Oi galera! Os comentários estão no final.
Mas tenham uma boa leitura minna!
E desculpe a demora!! i.i
Disclaimer: Naruto não me pertence. Masashi Kishimoto fez esse anime a partir de um sonho que teve comigo, onde eu contei a história para ele, mas que envolvem os amantes Kakashi e Iruka. Mas como o é Homofóbico mudou para Shounen totalmente sem romance (não do jeito que eu imaginava), fazendo só ter sangue e lágrimas em vez de lágrimas e amor (ou sechu).
Nota: História extremamente meladora e gay, então, se você não curte mas tem curiosidade de ler e é sensível a coisas pesadas demais, então sugiro que pegue um balde e deixe do lado, porque meu colega eu não garanto nada ;X
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Naruto © 2008 by Masashi Kishimoto
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"Kakashi, espera. Me escuta."
"Não... É a rin a quem devo me casar, e o farei. Tente entender, Iruka-sensei."
"Não posso... Eu não posso! Por favor Kakashi, me escuta!"
"Não há mais o que escutar."
"Maas...!"
"Adeus, Iruka." Kakashi lançou um sorriso torto enquanto virava de costa e começava a caminhar rumo á escuridão que começava a engoli-lo.
"Espere Kakashi, não vá!!" gritou eu, em meio ao soluço que já havia começado. Via-o se afastar mais e mais, saindo do campo de minha visão já embaçada. Gritei a pleno pulmões: "KAKASHI!!"
As lágrimas rolavam quente pelo meu rosto enquanto sentia meus joelhos fraquejarem. Não sentia mais minhas pernas, mas com total força comecei a correr em direção que ele havia tomado, tentando achar algum resquício do meu amado...
E de repente, o chão se abriu em meio à escuridão, me engolindo enquanto eu caia no vácuo. Olhei de relance para cima, em desespero e surpresa, e percebi que um par de olhos castanhos me fitava. Um olhar vitorioso e amargo, seguido por um riso que ecoou ao meu redor.
E não pude fazer nada enquanto caia. Só fechei os olhos e esperei...
Quando acordei, eram 8 horas da manhã. Estava atrasado, mas não dei a mínima para meu trabalho. Tinha acabado de ter um sonho terrível e ainda sentia meu peito arfar e meu corpo tremer.
Levei a mão tremendo incontrolavelmente para meus cabelos, penteando-os para trás. Aquela sensação de alguma coisa subindo pela garganta começara a me dominar, e meu lábio inferior tremia.
Puxei os joelhos até o meu peito e encostei a cabeça neles. Algumas gotas quentes molhavam minha mão.
Droga. Eu estava chorando novamente.
Tudo que havia acontecido na noite anterior parecia bombardear minha mente, mesmo eu fazendo o esforço de apagá-lo. Mas a emoção era mais forte, e como eu não tenho controle de minhas emoções, deixei-me chorar por alguns minutos.
Minutos longos e dolorosos.
Ainda estava soluçando quando ouvi um barulho na porta de meu apartamento.
Quem raios quer falar comigo às 8 horas da manhã? Ora, se for algum amigo de trabalho querendo saber por que não fui, juro que eu vou esganá-lo!
Não levantei do lugar. Ignorei a batida e continuei no meu chororó e na minha agonia, achando que quanto mais eu chorasse, mais a dor passaria e me deixaria em paz. Rá, como sou patético...
A batida continuou. Quem quer que fosse, se queria me irritar, bem, conseguiu!
Com um esforço enorme, levantei da cama. Uma dor lacerante atingiu-me num baque, fazendo meu estômago revirar. Levei a mão á boca, enquanto tentava controlar a ânsia de vômito que começava a me sufocar.
A batida da porta continuou só que mais forte. O barulho do som de osso contra madeira não era muito agradável aos meus ouvidos, muito menos a minha cabeça.
Conseguindo fazer com que a ânsia de vômito cessasse (com um grande esforço, infelizmente), andei cambaleando até a sala e quase tropeçando no tapete de couro, me joguei contra a porta, procurando apoio. Com um grande esforço, passei a mão na maçaneta e a girei, abrindo-a devagar enquanto espiava por entre a abertura. Primeiro, veria quem era. Depois, o esmurraria.
A grande surpresa foi que eu não esperava encontrar essa pessoa.
O que raios ela estaria fazendo aqui?
Os lábios finos e meio rosados curvaram-se para cima num ligeiro sorriso, balbuciando:
- Oi, Iruka-sensei. – Naruto olhava por entre a abertura ansiosamente, ficando intrigado porque só conseguia ver um só olho amêndoa do seu ex-professor.
Eu estava surpreso, admito. Bem, deveria ficar, afinal, Naruto nunca vem me visitar pela manhã, a não ser que eu estivesse no trabalho e ele passasse lá só para dar um oi enquanto enchia meu saco.
Ah, claro. Esqueci o mínimo detalhe de que eu não fui ao trabalho. Estava atrasado 2 horas.
Sem responder, abri a porta devagar até aparecer metade do meu corpo, enquanto olhava o Naruto com interrogação.
- Oi... O que está fazendo aqui? – fui direto, com um tom totalmente diferente do que eu uso, percebi. Acho que minha voz continuava embargada. Espero que Naruto não tenha notado.
Tarde demais. Ele notou, porque abriu a porta totalmente, fazendo com que a claridade ofuscante do sol matutino invadisse meu pequeno apartamento sem convite, iluminando o que antes era um breu.
O loiro deu um passo à frente, colocando a mão em meu ombro com os olhos sérios fixos em mim.
- Iruka-sensei, me responda com sinceridade. O que houve na noite passada? – senti-o apertar meu ombro, esperando a resposta.
Engoli em seco, sem palavras.
Apenas disse o que consegui lembrar.
- O-oquê? – minha voz saiu débil.
Naruto estreitou os olhos, não se sentindo confortável. Ele está muito mais alto do que eu, e eu não estava me sentindo muito á vontade com esse olhar me perfurando.
- Você sabe do que estou falando. Hoje pela manhã passei no seu trabalho para lhe informar que eu e Hinata estamos noivos...
- Ah! Isso é verdade Naruto? Que notícia maravilhosa! – exclamei.
- É, sim... Mas deixe-me terminar. – falou Naruto, em uma mistura de confuso e irritado. – O que eu estou dizendo é que quando fui passar para lhe informar, não o encontrei. Achei estranho, claro. Eu lhe conheço, sei que nunca faltaria ao trabalho, por isso suspeitei. Perguntei a todos os seus colegas se sabiam o que havia ocorrido, mas todos negaram. Sem alternativas, resolvi vir lhe visitar, já que, imagino eu, você não estaria em outro lugar. Bem, era assim que eu pensava... Mas, enquanto andava pelo corredor do prédio, encontrei com Shizune-sama que me mandou fazer algo muito estranho... – Naruto ficou em silêncio, parecendo me perfurar cada vez mais com seus olhos azul-esmeralda.
Tremi nas bases. O que foi que que Shizune-sama havia dito? Eu sabia a resposta, mas queria acreditar que fosse outra.
Continuei olhando para Naruto, mas como ele não falava nada, o incentivei:
- O... O que Shizune-sama falou Naruto? – minha voz saiu ansiosa.
- Bem... – Naruto voltara a falar, mas agora com um ar muito mais sério do que eu já o vira usar. – Ela me falou que Kakashi irá se casar com Rin, da Vila Oculta da Lua.
Um golpe certeiro foi lançando em meu estômago. Por um momento, a ânsia de vômito voltara novamente, e percebi que meus joelhos estavam começando a fraquejar.
Ouvir que ele casaria... Ainda não havia simulado a idéia, uma idéia que não conseguia aceitar.
O loiro percebeu minha situação, porque o senti segurar meus dois braços para segundos depois me puxar para um abraço amigável.
Ouvi-o murmurar em me ouvindo:
- Eu sabia o porquê de você ter faltado, tinha idéia. E queria saber se estava tudo bem... Mas parece que aconteceu algo mais além, e eu exijo saber o que houve. – Naruto apertou mais o abraço,e senti seus braços músculos e bronzeados. – Por favor, Iruka-sensei, conte-me.
Senti-me relaxado em seus braços. Parecia que esperava por muito tempo por um ombro amigo, e não queria por nada neste mundo romper essa separação gostosa. Senti-me seguro.
Fechei os olhos, enquanto relatava com a voz trêmula e fraca o que havia acontecido na noite anterior, hesitando um pouco na parte do beijo. Mas o calor do corpo bronzeado de meu ex-aluno me passou segurança, então eu contei o ocorrido.
Quando acabou, percebi que meu rosto estava quente. Pensei que fosse o calor do corpo de Naruto, mas percebi que eram as lágrimas que voltaram a rolar por minhas bochechas.
Bem, parece que não vou parar de chorar tão cedo.
Naruto afagava meus cabelos carinhosamente, ouvindo-me atentamente. Puxou-me com delicadeza pelos ombros e pôs a encará-lo. Tinha plena consciência que estava chorando, que meus olhos estavam inchados, e não liguei em não prender um soluço que saia automaticamente dos meus lábios pequenos que agora tremia.
- Bom, era o que eu imaginava. – ouvi-o sussurrar enquanto limpava as lágrimas que ainda teimava em rolar. Ele sorriu angelicalmente. – Eu sabia que você o amava, e eu sei que ele o ama.
Isso não adiantou muito, porque só fez aumentar meu chororô.
Droga! Odeio me sentir frágil.
Naruto colocou uma mão em meu ombro e me conduziu até o sofá da sala, fazendo-me sentar, depois sentando ao meu lado. Agora que podia enxergar melhor, o loiro parecia mais maduro do que antes. Ele realmente cresceu e está diferente.
Ele enfiou uma mão no bolso do seu casaco alaranjado e tirou dele um lenço amarelo, me oferecendo. Aceitei, e com a mão ainda trêmula, enxuguei o restante das lágrimas que se aglomeravam em minhas bochechas quentes.
- Iruka-sensei... Eu sinto muito. – seu olhar agora era um olhar triste e preocupado. Uma das coisas que eu amo nele. – Eu queria poder fazer qualquer coisa, mas nem eu mesmo consigo entender o que aconteceu. Nunca imaginei Kakashi-sensei fazer isso. – eu sabia que ele não usaria a palavra "casar" e "kakashi" numa mesma frase na minha frente. Outra coisa que eu amo nele.
- He, muito menos eu... – falei, com sarcasmo.
- Escuta só uma coisa: Hoje mesmo eu vou conversar com ele e saber o por...
- Não, isso não será necessário. Por favor, não fale com ele Naruto. Não toque no assunto com ele. Promete? – supliquei, apoiando minhas mãos trêmulas em meu colo.
Naruto pareceu hesitar, mas no final assentiu conformado.
- Tudo bem, eu prometo. – o garantiu. Depois colocou sua mão em meu colo. – Mas com uma condição.
- Qual? – questionei.
- Que você não deixe isso lhe abalar. – tornara ao seu tom sério, agora mais profundo. – Ou você dê um fim nisso e segue com a vida ou vá conversar com ele e esclarecer tudo. Tenho certeza que você fará o certo, porque nem mesmo Kakashi-sensei, a pessoa que fora meu mestre e grande tutor em meus diversos treinamentos, fará com que uma pessoa querida minha seja magoada sem pagar um preço! – esbravejou Naruto, apertando minha mão enquanto falava em tom alto.
Sorri, de forma sincera desta vez. Parece que um pequena parte de mim relaxou com suas palavras, apesar daquele vazio que ainda predominava. O abracei de forma carinhosa, agradecido.
- Obrigada, Naruto. Sabia que podia contar com você.
oOoOoOoOoOoOo
Depois de me despedir de Naruto – apesar de ele ter demorado um pouco para ir embora, preocupado comigo, e custei a fazê-lo entender que eu ficaria bem. – tomei um bom banho com duração de meia hora, onde usei e abusei do meu xampu de pêssego, e vestido minha roupa de chunnin.
Olhei meu reflexo no espelho do banheiro enquanto segurava a xuxinha na mão. Penteei meu cabelo para o alto pra amarrá-lo, mas uma idéia surgiu em minha cabeça. Hoje em dia, usarei meu cabelo solto, mesmo que a regra seja prender o cabelo.
Bem, que se dane essa regra. Que se dane as regras de Tsunade-sama.
Voltei ao quarto, e peguei as roupas da noite anterior para por no cesto. Uma peça pequena e marrom caiu quando eu levantei as roupas, e agachei para pega-lo.
Percebi que era a luva de Kakashi. Aquele vazio voltou a me dominar, mas fui mais forte e passei por cima dele. Não deixarei me abalar por isso de novo. Estava decidido que iria esquecê-lo o máximo possível. Por isso peguei a luva e o joguei pela janela da varada com o máximo de força que conseguia, vendo-o levitar por alguns segundos no ar antes de cair no pátio andares abaixo.
Tinha pensado em queimá-lo, mas não... Encaremos o fato: Isso é abusar do drama.
Depois de colocar as roupas no cesto, me dirigi a porta de entrada e a abri, deixando mais uma vez os raios solares invadirem meu aposento, mas sem reclamar. Parecia que o sol percebia minha tristeza, pois os seus raios me acariciavam com suavidade, enquanto o vento passava por mim graciosamente, zunindo em meu ouvido em sussurros palavras de conforto.
Inspirei o ar agradável da manhã, enquanto fechava a porta atrás de mim e me dirigia para rua, seguindo em direção ao prédio da Hokage-sama.
Algumas pessoas na rua me cumprimentaram, e outras cochichavam. Podia ouvi-lás sussurrar graças ao vento que me acompanhava: "Você está vendo o que estou vendo? Ele está com o cabelo solto!", "Tsunade-sama se descobrir não vai gostar nada disso...", "Bem, ele fica uma gracinha de cabelo solto!". Essas fofocas só me faziam rir zombeteiro. Era engraçado como agora eu chamava a atenção. Nunca em minha vida fui uma pessoa que gostava de chamar a atenção, mas hoje eu não ligo: as coisas vão mudar a partir de agora.
Apressei o ritmo dos meus passos, deixando o vento e o sol me guiarem enquanto relaxava o corpo. E uma pergunta divagou em minha mente: "Será que eu irei superar?".
Assim espero, pensei temeroso.
Quando abri os olhos, antes fechados, me vi em frente ao prédio e com o rosto virado para a janela onde se encontra a sala da Hokage. Soltei um suspiro entalado na garganta e empurrei a porta de entrada, adentrado ao local silencioso. As pessoas pensam que este prédio é um lugar barulhento e tumultuado, mas na verdade é o lugar mais tranqüilo de toda Konoha.
Meus passos ecoavam pelo corredor enquanto eu o percorria calmamente, mas com passos firmes, com o queixo erguido até a sala da Tsunade. Porém, tive que encarar vários lance de escadas que me irritaram profundamente, e não estava a fim de correr. Parece estúpido, mas tentava parecer calmo.
De vez em quando encontrava colegas de trabalho, questionando onde eu estava ou apenas dando um breve bom dia enquanto me observavam.
Por acaso ficar de cabelo solto é o 8ª pecado capital? Eu heim.
Assim que cheguei em frente a porta da Hokage-sama, pigarreei e tentei achar algum vestígio de calma e autoconfiança que antes sentia. Me preparei, ajeitei o cabelo e suspirei: já estou pronto.
Bati duas vezes na porta, esperando. Uma voz grave e grossa falou por trás dela, permitindo minha entrada. Girei a maçaneta e a empurrei, olhando para frente enquanto a porta revelava a loira peitudona que agora comandava Konoha. Ela mantinha os olhos em alguns arquivos em sua mesa impacientemente, murmurando algo inaudível, e nem sequer levantou o olhar para ver o visitante.
Eu estava acostumado com isso, portanto não liguei e continue parado na porta, enquanto falava com uma voz firme:
- Olá, Hokage-sama. – pronunciei, e sem esperar resposta, adentrei ao local e fechei a porta.
Tsunade levantara os olhos para ver quem era, e ficou inexpressiva ao me encarar. Vi-a mexer os lábios, se recostando na cadeira.
- Oh, Iruka-san. É uma surpresa vê-lo em meu gabinete. – ela fez um sinal com a mão para a cadeira a frente da sua mesa. – Por favor, sente-se.
Continuei em pé, ainda a encarando e não me mexi. Ela sorriu para mim de modo torto e voltou a olhar os arquivos enquanto falava:
- Eu o esperava, Iruka-san.
- Mas que coincidência, porque eu imaginava que sim. – ironizei.
Largou os arquivos sem muita graça em cima da mesa, enquanto vasculhava algo dentro das gavetas.
- O que me deixa satisfeita. Queira, por favor, se sentar? – insistiu ela, olhando para Iruka com um olhar sério. – O que temos a conversar, como você sabe, é algo bem peculiar.
Hesitei. Não imaginava falar o que queria falar para ela sentado, mas por que não? Talvez eu tenha um ataque cardíaco quando acabar de falar. Andei ereto até a cadeira de couro e me sentei nela com a postura ereta, encarando minha superior.
Ela suspirou e tirou algo da gaveta que não me revelou. Ignorei isso.
- Bem, Iruka-sensei. – começou ela, encostada na cadeira e me lançado olhares intensos. – Acho que você já sabe sobre o casamento de Kakashi, não estou certa?
Assenti, tentando controlar o tremor e a dor que essas duas palavras me faziam.
- E soube muito bem o que houve ontem. Sim. – ela completou quando viu meu olhar inquisidor. - Kakashi foi quem me contou. E fez o certo, pois os dois agiram de maneiras insensatas. Além de serem dois homens, apesar de que há tanta coisa nesse mundo que, portanto não faz diferença, ele acabou por iludindo-o sabendo que tem um compromisso para com Rin e a Vila Oculta da Lua como para Obito, e claro, a Vila Oculta da Folha. E foi por causa disso que Kakashi-san foi para a Vila Oculta da Lua hoje mesmo, sendo assim o mais correto a ser feito.
Um nó horrível e apertado se formou no meu estômago, enquanto eu associava o que havia escutado. Como ele foi para a vila mais cedo? Ele havia me beijado! Me beijado e demonstrado que me amava, e de repente ia dedurar tudo para Hokage, me deixando numa situação difícil e depois sumindo sem dar nenhum aviso. Idiota!
Parecia que meus olhos estavam ficando umedecidos, mas consegui controlar para perguntar:
- Eu não acredito... Como ele ousa... Como você ousa! – esbravejei a voz saindo rouca enquanto lágrimas de raiva e frustração tentavam sair dos meus olhos, mas eu ainda os mantinha parados.
- Iruka... – voltara Tsunade, mas eu não a deixarei me interromper.
- Não! Deixe-me falar primeiro! – falava entre os dentes, o olhar fulminando e ardendo, e um fogo diferente e ameaçador surgindo em meu peito. – Eu realmente não sei qual é o SEU problema comigo ou o que eu fiz de errado, mas eu nunca fui tão humilhado em minha vida! Sempre prestei favores a esta vila, trabalhei com toda a dedicação, mesmo sendo um trabalho diferente dos jounins, mas mesmo assim eu prestei meus favores perante a essa vila, a Kakashi e a você! E de repente o Idiota que ele é vêm e me conta isso dois anos depois, me conta sobre uma merda de casamento que ele vai ter, e depois me beija com paixão pra logo em seguida dedurar para você o que houve e dá o pé fora daqui, como se isso fosse resolver a mágoa e o vazio que estou sentindo! E você – apontei para ela de modo acusador, meus dedos tremendo enquanto falava com a voz mais rouca do que o normal. – Você esteve em complô com isso e nunca me disse nada, e agora me sinto como um pião seu e dessa vila, porque é isso que eu devo ser! – gritei tão alto que pude sentir minha voz ecoar pela sala toda. Levantei de forma brusca e arfava rapidamente, sem perceber que tinha derrubado boa parte do que estava na mesa da Hokage.
Bem, eu não ligo para isso. Eu não ligo para mais nada.
Tsunade me olhava com um quê de espanto e perplexidade, ainda sem palavras por meu repentino momento "POUCAS E BOAS em relação a todos". Ficamos em um silêncio constrangedor por um longo momento, nenhum ousando falar, esperando por mais alguma reação.
Como ela não falava, irritado, levantei o queixo e guinchei:
- Bem, vocês conseguiram o que queria. Já arrancaram o pouco da minha dignidade, aquele... Idiota arrancou meu coração, mas agora vou sair e não deixarei que me arranquem mais nada do pouco que me resta de minha personalidade. Com licença. – disse com desdém, pronto para me virar. Mas uma mão fria e grande segurou meu antebraço. Vir-me-ei bruscamente pronto para falar algo, mas a surpresa foi grande quando percebi a Hokage-sama me olhando com tristeza e mágoa, seus olhos brilhando enquanto encarava meus olhos vermelhos da força que fazia para segurar o choro.
Seus lábios tremeram um pouco, mas a voz saiu grave e quase como um sussurro:
- Iruka-sensei... Acho que você entendeu as coisas errado. Por favor, deixe-me explicar a real situação. – sua voz suplicava.
- E devo acreditar? – questionei de modo amargo.
- Você acreditará quando eu contar. Mas por favor, sente e escute bem. – ela fez menção com a mão para eu me sentar, e mesmo desconfiado, sentei-me obedientemente enquanto a encarava com um ar interrogativo.
Ela, em vez de se sentar na cadeira, a andou pela sala atrás da cadeira onde eu estava sentando, e começara a explicar de forma vaga:
- Depois da terrível guerra contra a Akatsuki, Kakashi havia chegado da batalha muito ferido. Sua situação era altamente grave, como você pode presenciar. – uma onda de solidão me assolou ao lembrar disso. – Mas então, uma carta direcionada a mim da Vila Oculta da Lua dizia-me que sabia como curar Kakashi e salvar a vida dele. Eu não sabia quem escrevera, mas era uma chance única e eu zelava pela vida de meu shinobi mais poderoso, portanto respondi a vila oculta da lua aceitando o pedido de ajuda. Impressionantemente, dois curandeiros da vila chegaram a tempo suficiente de poder fazer as receitas e medicamentos necessários para salva-lo a tempo. Você não sabia disso, mas eu não achava necessário lhe informar.
Ela parou para dar um longo suspiro enquanto dava um gole em seu café. Quando pôs a caneca de volta na mesa, voltou a falar, mas de forma magoada:
- E assim veio à boa noticia: Kakashi havia se recuperado como todos os outros feridos, para meu grande alivio. Porém, uma semana depois, recebi outra carta da vila Oculta da Lua, relatando que a Hokage dessa vila precisava ter uma conversa importante comigo e com Kakashi. Achei estranho, mas não questionei. Informei a Kakashi, que achou bem estranho, mas também não questionou. A surpresa foi grande quando, no dia da reunião com a Hokage, Kakashi descobriu quem ela era. Como você deve saber, Rin era do grupo dele quando ainda eram chunnins, e Obito morreu... E então soube da promessa de Obito para Kakashi, e mesmo depois de muitos anos sem notícias de Rin e seu paradeiro, parecia que ela ainda se lembrava dele e da promessa. Foi usando a base disso e também de o cura-lo, que ela explicou que para se tornar Hokage da vila dela precisaria de um marido competente e poderoso, e Kakashi foi a sua escolha.
Mais uma vez ela parou para bebericar o café, para depois continuar claramente:
- Ele no começo não aceitou, parecia relutante em aceitar ou não. Algo o lhe intrigava, parecia que ele lutava entre duas coisas... Sentimentos, para ser preciso. – Ela cruzou os dedos e disse, suavemente: - O sentimento de dever para vila e obito.. e o sentimento de amor por alguém. Eu não podia negar o pedido de Rin, senão nossas vilas ficaram rivais, e eu jamais quero mal-entendidos com nossas vilas vizinhas. Então eu e Kakashi decidimos aceitar a proposta, apesar de que ele ainda parecia solitário em relação a isso. Iruka-san... – Tsunade-sama se sentou mais ereta para me fitar melhor e de forma carinhosa. – Ele só não te contou para não o magoar, e porque estava muito confuso. Também temia que você talvez não retribuísse o favor... Ele ficou numa decisão difícil, e fez o que fez porque achou o que era certo. – um sorriso fraco apareceu em seu rosto, ficando em silêncio para me analisar.
Uma onda enorme e sufocante me tomou, e se eu estivesse em pé, teria tombado neste exato momento.
Eu não acredito. Eu pensei tudo de forma errada! Não, Kakashi não fez isso para me magoar, na verdade, ele não queria que isso acontecesse. E ele me ama!
Fiquei sem palavras, e aquela coisa começou a subir pela minha garganta enquanto eu tentava amenizar todas as emoções que me atormentavam neste exato momento. Sem conseguir conter as lágrimas, me rendi e deixei-as saírem do abrigo de meus olhos, rolando bochecha abaixo.
Voltara a chorar, mas era de alegria, tristeza, confusão, remorso, solidão. Era tudo. Esse choro eu não podia conter.
Minha superior veio e ficou ao meu lado, afagando meus cabelos soltos enquanto limpava meu rosto molhado, me deixando eliminar minha dor em silêncio. E fiquei assim por uns longos minutos, para ser mais exato.
Quando terminei, ela me deu um tapa amigável no ombro e disse suavemente:
- Está tudo bem. Eu não queria que as coisas tivessem acontecido dessa maneira. – confessou ela, com um sorriso triste.
Funguei, balançando a cabeça: - Não, não foi culpa sua. Agora eu entendo tudo, e ainda fui um completo idiota. E agora eu o perdi para sempre. – soltei tudo de uma vez, confortável por conversar isso com alguém.
Ela deu um risinho rouco.
- Não. Nada é impossível. Apenas não perca as esperanças. Nunca desista de nada. Nunca Iruka. – ela deu uma piscadela pra mim e continuou dando tapinhas amigáveis no ombro. Depois que eu me acalmei, ela se dirigiu até a frente da mesa e tirou entre os papeis alguma coisa que havia escondido de mim no começo.
Era um envelope branco, com meu nome atrás. Ela estendeu a mim e balançou a mão, com um singelo sorriso:
- Tome. É para você. Leia em casa. – a sugeriu, o que seria melhor para mim, depois do show de choro que dei.Assenti agradecido, curioso com a carta e me despedi dela com um sorriso verdadeiro. Quando abri a porta para sair, ouviTsunade dizer: - Nunca desista Iruka. Nunca.
oOoOoOoOoOoOo
Chegara a meu apartamento alguns minutos depois de sair da sala da Hokage, passando de vez em quando no parque onde me encontrava com Kakashi e conversávamos nas tardes ensolaradas e frescas, embaixo das copas das árvores e lanchando juntos.. Bons tempos, pensei tristemente.
Fechei a porta atrás de mim quando entrei, com o envelope na mão. Andei vagamente até o sofá e me sentei nele, examinando o envelope.
Reconhecia a letra muito bem. Rasguei o envelope e tirei a carta meio amarelada de dentro, abrindo-a ansiosamente e com mais uma onda de emoção me borbulhando.
A carta dizia as seguintes poucas palavras:
"Oi, Iruka.
Sei que deve-lhe ser estranho eu escrever isso, depois de desaparecer da vila... E tenho certeza que já deve ter tido a conversa com Tsunade.
Bem, não sei por onde começar...
Cometi o erro de lhe magoar, e agora eu que sofrerei com isso. Nunca passou por minha cabeça fazer mal algum a você, Iruka. Você é a única pessoa que eu não faria mal.
Espero que um dia me perdoe.
Mas sabia de uma coisa, meu querido Iruka, que eu nunca me arrependi de amar você.
Será que foi errado lhe amar?
Jamais.
Porque você sempre foi o ser mais especial para mim.
Queria que as coisas tivessem sido diferente.
Mas nunca me esquecerei de você. Nunca...
Com toda a gratidão e carinho,
Seu Kakashi."
Uma lagrima rolou pesadamente do meu olho, enquanto relia o bilhete. E as lagrimas continuaram a serem derramadas enquanto eu lia a pergunta: Será que foi errado lhe amar?
Sorri com ternura e paixão.
Pelo ao contrário, meu Kakashi, foi a melhor parte da minha vida e continuará sendo.
Bem, não sou uma pessoa de desistir tão fácil.
Fim do Capítulo III
By Chris Wiind
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Meus deus! Desculpa a demora gente, minhas sinceras desculpas. É que houve muitas complicações, coisa pessoal, mas enfim voltei com mais um capítulo! Peço perdão a todos, mas espero que gostem! :)
Agora que a história vai esquentar :P
Quanto a todos os comentários, obrigada. Obrigada pra valer! Não sabe como fico feliz em saber que tem gente que está gostando!!
Depois responderei aos comentários, prometo! Só estou apressada.
Um beijão a todos, e mas uma vez obrigada!
Até o próximo capítulo!
