Capítulo 3
"Vamos, Bella. Você pode fazer isso. Não é grande coisa, e se for uma porcaria, então você sai de lá e volta para Seattle mais cedo." Eu tentei soar convincente enquanto me olhava pelo espelho retrovisor.
Mas a minha preleção pessoal não foi suficiente para empurrar a minha bunda para fora do santuário do meu carro. Olhei para a escola que estava zombando de mim com as suas portas. Reunião estúpida.
Meu estômago roncou violentamente. Estômago estúpido e meu plano ridículo de me negar o café da manhã, a fim de me forçar a entrar e comer as malditas panquecas.
Eu dei uma última olhada no espelho, respirei fundo, me certifiquei que meu cabelo ainda estivesse arrumado adequadamente, e então saí do carro. Eu não me deia chance de pensar, só atravessei as portas.
Uma vez lá dentro, fiquei de lado por um momento e observei os estudantes e adultos aleatórios acabando de arrumar tudo e organizando a fila para começar a se servir. Eu pensei ter reconhecido algumas pessoas, mas não podia ter certeza.
Timidamente, me aproximei da mesa decheck-in. A menina de cabelos escuros nem sequer se incomodou de olhar para cima.
"Nome?" Eu pensei ter ouvido.
"Hum, BellaSwan."
Sua cabeça se levantou e ela olhou boquiaberta para mim. "BellaSwan? Oh meu Deus, você realmente veio? Você meio que sumiu da face do planeta!"
"Me desculpe, quem é você?" Ela parecia vagamente familiar, mas ela, obviamente, tinha feito algumas cirurgias plásticas e não tinha terminado bem.
"Alice Brandon-Whitlock", ela zombou. "Por que você está falando assim? Está estranho."
Eu bati o meu dinheiro sobre a mesa e peguei um ingresso e o crachá. "Bem, você parece estranha. Pelo menos eu posso não falar e ninguém saberia." A mandíbula de Alice caiu e ela fez alguns ruídos de engasgos de descrença.
"Cadela", eu murmurei sob a minha respiração enquanto me afastava.
Não mais com fome, eu me sentei em uma mesa vazia perto de uma área reservada, onde as crianças estavam se atrapalhando através de suas tentativas de fazer panquecas. Eles tinham duas grelhasna parte traseira e uma fila de mesas onde você poderia pegar as panquecas e uma variedade de coberturas. Alguns deles estavam discutindo sobre o tamanho correto e o tempo para cozinhar de cada lado. Uma menina tentou virar uma panqueca terminando em um fracasso total.
"Gostariam de alguma ajuda?" Eu ofereci.
"Huh? Oh, não. Você é aluna, apenas se divirta. Devemos terminar as panquecas em breve." Ela olhou para a massa agora queimada e murmurou algo.
Eu ri e me mudei para ficar atrás da chapa. "Aqui, deixe-me. Eu sou muito boa, tenho a minha própria padaria."
"Você tem? Isso é muito legal. Eu não sou muito boa com isso. Obviamente." Ela empurrou os óculos para cima. "Mas eu sou a presidente da classe, então eu pensei que deveria estar ajudando."
"Não se preocupe, eu posso lidar com isso. Você gostaria de aprender?" Eu dei um sorriso encorajador. "Eu aposto que poderíamos até mesmo fazer crepes, também. Se quiséssemos nos exibir".
Os olhos dela se arregalaram. "Nós poderíamos?"
"Claro, é fácil."
Trinta minutos mais tarde, quando o grande 'rush' começou, tínhamos pilhas de ofertas de um café da manhã delicioso e Angela, como ela se apresentou, estava até virando panquecas na segunda grelha. Não como uma profissional, mas ainda assim bem o suficiente.
"Eu quero aquelas gotinhas de socolate!" uma pequena voz anunciou. Avistei uma pequena menina de cabelos castanhos e olhos verdes olhando para mim e segurando um prato com expectativa.
Assustada euperguntei. "Como você chegou aqui? Onde estão seus pais?"
"Papai foi no banheilo. Você já viu essa fila? Eu não posso espelartanto. Muita fome". Ela fez um gesto para trás.
"Gostaria das suas gotas de chocolate em uma panqueca ou crepe?" Perguntei a sério e segurei o meu sorriso.
"O que é um clepe? Fica bom com gotas de socolate?" ela balbuciou.
Desta vez eu ri. "Crepe é uma panqueca muito, muito fina e gotas de chocolate são a melhor coisa neles. Eu posso derretê-las, colocá-las dentro e enrolá-lo para você."
"Ok", ela respondeu com um aceno de cabeça firme. Fui trabalhar, despejando a massa e alisando-a sobre a grelha em uma camada fina. Seus ferozes olhos verdes me estudaram por um momento antes de ela sorrir, mostrando-me a janelinha que sinalizava a falta de dois dentes da frente.
Uma vez que a massa estava cozida o suficiente, eu polvilhei um punhado de gotas de chocolate e espalhei suavemente à medida que derretiam. Ela saltou na ponta dos pés quando eu enrolei o crepe e coloquei em seu prato."Obigada!"
"Não precisa me agradecer, querida."
"Maggie, você está aí! Querida, você me assustou. Você não pode sair correndo desse jeito." Um selvagem cabelo ruivo entrou na minha linha de visão enquanto um cara se abaixava para abraçar a menina.
Eu congelei no lugar. Eu não confundiria aquele cabelo nunca. Ele se virou e olhou para mim. "Espero que ela não tenha incomodado... Bella?"
De repente, eu estava envolta por Edward me apertando com força. Sem sequer pensar, meu corpo derreteu contra ele e automaticamente meus braços se apertaram em volta dele. "Eu não posso acreditar que você está aqui", ele sussurrou perto do meu ouvido.
Ele se afastou e sua filha assistia avidamente nossa troca. "Venha comer com a gente. Temos tanta coisa para conversar."
"Eu... eu estou ajudando",acenei minha mão em direção às grelhas. Ele franziu a testa por uma fração de segundo, mas alisou as rugas rapidamente.
"Tudo bem, você fez mais do que deveria."Angela nos interrompeu e me enxotou.
Eu peguei um prato com uma pequena pilha de panquecas e permiti que Edward e Maggie liderassem o caminho. Assim que eles começaram a se dirigir para a área mais lotada, eu coloquei a mão no cotovelo de Edward. Ele olhou para mim.
"Poderíamos sentar ali?" Eu apontei para um par de mesas vazias nos fundos. Ele fez uma pausa, mas acenou com a cabeça e mudou de direção.
Assim que estávamos sentados, Maggie cavou seu crepe, cantarolando e resmungando sobre como estava bom. Eu arrisquei um olhar para Edward e encontrei-o olhando para mim. Eu enfiei um pedaço de panqueca na minha boca.
Eu engoli em seco e finalmente falei. "Será que sua esposa sabe onde procurar por você?"
"Papai não é casado, eu não tenho uma mãe. Eu sou dotada". Maggie saltou para responder.
"A-dotada". Edward sorriu e ela deu a ele um olhar fulminante.
"Foi o que eu disse." Ela olhou para mim. "Minha mamãe e papai de vedadeestão no céu."
Engoli em seco, "Me desculpe. Eu não..." Eu olhei para Edward horrorizada.
Ele sorriu e colocou o braço em torno de Maggie, aconchegando-a. "Está tudo bem, Bella. Ela entende, não é, Magpie? Nós sempre fomos completamente honestos e conversamos muito sobre isso. Seus pais sofreram um terrível acidente de carro, quando Maggie tinha apenas 20 meses de idade. Após ter a certeza de que o cara que bateu neles havia sido colocado na prisão, eu não consegui me afastar dela." Ele deu um beijo em seu brilhante cabelo castanho. "Eu sabia que ela estava destinada a ser minha."
Meu coração se apertou com a visão de Edward com essa menina adorável. Que totalmente poderia ter sido dele dada a cor de seus olhos."Quantos anos você tem, Maggie?"
"Eu tenho cinco anos!" ela orgulhosamente me disse e ergueu a mão. "Por que vocêpaleceenglaçada quando fala?" Maggie perguntou com inocência infantil.
"Maggie!" Edward a repreendeu. "Isso não foi uma maneira educada de fazer sua pergunta."
Eu sabia que a minha voz não era a mesma de antes. Estava um pouco mais plana - a minha entonação estava um pouco fora. Eu também tinha um toque mais nasal do que a fala normal. Não era algo que eu notasse, mas fonoaudiólogos e a minha família me disseram quando eu perguntei. Nada muito grande, mas suficiente para ser perceptível para os outros.
"A voz de Bella soa diferente do que você está acostumada, porque ela tem uma perda auditiva. Não éBella?" Ele olhou para mim com uma expressão significativa. Ele queria que eu confirmasse seu palpite. Ele queria saber o que havia acontecido.
Eu dei um pequeno aceno de cabeça. "Mais ou menos. Na verdade eu sou surda."
"Surda?" Maggie repetiu.
"Mhmm. Há muito tempo atrás, eu fiquei muito doente e uma das coisas que aconteceu por causa disso foi perder a minha audição por completo."
"Como você pode ouvir o que eu digo, então?"
"Eu tenho o que é chamado um implante coclear". Eu estendi a mão e tirei um dos meus processadores para mostrar a ela. Ela se animou, examinando o que parecia ser um aparelho auditivo elegante, mas grande, com uma corda presa a um disco fino um pouco maior.
"Há uma parte interna. Eu fiz uma cirurgia para colocá-lo no meu ouvido e eu uso isso para pegar os sons ao meu redor e, em seguida, a peça conta o que ouve dentro do meu cérebro. Eu tenho um para cada orelha." Eu estava simplificando, mas essa era a essência básica. "Eu leio os lábios muito, muito bem."
"Legal!"
Eu coloquei o meu processador de volta e foi agredida com som daquele lado novamente. Eu me concentrei em minha comida, incapaz de lidar com o olhar de pena que Edward estava me dando. "Pare de me olhar assim, Edward."
Uma de suas grandes mãos caiu sobre a minha pequena e eu levantei meus olhos. "Eu sinto muito, Bella. Eu não quis dizer nada com isso. Eu estou confuso. Quando visitei você em Seattle, você ainda podia ouvir".
"Muitas coisas mudaram após a meningite seguir seu curso." Eu suspirei, sentindo-me esgotada de repente. "Eu realmente não quero falar sobre isso agora."
Edward acenou com a cabeça e deu um aperto suave na minha mão antes de soltá-la. Nós dois nos concentramos no nosso café da manhã, Maggie alheia às questões não respondidas penduradas pesadas no ar.
"Bem, eu deveria ir." Eu me levantei e peguei meu prato. "Obrigado por me convidar para sentar com vocês. Foi muito bom conhecer você, Maggie."
Eu dei poucos passos antes de Edward pegar o meu braço. "Bella, por favor, me desculpe se eu fiz você se sentir desconfortável. Eu só... fiquei tão feliz em vê-la novamente. Eu sempre quis saber o que aconteceu com você. Por que eu nunca te encontrei em Dartmouth..." De repente, ele roçou a ponta dos dedos ao longo do meu rosto. "Eu senti a sua falta, Bella. Eu gostaria de saber de você. Meus pais podem ficar com Maggie por algumas horas para que pudéssemos passar um tempo juntos?"
Algo dentro de mim torceu no desespero em sua voz e expressão. A intensidade em seus olhos era de enfraquecer os joelhos. Eu encontrei-me acenando com a cabeça antes de sequer compreender. "Tudo bem, Edward. Porque não nos encontramos esta tarde?"
"Eu vou buscá-la às duas", ele sorriu. Claro, tinha que ser aquele sorriso sexy e torto que sempre me matou quando éramos adolescentes.
"Você se lembra onde a casa do meu pai é?"
"É claro, Bella. Não poderia me esqueceronde minha garota favorita viveu. Bem, empatada em favoritas agora", ele respondeu e olhou para Maggie.
