Disclaimer: Naruto obviamente não me pertence, nem a historia abaixo...

Fanfic baseada no livro Galeras e Paqueras & Princesas descoladas da autora Cathy Hopkins.

Capitulo 3

Enjoyed ;Db

------------------------------------------ Princesas de Konoha-------------------------------------------------------------

Eu espero que o Sasuke perceba os sacrifícios que eu estou fazendo por ele, pensei, enquanto saia da estação. Só eu mesmo para gostar de um cara que mora do outro lado do planeta.

Caminhava ate o cinema, não consegui ver o Sasuke nem as amigas dele. Passou-se alguns minutos, nenhum sinal deles. Passaram cinco minutos, e mais cinco.

Bem, a tarde foi um completo desperdício de maquiagem, pensei, enquanto colocava minha jaqueta andava de volta para a estação.

-Sakura! – chamou Sasuke.

Olhei para o outro lado da rua e lá estava ele, acenando freneticamente. Atravessou correndo para se juntar a mim.

-Sinto muito pelo atraso – ele falou ofegante. – Trânsito.

-Ficou esperando muito tempo? – perguntou Kin, surgindo detrás dele. Parecia que ela não dava a mínima para o tempo que eu tinha esperado.

- Acabei de chegar – menti, e depois me virei para o Sasuke. – Olha, esse lugar é ótimo. Eu nunca tinha vindo aqui.

Eu podia ver Kin me olhando com desprezo novamente, acho que vou chama-la de KINseacha.

-Antigamente isso aqui era ótimo – ela disse- mas agora esta com muito pouco glamour – e olhou para minhas roupas.

Ela estava linda, eu tenho que dizer. Usava uma jaqueta branca, de couro, e um incrível par de botas pretas – bem altas e com o bico fino. Ao lado delas, meus tênis pareciam totalmente sem glamour.

- Já comprei os ingressos – disse Sasame mostrando os ingressos nas mãos. Ela estava demais também com sua minissaia de couro e uma camisa da Vogue.

Eu começava a me sentir muito mal vestida com minha saia jeans e uma blusa vermelha e meu all star vermelho.

-Como você chegou até aqui? – Sasuke perguntou.

-Metro. Levou séculos.

-Você veio de metro? – zombou Kin.

Pronto, aqui vamos nós, pensei.

-Bem, de que outro jeito eu viria até a zona norte de Konoha?

-De táxi, é claro.

Eu não estava com paciência.

-Querida – eu disse na minha voz mais gentil – qualquer um que é alguém sabe que os ônibus são os novos táxi. Pegar táxi é tão anos 90. O lance agora são os ônibus, o novo jeito legal de viajar.

Sasuke assoviou, e rindo, se juntou a mim.

-Absolutamente, querida.

Até Sasame riu, mas a Kinseacha olhou com raiva e puxou-a para a fila da pipoca.

-Essa é uma das coisas que eu gosto em você – disse Sasuke.

-O que? – perguntei.

-Sua atitude. Você é tão confiante. Isso é demais.

Ele dizia isso só porque não conseguia ver o que estava acontecendo na minha cabeça. Eu, confiante? Longe disso, pensei. Por alguma razão, Kin realmente estava me incomodando. Era estranho, tinha vontade de socá-la e deixa-la no chão até ela não poder levantar mais.

-Vamos? – voltei à realidade ao sentir o toque da mão de Sasuke na minha mão, sorri.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

No dia seguinte, peguei 30 yens das minhas economias e sai com as garotas.

Nós descemos à estação do metro e saímos em frente ao shopping do norte de Konoha, lá é que estão às boas lojas de grife.

-Não parece tão chique como falam ne? – disse Ino, olhando para as casas ao redor do shopping.

-Não parece – disse Hinata – mas é. Um montão de gente rica mora por aqui.

-Minha mãe disse que as casas daqui chegam a custar milhões de dólares... – disse.

-Então você tem que ganhar na loteria para morar aqui – falou Ino.

Passamos por algumas ruas com casas valendo a ouro, e entramos no shopping.

-Uau... Olha esses sapatos – eu disse, quando passávamos por uma loja chamada Emma Hope – Eles são tão bonitos.

-É mesmo – acrescentou Ino colando o nariz na vitrine assim como eu – Parecem serem feitos para princesas.

-Princesas de Konoha – disse Hinata, olhando para uma loja mais adiante – Você precisa ser da realeza para pagar esses preços.

-Princesas de Konoha – eu ri – isso descreve exatamente a Kin e a Sasame.

Passamos os primeiros dez minutos só apreciando as vitrines. Olhamos uma loja chamada Joseph e outra chamada Rikki, e, no final do corredor, uma vitrine me chamou a atenção.

-Agora isso aqui esta ficando interessante.

-Não – disse Hinata. – Eu não quero entrar.

-Por que não?

-Não me aprece amigável. E não tem mais ninguém lá.

-Ah, não seja boba – Ino disse, e a arrastou para dentro da loja.

-Vou dar uma volta por ai, pelas lojas – Hinata pulou para fora da loja – Encontro vocês mais tarde.

-Hinata – eu disse baixinho, enquanto a empurrava para dentro da loja – Vamos logo...

Dentro era tudo de concreto e cromagem com iluminação de tubos lilases, do tipo mínimo, então parecia um pouco frio mesmo. A atendente olhava para nós de maneira muito suspeita. Mas as roupas de lá eram maravilhosas. Demos uma inspecionada e havia varias roupas que eu gostava. Eu realmente queria comprar algo especial para usar no meu próximo encontro com o Sasuke. Até agora ele só havia me visto com jeans e camiseta. Da próxima vez, eu estava determinada a impressionar.

-Olha isso aqui – disse Ino puxando um top laranja – Eu tenho que comprar.

Ela deu uma olhada rápida no preço, viu que custava vinte e três yens.

-Yeh... Posso comprar.

Fomos com ela até o provador, vestiu o top, era realmente fantástico, o tecido era maravilhoso, tinha pequenos cubos de seda delicadamente costurados.

-Ficou lindo Ino – disse Hinata – Muito sexy.

-Se você não comprar eu compro. –disse.

-Vou comprar.

Ela vestiu novamente as suas roupas, e seguimos até o caixa.

-Dinheiro ou cartão – perguntou a atendente.

-Dinheiro – Ino disse tirando o dinheiro da bolsa e dando a atendente os vinte e três yens.

Ela pegou o dinheiro, mas parecia que estava esperando mais alguma coisa.

- O que é? – perguntou a loira.

-Eu preciso de mais duzentos e cinco yens – ela disse enquanto mostrava para Ino a etiqueta. Lá estava escrito: duzentos e trinta e cinco yens.

-Ai, um pouco mais do que eu pensei – Ino rapidamente colocou o top de volta ao cabide.

-Que enganação – eu disse.

-Isso é apenas um pedaço de algodão – Hinata disse pegando uma camiseta – e custa cento e oitenta yens!

-Talvez vocês queiram dar uma olhada na nossa sessão de ofertas – disse a atendente surgindo atrás de nós.

Andamos até a sessão.

-Nossa. Venha aqui e olhe isso Sakura – Ino exclamou enquanto segurava um vestido tomara-que-caia – Custa oitenta e cinco yens e esta em oferta!

Honestamente, ela estava certa, o preço era absurdo.

Fui até o fundo da loja para olhar os sapatos e botas. Tinha um par igualzinho ao que Kin estava usando ontem. Peguei as botas e engoli seco. Quatrocentos e noventa e cinco! Ou seja, quase um ano e meio de mesada! E isso eram apenas botas de Kinseacha. Deus sabe quanto custa o resto das roupas dela.

A atendente olhava para nós como se fossemos crianças num parque de diversões.

Joguei os cabelos para trás.

-Isso não faz muito o nosso estilo, não é? – disse em voz alta-Vamos pegar um táxi para casa e ver se papai pode nos mandar para Paris em seu helicóptero.

Hinata e Ino me olharam pasmadas. Então a Ino sacou tudo.

-Ótima idéia querida – disse ela – Este lugar é tão, tão...

E nós duas torcemos o nariz dizendo.

-Tão anos noventa!

Com isso, Ino e eu andamos depressa em direção a porta, seguidas pela Hinata, que parecia que ia morrer de vergonha. Coitada dela, ela às vezes é muito envergonhada.

Nós corremos até se afastar bastante do local e nos curvamos de tanto rir.

-Vocês viram a cara da atendente? –eu disse.

-Sim eu vi – disse Ino, me dando um murro – Honestamente, você apronta cada uma comigo.

-A gente só tava tirando um sarro – disse – Mas, que cena ein?

-É – concordou Ino – mas as roupas são uma coisa, você tem que admitir.

-Elas podem fazer você se sentir bem por um momento – disse Hinata, enquanto saímos em direção em direção as outras lojas -, mas não trazem felicidade eterna.

-Do que você esta falando? – perguntei.

-Isso significa que você pode ter uma coisa, isso a deixa feliz por um momento, depois vem um outro desejo, e assim por diante.

-Sim, isso eu posso deduzir – eu disse – Mas e daí?

Hinata suspirou impaciente.

-Nós estamos afogados em materialismo.

-É. O máximo, não é? – eu disse, enquanto olhava em outra loja interessante – Afunde-me nisso a qualquer hora.

Ino riu.

-Vamos comer, eu to com fome.

- Ok – disse.

Ela me puxou e nós fomos até a praça de alimentação, no caminho vimos mais lojas de grife que podíamos imaginar.

Fomos até o MC'Donalds onde eu e a Ino ficamos enchendo o saco da Hinata por ela pedir um big mac acompanhado por fritas e um milk-shake.

-Ah minha querida, você esta perdida por desejo a hambúrguer, tal é a nossa natureza de hoje, mergulhada em ilusão.

-Então você não vai querer nem um pouquinho não é Sakura? – disse Hinata enquanto retirava seu pedido e caminhava até as mesinhas.

-A não... -disse Ino tentando esconder o rosto.

-O que foi? – perguntei enquanto mordia meu big mac.

-Gaara – ela disse.

-Quem...? – perguntei, logo vi um garoto se aproximar da mesa, era bonito, tinha cabelos ruivos e desalinhados, olhos verdes e com lápis preto ao redor deles, usava uma roupa toda preta, parecia ser um daqueles que curtem JRock, ou um rock do mal qualquer.

-E ai Ino? – disse ele dando um sorriso maldoso no rosto.

Ino parecia que infartar de raiva.

-Que você quer? –disse Ino olhando-o.

Dei risada, aquela cena estava realmente cômica, já tinha ouvido falar dele, era o guitarrista da banda do meu irmão.

-Oi Sakura – finalmente ele pareceu ter me notado, dei um aceno.

-Hei, da para não me ignorar? – Ino disse.

-Fala pro seu irmão não faltar no ensaio amanhã ok? – Gaara disse.

-Ok – disse sorrindo, não sei por que Ino odiava tanto ele.

-Bem, to indo – ele colocou suas mãos na cabeça de Ino e chacoalhou os cabelos loiros dela, deixando-os totalmente desarrumados.

Ah, é por isso... Pensei com uma gota na cabeça.

-Desgraçado... - disse Ino enquanto arrumava os cabelos prendendo-os novamente – Ele gosta de me provocar.

-Ainda acho que ele gosta de você – disse Hinata.

-E que você gosta dele – acrescentei, só para irritá-la, o que incrivelmente deu certo.

-Calada as duas – disse Ino – vou comer da licença.

Hinata e eu demos risada e voltamos a comer nossos lanches.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Lá pelas quatros horas a gente já tinha acabado de olhar as lojas, decidimos ir embora.

-Ei meninas, só mais uma parada antes de irmos. para casa – eu disse puxando as meninas até uma loja que vendia roupas de equitação.

O cheiro de couro nos atingiu assim que entramos na loja. Lá estava lotado de tudo o que se pode imaginar para equitação – roupas, botas, capacetes, estribos, selas, rédeas, livros, revistas.

A porta fez um barulho ao abrir, e eu escutei uma voz conhecida. Por sorte, estávamos nos fundos da loja e escondidas pelas araras cheias de roupas, então ela não nos viu.

-Oi – disse Kin – Eu vim buscar minha roupa para minha próxima competição.

-Kin! – disse a dona da loja emocionada – Como você esta? E a sua mãe, vai bem?

Eu não estava a fim de encontrar com ela hoje. Depois de ter um dia tão legal com as garotas.

-É a Kinseacha – sussurrei.

-Quem? – perguntou Ino tentando olhar por cima das araras, a puxei para baixo.

-A Kin, a chata que a Sakura não gosta – disse Hinata.

-Ela que não gosta de mim. Mas enfim... Dá pra gente passar sem que ela nós veja?

-Bem as três juntas não – disse Hinata – Mas ela não conhece nem a mim nem a Ino, então dá pra gente sair numa boa. Mas e você

Hinata deu uma olhada rápida no que estava acontecendo na parte de frente da loja.

-Ok – disse ela – O plano é o seguinte. Ela esta a direita e parece bem ocupada com suas roupas e tudo mais. Então, Paola, você vai pela nossa esquerda com a cabeça virada para o outro lado. Eu e a Ino seremos como um escudo. Vamos.

Nós saímos do fundo da loja e andamos Hinata e Ino do lado direito e eu andando meio atrás delas.

-Apenas ande bem devagar – recomendou Hinata – tipo, bem casual.

A gente tava quase chegando a porta quando Ino caiu na gargalhada. Ela tentava segurar o riso, mas seus ombros começaram a balançar para cima e para baixo numa risada silenciosa. Foi o que fez Hinata começar a rir. Depois, é claro, eu também. Ino, então não conseguiu segurar mais a risada.

Isso chamou a atenção dos donos da loja, e da Kin.

-Sakura, é você? – perguntou Kin.

Eu estava inclinada de tanto rir, me ergui tentando segurar a risada.

-Ah, ai, é, sim – eu disse gaguejando – Er, Kin, estas são a Hinata e a Ino.

- Oi, ahh, e ai... – gaguejou Hinata, que pulou para porta seguida por Ino que não parava de rir.

-Você conhece essas garotas? – perguntou a dona da loja para Kin.

-É, mais ou menos – disse Kin com desdém – O que é tão engraçado Sakura?

Eu tossi.

-Nada – quando olhei por cima do ombro da Kin eu vi Ino pela janela, tentei fazer uma cara seria, mas ela estava com o rosto esmagado contra o vidro e a cara dela estava toda achatada. Ela fazia um monte de careta e Hinata ria da cara dela.

Eu comecei a rir.

-Tenho que ir Kin. A gente se vê – eu gaguejei tentando parar de rir.

Enquanto corria para a porta, pude ouvir a Kinseacha dizendo:

-Honestamente, algumas pessoas são tão crianças.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Capitulo curtinho, mas depois vem mais...

Já vou dizendo sim no livro tem uma banda, então na fic também vai ter.

Bom...mtu obrigada pelas reviews já vou responde-las XD

Enfim...xauzinho

Reviews Please.