Wolf Love

Capitulo 2

Amor Juvenil

Depois da morte dos meus pais permanesci na casa de Sirius, como minha alcatéia havia sido destruida entrei na alcatéia dos Black. Sirius me tornou seu pupilo, e estava me ensinando tudo que um lobo precisava saber. Havia ganho algumas responsabilidades, como patrular o território, demarcá-lo, caçar, entre outras coisas.

Uma vez, quando tinha dez anos, uma das minhas patulhas havia chego ao fim; estava voltando para casa quando me deparei com um cheiro. Em minha forma lupina todos os meus sentidos eram aguçados, mas o que de longe se destacava era o olfato. O odor doce que mais parecia que todas as flores do mundo misturadas invadiu minhas narinas, era enjoativo e chegava a dar ansias de vomito. Caminhei um pouco analizando melhor o territóro, ouvi o som de um galho quebrando, levantei as orelhas procurando de onde vinha o som. Segui até uma clareira me guiando pelo cheiro, e quanto mais chegava perto, mais forte o rastro ficava. Na clareira havia 6 figuras encapusadas, estas formavam uma meia lua. Eram invasores, queria saber o que estas queriam no território dos Black.

Recuei um passo, e trombei em algo. Devo melhor disser em alguém. Também era uma figura encapusada, mas era dela que emanava todo aquele odor doce. Então me lembrei o que era aquele cheiro. Sirius uma vez havia me dito que só uma espécie cheirava assim: os vampiros. E ele havaia me dado instruções bem claras, se sentir um cheiro mais doce que o normal, me avise que venho de onde estiver.

"Sirius! Vampiros!" tentei a comunicação mental, lobos da mesma alcatéia conseguem se comunicar atraves de uma primitiva telepatia. Não por palavras mas por imagens, era como chamar por uma pessoa e enviar uma foto.

A criatura atras de mim gargalhou, me fazendo pular para longe dela, e os seres encapuzados me cercaram, impedindo minha fuga.

- Pobre animal, não ache que alguém vai lhe resgatar, seus pais estão mortos e Sirius não irá chegar a tempo... - a voz da criatura era um tanto esganiçada, como se a sua garganta estivesse arranhada. – Você não irá atrapalhar meus planos, por isso darei fim a sua vida, lenta e dolorosamente...

A criatura apontou uma varinha para mim, e olhei através da sombra que cobia seu rosto, e fitei dois olhos de um tom se era proximo ao fogo, porém frios como gelo. Aqueles olhos escarlates pareciam me fitar com um ódio profundo.

-Crucius – disse o vampiro.

Lembro de sentir uma dor aguda, não em uma parte do corpo, mas nele todo. Meu corpo inteiro tremeu, senti minhas patas cederem sobre meu proprio peso, que pareceu aumentar absurdamente. Minha visão se turvou, tudo de repente pareceu correr lentamente. Só consegui ouvir as gargalhadas do Vampiro, e por um segundo achei que fosse morrer sob aquela dor, e desejei que fosse rápido.

Mas então ouvi galhos e folhas farfalhando, um rosnado e a voz de Sirius. Depois disso não vi, nem ouvi mais nada. Senti meu corpo cair sobre as folhas secas, e sonhei que estava flutuando, indo atrás de bolhas de sabão, em algum lugar que parecia lugar nenhum.

Lembro-me de acordar em meu quarto, em minha forma humana. Olhei para os lados e vi Sirius numa posição cómica, ele estava sentado numa cadeira, meio inclinado para a parede, sua cabeça estava tombada para trás e sua boca estava aberta.

Olhei pela janela admirando o céu noturno, quanto tempo fiquei durmindo?, pensei. Ouvi a porta se abrindo, mas não consegui me apoiar sob os cotovelos para ver. Ouvi passos, e pelo canto do olho vi que era Lupin. Quando ele entrou Sirius num pulo se sentou, se endireitando na cadeira, e masageando o pescoço.

-Harry, querido... – Lupin veio até mim, pratimente se debruçou, e acariciu meus cabelos. – Como você se sente? –senti a preocupação em sua voz.

-Doído.

-Então volte a dormir, quando se sentir melhor, consersaremos sobre o ocorrido.- interveio Sirius num tom duro.

Ele se levatou, e pediu para que o castanho o acompanhasse. Lupin, sempre carinhoso comigo, me pediu para voltar a dormir. Ambos sairam do quarto, e não importava como me deitasse na cama, me sentia desconfortavel, pensei na criatura e suas palavras ecoavam em minha mente. E fui invadido pelo medo ao lembrar-me da frieza de seus olhos, porque ele me odiava tanto se eu nem o conhecia?

Adormeci depois de encarar o céu noturno através da janela. Lembro-me do sonho até hoje, sonhei que corria por uma floresta, corria sem me cansar, cheguei até um ribeiro, para beber um pouco de água, lá vi patas brancas. Patas de lobo. Segui as patas e essas patas tinham um corpo. O corpo de um lobo branco, esbelto, ligeiramente menor que eu. Seus olhos de um tom vívido de azul ficou a me analizar, como se sorrisse para mim. Suas orelhas de voltaram para frete, e aproximou o focinho do meu. Nossos narizes se encontraram, e ficaram juntos por alguns segundos, logo depois o lobo branco correu para longe de mim.

o.o.o

Sirius guiou Lupin até seu quarto, que não passava de um comodo com um colchão de casal no chão; as paredes se encotravam nuas, sem fotos, nem ornamentos. Havia também um baú perto do colchão onde Sirius guardava suas roupas, e objetos que possuiam algum valor sentimental.

O moreno se deixou cair no colchão, se sentou, passou uma das mãos pelo cabelo cacheado, e suspirou. Lupin ficou parado a sua frente esperando que lhe explicasse o motivo de tê-lo trazido até lá.

-Remeus, não há meio de suavizar isso, Voldemort está atrás de Harry. Aparentemente se recuperou, e agora que sabe onde encontrar o menino, não vai medir espforços para destruí-lo. –disse num tom opaco, sem emoção.

Lupin apenas fechou os olhos, ele tinha medo que suas suspeitas fossem confirmadas, ele suspirou e se sentou sobre a tampa do baú.

-Eu imaginei que isso fosse acontecer. –conseguiu dizer.

Ficaram alguns momentos em silêncio, sem se encarar, nitidamente preocupados.

-O que vamos fazer? –perguntou o castanho. –Quero dizer, ainda falta um ano para ele finalmente ficar em segurança, e eu não se... –parou, pareceu analizar suas proximas palavras e finalmente completou. –Não sei se vamos conseguir protege-lo.

Sirius acentiu, abaixou a cabeça e sussurrou:

-Eu também não sei...

Ambos queriam proteger Harry, mas parecia que ele se encontrava inalcansável, longe de qualquer ajuda. Remeus se levantou, e sentou ao lado se Sirius, pousou uma mão no ombro do maior.

- Temos de tentar, Sirius. James ia querer isso de nós.

-Não é com isso que estou preocupado. -Sirius encarou o vazio, e disse baixinho. –Eu não queria envolvê-lo nisso.

-James e Lily eram meus amigos também, não é menos que obrigação minha...

Parou ao ver a expressão de Sirius, seus olhos castanhos pareciam mergulhados em melancolia, não era hora para aquilo, sabia daquilo, mas queria ao menos tentar.

-Moony... –disse num tom ainda mais triste. –Sei que não devia mas...

Sirius lentamente se aproximou o rosto ao de Lupin. O castanho corou com a aproximação, porém não fez nada para afastar o maior. Não querendo assustar o menor, Sirius aproximou os lábios dos de Remues para que ele tivesse tempo de afastá-lo. Vendo que o menor não fazia nada para se afasta dele, Sirius tocou brevemente os labios de Remeus.

Se afastou para ver a reação do menor. Lupin ficou entre a vergonha e a surpresa, não fazia ideia que Sirius faria aquilo. Nunca havia levado as brincadeiras dele a sério, e não sabia dizer se aquela era mais uma delas.

-Isso é algum tipo de brincadeira para você?- sua voz tremeu de indgnação.

Sirius abaixou os olhos, se repreendendo mentalmente, queria ter saido do quarto, ter ido pra floresta, corrido até chegar o mais longe possivel de Remeus. Queria dizer que gostava dele desde que eram adolescentes, que todos os anos que passou em Hogwarts foram para ficar ao lado dele. Mas todas as palavras que queria dizer entalaram em sua garganta, não queriam sair. Não conseguia dizer nada, nem que sentia muito. Tentou se levantar, mas seu corpo não quis obedecer.

Remeus esperou por alguma resposta de Sirius, e corou quando não recebeu nenhuma. Sentiu seu coração bater mais forte. Nunca havia entendido Sirius, seu lado pervertido sempre o tirava do sério, mas por um instante pensou, ele brinca de dizer a verdade ou brinca dizendo a verdade?

Para Lupin a verdade sempre se manteve bem escondida. Não queria que Sirius descobrisse seus sentimentos por ele, tinha medo de perder-lo, por isso se contentava com a amizade. Tantos anos permanesceu em silencio para que Sirius fosse feliz com a mulher que escolhesse.

Ficou mais uns instantes em silencio, vendo que Sirius não respondia, nem se mechia, decidiu tomar coragem e falar.

-Pad... Eu gosto de você. –Sirius levantou o rosto meio sem acreditar no que tinha ouvido.- Mais do que deveria até...

Sirius encarou os olhos de Remeus, não achou nenhum trasso de travessura. Não sabia se deveria se sentir feliz, ou surpreso, ou os dois ao mesmo tempo. Aqueles palavras pareceram descogelar seu corpo. Conseguiu mover seus braços e enlaça-los ao redor do corpo do menor. Remeus correspondeu o abraço, abraçando o pescoço de Sirius.

Seus lábios se tocaram novamente, porém agora não era um beijo tímido, mas sim um beijo cheio de luxuria, atrevido e sedento. Ambos compartilharam daquele desespero por mais um do outro, Sirius gentilmente deitou Lupin sobre o colchão e se debrusou sobre ele. O beijo foi cortado por uma necessecidade de ar, mas Sirius não deixou aquilo para-lo, gentilmente despiu a camisa de Remeus e ao mesmo tempo que beija o corpo recém exposto do castanho, explorava com as mãos o resto do corpo. Acariciou as coxas, as nadegas, e especialmente um volume que se formou logo abaixo do ventre do menor. O moreno fez uma breve pausa para sugar os mamilos de Remeus e foi recompensado com gemidos de prazer e caricias pelas costas e na nuca.

Sem pressão desceu numa trilha de beijos pelo torax do castanho, até chagar no curioso volume, que Sirius acariciou quase sorrindo. Terminou de despir Lupin, que corouu mais ainda por Sirius estar sorrindo ao ver seu corpo nu. Sirius memorizava cada curva que pasava a mão, cada calafrio que Lupin dava o deixava mais exitado fazendo seu membro latejar. O de Lupin se encontrava ereto, e doia a cada vez que Sirius o acariciava, queria desesperadamente que o maior o invadisse.

Segurou os ombros de Sirius com os dedos, e chamou por ele, o moreno o encarou e ele disse.

-Pad... Por favor...

Remeus não precisou terminar, Sirius enrrolou os dedos ao redor do membro do castanho, e fez lentos movimentos de vai-e-vem. Remues gemia cada vez mais alto a medida que o ritmo da mão de Sirius aumentava. O moreno então, gentilmente, colocou dois dedos na boca de Remeus, não precisou pedir, pois imediatamente o menor começou a sugá-los, umidecendo-os.

Quando achou que Lupin cheegaria ao seu apce, retirou os dedos da boca dele e cuidadosamente penetrou um dedo na entrada do menor, este arqueou as costas, se assustando com a repentina invasão. Logo relaxou e Sirius o penetrou com o outro dedo, Lupin se contraiou sob os dedos do maior. Quando achou que ele estava preparado Sirius começou os leves movimentos de vai-e-vem, sem parar com os estimulos ao membro de Lupin.

Remeus gemia cada vez mais alto, e sentia que chegaria ao seu ápce rápido se Sirius continuasse, novamente tocou os ombros de Sirius, mas dessa vez não presisou falar. Sirius desabotou a calça, e se posicionou na entrada de Remeus, que gelou, não sabia que o membro do amigo era tão grande, e ficou com medo que todo aquele volume o penetrasse.

Olhou para Sirius, que o tranquilizou com um beijo. Lupin se deixou envolverpelo beijo e Sirius precionou a cabeça de seu membro contra a entrada do menor, Remeus arquejou, rompendo o beijou. O castanho sentia como se Sirius estivesse rasgando sua entrada, e Sirius sentia que Remeus estrangulava seu membro. Ambos gemeram, um de prazer e o outro de dor. Sirius se forçou a ficar parado para que Remeus se acostumasse com seu membro dentro dele. O menor o olhou com os olhos cheios de lágrimas e lentamente acentiu para Sirius. As estocadas começaram lentas, mas rapidamente se tornaram alucidadas com ambos gemendo loucamente de prazer. Naquele ritmofrenético chegaram ao ápce, Sirius se deixou cair sobre o corpo ofegante de Remeus, até que sua respiração se acalmasse, feito isso, rolou para o lado, se retirando com cuidado de Remeus.

Sirius abraçou o corpo do menor que se aninhou entre seus braços, recitou um feitiço para que cobertas saissem do baú e os cobrisse. Não demorou para que ambos dormisse sobre aquele breve clima de alegria, após a descoberta de um amor juvenil.