#Capítulo 2

Everybody wants to live happily ever after

10:03 am

- Hey, Harry! - gritou Hermione se aproximando da recepção do Ministério. - Quanto tempo um homem consegue ficar sem fazer sexo? - era mais do que óbvio que o objetivo dela era deixá-lo sem graça na frente da recepcionista.

- Hermione, se você está tentando... - ela o interrompeu, divertida.

- Um mês, uma semana... Talvez um dia? - perguntou atraindo a atenção de várias pessoas. Harry balançou a cabeça, resignado, entregando alguns papéis á loira com quem estivera flertando momentos antes.

Ela ria gostosamente quando Harry passou por ela e a puxou pelo braço. Deixou-se ser levada até a sala dele, ouvindo o moreno bater a porta com um estrondo. Hermione estava aconchegada no sofá e conjurava uma xícara de café para si.

- Achou divertido isto, não? – indagou Harry, irritado. – É claro que achou.

- É claro que achei fofíssima sua face corar, Harry. – disse ela, sorrindo. – Você não é mais um adolescente para ficar rubro quando o assunto é sexo.

- O que você estava tentando fazer, afinal? Deixar-me sem jeito? – cruzou os braços e ao mesmo tempo Hermione cruzou as pernas, sem perceberem o ato harmonizado. – Você sabe como sou em relação a esse assunto.

- Eu e Jannet fizemos uma aposta. – disse bebendo um gole de café. – Eu disse que um homem poderia agüentar até uma semana, ela disse um dia. Mas parece que vamos ter que descobrir com outra pessoa. – ele arqueou as sobrancelhas. Ela lançou um olhar desconfiado para a caixa de bombons em cima da mesa. – Uau. Você gastou cinco galeões nessa caixa de bombons encantados. – analisou.

- São para Ginny. – respondeu sentando-se em sua cadeira.

- Alguma data em especial? – ele balançou negativamente a cabeça. – Oh! Harry, você se sente culpado! – exclamou, desvendando o olhar dele.

- Eu não me sinto culpado! – exclamou, franzindo o cenho.

- É claro que sim! E pelos bombons baratos... Ou a mulher que você dormiu é muito ruim ou você nem chegou a dormir com ela, ainda! – supôs Hermione e ele corou bruscamente.

- Eu não estou traindo Ginny! Por Merlim, Hermione! – defendeu-se. – Eu não posso dar chocolates a minha esposa?

- Tudo bem! Você mente e eu finjo que acredito. – piscou para ele, fazendo a xícara sumir e ela levantar-se.

- Hermione? – chamou Harry.

- Sim? – perguntou parada a porta.

- Não comente com ninguém o preço dos bombons... – Hermione riu e assentiu, divertindo-se com a situação.


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11:12 am

- Que diabos você está fazendo aqui? – disse com a voz habitualmente arrastada e ela sorriu enviesada.

Não que fosse do seu agrado estar na companhia de alguém tão desagradável quanto ele, mas a vista era boa. Ela relaxou por completo, sabendo que o porte ereto era sagrado para ele e sentiu-se culpada por não estar usando roupas mais justas, só para provocá-lo.

- Ora, alguém tinha que vir fazer seu trabalho sujo. - Draco Malfoy olhou-a fixamente.

- Do que está falando? - indagou irritado.

- O Daily Prophet ficou sabendo de uma versão do seu divórcio, está lembrado? - disse debochando. - Eu vim buscar sua versão antes da próxima edição sair. - uma parte dele se tranqüilizou e lembrou que ela trabalhava para o Daily Prophet.

- Desde quando você é da área de fofocas? – pontuou. - Você não é a cronista sênior de Quidditch? - largou-se em uma poltrona e Ginny Potter se sentou, mesmo sem ter sido convidada a isto.

- Desde quando o que eu faço te interessa? - sorriu e tirou um bloco de notas e uma pena de repetição rápida. Draco olhou desconfiado. - Não é nem um pouco parecida com a da Skeeter. - ele pareceu se sossegar. - Vamos logo com isso, tenho mais o que fazer.

- Voltar para sua família perfeita? - perguntou com asco e o sangue de Ginny ferveu.

- O que te faz pensar que aquela família é perfeita? - aumentou o tom de voz e levantou-se com um impulso, caminhando perigosamente na direção de Draco. O loiro a olhou, divertido, e ela percebeu que falara demais.

- Parece que o precioso Potter não é tão perfeito assim. - disse num sussurro rouco.

- Já disse, ande logo com isso antes que eu vá embora! Já me fez esperar o suficiente! - retomou rápida.

- É claro! Tudo nessa casa é culpa minha! - desabafou Draco, soltando a gravata. - Se Scorpius apronta alguma, a culpa é minha! Se a comida é ruim, a culpa é minha! Até mesmo se não chove, é culpa é minha! - desanimado, massageou as têmporas. Ginny deu de ombros e Draco lhe lançou um daqueles olhares rápidos e incisivos, instintivamente ela deu um passo para trás. Ele balançou a cabeça e murchou de vez. - Sinto em estar tomando o seu tempo. - compreensão vinda de Draco Malfoy era algo muito, muito perigoso e Ginny olhou-o surpresa. Ele levantou-se e a ruiva piscou algumas vezes. - Eu sei que você não gosta dessas coisas. - Ginny decidiu relaxar um pouco, afinal não era de chutar quem estava no chão. Ela estava lá e a paisagem era terrível.

- Sinto que você tenha tido um dia ruim. - olharam-se desconfiados.

Draco começou a falar sua versão, toda a farsa do casamento, as contas que sua mulher havia feito e modo como deixara um bilhete e fora embora.

- Está se sentindo bem? - Ginny perguntou, guardando as coisas dentro da bolsa preta.

- Não. - deu uma pausa e sorriu desanimado. - Mas desde quando isso importa? - disse como se não esperasse resposta.

O corpo dele se retesou quando seus olhos se encontraram, uma antiga tensão misturada a desejo. Rapidamente a ruiva se adiantou e o beijou ferozmente, sendo correspondida. Draco começou a desabotoar a blusa da ruiva, até que certa culpa invadiu sua mente e ela o afastou bruscamente. Ofegante, começou a abotoá-la.

- Certo. Agradeço a ajuda. - Draco disse rapidamente. - Sei que isto é um grande transtorno para você. - Ginny se virou e abaixou-se para pegar a bolsa que caíra.

- Fique quieto, coração idiota. - murmurou para si mesma. - Tanta gratidão vai acabar confundindo minha cabeça. - ao levantar-se deu de cara com Draco, fechou os olhos, esperando que ele não tivesse ouvido.

- O que esperava? - disse perturbado. - Uma carta de agradecimento? - e virou-se sem dar tempo dela o responder, caminhou para dentro de uma sala.

Ginny não pode se conter, apesar da porta da frente estar aberta, de um jeito que a convidava a sair e nunca mais voltar. Porém algo dentro dela explodiu e a fez entrar pela porta que ele havia passado.

- Não é tão fácil, Malfoy. - disse preocupada. - Não é fácil conviver com a culpa. - ele permaneceu quieto e Ginny entendeu aquilo como algum tipo de bandeira-branca.

- Até quando você vai se sujeitar a isso? - perguntou e ela não o compreendeu. - Potter não vai fugir. - ela bufou, resignada. – Ele vai manter as coisas assim.

Ginny segurou no braço dele, fazendo-o se virar. Toda aquela raiva o deixava tão viril e o cheiro da sua colônia a perturbava. Sem pensar, sem pestanejar, ela o beijou novamente, rendendo-se. [/i]


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Everybody wants to know their true love is true

07:53 pm

- Droga! - disse Hermione, batendo a mão na testa. - Você contou a ela, não contou? - Harry meneou a cabeça, em negação. Possuía uma mala de cada lado do corpo e um sorriso torto.

- Ela me contou. - disse, dando de ombros.

- Como é? - perguntou, arqueando as sobrancelhas.

- Ginny estava – ou ainda está -, tendo um caso. - deu de ombros novamente.

- Quer uma cerveja? - disse ela dando um meio sorriso e abrindo a porta para Harry passar. - Vai contar a Ron?

- Vocês voltaram? - perguntou empurrando a mala para o sofá.

- Não. - disse revirando os olhos. - Você sabe, sem chances! - Harry riu, duvidando.

- Então tem um novo admirador? - disse franzindo a testa e indicando algumas flores.

- Não são minhas, Harry! - respondeu enquanto fechava a geladeira. - Você está esperando um convite para sentar? - indagou sentando-se e sendo acompanhada por Harry. - São da Rose.

- O que? - perguntou desviando os olhos do decote dela.

- As flores, Harry! Acho que a lerdeza do Ron é contagiosa! - exclamou indignada.

- Uau. Quando foi que você ficou tão ferina? - ele perguntou travesso, afrouxando a gravata.

- Harry, você não pode olhar para o decote de uma mulher sem que ela perceba! - defendeu-se e ele corou bruscamente.

- Eu não estava...? - ela não o deixou que terminasse.

- Rose recebeu essas flores hoje, quando estava aí. - disse dando de ombros.

- E porque ela não ficou? – perguntou acomodando-se.

- Decidimos que enquanto eu não arranjar um apartamento maior, as crianças ficam em casa. Ou, na versão do Ron, quando eu voltar a minha sanidade mental normal, e voltar para ele. - Harry riu. - E você sabe que isto não vai acontecer e que, não só pode, como deve parar de dar esperanças e idéias a ele.

- Certo... - remexeu-se inquieto.

- Estou falando sério, Harry! As flores não eram da Rose. Então se ele me mandar novamente, você não sabe o que vai acontecer com você! - ameaçou e apertou o dedo contra o peito dele.

- Você que eu não reajo bem com ameaças... - ele respondeu, tirando o dedo dela de seu peito e sorrindo.

- Oh. Havia me esquecido! - dissimulou e lhe deu seu melhor sorriso. - Então...

- Eu comprei aqueles chocolates para ela e sugeri que precisávamos conversar. - ele começou contando, Hermione sentou-se de lado, atenta. - Imagine... Ela começou a chorar desesperadamente e a me pedir desculpas. - Harry revirou os olhos. - Então... - fez suspense e Hermione torceu o nariz. - Disse-me que acabou se envolvendo com um cara. - ela pegou a mão de Harry e a segurou. - Não era algo inacreditável. Eu ajeitei meus óculos e comecei a jogar minhas roupas dentro de um malão. - deu um meio sorriso. - Ela gritou, se ajoelhou, enfim, aqui estou eu.

- Oh. Ela deve estar desesperada! - disse Hermione e Harry coçou a cabeça.

- Qual é, Mione! Eu fui traído! - retrucou e cruzou os braços.

- Eu vi você conversando com aquela mulher da recepção! - sorriu amarelo para ele.

- Estava discutindo contabilidade! - justificou e ela arqueou as sobrancelhas.

- Contabilidade em dupla? - riu com gosto. - Tudo bem, se você não quer me contar... - ele permitiu-se rolar os olhos.

- Não existe nada! - ergueu as mãos para o alto.

- Quem é o cara? – perguntou com a curiosidade a flor da pele.

- Não faço idéia. – disse torcendo o nariz. – E nem me interessa.

- Você já jantou? - perguntou levantando-se.

- Não... Você sabe, não pensei em jantar de despedida! - ironizou e ela olhou por cima dos ombros.

- Não comece com suas ironias, Harry, ou você vai ficar com o tapete do gato! - ameaçou e Harry riu à vontade.

- Ora, você já vai me deixar com o sofá e agora me oferece o tapete? - perguntou fingindo-se de ofendido e tirando os sapatos. - Confesso que cogitei a hipótese de ir para a casa de Ron... Mas as crianças ainda não sabem e bem, é a irmã dele, certo?

- Ele a conhece. - retrucou, com a cabeça enfiada na geladeira.

- Ah, pare com isso! Ele finge que a conhece. - Hermione balançou a cabeça, concordando. - Ginny não vai dizer nada até alguém descobrir, o que pode demorar já que as crianças foram passar o resto das férias na Toca.

- Você tem razão. Não vai dizer nada a mais ninguém também? - perguntou tirando algumas folhas para a salada.

- Quem tem que contar é ela, não é? - deu de ombros. - Preciso de um banho.

- Tem toalhas embaixo da pia do banheiro. - Harry desapareceu pela porta.


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Talvez a presença de Harry tornasse as coisas menos solitárias e a comida um pouco melhor. Não que ela estivesse pensando em fazer dele seu cozinheiro ou algo do tipo, mas seria bom ter alguém com quem contar.

Hermione ouviu Harry gritar algo e respondeu "dentro do armário", mesmo não tendo certeza sobre o quê, supôs que ele estivesse perguntando sobre o xampu.

Harry saiu do banheiro, trazendo uma baforada de ar quente e fazendo Hermione se virar, o moreno estava com a toalha enrolada na cintura e o cabelo pingando. Ela riu da cena e não pode deixar de fitar o tórax definido dele, mas antes que Harry percebesse Hermione já havia se virado.

Pegou seu pijama no malão e voltou para dentro do banheiro, em minutos saiu de lá, perfumado e com um samba-canção de seda preta. Hermione tentou controlar seus hormônios enquanto cortava a cebola.

Acabando com todas as tentativas dela, Harry chegou por trás e apoiou seu queixo no ombro de Hermione, olhando curioso para o que ela tentava fazer.

- Você ainda não aprendeu a fazer aquele molho de tomate? - perguntou e agachou-se, abrindo as gavetas e procurando por um avental.

- Se você me ensinasse! - retrucou, balançando a cabeça e espantando pensamentos indevidos.

- Ora, ora! Hermione Weasley não achou a resposta em um livro? - disse rindo e ficando sério, ao colocar o avental, deu-se conta de que tocara em assunto delicado.

- Granger. - disse e cruzou os braços. - Você fica terrivelmente sexy de avental, Harry! - disse rindo gostosamente e quebrando o clima pesado.

Harry deixou-se envolver pela risada e começou a explicar a receita do macarrão com molho de tomate. Hermione estava rindo a todo o momento, a cada piada de Harry, a cada olhar. Não podia deixar de admitir que ele a fizesse feliz.

- Vamos brindar. - disse Harry pegando um copo com suco.

- Aos nossos casamentos fracassados! - discursou ela, fazendo pose.

- Que isso, Hermione! - Harry rolou os olhos. - Á primeira janta decente desta casa! - ela pôs-se a gargalhar e ambos fizeram 'tim-tim' com os copos, bebendo em seguida.

- Então... Qual é o nome dela? - perguntou Hermione e Harry se engasgou.

- Nome de quem? - perguntou confuso.

- Da mulher que você está saindo, oras! - ela riu ante a indignação de Harry.

- Não existe nenhuma mulher! Eu já lhe disse! - insistiu e Hermione arqueou as sobrancelhas, duvidando.

- Ou você se sentiu culpado demais para dormir com ela? - riu e Harry a ignorou. Comiam em silêncio.

- Por que você e Ron não vão mais voltar? Ele estava disposto a mudar... - comentou tranqüilo.

- Sem chances. Aquele manual dele acaba no capítulo doze. – respondeu ferina e Harry se engasgou com o suco. – É a mesma coisa que Voldemort ressuscitar e sair distribuindo doces. - ela pausou e o fitou. - A maior besteira da minha vida foi ter me casado com aquela idade! E por Merlim, eu acreditava que Ron poderia mudar!

- Já entendi! Já entendi! - ele disse convencido. - E as crianças?

- Estão envolvidos em algum plano com o pai para juntar nós dois. - deu de ombros. - Ele sabe que sou resoluta em todas as minhas decisões, por que será que pensa que desta vez eu irei voltar atrás? Mandando você e meus filhos...

- Porque ele acha você o ama ainda e também porque na escola eu sempre dobrava você. - disse ingenuamente e Hermione entortou a cabeça, franzindo o cenho.

- Como é que é? - levantou-se colocando as mãos na cintura. - Você me dobrava?

- Ora, Hermione. Não se recorda de todas as vezes que você quebrou as regras por minha causa? - disse enfatizando.

- Eram casos de vida ou morte! - exclamou perplexa.

- E mesmo você sabendo que era completamente errado, sempre esteve ao meu lado, até mesmo quando todos, inclusive Ron, duvidaram de mim. - gesticulou com o garfo.

- Certo. E por isso ele achou que você poderia me convencer a voltar para ele? - ela riu. - É você, é sobre você. - ele não pode deixar de sorrir.

- Obrigado. - disse e ela olhou-o, confusa. - Por todos esses anos, sabe. Por tudo.

- Alguém tinha que colocar algum juízo nessa sua cabeça! - respondeu sorrindo. - O que eu ainda tento fazer, de qualquer forma.

- E não irá desistir nunca... - completou, levantando-se, já conhecia o discurso. Harry abriu os braços e Hermione andou até o amigo e o abraçou.

Uma coruja parda entrou pela janela da cozinha e aterrissou na mesa, surpreendendo-os. Hermione retirou o envelope e deu algumas sementes ao animal.

"Hermione,

Sou eu, Molly, não encontro Harry e Ginny está resolvendo um problema com Luna!

Albus aprontou novamente, eu acho que ele não faz por mal, mas... Ele saiu algumas horas, deixou um trouxa de cabeça para baixo. Arthur consertou tudo, mas alguém precisa dar um jeito nele! Ele não come e desconfiamos que saia pela janela do quarto no meio da noite. Está na sala agora e o olhar dele me incomoda. Se encontrar Harry diga que precisa fazer algo.

Com amor,

Molly Weasley"

Harry estava estupefato, andou até o sofá e jogou-se lá, o olhar perdido.


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08:43 pm

- Nossos pais nunca foram amigos, mas os seus, sim. – disse Lily, sentada no tapete juntamente com Rose no quarto que a ruiva passava os últimos dias das férias. – Eu acho que quando eles se casaram, esqueceram de ser melhores amigos.

- Você acha que é possível serem casados e melhores amigos? – perguntou Rose, passando a mão pelos cabelos.

- Eu acho que é isso que se precisa para dar certo. – ela balançou a cabeça, veemente. – Não que não dará certo por algum tempo ser não forem melhores amigos.

- Minha mãe e seu pai. – concluiu Rose. – Eles são melhores amigos desde que nos conhecemos por gente e desde antes disso.

- Mas seus pais também eram melhores amigos! – rebateu Lily. – E depois que se casaram se tornaram marido e mulher e...

- Lily, meus pais viviam brigando! – retrucou Rose, esclarecendo. – Sempre que acontecia alguma coisa em sua casa seu pai corria pra contar pra minha mãe e ele não fazia o mesmo com meu pai, minha mãe também não contava nada pro meu pai.

- Mas se eles ficassem juntos e... – Lily fungou, os olhos marejados. – Eles não dessem certos como meu pai e minha mãe ou seu pai e sua mãe? – Rose a abraçou. – Eu acho a amizade deles a coisa mais bonita de todo o mundo, eu não quero que briguem!

- Eu também não, sua boba! – respondeu a maior, afastando-se meigamente de Lily e segurando suas mãos. – Mas eu sei que eles não vão brigar! Eu os vi juntos quando seu pai foi para o apartamento da minha mãe.

- J-juntos? – gaguejou.

- Bem, não exatamente... – respondeu fazendo bico.

- Viu só, Rose, eles vão ser sempre amigos! – ergueu as mãos para o alto, de cara amarrada.

- Lily, eu não te entendo! Você quer ou não que eles fiquem juntos? – Lily olhou pela janela e depois voltou a olhar para a prima.

- E-eu quero. – soluçou e Rose sorriu. – Você iria ser minha meia-irmã. – constatou e sorriu. – Mas eu te consideraria uma irmã completa!

- Eu também, Lils. – esboçou um grande sorriso, levantando-se. – Eu tenho que ir, meu pai não tem idéia de que saí de casa.

- Mas como...? – Rose a interrompeu, espiando pela porta.

- Pó de Flú. – murmurou e abanou a mão. – Tchau, Lils! – disse desaparecendo pelo corredor.


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08:28 pm

- Luna, querida. - cumprimentou Ginny, olhando pela janela e virou-se imediatamente ao ouvir a amiga fungar. - O que aconteceu? - perguntou ao ver lágrimas brilhantes escorrendo pelos olhos dela.

- Eu beijei um cara naquele pub bruxo... - disse fungando e a ruiva a abraçou. - Ele era tão bonito e só depois eu fui me dar conta de quem era... - ela fungou novamente.

- Quem era, Luna? - perguntou Ginny.

- D-draco Malfoy. - respondeu ainda chorando e Ginny esbugalhou os olhos.

- Tem certeza, Luna? - a loira assentiu. - P-preciso dar uma saída. Não saia daqui! Já volto. - ela aparatou.

Draco entrecerrara os olhos e levemente curioso se encaminhou à ruiva. Ginny colocou uma mão em seu peito, fazendo-o parar.

- Você me fez trair minha melhor amiga! - jogou as palavras. - Como foi capaz?

- Do que diabos você está falando? - perguntou Draco, confuso.

- Luna! - ele piscou várias vezes. - Luna Lovegood. Você saiu com ela e agora ela está arrasada! Isto me deixa arrasada!

- Tecnicamente ninguém traiu ninguém. - disse Draco rolando os olhos. – Porque eu não saí com ela, eu a encontrei naquele pub bruxo. Segundo... Foi só um beijo, Ginny! - explicou Draco, perturbado. - Nós nos vimos outras vezes e não repetimos o ato. - a ruiva abriu a boca várias vezes, mas não emitiu som algum. - E eu tenho certeza de que você não ouviu toda a história. Aposto quantos galeões quiser que Luna não terminou de te contar o resto.

- E-eu... - ela pausou e bateu a mão na testa, aparatando e deixando um sorriso extremamente convencido de Draco para trás.

- Luna, você está assim porque está apaixonada por Draco? - perguntou Ginny entrando no quarto.

- Harry foi embora? - perguntou e a ruiva ignorou a pergunta. - Não, é claro que não! - exclamou surpresa, já não chorava.

- Então me conte o resto. - disse sentando-se na cama.


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09:37 pm

- Hugo, filho, venha aqui. - chamou Ron, enquanto o garoto passava correndo pela cozinha.

- Sim? - disse respirando descompassada e rapidamente.

- Você está bem? - ele balançou a cabeça afirmativamente. - Certo... O que você acha de eu sair para tomar uns Drinques... - Ron pausou, estalando a língua. - Com uma mulher?

- Eu estranharia se você saísse com um homem. - disse risonho.

- Você acha que Rose...? - Hugo interrompeu o pai.

- Vamos descobrir. HEY, ROSE! - gritou e logo a irmã apareceu na cozinha, sentando-se em um baquinho. Ron ficou um tanto perturbado. - Papai vai ter um encontro! - ela começou a bater palmas e fez uma careta ao olhar para Ron.

- Eu não acredito que você está pensando em sair com está camisa horrível! - exclamou, torcendo o nariz.

- Eu fico feliz que vocês não se importam. - disse Ron sinceramente.

- Se importar? Nós te damos força! - disse Hugo, dando um soco no ar. - Só você que não enxergava que mamãe não iria voltar mais!

- Hugo! - exclamou Rose, repreendendo-o com o olhar pela falta de sensibilidade.

- Ele tem razão, querida. - disse Ron, levantando-se e dando um beijo na cabeça de cada um, subiu as escadas.

- Eu acho que mamãe deveria ter encontros também. - concluiu Hugo e Rose começou a rir, levantando-se. - Por que está rindo?

- Mamãe já tem um namorado! - cantarolou e saiu correndo, batendo a porta do quarto. – Mesmo que ela ainda não saiba... – sussurrou e trancou a porta.

- VOLTE JÁ AQUI! - gritou o ruivo menor e saiu correndo atrás, socando a porta do quarto da irmã.

- Não vou te contar! - disse Rose calmamente do outro lado da porta.

- COM QUEM MAMÃE ESTÁ SAINDO? EU TENHO QUE SABER SE ELE É UM BOM SUJEITO! - esbravejou e ouviu um pigarro atrás de si.

- Acredite, ele é melhor do que você é capaz de imaginar. - encerrou. Porém as orelhas de Hugo ficaram vermelhas ao ver a cara de surpresa do pai.

- Pai... ela pode estar brincando comigo... - disse baixo, tentando se desculpar, mas Ron sorriu.

- Estava mais do que na hora de sua mãe arranjar alguém e se Rose diz que ele é tão ótimo assim, logo nós descobriremos. - passou a mão pelos cabelos do filho e deu um sorriso sincero. - Querida, pode me ajudar com a camisa? - perguntou Ron batendo na porta.


Nota da Luna: Alguém ainda le isso? D: