Bella's POV
Mais uma noite na Casa de Tanya. Mais uma noite para me sentir uma vadia.
Mas que coisa idiota de se dizer. Eu ERA uma vadia. Uma vadia que agora se aprontava para seu próximo cliente. O tal Edward Cullen.
- Bem, Isabella, pelo menos ele é bonito. Ok, ok, não muda quase nada. Mas vamos lá, finja que será ao menos um pouco prazeroso.
Não mudava muita coisa o fato deste cliente ser bonito. Eu continuaria oferecendo meu corpo a ele em troca de dinheiro. Não seria menos suja por isso. Eu já havia estado com clientes belíssimos antes, e nenhum deles me deu o mínimo prazer.
- Merda. - Eu continuava falando sozinha. - Por que ele tinha que me ver?
Todas as noites, quando descia, eu procurava andar sempre nos cantos mais escuros, pedindo a Deus que ninguém me notasse ali. Me vestia de uma forma nada sensual e olhava sempre para baixo. Estar com um homem, embora fosse meu trabalho e eu já devesse ter me acostumado com isso há muito tempo, sempre era um suplício. Eu precisava me sustentar, mas minha maldita consciência insistia em me fazer sentir muitíssimo mal.
Bom, lamentações não iriam mudar nada. Edward havia, de alguma forma, me visto. Mesmo rodeado de três lindas meninas, ele se interessou por mim. Mais tarde, fui saber que ele era um antigo cliente. Bom, então estava tudo explicado: Ele devia já ter se divertido com todas elas, e queria carne fresca.
O que diferenciava Edward dos outros clientes? Quase nada, a não ser por um pequeno detalhe: Ele me olhou. Obviamente muitos homens haviam me olhado, mas não como ele. Ele me olhou como quem quisesse me entender. Como se tentasse ler meus olhos, encontrar algo dentro deles. Pode não fazer o menor sentido, mas eu fiquei um pouco desconfortável com o jeito como me olhou.
Enquanto me aprontava para recebê-lo em meu quarto, pensava em como seria esse novo suplício. Deitei na cama com um hobby de seda cor pêssego e fiquei à sua espera.
Não demorou muito e a porta se abriu. O cliente havia entrado em meu quarto, já tirando a jaqueta e colocando-a sobre uma cadeira, após trancar a porta.
- Poderia pagar antes? - Perguntei.
- Pagar antes? E se eu não ficar satisfeito?
- Você ficará satisfeito.
Ele riu, ainda me encarando.
- Bom... Se, por uma ironia do destino, eu não ficar satisfeito, posso ter meu dinheiro de volta então?
- Ok. Mas isso não vai acontecer.
Ele riu novamente, tirando do bolso algumas notas e colocando em cima da escrivaninha ao lado da cama.
- Você é muito segura de si.
Não respondi.
- Muito bem. Como não nos conhecemos, temos que esclarecer alguns pontos aqui. Você tem alguma objeção quanto ao sexo?
- Como disse? - Estava um pouco confusa.
- Algo que não goste de fazer?
Ninguém nunca havia me perguntado aquilo. Normalmente os homens tentavam fazer qualquer coisa comigo, e só então, quando eu negava, eles entendiam que eu não faria.
- Eu não faço anal.
- Uma puta que não faz anal? - Pareceu espantado. - Estava me referindo a coisas como sadomasoquismo, bondage, essas coisas. Pra mim, qualquer puta fazia anal.
Corei violentamente. Embora eu fosse uma, não gostava de ser chamada assim.
- Eu não faço...
- Você é muito exigente. Espero que saiba me recompensar por isso.
- Vou recompensá-lo.
Ficamos em silêncio por algum tempo.
Ele olhou ao redor, analisando a luminosidade.
- Não acha que está muito escuro aqui?
- O abajour está ligado. - Apontei pro objeto ao meu lado direito, que emitia uma luz fraca e amarelada.
- Mesmo assim, muito escuro. Quero ver seu corpo.
- Não vai querer ver meu corpo.
Ele parecia começar a perder a paciência. Talvez eu devesse parar de discutir com um cliente.
- Sim, Isabella, eu quero ver seu corpo. - Dizendo isso, alcançou o interruptor ao lado da porta e acendeu a luz.
- Tudo bem.
Ele então se posicionou na frente da cama, e eu sabia que essa era a hora de começar a fazer algo. Fiquei de joelhos e fui engatinhando até ele. Quando o alcancei, comecei a abrir seu zíper e já podia sentir sua ereção. Abaixei suas calças, deixando a box preta intacta.
- Tire o roupão. Já disse que quero ver seu corpo.
Merda. O quarto estava muito claro, isso não seria nada agradável.
Hesitei por um momento, mas no fim, cedi. Desfiz o nó que prendia o hobby ao meu corpo, e deixei o tecido fino cair em cima da cama. Eu estava vestindo uma lingerie da mesma cor pêssego que meu hobby, um sutiã e uma cacinha pequenos, mas confortáveis. Eram até discretos, se comparados com langeries com furos em lugares específicos e partes transparentes.
Não o encarei e continuei fazendo meu trabalho. Levantei em meus joelhos para poder tirar-lhe a camisa, e então depositei beijos suaves em seu peito musculoso.
- Só te dão homens violentos?
Merda. Ele tinha que falar?
Meus hematomas já faziam parte de mim. Eu não lembrava de qualquer época em que estivesse sem arranhões, mordidas e manchas roxo-esverdeadas por toda a extensão do meu corpo.
- Me dão homens.
Embora eu só olhasse para seu peito, eu sabia que ele me encarava, analisando cada machucado em meu corpo.
- Minha pele é muito clara. Qualquer pressão faz isso em mim. A marca de cada homem com quem me deitei está aqui.
Ele pegou meus pulsos, onde manchas roxas, verdes e vermelhas marcavam minha pele.
- Por isso usa roupas que escondam seu corpo?
- Também.
Ele me fitou por mais um tempo. Como o silêncio tornava-se cada vez mais desagradável, quis terminar o assunto.
Lentamente, levei minhas mãos à sua cueca e a abaixei. Vi seu pênis já completamente ereto, e pude notar que ele estava mesmo precisando de uma "aliviada".
Foi nesse momento que notei que teria um certo desconforto com esse cliente. Grande parte dos homens com quem estive até hoje eram de estatura normal. Algumas vezes, ficava com homens mais altos, e isso sempre indicava que seus membros eram maiores do que os que eu estava acostumada a sentir. Por esse motivo, e pelo fato de ser pequena, era comum sentir dor e desconforto na penetração. Os homens sempre querem enfiar tudo dentro, sem se preocupar com as leis físicas relacionadas ao fato de que objetos grandes simplesmente não cabem em lugares pequenos.
Edward era mais alto que a média. Proporcional a ele, seu pênis era maior do que os que eu estava acostumada. Mas eu já havia passado por isso algumas vezes, não era algo completamente desconhecido.
Envolvi seu pênis com uma mão, já fazendo os movimentos certos, e continuei acariciando com a outra mão e beijando sua barriga.
- Chupe.
Ok, ele era apressadinho. Abaixei minha cabeça e tomei seu pênis em minha boca, tomando cuidado com meus dentes. Ele era um pouco mais grosso do que o normal, por isso tive que me concentrar.
Enquanto chupava devagar a cabeça, continuava fazendo o movimento de vai e vem com a mão no resto do corpo de seu pênis. Ele agarrava meus cabelos, murmurando coisas sem sentido. Seu membro era muito grande também para minha boca, e quando ele tentou pôr todo dentro, fui pega de surpresa. Ainda assim, fiz com que minha garganta relaxasse, e agradeci em silêncio por não engasgar.
Ele agora estocava com força, colocando toda a extensão de seu membro dentro da minha boca. Fazia movimentos rápidos e bruscos. Para manter o equilíbrio, envolvi meus braços nele e o segurei por trás.
Seus gemidos começavam a ficar mais altos, ele agarrava com mais força meus cabelos empurrando com força minha cabeça contra seu corpo, de forma que pudesse controlar minha boca em seu pênis. Não demoraria muito, e ele gozaria.
Dito e feito. O líquido quente começava a escorrer por minha garganta abaixo. Me concentrei novamente em deixar a garganta relaxada para receber todo o gozo.
Ele então puxou meus cabelos para trás, se retirando de mim.
- Sua boca é maravilhosa.
- Obrigada.
Sem dizer mais nada, abaixou até sua calça caída no chão, e de dentro do bolso tirou um preservativo. Jogou a embalagem em cima da cama e, sem ceromônias, tirou meu sutiã e me deitou na cama, cobrindo-me com seu corpo.
Rapidamente, levou sua boa a um dos meus seios, sugando-o com delicadeza, o que eu estranhei. Os homens com quem me deitava normalmente não eram sutis, e sempre faziam com que, ao final da relação, eu tivesse uma nova marca para a coleção.
- Estou machucando?
- Não.
- Então posso chupar com vontade?
Que estranho! Ele não era delicado normalmente, estava se forçando a ser para não me machucar. Aquilo definitivamente fugia dos padrões dos clientes que eu atendia.
- Sim. Eu já me acostumei, não sinto mais dor.
Dito isso, ele pôde enfim ser ele mesmo. Sem mais o mínimo cuidado, chupou com força meu seio esquerdo enquanto uma de suas mãos apertava e beliscava o direito. Sua outra mão deslizou para dentro da minha calcinha e seus dedos começaram a me tocar, no início, devagar, mas depois, muito rápido.
Senti dois dedos deslizando para dentro de mim. Com o objetivo de estimulá-lo, prendi os dedos em seus cabelos e soltei alguns gemidos baixos e aleatórios.
Mesmo com todo o erotismo da situação, eu não sentia prazer. Nunca senti prazer em nenhuma relação que tenha tido na vida, porque era errado, era sujo. Era humilhante. Eu sabia que só fazia aquilo por causa do dinheiro, e não porque meu corpo queria. Mas vez ou outra lembrava que tinha um papel a desempenhar, tinha que estimular e dar prazer aos meus clientes. Era difícil de lembrar, já que em todas as trepadas que eu dava, fazia questão de desligar meu cérebro e agir automaticamente. Eu não sentia nada, não pensava em nada. Apenas fazia o que sabia que tinha que ser feito.
Com o objetivo de adiantar aquilo, peguei o preservativo jogado à minha direita na cama e abri. Ele notou meu movimento e, embora achasse que fosse reclamar, ele ficou de joelhos à minha frente, entre minhas pernas, esperando para que eu o vestisse. Sentei na cama e o fiz, grata por saber que aquilo estava indo rápido.
Ele então deitou-se em cima de mim novamente, e eu o virei na cama, ficando agora sentada em cima de sua cintura. Levantei na cama, ficando de pé, e removi a calcinha, enquanto ele me olhava deitado à minha frente, embaixo de mim.
Dei mais duas ou três chupadas no seu membro coberto, tomando cuidado com os dentes, e sentei em seu pênis, devagar, tentando adaptá-lo ao meu tamanho. Sentava e levantava lentamente, tentando moldá-lo a mim, mas ele era mesmo muito grande. Como aquilo não estava funcionando, não havia outra opção senão aceitar a dor.
Sem mais delongas, respirei fundo e sentei completamente sobre ele, arrancando-lhe um gemido, o que agradeci mentalmente por abafar meu próprio gemido de dor.
- Merda! Eu não caibo em você!
- Vai caber. Só preciso de uns minutos.
- Não vai caber nessa posição!
Não respondi, e continuei tentando moldá-lo ao meu corpo, levantando e sentando repetidas vezes em seu membro.
Ele então me agarrou pela cintura, me virando na cama e se retirando de dentro de mim.
- Fique de quatro.
Obedeci, virando-me na cama e colocando minhas mãos e meus joelhos no colchão, ficando em uma das posições que eu considerava mais humilhante.
Ele se posicionou atrás de mim, de joelhos, e me penetrou devagar, testando para ver se conseguiria se mover melhor. Com algumas tentativas, ele já estava completamente dentro de mim.
- Achamos uma boa posição pra nós dois. - Ele disse, estocando levemente em mim.
Não respondi. Apenas esperava que aquilo acabasse logo. Seus movimentos foram ficando mais agressivos e mais rápidos, enquanto ele me segurava pela cintura. Eventualmente, suas mãos apertavam com força meus quadris, mas logo em seguida afrouxavam, como se ele se lembrasse de que ali ficaria a marca dele.
Suas mãos passeavam por toda a extensão de minhas costas, indo parar em meu ombro e me segurando ali para me penetrar com mais força.
- Merda, Isabella! Você é uma delícia!
Começou a me penetrar com mais força que antes, com mais fúria, soltando gemidos a cada estocada.
Ele puxou meu quadril mais para perto dele, e então fui pega de surpresa com o que senti. Não pude deixar de gritar, porque não esperava por aquilo. Ele não parou, continuou me penetrando com força, como se aquele grito fizesse parte do ato.
E a cada vez que ele estocava dentro de mim, eu sentia a mesma coisa. Uma sensação muito forte, quase explosiva. Ele não poderia ter descoberto meu ponto G, poderia?
- Ahhhh! Ahhh! Ahhh! Ed... Ahhhh! Edward!
- Que foi?
- Pára! Pelo amor de Deus!
Ele parou, dentro de mim.
- Que foi? Machuquei você?
- Sim! - Menti. Não queria dizer a ele que estava sentindo prazer pela primeira vez na vida.
- Desculpa. - Se retirou de mim e deitou de barriga para cima na cama, ao meu lado. Eu respirava com dificuldade, de cabeça baixa, ainda naquela posição. Me recompus e voltei a sentar em cima dele.
- Acha que vai conseguir?
- Sim. - Respondi. Sentei de uma vez em seu membro e, como esperava, consegui fazê-lo sem dor.
Querendo mais do que tudo que aquilo acabasse, comecei a movimentar rapidamente meu quadril, friccionando-o ao dele, na tentativa de levá-lo rapidamente ao segundo orgasmo. Ele não parecia ter objeções, e, segurando minha cintura, me ajudava a cavalgar nele, movendo meu quadril para cima e para baixo.
- Isso... Que delícia...
Lembrei-me que precisava gemer para estimulá-lo, e o fiz. Ele pareceu gostar, me agarrando com mais força e reforçando o movimento em meus quadris. Me inclinei em sua direção, minha boca em seu ouvido. Era hora de palavras sujas.
- Seu pau é uma delícia, sabia?
- Você é uma delícia, Isabella...
- Você mete tão gostoso!
- Ahhhhhhh...
- Goza, querido. Goza com força.
Finalmente, essas palavras o tiraram do sério, e ele gozou, gemendo mais alto do que antes, ainda agarrado ao meu quadril.
Fiquei esperando que ele retomasse a consciência, deitada por cima dele. Meu corpo, apenas úmido, repousava em cima do dele, muito suado. Ainda que estivesse desidratando, Edward tinha um perfume bom. Parecia exalar de seu próprio suor, pois não me lembrava de seu cheiro tão potente antes de começarmos a fazer sexo.
Lembrei-me que ele pediria o dinheiro de volta, caso não estivesse satisfeito com meu desempenho. E eu não podia perder essa maldito dinheiro, depois de ser obrigada a trepar com ele.
Levantei-me de seu pênis, retirando gentilmente a camisinha, dando um nó e jogando na lixeira ao lado da cama. Voltei a me colocar um pouco abaixo dele, entre suas pernas. Ele me encarava, tentando adivinhar o que eu estaria fazendo.
Seus olhos se arregalaram quando entendeu minhas intenções, e no mesmo momento, eu já estava chupando-o novamente, com força, com vontade. Ele estava mole, mas não demorou a ficar rígido novamente. Segurando meu cabelo com gentileza, ele deixava que eu seguisse meu ritmo. Mordi de leve a cabeça de seu membro, arrancando-lhe gemidos fracos. Lambia toda a extensão e chupava com força quando chegava à ponta.
Pela terceira vez, ele gozou. Esperei o líquido invadir minha boca, até a última gota, então engoli e me levantei.
Peguei o hobby de seda amassado na ponta da cama e me cobri.
- Meus trinta minutos acabaram?
- Sim. - Repondi, indo em direção ao banheiro para um bom banho que tirasse aquele cheiro de sexo que me enojava. Não queria pensar no fato de que Edward foi o primeiro homem que me deu prazer em todos esses anos. Maldito seja, que teve a sorte de encontrar o ponto certo no meu corpo.
- Onde vai?
- Tomar um banho e descer para o próximo cliente. - Virei para encará-lo.
- Eu pago por mais trinta minutos.
- Como... Por quê? Já não teve seus três orgasmos? Não está satisfeito?
- Estou. Mas quero mais ainda. Fiquei muito tempo sem isso, agora você terá que me ajudar a recuperar o tempo perdido. E você é nova, estou te descobrindo. O corpo das outras eu já conheço de cor. É legal te descobrir.
Então ele sorriu, um sorriso torto. Um sorriso lindo.
Encarei-o. De fato, isso era melhor do que dormir com mais um desconhecido. Eu não teria que aguentar mais um estranho me tocando e metendo em mim. Além do mais, ele tinha se mostrado mais delicado e preocupado do que qualquer outro homem com quem eu havia transado.
- Certo. Pague então.
Ele levantou da cama, pegando mais um preservativo e sua carteira dentro do bolso da calça que permanecia no chão. Tirando o dinheiro e depositando em cima do bolo que já estava na escrivaninha, jogou a carteira em cima da calça e voltou a deitar-se, com a camisinha na mão.
- Venha, minha querida. Quero sua boquinha e sua boceta outra vez.
Assenti, indo de encontro a ele. E recomeçamos nossos trinta minutos.
