Obrigada pelos poucos reviews *-* JealousKills, obrigada e desculpa não ter respondido é que esta semana tem sido dos infernos, ainda bem que gostaste. *-*

Bem, boa leitura, espero que gostem e por favor reviewsinhos seria muito bom né? *-* É dá animo. (:


Depois de jantar e de conhecer o homem mais perfeito do universo, senti a minha nova vida a começar. Ainda me era estranho o facto de estar numa cidade desconhecida, a morar com um pessoa que conhecia há pouco tempo – mas que tinha a sensação de conhecer á muito – e longe da minha família. Tinha saudades deles, mas eu sabia que estava a fazer o certo para mim. Aquele seria o meu futuro

***

Chegamos a casa, exaustas claro, mas ainda tive forças para tomar um banho refrescante. Depois deste, vesti o meu pijama, e deitei-me na cama. Não sei ao certo quanto tempo tive acordada. Sem sono e com a cabeça na lua. Consegui sentir algumas lágrimas a fugirem dos meus olhos, escorreram da minha cara e caiam no lençol.

Eu não conseguia reconhecer o que estava sentir. Era tudo muito confuso, era tudo muito novo. Sentia-me triste por estar longe da minha família, um pouco incomodada por estar a viver com alguém estranho. Mas ao mesmo tempo, sentia-me feliz e ansiosa. Na minha cabeça voavam as minhas recordações, desde que eu saí de casa até agora, deitada na cama do meu quarto azul. Senti o sono a invadir-me, a necessidade de fechar os olhos e entregar-me á minha inconsciência. Mesmo antes de adormecer profundamente, lembrei-me daquelas íris esmeraldas que me lançaram um olhar misterioso. Cedi, fechei os olhos e entreguei-me a acolhedora escuridão.

***

Acordei com a luz penetrante da janela. Sentei-me na cama, devagar. Mexi nos meus cabelos, que deviam estar todos despenteados como sempre estavam. Bocejei, e levantei-me. Tomei um duche, esfreguei os dentes e penteei-me. Fui ao armário e escolhi uma camisola cinzenta simples, com decote em V e de mangas três quartos. Para combinar, vesti umas calças pretas que me ficavam justas.

Estas eram as roupas que eu tinha comprado na noite anterior. As lembranças daquela tarde desgastante mas divertida vieram á minha mente. E também o jantar, e aqueles olhos… Abanei a cabeça. "Raios Bella, para com isso!" Murmurei para mim mesma.

Procurei Maggie pela casa, e encontrei-a ainda a dormir. Então lembrei-me. Que tal um pequeno-almoço, como aqueles que só se servem em Hotéis de luxo. Fui para a cozinha, aos saltinhos, desejosa de impressionar Maggie e mostrar-lhe o quanto eu gostava de estar aqui em Nova Iorque, e agradecida por me ter oferecido o seu tecto.

Tostei pão, fiz café e juntei uns morangos com chantilly numa taça. Coloquei tudo numa travessa e para dar um mais requintado (coisa que eu sou horrível), juntei uma pequena jarra, com água, e uma rosa branca.

E… voilá. Peguei na travessa, com cuidado pois sabia que tinha dois pés esquerdos, e levei até ao quarto de Mag, orgulha de mim mesma. Entrei no quarto de costas, para não derramar o seu conteúdo.

Quando me virei de frente, deparei-me com uma Maggie, agora acordada, com a boca aberta e os olhos arregalados em sinal de surpresa. Sorri perante aquela imagem. Aproximei-me dela, e coloquei a travessa na cama, ao lado de Mag.

Ela ainda estava com a mesma expressão de surpresa, e continuava a encarar-me. Ri suavemente.

- Bom Dia – disse calmamente – Bem, eu posso explicar isso. – Apontei o dedo á travessa e Mag seguiu o meu dedo – Era apenas uma forma de agradecimento pela tarde de ontem. Espero que goste.

- Bom Dia – respondeu-me ela com as sobrancelhas erguidas – Bem, querida não precisas de te preocupar. Mas… Uau, é a primeira vez que alguém me faz isto. – Riu-se e eu acompanhei-a. – E mais uma coisa… não precisas de me tratar por " você ", pensei que já tinhamos ultrapassado essa fase.

Sorri em resposta. Enquanto comemos, sentadas na cama dela, conversávamos sobre Julliard e sobre o que iríamos fazer hoje.

Ela falou-me que como era secretária de lá, íamos visitar Julliard. A minha cabeça encheu-se de perguntas: " Será que vou conhecer alguém?" ; "Será que eles vão gostar de mim e aceitar-me?"; "Será que aquela escola é grande o suficiente para eu me perder lá dentro?". Meu Deus, já estava a enlouquecer e ainda era de manhã.

Passamos o resto da manhã a conversarmos sobre Julliard. Cada vez estava mais ansiosa pelo começo das aulas. Eu sei, podem me internar num manicómio. Devo ser a única na Terra que está ansiosa pelas aulas, mas Julliard foi, é e sempre vai ser o meu sonho de universidade.

Só de imaginar que vou poder estudar lá, bem é fora do normal totalmente. Almoçamos e saímos de casa. Mag dirigiu-se para Julliard. Ainda faltava algum tempo para começar as aulas, mas ela achou melhor eu ir conhecendo a escola, para reduzir as probabilidades de eu me perder.

Parou o carro no estacionamento da escola. Nem reparei que ficamos em silêncio dentro do carro. Mag devia estar á espera da minha reacção. Bem, eu fiquei boquiaberta, depois em pânico, depois surpresa, depois em pânico, depois parva com o design da escola, depois em pânico, e só depois consegui recuperar totalmente e olhar em direcção da Mag.

Ela encarava-me com um sorriso doce nos lábios. Apesar da minha incredulidade toda, retribui o sorriso. Voltei-me para a escola, e o pânico entrou em mim mais uma vez. Porquê pânico? Por mil e uma razões. Uma delas é que eu era uma rapariga vinda de uma "aldeia", como já dizia a minha querida e amorosa irmã Jéssica, e aquilo era tudo tão sofisticado.

Decerto que os alunos também eram. Eu ia ser posta de parte, ia ser daquelas depressivas que nunca falam com ninguém e são rejeitados pelos outros. Abanei a cabeça com estas ideias negativas. Ainda nem tinha começado a escola e já estava preocupada com o que os outros iam pensar de mim, nem sequer me reconhecia.

- Devo imaginar que estás boquiaberta com a escola, mas acho que te dei tempo suficiente para recuperares do choque, certo? – Maggie disse, quebrando o silêncio que já se estava a ser constrangedor.

- Ah… Hum…- Okey, eu ainda não estava recuperada. – Claro, acho eu. – Ri nervosa.

- Estás assustada certo? – Encarei-a. – Eu sei o que tu estás a passar. Também já andei numa universidade e sei o quanto pode ser assustador. – Disse-me ela com o seu sorriso gentil. – Então? Vamos entrar? – Disse-me já a sair do carro.

- Sim, estou tão ansiosa. – Ri e ela acompanhou-me. Saí do carro, e Maggie veio ter comigo.

Dirigimo-nos para dentro. OMG, eu estava a morrer de nervosismo. Quando entramos, mais uma vez fiquei boquiaberta, mas desta vez controlei-me e não fiz um escândalo como o do carro. Aquilo era lindo e tão sofisticado, quem não conhecesse Julliard, pensaria que era alguma escola haver com Ciências ou algo do género.

Andamos a vaguear pelos corredores. Mag mostrou-me as salas, a cantina, a biblioteca, uma grande sala de convívio com sofás e computadores, mostrou-me as salas de músicas, o palco onde se representava. Durante a visita guiada, Mag falou-me dos estudantes que saíram de Julliard e agora são artistas muito famosos.

Nunca quis ser famosa. Credo, nunca mesmo. Atenção para mim tem o mesmo significado de pesadelo. A música e representação foram sempre o meu porto de abrigo nas horas que eu precisava mais.

Sabe-se por lá porquê, estar deprimida e triste trazia-me inspiração. E não, não pensem que as minhas músicas eram tristes, aliás eu falava de coisas variadas e boas, e quanto escrevia lembrava-me de coisas que me alegravam. Quando dava por mim, aquela tristeza que me assombrava, desaparecia e era substituída por um sentimento de bem-estar. Não posso definir se era felicidade, mas apenas sentia-me bem quando componha música.

Era como eu me libertasse. Acordei com a voz de Maggie, ao dizer-me que ia á secretaria e enquanto isso, eu podia andar a explorar. Claro que segui o seu conselho e andei a vaguear, desta vez sozinha, pelos corredores de Julliard.

Uma porta chamou-me atenção, pois nela estavam desenhas notas de músicas. Talvez ali fosse uma das salas de músicas. Não pode conter a minha curiosidade e abri a porta, que estava aberta o que sinceramente eu não estava á espera.

Não entrei, antes espreitei. Podia estar lá alguém a fazer alguma coisa, alguma coisa seja lá o que for, mas era só para ter a certeza. Quando vi que estava vazia, entrei e fechei a porta. A sala era um sonho, para mim claro. Tinha violinos, violoncelos, tinha umas pequenas flautas no numa mesa encostada á parede. E no centro, tinha um piano preto.

As teclas do piado reluzente estavam descobertas, mas não tinha nenhum pauta colocada. Achei estranho. Aproximei-me do piano lentamente. Sentei no banquinho, e passei a mão delicadamente pelas teclas. Há tanto tempo que não tocava num piano, mas mesmo assim nunca deixei de compor.

Comecei a tocar piano quando era mais nova, tinha aulas de ballet, mas odiava aquilo, portanto a professora deixou-me ficar com a parte da música. Claro que eu adorei. A minha irmã também andava no ballet, por isso enquanto eu tocava, ela dançava. Sinceramente qualquer um pode dançar, mas mesmo assim as atenções viravam-se sempre para ela.

Outra vez, Jéssica para me atormentar. Desviei-me dessas recordações, e foquei na música que tinha composto. E como por magia, comecei a tocar. Eu podia ser muito desastrada, mas quando era a música era uma pessoa muito equilibrada, sem nunca me atrapalhar com as teclas do piano.

(N/A: A música é "Need" da Hana Pestle. AH! A música também é acompanhada por um outro instrumento que eu não consegui identificar LOL, portanto façam de conta que é só piano *-*)

Acompanhei a música com a minha voz. Tentei não ser desafinada, e cantei baixinho. Olha se alguém aparecia ali, e apanhava-me a cantar. Era muito constrangedor. Claro se fosse Maggie, não me importava. Pois, ela já me tinha visto a cantar e a tocar.

I'm not quite sure how to breathe
Without you here
I'm not quite sure if I'm ready to say goodbye
To all we were

Fechei os olhos e deixei-me levar. Okey, admito a música era um pouco triste. Mas neste caso, eu inspirei num livro que eu li, onde envolvia lobisomens e vampiros.

Be with me
Stay with me
Just for now
Let the time decide when I won't need you

My hand searches for your hand
In a dark room
I can't find you
Help me
Are you looking for me

Enquanto estava a cantar senti a porta ser bruscamente aberta, mas não me virei e continuei a cantar e tocar. A porta ficou aberta por alguns segundos, porque só passado algum tempo é que ouvi-a a ser fechada delicadamente. Talvez fosse Maggie, e ficou surpreendida por me ter visto a tocar, mas mesmo assim não me virei para confirmar.

Como não ouvi passos, nem nenhuma voz, deduzi que Mag tivesse saído. E voltei-me a focar na música.

Can I feel any more
Lie to me, I'm fading
I can't drop you
Tell me I don't need you

My hand searches for your hand
In a dark room
I can't find you
Help me
Are you looking for me

De repente, senti a presença de alguém, mas mesmo assim não me virei. Talvez a Maggie tivesse entrado e nem sequer tivesse reparado porque estava demasiado concentrada na música.

Etch this into my brain for me
Tell me, how it's supposed to be
Where everything will go
And how I'll be without you by my side

My hand searches for your hand
In a dark room
I can't find you
Help me
Are you looking for me?

Continuei a tocar, pensei em virar-me para trás e lançar um sorriso a Maggie, para ver a sua reacção. Mas pensei que era melhor não, e continuar a tocar. Eu sabia que estava a cantar baixinho, portanto para ela ouvir elevei um pouco tom. O suficiente para ela ouvir, e não para toda a escola.

My hand searches for your hand
In a dark room
I can't find you
Help me
Are you looking for me?

Os meus dedos despediram-se do piano com o ultimo toque. Parei de cantar, e respirei fundo. Cantar desgasta, é preciso um bom controlo dos pulmões, e eu sou apenas uma amadora, nunca andei numa escola de canto, por isso era-me um pouco complicado.

-Então Mag… - disse sem me virar para trás – gost… - Fui interrompida.

- Tens talento. Foste tu que criaste? – Disse uma voz suave. Não! Não era da Maggie! Entrei em desespero.

Senti o ser que me tinha falado, a aproximar-se de mim. E por fim, sentou-se ao meu lado. Olhei para o lado para ver quem era o dono daquela voz. O meu coração descontrolou-se, as minhas mãos suaram. O Edward Cullen! OMG, o Edward Cullen ouviu-me a cantar!

Naquele momento, rezei para mim mesma que Deus quisesse que abrisse mesmo um buraco na minha frente, para eu me esconder como fazem as avestruzes.

- Hum… Pois. – Desviei o olhar dele, e foquei nas teclas piano. – Sim, foi eu que criei. Olhei para ele novamente.

- Pensavas que era outra pessoa, por isso é que não paraste. – Riu-se.

- Pois. – Eu só conseguia dizer "Pois". Retirei o meu olhar dele, e voltei-o para as minhas mãos que estavam sobre o meu colo. Mas pelo canto do olho, consegui ver como ele estava vestido. Tinha uma camisola de manga curta justa ao peito, num decote em V, acinzentada, e as calças eram escuras.

Só agora que tinha reparado. Estávamos a combinar. Ri-me para mim mesma. Criou-se um silêncio constrangedor, eu não iria quebra-lo. Eu era demasiado tímida, e o ser ao meu lado era demasiado perfeito. E se eu me engasgava? Posh, nem pensar mais valia estar calada.

- Como se chama? – Perguntou-me ele num tom suave e sedutor. OMG, eu ia morrer. Pelo menos morria feliz.

- Ah? O quê? – Perguntei-lhe feita parva e olhei para ele. Como sempre…

Ele mandou-me um sorriso brilhante e torto. Paraíso? Eu estou no paraíso? Só posso estar. Só há anjos no paraíso, certo? Ele era decerto um anjo. Meu deus, só lhe faltava as asas e a aurélia (N/A: é assim que se diz, certo? Senão for eu explico, é aquela coisa redonda que os anjos tem em cima da cabeça. xD).

- A música. A que estavas a cantar.

- Ah… Ela chama-se Need.

- Gostei. Em… - Ele ia perguntar algo mas foi interrompido pela porta quando esta foi aberta.

Quando a porta foi aberta, a Maggie entrou. Ela olhou para nós, com a testa franzida. Oh Meu Deus, o que será que ela estava a pensar?

- Olá Edward. Que bom te encontrar aqui. – Disse Mag.

- Olá Mag. Eu estava aqui a preparar umas coisas para antes de começar as aulas. Mas sai um bocado, e quando voltei tinha a Bella sentada aqui, a tocar e cantar.

- A sério? Então acho que já percebeste do que eu te falava. – Eles falavam de mim? Okey, isso não é coisa boa.

- Sim, agora finalmente percebi. – Disse Edward. Olhei para ele e ele mandou-me um sorriso torto.

- Bem, fico feliz por isso. Mas agora temos que voltar. Está a ficar tarde. Foi um prazer ver-te Edward.

Neste instante, Edward levantou-se da minha beira. Tive mesmo para berrar e manda-lo voltar a sentar ao meu lado, mas isso seria mesmo muito constrangedor. Ele aproximou-se dela, abraçou-a e deu-lhe um beijo. Eu senti inveja, também quero! Mas espera… Uau, eles eram amigos? Isso significa que eu poderia… Não esquece Bella!

- O prazer é todo meu, Mags. – Mags?! Eles eram mesmo amigos. Ele virou-se para mim, com um sorriso nos lábios. – Também foi um prazer voltar a ver-te Bella. – Aproximou-se de mim e colou os seus lábios na minha bochecha corada. Senti uma onda de electricidade a atravessar o meu corpo. E eu, de tão atordoada que estava, apenas sorri em resposta.

Dirigi-me com a Maggie para fora, e deixamos o Edward na sala. Mags foi durante o caminho de volta para o carro, a falar sobre algumas coisas sobre Julliard, mas eu estava apenas de corpo presente. Porque a minha mente estava a nadar naquelas esmeraldas. Portanto, não ouvi nem uma palavra de que ela disse.

Entramos no carro, e desliguei-me daqueles pensamentos e foquei-me na conversa com a Maggie, que era apenas um monólogo já que eu estava ali, mas ou mesmo tempo não estava.

Depois de chegar a casa, que foi quase na hora do jantar. Nem tinha apercebido que tinha ficado aquele tempo todo fora. Maggie aqueceu umas pizzas. Comemos no balcão da cozinha, enquanto falávamos sobre Julliard, mais uma vez.

Despedimo-nos com um "Boa-Noite", e fomos para os nossos respectivos quartos. Entrei no meu, vesti o pijama rapidamente. E atirei-me para a cama. Cobri-me e como estava morta de sono, adormeci e cai na escuridão. Que desta vez, não era escuro… mas sim, em tons de verde.


Obrigada por lerem e cliquem no botão em baixo, que faz magia. *-* E escrevam algo sobre a fic, o que acharam, e fazem uma criança feliz. (moi) 8D