Yoooo!! \o/ (Aleeeeluiaa)

Hoho, antes de mais nada queria me desculpar pelo constante atraso (Y-Y) é que eu realmente não estou tendo tempo pra mais nada, tenho aula pela manhã e pela tarde e a noite cursinho, nos finais de semana fico estudando eainda tenho uns trabalhos de redação pra fazer, atualizar as fics de L'Arc, escrever um pedaço do meu "livro" e dormir (x.x). Por isso, os capítulos demorarão um "pouco" para serem atualizados (tanto de "JENS" quanto essa) e eu também estou começando uma fic de Chrno e pretendo dar continuidade as outras ("Uma mãe para Samara" e "Quem matou Silvio Santos?".

Nhoo, agradeço a quem deixou reviews (xD) e espero que continuem lendo (mesmo os que não escrevem nada u.u). E ,por favor, nãome matem se esse capítulo ficou uma completa droga -

Sem mais, nos vemos na próxima! Ja ne!


No que você acredita?

Capítulo 3

Oito meses se havia completado, Edward já tinha conquistado boa parte dos moradores da propriedade, apenas o mordomo e o senhor não tinham se dado por vencidos perante tamanha graciosidade, durante o período de folga Clara cuidava do pequeno sempre auxiliada da pequena Elizabeth.

Não somente isso, agora era a saúde da senhora Rockbell quem dava dor de cabeça ao patrão, uma série de enjôos e tonturas o preocupavam, parte dos serviçais já suspeitavam do que se tratava, mas o orgulho o cegava, seria examinada pelo melhor médico do país.

Na sala ele permanecia apreensivo, ora remexia as mãos ora levantava e circulava pela sala, aquela atitude já cansava a velha que o acompanhava no cômodo.

- Senhor, tenha calma, vossa senhora está em boas mãos. – disse para tranqüiliza-lo.

- Deixe-me, Kaede, não estou nervoso, apenas ansioso, já tenho muitos gastos, e agora com uma possível doença, me irei à falência. –

Com tais palavras secas a velha calou-se permanecendo a um lado da porta. Minutos mais tarde o doutor desceu e o homem não tardou em lhe "atacar"

- E então? O que minha esposa tem? –

- Senhor Rockbell acalme-se, sua senhora está bem. – respondeu organizando seus instrumentos – Ela apenas precisa se cuidar.

- Como assim? Não entendo suas palavras. –

- O senhor será pai, sua esposa está grávida de algumas semanas. – informou por fim causando grande emoção na velha e espanto no maior.

- Grá..grávida? – balbuciou sentindo as pernas fraquejarem.

- Sim, meus parabéns! – sorriu voltando-se para a empregada. – Quero que controle a alimentação dela: muitas vitaminas, pouco esforço..Bom creio esse último não será necessário. – riu de leve – E o mais importante... Carinho, atenção. – completou encarando o outro que podia estar em qualquer outro lugar menos naquela sala.

- Obrigada, doutor! Eu o acompanho até a porta. – disse ela fazendo uma pequena reverência.

O médico alinhou o chapéu e o casaco negro, despediu-se do dono da casa, mas não recebeu uma resposta, em seguida seguiu a serviçal para retornar dentro de um mês.

E lá Richard ficou, sentindo o palpitar de seu coração, o descompasso da respiração, o suor percorrer suas costas. Naquela noite se recusou a jantar e ordenou que ninguém o incomodasse. Deitou cedo e num quarto separado de Sarah. Tinha que pensar nessa mais nova mudança em sua vida, uma mudança que podia levar sua carreira ao fim. Deveria escolher entre ser um pai ausente com suas responsabilidades para com o trabalho, ou então um pai responsável, carinhoso, com uma vida próspera abandonando sua meta de tornar-se Conde, importante, viajante, poderoso.

Adormeceu um longo tempo depois com as mesmas idéias na mente, no dia seguinte teria que encarar sua mulher.

Amanhecia mais um belo dia de Verão. Clara estendia a roupa enquanto a pequena Riza cuidava do pequeno que por algum motivo estranho se recusava a beber o leite. O senhor tinha saído cedo sem tomar café ou dizer alguma coisa. Voltou próximo ao horário de almoço e subiu as escadas da mesma maneira como havia saído mais cedo.

Sarah permanecia no quarto, deitada observando a paisagem pela vidraça, levou um grande susto ao ver a maneira como seu esposo abrira a porta.

- Richard?! O que é isso? Quase me mata de susto! – queixou-se levando uma das mãos ao peito.

Ele não respondeu apenas lhe lançou um olhar cheio de confusão.

- Está tudo bem? – perguntou em sinal de dúvida ao notar que não esboçou reação alguma. – Fale alguma coisa, está me assustando desse jeito, o que aconteceu? –

Abriu a boca, mas as palavras insistiam em não sair. Respirou, e o ar parecia não tomar caminho até os pulmões. Ela estranhou suas ações, parecia um adolescente em seu primeiro encontro, contudo, ele já não era assim, e mais, era a primeira vez que podia perceber esse tipo de reação no tão racional Richard Rockbell. Fez menção de se levantar quando finalmente conseguiu se pronunciar.

- Eu... eu... – no exato momento em que procurava uma resposta coerente tateava um pequeno pacote em suas mãos. – Eu só queria... bem.. só queria dizer que estou muito agradecido por me conceber um filho. – disse com certo pudor entregando aquele pacote azulado.

Que criatura havia mordido seu senhor para dizer tais palavras e dessa maneira? Acaso estava doente? Desconfiada segurou aquele embrulho e delicadamente o abriu, um par de sapatinhos brancos produzidos com a melhor lã viu, tão pequeninos e delicados. As lágrimas não demoraram a se formar e rolar por sua branca face.

Pela segunda vez na vida o grande senhor se sentiu constrangido e sem se dar conta os finos braços de sua esposa rodearam seu pescoço.

- Acredite, meu senhor, sou a mulher mais feliz desse imenso mundo por poder lhe dar esse filho. – disse emocionada proporcionando um leve sorriso por parte do homem.

- Nós três seremos muito felizes, minha senhora. – respondeu depositando um leve beijo em sua frente.

Tão alegres estavam que não podiam perceber que do outro lado da porta alguns dos empregados tentavam ouvir a conversa.

- Ei, Kaede, deixe-nos ouvir também!! – resmungava uma das camareiras.

- Shh!! Quer que o Bradley nos descubra? –

- Mas você está ai há muito tempo e nem nos diz o que está acontecendo. –

- É porque não está acontecendo nada, não consigo ouvir. –

- Por isso mesmo, é uma velha e deve estar quase surda, nos deixe ouvir. –

- Ora sua... Respeite os mais velhos senão... –

Do nada a maçaneta girou e as três que ali se encontravam fingiram estar trabalhando em alguma coisa, o senhor da casa apenas as olhou desconfiado, mas não perdeu o repentino bom humor.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntou.

- Nããão senhor, não... – responderam as três em uníssono.

- Kaede? -

- Senhor? –

- Não devia estar cuidando do pequeno Edward? – a pergunta espantou-as, já que o patrão jamais se importaria com aquele menino.

- Bem... eu pedi a senhorita Clara que tomasse conta do pequeno enquanto eu estivesse na casa, mas.. eu posso faze-lo se assim desejar, patrão. – curvou-se levemente.

- Não, não é necessário. – sorriu – Apenas o tratem bem, com licença. – disse para se dirigir até seu escritório.

- Toda, meu senhor. –

- Ah! Kaede! – virou-se e a encarou sorridente – A partir do próximo mês o menino terá seu próprio quarto, assim como meu filho que está para nascer, avise a senhorita Clara. – e entrou deixando todas em um profundo silêncio.

- O que aconteceu? – perguntou uma.

- Ele bateu com a cabeça, só pode ter sido isso... – respondeu a segunda.

- Deixem de blasfemar, respeitem o seu patrão. – repreendeu a velha.

- Mas Kaede vai dizer que essa atitude não foi de chocar qualquer um? –

- Sim, com toda certeza, mas se foi uma boa mudança não há razão para torna-la insanidade. – disse séria – Vamos esperar pra ver o que acontece daqui por diante... – falou e as outras duas apenas assentiram.

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Realmente a noticia de que ia ser pai mudou completamente a atitude do senhor da casa. Mandou convites a todos os nobres da região proporcionaria uma festa em comemoração ao nascimento de seu herdeiro. A noticia se espalhou, em menos de uma semana metade do Condado já sabia o que estava acontecendo. Andava para lá e cá sempre sorridente e muito mais amável com todos a sua volta, quem se sentia deslocado com essa mudança era o mordomo, já que não tinha mais a quem contar seus "segredos".

No dia da festa foi a maior correria, champagne, aperitivos, presentes, cada novo convidado que adentrava declarava seus "parabéns" e sumia entre os comes e bebes. Apenas um casal em especial conversou com os donos da casa

Um homem elegante, alto, com o cabelo bem feito assim como a barba bem trabalhada.e de finos olhos que se escondiam detrás das lentes cristalinas. Acompanhado de sua esposa, uma mulher mediana e delgada, sorridente, seus cabelos curtos e levemente castanhos. Aproximaram-se com um brilho especial nos olhos.

- Richard! Sarah! Meus mais sinceros votos de felicidade. –disse o homem que agora cumprimentava a senhora Rockbell.

- Sim é uma profunda alegria para todos nós. – pronunciou-se a mulher.

- Hughes! Gracia! Não sabem o quão feliz nos faz a presença de vocês, meus amigos.

- Não perderia uma festa dessas por nada, e a comida, a cozinha de meus amigos é a melhor da região. – brincou o convidado causando um leve riso por parte do anfitrião.

- Diga-me, Sarah, já escolheram um nome? –

- Creio que temos dois em mente, se por algum acaso do destino venha a ser menino o chamaremos de William, mas como temos grandes esperanças de ser menina decidimos por Winry. – sorriu ela.

- Linda escolha, se algum dia eu e meu esposo tivermos uma filha espero poder dar-lhe o nome de Elysia.-

- Ora, minha senhora, logo, logo iremos ter nossa querida filha, não se preocupe.- sorriu depositando um leve beijo em sua mão.

- Hughes sempre com seus planos. – disse Richard causando a risada dos demais.

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Enquanto o grande movimento se concentrava no salão da grande casa muitos empregados já se encaminhavam até seus cômodos. Clara tirava o uniforme para em seguida massagear os pés que latejavam.

- Não é justo, o pequeno Edward também deveria ser motivo de toda essa comemoração. –

- Não seja tola, o patrão já o acolheu e lhe deu um nome, seria exploração pedir algo mais a ele. –

- Ele podia muito bem adota-lo, um filho homem, nada deixaria um pai mais orgulhoso ter um filho que pudesse seguir seus passos. –

A velha não se pronunciou mais sobre o assunto ordenou que a loira se deitasse, pois no dia seguinte haveria muito a ser feito naquela casa.

Longos meses se passaram, já era o oitavo mês de gestação, o pequeno Ed já dava seus primeiros passos e balbuciava suas primeiras palavras alegrando a vida daqueles moradores. Tinha seu próprio quarto na casa grande, onde Clara também dormia com a responsabilidade de lhe cuidar. A pequena Riza passava boa parte das tardes trancafiada com o menino, contando histórias, brincando, como ela havia dito, Ed era o "seu" bebê.

Hughes deu grande apoio na criação do pequeno e informou ao senhor Rockbell que mandaria seu sobrinho para passar algum tempo no campo, segundo ele o jovem era travesso demais. Roy Mustang tinha perdido os pais muito cedo e vivera com o tio desde então, sua maior paixão (mesmo para a pouca idade), armas e cavalos.

Kaede,mesmo com a saúde debilitada pela tuberculose mantinha-se firme em suas obrigações, e a senhora Rockbell sentia as primeiras contrações naquela fria manhã de fevereiro.

O médico rapidamente fora chamado, e seus temores se concretizam, aquele bebê seria prematuro, não se sabia os riscos de um parto a essas alturas. Durante horas o senhor apenas esperou do lado de fora do quarto andando de um lado para o outro, somente ouvindo os uivos de sua senhora e os pedidos do médico: "Mais água"; "Toalhas, por favor"; "Fique calma, senhora, respire fundo".

Sua agonia parecia não ter fim, a noite caia, a empregada levara uma bandeja com alimentos para o homem, quem recusou, sua pele encontrava-se mais branca que o normal e seus olhos demonstravam o cansaço presente. Finalmente, o choro de uma criança, uma atitude impensada.

Abriu aquela porta e pôde ver o pequeno ser enrolado naquela toalha ainda coberta por sangue nos braços de sua mãe que sorria com dificuldade.

Ela o encarou com os olhos brilhosos e ele já não conteve mais suas lágrimas de emoção, aproximou-se sentando à beirada da cama, olhou para a pequena, sorriu, beijou-lhe a nuca e agradeceu a Sarah.

- É nossa filha, Richard, nossa pequena. –

Continuaram ali como se fosse a eternidade, até o momento em que o doutor se pronunciou.

- Senhora, precisa descansar, e sua filha ainda está um pouco debilitada, com pouco peso, vai precisar de atenção especial. – explicou.

- E ela terá! Não se preocupe, doutor, eu sou o pai deste lindo ser, nada de ruim irá lhe acontecer. –

- Creio nas tuas palavras, monsieur, mas minhas visitas tornar-se-ão mais freqüentes, no momento receito repouso absoluto e comidas leves, caso algo venha a acontecer não hesites em me chamar. –

- Sim, eu o farei, passar bem. -

Assim a empregada o acompanhou até a saída enquanto os senhores permaneceram sozinhos no cômodo. Em silêncio ficaram por um bom tempo, até que em um tom gaguejante o homem falou:

- Sar-Sarah... Eu... – ela o encarou com interesse – Eu só queria... Só queria lhe prometer.. Jurar... Deste momento em diante... Eu... Comprometo-me em proteger você e nossa filha seja do que for, até que minha carne se decomponha... e os vermes tomem conta de meu ser. – ela o mirou com um misto de confusão, graça, e horror.

- Podia ter escolhido palavras menos horrendas, meu senhor. – sorriu

Ele corou desconcertado

- Perdoe-me, estou tão nervoso... – disse envergonhado.

- Todos estamos, já que essa é mais uma etapa da nossa vida, e que o nosso senhor permita que seja a mais feliz. – disse alegre.

O homem lhe proporcionou um tímido sorriso para em seguida mirar a mais nova integrante de suas vidas.

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O homem permanecia sentado, trancado em seu escritório, pensativo, quando lhe chamaram a porta.

- Senhor, o doutor avisa que acabou a consulta de vossa senhora. – avisou do outro lado um dos empregados

- Diga que estou indo. – falou organizando a gravata.

Desceu e encontrou o homem com o casaco e o chapéu nas mãos.

- E então? O que me diz? – perguntou diretamente.

- Parabéns senhor Conde, serás pai. – anunciou proporcionando um sorriso vitorioso no outro.


Continua...