TÍTULO: Brizomancy

AUTORA: hhgranger

BETA: Vivi Andromeda


Nota de Autora (1):

Caros leitores, estou aqui apenas para relembrar que na última nota de autora esqueci-me de mencionar que partes do capítulo anterior (Capítulo 2 – Estrelas) são excertos do 6º livro de Harry Potter, cujo título aqui em Portugal é Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Foram retirados diálogos e outras partes acrescentadas de acordo com as descrições de outras personagens. Como devem ter percebido tive de modificar algumas coisas, porque no livro as coisas são vistas do ponto de vista do Harry e eu queria mostrar do ponto de vista de Severus e da própria Ariana que assistiu como que numa penseira à recordação de Snape.

Peço desculpa pelo meu esquecimento, e agora vamos ao capítulo 3.

Enjoy it.


Capítulo 3 – Escolha

A cozinha caiu em total silêncio no instante em que o olhar dos dois se cruzou.

Ariana via na sua frente um homem bastante jovem, deveria ter os seus 16 ou 17 anos, dado o seu aspecto físico. Cabelos loiros lisos enquadravam o rosto fino e anguloso do jovem de pele clara, gerando um forte contraste com a roupa escura que vestia, o que tornava a sua palidez ainda mais proeminente. A sua aparência denotava bastante cansaço, e ela não duvidava que ele tivesse razões para isso. Os seus olhos eram azuis acinzentados fazendo-a lembrar um dia de tempestade. Estes estavam fixos nos seus como se procurando saber o que ela pensava. Era um olhar completamente diferente do de Severus, apesar de tentar transparecer toda a sua confiança e poder, ele encontrava-se frágil e impotente, como se o seu destino em nada fosse comandado por ele. Apesar de mostrar dor, mesmo que o mais escondida possível, e de apresentar o seu nariz erguido em pose dominante, o seu olhar era desfocado, como se os seus próprios sentimentos se encontrassem de igual modo. Os seus olhos reflectiam o tormento de pensamentos que o inundava.

Era estranho como ela reconhecia aquele olhar de algum lugar, como se já o tivesse visto antes, mas não se lembrava de onde.

Mas a determinação de Ariana fez com que ela deixasse todas as questões, que agora não eram o mais premente, para pensar numa outra ocasião e decidiu tomar a iniciativa de cumprimentar o seu novo "companheiro" de casa.

- Annnn… eu não sei o que Severus possa ter falado sobre mim, mas posso até apostar que ele não mencionou o meu nome, Ariana Curen. – ela se apresentou estendendo a mão na direcção dele.

Ele pareceu bastante surpreso com aquele gesto. Parecia não ser muito frequente ver uma mão estendida para si, como se ela fosse a primeira pessoa que o havia feito. Qualquer pessoa que observasse a cena acreditaria que ele deveria ser um estrangeiro, para quem aquele gesto poderia ser considerado uma ofensa ou mesmo uma ameaça.

O olhar frio dele seguiu da mão de dedos longos e finos, estendida na sua frente, para os seus olhos azuis vibrantes. Eles não eram totalmente azuis, agora que ele reparava melhor neles, sob o reflexo da luz fraca da lanterna em cima da cozinha, os seus olhos eram um pouco acinzentados, não tanto como ele sabia serem os seus próprios, mas algo de estranho aqueles olhos escondiam e a cor difusa deles, lhe fazia sentir um certa dúvida em relação àquela jovem, como se algo conhecido dele ali estivesse espelhado, mas apenas parcialmente.

Apesar de todas as dúvidas e questões que tinha em mente acerca daquela jovem que se apresentara como Ariana, ele via no olhar dela que esta esperava um gesto da parte dele. E ele veio no momento em que ainda com o olhar preso em Ariana, estendeu a mão em direcção à dela.

- Draco Malfoy – ele anunciou com voz firme.

No instante em que as suas mãos se tocaram uma sensação estranha percorreu-o e rapidamente ele largou a mão dela, como que sentindo um choque eléctrico e uma forte dor se manifestou no seu antebraço da mão contrária.

Ariana ficou surpresa com a forma repentina com que ele largou o seu aperto, mas ao ver o gesto dele de apertar o braço entendeu o motivo.

O rosto de Draco que já se encontrava bastante pálido, tornou-se ainda mais, ele parecia cerrar os dentes no intuito de não gritar.

Como sempre, com a agilidade e raciocínio rápido do costume, Ariana rapidamente se apressou até à sala, deixando um Draco com demasiadas dores para se preocupar sobre a saída repentina dela da cozinha, para trás.

Assim que ela entrou na sala dirigiu-se à estante à sua esquerda.

- Eu sei onde está! Pensa um pouco Ariana! - ela murmurava enquanto esquadrinhava a estante, em busca daquilo que lhe interessava no momento.

Depois de percorrer a terceira estante ela viu no topo desta o caderno que procurava. Estendendo-se para chegar até ele, por fim lá o conseguiu agarrar por entre os dedos.

Assim que confirmou que era o que procurava, apressou-se em direcção à cozinha, folheando-o apressadamente.

Com o ruído da porta da cozinha abrindo-se, Draco olhou na direcção desta, vendo uma Ariana muito apressada e agitada entrar na cozinha com um caderno cuja capa preta estava bastante gasta e retorcida, nas mãos.

Assim que chegou junto da mesa da cozinha, ela pousou o caderno sobre esta e continuou a folheá-lo, agora com mais facilidade e murmurando coisas como "Eu sei que estás aqui algures! Sim eu tenho a certeza que é aqui!" enquanto continuava a sua procura.

Draco não entendia o que ela estava a fazer, mas ela demonstrava uma certa urgência na sua procura. Mas digamos que ele estava surpreso demais para dizer qualquer coisa, sem falar que a dor contínua no seu braço não diminuía de maneira nenhuma e ele estava muito mais preocupado com isso.

- Ok. Não vai assim, então vejamos! – Ariana continuava a falar sozinha. Ela agarrou no livro, fechou-o bruscamente e após alguns segundos com os olhos fechados e de uma inspiração profunda, abriu-o numa página aleatória.

Ao abrir os olhos ela esboçou um ténue sorriso, parecendo satisfeita com o resultado da sua acção.

Percorrendo com o dedo a página em que o livro estava aberto ela parecia ter encontrado o que precisava, pois murmurou " Como eu calculava!".

Só nesse momento ela voltou-se para Draco, que estava jogado sobre uma cadeira junto à mesa da cozinha, ainda com o braço direito pressionando o antebraço esquerdo e com o olhar fixo nela.

- Eu vou buscar algo que te pode ajudar. – ela disse com uma expressão serena, mas bastante enérgica. Mal tempo lhe deu de processar o que ela havia dito e já abria a porta da cozinha, que dava para o exterior, retirando um objecto comprido de um chaveiro próximo à porta e fechava-a com a mesma rapidez.

Aquela jovem era realmente estranha.

Severus não lhe havia falado muito dela. Apenas lhe disse que só havia um jeito de ele continuar vivo. Esconder-se. E que apenas naquela casa, em que ele se encontrava agora, estaria seguro. Severus não lhe explicou a razão porque ele ou qualquer outro não o pudesse encontrar ali, mas ao que parecia a casa tinha protecção especial, dando-lhe mesmo a garantia que nem por meio da marca a sua localização era possível.

Ele pensara que isso significaria que estaria também isento dos chamados, mas ao que parece para isso a protecção não era suficiente. E, pela intensidade da dor no seu braço, ele já deveria ter conhecimento da sua fuga. Esse pensamento fez-lhe dirigir os seus pensamentos para Severus. Como ele iria dar uma justificação para a sua fuga? Será que ele seria punido por isso? Bem talvez não, afinal Dumbledore está morto como ele queria. Talvez isso lhe dê satisfação suficiente para que Severus não fosse responsabilizado pela fuga dele e torturado.

Um pequeno aperto surgiu no seu peito, quando ele pensou na sua mãe. O que lhe aconteceria? Severus assegurou-lhe que nada lhe fariam de mal, que ela estaria segura e que ele próprio se encarregaria da protecção dela, mas será que ele conseguiria cumprir essa promessa? Ele sabia que se voltasse para Voldemort depois de mais uma missão falhada teria de pagar por isso. Só de pensar na Cruciatus, Draco já sentia arrepios. Mas será que ele não o tentaria punir por meio dos seus pais?

Foi acima de tudo esse o motivo que fez com que decidisse esconder-se sobre a protecção de Severus e de Dumbledore. É esse velho era mesmo estranho. "Ele não mostrou medo enquanto eu lhe apontei a varinha. Talvez porque ele sabia que eu não o mataria.". Afinal Dumbledore parece saber sobre tudo. A proposta dele de dar protecção à sua família era muito aliciante, mas seria isso mesmo o que ele queria? Bem, agora ali estava ele escondido e sem ter a certeza que nada aconteceria à sua mãe e ao seu pai.

Afinal, foi por eles que aceitou esta missão, falhada. Falhada. Essa palavra parecia ecoar na sua mente. Ao que parecia ele falharia em quase tudo na vida. Não era o melhor na escola graças àquela sangue de lama nojenta, não ganhava um jogo em Quadribol graças ao testa rachada e não conseguira cumprir a sua missão, nem mesmo para salvar a sua vida e da sua família. Nem mesmo as suas tentativas precipitadas de matar Dumbledore foram bem sucedidas, para além de não ser ele a vítima das suas investidas, os atacados, nem mesmo morreram. Até o escudeiro Weasel (doninha) escapou. É ele era mesmo um falhado.

Agora estava escondido numa casa de campo "medíocre" com uma mulher que não conhecia de lado nenhum e ainda havia o facto da presença dela causar-lhe uma sensação estranha.

Mais uma vez ele cerrou os dentes quando uma forte onda de dor lhe atingiu o braço.

- Maldita a hora em que eu fiz esta estúpida marca. – ele deixou escapar por entre a respiração descompassada.

Enquanto Draco afundava em pensamentos, Ariana rapidamente percorria o jardim em direcção à estufa.

Assim como mais cedo ainda se podia ouvir o mar agitado e a lua que lhe iluminara nessa mesma noite enquanto ela adormecera na relva mal cortada, estava encoberta por algumas nuvens acinzentadas que começavam a reunir-se no céu. Isso obrigou-a a acender a lanterna que havia trazido consigo.

Assim que ela entrou na estufa e inspirou o ar do interior, os seus ombros relaxaram e toda a sua postura ficou mais solta. Era um efeito estranho que aquela estufa tinha em si, mas sempre que ela entrava ali era assim que ela se sentia. Leve. Era como se todas as suas preocupações, tristezas, agonias e medos fossem deixadas da porta para fora. No global toda a casa tinha uma energia positiva, que se sentia à distância, mas naquela estufa era especial. Ela de alguma forma sentia-se no seu mundo quando ali entrava. Como se só naquele local estivesse completa.

Assim que acendeu os lampiões existentes na estufa, que ela havia adaptado para funcionarem a petróleo, dirigiu-se para uma segunda parte desta, onde algumas plantas especiais se encontravam.

Ela nunca havia tido uma estufa antes. Ela adorava o contacto com o campo, em especial quando estava na quinta da sua avó, principalmente tendo em conta que morava na cidade. Não que ela tivesse morado num apartamento, pois morou numa zona residencial e até que não se podia queixar, havia muita gente que não tinha a possibilidade de ter uma casa como a dela. Mas para alguém que passava a vida a seguir o rasto das formigas pelo jardim, não era o suficiente.

Um dos seus passatempos favoritos era ir até ao Jardim Botânico. Lá ela sentia-se em casa e sempre que precisava relaxar, e assim evitar explodir com alguém, como acontecia com frequência demais para o gosto do seu pai, ela ia até lá passar uma tarde no meio das plantas e dos insectos. Mas mesmo aí ela não sentia o mesmo que em casa de sua avó. Não havia o cheiro de amor que se sentia quando se entrava na pequena casa de janelas verdes. Não havia o seu abraço forte, nem o cheiro a biscoitos que adorava.

Ela podia recordar os tempos na casa de campo da sua avó, como os melhores. O cheiro de campo, de fresco, de puro. Ou da terra lavrada no tempo das sementeiras. Da lagoa.

Desde que a sua avó havia morrido, ela não tinha a menor vontade de voltar até à quinta. Não seria a mesma coisa. E Ariana decidiu, com pleno acordo da sua mãe, que parecia sentir o mesmo, preservar as recordações daquele local mágico, onde o amor estava no ar, e não as deturpar com as lágrimas que ela sabia não poder evitar se voltasse até lá. Assim, na sua mente os melhores momentos da sua vida estavam bem nítidos e imperturbados de sentimentos tristes.

Mas ela não ficou longe do campo por esse tempo todo. Ela podia relembrar-se perfeitamente do acampamento que fizera com os seus amigos na colónia de férias. Fora tão divertido. E ela aprendeu imensas coisas, especialmente com o William que muito lhe ensinou sobre a sua grande paixão – borboletas. Bem, não só borboletas. Ele tinha uma paixão especial por tudo o que era polinização, quer fosse por abelhas, borboletas, pássaros. Ela inclusive tinha umas fotos muito engraçadas sobre um pássaro lindo e raro que eles encontraram no acampamento.

Esse pensamento trouxe-a para a realidade. Ela já não mais tinha essas fotos. Mas a expressão séria com que ela ficou depois desse pensamento foi substituída por um breve sorriso quando ela pensou " Eu tenho essas fotos todas muito bem guardadas! Num local de quem ninguém as pode tirar. Na minha mente!".

Mas era melhor deixar de pensar nisso, ela tinha uma missão a cumprir e ela sabia que não poderia falhar. Tudo tinha de ser feito de acordo com os apontamentos. Abaixou-se e agarrou numa caixa que estava escondida debaixo da bancada. De lá retirou uma faca de prata. Era uma faca pequena, com o tamanho ideal para quem trabalha com plantas, cujo cabo tinha alguns entalhes curiosos e que lhe chamaram muito a atenção no momento em que acidentalmente descobriu aquela caixa.

Ela lembrava-se bem desse dia.

Cerca de um mês após a sua chegada àquela casa e depois de ter conseguido arrumar a maioria das coisas, bem, arrumar não é o termo correcto, limpar seria o mais acertado, porque até então ela não tivera coragem de entrar no sótão e esse sim precisava de uma excelente arrumação; ela decidiu prosseguir as suas arrumações na estufa. Desde que ali havia chegado que algo lhe puxava em direcção àquele local, mas a necessidade de tornar a casa habitável sobrepôs-se à sua curiosidade e interesse naquele espaço. Até então nunca tinha tentado entrar na estufa. Pelo que ela tinha observado seria necessário arrombar a porta para poder lá entrar, dada a quantidade de ferrugem que as fechaduras possuíam. Munida de uma caixa de ferramentas, Ariana dirigiu-se à porta da estufa e, depois de pouco esforço e bastante habilidade, conseguiu abri-la.

O mundo que se apresentava à sua frente era algo fascinante. Espécies e mais espécies de plantas eram visíveis, ocupando todo o espaço possível da estufa e até mesmo saindo pelas aberturas no tecto. Alguns vasos estavam rachados e partidos, tamanha a força das plantas, que no intuito de crescer, quebraram-nos com as suas raízes.

Qualquer outra pessoa ficaria aterrorizada com aquela visão, mas a mistura de cores, texturas e cheiros deixou Ariana maravilhada. Aquilo era com o que ela havia sonhado toda a sua vida. Nos recônditos dos seus sonhos, ela sempre imaginara poder ter uma estufa e cuidar de plantas. Poder sentir aquele cheiro de fresco assim que entrasse numa, ler um livro sentada por entre flores e plantas de várias espécies, com aquele cheirinho a terra inundando-lhe os sentidos. Tudo bem que ler um livro ali no meio daquela confusão seria algo que demoraria um pouco a poder acontecer, mas quanto mais cedo ela pusesse as mãos à obra, mais cedo ela se podia sentir realizada.

Ariana começou o seu árduo trabalho. Sempre que tinha tempo livre ela ia mais um pouco para a estufa. Perfeccionista como sempre, tentou tratar as plantas com o maior cuidado possível, procurando sempre encontrar informações sobre elas assim como acerca do modo correcto de as cuidar. Assim não lhes causaria qualquer dano e ela própria não teria problemas com alguma reacção alérgica ou coisa do género.

Tudo bem que para além de uns tomateiros e couves, que por inacreditável que parecesse também lá existiam, pouco demorou até ela perceber que muitas plantas mágicas se encontravam naquela estufa. Essas exigiam mais trabalho e depois de alguns olhos roxos e mordidelas que ela pôde tratar graças a um excelente estoque de poções que existia na casa, cedência de Dumbledore; conseguiu ter acesso à primeira sala da estufa e finalmente poder ter uma bancada de trabalho onde laborar.

Foi nesse dia que ela encontrou a caixa, escondida por baixo da bancada de trabalho. Quando arrancava uma planta que insistia em crescer por baixo desta, a caixa caiu sobre si abrindo-se.

Vários eram os instrumentos que se encontravam no seu interior, instrumentos cuja utilidade ela fracamente conhecia, mas ainda fixa na parte interna da tampa da caixa encontrava-se uma bolsa de um material preto semelhante a couro que continha a faca. Uma pequena faca. Segundo Ariana, com a medida certa para ela e com um corte extremamente afiado, só de passar a lâmina próxima ao seu dedo, como que a analisando, ela viu o sangue escorrer por este. Realmente era muito afiada, e requeria muito cuidado no seu manuseamento. Só com alguma prática ela começou a poder usá-la em alguns trabalhos na estufa, e isto depois de muitos cortes e cicatrizes.

Mas algo despertou a atenção de Ariana. Aquela faca cujo cabo também era de prata, tinha alguns símbolos entalhados. Estranhos símbolos.

A lâmina da faca era marcada a meio por um traço mais profundo que parecia ser de um material diferente, porque reflectia de um modo distinto da restante prata que constituía a lâmina, quando reflectida na luz. Mas o que mais estranheza causou em Ariana eram as representações existentes no cabo da faca.

Em cada um dos lados poderia observar-se o desenho de um unicórnio, cujo chifre apontava ora para uma lua em quarto crescente ora em quarto minguante, respectivamente em cada uma das faces do cabo. Após voltar a faca de todos os modos possíveis e imagináveis, a Ariana parecia que o Unicórnio representado era sempre o mesmo como se um só unicórnio apontasse para as duas fases da lua em faces opostas do cabo.

Ao olhar para aqueles símbolos e, apesar de não reconhecer nada de estranho neles, ela tinha uma sensação de leveza surpreendente. E um arrepio percorreu a sua espinha.

Depois de um tempo ela desistiu e deixou de se questionar sobre isso, não sem antes pesquisar em todos os livros que completavam as extensas estantes existentes na sala. Nada encontrou. Pelo menos nada que relacionasse Unicórnios e as várias fases da lua. Nem que explicasse aquela estranha sensação.

De qualquer modo ela acabou por se habituar a usar a faca, e hoje ela sabia que apenas uma faca como aquela lhe permitiria fazer o preparado que ela pretendia.

Ao chegar à parte da estufa que lhe interessava e que se encontrava separada da restante por meio de uma porta pequena, ela foi até à mesa ao centro desta, onde uma planta de longas e largas folhas vermelhas se encontrava. Parecia que a planta havia sido banhada com sangue, dada a semelhança da cor com este.

Ela teria de cortar a quinta folha a contar da base da planta, deixando cerca de 3 cm entre o local do corte e o caule. Este era o local certo para que o corte não afectasse a planta e esta não morresse, ou pelo menos eram estas as indicações dadas naquele caderno.

Tal como descrito assim ela procedeu. No instante em que com um movimento ágil Ariana cortou a folha com apenas um só golpe, pôde-se sentir a magia da planta, que momentaneamente mudou de cor para um verde vibrante, retornando à sua cor original, vermelho sangue, alguns segundos depois. No local em que ela fez o corte já não se notava o efeito do corte, era como se a planta se auto-regenerasse.

Colocando-a sobre um tabuleiro ela levou a folha de volta à cozinha, onde um Draco Malfoy aparentava estar cada vez mais pálido.

Ele tinha a cabeça pousada sobre a mesa e elevou-a quando ela entrou no aposento.

Ariana pousou o tabuleiro sobre a mesa e dirigiu-se a uma das gavetas do armário de onde retirou um pano de linho. Estendeu o pano sobre a mesa e com muito cuidado pegou na folha e colocou-a sobre este. Retirou a faca da sua cintura, onde esta se encontrava, e iniciou um metódico processo de corte à folha, cujo objectivo era tornar a seiva acessível, visto ser esta porção da planta com actividade.

Draco estava muito curioso quanto ao que Ariana fazia e por fim perguntou com voz arfante, após mais uma forte guinada que havia sentido no braço:

- O que é isso?

- Um meio de te retirar as dores. – ela respondeu sem nem sequer olhar para ele, continuando concentrada no seu trabalho.

- Mas…. – ela não o deixou acabar interrompendo-o e finalmente olhando para ele.

- Eu sei qual a origem das tuas dores e posso te assegurar que este método vai permitir aliviá-las, mas talvez seja melhor perguntar-te algo antes, afinal tudo depende da tua decisão. – ela olhava firmemente para ele, e este podia ver o brilho da determinação no olhar dela. – Esta planta que eu estou a preparar, vai realmente aliviar-te as dores, mas há um preço a pagar por a usar. – Draco franziu o cenho ao ouvir esta frase.

- E qual é esse preço? – ele questionou.

- Se eu colocar esta planta em contacto com a tua marca, Voldemort, – Draco contorceu-se ao ouvir o nome e fechou brevemente os olhos enquanto mais uma onde de dores o assomava. Ariana continuou como se nada tivesse notado. – saberá que tu estás a renunciar a ele. De cada vez que te convocar, ele sentirá dores tão fortes quanto as tuas. – o olhar dela ainda era intenso e penetrante sobre ele. - É isso mesmo que queres?

Draco desviou o olhar do de Ariana. Quando ela lhe disse que estava a preparar um meio de lhe tirar as dores ele achou que ela não soubesse a origem delas, mas ao que parece ela sabia mais do que ele poderia imaginar. Mas quando falou em preço, um calafrio percorreu a sua espinha. Para tudo havia um preço na vida. Dependia tudo da sua escolha. Escolha, algo que ele nunca imaginou realmente chegar a ter. Ele sempre havia dito que não havia escolha, desde o momento em que aceitou aquela maldita marca, ou mesmo antes dela estar cravada no seu braço. Agora estava nas suas mãos escolher o seu destino. Se ele aceitasse o tratamento que ela lhe prometia estaria a renunciar totalmente a Voldemort. Não seria apenas um covarde que fugiu do mestre com medo de ser punido por não ter cumprido as ordens. Ele estaria a renunciar àquilo em que a sua família sempre acreditou, sempre seguiu. Estaria a renunciar a tudo o que ouvia desde que nascera, estaria a renunciar ao lado escuro daquela batalha, estaria a renunciar àquela roupa e máscara que ele desejara usar desde os seus 5 anos de idade, quando a viu pela primeira vez. Estaria a renunciar à marca no seu braço. Estaria a renunciar a tudo aquilo que ele acreditava ser.

Olhou novamente para Ariana. Podia ver a expectativa no seu olhar. O jeito vibrante com que os seus olhos brilhavam.

Era isso que ele queria, renunciar de vez a Voldemort?

O gesto dele respondeu à sua própria pergunta. Ainda olhando para Ariana ele estendeu o braço na direcção dela.

Um pequeno sorriso espelhou-se no rosto da jovem, que contornou a mesa e se colocou ao lado dele.

- Poderias tirar a capa? – ela pediu a Draco, enquanto puxava para si o pano com a planta.

Draco assim fez, retirando a sua capa e colocando-a nas costas da cadeira em que antes se havia sentado.

Ela indicou-lhe com um aceno de cabeça para que se voltasse a sentar e ele assim o fez.

- Será que podias levantar a manga até ao cotovelo? – ela lhe pediu mais uma vez. – Podes-te sentar. Acho que assim é mais fácil, para ambos. - ela continuou, enquanto ele arregaçava a manga da camisola acinzentada que vestia e desapertava os botões do punho da camisa branca para também a arregaçar.

Assim que viu que ele havia terminado, e que o antebraço onde a caveira avermelhada era visível, Ariana agarrou com suavidade o braço dele e pousou-o sobre a mesa, com o antebraço voltado para cima, sendo iluminado pela lanterna em cima da mesa.

O olhar de Ariana deteve-se por alguns momentos naquela tatuagem, e este gesto não passou despercebido a Draco que olhava para o rosto sereno dela com curiosidade. Ela era a primeira pessoa a ver a sua marca, para além do seu pai. Ele receava que ela tivesse algum comportamento precipitado, como o que acontecia sempre que alguém via aquela marca, mas nem sequer a respiração ela prendeu. Ao que parece aquela não era a primeira vez que via a marca negra. Ele estava curioso em saber quais as circunstâncias em que ela havia tido contacto com aquele tipo de mágica.

Resistindo à vontade de analisar melhor aquela marca maldita Ariana dedicou-se ao seu trabalho. Fez um último corte transversal na planta e alguns círculos e meias luas, em pontos cuidadosamente escolhidos, de acordo com o desenho que havia visto representado no caderno.

Draco estava surpreendido com aquilo que ela estava a fazer, mas entendeu que deveriam ser símbolos rúnicos. Ele acompanhava cada gesto dela com o olhar. A sua respiração prendeu no instante em que Ariana cravou a faca na intersecção desses círculos com tanta força que esta se segurou em pé na mesa. Apenas teve tempo de notar que a faca que ela havia usado era de prata, pelo reflexo da luz que incidiu sobre esta, antes de Ariana retirá-la, limpá-la no pano de linho onde se encontrava a folha que ela acabara de retalhar e voltar a colocá-la na bainha de onde ela a havia tirado antes.

Ariana pegou na folha de cor avermelhada e que parecia libertar sangue por cada um dos golpes que tinha, assemelhando-se a um corpo retalhado e olhando para Draco pediu autorização para completar o trabalho.

- Posso? – ao que ele respondeu com um aceno de cabeça, impossibilitado pela forte dor que o atingia no antebraço naquele instante de esboçar qualquer outro tipo de resposta.

Ariana cuidadosamente colocou a folha sobre o antebraço de Draco, que cerrou os dentes no intuito de evitar gritar. Assim que ela encostou toda a planta no braço dele uma forte luz branca irradiou deste. Ariana afastou-se um pouco cegada por aquela intensa luz e quando abriu os olhos um Draco muito pálido e com suor a escorrer pela testa abria também os seus. A sua expressão era um misto de surpresa e dúvida. Uma fumaça cinzenta saía dos golpes que Ariana havia feito na planta e aquilo que antes parecia sangue agora era um branco cristalino. Ela ficou surpresa com a beleza daquela alteração, mas não pôde evitar um sorriso. Havia resultado.

Estendeu mais uma vez a mão para o braço de Draco que a olhava com dúvida e atou a folha em torno do braço com um forte nó.

- Espero que possas mover o braço facilmente. Eu tentei não apertar demais. – ela disse olhando para ele. – Como te sentes?

Draco observou novamente o que agora parecia uma ligadura branca no seu braço e respondeu:

- Fresco.

- Já não sentes mais dor? – ela insitiu.

- Não. Agora não. Só senti no momento em que colocas-te isso. – ele apontava para o seu próprio braço. – Mas afinal que coisa é esta?

- Isso, como tu lhe chamas, é a folha de uma planta.

- Folha? – ele olhava para ela com dúvida.

- Sim, folha.

- Mas… – ela interrompeu-o antes dele completar a frase.

- Eu não sei como esta planta funciona, mas segundo o que eu li ela actua contra a marca do jeito que eu te disse antes. Toda e qualquer dor que sintas provocada pela magia da marca vai reverter para aquele que a origina, no caso, Voldemort. Enquanto tu tiveres esta folha sobre a marca, Voldemort, – Draco ainda esboçou um esgar quando ouviu o nome. – não poderá provocar-te dores. Embora isso não se aplique quanto à tua localização. Pelo que eu percebi, – ela disse dirigindo-se ao caderno que ainda se encontrava aberto sobre a mesa. - se Voldemort estiver realmente interessado em encontrar aquele que lhe renuncia, ele pode insistir no chamado e se estiver preparado para se sujeitar a dores horríveis, existe a possibilidade dele lutar contra a protecção desta planta e descobrir a tua localização. – ela pausou enquanto fechava o caderno e voltava a olhar para Draco. – Mas isso não é uma preocupação nesta casa, aqui ninguém pode descobrir-te.

A forma convicta com que ela falava acerca da protecção da casa fez-lhe acreditar que realmente estaria seguro naquele local.

Agora ele sentia-se muito melhor. A dor desaparecera, embora o cansaço ainda fosse visível. Estendendo a mão para parar uma gota de suor que lhe escorria pelo rosto, ele apontou para o caderno nas mãos de Ariana. – Que livro é esse?

- É um caderno com anotações. – ela disse olhando para a capa preta deste onde uma Fénix se encontrava desenhada com tinta dourada, já bastante descascada.

- De quem é? – ele perguntou, ainda demasiado curioso sobre aquele caderno, enquanto se aproximava dela.

Ariana olhou para ele e disse: - Não sei, talvez do antigo dono da casa. Mas acho que isso agora não é importante. – ela continuou afastando-se um pouco, notando o interesse de Draco naquele objecto. – Deves estar cansado. Afinal esta noite foi longa para todos nós. – ela disse olhando novamente para ele. – Vem, vou precisar da tua ajuda para te preparar a cama. – ela já se dirigia às portas móveis de castanho que separavam a cozinha do resto da casa.

Draco seguiu-a, não deixando de notar a forma evasiva como ela fugiu do seu questionamento. Assim que saiu da cozinha deparou-se com um extenso corredor do lado esquerdo e o que parecia ser a porta de entrada principal do lado direito. Recortada pela luz da lua que vinha do aposento a trás de si, Ariana, encontrava-se em frente a ele.

-Ali, – ela apontava para o fundo do corredor. - é a casa de banho do lado esquerdo, e o meu quarto a porta da frente. Como a casa não tem mais quartos vais ter de dormir na sala. - ela voltou-se apontando para o aposento atrás dela.

Draco atravessou o arco que dava acesso à sala e pôde ver uma mesa redonda em madeira de nogueira do lado esquerdo e uma lareira rodeada por dois sofás de tons entre o verde e o azul, do lado direito, onde alguns troncos ainda ardiam fracamente. Ariana parecendo notar que o lume estava quase a apagar-se dirigiu-se à lareira voltando as costas a Draco e atiçou um pouco mais o lume acrescentando mais um tronco às brasas existentes. O crepitar da lenha ressoou pela sala iluminada apenas pela fraca luz da chama e pelo reflexo, que atravessava as cortinas azuladas, da lua.

- Como não há mais nenhum lugar, esta noite terás que dormir no sofá. – ela disse quando se voltou para ele, que observava atentamente a lua por entre uma cortina entreaberta. – Eu não sei se há algum colchão no sótão, mas não acho que seja boa ideia ir em busca de um hoje. Como também não é aconselhável fazeres magia não podemos transfigurar o sofá numa cama e terás de dormir nele mesmo assim. – só nesse momento Draco se lembrou da sua varinha e involuntariamente estendeu a mão para o bolso das suas calças onde ela se encontrava. – De qualquer modo posso assegurar-te que não é um sofá nada desconfortável, eu própria já dormi aí e não me queixei. – ela disse com um sorriso que supostamente seria incentivante.

Draco olhava atentamente para o sofá. Teria que dormir no sofá? E não podia fazer magia? Severus não lhe havia falado nisso. Ele já era maior, havia acabado de fazer 17 anos. Porque não poderia fazer magia.

- Porque é que eu não posso fazer magia? Eu sou maior, já não têm o rastro sobre mim, não há como descobrir onde eu realizo magia! – ele disse com uma expressão bastante contrariada.

- Talvez o ministério não tenha como saber onde fazes ou não magia, mas não te esqueças do que tens no teu braço. - a sua voz denotava uma pontada de irritação. – Nesta casa não podem localizar-te, mas as dores podem voltar, – ela continuou em tom de aviso. - e bem, eu não tenho como assegurar que eles não podem conseguir descobrir em que país estás, - ela continuou agora mais pensativa - embora não possam descobrir onde exactamente.

- País? – ele deixou escapar. – Mas afinal onde estamos?

- Irlanda. – ela respondeu com voz monótona. - Estamos na Irlanda. E para a segurança de nós dois é bom que não uses magia, pelo menos por enquanto. Deixa as coisas esfriarem um pouco.

Draco estava bastante irritado. Quem era ela para lhe dar ordens? Uma vozinha interior disse-lhe que era aquela que lhe havia tirado as dores, mas ele não quis pensar nisso no momento.

- De qualquer modo o facto de dormires no sofá é temporário, eu espero amanhã encontrar um colchão no sótão ou então terei de comprar um. – ela continou com voz reflexiva e questionando o modo como faria para comprar um colchão sem ter de explicar, para as pessoas da aldeia que tinha mais um habitante na sua casa. Deixando esses pensamentos de lado, ela disse.

- Eu vou buscar-te um cobertor e uma almofada, sente-te à vontade.

Enquanto Ariana saía da sala, Draco pôde prestar mais atenção ao aposento. Um conjunto de estantes chamou-lhe a atenção e ele reparou que Ariana havia levado o caderno, que tanta curiosidade lhe gerou, com ela. Pensaria nesse caderno depois. Percorrendo com o olhar toda a extensão de estantes, que no seu conjunto eram três, ele concluiu que quem quer que fosse o dono da casa, sem dúvida tinha um excelente gosto para livros. Alguns dos exemplares eram muito raros e ele apenas os havia visto antes porque na Mansão Malfoy havia uma biblioteca muito extensa e valorosa. Decidido a não pensar na Mansão, onde ele tinha uma cama enorme e macia, e esforçando-se para não recordar que teria de dormir num sofá ele olhou novamente para a janela.

Ao se aproximar desta pôde ver a varanda para a qual ambas as janelas da sala davam. Uma varanda extensa, do comprimento da sala.

Lá fora ainda se podia ver a lua e o céu estrelado. Mas ele não teve muito tempo para contemplar a noite, pois ouviu os passos de Ariana no corredor.

Voltando-se para a entrada da sala viu-a carregada com um cobertor preto e castanho e uma almofada entrar no aposento.

Sem prestar muita atenção nele, Ariana foi até ao sofá maior e começou a estender o cobertor e a almofada, preparando a "cama" de Draco. Quando lhe pareceu que o arranjo estava satisfatório voltou-se para ele, que ainda estava próximo à janela, e disse:

- Bem, eu acho que este cobertor deve ser suficiente. Mas se precisares de mais algum é só pedir, devo poder arranjar outro no meu quarto. – com voz serena ela continuou. – Agora acho que deves ir descansar, eu vou fazer o mesmo. Sinto-me esgotada. Se precisares de mais alguma coisa é só chamar. Ah, e sente-te à vontade para te servires na cozinha. Boa noite. – ela disse antes de se sair do aposento. Como que se lembrando de algo ela voltou-se novamente para ele. – Não tires a planta, ela apenas fará efeito se estiver em contacto com a marca. Só a mudaremos quando ela escurecer por completo. Mas isso não deve acontecer hoje e amanhã, pelo menos. Quando a vires muito escura avisa-me.

Não esperando uma resposta de Draco, Ariana saiu da sala, deixando um Draco pensativo para trás.

Assim que Ariana transmitiu os seus recados a Draco, ela foi até à cozinha. Tinha de ir trancar a porta e limpar o que sobrara da preparação da planta. Depois desta tarefa concluída Ariana assegurou-se de que a porta estava bem fechada e foi em direcção ao seu quarto. Nem mesmo teve tempo de tirar as roupas. Assim que se recostou na cama adormeceu caindo num sono nem tão calmo assim.

Na sala ao lado um Draco bastante cansado havia-se deitado no sofá preparado por Ariana após ter ouvido a porta do quarto desta fechar-se. Muitas eram as perguntas, dúvidas e aflições que ocupavam a sua mente, mas o seu corpo não suportou o cansaço e ele caiu num sono sereno.


Nota de Autora (2):

Em primeiro lugar quero agradecer a todos os leitores que comentaram (Kiara Hiwatari13 e Vivi Andromeda) e também aos que embora tenham lido não comentaram.

Quero mais uma vez agradecer à minha beta Viviani que gentilmente betou este capítulo, apesar do esforço em encontrar tempo para o fazer.

E agora vamos a uma inovação aqui nas minhas Notas de Autora;

Dado que a maioria dos leitores desta fic são brasileiros, e como já devem ter percebido eu escrevo no meu modesto e por vezes acredito que nem tão correcto assim, português de Portugal, então sempre que me ocorrer ou que alertarem (neste caso a minha beta) eu vou dar o significado de palavras que aí têm um significado diferente. Esta parte da minha nota de beta vai chamar-se Dicionário.

Cá vamos nós:

camisola – pelo que me informaram aí camisola é algo que se usa quando se vai dormir, pois aqui é algo bem diferente, aí vai o significado segundo o meu dicionário:

s.f. peça de roupa de malha que cobre o tronco e os braços e é geralmente usada como agasalho;

Penso que agora estão esclarecidos quanto ao que é uma camisola aqui, já agora aproveito para perguntar a algum leitor que teve paciência para ler isto aqui, que palavra vocês usam aí com o mesmo significado de camisola em português.

Sim e no contexto da frase ficaria meio estranho imaginar o Draco de camisola. Tudo bem que há quem pense que ele tem um jeito ligeiramente efeminado, mas o Draco da minha fic, com toda a certeza não usará camisolas (significado do Brasil).

Para quem se possa interessar por estes esclarecimentos, devem agradecer à minha beta que me chamou à atenção desta palavra. Benditas betas, elas fazem maravilhas quando nos corrigem os capítulos. OBRIGADA Viviani!!

Outra designação que é distinta em Portugal e no Brasil são alguns termos que a tradutora dos livros de Harry Potter mudou aí e que aqui se mantém, na sua maioria, fieis ao original, sem falar nos nomes de personagens, outras designações são distintas, é o caso de feitiços.

Eu não possuo uma lista com todos os termos que usam aí, mas aqueles que sei (devido à maioria das fics que leio serem escritas em português do Brasil), e no intuito de vos facilitar o entendimento vou colocar aqui: (vale lembrar que algumas das expressões foram usadas nos capítulos anteriores, mas não se perde nada em colocar aqui, pelo menos eu fico com a consciência mais descansada)

- Devoradores da Morte Comensais da Morte.

- Avada Kedrava! – feitiço da morte que eu sei que aí é escrito de modo ligeiramente diferente, mas não me lembro exactamente como é.

Neste momento não me lembro de mais nenhuma que seja de mencionar, mas se me quiserem recordar eu agradeceria, e caso me lembre futuramente colocarei nos capítulos futuros.

Por falar em capítulos futuros. Asseguro-vos que não terão de esperar assim tanto tempo pelo próximo capítulo!

Por isso espero que sejam bonzinhos e deixem muitos comentários.

Eu sou uma pessoa que não desanimo facilmente então não vou chatear-me muito ao ver que em 2 capítulos postados, só tenho 5 comentários, até porque para mim tem sido muito, mas mesmo muito agradável escrever a fic, e os leitores que têm comentado têm sido uns amores, e felizmente têm-me incentivado muito a continuar nesta longa jornada (sim porque aviso que esta fic vai ser grande…). Apesar de não deixarem comentários eu sei que outras almas viventes deram uma passada por aqui e apesar de não comentarem eu fico feliz que tenham lido aquilo que escrevi, embora eu gostasse de saber a vossa opinião sobre o assunto. Eu sei que nem sempre há tempo para deixar comentários, eu que o diga, mas vou continuar a pedir por eles, talvez vocês assim tenham pena desta pobre autora e deixem o vosso comentário.

Espero que se divirtam a ler mais um capítulo desta saga.

E agradeçam à minha constipação, pois só graças a ela é que consegui finalmente revisar a betagem feita pela Vivis e tomar vergonha na cara e postar. Eu era para demorar mais um bocadinho, afinal eu estava a pensar em dar-vos este capítulo de presente no meu dia de anos, que é em breve, mas depois pensei, não…vou postar agora e esperar receber muito comentários de presente. Asseguro-vos que é um excelente presente!! Ficaria muito feliz em recebê-los!!

Beijos para todos.

Mariana (hhgranger)