Desculpem a demora! Tive alguns problemas e acabou eu nunca tinha tempo de postar, mas prometo que tomarei jeito a partir de agora! Este capítulo é um pouquinho maior, e as coisas começam a se desenvolver em um ritmo mais rápido. Para quem quiser tentar também, eu tenho escrito essa fic ouvindo dois álbuns do My Chemical Romance (Three Cheers For Sweet Revenge e The Black Parade). Bom, é isso. Ah! Desculpem-me pela minha maneira meio simples demais de desenvolver a história. Eu sou relativamente jovem (não tão relativamente assim, mas não conto minha idade nem sob tortura), então, por favor, tenham paciência, ainda estou aprendendo. Críticas contrutivas são muitíssimo bem-vindas. Obrigada. Atenciosamente, May Belle. Ok, chegou, agora já pra fic!
Disclaimer: Bom... Pra ser simples e direta, só a plot e poucas outras coisinhas são minhas. Por favor, não me processem.
Um som suave de alguém limpando a garganta fez com que ambos se virassem naquela direção. Ao ver quem era, o maior sorriu de alívio, mas o menor sentiu-se como se alguém o tivesse esfaqueado. Ali parada, estava uma sorridente, mas extremamente mudada Hermione Granger.
- Mione!
A moça sorriu um pouco sem graça, mas com aquele mesmo olhar de quem sabia de tudo o que estava acontecendo e ainda mais um pouco. O loiro engoliu em seco, de repente achando seus dedos extremamente interessantes.
- Draco, Hermione... Vocês obviamente já se conhecem, mas... Acho que devo apresentá-los de novo, não? Draco, esta é Hermione Granger, minha melhor amiga desde o primeiro dia de Hogwarts. Hermione, este é Draco Malfoy, ele foi forçado a se unir a Voldemort no passado, mas isto nunca foi uma escolha própria. Ele não tinha alternativas na época.
A voz confiante do dono da casa não deixava dúvidas de suas expectativas. Embaraçado por estar seminu, Draco levantou-se, estendendo a mão de maneira polida para cumprimentar a ex-colega com um aperto de mão, reparando com pesar que mesmo ela estando de sapatos baixos, ficara mais alta do que ele.
- Granger...
Ela o olhou por alguns segundos, não entendendo muito bem seu gesto, mas quando começou a achar que sua tentativa de cordialidade falhara, viu-se envolto por braços vestidos em um tailleur bem cortado, que lhe apertavam, e sentiu o perfume não muito doce que ela usava. Ao menos, era menos doce que o seu próprio.
- Malfoy? Você ficou uma gracinha!
Quando foi solto por ela, outro par de braços cada vez mais conhecido voltou a envolvê-lo, e ele pôde relaxar mais um pouco.
- Vocês estão juntos?
Ela soava realmente animada, o loiro pensou, sentindo seu rosto esquentar de vergonha e torcendo para não ter um colapso nervoso logo ali.
- Não sei... Talvez... O que você acha, Draco?
Sua voz parecia ter se enrolado em sua garganta, mas mesmo assim, conseguiu murmurar algo.
- Eu não sei...
Apesar de sentir um pouco de falta do antigo Malfoy, sempre tão sedutor e arrogante, tinha que admitir que achava a timidez desse novo Malfoy adorável. Percebendo que deixara a situação ainda mais estranha, tentou fazê-lo relaxar um pouco.
- Ainda vamos ter muito tempo para descobrir isso, Mione... Draco está vindo morar comigo e foi por isso que eu te chamei. Como foi uma decisão de emergência, ele não trouxe nenhum dos pertences dele, e é impossível ir buscá-los dadas as circunstâncias, eu creio que amanhã ele vai precisar ir às compras. Eu quero que você o ajude a providenciar tudo o que precisar para repor o que perdeu. A única exceção é a varinha. Isso, infelizmente, vai ter que esperar um pouco. E então? Você poderia fazer isso para mim? Ou melhor... Para nós?
O menor corou novamente ao pensar na maneira como o maior havia se referido a eles. Era quase como se fosse um casal. A parte racional dentro de si queria gritar, rir histericamente e dizer que aquilo nunca aconteceria entre ele e o homem-que-foi-o-menino-que-sobrviveu, mas pensando bem, aquela parte parecia estar morrendo aos poucos. Sua frieza e capacidade de dissimulação não eram mais as mesmas. Aqueles anos preso em casa com seu pai haviam lhe feito um mal terrível. Ouvir a voz do outro novamente o fez voltar a prestar atenção na conversa.
- Daqui a duas semanas será comemoração da derrota dos comensais. Levando em conta que é um baile de máscaras, vocês vão ter que arranjar uma para ele.
- E a sua, Harry?
- Eu já tenho.
Algo dentro da cabeça do mais baixo estalou. Comemoração? Comensais da morte? Ele ainda tinha a marca, era óbvio que estar em um salão com as pessoas que exterminavam comensais não poderia acabar bem. Por um segundo pensou que aquilo poderia ser uma armadilha. Mas seu coração se recusava a acreditar que Harry seria capaz de algo assim. Principalmente depois das cartas que eles trocaram, e mais ainda, depois de tê-lo beijado daquela maneira. Só voltou a prestar atenção na conversa ao ouvir Hermione se despedindo.
- Venho te buscar amanhã as oito, certo, Draco?
Mesmo achando um pouco cedo, ele apenas assentiu.
Quando a moça entrou na lareira e desapareceu em meio às chamas verdes, ele não pôde evitar olhar para o outro, sentindo-se nervoso e amedrontado.
- Como é esse... Jantar?
O ex-grifinório riu, sentindo seu nervosismo.
- Não vai acontecer nada ruim com você, sim? Eu não vou deixar. É só uma festa que simboliza a expulsão oficial dos comensais do poder, certo? Não se preocupe.
- Mas... Não vai ser um problema para você ser visto comigo? Eu sou filho do último comensal, eu tenho a marca negra, eu...
- Você vai estar comigo. Como no baile de inverno de Hogwarts.
- Eu não estava com você naquele baile...
- Mais um motivo para eu tentar recuperar o tempo perdido.
- Mas o que você pretende? Um encontro?
Percebendo o que havia dito um segundo depois, ele levou as mãos à boca. O maior parecia estar um pouco sem jeito.
- É mesmo um encontro?
- Se você quiser que seja...
- Mas... Isso não iria te causar problemas? Sua imagem como ministro...
- Bom, até onde eu sei, não há problemas no mundo bruxo em relação às escolhas de gênero...
- Não, não isso... Em algum lugar alguém tem problema com isso?
- Alguns muggles têm.
- Que estranho... Voltando ao assunto, não é porque eu sou homem. Mas... Às vezes eu acho que você nunca olhou para a marca gigante e horrível gravada no meu braço esquerdo.
- Tudo isso pode ser resolvido, sim? Depois que você for inocentado, ninguém mais vai te perturbar, a não ser as revistas sensacionalistas, que vão querer saber como é ser o novo "possível interesse romântico do ministro". Só me diga que é maior de idade.
Draco riu, empurrando de leve o ombro do outro.
- Eu sou mais velho que você, esperto.
Rindo de leve do sarcasmo, Harry levantou-o do chão, o levando até a cama novamente, deitando-se sem soltá-lo.
- Draco... Obrigado.
O loiro sentiu-se um tanto estranho, constrangido. O moreno o salvara da morte pelas mãos do próprio pai e agora lhe agradecia como se tivesse sido o contrário.
- Desculpe... Acho que não entendi... Por que está me agradecendo? Quem me salvou foi você.
Salvar. Detestava aquela palavra. O fazia pensar que o outro era um cavaleiro de armadura brilhante e que ele mesmo era uma donzela presa na torre. Malditos livros muggles.
- Não... Você não foi o único a ser salvo. Quando sua primeira carta chegou, eu estava fazendo coisas ruins. Coisas que me deram arrependimento. Mas de repente, tudo o que eu queria, tudo o que me movia era te ajudar até te ver salvo. A cada carta, eu me envolvia mais e desejava mais ter você aqui comigo. E então eu acabei por ter você como minha prioridade e por deixar as coisas que me faziam mal de lado.
- Posso perguntar o que você estava fazendo de tão errado?
- Eu estava em um casamento caindo aos pedaços, tinha uma amante diferente todas as noites, bebia muito, quase o suficiente para me esquecer de tudo. Mas quando você apareceu, eu fiz o que era certo. Separei-me de Ginevra, me mudei para cá, parei com o firewhisky e decidi que iria fazer o que me fizesse feliz. Te ver livre me faria feliz, então decidi que arriscaria tudo por você, e quando eu vi, já estava assim.
O menor, de repente percebeu que seus corpos estavam muito próximos, seus rostos quase se tocando. Gaguejou.
- Assim como?
O maior não respondeu, apenas beijou-o, sentindo seus lábios extremamente macios e seu corpo um pouco trêmulo, incerto do que fazer, nervoso. Aquele Draco que conhecia há tão pouco tempo era tão doce e tão marcado, que qualquer movimento brusco parecia ameaçar quebrá-lo em milhões de pequenos cristais pálidos. Seus lábios se moveram, tentando fazer com o que o outro correspondesse, mas tudo que sentia era o corpo dele tremendo sob o seu. Mesmo assim, ele parecia querer ser beijado. Aquilo o fez ter uma idéia. Afastou-se um pouco, parando de beijá-lo e olhando em seus olhos.
- Você já beijou antes?
O loiro olhou-o. Não sabia dizer qual era sua expressão. Perplexo? Ofendido? Chocado? Parecia uma mistura de tudo isso.
- Já! Quer dizer... Não! Quer dizer... É complicado. No quarto ano, o Nott tentou me agarrar, mas eu travei a boca com tanta força que ele não teve sucesso algum. Depois daquilo, eu passei a descartar qualquer hipótese de beijar ou dormir com quem quer que fosse. É claro que os outros sonserinos me atormentavam, diziam que eu estava me guardando para o príncipe encantado, que eu ia morrer virgem, e essas coisas.
- Eu te ofendi ao te beijar?
O menor corou mais.
- Não! Claro que não, quer dizer... Foi... Ahm... Bom... Desculpe, eu não tenho muita experiência nessa área...
- Eu posso te ajudar se quiser...
- Eu acho que...
Draco não pôde terminar a frase, pois seus lábios foram tomados novamente. Após aquilo, apenas silêncio se seguiu, ambos dormiram sem perceber, e ao acordar, Harry estava sozinho em sua cama.
