Mu - o///o
Ane - Vixe... Q Mu-sama tem hj? O.õ
Nala - Er... Nada naum... n.n0
Mu - Além de tantas coisas tristes... Ainda conta esse tipo de coisa... Como vc descobre essas coisas...? o///o
Nala - Er... Segredo... n.n0
Ane - Num entendi nada... O.õ
Nala - Bom... Mas a boa notícia é q a parte das lembranças ruins acabaram!!! \o/
Carlo - O q ñ quer dizer q ela ñ vá escrever nada de ruim pro presente... ù.u
Nala - Cala a boca caranguejo... ¬¬ Bom... Os problemas estão prestes a se desvendar agora... Mas ñ tão já =P
Ane - Qto suspense... Vc é má mesmo... u.u
Carlo - Até a fedelha sabe... ù.u
Nala - *pedala no Carlo, q voa à quilômetros de distância* ù.ú Continuando... C/ vcs o 3º Capítulo de "Magia e Psicocinésia" Boa leitura. E comentem!!! n.n
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Capítulo 3 – Reino das Brumas
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Já era noite na Inglaterra, a travessia de barco se fazia normalmente por aquele lugar, um homem alto e loiro, com os cabelos até os joelhos e lisos e olhos serenamente fechados avança até o local de embarque. Ao seu redor todos se perguntam quem seria aquele estranho com roupas indianas e pele tão alva que conseguia se mover tão perfeitamente sem nada enxergar. Será que era cego de nascença? Mas todos os cegos precisam, pelo menos, da ajuda de uma bengala...
Ele entrou no barco e partiu, no meio do caminho uma densa e estranha névoa se estendeu por cima da água e encobriu a embarcação. Os marinheiros estavam inquietos, mas aquele homem apenas se mantinha de pé, sentindo o frescor gélido da neblina. Um dos marujos se aproximou.
--- Senhor! Devia ir para dentro, aqui é perigoso!
--- Não se preocupe, jovem. – ele respondeu calmamente – estou acostumado com o perigo, e aqui está agradável para mim.
--- Deve estar maluco... Não sabe das histórias??? Esta névoa não é comum... É mau presságio! Há anos atrás, uma moça vestida quase como o senhor se jogou na água numa noite como esta. Ela parecia um zumbi... Como se o demônio tivesse tomado posse de seu corpo e a matado!
--- Acredita em histórias de fantasmas? Acho incrível isso nos dias de hoje...
--- Mas é verdade! Meu irmão estava aqui e viu. Teve tanto medo que pediu as contas. Dizem que nessas noites, o fantasma da moça assombra os barcos que passam!
--- Então verei se eu vejo esse fantasma... Não se preocupe comigo e vá se recolher.
--- Tem certeza? Se algo acontecer, o senhor não enxerga! Como correrá.
Ele deu um singelo sorriso brincalhão.
--- Acredite em mim, rapaz. Eu enxergo melhor que as corujas com os olhos fechados, e sou mais ágil que um jaguar.
O marinheiro se deu por vencido e entrou, pensando que aquele homem era por demais louco, ou muito cheio de si. Mas não tardou muito para que o indiano recebesse o sinal. À sua frente, na proa do barco, como que feita de energia, uma borboleta dourada apareceu, e repentinamente se transformou numa pequena fada dourada, que com os bracinhos miúdos fez a ele sinal de que a seguisse. E é claro que apenas ele poderia vê-la, mesmo que tivessem outros por ali. Ele sorriu.
--- Se não soubesse de sua natureza, fadinha, não hesitaria em pensar que você era o tal fantasma.
Com uma delicada voz parecendo misturada com tilintar de pequenos sinos, a criaturinha pareceu rir do comentário. Ele a seguiu, saltou na borda do barco e se atirou na água. O marinheiro veio correndo ao ouvir o barulho da água e de olhos esbugalhados resmungou apenas.
--- Não acredito... É verdade, isso aqui é assombrado! Aconteceu de novo!
E correu para dentro alarmando a todos os marinheiros e passageiros a bordo.
Um brilho dourado envolve o homem, mas não de seu cosmo, como se a pequena fada lhe desse proteção e permissão de entrada. Em poucos segundos ele volta à superfície, e à sua frente está uma belíssima ilha de vegetação exuberante e natural. Ele sai da água e o cosmo é o suficiente para se secar. Inúmeras fadas voam de um lado para outro por entre as árvores verdejantes, rindo e brincando, uma mulher se aproximou. Longa toga branca, de detalhes azuis nas barras, cabelos longos até os pés e ondulados, negros como a noite, olhos verdes cintilantes.
--- Você é Shaka, do Santuário de Athena? – perguntou ela com voz lírica.
--- Sim... E você deve ser descendente da lendária Morgana. A senhora de Avalon?
--- Perfeitamente. Recebi a mensagem da Deusa de que você viria. Acompanhe-me até minha casa.
Ele a seguiu, era uma pequena casa rústica, mas muito bem cuidada, onde ele se serviu de chá e biscoitos. As coisas ali pareciam ter parado antes da idade média, na época de Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Era tudo muito aconchegante e a energia era simplesmente maravilhosa, e de um poder imenso. A mulher sentou à sua frente e sorriu.
--- É chegada a hora, não?
--- Bom... Não acho que fosse problema que ele ficasse aqui até se formar, mas parece que Athena pensa que talvez ele devesse conhecer o lugar a que ele pertencerá. Claro, se ele quiser pertencer... O que não inclui deixar de pertencer a Avalon, logicamente.
--- Oh, sim. Eu entendo perfeitamente. Não se preocupe, pois eu e Athena já havíamos combinado isso tudo para se o garoto quiser seguir este destino.
--- Ah, já? Isso não me foi dito... Mas assim é bem mais fácil.
--- Sim... Eu mandei trazê-lo já. E sua mestra também...
--- Perfeito.
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Santuário, casa de Áries:
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Ane estava em seu quarto, ela se ajoelhou no chão e fez um pequeno desenho, um círculo, com uma estrela no meio. No centro dela, colocou uma foto e começou a rezar.
--- Ó poderosos guardiões, protejam-na sempre, dêem-lhe forças e sabedoria, para ficar cada vez mais forte. E assim um dia ela poderá me reencontrar... Assim um dia ela poderá me apresentar àquela pessoa... E não precisaremos mais ficar longe...
Mu passava pelo quarto quando a ouviu falar tais palavras baixinho, ele olhou pela porta, viu duas velas acesas, em lados opostos por fora do círculo, se preocupou muito com aquilo. Entrou, assustando a garota, que puxou a foto para junto de si, escondendo-a.
--- Ane-chan, o que está fazendo?
--- Eu... Só...
Foi quando percebeu o círculo, ele arregalou os olhos de surpresa.
--- Círculo mágico básico?
--- Mu-sama sabe de magia?
--- Só um pouco... Me desculpe, mas me preocupei com as velas...
--- Eu tomo cuidado. – ela riu com cara de "sou bem grandinha"
Ele sorriu, estalou os dedos, e as chamas simplesmente morreram. A menina olhou aquilo abobalhada.
--- Não foi... Telecinese...!
--- Não. – ele ainda sorria com ternura.
--- Onde aprendeu???
--- Com uma amiga...
Isto ele disse quase num suspiro, seu sorriso mudou e Ane pareceu preocupada, mas ele a mandou para a cama e foi logo ao seu quarto. A menina então guardou a foto na gaveta, com um carinhoso "boa noite".
Os sonhos daquela noite foram agitados, na verdade, lembranças do passado...
--- Mas... Por que eu não posso ficar com você?
--- Querida... Seu destino é grandioso... Você é uma peça chave para que o mundo continue em paz. Há muitos outros que lutarão também, com a mesma importância que você. Mas se faltar uma só peça, tudo se desmantela, e o mundo correrá o risco de entrar no caos. A mudança das eras se aproxima... Você deve aprender a ser uma guerreira.
--- Posso aprender a ser guerreira aqui!
--- Não seria a mesma coisa... Você tem que estar com aquelas pessoas... Com os servos do Santuário de Athena. E eu tenho que me tornar forte aqui, pois minha parte no quebra-cabeças é essa...
--- Eu não vou mais te ver...? Eu preciso de você...! – disse a pequena de sete anos, quase aos prantos.
--- Não seja boba... É claro que nos veremos... Quando for a hora. Não vai demorar tanto. Até lá... Seja forte.
A menina se lembrava perfeitamente das doces e amáveis palavras. Virou-se para o lado da cama e sorriu com uma lágrima dos olhos.
--- Eu serei forte...
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Continua...
