Yo pessoas o/
Perdoem-me por mais um atraso D:
Eu só posso usar o computador do meu padrinho pra postar e ele sempre me enche as paciência :v
Mas hoje consegui e está aqui mais um capítulo da nossa trama querida (?)
Vou logo avisar: Este capítulo começará com um pequeno hentai, mas não é nada explícito. Mas se você não é autorizado a ver: não conta pros seus pais e.e
Brincadeira a parte espero que gostem e me perdoem.
Boa leitura.
Capítulo 3: Em meio às cinzas da memória
- Gostou da surpresa? - Naruto sorria marotamente, seus olhos brilhavam.
- Foi o melhor presente do dia - na ponta do pé, envolvi seu pescoço e lhe dei um beijo. - Obrigada.
Estávamos entrando em casa e o céu já estava escuro. Todos haviam se despedido e regressado a suas residências. Abri a porta e fui em direção à cozinha preparar algo rápido para comer. Separei algumas coisas da geladeira e estava em frente a pia para lavar os alimentos, quando senti os braços dele me envolvendo pela cintura. Descansou a cabeça na curva do meu pescoço.
- Acho que mereço uma recompensa - sussurrou ao pé do meu ouvido. Senti um arrepio e fechando os olhos, sorri.
Naruto tomou aquilo por consentimento.
Girou meu corpo para que ficasse de frente com o dele. Enroscou seus dedos em meus cabelos e me puxou para um beijo. Estava faminto por meus lábios, ansioso e afobado. Colou mais seu corpo ao meu e pude sentir sua ereção. Sua mão passeava por meu corpo, sem nunca parar de me beijar. Puxando minhas coxas par cima, me fez sentar na bancada, espalhando tudo que havia por ali. Ao separarmos nossos lábios, pude ver seu sorriso divertido. Brincou com a barra da minha camiseta, infiltrando demoradamente seus dedos por ela. Um arrepio passou por meu corpo e me segurei para não soltar um gemido.
Em vão.
As pontas dos dedos deles eram gélidas. Subindo mais por minhas costas, dançaram, me fazendo contorcer e suspirar. Ele amava aquilo. Lentamente, seus dedos chegaram ao aro do sutiã. Como se pedisse permissão, se demorou por ali. Elevei meu corpo para dar passagem aos seus dedos. Nossos lábios se uniram mais uma vez, enquanto brincava com meu seio gentilmente. Com maior intensidade no beijo e nas carícias, passei minhas unhas por suas costas, por baixo da camisa. Nós dois gemíamos baixinho, roçando nossos lábios. Enlacei minhas pernas ao redor dele, aproximando sua ereção da minha intimidade. Uma de suas mãos tratou de abrir o zíper de minha calça e a da dele própria. Nunca tínhamos feito algo do gênero ali, mas estava tão excitada que corei mais só de pensar.
Estávamos mais que empolgados quando ouvimos um barulho.
Paramos imediatamente. Naruto me olhou, estático.
- Naruto! Hinata! - alguém batia à porta. Uma voz feminina.
- Justo agora? - choramingou ele.
Não tive como não rir de seu profundo desapontamento. Dei um beijo em sua testa e lhe sorri docemente, corada e ofegante.
- Vou atender a porta - desci do balcão e fui em direção à entrada, ajeitando a camiseta, o zíper e os cabelos.
Ao abrir, me deparei com uma Sakura bem muito bem trajada e elegante. Usava um vestido do tipo sereia, de paetês salmão e sua bolsa de mão tinha o mesmo estilo. Para combinar com os olhos, usava discretas esmeraldas nas orelhas. No rosto sua maquiagem era leve, mas seu perfume, do tipo amadeirado, podia ser sentido a quilômetros.
- Olá! Desculpe aparecer assim, de repente - sorriu, sem graça. Quando olhou bem pra mim mudou sua expressão completamente - H-hinata, você está muito... vermelha - colocou o dorso da mão em minha testa. - E quente... Além de ofegante - Sakura era uma das melhores enfermeiras do Hospital da cidade. - Naruto, seu idiota, como deixou ela neste estado? - gritou para ele, que permanecia na cozinha.
- N-n-não há n-nada com que s-se preocupar - sua observação me deixou mais envergonhada ainda. - Q-quer entrar? Você está m-muito bonita.
- Obrigada - sorriu encabulada.- Vim apenas para saber se não querem ir à uma festa conosco.
- Festa? - Naruto apareceu de súbito, com uma tigela de ramen na mão.
- É, sua anta - revirou os olhos. Se virou para mim. - Ou você tem a opção de deixá-lo aqui e vir sozinha - disse piscando, zombeteira. Ouvimos Naruto resmungar qualquer coisa e rimos baixinho.
- Acho melhor deixar para outro dia. Estou um pouco cansada - Naruto disfarçou o que seria uma de suas gargalhadas estrondosas. - M-mas obrigada pelo convite! – minha voz subiu algumas oitavas e ela notou que havia algo meio estranho ali. Olhou a hora no visor do celular e então se despediu.
- Não há de quê - beijou minha bochecha. - Até. E Naruto cuide da Hinata! - saiu em direção ao carro de Sasuke, estacionado do outro lado da rua. Quando ele abriu a porta pra ela, me fitou.
Seu olhar me causou arrepios estranhos.
Ao voltar pra dentro, fui me sentar no sofá aonde Naruto se encontrava deitado, rindo.
- O-o que aconteceu? - indaguei. Ele deitou sua cabeça no meu colo.
- Você não me parecia cansada antes da testuda chegar - zombou. Cobri meu rosto com as mãos, envergonhada demais para encará-lo.
- P-pare com isso, Naruto-kun.
- Não consegui me segurar - ele afastou minhas mãos gentilmente, sorrindo pra mim. - Desculpe.
- T-tudo bem - olhei para o relógio na parede. - Acho que devemos ir dormir...
- Sim, mas não acha estranho eles terem uma festa em plena segunda-feira, Hina-chan?
- É verdade. Mas espero que se divirtam - sorri, olhando pra imensidão azul de seus olhos. Ele segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou. Se levantando, estendeu a mão e quando eu a segurei ele me puxou de repente, me botando em seu colo como uma criança pequena.
- N-naruto! - agarrei em seu pescoço.
- Venha minha princesa! - exclamou teatralmente e saiu correndo em direção ao quarto.
Entre gargalhadas e carinhos, fomos para cama continuar o que fora interrompido no balcão da cozinha.
Haviam se passado alguns dias desde que todos se reencontraram no café e no meio da semana Sakura me ligou. Acertamos de nos encontrar na minha casa, todos os sábados a tarde, para organizar os detalhes da festa. Dei a ideia de chamarmos Ino, mas chegamos a conclusão de que se o fizessemos, não poderiamos mais opinar em nada.
Na quinta-feira, ao chegar em casa reparei que Naruto estava um tanto estranho. Havia dias que ele andava meio estressado com tudo: emprego, dinheiro, tempo. Mas naquele momento demonstrava tensão, como se estivesse pressionado.
- Aconteceu algo? - não gostava de vê-lo daquele jeito.
- Hina-chan, quero que sente - um mau pressentimento percorreu meu corpo e senti a sala girar. Obedeci - Recebi uma ligação de Shikamaru esta tarde.
- S-shikamaru? - eu não conseguia entender aonde ele queria chegar. - Aconteceu algo à ele ou Temari?
- Não - veio sentar-se ao meu lado, segurando minhas mãos. Parece que estava tentando encontrar um meio fácil de dizer. - Reabriram o inquérito da noite do incêndio.
- O-o quê?! - eu estava incrédula.
Por quê? Depois de tanto tempo. Os legistas e criminalistas da equipe de investigação levaram quase um mês recolhendo provas, analisando-as e tomando depoimentos de testemunhas. Fora um momento de pressão para mim e mamãe. Quando perdemos Hanabi e papai, a única coisa que queríamos era esquecer do modo que eles se foram. Mas para melhor andamento do processo tivemos que dar depoimento sobre nossas lembranças de antes e durante o incêndio. Fora uma das piores sensações do mundo, misturadas à dor da perda.
Tentar esquecer e ser obrigada à lembrar.
E depois de todos aqueles momentos de sofrimento e angústia, tudo voltava à tona. Eu sabia de que iriam me procurar por mais perguntas. Por que queriam que eu revivesse tudo aquilo? O fogo, os gritos, a dificuldade pra respirar, a fumaça por todos os lados. Reviver meu passado das cinzas e me ferir com elas, esse era o objetivo?
Eu teria feito todas aquelas perguntas à Naruto se tivesse conseguido encontrar algumas voz e força dentro de mim. Uma mistura de revolta e tristeza me tomaram, as lágrimas transboradaram involuntariamente. Ele me deu um abraço apertado e terno.
- Desculpe ter que dar essa notícia. Eu sabia como iria te afetar e estava evitando isso ao máximo, mas é algo importante - eu não conseguia dizer nada, apenas absorver suas palavras e apertá-lo mais à mim. - Shikamaru me contou que o motivo da reabertura foi a suspeita de ser... incêndio doloso..
Me afastei dele um pouco, olhando-o incrédula.
- D-doloso? - não era possível... Depois de tantos anos! O veredito final da equipe criminalista foi de acidente. Era o que havia sido escrito nas papeladas e no eu quis acreditar esses anos todos. Por que desconfiar de ter sido um incêndio doloso somente agora?
- Sim. Shikamaru me explicou que votou para que levassem a investigação pra este lado, mas o chefe da equipe na época foi contra. E agora com algumas provas consideráveis sobre isso, ele quer realmente ter certeza.
- Q-quais p-provas? - consegui balbuciar em meio aos soluços.
- É isso que ele quer nos explicar amanhã a noite, em seu escritório.
O departamento onde Shikamaru chefiava ficava em Tokyo. Temari e seu menino Menma moravam na capital, acompanhando-o. Tomou um avião e chegou em seu antigo departamento, aqui em nossa cidade, uma noite antes de nosso encontro na sexta à noite.
Naruto e eu esperávamos na recepção quando ele abriu sua porta e solicitou que entrassemos. Seu ar era de seriedade, mesmo sempre reclamando que seu trabalho era problemático. Pediu que sentássemos e ofereceu uma bebida.
- Suponho que Naruto já tenha lhe dado uma base do que tenho a tratar.
- Sim - abaixei o rosto. Não consegui responder com muito entusiasmo. O pesadelo iria recomeçar. Senti que me observava. Deve ter notado meus olhos um pouco inchados.
- Sei o quanto isto é difícil pra você, Hinata. Somos velhos amigos e quero ser franco, sem falar tecnicamente - deu um longo suspiro. - Como bem sabem, eu era apenas um encarregado na equipe e se pudesse, a investigação teria sido levada para outro nível - revirou os olhos com alguma lembrança.
- Mas quais são os motivos que o fizeram reabrir o caso? - Naruto foi direto, pois sabia o quanto aquilo me atordoava.
- Bem, pra falar a verdade, minha intuição - viu Naruto arquear uma sobrancelha. - Mas não apenas isso, por favor. Depois de algumas investigadas por minha conta, descobri fatos e buracos em depoimentos de testemunhas - me encarou friamente. - E acho que não colocou todas as cartas na mesa, Hinata - meu coração acelerou. Fiz o máximo possível para disfarçar, mas estava enrusbecendo.
- O que está insinuando, Shikamaru? - tenso ao meu lado, Naruto procurou um meio de escapar. Ele também havia percebido do que nosso amigo estava dizendo.
- Insinuando? Nada - apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos na frente do rosto, inquisidor. - Algumas pessoas testemunharam ter a impressão de avistar um vulto encoberto pelo fogo, fugindo pela lateral do jardim de trás. A justificativa delas para terem abafado isso a dois anos foram de "haver fumaça demais ou achar que foi coisa da imaginação". Julgo que pensou o mesmo, não é Hinata? - abri a boca, mas nada saiu. Minha voz havia sumido.
- Você é um espertinho desgraçado, né? - Naruto resmungou. Podia sentir que ele ia estourar. Eu tinha que intervir.
- P-pelo mesmo motivo das p-pessoas naquela noite - as palavras travavam na garganta, me fazendo gaguejar penosamente. Aquilo me deixava mais nervosa. - F-foi quando estava nos braços da enfermeira, s-sentadas na grama esperando auxílio médico - as imagens voltando cruelmente. - Eu v-vi, em meio à fumaça uma silhueta correndo aos fundos. Era r-rápida e antes de passar pro outro lado... - Naruto apertou minha mão. Ele já havia escutado aquela história e sabia o que vinha depois. Shikamaru me incitou a continuar. - Antes de passar para o vizinho, me lançou um... um olhar ameaçador - gotas caíram em minhas mãos, pousadas em meu colo.
- Ela tem pesadelos com aquela noite até hoje - Naruto olhou para nosso velho amigo procurando alguma compreensão. Graças à Deus a encontrou.
- A-apenas achei que era minha imaginação conturbada pela fumaça, pela perda de papai e Hanabi - me abraçando, o loiro tentou me acalmar.
- Vou fazer o possível e o impossível para descobrir quem é o culpado - Shikamaru fitou a lua cheia pela janela.
- Obrigado, Shikamaru - havia uma gratidão imensa na voz de Naruto.
Enquanto íamos em direção da porta, vi de relance um palavra aparecer acima de Shikamaru.
Justiça
Esbocei um sorriso. Eu sabia que ele era uma pessoa boa e que cumpriria o prometido.
O caminho inteiro na volta foi silencioso. A nostalgia dos meus tempos de solidão junto à casa de meus pais voltava. Naruto estava estranho e o vento era forte e gelado. Tentei puxar alguma conversa.
- N-não está com f-frio? - mantinha o braço ao meu redor. Não o sentia tremer.
- Não - seu tom não era brusco ou mal humorado, apenas indiferente.
- O-o que aconteceu? - vi sua boca abrir algumas vezes para me dizer algo, mas nada saiu.
- Apenas estou cansado - suspirou. Olhando pra mim, esboçou um pequeno sorriso.
Seu sorriso era gentil, mas não havia calor em seus olhos.
- Chegaremos em casa e poderá descansar como merece - lhe sorri. Achei melhor não comentar nada. Naruto tinha seus motivos para omitir algo de mim.
Ao chegar em casa, entrou no quarto e se jogou na cama. Sentei na ponta da mesma e ele chegou mais perto.
- Por que Hinata? - seu olhar era triste e duro. Acariciou meus cabelos.
- D-do que está falando? - estava completamente perdida em suas indagações.
- Porque não contou tudo à polícia desde o início? - aquilo me pegara de surpresa. - Poderia ter evitado tudo isso de volta, meu amor - suas palavras eram duras de ouvir. Fitei uma palavra a cima de sua cabeça.
Incompreensão
- V-você sabe - eu me sentia magoada. Era como se insinuasse que a culpa por meu sofrimento agora fosse por minha própria causa. - Eu estava c-confusa - levantou-se andando pelo quarto.
- Qualquer coisa poderia ter sido utilizada pela polícia. Eles poderiam ter levado a investigação ao desgraçado que fez isso! - sua voz se elevou um pouco. - Tudo poderia te se resolvido a dois anos atrás!
Meus olhos lacrimejaram e uma dor latente se instalou em minha cabeça. Tentei segurar as lágrimas o máximo que pude, mas elas foram traiçoeiras comigo. Havíamos brigado apenas duas vezes daquela maneira, mas em nenhumas das duas me sentia tão triste como naquela.
- M-me desculpe - me vendo chorar e notando sua voz alta demais, se aproximou. - Eu não queria te machucar Hinata. Sabe que te amo mais que tudo, não é? - acenei que sim com a cabeça. - Me perdoe, por favor.
Me joguei em seu pescoço, o agarrando com força. Seus braços me apertaram forte.
- A culpa é minha - murmurei baixo em seu pescoço, mas ele me ouviu.
- Não é. Me perdoe por falar coisas tão horríveis - me beijou os cabelos. O arrependimento em sua voz era perceptível. - Estava nervoso e estressado, mas isso não me dava o direito de magoar você. Me perdoe, Hina-chan.
Sentia como se alguém houvesse me dado um soco no estômago. Nós dois estávamos chateados e sob pressão.
- T-tudo bem - sequei minhas lágrimas. - Vamos dormir, ok? - sorri superficialmente.
Como podia ser assim? Estávamos brigando, sendo que um dia antes fazíamos amor naquele mesmo momento.
Arrumamos a cama e ao deitar um ar de tensão pairou sobre nós. Como se fossemos desconhecidos, levamos um tempo até aproximarmos os corpos um do outro. Sua mão timidamente tocou a minha, entrelaçando nossos dedos. Descobri um sentimento estranho, de não querer segurar a mão de Naruto. Ele me puxou para mais perto, encaixando-me em seu peito.
- Me perdoe - sussurrou em meus cabelos.
- Não p-precisa pedir perdão.
- Preciso sim. Não deveria ter gritado com você. Fui um estúpido, pode me xingar se quiser.
- N-não. Pare com isso, Naruto-kun - me senti corar, sem motivo. - Eu te amo. Vamos esquecer o que passou - afundei meu rosto em seu peito.
Com seus dedos acariciando minhas costas, dormi. Um sono tenso, acompanhado de muitos sonhos.
O que acharam?
É agora que as coisas vão começar a acontecer, aguardem e confiem! ;D
No mais, tentarei postar mais rápido! Prometo!
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Ja ne o/
