Ok, o meu segundo Fic. É sobre vampiros.
Vai haver algumas mudanças da série.
Hanabi é mais velha que Hinata.
Kakashi não usa máscara e não tem Sharingan.
Kurenai, Itachi e Sasuke são trigémeos.
Ino e Deidara são irmãos.
Sakura e Gaara são gémeos e filhos de Orochimaru O.O. Temari e Kankuro não têm nada a ver com Gaara.
Avisos:… hentai, violação e sangue.
Pares são:
ItaHina – Principal.
Secundários:
KakaKure
E um pouco de NejiHina
Naruto não me pertence… Blá, Blá, Blá.
Aviso neste capitulo! Aquela cena NejiHina que eu ilustrei e está, por enquanto, como imagem do perfil acontece.
Capitulo Três
Qua resurget ex falvilla
O Fortuna…. Velut Luna…. Statu Variabilis….
Música Rock ecoava barulhenta pelas paredes frias da morgue. Itachi e Kurenai estremeceram ao ouvir o pesado som das guitarras eléctricas. Caminharam lado a lado pelos corredores brancos e gélidos até chegaram ao locar desejado.
A música vinha de uma cara e bonita aparelhagem, que se situava ao lado de ferramentas cortantes. Por cima de uma maca, o corpo do vampiro desconhecido jazia sem vida. Os dois pares de olhos vermelhos observaram a outra figura viva naquele local, que abanava a cabeça com o ritmo da música.
Sem mais rodeios, Itachi desligou a aparelhagem.
Os dois gémeos mais velhos olharam para o mais novo com os olhos semicerrados. Sasuke sorriu preguiçosamente.
_ Desculpem lá o som, mas precisava de alguma companhia. – Disse o mais novo num tom trocista – Aqui o meu amigo não fala muito. – Apontou para o cadáver que estava na mesa de metal.
Kurenai revirou os olhos e colocou as mãos na cintura. Itachi retribuiu o sorriso ao irmão.
_ De facto… tens razão.
_ Vocês os dois são duas criancinhas! – Rosnou única mulher dos três irmãos – Sasuke! Tens de parar de desrespeitar os mortos dessa maneira!
O vampiro franziu o sobrolho e colocou um dedo na testa do cadáver.
_ Por Kami, Nee-chan, eu abro a barriga aos mortos, arranco-lhes as entranhas, mas não posso ouvir música na sua presença porque é uma falta de respeito. – Resmungou Sasuke secamente – Sim! Realmente é lógico. – Acabou com sarcasmo.
_ O que é isso? – Perguntou Itachi ao reparar que Sasuke tinha algo redondo e mole com cor de vinho na mão.
Sasuke olhou para aquilo que os seus dedos seguravam já á algum tempo e encolheu os ombros.
_ O fígado do nosso caro Asuma, evidentemente.
Itachi fez uma expressão de nojo antes de esbugalhar os olhos.
_ Asuma? Já descobris-te o seu nome? Tão rápido? – Perguntou ele incrédulo.
_ É impressionante. – Fez Kurenai com uma expressão parecida á do irmão.
Sasuke revirou os olhos antes de colocar o órgão dentro de uma taça de vidro. Agarrou num saco transparente e atirou-o aos irmãos.
_ É preciso ter a minha mente brilhante para vasculhar as roupas dos mortos? – Resmungou ele enquanto pesava cuidadosamente o fígado que retirara do morto – Ele tinha uma carteira, sabem, e com carteiras vêem os documentos pessoais, e com os documentos pessoais vem o bilhete de identidade. Com o bilhete de identidade vem o nome da pessoa. Ora, se um vampiro se quer fazer passar por humano precisa de bilhete de identidade.
Itachi e Kurenai pestanejaram. Olharam para o saco que o mais novo lhes atirara momentos atrás e viram que ele tinha razão. Um pequeno rectângulo de papel plastificado brilhava com a forte luz das lâmpadas.
_ Porque é que eu não me lembrei disto? – Murmurou Kurenai.
_ Porque querias dar-me o trabalho todo. – Sasuke tinha agora arrancado o coração do morto.
Os dois vampiros mais velhos olharam para o lado, enojados.
_ Tens de fazer isso quando estamos aqui? – Queixou-se Itachi num tom inexpressivo.
Sasuke ignorou-os, observando o coração com os seus hábeis olhos vermelhos.
_ Hum… pelo estado do coração diria que este homem teria pouco mais de cem anos. – Murmurou ele enquanto colocava o coração noutra taça de vidro. Depois inclinou-se para a cara do morto e abriu-lhe a boca, analisando os dentes – A sua dentadura confirma tal suspeita. Dou-lhe entre os cento e dez e cento de quinze.
Começou a remover os intestinos. Itachi e Kurenai acharam melhor sair, não querendo ver tal coisa.
_ N-nós vamos investigar o nome e a idade, Sasuke! – Disse Kurenai enquanto lhe virava costas – Contínua o trabalho.
_ Até logo, Otouto.
Sasuke observou seus irmãos mais velhos deixarem a morgue. Sorriu maliciosamente enquanto olhava para o rosto do morto.
_ Eles não têm estômago para ti, pois não?
Sempre crescis…Aut Decrescis…Vita detestabilis…
Kakashi olhou para a "bela adormecida" de nome Hidan. Hinata já tinha acordado depois de algumas horas de sono e calçava as botas. Fechando o seu livro laranja, Kakashi ergueu-o e baixou-o rapidamente, fazendo o objecto embater no rosto do companheiro.
_ Ai! O quê? Quem? Quando? – Fez Hidan enquanto se sentava rapidamente. Olhou para Kakashi, que lhe sorria calmamente.
Hidan semicerrou os seus olhos violeta.
_ Estás feito ao bife! – Rosnou enquanto se preparava para atacar o outro vampiro. Uma pequena e delicada mão travou-o.
_ Hidan-kun, peço que não ataques o Kakashi-kun… estamos num quarto de hotel, não queres arranjar prejuízos pois não? – Perguntou Hinata com suavidade.
Hidan olhou-a durante algum tempo e suspirou, abanando a cabeça. Levantou-se, calçando os seus ténis brancos.
_ Então… - Murmurou enquanto atava os atacadores – O que é que se faz?
_ Temos que caçar. – Disse Hinata calmamente – Lembrem-se, nada de humanos.
_ Geez, Hinata, nós sabemos! – Resmungou Hidan enquanto se levantava. Olhou para a amiga com o sobrolho franzido – O que queres que façamos? Um juramento como aquele do filme á "procura de Nemo"? Tudo bem… - Levantou o braço até ao nível da cabeça – Os humanos são amigos, não comida.
Hinata soltou uma risadinha e Kakashi sorriu, abanando a cabeça.
Nunc Obdurat… Et Tunc Curat… Ludo Mentis Aciem
Olhos dourados observavam o relatório á sua frente, mostrando descontentamento.
Orochimaru olhou para o filho, comprimindo os lábios.
_ Tens a certeza que este relatório está correcto, Gaara-kun?
O vampiro mais novo anuiu, cruzando os braços. Ao seu lado, Sakura observava o seu pai com interesse.
_ Não tenho tempo nem paciencia para isto, raios!
Orochimaru suspirou, encostando-se ao seu cadeirão. Olhou para os gémeos.
_ Infelizmente, meu filho, não poderei tratar destes quatro rufias… tenho outros assuntos importantes para tratar. – Fechou os olhos dourados – Um erro que fiz á cinquenta anos atrás.
_ Cinquenta? Está a falar dos Hyuga, Tou-san? – Perguntou Sakura enquanto ajeitava o seu casaco vermelho.
O velho vampiro anuiu, passando a sua mão pálida pela testa.
_ Deixei Hyuga Hanabi sobreviver, achando que ela não iria durar durante muito tempo sem a sua família e marido. Mas foi um erro. Ela durou bastante e estava grávida na altura. Felizmente ela e o seu filho estão mortos, mas o neto contínua por aí. Apenas tenho que o encontrar…
Os gémeos anuíram, compreendendo.
_ Gaara-kun… deixo o caso dos quatro vampiros contigo. E para a tua irmã estar aqui é porque algum deles lhe interessa. Tens toda a minha permissão de fazer o que te apetecer com esses rufias. Quanto a mim… bem… vou dedicar-me á descoberta do nosso pequeno e ultimo Hyuga.
Egestatem…. Potestatem… Dissolvit Ut Glaciem
Hinata olhou para o corpo do cão vadio que acabara de matar. Era uma pena… ele era tão adorável. Mas ela não tinha escolha. Ou matava o pobre cachorro ou matava um pobre humano.
Olhou em volta. Kakashi e Hidan tinham ido para outros lados e demorariam mais que ela, pois eram homens e tinham de se alimentar mais. Suspirando pesadamente, Hinata começou a caminhar pela escuridão das ruas, ouvindo o constante "Tock" que as suas botas faziam ao embaterem no chão.
Suspirando, ela olhou em volta, vendo os carros que passavam silenciosamente pelas estradas. O mundo tinha mudado muito em cinquenta anos… era bom ver essas mudanças.
Um café chamou-lhe interesse. Várias pessoas entravam e saíam. Desde que Hinata aprendera a controlar a sua sede, os humanos começaram a parecer-lhe fascinantes.
Pestanejando, Hinata começou a caminhar em direcção do estabelecimento, atraindo os olhares dos humanos que estavam praticamente hipnotizados pela sua beleza sombria. Ela estendeu a mão pálida e abriu a porta de vidro, entrando no café.
A primeira coisa que viu foi um rapaz louro atrás de um balcão. Olhos azuis miraram-na com desconfiança. Um cheiro animalesco subiu-lhe pelas narinas experientes e Hinata sorriu com suavidade.
Lobisomem…
Sem prestar grandes atenções ao rapaz lobo, Hinata caminhou para uma mesa, sentando-se com uma elegância de cortar a respiração. Os seus olhos brancos começaram logo a analisar todos os humanos.
Dois adolescentes estavam sentados numa mesa não muito longe dela. A rapariga ria inocentemente, enfiando um colher com gelado na boca, enquanto o rapaz a mirava com uma luxúria evidente nos olhos. Hinata olhou para o lado, odiando aquele olhar.
Colocou os olhos num grupo de amigos, que se ria alegremente com as bebidas na mão. Com aquilo, ela sorriu ligeiramente. Eles pareciam tão felizes, despreocupados. Não havia nada na sua vida que lhes preocupasse, nada de vinganças, nada de pesadelos do passado.
_ Neji! Está ali uma rapariga para ser atendia á dez minutos!
_ Manda o Kiba!
_ Ele está ocupado a atender aquele velhote, parece que está indeciso com o que irá escolher.
Atrás dela vinham aqueles sussurros. Hinata sentiu uns leves e suaves passos, achando-os estranhamente familiares. Uma figura alta e corpulenta colocou-se a sua frente e Hinata olhou para cima, prendendo a respiração.
Hanabi?
Neji suspirou, pegando no bloco e numa caneta.
_ Boa noite menina o que… - Perdeu as palavras ao olhar para o rosto da rapariga. Nunca na sua vida tinha visto algo mais belo. Mas não foi apenas esse facto que o cativou. Foram os olhos dela, olhos parecidos com os dele. Os olhos de Hyuga.
Hinata levantou-se rapidamente, correndo de uma maneira humana para não atrair muitas atenções, saiu pela porta empurrando as pessoa com alguma gentileza.
Neji observou a rapariga fugir e olhou para o balcão.
_ Naruto, vou sair durante um bocado! – Disse ele correndo atrás da desconhecida.
Uma vez na rua, Neji viu a rapariga parada ao lado de um candeeiro. Começou correr na sua direcção.
_ Hei! Menina!
A rapariga pareceu ficar assustada e começou a correr de novo, enfiando-se num beco que ele sabia que não tinha saída.
_ Espere, eu não vou… - Calou-se. O beco estava vazio, não estava lá ninguém.
Era impossível! Ele tinha-a visto entrar neste local!
Suspirando, o rapaz Hyuga baixou a cabeça, derrotado. Começou a caminhar de novo em direcção do café onde trabalhava.
Por cima dele, num telhado, Hinata observava-o com curiosidade. Um pequeno sorriso alastrou-se pelos lábios.
Não estou sozinha.
Sors Immanis… Et Inanis… Rota Tu Volubilis
_ Encontraram-no? – Perguntou Orochimaru suavemente.
Os seus servos anuíram, ajoelhados á sua frente.
_ Encontra-mos, meu senhor, mas… - O servo hesitou – ele vive no território Uchiha.
Um leve e furioso rosnar ecoou pelas paredes de pedra do castelo do vampiro de olhos dourados. Levantando-se com elegância, Orochimaru caminhou até á grande mesa de madeira escura, pegando num papel.
_ Não importa. Mandem uma mensagem Kimimaro. Eu quero este rapaz morto! – Olhou para o papel que tinha nas mãos. Um rosto bonito olhava-o sem qualquer expressão nos olhos brancos.
Os servos anuíram, desaparecendo rapidamente.
Os olhos dourados do vampiro analisaram cada pedacinho da fotografia que tinha nas mãos. Lambendo os lábios, ele sorriu com malícia.
_ Em breve, Hiashi, o teu último descendente morrerá e os Hyuga desapareceram para sempre. Adeus… – Colocou a ponta da fotografia na chama de uma vela e viu as pequenas labaredas queimarem o rosto estático que estava gravado no papel –… Neji.
Status Malus… Vala Salus…Semper Dissolubilis
_ Porque é que demoraste tanto? – Perguntou Hidan quando a amiga se aproximou.
Hinata sorriu abertamente. Kakashi e Hidan ergueram uma sobrancelha ao ver a rara felicidade no rosto da vampira. Sem contar, os dois homens foram abraçados pelos braços delgados da rapariga.
_ Não estou sozinha!
Kakashi fez um ar confuso e Hidan franziu o sobrolho.
_ Estás a falar de quê? Nunca estiveste sozinha. Somos gente, sabes. – Resmungou o vampiro de olhos violeta.
_ Outro Hyuga! Existe outro Hyuga! Existe!
Ela largou-os e começou a fazer uma espécie de dança vitoriosa. Os dois vampiros pestanejaram. Nunca tinham visto a sua companheira tão alegre. Muito menos dançar daquela maneira.
Kakashi suspirou, esfregando as têmporas.
_ Hinata, por muito agradável que seja ver alguém tão atraente como tu dançar dessa maneira, nós estamos ligeiramente confusos.
A vampira parou de dançar e fez um ar embaraçado. Se ela fosse humana estaria a corar violentamente. Colocou as mãos atrás das costas e mordeu o lábio.
_ Hm… eu… bem… depois de caçar decidi dar uma volta e acabei por entrar num café. Estava lá um lobisomem mas não me atacou, eu sentei-me numa mesa e estava a observar os humanos e como eles agiam e depois veio o empregado de mesa e ele tinha os olhos como os meus!
Kakashi e Hidan franziram o sobrolho. Nunca tinham ouvido Hinata falar tanto de uma vez só.
_ Então… estás a dizer que anda para aí um tipo de olhos brancos. – Murmurou Hidan.
Hinata anuiu, sorrindo animadamente.
_ E o que vais fazer quanto a isso?
O sorriso da vampira morreu lentamente e ela olhou para o chão, tomando uma expressão pensativa.
_ Quero saber de onde ele vem, quem são os seus pais e os seus avós. Quero saber se ele tem irmãos ou namorada. Mas principalmente, quero saber se Orochimaru não anda atrás dele. – A sua voz tomou um tom amargo ao dizer aquele nome.
Kakashi sorriu com suavidade, sentando-se na sua cama.
_ Parece que vamos espiar o humano.
Obumbrata… Et Velata… Michi Quoque Niteris
Neji sentou-se no seu sofá, suspirando. Massajou as têmporas, sentindo o corpo exausto depois de uma noite de trabalho. Descalçou os seus ténis brancos, que caíram no chão com um ruído forte e deitou-se suavemente. Iria para a cama quando lhe desse vontade de se mexer.
Fechou os olhos lentamente, entrando num suave estado de sono, onde os sonhos ainda não o atingiam por completo.
O rosto bonito da rapariga de cabelos azulados invadiu-lhe a mente. Ele não podia deixar de ter a sensação que ela lhe era familiar e não era apenas por causa de partilharem os mesmos olhos. Ele já tinha visto aquele rosto num lugar qualquer, mas onde?
Abriu de novo os olhos em realização.
Não… não pode ser.
Levantou-se rapidamente, caminhando até a um armário. Abriu a gaveta escura, tirando de lá uma caixa de metal, delicadamente decorada com folhas de ferro prateado. Voltou para o sofá, colocando o recipiente metálico nos joelhos. O seu pai dera-lhe aquela caixa quatro anos antes e pouco depois morrera. Neji já tinha visto e revisto o conteúdo da caixa, mas apenas naquele momento é que sentia verdadeiro interesse.
Tirou a tampa de metal e colocou-a ao seu lado. Começou a vasculhar os papéis, fotografias e documentos até encontrar o que queria.
Prendeu a respiração ao encontrar uma velha fotografia a preto e branco, onde uma bela jovem de cabelos escuros o olhava com os seus doces olhos brancos.
Ele tinha-a encontrado. A misteriosa rapariga do café… era…
Não! Tinha que ser coincidência! Era impossível… não era? Neji comprimiu os lábios e virou a foto ao contrário, lendo as palavras escritas.
A minha bela irmãzinha, Hinata.
Nunc Per Lundum…Dorsum Nudum…Fero Tui Sceleris
Itachi suspirou, mergulhando o seu corpo pálido na água quente. A sua banheira era suficientemente grande para caberem três pessoas deitadas, não que ele tomasse banho acompanhado, mas o seu irmão de vez em quando tinha a mania de meter o nariz onde não era chamado.
Toda a gente no Universo sabia que o passatempo favorito de Uchiha Sasuke é chatear o irmão.
Grunhindo com as memórias não muito simpáticas que ele tinha com o seu irmãozinho, Itachi enfiou a cabeça dentro de água, molhando-a. Ao imergir, Itachi olhou para o tecto branco, comprimindo os lábios.
Perguntava-se constantemente de quem seriam os três vampiros que sobreviveram ao ataque á base de Orochimaru. Deveriam odiá-lo profundamente para se arriscarem dessa maneira.
A sua mão ergueu-se e pegou no champô. Resmungando silenciosamente, Itachi começou a esfregar os seus longos cabelos negros, lavando-o cuidadosamente.
Kami sabia como ele gostava dos seus cabelos.
Mergulhando de novo para livrar o cabelo da espuma, Itachi franziu o sobrolho.
Orochimaru tinha feito coisas horríveis. Ele e os seus dois desprezíveis filhos eram as criaturas mais sádicas que existiam ao cimo da terra. Era obvio que aqueles quatro vampiros misteriosos tinham alguma espécie de passado doloroso com Orochimaru ou os seus dois filhos, os gémeos Gaara e Sakura.
Decidindo que o seu cabelo estava mais que pronto, Itachi emergiu, ficando a olhar para o rosto do irmão.
Demorou algum tempo a raciocinar tudo. Ele estava na sua casa de banho, na sua banheira, completamente nu. Então o que raio estava Sasuke a fazer naquela casa de banho, naquela banheira e igualmente nu?
_ Tens algum desejo homossexual e incestuoso por mim? – Perguntou Itachi secamente.
Sasuke sorriu um pouco e mergulhou a cabeça tal como o irmão fizera momentos antes. Quando voltou á superfície o seu cabelo tinha perdido o normal desalinhamento e rebeldia.
_ Ná. Apenas 'tou aqui para te massacrar o juízo. – Fez ele com um ar malicioso no rosto. Itachi limitou-se a erguer a sobrancelha – Ah! E para te entregar uma mensagem da nossa irmã.
_ Que é?
Sasuke pegou no champô do irmão e começou a esfregar o seu cabelo curto.
_ Hum… ela disse-me para te dizer que encontrou uma fotografia estranha ao pesquisar a vida do nosso amigo Asuma.
O mais novo tinha um gosto qualquer em chamar aos mortos de seus amigos.
_ E qual é a estranheza? – Resmungou o vampiro mais velho, vendo, irritado, Sasuke mergulhar na água para limpar o cabelo.
_ Ele está com mais três pessoas. – Continuou Sasuke calmamente após ter emergido – Ele estava acompanhado por dois homens e uma mulher. Um deles foi identificado como Hidan, que foi transformado por volta dos anos trinta.
Itachi ergueu a sobrancelha escura.
_ Hidan? Só isso, não tem sobrenome?
Sasuke abanou a cabeça, começando a esfregar o corpo com a esponja do irmão. Itachi semicerrou os olhos vermelhos. Agora teria que desinfectar o objecto!
_ Não. O outro homem nós identificamos como Hatake Kakashi. Final do século dezanove. A rapariga foi mais difícil, pois ela não fez o habitual registo após a transformação. Kurenai-nee-chan procurou e procurou em todos os ficheiros, mas não encontrava nada. Até que… - Ele hesitou, suspirando antes de falar – Até que, acidentalmente, deu caras com aquele relatório dos Hyuga que tu fizeste á cinquenta anos atrás e…
_ Sim?
_ E a rapariga misteriosa é a filha mais nova de Hyuga Hiashi. A rapariga cujo corpo nunca foi encontrado. É Hyuga Hinata.
Sors Salutis! Et Virtutis! Michi Nunc Contraria!
_ Orochimaru-sama quer o rapaz morto antes da meia-noite. – Murmurou uma mulher de cabelos rosados – Achas que chegaremos a tempo?
O homem a quem ela perguntara tal coisa não respondeu de imediato. O seu belo rosto pálido não mostrava qualquer expressão, olhos verdes pareciam congelados.
Os cinco vampiros saltaram de prédio em prédio, procurando o cheiro que lhes tinha sido entregue.
_ É um humano. – Murmurou o homem de olhos verdes – Não fará grande coisa contra nós, Tayuya.
_ Se assim o dizes, Kimimaro.
Est Affectus! Et Defectus! Semper in Angaria!
Hinata, Hidan e Kakashi corriam rapidamente pelas escuras ruas. Hinata já apanhara o cheiro do rapaz Hyuga e agora seguia-o.
_ Ele está perto. – Murmurou a vampira num tom suave.
Hidan e Kakashi anuíram lentamente.
_ Esperem! – Fez o vampiro mais velho de repente. Hinata e Hidan pararam de correr e olharam para o companheiro – Cinco vampiros vão para o mesmo sitio que nós!
_ O quê? Porquê?
Hinata começou a correr rapidamente. Os seus companheiros de pressa a seguiram.
_ Não é evidente? – Fez a Hyuga com frieza – Orochimaru descobriu-o e quer acabar com o trabalho.
_ Mesmo assim é muito arriscado lançar os seus soldados para o território Uchiha. – Comentou Hidan.
_ Mesmos que os Uchiha tomem conhecimento dos cinco vampiros no seu território, nunca chegarão ao rapaz a tempo de o salvar. – Kakashi suspirou, desviando-se de um carro – Ele estaria morto quando o descobrissem.
Hinata semicerrou os olhos brancos, ganhando velocidade.
_ Então cabe-nos fazê-lo.
Hac In Hora! Sine Mora! Corde Pulsum Tangite!
Neji olhou para o céu escuro. Não se via nenhuma estrela, pois estavam tapadas pelas espessas nuvens que se erguiam lá no alto.
Com um grunhido descontente, Neji começou a caminhar pelas húmidas ruas. O estúpido Naruto queria que ele voltasse para o café, pois estava com um problema qualquer na cozinha. Era sempre a mesma coisa. Se tens um problema, chama o Neji, ele resolve-o.
Colocou as mãos no seu casaco bege, franzindo o sobrolho. Porque é que ele tinha que viver tão longe do local onde trabalhava? E porque é que ele ainda não comprara um carro?!
_ Então… - Fez um voz bela e suave, parecendo puro mel – Tu és o ultimo Hyuga.
Neji virou-se, dando caras com um homem belíssimo. Cabelos lisos, prateados, escorriam-lhe até aos ombros, brilhando na fraca luz da noite. Os seus olhos eram duas esmeraldas sem brilho, inexpressivos, frios. O seu rosto angular, sem qualquer imperfeição. Estava completamente vestido de branco, estando a sua camisa aberta, que revelava o seu peito pálido e musculoso.
_ Não me parece grande coisa. – Fez outra voz. O Hyuga olhou, dando caras com um homem louros, gordo, pálido. Mesmo assim, tinha um encanto qualquer que hipnotizava.
_ Pois não. Mas é mais alto do que eu imaginava. – Desta vez era um homem de cabelos castanhos, apanhados por um puxo. Tinha um ar selvagem no rosto, olhando o rapaz de cabelos longos com olhos esbugalhados.
_ Não subestimemos o nosso adversário, meus caros. – Neji olhou, arrepiando-se ao ver outro homem. Tinha cabelos igualmente prateados, olhos escuros mirando-o loucamente. Os seus lábios estavam pintados de azul e ele tinha… uma cabeça atrás do pescoço?
_ É bonito. Mas os Hyuga eram conhecidos pela sua beleza. – Era uma rapariga. Cabelos rosa e olhos castanhos. Um rosto duro e bonito, mostrando força e autoridade.
Todos lhe sorriram, excepto o homem de olhos verdes.
Neji deu um passo atrás, olhando-os com desconfiança.
_ Quem são vocês? – Perguntou ele com autoridade – O que querem?
O Hyuga prendeu a respiração ao ver que o homem com olhos de esmeralda desaparecera. Ninguém fazia aquilo, desaparecer assim, sem mais nem menos.
Braços musculados abraçaram-lhe o corpo e ele sentiu uma mão com garras afiadas no seu ombro.
_ És tão frágil… criança. – Murmurou a voz de mel do homem que desaparecera segundos antes. Como tinha ele apanhado Neji numa maneira tão eficaz.
O rapaz contorceu-se, tentando libertar-se dos braços do homem de olhos verdes. Sentia o bafo frio do desconhecido bater-lhe na orelha e estremeceu.
_ A nossa missão é matar-te. – Continuou o estranho homem – Mas… penso que vou brincar contigo por algum tempo antes de acabar o trabalho.
Antes de Neji percebesse o que queria o homem dizer, um grito de agonia escapou-lhe pelos lábios ao sentir as unhas afiadas do desconhecido enterrarem-se no seu ombro. Lutou por oxigénio, respirando de mateira ofegante. A sua camisola bege rapidamente começou a ser tingida por fios líquidos gloriosamente vermelhos.
Horrorizado, Neji viu os outros quatro olharem o seu ensanguentado ombro com cobiça. O que queriam eles? Porque quereriam vê-lo morto? Ele era só um empregado de café!
Gritou de novo quando as unhas começaram a remexer o seu ombro já ferido. Porque é que doía tanto? Porque é que o homem era tão forte?
Algo quente e molhado lambeu o sangue que escorria fortemente pela pele pálida do rapaz.
_ Hum… Sempre me disseram que os Hyuga eram estranhamente saborosos. – Murmurou o homem de olhos verdes ao seu ouvido – Agora vejo que tinham razão.
Neji estremeceu. O desconhecido continuava a lamber o ombro latejante e o Hyuga pensava que estava a beira do desmaio, tal era a horrível dor que a simples língua lhe proporcionava.
Um estranho som, parecido com o de uma batida, ecoou pelas desertas e escuras ruas. Neji tentou levantar o olhar, mas não conseguia ver direito, a sua visão estava atordoada pela agonia.
Mas sabia que estavam mais pessoas ali. Ele conseguia ver silhuetas dançando mortalmente, ouvia os sons de cortes e gritos de dor. Sentiu o peso dos braços duros do homem de olhos verdes soltá-lo e caiu no chão. Gemeu, sentindo a escuridão aproximar-se.
_ Hei!
Um anjo? Parecia a voz de um anjo. Estaria ele a morrer? Talvez.
Sentiu mãos frias e suaves tocarem-lhe no rosto e abriu os olhos lentamente.
Era mesmo um anjo. O mais belo anjo que existia em todo o universo.
_ Não me deixes, fica comigo. Diz-me onde vives.
Ele estava tão cansado, com tantas dores. Abriu a boca, soltando as palavras com um gemido dorido.
_ N-no meu bolso.
E desligou-se do mundo.
Hinata pestanejou, vendo o rapaz perdendo os sentidos. Hidan agachou-se ao seu lado e meteu a mão no bolso das calças do Hyuga, tirando de lá um cartão. Ergueu as suas sobrancelhas prateadas.
_ Ele tem aqui apontado o lugar onde vive. – Comentou ele calmamente – Não é muito longe daqui.
_ Temos que cuidar das suas feridas, Hinata. – Fez Kakashi com suavidade – Ele está a perder muito sangue.
A rapariga anuiu e pegou no seu desmaiado familiar, colocando-o as cavalitas.
_ O que fazemos com eles? – Perguntou Hidan enquanto apontava para os corpos sem vida dos outros vampiros.
_ Deixa-os. Irão arder quando fizer sol. Além disso estamos no território Uchiha, o problema agora é deles.
Hidan e Kakashi anuíram, correndo atrás dela.
Chegaram rapidamente ao apartamento do humano e abriram a porta com as chaves que Hidan tinha encontrado noutros bolsos do rapaz.
_ Ele é limpinho. – Comentou o vampiro de olhos violeta enquanto olhava em volta.
_ Procurem o quarto.
Eles os dois anuíram mais uma vez e desapareceram num piscar de olhos. Noutro segundo estavam de volta. Apontaram para uma porta ao fundo.
Hinata caminhou até lá e Hidan abriu-lhe a porta. Caminhando até á cama, a vampira largou o humano, deitando-o com gentileza no colchão. Num gesto rápido, arrancou-lhe o casaco bege e a camisola negra que ele vestia por baixo, deixando-o de corpo nu.
Olhos brancos olharam preocupadamente para a profunda ferida no ombro pálido.
_ Não está a sarar. – Comentou Hidan com um misto de preocupação e curiosidade na voz.
_ Ele é um humano, Hidan. Eles não vão sarar como nós. – Explicou Kakashi enquanto se inclinava ao lado de Hinata – Agora é que damos falta ás Fénix. As suas lágrimas dariam uma grande ajuda nesta situação.
Hinata esbugalhou os olhos, mirando o amigo atentamente.
_ Lágrimas de Fénix… O nosso sangue! – Franziu o sobrolho ao ver que os seus dois companheiros a olhavam confusos – O sangue dos vampiros? O efeito de Fénix? Oh por Kami! – Resmungou. Eles ainda não tinham percebido – O nosso sangue em contacto com a pele humana curará as suas feridas, tendo o mesmo efeito que as lágrimas da Fénix.
_ Oh!
Ignorando-os, Hinata virou-se para o rapaz. Engoliu em seco, esperando que resultasse. Levando o seu próprio pulso á boca, Hinata mordeu-se, deixando uma profunda ferida que demoraria mais algum tempo a fechar-se. Inclinou o braço na direcção do humano, deixando o seu sangue cair no ferimento no ombro.
Os três vampiros prenderam a respiração, voltando-a a soltar quando viram o ombro do rapaz sarar rapidamente.
_ Quem diria, resultou. – Fez Hidan.
Hinata sorriu e agachou-se, começando a lamber o saboroso sangue que escorrera para o braço do rapaz. A ferida podia ter-se sarado, mas ele sangrara muito.
Kakashi e Hidan decidiram deixar a amiga a sós com o seu familiar e foram explorar a casa, em busca de uma sala de estar.
Pobrezinho.
Foram os pensamentos de Hinata ao acabar de lamber todo o sangue que restava na pele do rapaz. Sorriu docemente, tirando-lhe algumas madeixas longas do rosto bonito.
Nee-chan… ele é tão parecido contigo.
Inclinou-se na direcção do rapaz, ficando com o rosto a poucos centímetros de distância do dele. Analisou cada pedacinho das faces do Hyuga, memorizando cada pormenor.
Neji começou a sentir-se pesado e a consciência voltava. Ele estava deitado por cima de algo fofo e confortável. O seu ombro já não lhe doía. Estaria morto? Era aquilo o paraíso?
Abriu os olhos lentamente e entrou em choque.
Era o anjo, a rapariga do bar, a sua tia-avó. Apenas uma palavra lhe fez sentido na mente.
Fantasma.
Neji fez a única coisa racional que lhe veio á cabeça.
_ AAAhhh!
Quod Per Sortem! Sternit Fortem! Mecum Omnes Plangite!
Terceiro capítulo, pessoal! Lembram-se da cena NejiHina que eu tinha como imagem do perfil? É esta que acabou de acontecer. :3
Eu estou numa época difícil e está a ser complicado escrever a cor do gelo … T-T
Há, por falar na história a cor do gelo, se forem ao meu perfil, lá ao fundo está um link que vos levará ao meu deviantart e poderão ver uma pobre imagem de como Hinata se parece na segunda parte do meu primeiro fic. Se, por acaso, se perguntaram do que raio ela tem na mão, pois bem, é a doninha. Parece um gato O.O
Continuando, falando deste fic, aquela cena na Morgue… bem… eu não sei se acontece assim, mas fassamos de conta. :3 E quanto ao sangue de vampiros curar feridas, Beh, também não sei se é verdade. Mas se Stefhanie Meyer pode fazer o Edward brilhar ao sol, também eu posso fazer Hinata curar pessoas com o seu sangue.
Bem, até ao próximo capitulo!
Evil.
