Oi pessoal :D
Mil perdões pela demora! Esses dias tem sido loucos!

Espero que gostem e comentem!

Disclaimer: Fora o enredo, nada me pertence, é tudo da Dona JK Rowling :D

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Capítulo 3

Nas semanas seguintes, o assunto mais comentado da escola era: Lily Evans estava saindo com James Potter?
Não importava hora ou lugar, James estava sempre por perto. Era em mensagens de celular, recados no vão do meu armário - inclusive o do vestiário - e recadinhos no meio dos meus materiais. Eu simplesmente não entendia como ele conseguia. Eu não sabia expressar em palavras o que sentia por ele. E em tão pouco tempo. Sabe, aquela história de almas gêmeas estava começando a fazer sentido em minha cabeça.

James era atencioso e gentil. Ele estava sempre sorrindo, o sorriso que era misterioso e aberto ao mesmo tempo. Misterioso para aqueles que não o conheciam. E era aberto para mim, embora eu não conhecesse muito dele.
Sirius, Remus e Peter começaram a andar conosco e logo os quatro pegaram o poder da escola novamente e nossa turma aumentou. Frank logo se tornou o cara que mais andava com eles. Os meninos de nosso ano poderiam se matar só para dizer que um deles fora convidado para as folias noturnas no dormitório dos Marotos. E mesmo tendo passado tanto tempo longe, parecia que muita coisa não havia mudado. Aos poucos, eu reconheço que me acostumei com isso e fui conhecendo um por um. Sirius era o mais falante, com certeza. Ele sempre me parava nos corredores e me abraçava. Dizia que James pedira a ele para tomar conta de mim e logo passei a considerá-lo meu irmão mais velho. Sempre contava as histórias mais loucas que me faziam rir e faziam Marlene revirar seus olhos e dizer que ele precisava de tratamento psicológico. Sirius era o rei dos conquistadores. Lembra da metade das meninas que deram seu primeiro beijo com ele? Bem, elas já deviam estar no segundo ou terceiro, já que Sirius Black nunca ficava sozinho.
Remus era o tipo caladão. Ele era muito inteligente e confesso que adorei saber que seríamos parceiros na aula de Biologia. Ele estava sempre disposto a nos ajudar e nunca se cansava da gente. E além de Frank, Remus se tornou alguém que eu podia confiar meus segredos. E eu desconfio que os sorrisos que ele dava para Emmeline eram mais do que simples cumprimentos, já que Emme sempre ficava vermelha.
De Peter, bem, eu nunca tive muito que falar. Ele parecia ter medo de mim. Sempre que estávamos todos juntos, ele sempre arranjava uma desculpa para sair. Eu cheguei a perguntar a James o porquê, mas como sempre, ele sorria e dizia "Dê um tempo ao Pete. Ele precisa se acostumar.

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Meus dias agora eram sempre corridos, afinal, com James sempre ao meu lado, eu não prestava muita atenção nas minhas obrigações. Ele sempre dava um jeito de me encontrar entre as aulas e com isso, eu já estava sabendo de todos os esconderijos daquele lugar. As meninas me olhavam com inveja, do mesmo jeito que me olhavam quando Amos era meu namorado. E bem, devo dizer que Amos não gostou nada de saber que eu realmente havia virado sua página.
Eu estava certamente vivendo os famosos "dias de glória" do colegial. Eu simplesmente estava feliz. Como acho que nunca estive antes. E eu devia isso as pessoas que estavam comigo. Cada um deles me fazia sentir especial a sua forma e acho que eles não tinham do quanto me faziam bem.

– Às vezes tenho ciúme dos seus livros, eles passam mais tempo com você do que eu passo. – Eu senti a voz de James no meu pescoço, enquanto eu lia pela primeira vez na vida "Orgulho e Preconceito", de Jane Austin, encostada em uma árvore perto da floresta que circulava a escola.
– Não deveria. Você consegue prender minha atenção como nenhuma leitura jamais conseguiu. – E sorri. Ele sentou do meu lado, mas virado em minha direção. Abraçou as pernas, olhando para mim.
– Você é linda Lils. Acho que nunca vou me cansar de te olhar. – O sol batia em nós, dando uma aparência etérea a James. Eu enrubesci e abaixei a cabeça, suspirando. Ao fazer isso, uma mecha de meu cabelo caiu sob meus olhos. Ele logo levou uma de suas mãos até meu cabelo e com a outra, tirou a presilha que estava em meu colo. Ficou de joelhos na grama, mas alto que eu. Com cuidado, prendeu meu cabelo.
– Gosto assim. Quando nada atrapalha minha visão de você.
– James, quando você fala essas coisas, eu quase acredito. – disse rindo.
– Quase? Assim você me magoa Lily. Você sabe que todo relacionamento tem sempre aquele que gosta mais. Será que no nosso essa pessoa sou eu?
– E acho que o dramático no nosso relacionamento é você também. E na verdade, não sabia que tínhamos um relacionamento. – Ok, eu ia começar a fazer um pouco de drama agora. – Estamos meio que juntos há o quê, um mês? E o que nós somos? – E me arrependi na hora. Eu soava como uma menininha que queria sair gritando por aí que tinha namorado maravilhoso. Hum, na verdade, eu era uma quase adulta querendo isso, mas...
– Eu achei que estávamos namorando. – E ele riu, com cara de confuso. – Estamos namorando, não estamos?
– Estamos? – Eu sorri mais ainda. – Quero dizer, ok, estamos namorando. Uau, estamos namorando então! – E rimos.
– Você quer que eu faça um pedido e tudo? As mulheres gostam disso, não gostam? – James dizia um pouco sério.
– Não James, não precisa. Na verdade, rótulos são estranhos, mas algumas horas são importantes. Com o Natal chegando, eu preciso saber se eu vou comprar um presente para meu namorado ou para meu amigo colorido... Entende a diferença? – Perguntei rindo para ele.
– Ah certo. Você estava só checando qual seria SEU presente. Muito esperta Lily Evans! – E ao dizer isso, ele foi para cima de mim, e começou a fazer cócegas em minha barriga. E eu sou muito sensível. Se começo a rir, não paro mais. Eu tentava empurrá-lo, mas ele era mil vezes mais forte que eu. Então...
– James, para! Eu não consigo respirar! – Mas não convencia. Ele só parou quando consegui alcançar seu queixo e dar uma mordida, não muito forte, ali.
– Aiai, sua carnívora! – Ele disse, mas sem me largar. – Doeu!
– Para de ser tão molenga James! Nem mordi com força. – Eu disse me ajeitando ao seu lado. Seu braço servia de apoio para minha cabeça. Nossos corpos estavam quase colados, no encaixe perfeito.
– Você já imaginou encontrar alguém que fizesse você se sentir nas nuvens, só de ver o sorriso, da forma mais inesperada possível? – perguntei, olhando fundo em seus olhos.
– Uma vez me contaram que tudo o que buscamos nos buscam também nos busca. E se ficamos quietos, o que buscamos nos achará. Eu acho que eu aprendi a ficar quieto. Por isso você me achou, Lilian. – James disse sério agora. Nunca ninguém me chamava de Lilian. Era sempre Lily.
– Tudo bem? – Ele me olhou engraçado.
– Sim... É que nunca ninguém me chama de Lilian. Quero dizer, só quando minha mãe quando está muito brava comigo. Ou Petúnia, mas ela sempre está brava comigo... – E sorri. – Mas não importa. Gostei quando me chamou assim. – E me afastei dele, levantando e esticando a mão para ajudá-lo.
– E se depender de mim – Ele disse aceitando a ajuda e quando ficou ao meu lado, passou seus braços por minha cintura. – vai ouvir isso de mim por muito tempo. – E me beijando no rosto, saímos de volta para a escola.

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– Onde estão todos? – Frank disse me abraçando, antes de se sentar ao meu lado, no Salão Comunal da Grifinória. Eu estava esparramada no sofá, de uma forma estranha. Tive que me torcer para abraçá-lo. Ao sentar, joguei minhas pernas direitas em seu colo. Isso era efeito das quinta feira.
– Você nunca vai deixar de ser folgada, ruiva? – Ele disse rindo, massageando meu pé. Eu já disse que ele fazia massagens? Eram incríveis!
– Se for com você, provavelmente nunca, Franks – E pisquei. – E estão por aí. Não vejo os meninos desde um pouco antes das aulas da tarde. Ele me deixou na sala e sumiu com os outros. Depois que terminaram, Emme e Marlene foram para o treino da torcida e Dodô foi para algum lugar com Fabian. E Alice... Hoje ela tinha...?
– Esgrima, acho. – Nem Frank lembrava as mil e uma coisas que a namorada fazia. – Mas, me diz Lils, você e James huh? – E riu.
– Ah Franks, você pode imaginar? Eu odiava o James e agora... – E fechei os olhos, suspirando.
– Você o ama? – Ele perguntou sorrindo.
– Frank!
– O quê? Só me responda!
– Frank, eu não sei... Quero dizer, eu gosto dele. Muito. Definitivamente gosto e não suportaria ficar sem ele mais e...
– Você o ama, então. – Frank concluiu por mim.
– Ah Deus! O que eu faço? – E começei a chorar e rir, tudo ao mesmo tempo. Ajoelhei-me no sofá, e olhei fundo nos olhos de Frank. – Foi assim que você se sentiu quando descobriu o que sentia por Alice?
– Ruiva – E limpou as finas lágrimas de minhas bochechas. – Eu soube que amava Alice desde a primeira vez que a vi. E o tempo que levei para aceitar foi pequeno. Essa é a única coisa em minha vida que sei que acertei na primeira tentativa. E sim, foi assim mesmo. Eu queria rir e chorar ao mesmo tempo. Parecia que tinha um nó em minha garganta. E esse nó só se desfez quando eu disse para ela.
– Você disse com todas as letras? Tipo "Hey Alice? Eu te amo!" ? – E olhei animada para ele.
– Foi. Estávamos na beira da piscina naquele dia. Simplesmente me virei e disse. E claro, depois a levei para comer algo em Hogsmead. Mas, no fim deu certo, não deu?
– Ah Frank... Mas eu tenho medo. E se eu disser e ele apenas responder "Que ótimo para você"?
– Lils, sabe que ele nunca faria isso. Qualquer um que tenha visto vocês dois juntos essas semanas falaria que vocês dois são perfeitos um pro outro. E eu não discordo.
– Obrigada Franks. Você sabe que você é o melhor, não sabe? – Eu disse pulando em seu pescoço e beijando seu rosto. – Eu vou nadar. Preciso pensar, mas pelo visto, o nó em minha garganta só vai desfazer quando eu disser. Então, tenho que encontrar as palavras certas! – E saí correndo para meu quarto, deixando Frank rindo de mim no sofá.

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Nosso quarto era muito gostoso. O sol da tarde batia nele e fazia com que tudo ficasse quentinho. Peguei meu maiô da natação e me troquei ali mesmo. Coloquei uma calça qualquer e vesti uma blusa fina. Minha bolsa estava sempre arrumada, então, só calcei minhas sapatilhas e jogando a bolsa em meus ombros, saí em direção a piscina.

Meu armário no vestiário era cheio de coisas. Havia toucas e óculos extras, toalhas, protetores de ouvido. Na porta, um espelho e embaixo dele, fotos do time coladas. Na prateleira de cima, que era menor, havia alguns cosméticos, minha escova de cabelo e presilhas para prendê-los.
Tirei minha blusa e minha calça e as pendurei em um dos ganchos. Ajuntei meus longos cabelos no alto de minha cabeça, fazendo um comprido rabo de cavalo. Após isso, comecei a enrolá-lo para depois torcê-lo em um monte no alto da cabeça. Quando havia terminado de prendê-lo, ia pegar uma touca para colocar nos cabelos, escutei passos. Alguém corria perto da piscina. Vesti meu roupão e fui olhar quem estava lá.
– Olá? Tem alguém aí? – E olhava por todo o ginásio. Tentei olhar por detrás das arquibancadas, mas nada. Eu estava sozinha ali. Achei estranho, mas não me importei. Voltei ao meu armário, peguei meus óculos e o tranquei. Fui até nosso frigobar, peguei uma garrafa de água e fui para a piscina. Quando eu olhava para aquela imensidão de água, eu me acalmava. Nadava desde os seis anos. Aquilo era minha vida. Ali eu sentia que o mundo estava em minhas mãos. Eu era dona disso e ninguém poderia me roubar. Na beira da piscina, agachei e molhei meus óculos, para limpá-los. Ajeitei-os em meu rosto e me alonguei. Preparar... Pule!
Ah! Como era bom sentir aquilo! Eu nunca me cansava. Eu me tornava parte da água. Éramos um ser só, em movimento e ligação.
Nadava devagar, apenas para me acostumar com a temperatura. Quando fiz a primeira volta, peguei velocidade. Meu nado preferido era o Crawl*. Nossa equipe participava em várias modalidades. Eu havia começado a pouco tempo a treinar o medley*, mas sempre nadei nos revezamentos de 4 por 100 metros livres e nos 100 metros Crawl. Quando eu estava provavelmente na oitava virada, que é quando nos encostamos alguma parte do corpo na piscina, geralmente a ponta dos dedos ou a mão, quando eu subia para pegar ar, notei alguém andando na beira da piscina. A pessoa me acompanhava. Conforme fui chegando, não a vi mais. Encostei na beira e levantei os óculos.
– Olá? – Eu gritei, mas novamente ninguém respondeu. Ao me virar, ia recolocar os óculos e voltar a nadar.
E, na verdade, acho que foi nesse dia que eu descobri que o amor dói.
E é perigoso.
Sentia alguém puxando meus cabelos e bateu uma vez minha cabeça com força na pedra da piscina. Minhas mãos tentavam alcançar algo, mas eu não conseguia.
– PARA! ESTÁ ME MACHUCANDO! SOCORROO! ALGUÉM ME AJUDE! POR FAVOR, PARE! – Mas ninguém me ouvia.
– Está doendo é? – Eu ouvia a pessoa dizer. – Se não parar AGORA, faço pior! – E fez. Começou a me sufocar, me empurrando para água. Embora soubesse controlar a respiração na água, no nervosismo eu apenas engolia água. Quem fazia isso decidiu que já chegava e me trouxe para fora da piscina. Na verdade, puxava meus cabelos ainda, então, eu tomei impulso e saí, caindo com tudo no chão e tossindo, sem forças. Senti uma pisada em minhas costas quando estava prestes a levantar e cai com tudo novamente ao chão.
– Me ouviu? Se você não se afastar dele, juro que eu te afasto. E você não vai gostar nada disso... – E pisando com força, escutei correr dali.

Não sei quanto tempo fiquei ali. Podia ter sido segundos ou horas. Eu ainda tossia, sem forças. Tudo estava doendo. Sentia que ia desmaiar.
A última coisa que eu lembro foi de ver três sombras perto de mim. E uma delas, se abaixava perto de mim, murmurando algo que não me lembro com certeza, mas que parecia um "me perdoe".
Ah, na verdade, acho que seus olhos eram castanho-esverdeados.
Como os de James.

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* Crawl: No estilo crawl, o atleta posiciona-se com o peito voltado para o fundo da piscina, em posição horizontal ao nível da água, executando movimentos circulares alternados com os braços em posição paralela ao corpo, as pernas movimentam-se para cima e para baixo também alternadamente.
*Medley: Nas provas de medley individual, o nadador nada os quatro nados na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Nas provas de revezamento medley em grupo, os nadadores nadam os quatro nados na seguinte ordem: costas, peito, borboleta e livre. Cada estilo deve respeitar suas respectivas regras.

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Gostaram? Muito drama?
Comentem!

Beijos,

L. Prongs