecha a emoção. Achei que já tinha decido, dentro de dois meses uma comitiva de embaixadores vira trazendo a princesa Hilda para oficializar o casamento com o Al....
Milo falava sem parar fazendo com que sobre os futuros acontecimento, Camus apenas deu as costas para o marquês e entro se dirigindo para o escritório. Sendo seguido pelo amigo que continuava falando sem parar.
Já fazia mais de duas horas que o marquês falava sem parar.O ruivo, por sua vez nada respondia, pois tinha sido acometido de uma dor de cabeça insuportável, na primeira meia hora de falatório.
Tinha esquecido como ele podia falar tanto sem se resfolegar ou mesmo repetir colocações. Quando crianças era comum convencendo-o de a participar algum a pronto, usando da dessa artimanha, o vencer pelo cansaço. Todavia, ele estava enganado se achava que realmente venceria tão facilmente. Já não era mesmo pirralho inseguro simplório que temia o pai e achava que o mundo era belo e digno de seus sentimento e sonhos. Camus não era chamado de general de gelo apenas por alegoria de sua inexpressividade facial, quando queria sabia muito bem fazer uma de suas facetas fleumáticas para descontrolar seus inimigos, que não entendiam como algum podia ser desprovido de qualquer emoção.
_Além disso, o conselho dos nobres pedi uma sessão extraordinária para definir os devidas estratégias e preparativos para chegada do Mauritanios e a eliminação de qualquer possível tentativa de atentado, quer por parte deles, nossa ou de quem quer que seja....
Quatro horas depois Camus não entendia como Milo conseguia manter o mesmo ritmo do início daquela verborréia, que tinha a capacidade encapelar qualquer intuito de se concentrar em seus afazeres. Era como se as palavra estivesse, não somente entrando pelos seus ouvidos minando sua sanidade, como também dançando pela sala toda,bem como na frente de seus olhos o impossibilitando de ler qualquer coisas.
_Você não se pode dar o luxo de pensar muito nisso, pois ainda tem que achar uma moça disposta a unir-se, com o homem mais temido do reino, e cuja família também aceite a união com o General de Gelo D'Guerr. Considerando essa penumbra que o rodeia, toda a sua reputação e sua personalidade simpaticíssima que possivelmente faria o mais temíveis dos tigres se arrepiar e fugir como um gatinho medroso é de se considerar verdadeiramente uma missão quase impossível....
Quase cinco horas depois e o Marquês continuava com seu discurso inflamado, com a eloquência inicial sem mostrar qualquer sinal de cansaço, sede ou rouquidão. O conde está a beira de um ataque de nervos, a dor lancinante de sua cabeça tinha se espalhado pelo pescoço, ombros e músculos, deixando-o ainda mais tenso, estava quase no limite de sua paciência. Em sua vida já encontrara pessoas obstinadas, entretanto nenhuma se comparava ao marquês. Realmente ele estava disposto a convence, nem que fosse necessário chegar as ultimas conseqüências.
_Sem contar que depois de todos esses por menores, ainda se tem os preparativos do enlace. Sei que você lembra de cor e salteado o quanto é complicado selecionar as testemunhas de modo que o sacerdote aprove, todas as libações e purificação do corpo e da alma e...
O conde esmurrou a mesa com tamanha violência, que o som que reverberou pelas paredes do castelo se assemelhou à explosão de um canhão seguido por um rugido rouco de uma fera poderosa. Seus olhos de assumiram uma cor mais escura, o que antes lembrava a gema topázio, agora estava as voltas da tonalidade do rubi de tão grande era sua fúria contida neles. Ele berrou esfolando a garganta sem se importar:
_CHEGA MILO! CHEGA!! EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA SUA PALRAÇÃO DESMEDIDA. DAREI MINHA RESPOSTA AMANHÃ PELA MANHÃ E NEM UM MINUTO ANTES, LOGO, SE EU OUVIR MAIS UM PIU QUE SEJA SEU, JURO PELA ALMA DOS MEUS ANCESTRAIS QUE VOCÊ NÃO VERA O LIMIAR DE UM NOVO DIA. PRETENDO PASSAR O JANTAR E O RESTO DESSA NOITE NO MAIS ABSOLUTO SILÊNCIO, ESTÁMOS ENTENDIDO MARQUÊS MILO SPIROS?
O loiro movimentou os lábios com o intuito de responder, contudo encarando-o ameaçadoramente, o ruivo, levantou o indicador em riste, num aviso mudo que estava disposto a cumprir a ameaça feita a pouco. Isso fez refrear o ímpeto de exprimir qualquer sílaba por parte do Marquês, se limitando a comprimir os lábios seguidos de um mero e simples aceno positivo de cabeça.
Os dois homens se encararam por alguns momentos. Spiros tinha o semblante calmo até com um ar inocente, como se não entendesse a o motivo daquela explosão, enquanto para qualquer um que o vice D'Guerr nesse momento acreditaria que ele era um monstro insano que não titubearia e viscerar quem respirasse próximo a ele.
A tensão era tão grande por parte do Conde, que poderia ser contada com uma faca. Sem mais palavras, ele sai da sala com passadas largas e fortes, batendo a pesada porta de carvalho do seu escritório, do estrondo da madeira deu um sobressalto no loiro, depois de um tempo escorregou até a poltrona próxima respirando aliviado, com a mão sobre o peito murmurando:
_Nossa pensei que não ia conseguir.
As batidas a porta o fizeram sobressalta-se novamente, imaginando que Camus teria ouvido seu murmúrio. Contudo a entrada de Julian, o fez relaxar novamente. O rapaz trazia consigo uma bandeja com copo e uma jarra e ao depositá-la sobre a mesinhas junto a poltrona do marquês, encarou surpreendendo-se com sua palidez e disse:
_Mestre, o senhor esta bem? Está pálido feito papel?
Milo pigarreou e pegou o copo de suco oferecido pelo secretario, bebendo-o quase de um gole só. Quando terminou respondeu depositando o copo na bandeja:
_Agora estou bem, estava precisando disso.
_Vi o Conde sair com cara de poucos amigos, parecia que estava pronto para matar alguém.
_E estava mesmo. O pior é que esse alguém era eu. Camus não mudou em nada as explosões do seu humor só pode ser comparada a uma gigantesca tisuname.
_Não devia se arriscar tanto com o Conde.
_Não acredito que você acredita nos boatos sobre ele
_ Bem...Mestre...
_Eu conheço o mais do que qualquer um e não acredito em uma virgula do que falam sobre ele. Arrisquei-me para sobrepujar, nem que uns míseros instantes, essa barreira criada por ele, não acho justo o que aconteceu com ele e muito menos me agrada essa hipocrisia que o rotulou de monstro. Coisa que sei muito bem ele não é.
_Perdoe-me mestre, eu não tinha a intenção de ofendê-lo ou ao conde.
_Não o que perdoar, sei que enquanto ele não curar aquela ferida que traz na alma, jamais se permitira uma nova chance.
Julian achou melhor ficar em silêncio, já que o marquês havia se colocado serio. Então retirando de dentro da casaca um rolo de papeis entregou a este. Ao ler os papeis um sorriso maquiavélico tomou os lábios do nobre que disse:
_Perfeito, bom trabalho era exatamente isso que eu queria. Amanhã dependendo da resposta de Camus eu farei uma nova jogada. Que espero que não precise usar tanto da minha capacidade vocal, achei que ia ficar sem voz hoje.
_Alguma ordem para amanhã?
_Não, por enquanto vamos aguardar e fazer muito silêncio, amanhã pode ser que muita coisa mude para melhor. – Disse Milo se dirigindo para o quarto.
Notas Explicativas
(1) A Berlinda do alemão Berline, é uma carruagem leve, rápida de quatro rodas. Foi concebida por volta do ano de 1670 para Frederico Guilherme I de Brandemburgo, o Eleitor de Brandemburgo. A carruagem ficou com o nome da capital de Brandenburgo, atualmente capital da Alemanha, Berlim. No Brasil a berlinda só foi conhecida, a partir da segunda metade do século XVIII, mas apenas o Vice-rei, os funcionários mais graduados da Justiça e da Fazenda e um ou outro proprietário rural abastado podiam dar-se ao luxo de adquirir e manter veículo tão dispendioso e de circulação tão restrita, devido ao tipo das ruas, estreitas e de calçamento irregular.
(2)Androceu: segundo o dicionário Aurélio é (s.m.) Órgão sexual masculino das flores. / Androginismo: (s.m.)O mesmo que androginia.
Em Agênere, mundo em que se passa a minha história, esse nome é dado ao individuo que ao nascer não foi reconhecido pelo pai ou responsável com um ser masculino, um homem. Sendo assim, criado e tratado como uma mulher, sujeito a todas as convenções e leis como as mesmas. Por vezes, tendo termos femininos sendo empregados a eles: Dama, Lady, Condessa, duquesa, baronesa, etc. Entretanto, um androceu não é uma mulher, por esse motivo veste-se com túnicas especificas, que lembram vestidos, com cortes mais simples e masculinos sendo tão belos quanto os das damas, e jóias que demonstram seu status social. Como não podem procriar são visto apenas como objetos de prazer pelos homens e aberrações pelas mulheres.
Os casamentos realizados com androceus, em sua maioria, são meramente comercias, utilizados como meio de selar acordos diplomáticos e sociedades. Por serem espécimes raros e em sua maioria muito formosos, os homens que os tem são o foco de grande inveja. Ter um androceu como esposo ou tutelado abre muitas portas, por esse motivo, tendem a serem muitos zelosos com eles, não os permitindo as mesmas liberdades dadas mulheres.
Quando um androceu fica órfão ou viúvo, e entregue a um tutor. Seja ele irmão, tio, sobrinho, primo ou até vizinho que ateste uma proximidade a este. Aqueles que não conseguem um tutor são entregues ao Estado, onde ficam confinados em instituições religiosas rigorosas até que encontre um marido para estes.
Normalmente a um androceu idoso, se torna mais difícil de encontrar um matrimonio e acaba por treinar e educar outros androceus nessas instituições.
O único que pode mudar pode retirar o status de androceu é o rei, ninguém mais. Como desde a criação do primeiro androceu isso nunca ocorreu, nem um desse jovem cria qualquer ilusão, pois: uma vez androceu sempre androceu.
É comum quando um pai repudia seu filho como homem ao nascer, tornando um androceu, é comum que o mandem castra, visto que ele não é mais visto como um membro viril da sociedade por que motivo ira se reproduzir. Uma parcela ínfima, dessas crianças sobrevive a essa mutilação, e um número quase inexistente de indivíduos ainda mantém seus órgãos sexuais. Nestes casos, a lei permite ao esposo ou ao tutor, que faça a castração mesmo que estes já tenham alcançado a idade adulta.
Ao contrario do que se possa imaginar, não é comum um pai repudiar a masculinidade de seu filho. Um filho varão é visto com orgulho e contentamento, assim como, uma filha, pois ambos podem trazer descendentes e manter o nome da família.
O androginismo é uma punição dada ao recém nascido e quando ocorre não é visto com grande orgulho pelos famíliares.
Casos em que o neonato está sujeito ao Androginismo (sexo masculino) e o Naticídio (ambos os sexos):
- Quando a comprovada a traição da esposa, o marido tem o direito a empregar a punição ao fruto da traição;
- Quando a comprovada a traição do esposo, e a esposa requer perante a lei e exige que o mesmo empregue uma das punições ao neonato;
- Quando uma dama solteira engravida, seja do noivo ou por motivo de violação de sua castidade, o pai ou tutor tem direito a utilização dessa punição sem recorrer a justiça;
- No caso de órfãs instaladas em instituições publicas, o Estado é responsável pelo emprego dessa punição;
(3)Debut: Apresentação ou estréia da jovem ou jovem na sociedade como adulto.
Quando uma jovem tem seu primeiro fluxo menstrual é o momento em que as mães, pais e tutores a preparam para sua apresentação a sociedade, através de um baile de debut. Isso ocorre por volta dos (13 aos 16 anos) podendo ser retardada até os 20 anos por motivo de falecimento na família. No caso do androceu sua apresentação ocorrerá quando este completa 16 anos, no entanto, como a mulher, ela também pode ser prorrogada até 20 anos. Ao fazerem o debut, a sociedade entende que não são mais crianças e estão aptos a serem tomados em matrimonio e se tornarem boas mães. O verdadeiro objetivo da apresentação é atrair possíveis pretendentes de qualidade para ambos,que gerem alianças forte entre as famílias.
Somente não há a necessidade do debut se caso os pais já tenho escolhido que ira desposa-los através de um contrato pré-nupcial.
Cantinho da Sagitariana
Agradeço a paciência de todos, foi quase um parto para conseguir voltar a ter inspiração, mas espero que agora em diante eu pegue o ritmo e poste com mais freqüência, pois pretendo terminar sim essa história.
Espero que goste!!!!
