Nome do autor: Kaline Bogard
Título: III Drops do Pinhão
Sinopse: A proposta são varias drabbles com uma palavra base para a história. Vou postar aqui todas a que eu fizer! Entre parenteses coloquei a palavra tema. Divirtam-se!
(Neve)
Light
por Kaline Bogard
As crianças corriam pelo chão branquinho, vigiadas pelos adultos que pareciam se divertir tanto quanto elas.
O primeiro natal que Harry e Draco passariam juntos. [i]Inacreditável[/i].
Não fora fácil. Nem rápido.
Houvera a resistência dos amigos, dos familiares, a disputa pela guarda dos filhos, o peso do olhar da comunidade. Tantas cobranças onde o que menos importava eram os sentimentos de ambos.
Estavam cansados de abrir mão da felicidade apenas para satisfazer os [i]outros[/i], pra cumprir o que os [i]outros [/i]julgavam ser correto.
– Ei, acorda!
A voz de Harry fez Draco piscar e sorrir. O sorriso aumentou quando o Gryffindor caiu de costas no solo e tentou fazer um anjo na neve que revestia tudo. Tentou... por que as crianças acharam aquilo o máximo e mergulharam em cima do pobre Harry Potter, sufocando-o embaixo de um montinho.
Draco apenas observou, feliz demais para recriminar as crianças e o namorado rolando na neve molhada. Feliz demais para querer acordar daquele sonho.
(Dor)
Crystal Key
por Kaline Bogard
A sensação era tão profunda que pensou estar enlouquecendo, como todas as outras vezes. Nunca se acostumaria. Começava no braço, algo como chamas queimando a pele, penetrando na carne, maculando a alma.
A dor roubava seu fôlego. Era difícil respirar.
Mas não podia evitar o castigo por levar aquela marca, por ter sido fraco e permitido que o manipulassem. Precisava pagar o preço agora.
Tudo sumia de sua mente, tinha medo de um dia não se recordar do caminho de volta, se perder no mar de sensações e ficar perdido para sempre na escuridão.
Sentia medo da escuridão, estivera mergulhado nela por tempo demais.
Porém, em alguns momentos quando a dor do chamado realmente parecia insuportável, Draco sentia algo que superava qualquer sensação ruim. Era o toque de Harry em sua mão, tentando fazer o amor que sentiam ser maior que a dor, maior que o chamado da Marca Negra.
Essa era a maior certeza de Draco. Se ele se perdesse nas trevas, Harry mergulharia fundo para salvá-lo.
Ou se perderia com ele.
(Lanterna)
Alone in the dark
por Kaline Bogard
– Draco, tem que acender a lanterna. Se não você não enxerga nada.
– Eu sei, Cicatriz. Cala essa boca.
–...
– Ou melhor, não cala. O silêncio está me irritando.
– Ali naquele canto tem... Draco, acende a lanterna!
– Isso não é fácil pra mim! Se você não tem paciência me deixa sozinho.
– Ta bom.
– POTTER! Senta essa bunda no sofá. Não se atreva a me abandonar sozinho no escuro!
– Então me deixa ajudar.
– NÃO!
– Draco cuidado com...
– AHHHHHHHHHHHHHHHH! PORRA POTTER! VOCE VIU O TAMANHO DAQUELA QUIMERA?
Harry observou a face pálida de seu namorado que arregalara os olhos de susto. Sorriu divertido.
– Não era uma quimera. Era um cão mutante. Deixa eu te mostrar como faz.
O loiro não hesitou. Devolveu o controle para Harry que tratou de apertar o botão que acendia a lanterna, parte importante do roteiro, e se movia pelo cenário. Draco ficou apenas observando, surpreso em como aquele jogo Muggle podia ser realista e assustador. Ele, com certeza, nunca iria jogar "Alone in the dark" sozinho.
