Capítulo 2

A assistente do Yondaime

Kushina acordou com a visão turva e com a pressão no corpo baixa. Estava tonta.

Um choro de bebê começou a ecoar na sala onde ela estava, fazendo com que a cabeça latejasse ainda mais.

Passados alguns longos minutos as cores começaram a aparecer a sua frente.

- Que bom que acordou, Kushina-sama. – Senju Tsunade estava de pé com sua filha, e ao lado dela Jirayia-sama.

A kunoiche suspirou. Ela havia mesmo retornado a Konoha.

- Uzumaki. – Jirayia-sama falou depois de algum tempo. – Pensei que nunca mais veria você, Tomate.

Kushina riu fraco.

- Eu estou sendo vigiada não estou?

- Hai. – Tsunade disse enquanto balançava Yumi.

Kushina fechou um dos olhos.

- São só 6? Ou dessa vez colocaram toda a ANBU atrás de mim? – A ruiva tirou uma das mechas de cabelo da frente do rosto enquanto levantava. – Já disse, aprendi a lição, não irei mais fugir. Meu lugar sempre foi essa vila. Eu só...

- Só não queria o destino de sua avó. – Completou Tsunade. – Lembro bem de suas palavras, garotinha. – Tsunade lhe olhou feio – Eu deveria matar você, pelo que me fez passar! – Kushina se encolheu na maca. – Mas, todo o rancor que eu sentia por você, sumiu quando Jiraiya me falou que você havia retornado, e... bom... feito o que você fez.

Era constragedor, Kushina pensava.

Jirayia-sama e Tsunade-sama, assim como outros shinobis de Konoha, estavam na trilha dela quando ela sumiu, porém não conseguiram pará-la a tempo.

Com toda essa confusão que a kunoiche causou, e Uzumaki Mito necessitando de uma sucessora, Tsunade-sama se tornou a jinchuuriki no seu lugar por seu avô ter sido casado com Uzumaki Mito no passado.

Acreditavam que ainda como sendo uma ninjá média, ela teria mais chances de auto-controle.

Kushina rastreou o local.

- Porque só colocaram uma pessoa, ali fora? – Perguntou Kushina, sentindo apenas um chakra emanando de fora da sua sala de recuperação.

- Você não vai querer se meter com o Yondaime, vai? – Jirayia-sama sorriu de um jeito diferente.

A ruiva bufou.

- Com certeza não quero me topar com o "yondaime". – Kushina disse com desdém. – Se eu fugi de dois grandes sanins, e de todos os jounins da vila na época... um hokage não irá me parar. Mas! – Kushina se levantou, para o espanto dos dois. Ela estava se sentindo realmente melhor. – Prometi ao velho Sondaime que iria fazer todo o interrogatório. Além do que, - Ela abriu a porta da sala. – Eles não poderão prender a jinchuuriki da kyuubi no youko.


Minato já esperava pela saída da kunoiche, mas estremeceu ao ouvir as palavras:

"Não poderão prender a jinchuuriki da kyuubi no youko"

Então ela tinha uma carta na manga!

Sabia que não iria ser aprisionada, não irão tentar deixa-la com raiva ou furiosa – ele sabia como a Kyuubi se tornou um problema naquela noite de dois dias atrás.

- Yondaime! – Kushina parou a sua frente deixando-o confuso. – Acho que o Sondaime e os conselheiros devam estar me esperando. Como não sei o caminho até eles, poderia me ajudar. Seria muito educado do novo Hokage prestar este tipo de ajuda...

"Atrevida como sempre" pensou Minato.

- Hai, Uzumaki.

Os dois saíram do hospital sem problemas, a kunoiche só precisou assinar alguns papéis e depois tornaram o caminho para o prédio central da vila.

As construções das casas já estavam sendo reconstruídas, as pessoas se ajudavam e as crianças estavam de férias naquela semana.

- Hoje é?

- Domingo.

- Nossa! Dormi dois dias! – Kushina bateu uma das mãos na palma da outra.

- Sim, não houve problemas com a biju – Minato falava baixo. – a kyuubi foi bem selada, fez um bom trabalho Uzumaki.

Kushina parou na estrada.

Não sabia porque a incomodava tanto que Minato a chamasse assim. Fitou ele sem entender porque daquilo tudo.

E sem entender seus próprios sentimentos – por Kami!

- O que houve?

- Kushina.

- Porque? – Ele perguntou colocando as mãos na cintura, fazendo a capa de yondaime ir para trás.

- Este é meu nome. Kushina, Ku-shi-na!

- Prazer... Namikaze Minato. – divertiu-se o shinobi.

E ele voltou a andar.

Kushina se apressou a ficar perto do yondaime novamente. Porque ele estava tratando ela com tanta frieza?

Ta, talvez ele tivesse motivos: primeiro ela saiu da vila e tornou a vida de outra uma confusão! Segundo, a kyuubi escapou e quase matou os moradores da vila... e terceiro, bom... não havia um terceiro motivo!

- Minato?

- Hum?

- Ah. – Bufou. – Esquece. Vamos, quero logo ver qual vai ser meu castigo perpétuo!

Ela se apressou na sua frente.

Como o Nara sempre dizia, "Mulheres são complicadas".


O Sandaime não estava com uma das suas melhores faces.

- Uzumaki Kushina. – Ele falou assim que a ruiva entrou na sala do conselho, acompanhada por Minato até o centro da sala. – Você foi acusada de traição a vila após ter saído da mesma a 10 anos atrás. Você afirma estas acusações?

Kushina entrelaçou as mãos a frente e mordeu o lábio.

- Hai, eu fiz isso.

- Culpada! – Alguém falou.

- Mas eu não queria que tudo levasse a isso! Eu fui sempre protegida e presa desde criança! Assim como a kyuubi no youko! Eu... – Kushina maneou a cabeça, precisava falar tudo o que se lembrava da época. – Era algo sigiloso, era perigoso! Eu fiquei com medo! Por favor! Eu tinha 12 anos!

- Só lamentos – A mesma voz disse, este então deveria ser o acusador.

- Mito-sama era como uma mãe para mim, mas eu não queria passar o sofrimento que ela passou, apesar dela ser feliz. Eu não seria! Eu não era feliz antes na vila, na academia! Eu não podia...

- Usando sentimentalismo! – Um homem que aparentava que deveria estar a sete palmos de terra se postou a sua frente. – Suas intenções e argumentações baseadas no sentimentalismo não impedem que seja punida, Uzumaki Kushina.

Ela bufou e maneou a cabeça.

Estava farta.

- Eu só voltei, porque sabia que Senju Tsunade não iria suportar carregar a kyuubi no youko novamente, eu deveria ter sido a jinchuuriki, mas fugi por medo. Porém eu voltei, e tentei ajudar ao máximo! E deu certo, ela está bem selada em mim. – E colocou a mão no ventre – Agora, o senhor poderia retirar o seu dedo do meu rosto.

- Mal educada!

- Yuama! – A voz do Sondaime surgiu do meio daquela confusão.

Kushina observou o velho e seu sucessor, o Yondaime.

Minato parecia indiferente.

Ela não devia ter notado essa mudança de estado dele. Algo dentro dela não estava feliz com isso.

- Uzumaki Kushina, como a nova jinchuuriki da Kyuubi no youko, deve permanecer na vila e prestar serviços a comunidade, como forma de... irei chamar de punição.

- Hai, Sondaime.

- E também, quero que trabalhe com o Yondaime agora.

Foi a vez de Minato ficar surpreso com a situação.

Ele não queria ter Kushina por perto, ele estava tão bem consigo mesmo, conseguira se resolver na vida sem ter que pensar que ela havia deixado de gostar dele.

E pior, o abandonado a 10 anos sem ao menos falar algo a ele!

- Sondaime!?

- Kushina-sama, você está dispensada. O conselho pode se retirar.

Kushina sentiu os olhares maldosos e outros temerosos sobre si. Ela decidiu logo sair daquele local. A kunoiche já estava ficando enojada.


Travou uma guerra com seus pés, forçando-os a correr mais rápido que conseguiam, atravessou a vila pelas casas, sem que as pessoas abaixo ou os trabalhadores se espantassem com ela.

"UZUMAKI!"

"Cala kyuubi, está a salvo agora. Deveria me agradecer, sua baka!"

"Olha como fala comigo!" A fera deitada próximo a ela bufou "Suas antecessoras eram mais submissas"

"Elas eram bonitas, por isso você fala assim" Kushina sorriu. "Agora entenda. Você deve de saber que não é um bicho muito comum de se achar por ai..." Kushina olhava para suas unhas com forma de desdém pelo que falara.

"Kushina..."

"Não me interrompa!" A kunoiche bufou. "Você precisa entender meu motivos."

"Fale então, está me deixando furioso, menina"

Kushina saltou para perto da biju, se agachando a frente dos olhos vermelhos da Kyuubi. Não como afronta, mas como forma de pedir atenção.

"Existe um ninja, Uchiha Madara, você sabe quem ele é, não é mesmo?"

"Uchiha Madara, o portador do Sharingan." Kyuubi fechou os olhos por um momento e depois voltou a abrí-los.

Kushina estava mesmo tentando mudar a cabeça daquela bijuu.

"Ele pode te controlar, só com aquele olho dele." Ela desceu próximo a sua pata dianteira e se encostou na mesma. "Acontece que eu consegui algumas informações a respeito dele"

Kushina notou a Kyuubi dentro dela ficar impassiva

"Uchiha Madara, ele antes de morrer criou uma organização, e deixou seu legado aos seus seguidores. E o propósito, não é só você, mas todos os bijus"

A fera riu.

"Poucos sabem que Madara morreu, sim é verdade... Graças a Kami!"

"Por isso achou que me selando em você, os sucessores e seguidores dele não teriam como me pegar. Está sendo muito sentimentalista, querendo me ter só para você. Ou egoísta?"

A kunoiche estava ficando impaciente.

"Sem lamentos, por favor, vai me dizer que gosta de ser controlada por ele? Mesmo ele querendo que destrua tudo a sua frente. Você também tem suas vontades. Sei que estais presa dentro de mim..."

"Então porque eu não ficaria feliz de estar fora, com o Uchiha"

"Sei que reneguei você, e ao que eu seria. Fiz algo muito errado. Mas eu estou tentando me redimir. Não é apenas a mim, mas aos outros jinchuuriki, as nações ninja. E eu vou fazer de tudo para te manter a salvo dentro de mim."

"Ingênua, você é muito ingênua"

"Posso até estar sendo, mas não vou desistir. Você agora pode ver como eu vivi pelos meus pensamentos. Sabe que não somos diferentes. Mas enquanto eu viver, vou proteger você e aos outros com os quais me importo."

"Não quero saber do seu sentimentalismo... O Yondaime está atrás de você"

Kushina se levantou e começou a caminhar para longe.

"Até mais, kyuubi."


Kushina parou abruptamente, notou que estava nos limites da entrada da vila. Os guardas olhavam para a ruiva com um interesse tenebroso.

- Uzumaki, onde você pensa que vai?

Kushina sorriu como uma idiota. Ela nem percebera que correra tanto. Voltou a caminhar em direção ao Yondaime.

- Bom dia, Yondaime! – Falou um deles.

- Ohayoou, Minato!

- Olá! – Minato reparou que Kushina estava muito distante. – O que pensava que fazia... correndo daquele jeito?

- Não se preocupe, Yondaime. Não vou deixar a vila... se bem que isso pra você não faria diferença.

A kunoiche acreditava que ainda teria poderes sobre seu antigo colega de academia.

- Não.

Mas isso com certeza desconcertou todo o enrredo!

Kushina cruzou os braços a sua frente.

- Idiota! – De repente ela tentou acertar sua mão fechada no rosto de Minato, mas ele foi mais rápido e se esquivou. – Eu te odeio! Namikaze Minato! Entendeu? TE-ODEIO!

- Ok, mas diga isso ao Sondaime, não a mim. Sei o quanto é chato estar ao meu lado.

Kushina bufou e voltou a caminhar sozinha, até notar Minato ao seu lado

"Cara chato!"

"Você não dizia isso quando era criança"

"Se divertindo com minhas memórias, kyuubi?"

"Humanos, vocês são tão patéticos!"

- Cale-a-boca, raposa idiota! – Kushina falou

- HAN?

Kushina notou então que falara alto demais. E para sua sorte, as pessoas estavam mais entretidas nas suas próprias preocupações do que na sua lamentação.

- Ah, nada. Só aquela raposa está tentando me deixar louca. – Minato ficou intrigado com aquilo. – Sério, yondaime, ela fala na minha mente, eu posso vê-la também.

- Estranho.

- Também acho isso. – Kushina pôs a mão na testa. – "Não, não quis te chamar de irritante, Kyu"

Minato sorriu rouco.

- O que pretende fazer agora? – Perguntou Kushina. – Já que terei que trabalhar para você.

- Para quem não concordava com a situação. – Minato ajeitou o colete. – Você está bem apressada.

- Não fale besteiras baka! Então, já que eu não tenho o que fazer, eu vou indo.

Mas Minato permaneceu do seu lado, como se nada estivesse acontecendo.

- Hei, eu disse que EU vou indo.

- A estrada é pública, Uzumaki.

A kunoiche bufou.

"Quem ele pensa que é?"

"..."

"Yondaime, só porque agora ele é o tal! Hokage! Grande coisa!"

"..."

"Não vai falar nada?"

"Cale a boca. Ou eu te mato!"

"..."

"Melhor assim."

- O que foi agora?

- O que?

- Essa sua cara de agora a pouco. – Minato respondeu.

- Nada. – Kushina cortou.

Não trocaram mais nenhuma conversa ou desavença. Kushina queria resolver logo sua estadia na vila e se tentar se acostumar com a nova vida e o seu companheiro.

Kushina deitou-se sobre a mesa da secretaria do prédio.

- A sala do Sondaime...?

- Yondaime? – A jovem ninja cortou. Corando.

"Puf"

- Há, Olá, Ioko.

- Como esta se sentindo hoje? Melhor?

"Como está se sentindo hoje? Melhor?"

- Oferecida. – Murmurou Kushina, enquanto se direcionava para as escadas.

Ela se lembrava vagamente de quando era menina e fora trazida a vila e a sala do Sondaime, mas em todos os casos, seria fácil, era só notar o cheiro de cachimbo.

Subiu vários andares, até chegar no último. "Como era óbvio!"


Minato percebendo que fora deixado sozinho, tentou alcançar a kunoiche, mas ela andava rápido.

Gesticulou as mãos para um dos seus jutsus e se tele transportou para o último andar.

- Espere! Kushina.

- Ah, - Ela fez, a kunoiche já estava com a porta da sala do Sondaime aberta. – Agora você lembrou do meu nome. – E lhe sorriu com os olhos. – Mas agora, Minato-kun, eu preciso tratar de assuntos mais importantes.

- Ah-eu

- Tchau!

Batendo a porta com força.

Minato entendera o recado: Ela estava jogando com ele, como um fantoche.

Mas o ninja havia crescido, sabia como lidar com aquela ruiva, ou pelo menos fazia ideia. Se ela queria brincar. Ele também iria participar.


Olá!

Como sou uma romântica incorrigível vocês devem ter notado as indiferenças dos dois, esses dois cabeças duras!

Hahahahaha

Só para constar aqui, mais uma vez, que esta fanfic, não segue o manga fielmente devido as mudanças que eu fiz com alguns personagens, por isso, não briguem comigo!

Logo mais terá o próximo capítulo!