Aêeeiiieiii, mais um capitulo (conseguiu escrever rápido)
Espero que tenham gostado do ultimo, pois agora é que a coisa começa a ficar boa!!
Ohhoo ~
Todo e qualquer personagem pertence a Masashi Kishimoto.
Qualquer semelhança é coincidência.
Enjoy ~ ;3
(Betado por: Natana Boletini)
Capitulo 3 – Um Beijo para dois.
- Êeh..? – pronunciei sonora com as sobrancelhas se franzindo. O que diabos Sai estava falando? Ele só poderia estar delirando. Como ele poderia "achar" que está gostando de mim... Por Deus, ele é gay! É claro, que se ele estivesse gostando de mim explicaria todo aquele ciúme extremo que sente. Mas, como ele já havia dito... É só ciúme de amigo, não é?
- Sai... Você está deli...
Eu mal tivera tempo de terminar minha fala e, quando me dei conta, Sai já havia me puxado para perto dele fazendo nossos rostos ficarem a centímetros um do outro.
Estava assustada e por isso não tinha coragem de me mexer, estava muito confusa com o que ele havia feito. Eu sentia a respiração quente e pesada dele perto de mim, podia perceber a dificuldade que ele tinha para respirar.
- Sai... – minha voz saíra fraca, quase imperceptível. – O que você está... – parara, pois ele deitara a outra mão em meu rosto.
A mão dele estava extremamente quente, e aquilo aliviou a frieza natural de minha pele. Fechei os olhos lentamente, sentindo o toque suave dele. Aquele toque era diferente, era algo tão impessoal e ao mesmo tempo tão íntimo para nós. E mesmo de todas as vezes que havíamos passado do limite... Aquilo era diferente, havia sentimento naquele toque, havia calidez e conforto.
Ele passara a mão para meu maxilar, deslizando-a levemente pelo canto de meu pescoço e pousando-a no começo deste. Colocou-a mais para trás, podendo assim cobrir tanto meu pescoço como minha nuca.
Sentia seus dedos brincarem com alguns fios de cabelo e rapidamente parar. Eu fechei meus olhos, inconscientemente, percebia que meu corpo esquentava gradativamente, de acordo com as pequenas ondulações de eletricidade que passavam por ele.
Voltei a abrir os olhos, e agora nossos lábios quase se tocavam. Eu respirava profundamente, assim como Sai, mas não sabia o porquê disso. Nós ficamos nos observando por algum tempo, conseguia ver em seus olhos o conflito em que se encontrava, pois tal ação não era algo que ele realizava sem estar completamente alcoolizado.
Mas, nossos corpos agiam sozinhos, e aquilo não perdurou por muito tempo e ele me beijou. No começo, fora lento e gentil, apenas aquele tocar de lábios incerto da parte de ambos, mas... Quando tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo, a mão dele em minha nuca me colocava mais para frente, aprofundando nosso beijo.
Nós paramos e ficamos nos observando, ainda estava perplexa quando a mão dele deixou minha nuca e eu me levantei. Fiquei longe dele, talvez por uma reação subjetiva de meu corpo. Afastei-me de sua cama, repousando minhas mãos em minha boca, a qual estava entreaberta, arfando pesadamente.
Sai tossiu algumas vezes, virando-se na cama de costas para mim e cobrindo-se com o cobertor. Eu fiquei esperando que ele dissesse algo para explicar o que acontecera entre nós, mas essa explicação não veio e eu acabei por deixar o quarto e ir para a sala.
Esparramei-me no sofá, fechando os olhos e tentando controlar as batidas loucas e irregulares de meu coração. Tudo em minha mente estava confuso, a única coisa que conseguia assimilar o que houvera entre mim e Sai e que não fora algo que amigos costumam fazer... Ou era?
Voltei para o quarto dele para verificar se ele precisava de algo, mas quando cheguei ele estava dormindo tranqüilamente.
- Mas é um filho de uma...
A campainha da casa tocou e eu corri para atendê-la.
Era Sasuke quem estava à porta, a expressão preocupada denunciava que Sai havia comunicado sua doença a ele.
- Ma-mas... o que você está fazendo aqui, Sakura?
O moreno entrou e eu fechei a porta.
- Eu que pergunto... Sai ligou para mim, quase morrendo...
- ... você não iria se encontrar com o tal garoto, o tal do... Ryuu...
- Ryuutaro! – disse um tanto desdenhosa, estava com raiva de mim mesma. – Ia... só que no meio do caminho Sai ligou...
- Certo! Você já cuidou dele então... – ele olhara mais adentro da casa em direção ao quarto de seu parceiro. -... Vou embora!
- NÃO! – gritei, agarrando o braço de Sasuke. – Não... não vai, é-é melhor que você fique aqui, final... err... Sai estava delirando e chamando seu nome!
Sasuke desconfiara da minha repentina ação, mas acabara por ficar. Eu dei uma ultima olhada em Sai antes de ir. Estava com medo de ficar em sua casa e ter de enfrentá-lo com este assunto e estava com mais medo ainda de que aquilo voltasse acontecer.
Meu encontro com Ryuutaro havia sido marcado a uma, quando passei pelo ponto de encontro, já era por volta das cinco.
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O beijo entre eu e Sai me afligira a noite inteira. E quando a lembrança daquele beijo me vinha a cabeça, eu tentava, inutilmente, ignorá-lo.
Cheguei na faculdade o mais cedo que pude, precisava falar com Ryuutaro e esclarecer as coisas, apesar de pensar que ele me ignoraria e me mandaria pastar. E por sorte, ou não... havia cerca de cinco pessoas e ele.
- Bom dia... – disse acanhada. Ele olhou para mim, me fuzilando. Aquilo me assustou, então parti logo para o assunto. – Me desculpe por não ter ido antes é que...
- RYUUTAROOO-KUN! – o grito estridente me impedira de falar. Uma garota pulara no pescoço dele no mesmo momento.
- Bom dia Ryuutaro-kun, nee... você não disse que faria dupla comigo?
- Claro, Nanase-chan!
Ele sorrira para ela, e aquilo me deixara raivosa. Oh, é muita falta de consideração! É claro que eu tinha dado a entender que não queria sair com ele... Mas isso não era verdade, eu tivera um imprevisto! E ele ao menos queria me ouvir...
- Sakura-chan... – ele dissera sorrindo, e toda aquela tensão momentânea se esvaíra. – Você se importaria se eu fizesse dupla com a Nanase-chan?
Eu respirei profundamente, fechando meus orbes. É... talvez eu estivesse errada quando pensara em desencalhar com um cara lindo desses, ele sempre fora caloria demais para minha dieta. Montei um de meus melhores sorrisos para ele... e para ela!
- É claro, pode ir Ryuutaro-kun, e... Nanase-san, cuide bem dele, ok?
Ela sorrira e ele ficara confuso, mas logo ambos formaram dupla e eu tive de me conformar com o nerd estranho que só falava de Delacroix¹ a meu lado.
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O intervalo chegou como salvação, tanto para me livrar do nerd quanto pela fome tremenda que sentia. Procurei por Sasuke no intervalo, encontrando-o na maquina de café.
Nós nos sentamos em uma mesa qualquer.
- Sai está se recuperando... – ele disse enquanto eu devorava meu lanche.
- Irei visitá-lo hoje, então...
- Ele está na minha casa!
- Uhn... – pronunciei enquanto tomava meu suco. Sasuke não falava muito, e hoje ele estava mais calado que nunca... Parecia irritado com algo. – Não... – falei refletindo na expressão levemente contrariada dele, em relação a mim. - ... Ele te contou?
O Uchiha apenas deu um longo suspiro, o qual eu confirmei sendo como um 'sim'.
- Sas-Sasuke... assim, não... aquilo não era para ter acontecido, eu... eu, eu... não sei o que eu em nós! – lamentei perdida em minhas falas.
Ele rodopiou os olhos nas órbitas.
- Tudo bem, Sakura... Não foi culpa sua! - Preferi não falar nada, para não piorar as coisas para meu lado. - ... mas o problema é que ele diz que gosta de você...
Eu olhara para Sasuke, assuntada. Era verdade o que ele dizia, eu havia me esquecido completamente desta pequena frase... na verdade, parecia que tudo antes daquele beijo havia sido apagado de minha memória.
- Bem, ele me disse isso mesmo, mas eu não acreditei...
- Mesmo que você não acredite, parece que é sério! – ele se levantara, acenando com a mão em sinal de despedida.
Suspirei. Aquilo tudo ainda se tornaria uma bola de neve.
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Sasuke não me esperara na saída. Ele não demonstrava, mas eu via claramente que estava irritado com essa nova relação entre eu e Sai. Em pensar que eu compreendo todo esse sentimento dele, pois fiquei do mesmo jeito quando eles começaram a sair juntos.
Cheguei à casa de Sasuke por volta das oito da noite. O moreno que atendera a porta, somente de roupão. Ele mantinha a mesma expressão tediosa no rosto.
- Entra... – disse sem rodeios, deixando a porta e se preocupando mais com o cabelo.
- Boa noite...
- Ele está no quarto de hóspedes... – disse de costas para mim. Ele ainda estava irritado com o assunto.
Bufei exausta; quando Sasuke irritava-se com algo demorava de três a quatro dias para voltar ao normal. Dei de ombros deixando-o na sala e me direcionei para o quarto de hóspedes. Mesmo não querendo encontrar-me com Sai no momento, eu precisava. Meu sentimento de "mãezona" era maior.
Ele estava sentado na cama, mudando os canais da tevê. Parei no batente da porta, observando-o de longe. Meu coração palpitava, a mudança de rítimo não havia sido brusca, mas perceptível.
Sai largara o controle remoto a um canto, virando-se em minha direção com um sorriso.
Agora sim a mudança fora brusca, pois não era um sorriso falso e ensaiado como os quais ele oferecia. Ele sorria como um garoto de três anos de idade quando ganha sua primeira bola de futebol, um sorriso belo... sincero e cheio de sentimento.
Eu abri a boca, enchendo-a se ar e mandando este para meus pulmões. Tratei de apagar aquela reflexão, pois eu sabia onde um dia isso pararia.
- Você... Está melhor do resfriado?
- Um pouco – ele falou com a voz fanhosa pela gripe. – E você, como está?
Ele realmente só poderia estar gostando de mim para me tratar de tal modo.
- Eu estou bem, mas... Não precisava ter contado aquilo para Sasuke, Sai!
- Precisava...
- Não, Sai... não precisava! – eu andei até perto da cama, sentando-me na ponta desta. – E outra, nós temos que esclarecer aquilo...
- Esclarecer o quê?
- E-esse beijo... Aquilo não significou nada!
Ele retirara o lençol de cima de si e aproximara-se. Ele pegara em uma das minhas mãos e com a outra, acariciara meu rosto que nem da ultima vez. Nós nos encaramos e ele se precipitou para me beijar novamente, mas eu logo me afastei delicadamente.
- Sai... você é gay, você gosta do Sasuke!
- Foda-se se sou gay, isso não é argumento que contrarie minha atração por você! – ele tocou nossos narizes, investindo para mim, mas novamente eu virei o rosto, relutante.
- Certo, se você não é gay... Como fica o Sasuke, me diga?
- Não fica, eu irei falar com ele... – ele desviara o olhar rapidamente. – nosso relacionamento nunca foi de verdade, nunca deu certo... E é agora que não vai dar mesmo.
Sua mão deixara meu rosto, agarrando minha cintura e me imobilizando. Ele tocara com o nariz em minha bochecha, fazendo círculos e beijando-a levemente.
- Sakura... – ele disse num sussurro. – Eu realmente estou gostando de você, eu não consigo ficar longe de você...
Continuei com o rosto virado, tentando controlar o sangue que rodopiava loucamente em meu corpo. As palavras dele pareciam sinceras, mas não era aquilo que eu queria, certo? Esse sentimento não poderia partir somente dele, teria de partir de mim também!
Agarrei o queixo de Sai empurrando-o para trás.
- Sai, me larga... – disse firme, tentando arrancar a mão dele de minha cintura. Mas, mesmo doente, ele era mais forte que eu. – SAI! – disse mais rígida, agora tentando estapeá-lo para que ele me soltasse. – Droga... Me solta!
Eu o empurrei com toda a força que encontrei, mas rapidamente ele me jogou na cama, fazendo que ficasse deitada. Ele me encurralou com os braços, aparentemente irritado.
- Eu não estou brincando, Sakura... eu estou realmente gostando de você! – ele soara ríspido e completamente confuso.
- Mesmo que você esteja gostando, eu preciso compartilhar desse sentimento também, não é? Ou será que irá me forçar a algo!? - eu me mantive séria e a expressão dele se acalmou.
Aplausos invadiram o quarto. Virei minha cabeça em direção a porta e lá estava Sasuke, de cabeça para baixo.
- Oh! Então era assim que você via nosso relacionamento? Então, você continuou comigo por que Sai? – ele disse sério, não havia mudança de tom em sua voz. Mas ambos sabíamos que ele estava com muita raiva.
Sai rira debochado.
- Talvez... por pena?
Olhei de Sai para Sasuke e de Sasuke para Sai, prevendo que aquela pequena discussão que se desenrolava resultaria numa briga estrondosa. Mas para azar meu, Sai previu minha reação e me parou em meio a caminho desta.
- Me solta... – disse me puxando para ver se ele me largava.
- ... Largue-a Sai, não vê que ela não quer se prender a você?
- Fique quieto, Sasuke... você não tem nada a ver com isso!
- Claro que tenho, ela é minha amiga!
Eu parei; estática. Está certo que em visão a situação não fora uma das melhores, mas Sasuke nunca havia dito aquilo.
- Ela é minha amiga também, e eu a amo... isso não convém a você, oras!
Sasuke aproximara-se mais da cama onde Sai ainda me segurava.
- Você é possessivo e cabeça dura! Será que não entende que ela não quer nada com você?
- O que está dizendo? Está com ciúmes, só pode. Sasuke, você é louco...
Sasuke aproximara-se de Sai rapidamente, agarrando a mão a qual ele me segurava, soltando-me. Sasuke agarrara em meu pulso e saíra correndo comigo do quarto. Ele fechara a porta e a trancara.
- Droga... – sussurrou dando um pequeno chute na porta, enquanto Sai gritava louco, socando esta por dentro.
Sua sobrancelha estava franzida e sua mão continuava fechada contra meu pulso.
- Obrigado – disse desfalecendo, levei minha mão ao coração tentando acalmá-lo.
Ele me olhou confuso, largando minha mão rapidamente e caminhando em direção a seu quarto com as mãos na cabeça.
Sasuke não estava bem, e mesmo que Sai estivesse gritando do outro lado da porta, o primeiro precisava mais de mim do que o outro.
- Sasuke... sei que isso não está sendo fácil eu realmente... – ele parara no corredor, de costas para mim.
- Sakura... vá embora!
- Mas... – eu relutei. Não sairia mesmo que ele fosse frio e rude; uma hora ele cederia. Afinal, eu era sua amiga, não?
- Sem "mas", por favor, vá embora!
- Não! – bati o pé. – É sempre assim, quando eu estou aqui para te ajudar você me ignora...
Ele virou-se lentamente, ficando a minha frente. Mesmo que eu não sentisse mais nada por Sasuke, ele ainda me deixava completamente envergonhada com aquele olhar.
Sasuke dera um passo a frente, repousando sua mão em meu ombro. Esta que lentamente percorreu até chegar em minha nuca. Ele se aproximou mais ainda, deixando outra mão em minha cintura, a qual ele agarrou e me empurrou para a parede ao lado.
- Sasu... – eu não conseguira terminar de falar, pois agora havia centímetros entre nossos lábios.
Eu estava perdida, não conseguia pensar em nada, apenas observava os lábios dele os quais estavam a tão pouco espaço dos meus. Uma onda de calor passou por meu corpo, fazendo minha coluna se arrepiar e meus pelos se eriçarem, a mão dele estava por debaixo de minha camiseta, tocando minha pele sem nenhum pudor.
Sentia a respiração ofegante dele, esta que percorreu minha bochecha até parar em meu pescoço. Ele beijou-o rapidamente, enquanto suas mãos percorriam minha costa e desciam rapidamente até meu abdômen.
Eu estava confusa, tudo aquilo estava me deixando louca. Uma hora Sai, agora... Sasuke? Minha linha de pensamento fora cortada quando a mão dele atingiu um ponto o qual não devia. Sasuke apalpou meu seio e agora tentava retirar meu sutiã. Um grito entalou em minha garganta e eu empurrei com toda a força que pude.
- Sas... Seu, seu... SEU LOUCO! – virei um tapa na cara dele e saí correndo, enquanto arrumava minhas roupas.
Quando cheguei ao elevador do apartamento dele, abaixei-me no chão deste enfurnando a cara entre os joelhos. O que diabos estava acontecendo?
Ai, mais um final de capitulo!
Capitulo beeem ~ cheiiioo ;D
Espero que tenham gostado XD
Arigatou pelas reviews:
Nami Cullen, Meriham, Lust Shinoda, Bru Loup, Kumagae-Sama, Gabi., Grazi chan
