Espero que gostem. : D

Detestando Edward

_ Vai passear Ed! – Disse Charlie por traz do jornal.

_ Acho que é mesmo o que vou fazer!

[…]

_ Queres vir… idiota?

_ Eu?

Terceiro Capitulo – Perto de um beijo

Narrado por Charlie

_ Deves-me uma! – Edward disse a Esme.

Aquela mulher parece que tem o diabo no corpo!, pensei para mim enquanto lia as noticias daquela manhã no jornal.

Quando eles saíram deixei o jornal cair sobre a mesa e cruzei os braços. Olhei para ela a rir-se. Nossa como eu a amo!

_ Qual foi a tua ideia? – Perguntei.

Eu sabia bem que aquele comportamento em Edward era estranho.

_ Oh, vá lá. – Encarou-me sorridente. – Sabes que o Edward precisa de se animar.

_ O que é que lhe meteste na cabeça?

Pousou a faca e a maça que estava a cortar, tirou o avental e veio até mim. Arrastei a cadeira para que se pudesse sentar no meu colo.

_ Disse-lhe que tinha que ser simpático para ela a semana inteirinha senão metia-o num colégio interno! – Confessou sorridente enquanto rodeou o meu pescoço com os seus braços frios.

Era mesmo típico de Esme fazer este tipo de jogos amorosos. Ela já tinha tentado com Alice e Edward mas a pobre coitada da baixinha dissera-lhe que apenas o via como irmão. Mas Esme tinha que voltar a atacar. Era seu. Esme, a minha mulher, era uma casamenteira.

_ Uma semana porquê? – Perguntei desconfiado.

_ Sabes que o meu Edward tem o coração frágil. É duro a inicio mas é bem frágil quando alguém entra nele. – Os seus olhos brilharam de emoção. – Uma semana é o tempo que eu lhe dou para ele amolecer com ela. Depois disso não precisará mais de ameaças. Será simpático instintivamente.

Narrado por Bella

_EU? – Voltei a repetir. Queria que ele voltasse a convidar-me. Não estava bem a acreditar que ele me estava a convidar.

Quer dizer, ele é um antipático anti-social. Como pode ele estar a ser simpático de repente? Havia alguma coisa por traz daquilo tudo., eu pensei enquanto olhava para ele de boca aberta. Quase pude ver um sorriso na sua expressão.

_ O que é que me vais pedir? – Perguntei cruzando os braços.

_ Que venhas dar uma volta comigo! – revirou os olhos. – Vens?

Pára de fazer dramas e aproveita!

Acenei e passei à sua frente encaminhando-me para o corredor da entrada. Edward ficou para traz. Disse qualquer coisa à mae e veio ao meu encontro. Esperei que me abrisse a porta. E ele abriu. Mas não esperou que eu saísse. Saiu sozinho e fechou a porta atrás de si.

_ Ei! – Abri a porta e também eu saí. Corri para ele. Estava a sorrir. – Não tem piada nenhuma.

A sua expressão mudou e voltou a ficar sério. Não me olhou.

_ Quem disse que eu estava a rir-me de ti, sua idiota?

_ Vou começar a aceitar esse "idiota" como um elogio! – Eu disse. Abri os meus lábios num sorriso grande. Não mo retribuiu, nem sequer olhou para mim.

Junto da casa havia uma rampa grande com um portão de garagem, que se começou a abrir, no fundo dela. Entramos e meu queixo voltou a cair. Naquela garagem enorme eu vi três carros e um jipe (que me pareceu de montanha, se é que haviam jipes de montanhas.) os automóveis, embora eu não percebesse nada desse assunto, pareciam-me grandes máquinas. Edward dirigiu-se para um deles. Era cinzento. Eu fui atrás.

_Que carro… bonito! – Fiz conversa quando entrei.

_ É um volvo… - Olhou para mim. – Não percebes nada de automóveis, pois não?

_ Nem por isso. – Arrancou. Todo o meu corpo colou no assento. Ele era rápido.

_ E…E… Edward!

_ Hum…

_ Anda mais devagar por favor. Ainda temos um acidente.

_ Não temos nada! – Riu. – Onde queres ir?

_ Eu sei lá, tu é que me convidaste para… sair… contigo. – Corei.

Ele me olhou pelo canto do olho.

_ Como dois irmãos.

_ Claro, claro. – Apressei-me a concordar.

_ Hum… - Pensou ainda andando rápido.

_ Tens o pé pesado! – Resmunguei fechando os olhos.

Ignorou-me.

Fui a viagem toda de olhos fechados e de coração aos saltos. Que pessoa mais mal-educado! Como podia ele, levando uma senhora a seu lado lhe implorando por abrandar, continuar assim? A voar? Se minhas mãos não estivessem tão presas no assento por causa da velocidade, eu já teria pregado um estalo nele. Respirei fundo umas quatro ou cinco vezes, querendo resmungar mas sem forças para isso.

Finalmente parou.

Suspirei.

_ Onde estamos? – Abri os olhos e tudo o que eu via era verde à nossa frente.

_ Estamos em Seattle. – Disse sem me olhar. – Trouxe-te ao parque da cidade.

_ Hum… vamos passear.

Saí apressada do carro.

Penso que soltei um "Ah" de alegria pois Edward imitou um som parecido com uma gargalhada presa. Não lhe podia chamar riso porque acho que ele não sabia rir. Entramos no parque e ele me conduziu, sempre de mãos nos bolsos, até um banco lá bem entranhado nas árvores. Sentou-se e eu o imitei. Quando olhei para onde ele olhava vi um lago à nossa frente. Duas meninas estavam a brincar em fato-de-banho na água. Ele olhava para uma delas.

Meu sorriso caiu.

_ Gostas dela? – Perguntei.

_ É possível. – Meu coração falhou.

_ Como se chama? – Perguntei mostrando um sorriso falso.

_ Alice! – Disse. Não encontrava nada na sua expressão.

_ Hum… - Foi tudo o que disse.

Fiquei a olhar para ela também. Quem haveria de iniciar conversa haveria de ser ele agora. Não que eu quisesse falar com ele, mas eu estava interessada agora em avaliar a rapariga, por isso provoquei eu o silencio. Não estava muito longe por isso consegui vê-la bem. Os seus cabelos eram castanhos avermelhados e não lhe chegavam aos ombros. As pontas espetavam para fora. Não era morena, naquela Terra só mesmo Jacob e meu pai, um pouco, eram morenos. Parecia ser baixinha comparada com a loira que estava com ela.

A loira era alta e esbelta. O seu olhar era penetrante e não se divertia tanto quanto a baixinha. Por momentos pensei que tivesse confundido a baixinha que pensava ser Alice com a loira. Talvez a Alice fosse a loira.

_ Bolas, parece uma modelo. – Acabei por dizer.

_ Essa é a Rosalie!

_ Hum… - Afinal a Alice sempre era a baixota.

Eu era mais alta que ela. Mas mesmo assim não chegava a Edward. Para ele, eu também era baixa. Mas não tão baixa como ela. Os meus cabelos eram compridos e nunca na sua vida iriam espetar.

Na verdade eu e ela éramos muito diferentes uma da outra. Encolhi os ombros.

Ele é muito bonito!, comentei para mim. Mas há mais peixe no mar.

É, eu achava Edward bonito. Mas não era o meu "príncipe encantado". Apesar de encantar, que encantava bastante, não tinha nada de príncipe e só neste dia já mo tinha provado duas vezes.

_ Ei, é o Edward! – Gritou a baixinha. – Olá!

Correu até nós. Edward pôs-se de pé e sorriu para ela. Eu também me pus de pé.

_ Olá Alice. – Ela abraçou-o e beijou-o na cara. Depois olhou para mim.

_ E tu deves ser a…

_ Bella! – Disse dando-lhe a mão para a cumprimentar.

_ Bella. – Repetiu. – Eu não sei como é lá em Phoenix mas cá nós cumprimentamo-nos com um abraço.

Também me abraçou enquanto Edward cumprimentava a loira, desta vez sem abraços.

_ Pelo menos eu. – Brincou ao olhar para Rosalie e Edward. – Que fazes por cá Edward?

_ Vim mostrar as redondezas à Isabella!

_ Bella! – Bufei.

_ Já deves ter notado que ele é mesmo assim! – Riu Alice. – Assim que deixares de implicar ele também deixa.

Edward sorriu-lhe.

Bolas, ele deve mesmo gostar dela para lhe sorrir!, pensei, já que ele não sorri para mais ninguém.

Passamos a tarde inteira a falar. Rosalie era boa pessoa mas eu não falava muito com ela. O seu olhar era forte e pesado, digamos que me metia um bocado de medo. Ela falava connosco e até parecia ser muito simpática mas não arriscaria. Algo nela não me atraia. Alice era muito mais social, animada, engraçada, super simpática. Enfim, eu tinha que admitir, eu gostava dela. Como é que Edward não podia gostar? Ele passou a tarde toda a sorrir e uma vez quase riu. Alice achava piada à minha reacção quando ele sorria.

Chegou mesmo a dizer-me que eu parecia uma criança.

_ Bem, já é tarde. – Acabou Edward por dizer. – Tenho que levar a Isabella a casa.

Os meus olhos arregalaram-se sozinhos. Digamos que era instinto.

_ Pois é. – Velocidade, velocidade, velocidade. Era a palavra que corria na minha mente: velocidade! – Tem mesmo que ser.

_ Passa por lá amanhã. – Sorriu para Alice. – A minha mãe faz gosto que venhas jantar.

_ Claro! – Sorriu.

_ Também estás convidada Rosalie.

_ Emmett, vai? – Os seus olhos brilharam.

_ Não sei. – Encolheu os ombros desinteressado. – Isso é com o Jacob. Liga-lhe ou assim. Pode ser que ela faça mais uma daquelas festas idiota. E Jasper também virá se assim for.

_ Óptimo. – Saltou Alice.

_Bella vam…

_ Edward? – Alguém atrás de nós chamou por ele.

Olhamos todos para trás e Alice fez cara de enjoada.

_ Está é Tanya. – Sussurrou ao meu ouvido. – A POP da nossa turma. Anda há imenso tempo atrás de Edward.

_ E ele reage? – Perguntei interessada.

_ Nem por isso.

_ Olá Tanya. – Disse sem sair do sítio.

Ela correu até nós e sentou-se junto a Edward abraçando-o.

_ Tive saudades tuas! – Ela disse beijando-lhe a face.

_ Está bem. – Levantou-se fugindo do seu beijo.

_ Temos que combinar qualquer coisa um dia destes Ed!

_ Vamos Isabella! – Levantei-me em silêncio e segui-o. – Sim, sim.

_ Quem é ela? – Ouvi Tanya perguntar.

Fomos o caminho todo em silêncio. Às vezes olhava para ele, esperando que alguma coisa saísse da sua boca mas Edward continuava calado, de mãos nos bolsos descontraído.

_ Quem era Tanya? – Perguntei já no carro, tentando distrair-me do que aí viria.

_ Uma amiga. – Sorriu ironicamente. – Medo?

_ Estúpido! – Resmunguei. – Que tipo de amiga?

_ Uma amiga. Não há tipos de amigos! – Ele disse carregando no acelerador. – Duvido que haja até amizades.

_ Claro que há! – Disse-lhe. – O que você tem com Alice e Rosalie é amizade.

_ Talvez. – Foi tudo o que disse.

Com isto tudo já estávamos nas redondezas da cidade. Ele era mesmo rápido.

_ Aponta. – Disse-lhe. – Vai ser a última vez que eu ando contigo de carro.

_ Ainda bem!

_ Antipático.

_ Idiota! – Respondeu. – Pára esse carro.

_ Não.

_ Pára já!

_ Não.

_ Então deixa-me guiar.

Olhou para mim com cara de parvo.

_ Nunca!

_ Edward! – Vinha um carro na nossa direcção. Ele tinha mudado de faixa? Estava em contra-mão? – Olha para a sua frente – Gritei.

Quando Edward olhou o carro estava demasiado próximo. Edward mudou de faixa mas haviam mais carros vindo na nossa direcção. Comecei aos gritos.

_ Pára esse carro logo! – Eu gritava. – Pára.

_ Cala-te! – Gritou ele também.

Não via nada a essa altura. Fechei os olhos. Ao menos não tinha que ver a minha morte. Àquela velocidade nós só podíamos morrer.

_ Oh, Deus nós vamos morrer!

_ Cala-te! – Gritou. – Só dizes dispara...

Ouvi um grande estouro e um barulho de ar. Alguém estava enchendo balões? Abri um olho a medo. Estava eu no céu? Ou melhor, iria eu para o céu? Ou para o inferno?

Mas nada parecia branco. Vi uma boca perto da minha. Deus vai-me beijar? Mas não podia ser Deus. Esta pessoa era muito mais bonita. Abri o outro olho e só vi Edward meio que em cima de mim.

Espera lá, Edward? Minha cabeça estava à roda.

Edward me queria beijar? Estava a sonhar? Era uma alucinação? Não, espera, era o céu? Que raio de céu escolheram para mim!

Foi aí que comecei a ouvir os sons. Apercebi-me que não os estava a ouvir com atenção antes. Ouvi o carro a apitar sozinho. E o vento. E o som das árvores. Ouvi tudo muito bem: aquilo não era o céu! Era a realidade.

E a realidade mostrava-me Edward quase a beijar-me. Ouvi o seu respirar ofegante. Ouvi e senti-o na minha boca. O cheiro do seu hálito era bom, atraía-me. Era quente e deixava-me confortável. A sua boca estava entreaberta provavelmente esperando pelo meu beijo.

Foi aí que uma pergunta saltou à minha cabeça: E Alice? Ele não gostava dela?

Dei-lhe um estalo!

_ Ei! – Resmungou afastando-se.

_ Porco!

Aproximou-se novamente de mim. A sua boca ficou ainda mais perto da minha

Olááááá!

O próximo capitulo chegará em breve se vocês comentarem este! Aaaaaaiiiii que eu gostei tanto do que eu escrevi! Babei mesmo! : p
Espero que também gostem! E digam-no por favor. Obrigada pelos reviews, vocês são uns queridos!

Bye bye!

AT ^^