Capítulo 03
No palácio parecia todo dia uma nova festa devido aos pequenos que haviam chegado há alguns dias atrás. Michael chegava a explodir muitas partes da floresta e do castelo de tantas vezes que as pequenas crianças torravam sua curta paciência.
O sol ainda estava nascendo e as crianças dormiam juntamente com sua querida mãe entre os dois. Haruka abriu os olhos e quando foi se sentar na cama percebeu que os dois seguravam suas mãos. Ela via no olhar dos dois a carência e uma tristeza inocente... Lembrava muito ela mesma quando era menor... Mas ela tinha sua irmã mais velha, Jibrille, por isso foi capaz de superar todas as barreiras e ainda teve muito conforto, já que sua irmã era a Sacerdotisa Suprema da Água... Queria dar esse conforto a alguém... E transformar essa tristeza em felicidade.
- Hime... Acordou agora...? – Mamoru abriu os olhos devagar.
- Sim. Mamo-kun está acordado desde quando? – Ela sorriu gentil para o menino.
- Agora a pouco... – Ele fechou os olhos de novo. – Né... Haruka hime... Obrigado... – Ele sussurrou baixinho e sorriu, fazendo a menina se surpreender.
-... Eu que agradeço. – Ela deu um beijo suave na testa de seu "filho".
- Eu também quero um beijo da hime. – Yuuka disse baixinho.
-... Claro. – Haruka deu um beijinho na testa da menina também. – Agora vamos nos levantar. Vocês já sabem que a refeição da manhã é servida cedo e não querem perder a comida maravilhosa daqui, né?
As duas crianças se levantaram num pulo da cama e começaram a se arrumar, Haruka riu das atitudes delas. Crianças... Será que esse tipo de coisa também funcionava com o Mestre Michael? Ele vinha se mostrando até mais infantil que seus pequenos filhos.
Todos já estavam na mesa para o café da manhã quando Haruka desceu vestida formalmente como sempre. Mamoru e Yuuka usavam hakama, mas do menino era de calça azul-escuro e dela, vermelha. Os dois estavam sempre agarrados à roupa de sua mãe, ainda não eram acostumados com toda mordomia oferecida ali.
Michael desceu quando estavam todos à mesa. Haruka se espantou com as roupas que ele usava. Era um kimono formal de homens, porém o que a surpreendeu mais eram as cores claras na tonalidade cinza com alguns detalhes alaranjados, vermelhos e dourados. Logo ela também notou a luva preta nas mãos, o que mostrava que ele estava com outra roupa por baixo.
- Não entendo por que eu tenho que comer com essas pestes a mesa. – Ele coçou a cabeça e se sentou.
- Você fica muito bem com vestes formais, Michael. – Jibrille sorriu.
- Concordo... Nem parece o Michael de sempre. – Uriel tomou um gole de chá.
-... Deve ter acabado as roupas mais leves. – Raphael sorriu e afirmou com perspicácia.
- Deve ser... – Todos concordaram.
-...!!! Vocês estão de gracinha comigo!!! Desde que esses dois moleques chegaram não pára de me acontecer desgraça! Não consigo nem encontrar paz fora daqui! – Michael gritou se levantando da mesa.
- Não coloque a culpa na gente, aniki. – Mamoru tapou os ouvidos e disse mostrando a língua.
- Desde quando você busca paz quando sai daqui ou quando está aqui dentro, Mika-chan? – Raphael sorriu sarcástico.
- Tem razão... – Todos concordaram novamente.
- AH! MAS QUE DROGA!!! PERDI A FOME! Tchau pra vocês. – Michael se dirigiu para fora, já largando as roupas pesadas no meio do caminho.
-... Ele vai acabar passando fome. – Haruka olhou, preocupada, o garoto que deixava a sala de jantar.
- Haru-chan não mudou nada a preocupação excessiva com os atos precipitados do Mika-chan. – Raphael tomou um gole do café.
- Bom, é que... – Haruka começou a corar. -... Eu o conheço há muito tempo. Mesmo que ele nem se lembre, né? – Ela sorriu sem jeito.
- Esse é o Michael... Fazer o quê... – Uriel afirmou enquanto comia um biscoito.
-... Eu vou... Levar algo para ele comer. – Haruka pegou algumas coisas na mesa e se levantou. – Mamo-kun, Yuu-chan... Fiquem com a nee-sama, por favor. – Os dois balançaram a cabeça afirmativamente porque suas bocas estavam cheias de arroz.
-... Ainda era cedo para aqueles dois verem todas aquelas atrocidades, não...? – Raphael apoiou o cotovelo na mesa.
- Era cedo para todos nós... – Jibrille disse em tom amargo e Uriel desviou o olhar.
Michael andava emburrado por entre as árvores da floresta à volta do castelo. Odiava aquele ambiente de paz... Parecia até que ninguém lá havia participado de uma guerra. Ninguém havia provado o gosto de matar, nem o gosto do próprio sangue... O jovem parou e encostou-se a uma árvore, escorregando e se sentando, segurando a espada enfincada na terra.
- Mas que droga... E essa reunião não tava sendo feita porque estamos prestes a participar de outra guerra?! – Michael disse para si mesmo em tom nervoso.
Início do Flashback
O céu era quase negro, não havia aves se não fossem urubus. Não havia pessoas que andassem sobre o chão se não fossem para esfaquear as outras... O fogo destruía tudo... A chuva não era capaz de matar a sede de ninguém... O vento era seco e a terra infértil e negra... Quase vermelha de tanto sangue... Aquilo era a guerra.
Um jovem ruivo, não passava dos 15 anos. Suas roupas rasgadas, a espada empunhada, a respiração era ofegante e havia muito sangue nele, apesar das feridas ainda serem poucas... O sangue que escorria pelo seu corpo não era dele, eram dos milhões de pessoas que havia matado. Até perdera a conta de quantos corpos foram explodidos, queimados ou esquartejados...
Um jovem loiro se aproximou dele e colocou a mão em seu ombro. O garoto ruivo se virou bruscamente e quase cortou o loiro, se a espada não tivesse parado no ar.
- Acabou, Mika-chan. – O loiro disse tranqüilamente.
-... Acabou...? Mal começou, isso sim... – Michael caiu de joelhos ao chão. – Não conseguiu sentir o gosto do sangue...? Ah, eu senti... E quanto sangue, hein. – Os olhos dele mostraram-se sarcásticos.
- É o fim da guerra. Nós vencemos, entendeu...? – Raphael olhou o amigo.
- Esse poder foi realmente feito pra destruir, né? O lado que a gente se unir sempre vai ganhar. Você também sentiu, né? A espada perfurar a carne como se fosse uma folha de papel. Foi divertido, né? – Michael viu mais duas pessoas se aproximarem.
Os Quatro jovens Sacerdotes... Vendo milhares de corpos caírem diante de seus olhos. Eles existiam para proteger a humanidade ou para acabar com ela?... Pouco importava. O gosto de lutar, o instinto de sobreviver o encantava. Tantas e tantas palavras que haviam sido inventadas se no final tudo terminava daquele jeito? Quanta futilidade...
Fim do Flashback
O jovem ruivo se movimentou com rapidez e sua espada bateu contra o tronco da árvore ao lado. Ele se levantou e olhou quem se aproximava.
- Ah... Era você. Não devia ter errado. – Ele disse amargo e apoiou a espada no ombro. – O que cê quer? Por acaso aquelas pestes vieram pra floresta de novo?
-... Não... – Haruka disse, tentando se recuperar do susto. – Eu só vim trazer algo para você comer. Só isso. – Ela mostrou o pano enrolado que segurava.
- Eu não sei o que cê tem a ver comigo, hein. Fica preocupada a toa, é? Ah, é mesmo. Cê também viu a guerra, né? Tá escrito na sua cara que odeia ela. – Michael afirmou sarcástico.
- E está escrito na sua cara que essa sua paixão por sangue e morte não é verdadeira. – A menina baixou o rosto dizendo em tom amargo.
-... O que cê sabe sobre mim? Tá falando coisas de que não entende, sacou? Fica quietinha no seu canto. – Ele pegou o pano que ela segurava. – É melhor cê voltar logo. Mesmo que saiba usar uma espada, duvido muito que vai conseguir se movimentar com essa roupa enorme aí. – Michael deu as costas e se pôs a correr.
"... Isso foi um "obrigado"...?" A menina pensou consigo mesma, parada por um tempo, vendo o jovem desaparecer entre as árvores.
O que a menina demorou a notar foi o demônio enorme logo atrás dela e quando se virou foi tarde demais. Escapou por um triz, tendo seu jyunihitoe rasgado mostrando um kimono curto (estilo Misao Makimachi de Rurouni Kenshin) de cor branca. A menina sentiu uma dor aguda na perna, havia um corte nela, a garra havia raspado de leve, mas o corte havia sido grande, mostrando que ele tinha garras afiadas.
O monstro avançou novamente e a menina não pôde se mover direito devido à dor e a parte de cima do kimono pesado, acertando o seu ombro e cortando a trança de seu cabelo, deixando-os com corte irregular na altura do ombro.
"Não vai dar pra fugir desse jeito..." Haruka pensou consigo mesma, mas antes que o demônio pudesse desferir outro golpe, uma sombra passou por cima dela e o ser foi cortado ao meio.
- Eu falei... Que ia se ferrar se ficasse com uma roupa dessas? – Michael apoiou a espada no ombro e se virou para ela. – A Jibrille ia me matar de vez se você fosse fatiada enquanto eu fosse o único por perto. – Ele estendeu a mão.
A menina ainda estava paralisada, mas depois ela sorriu contagiante e segurou a mão dele. Mas quando se levantou, sentiu a visão embaçar e caiu novamente, só que desta vez em cima do garoto, fazendo ambos cair ao chão.
- E-Ei! Haruka? Endoidou foi? – Michael tentou empurrá-la, mas se deu conta de que ela havia desmaiado.
"Não chegue perto da Haruka..." O jovem ruivo se lembrou das palavras do médico e apenas suspirou entediado. Pegando-a nos braços.
- Fazer o quê, né...
Castelo dos Quatro Sacerdotes
- Hime-sama!! – Vários empregados afobaram-se para tentar ajudar o jovem Mestre que adentrou o castelo com a menina toda machucada nos braços.
Jibrille, Uriel e Doll estavam se dirigindo à saída porque Jibrille tivera um pressentimento ruim sobre a irmã. A Sacerdotisa da Água ao ver a irmãzinha nos braços do jovem ruivo tratou de tirá-la dos braços dele.
-... Michael... Obrigada pela ajuda, mas devo pedir para que não se aproxime da minha irmã. – Jibrille disse seriamente enquanto tentava limpar as feridas da irmã antes de levá-la ao quarto.
- Ah, fala sério. Eu ainda não entendi qual o problema de eu chegar perto dela ou vice-versa. – Michael deu um passo mais próximo das duas encarando Jibrille.
- Peço o mesmo por enquanto, Michael. – Uriel se colocou entre os dois sacerdotes.
- Até você? Sempre caladão e na sua. O que deu nesse lugar? – Michael questionou já ficando nervoso.
- Digo o mesmo, nee-sama... – Haruka segurou o braço da irmã, impedindo-a de continua a limpar seus ferimentos e a menina se levantou. – Qual o problema...? Eu e o Michael... Éramos bons amigos de infância quando morávamos todos juntos... Antes da guerra. – Ela tentou andar, mas as pernas trêmulas fizeram-na parar antes que caísse ao chão.
- Haruka! Você não está em condições de se levantar!! – Jibrille tentou ajudá-la, mas Haruka se limitou a puxar o braço quando ela tentou segurá-la.
- O que... Mudou tanto...? Eu sei que cresci... Sei que amadureci. Mas, o que transformou tanto as nossas vidas a um ponto de parecermos desconhecidos uns para os outros...? – Haruka deu um passo torto, com dificuldades para se manter em pé. – Antes... Eram tão diferentes as reuniões... Sempre era divertido, apesar de ser algo sério. Sempre transformávamos aquelas preocupações em algo bom, por algum tempo. Agora é tão sério, nem parece que nos conhecemos desde crianças... – A menina ficou com lágrimas nos olhos. - Nós amadurecemos... Para nos tornarmos estranhos...?!
Haruka perdeu o equilíbrio, caindo sobre Michael que a segurou, ainda perplexo por tudo o que ela havia dito. Desde quando ele conhecia ela?
- Né...? "Mika-chan"...? – A menina sussurrou antes de desmaiar.
Michael sentiu uma estranha sensação ao ser chamado daquele modo por ela. Não era raiva... Era como se aquilo já tivesse acontecido há muito tempo atrás e ele tivesse se esquecido... Uma sensação perdida.
Início do Flashback
- Mika-chan! Mika-chan!! – Uma pequena menina de cabelos roxos curtíssimos que estava sentada na varanda de uma bela casa japonesa acenava para um garotinho ruivo que passava na frente da casa.
- Uhn? Haruka? Não é cedo demais pra cê estar acordada? – O menino se direcionou até onde a menina estava sentada.
-... Eu tive um pesadelo... – Ela pulou nos braços do menino e este corou levemente.
- Ei! Larga de mim! Isso é nojento! – Michael tentou se afastar.
-... Não diga isso. – Ela afundou o rosto no ombro do amigo, este olhou para cima com cara de tédio.
-... O que cê sonhou...? – Ele perguntou, na verdade, só queria acabar com aquela choradeira.
- Sonhei que... O Rapha-kun, a nee-sama, o Uri-kun e até você... Estavam me ignorando... Como se nunca tivéssemos nos conhecido, como se nunca fossemos amigos. Por mais que eu gritasse e chorasse... Vocês não me ouviam. As reuniões pareciam apenas negociações, não tinham nada além de palavras... – A menina disse em tom choroso, sem olhar para o amigo.
Michael estava surpreso enquanto ia ouvindo as palavras dela... Basicamente, era isso que as reuniões estavam se tornando e, aos poucos, parecia piorar. Era por isso que estava odiando as reuniões. Como se o sonho dela fosse um aviso para mudar os rumos das coisas.
-... Isso nunca vai acontecer, Haruka. Pensa bem, cê acha que um dia a sua irmã vai se tornar uma estranha pra você? Ou o idiota do Raphael? – Michael disse em tom tedioso, tentando fingir que aquilo era algo normal como todos os tolos pesadelos que ela tinha e que ele precisava ouvir.
-... E você, Mika-chan...? Se um dia... Passarmos muito tempo longe um do outro, você... Vai se esquecer de mim...? – Ela se abraçou ao amigo com mais força.
Michael se surpreendeu com a pergunta da menina. Ela só tinha 8 anos. Como poderia pensar daquela forma?... Mas era óbvia a resposta. Michael sentiu o rosto corar e desviou o olhar. Uma brincadeira feita há muito tempo atrás, inventada por Jibrille. Onde Uriel se fingira de padre e casara ela e Raphael, depois Jibrille obrigou a Haruka e ele se casarem também... E depois... Haruka lhe dera um beijo no rosto. Ela tinha... 6 anos na época...
- Eu... – Para ele sempre fora incrivelmente ruim colocar as coisas em palavras, então ele respirou fundo e gritou: -... É lógico que não vou esquecer! Que pergunta idiota! Como eu ia esquecer de uma menina tão baka que nem você? – Ele a afastou e saiu correndo, sentia seu rosto pegar fogo, aquela sensação fazia seu peito doer ao pulsar com tamanha rapidez, mas ao mesmo tempo... Era uma sensação confortável...
Mais tarde no mesmo dia, Michael se encontrava deitado no gramado de um monte alto, olhando o sol alaranjado enquanto recuperava seu fôlego, estivera treinando desde manhã, estava exausto... E com fome. Além de que, toda vez que pensava em sua amiga chorona... Seu rosto esquentava e ele se sentia um completo idiota.
- Mika-chan baka. Nem se quer voltou pra almoçar e aposto que não tomou café da manhã quando saiu de casa... – Disse uma menina de cabelos roxos ao se sentar ao lado dele.
Michael abriu os olhos devagar, irritado pelo adjetivo extra que ela havia colocado naquele apelido ridículo, então ele se sentou e ia começar a discutir com ela, mas ela não estava olhando para ele, muito menos parecia séria ou brava ou qualquer coisa assim... Ela olhava ao longe, com um sorriso singelo no rosto. Olhava o pôr-do-sol formado na bela e tranqüila paisagem do local. E... Era impressão dele por causa da luz alaranjada ou ela estava corada?
-... O que cê tá fazendo aqui? – Foi a primeira pergunta que saiu dos lábios do garoto enquanto ele olhava o pôr-do-sol também.
-... Vim trazer sua comida. – Ela o olhou de lado e entregou um pano cuidadosamente enrolado num pote.
- Eu não preciso que venha até aqui só pra me trazer comida! – Ele desviou o olhar, orgulhoso.
-... Não vim aqui só trazer comida. – A menina começou a desenrolar o pano. – Quero que me prometa! – Ela colocou a mão com o dedinho levantado na frente do rosto dele.
- Prometer o quê? – Ele olhou para a mão dela, suavemente constrangido.
- Prometer o que me disse hoje de manhã. – Ela olhou decidida para ele, então ele teve certeza, ela estava corada.
-... Tá. – Ele se limitou a responder, mas não cruzou o dedinho com o dela.
- Faça o yubikiri (promessa dos dedinhos), Mika-chan... Senão não é uma promessa! – Ela olhou para ele com olhos de pedido.
-... Cê é muito frescurenta. – Ele se levantou e pôs-se a andar.
A menina se pôs a segui-lo e segurou-o pela mão, o que o assustou e ele não segurou a mão dela, tentou se desvencilhar, mas ela segurava a mão dele apertado... Não havia força, mas ele tinha impressão de que não conseguiria tirar os dedos entrelaçados aos dela.
- Tá bom... – Ela baixou o rosto corado. – Eu confio nas suas palavras. – Haruka sorriu singelamente.
Fim do Flashback
-... A Haruka... Sempre foi muito forte, né... Jibrille? – Michael olhou a cabeça da menina em seus braços.
-... Ela sempre guardou coisa demais para si mesma. É o que eu acho... – Jibrille olhou melancólica para a irmãzinha. – Leve-a para que descanse, Michael.
Noite de fim de outono. O escuro acolhedor de milhões de sentimentos e pessoas perdidas... O quarto de Haruka estava com a porta da varanda aberta e as crianças tinham ido dormir no quarto de Jibrille para não incomodar o descanso da "mãe". Um jovem de cabelos ruivos andava pela passarela da varanda dos quartos, todos estavam fechados exceto o dele. Ao continuar seu caminho sob a luz do luar ele percebeu que havia mais uma porta aberta, a última. Jibrille teria esquecido de fechá-la? Impossível. Ela não cometeria um descuido desses. Então... Quem abriu?
Michael olhou dentro do quarto discretamente, vendo uma pessoa dormindo sobre a cama. Ele entrou e olhou a menina que ainda tinha seus cabelos desregulados e alguns machucados leves na face, além do ombro enfaixado. Ele a olhou com certa melancolia... Por que aquela sensação? Havia quebrado uma promessa... De modo mais doloroso impossível. E, mesmo assim, ela não havia dito nada. Apenas agiu como se fosse a primeira vez que tivessem se visto. Como ele pudera esquecer de uma vizinha de infância?
Ele observou que um braço da menina estava sobre o cobertor. A promessa que não havia sido selada... Poderia ser corrigida? Provavelmente não... Tudo já havia acontecido. Agora era tarde, ele se afastou, pensando em deixar o quarto, mas voltou. Sua mão pousou suavemente sobre a mão aberta dela.
-... Eu prometo... Satisfeita agora? – Michael disse em tom nervoso e constrangido, porém baixo, cruzando seu dedinho com o dela e depois deixou o quarto.
Continua...
Iiiiiih!... Perdoem-me, mas acho que vou congelar esse clima romântico por aí mesmo... Ao menos, não vou me centrar nele por uns tempos xD
Continuem lendo! Mandem reviews! E muito obrigada!
