Nada é meu


N/T1: Eyes – olhos/ I – eu. As duas palavras tem a mesma pronuncia em inglês.

Chapter Three: Eyes and Little Guys

"Vamos lá, você consegue!" Harry repreendeu e bateu sua mãos juntas enquanto ele dançava para frente e para trás no banheiro de pato no segundo andar da casa de sua família. Ultimamente, o banheiro havia se tornado uma verdadeira provação devido a uma coisa específica: treinamento de banheiro.

Rozzie, como a maioria das crianças de dois anos, estava definitivamente pronta para começar a usar o penico rosa minúsculo que foi colocado no chão ao lado da grande privada branca no banheiro de pato, mas como a maioria das crianças de dois anos faziam, ela estava sendo um pesadelo sobre isso. Ela estava na frente do penico rosa, os braços cruzados sobre o peito, lábio inferior se projetando, bochechas inchadas. Seu pequeno pé gordinho pisou no chão de ladrilhos com raiva quando ela balançou a cabeça para trás e para frente de modo selvagem, com o cabelo preto solto. Seu cabelo deslizava pouco acima dos ombros, não a ponto de tocá-los e já estava começando a enrolar nas extremidades, exatamente como o de seu pai fazia. "Não não não não NÃOOOOO!" E pisava firme no chão!

Não era apenas o treino de banheiro, porém, que estava levando toda a família à loucura. Ultimamente, Rozzie tinha chegado a uma determinada fase de dizer 'Não!' para quase tudo, até mesmo coisas que ela gostava de fazer. A hora do banho, comer, colocar os sapatos... qualquer coisa que interrompesse qualquer jogo que ela estava brincando, mesmo que ela tenha estado apenas sentada no forte no canto da sala de estar com seu Obetor sobre sua cabeça. Ela parecia estar cada vez mais e mais apenas sentado com seu Obetor do que qualquer outra coisa ultimamente, e todos os adultos já tinham notado isso. Mesmo uma viagem para St. Mungos para ver se o comportamento dela era normal resultou em nada mais do que ser chamado de uma fase que ela iria superar.

"Rozzie, o penico é bom!" Harry gritou sobre os gritos dela. Ele estava fazendo o seu melhor para ajudar os adultos, mas sua irmã estava começando a realmente irritar os nervos. Ela não iria jogar. Ela não iria dormir. Ela não faria nada além de lutar, ou gritar, ou sentar-se no canto com Obetor.

"NÃO NÃO NÃO!" Rozzie gritou de volta, caindo sobre o seu bumbum esmagando a fralda e começou a gritar.

Sirius suspirou e abaixou-se, pegando-a do chão e balançando-a suavemente até que ela se acalmasse um pouco. Ele não iria forçá-la a sentar no penico ainda. Ele ainda era novo para ela e forçar iria apenas tornar mais difícil.

"Obetor." Rozzie choramingou e Harry pegou-o do chão e entregou a Sirius, que colocou sobre a cabeça de Rozzie. Ele a colocou no chão e ela andou para fora do banheiro, sentindo o seu caminho e, em seguida, pelo corredor até que ela chegou até a fita adesiva na parede que indicava o topo da escada. Ela se sentou e saltou de bumbum seu caminho para baixo.

Sirius deu um suspiro.

"Rozzie não está nada feliz." Harry observou, franzindo a testa.

"Eu sei. E eu só não sei por quê. E ela não pode nos dizer porque ela não entende os sentimentos ainda." Sirius gemeu e estendeu a mão para despentear o cabelo de Harry gentilmente. "Bem, eu estou indo ajudar Muma a fazer o jantar. Talvez você possa ir acordar Remus?"

"OK Pad." Harry balançou a cabeça e fez a caminhada até o terceiro andar, onde ele sabia que Moony estaria dormindo em seu quarto. Ontem à noite não tinha sido uma lua cheia, mas Moony havia estado acordado a noite toda tentando fazer Rozzie se acomodar para dormir. Na noite anterior tinha sido a vez de Sirius, e antes a de Lexie. Felizmente era o fim de semana e a creche estava fechada hoje.

"Moony, o jantar será logo." Harry disse, enfiando a cabeça pela porta. Remus bocejou e sorriu para ele.

"Tudo bem, Harry. Vou descer daqui a pouco."

"Ok." Harry sorriu. Ele se atirou para dentro do quarto rapidamente para dar a Moony um abraço apertado.

"Obrigado". Remus sorriu, beijando o topo de sua cabeça. "Vá em frente. Vejo você em poucos minutos."

Harry balançou a cabeça e fez o seu caminho para o térreo e pela sala de estar. Rozzie estava sentada no forte no canto do sofá. Ela gostava muito de lá. Harry, tomando a decisão de ir ao fundo nas coisas, foi até ela e subiu até a abertura que dava para ver através do tecido verde. Sentou-se ao lado de Rozzie e pegou a mão dela, como sempre fazia quando eles se sentavam no forte juntos.

"Wozzie não gosta." Rozzie afirmou ao mesmo tempo, se jogando de lado de modo que ela se inclinou contra Harry. Ele passou um braço ao redor dela.

"O penico é bom, Rozzie. Eu usei. Eu sou um menino grande. E você pode usar e ser uma menina grande."

"Wozzie menina gande." Rozzie declarou calmamente e depois estendeu a mão para cima livre, sentindo Harry até que ela chegou aos óculos e, em seguida, serpenteou a mão debaixo deles. Harry fechou os olhos e deixou Rozzie senti-los como fazia às vezes. Ela puxou a mão para trás e sentiu seus óculos novamente. "Wozzie usá?"

"Ok." Harry tirou os óculos e levantou o cobertor da cabeça de Rozzie, colocando-os no rosto dela. "Pronto."

"Os olhos do Haw-wy quebados." Rozzie franziu a testa, sentindo os óculos em seu rosto como se ela pudesse apertar um botão para fazê-los funcionar como ela fazia com o rádio na cozinha.

"Meus olhos não estão quebrados. Eles só não veem tão bem, então eu tenho que usar óculos."

"Ocus quebados. Wozzie não vêr."

"Meu óculos não vai funcionar em seus olhos, Rozzie. Você é cega." Harry franziu a testa, tirando os óculos dela e colocando de volta.

"Wozzie tem ocus de Wozzie? Wozzie ve também?" Rozzie perguntou, sentindo seu rosto e olhos, pressionando-os irritada.

Harry piscou, algo clicando em seu cérebro de sete anos de idade. Ultimamente, em vez de apenas dizer 'Wozzie' ou 'Meu', Rozzie tinha estado falando 'eus', mas sempre era estranho quando ela dizia. Mamãe disse que era apenas como crianças de dois anos falavam algumas vezes, mas...

"Olhos". Harry estendeu a mão e colocou as mãos sobre Rozzie "Você quer olhos?"

"Olhos!" Rozzie gritou, balançando a cabeça e agarrando-lhe o rosto. "Olhos!"

"Vocês dois, hora de jantar."

"Olhos, Olhos! Muma!"

"Sim, você também, Rozzie, boba." Lexie riu e veio para pegá-la.

Harry balançou sua cabeça. "Não mamãe. Olhos. Globos oculares".

"Olhos?" Lexie perguntou, confusa por um momento antes de entender. Ela olhou para sua filha, que atualmente estava segurando as mãos sobre o rosto como se estivesse segurando algo. "Oh Rozzie. É por isso que está tão zangada? Você quer olhos também?"

"Olhos Wozzie Olhos!" Rozzie parou agarrando em seu rosto, sorrindo e segurando os braços para cima quase em exaltação. Finalmente, o que ela estava dizendo tinha conseguido chegar através de alguém. Levou apenas duas semanas. "Olhos! Te agora pur favor."

"Oh querida. Seus olhos não acabaram de crescer ainda."

"Olhos quescer?"

"Oh, sim." Lexie sorriu e sentou-se no sofá com ela. Harry subiu para se juntar a eles.

"Rozzie, sabe a poção que você toma?" Ele perguntou, cutucando-a no estômago, agora que ela parecia mais feliz do que tinha estado nas últimas semanas. "Isso faz com que seus olhos cresçam e quando estiver terminado de crescer você vai pode ver também."

"Harry está certo Rozzie. Você tem que tomar sua poção para fazer seus olhos crescerem, mas eles ainda não estão prontos."

"Oh." Rozzie piscou e acenou com a cabeça despreocupadamente como se tudo finalmente fizesse muito mais sentido. Na verdade, a poção era para curar os olhos e não havia nenhuma garantia absoluta de que iria funcionar, mas como é que se explica isso para uma criança que não tinha nem aprendido a usar o penico ainda? "Quando vai?"

"Bem... não por um tempo ainda, eu acredito, doce menina. Mas está tudo bem que seus olhos não estejam terminados. Você é especial e perfeita exatamente como você é e nós todos a amamos muito com ou sem os olhos." Lexie beijou as bochechas de Rozzie e Rozzie franziu a testa.

"Mas... os olhos..."

"Está tudo bem, Rozzie. Você não precisa de olhos ainda." Harry abraçou-a, beijando-a também. "Você me tem para ver por você."

Rozzie fez uma pausa em sua choramingação e parecia estar pensando sobre a declaração de Harry por alguns momentos. Harry sempre lhe dizia tudo sobre o mundo ao seu redor, especialmente quando iam aos lugares, e tinha sido assim desde que ela ainda era uma criança muito pequena. "Hawwy ve Wozzie?"

"Sim."

"Otay." Rozzie assentiu, seu maxilar definido com o que parecia ser determinação agora, em vez de tristeza. Ela estendeu a mão para fora até que ela encontrou seu irmão e se lançou na direção dele, abraçando-o com força. "Hawwy ver Wozzie."

"Que bom irmão mais velho você é, Harry." Lexie sorriu, estendendo a mão e abraçando os filhos e beijando o topo de suas cabeças. Isso a fazia feliz, que eles se conectavam tão bem, na maioria das vezes, alguns irmãos nunca o faziam e era muito lindo quando eles amavam um ao outro.

"Wozzie penico agora." Rozzie contorceu seu caminho para fora do abraço e deslizou fora do sofá, fazendo um caminho mais curto do outro lado da sala de estar. Lexie pulou, Harry quente em seus calcanhares, enquanto seguiam Rozzie para fora da sala e subiam as escadas até o segundo andar para o banheiro de pato.

Depois de sentir em volta por um momento até encontrar o pequeno penico rosa, Rozzie derrubou a fralda e sentou-se em cima dele. E, em seguida, eles esperaram.

E esperaram.

Sirius fez pipoca e trouxe para o andar de cima, sentando-se ao lado de Rozzie no grande vaso sanitário enquanto Lexie e Remus, que tinham agarrado a câmera de vídeo, apenas no caso de, sentaram-se na borda da banheira e Harry passou a residir no balcão.

E esperaram.

Meia hora mais tarde, com barrigas cheias de pipoca e uma criança de dois anos que, insanamente determinada, recusava a se mover até que ela ganhasse a batalha, apesar de todas as sugestões de comer o jantar e, em seguida, tentar novamente mais tarde...

O som de líquido atingiu o fundo do penico rosa e encheu todo o banheiro com uma sensação de alívio tão forte, que todo mundo deu um suspiro de felicidade. O rosto de Rozzie se iluminou, com os olhos se alargando. Em sua excitação, ela levantou-se antes que ela tivesse acabado e Sirius agarrou o papel higiênico e jogou no chão a seus pés para tentar fazer uma espécie de limpeza.

"Wozzie fez! Wozzie fez penico!" Rindo, ela começou a dançar, girando em círculo, escorregando no molhado do chão sob seus pés, e tombando para trás. Antes que Sirius ou qualquer outra pessoa podesse chegar a agarrá-la, o bumbum de Rozzie bateu no canto do penico, o que a fez cair, e seu conteúdo respingou todo sobre ela e atingiu Harry, e a boca dele aberta com horror quando atingiu seu rosto.

Houve um momento de silêncio sólido no banheiro quando todo mundo, chocado, olhou com olhos arregalados para todos os outros. Então Rozzie começou a chorar e Harry foi ligar a água da pia.

"Ele entrou em minha boca! Ficou na minha boca!"

"Aaaaahhhhh! Hiney ow! Hiney Ai!"

"Minha boca! Tem... XIXI! Na minha boca!"

"Ow ow! Padaaaaaa-pai-ii! Mumaaaaa-ah-ah!"

Lexie saltou de sua cadeira e rapidamente pegou sua filha antes de Sirius ter voltado para os seus sentidos. Ela balançou Rozzie suavemente, beijando-a e garantindo-lhe que seu hiney ficaria muito bem.

Sirius piscou e, saindo de seu estupor, levantou-se e pegou o enxaguatorio bucal do lado da pia e entregou um pouco para Harry, rindo enquanto Harry cuspia em cima da pia. Ele deu um tapinha nas costas. "Eu sei como você se sente companheiro. Eu tive xixi em minha boca antes também. Não é divertido, mas lembre-se, o seu estômago acabou de ser salvo do processo de transformá-lo em xixi mais tarde."

"Rozzie fez xixi em sua boca também?" Harry perguntou, tentando lembrar se isso era correto ou não. Ele poderia ligeiramente recordar Sirius correndo pelo corredor gritando algo sobre ter xixi em sua boca e deu uma risadinha. "Oh sim."

"Sim. E isso foi apenas uma vez. Você, no entanto, me pegou três vezes antes de eu aprender a manter minha boca fechada, o que, quando você está mudando uma fralda fedida, não é tão fácil porque você não quer sentir o cheiro."

"Eu fi xixi em sua boca!?" Harry parecia bastante chocado com este novo desenvolvimento em seu conhecimento de coisas que tinham acontecido muito antes que ele pudesse lembrá-las.

"Você fez. No entanto, acredite ou não, você pegou o seu pai cerca de seis vezes antes de ele se lembrar de manter a boca fechada também."

"Por que demorou tanto?" Harry perguntou em voz alta. Seu pai e Sirius eram ambos da mesma idade, ou tinham sido quando seu pai estava vivo, então ele deveria ter aprendido com a mesma rapidez, certo?

"Bem, nós costumávamos brincar e dizer que era porque os cães são duas vezes mais inteligente que os cervos, mas eu acho que foi provavelmente porque ele trocou mais de suas fraldas do que eu já que era ele que estava sempre com você e eu só podia visitar de vez em quando."

"Heh." Harry sorriu brilhantemente e limpou a boca com as costas de sua manga. "Eu acho que os cães e os cervos são ambos inteligentes." Ele comentou, mais feliz agora que o xixi tinha sido cuidadosamente lavados para fora da boca. Sirius esfregou uma toalha molhada sobre o rosto e o ajudou a tirar a camisa, ficando limpou e livre de xixi.

"Pronto. Bem melhor agora."

"Yeah!" Harry riu. Ele ia deslizar para baixo do balcão, mas Sirius agarrou-o e levantou-o fora do balcão e colocou-o no chão, onde o xixi não tinha chegado. Caramba, quanto em uma minúscula bexiga de dois anos poderia caber!?

"Este é o nosso jeito de lavar o cabelo, lavar o cabelo, lavar o cabelo, este é o nosso jeito de lavar o cabelo, no início da noite." Remus cantou enquanto ele esfregava o couro cabeludo de Rozzie na banheira. O Jantar teria que ser algo muito mais simples do que o bife que anteriormente estava programado já que a hora do banho veio mais cedo e não havia muito tempo para cozinhar entre agora e a hora de dormir.

"Lava lava lava". Rozzie riu, espirrando as bolhas e empurrando um sapo de borracha sob a água e afundando apenas o suficiente para que ele fizesse bolhas de volta até a superfície, mas ela ainda pudesse sentir o que ele fazia. "Olhos Hawwy. O que Rozzie vê?"

"Você vê um sapo verde que faz ribbit ribbit e bolhas macias de arco-íris por todo lado e água morna e molhada." Harry explicou, sabendo que esta seria uma resposta satisfatória. Rozzie sempre pareceu gostar mais de suas respostas, porque elas eram simples, e mesmo que ela não entendesse as cores, ela podia sentir essas coisas com as mãos e o resto de seu corpo com facilidade.

"Wibbit wibbit!" Rozzie repetiu, segurando o sapo e depois o afundou de volta para dentro da água, feliz.

"Vamos Harry, vamos fazer alguns sanduíches para o jantar." Lexie sugeriu quando Sirius pegou o rolo de papel toalha dela para que ele pudesse limpar a bagunça no chão de vez. Harry concordou com a cabeça, e depois tirar suas calças ligeiramente pulverizadas de xixi, ele caminhou atrás de Lexie feliz, apenas de cueca e meias. Quando se tinha sete anos, a emoção de ser autorizado a andar só de cueca era um sentimento bastante notável. Ser autorizado a fazer sanduíches usando apenas suas roupas de baixo, bem, isso era quase semelhante a uma festa.

…...

Quando novembro se tornou dezembro e o clima ficou tão frio que ficar dentro de casa era geralmente preferível, Harry começou ficar um pouco louco. Era difícil ter sete e ouvir que estava muito frio para ir passear por aí. Na escola eles estavam tendo o recreio no interior no ginásio. Na creche, não havia nenhuma maneira que os adultos fossem agasalhar um bando de crianças e esperar que eles se divertissem quando até mesmo a caixa de areia estava congelada. E em casa, bem, estava sempre escuro quando Harry voltava e não havia realmente qualquer momento para sair e brincar sozinho.

Então, depois de uma dura e longa semana ficando louco e a primeira tempestade de neve ter passado, Harry podia ser visto no sábado à tarde vestido com a sua roupa de inverno, arrastando um trenó sobre a ladeira na direção da Toca. Contanto que eles soubessem onde ele estava indo e que os Weasleys estivessem esperando por ele, Harry agora estava autorizado a ir até a Toca sozinho para brincar com Ron, Ginny, e, ocasionalmente, os gêmeos. Era muito divertido ter sete e ser capaz de ver os seus amigos sem ter que ter alguém o acompanhando até sua casa. Tinha cerca de meio quilometro através da neve até a Toca, mas assim que você passava pelo banco, você podia ver a casa e os jardins e um pouco de gelo sobre a lagoa. E você sabia que você estava seguro porque a Sra Weasley estaria sempre olhando para fora da janela da cozinha para ver onde você estava.

"Harry!" Harry olhou para cima de onde ele estava observando seus pés enterrados na neve profunda até o tornozelo e viu Ron acenando para ele a partir da parte inferior do morro onde eles gostavam de descer trenó abaixo no inverno. A colina era apenas uma parte superior da ladeira mas mais perto da Toca e bem à vista das janelas da cozinha. Sorrindo com a visão de seu amigo usando um chapéu verde e calças de segunda mão, Harry pegou o ritmo.

Em vez de ir para baixo da ladeira em seu trenó, ele fez o seu caminho ao longo da parte superior dela, chegando mais perto e mais perto do topo da colina, enquanto ele subia. Percebendo o que ele estava fazendo, Ron se dirigiu até o morro que já estava coberto de faixas de trenó.

"Hey Ron!" Harry chamou quando ele chegou ao topo da colina. Ron sorriu quando ele fez isso e bateu nas costas de Harry, animado para umas boas descidas com o trenó, agora que seu melhor amigo estava aqui. Era sempre muito mais divertido quando você tinha um amigo ao trenó ao invés de estar sozinho. "Onde está Ginny?"

"Mamãe diz que ela tem que ficar em casa porque ela tá com tosse. E os gêmeos estão em seu quarto explodindo as coisas de novo, por isso é apenas nós hoje." Ron explicou, subindo em seu trenó.

Harry acenou com a cabeça em compreensão. Ele gostava de sair com as outras crianças Weasley, mas desde que ele tivesse Ron, ele estava perfeitamente feliz. Eles eram melhores amigos, afinal. Ele subiu no seu trenó, seu corpo virado de barriga pra baixo, a cabeça na frente, como Ron. Era sempre mais rápido para descer o morro desta forma em vez de sentar-se com seus pés em primeiro lugar. Moony disse que tinha algo a ver com a resistência do vento e do jeito que você pegava menos vento, se você tivesse menos partes do corpo para ele pegar. Então Harry e Ron sempre preferiam ir de cabeça para que eles pudessem obter a ampla quantidade de velocidade necessária para uma boa emoção e adrenalina de descer o morro.

"Vamos correr! Quem for mais longe vence." Ron sugeriu. Harry concordou com a cabeça e ambos contaram juntos.

"Em sua marca. Sentar. VAI!"

Ambos os meninos pressionaram com os pés e começaram a descer a encosta. Com enormes gritos de alegria, os dois não puderam se conter. Enquanto a neve passava zunindo por ele, Harry segurou firme o pedaço da frente de seu trenó de madeira, utilizando-os para dirigir com o melhor de sua capacidade, assim como Padfoot havia mostrado no ano passado, quando ele tinha ganhado o trenó de Natal.

O morro não era realmente muito grande, se você fosse um adulto, mas para o par de meninos de sete anos de idade era praticamente uma montanha, por isso o passeio parecia ser muito alto e ser bem mais rápido do que realmente era. Quando Harry chegou ao final e reduziu para parar, ele virou a cabeça para olhar e ver se Ron estava atrás dele. Um borrão de verde passou direto por ele e ele riu, se levantando de seu trenó e ficando em pé.

"Eu ganhei!" Ron exclamou uma vez que ele tinha parado e percebido que Harry não tinha ido tão longe como ele. Ele sorriu, todo o seu rosto se acendendo. Quando você era o mais novo dos meninos em uma casa, você normalmente perdia na maioria dos jogos, então bater o seu amigo em algo que não era xadrez o fazia sentir-se muito bem.

"Você é muito rápido!" Harry riu, não se sentindo nem um pouco chateado que ele havia perdido para Ron. Seus pais sempre lhe disseram que era menos sobre ganhar e mais sobre diversão quando se tratava de jogos que não eram de Quadribol. Quadribol era importante. Contanto que ele tivesse se divertido, então ele tinha ganhado também.

"Vamos outra vez?" Ron sugeriu uma vez que ele tinha conseguido sair do trenó que seu pai tinha montado para ele de alguma madeira sobressalente do galinheiro e alguns pedaços de metal não-utilizados de suas coisas trouxas. Funcionava muito bem, na medida em que Ron se importava, especialmente se ele tinha batido o trenó comprado na loja de Harry.

"Tudo bem, então." Harry concordou e pegou a corda de seu trenó. Os dois começaram a aparentemente longa e sem fôlego caminhada de volta até o topo da colina. Quando o céu começou a escurecer de forma constante, os dois rapazes, eventualmente, se deixaram cair na neve em suas costas contra a parte inferior do morro. Estava começando a nevar, grandes flocos de neve flutuaram para baixo das nuvens de uma maneira que parecia uma dança silenciosa. Harry mostrou a língua, pegando um par de flocos de neve antes de virar a cabeça para olhar para Ron. "Meu Pad disse que você pode vir dormir em casa hoje à noite, se estiver tudo bem com a sua mãe."

"Legal. Vamos perguntar a ela."

Deixando seus trenós para trás para pegar mais tarde, os dois rapazes correram pela neve na direção da Toca. Estava escuro agora, mas ainda visível no mundo do crepúsculo, tudo se tornando azul, como sempre fazia quando ficava escuro e não havia neve em toda parte. As janelas da Toca brilhavam intensamente e os dois meninos correram mais rápido. Não era, na verdade, o final do dia ainda, mas era inverno, o que significava o pôr do sol mais cedo.

Harry e Ron bateram na parte do meio da porta dupla holandesa para a cozinha da Toca, ambos parando no tapete, de modo a não ficar neve por todo o lugar. "Mãe, Harry disse que o Sr. Black disse que eu posso ir dormir na casa dele esta noite contanto que você diga que sim."

"Olá para você também." Sra Weasley sorriu. Ela estava contente que seu filho mais novo tinha alguém da sua idade para brincar em uma base bastante regular. Os gêmeos brincavam melhor sozinhos e todos os outros meninos já estavam em Hogwarts. Embora Ginny fosse divertida, às vezes, ela ainda era uma menina que, ocasionalmente, queria fazer coisas que eram femininas, embora ela fosse uma moleca. Portanto, é muito bom que Ron tivesse Harry.

"Oi. Posso ir?"

"Claro, querido. Vocês dois fiquem ai enquanto eu faço a sua bolsa de viagem." Sra Weasley riu, os alcançando e beijando as bochechas de seu pequeno menino. Ele estava ficando tão grande, já mostrando sinais de ser alto e magro como seu pai, Bill e Percy, mas ele também era ainda tão pequeno em seus olhos, apenas um menino que, por vezes, ainda precisava de sua mãe para ajudá-lo com os cordões dos sapatos quando eles tinham ficado particularmente atados.

"Ok, mãe." Ron sorriu, parecendo muito animado. Ele adorava passar a noite na casa de Harry. Ele podia sair com seu melhor amigo e brincar com alguns brinquedos muito impressionantes ao mesmo tempo. E era menos barulhento em sua maior parte, com apenas três adultos e duas outras crianças que não gritavam e gritavam o tempo todo, a menos que eles ficassem chateados. Quando você estava em uma grande família, era uma segunda natureza gritar para ser ouvido sobre todos os outros. A Toca não estava tão alta agora, no entanto.

Quando a Sra Weasley voltou com uma mochila para Rony, ela entregou a ele e, em seguida, deu a Harry um saco de pano separado. "Roupas para sua irmã. Ginny cresceu, mas elas ainda estão em excelente estado de conservação, uma vez que ela não gostava tanto quanto das suas calças. Algumas podem estar um pouco grande, mas ela vai crescer."

"Obrigado mãe." Ron sorriu, espiando em sua bolsa para se certificar que seu ursinho de pelúcia amado estava lá dentro. Estava, junto com seu pijama favorito, escova de dentes e roupas extras para amanhã, que incluia sua camisa favorita. Sua mãe com certeza era inteligente sobre coisas desse tipo. Era como se ela soubesse exatamente o que ele mais desejava quando dormia na casa de seu amigo.

"Obrigado, Sra Weasley." Harry sorriu. Muma disse que quando lhe era dado alguma coisa, você deve sempre ser grato. Às vezes, Harry esquecia de agradecer, especialmente se ele não se importava muito com o que lhe tinha sido dado, como roupas para sua irmã, mas ele nunca teve qualquer problema para agradecer a Sra Weasley. Ela sempre era muito boa para ele e dava-lhe perfeitos abraços de mãe e beijos quando ele passava a noite na Toca. E ela sempre parecia fazer tortas de melaço para a sobremesa quando ele estava para jantar. "Rozzie vai gostar delas. Ela sempre gosta de roupas."

"Tudo bem, vocês tem que ir agora, antes que fique muito mais escuro. Tenha boas maneiras, Ronald." Sra Weasley deu-lhes um abraço e um beijo e acenou, observando seus corpinhos caminhando pela neve em direção ao morro.

Harry e Ron pegaram seus trenós em seu caminho de volta, sabendo que provavelmente usariam amanhã. Se eles deixassem fora, haveria uma boa chance de eles serem cobertos de neve e, em seguida, eles teriam que ir procurá-los ou esperar até que a neve derretesse. Isso não seria diverto pra ninguem!

Quando chegaram ao topo do barranco, eles deslizaram para baixo, ambos segurando suas sacolas e tomando cuidado para não ir para a estrada. Quase não havia carros que dirigiam por ali, uma vez que, após a casa de Harry, a estrada não dava em nada por dois quilômetros sinuosos ao longo do beco sem saída que era a Toca. Isso mantinha os trouxas de ficar muito perto da casa.

Ambos os meninos colocaram seus trenós contra o lado dos degraus da frente e pisaram na casa, tentando tirar a neve de suas botas. Luvas molhadas e chapéus foram deixados de lado na "cesta molhada" que Lexie colocou perto da porta há alguns anos atrás. Era especificamente para qualquer roupa molhada que entrasse pela porta da frente, seja roupas de inverno ou uma camiseta que ficou encharcada pelos borrifadores de água em um dia quente de verão. Ela ajudava a evitar a propagação da água, especialmente porque que o menor membro da casa não podia ver a água e era mais provável correr e escorregar sobre a agua.

"Estamos de volta!" Harry chamou, jogando uma meia encharcada na cesta antes que ele começasse a puxar o seu casaco.

"Assim eu ouvi." Lexie sorriu, saindo da sala para ver o que eles estavam fazendo. "É bom ver você, Ron."

"Olá Sra Black." Ron sorriu, puxando sua calça jeans coberta de neve, tentando deixa-la limpa. Ela estava quase congelada, dura com a geada gelada.

"Talvez você deva ir para o lavabo e colocar o seu pijama um pouco mais cedo?" Lexie sugeriu com um sorriso. Ela sabia que aquela calça provavelmente não estava confortável agora que o gelo estava começando a derreter e o deixando com as pernas molhadas. Ron pareceu concordar, porque ele assentiu com a cabeça e levou sua bolsa para o lavabo no corredor. Ele só continha uma pia e vaso sanitário, mas se adequava a família muito bem. "Basta deixar qualquer de suas roupas molhadas na pia e eu vou chegar a elas em pouco tempo."

"Ok." Ron disse, de costas para eles quando ele abriu a porta para o lavabo e entrou. Ele sempre ficava muito confortável na casa de Harry, tendo frequentado desde que tinha quatro anos de idade. Ele não tinha nenhum problema com Lexie ver sua cueca. Talvez se ele fosse mais velho, mas aos sete... nah. Isso é exatamente o que as mães faziam. Eles tinham certeza das suas roupas seriam cuidadas.

Harry puxou a calça de neve e Lexie o ajudou a pendurar de uma maneira que iria escorrer sobre uma bandeja no chão. Eles tinham uma para botas e uma para roupas pingando, outra implementação de Lexie. Era realmente muito bom ter uma mulher na casa que sabia manter a água fora do chão.

"Sra. Weasley enviou algumas roupas para Rozzie. Elas eram da Ginny mas não cabem mais."

"Oh! Que atencioso e gentil da parte dela. Tenho certeza de que Rozzie vai fazer bom uso delas. Eu espero que você tenha lembrado de agradecer?"

"Sim. Eu lembrei." Harry balançou a cabeça quando Lexie molhou o dedo e esfregou um pouco, em uma mancha de chocolate no rosto de Harry. Ele tinha comido alguns depois do almoço e tinha corrido para fora antes que ela pudesse dizer-lhe para se lavar. "Eu disse que Rozzie vai gostar porque ela gosta de roupas."

"Muito educado, estou impressionada." Lexie sorriu, feliz que Harry fez questão de mencionar que Rozzie gostava de roupas, o que, de verdade, ela gostava. Adorava sentir todas as diferentes texturas de tecido e admirá-los com os dedos. Renda e veludo. Fleece e lã. Algodão e jeans. "Você parece que poderia usar algumas roupas frescas também. Seus joelhos estão todos molhados!"

Harry olhou para baixo e riu. Ele não tinha notado isso quando ele estava se divertindo muito com Ron, mas depois de passar tanto tempo fora hoje, sua calça de neve tinha ficado realmente encharcada no joelho, o que era bastante normal. Depois de puxar as meias molhadas, ele pulou em para longe da área do hall de entrada com piso de madeira e se virou para o corredor do tapete. Ele subiu as escadas e mudou suas calças, e, em seguida, pensando sobre isso, trocou para seu pijama. Ron iria usar seu pijama, então por que não? Seria divertido ficar de pijama bem antes de deitar.

"Harry?"

"Aqui Ron!" Harry gritou de volta e saiu de seu quarto para o topo da escada. "Estou aqui em cima. Venha, vamos jogar!"

"Ok!" Ron sorriu e subiu as escadas correndo tão rápido quanto uma criança de sete anos podia. Seus simples pijama azul pareciam um pouco grande para ele, provavelmente um dos velhos de Percy, a julgar pela forma como eles pareciam estar um pouco gastos, mas muito bem cuidados. Era sempre assim com as coisas de Percy.

Harry abriu a porta para a sala de jogos e ele e Ron entraram. Ao longo dos anos, a sala de jogos tinham enchido mais e mais com os brinquedos. Depois de um tempo, porém, quando se tornou muito confuso, Remus tinha sugerido a Harry escolher as coisas com as quais ele nunca brincava para que pudessem ser doadas a crianças que precisavam deles, como as de lares de crianças ou cujos pais não tinham condições de comprar-lhes algo novo. Harry tinha ficado um pouco preocupado com isso em primeiro lugar. Claro que ele não brincava muito mais agora, mas e se um dia ele realmente quisesse brincar de novo?

Sirius lhe lembrou que em um ponto em sua vida, tudo o que Harry teve para brincar era um urso de pelúcia sem cabeça. Depois de lembrar-lhe como se sentia por não ter um brinquedo decente para brincar, Harry mergulhou direto e começou a jogar coisas que ele não usava mais em caixas de papelão. Ele manteve os antigos favoritos, como os seus dinossauros e o trem que Sirius havia lhe dado no primeiro dia em que estiveram juntos, a maior parte de seus brinquedos mais novos, que ele tinha ganhado em seu aniversário ou em uma viagem aleatória para a loja de brinquedos, quando ele tinha conseguido notas na escola, muito boas, e, claro, os brinquedos que Rozzie gostava de brincar. Remus tinha reparado qualquer um dos brinquedos de doação que estavam danificados de forma que eles estivessem em boas condições.

Harry se sentiu muito feliz depois de ajudar a deixar os brinquedos no centro de doação de onde seriam distribuídos às crianças que necessitavam deles. Ele não queria que outras crianças se sentissem do jeito que ele tinha quando ele só tinha aquele urso decapitado mudo.

Assim, a sala de jogos estava um pouco menos confusa agora e havia, na verdade, muito mais espaço para jogar, por isso era melhor. Ao longo da hora entre entrarem na sala de jogos e serem chamados para o jantar, Harry e Ron construiram um arranha-céu gigante de blocos Duplo (que eram do tipo Legos, mas mais divertidos, porque eram maiores e se perdiam menos) e destruíram-no com uma grande variedade de coisas que iam desde dinossauros a uma das pessoas woobly-wobbly* de Rozzie cujo sorriso era "cheio de maaaaaaaaaaaal! MAL eu digo!" Quebra quebra quebra!

"Meninos! Hora de jantar! Lavem-se e venham para baixo."

"Ok Mum!" Harry gritou de volta. Ele e Ron derrubaram os brinquedos e lavaram as mãos no banheiro de pato antes de irem para a cozinha. Sentaram-se à mesa, Harry em seu lugar de costume e Ron na cadeira extra ao lado dele.

O Jantar de hoje à noite, como se viu, foi presunto e batatas. Os dois meninos começaram a trabalhar em um prédio em vez de comer, suas colheres formando seus montes de batatas em castelos e bonecos de neve. Sua comida estava esfriando no momento em que, finalmente, começaram a comer, mas nenhum dos adultos disse uma única palavra sobre o assunto. Havia algumas coisas que você simplesmente não criticava, e uma deles era dois meninos sendo criativos. Teria sido uma coisa diferente, se eles estivessem fazendo isso em público, mas em sua própria casa... estava tudo bem. Contanto que os meninos comessem, o que, todos os adultos sabiam que os meninos fariam, uma vez que tivessem liberado sua criatividade e sua bobagem.

Quando o jantar acabou e os pratos de todo mundo tinham sido colocados na pia, Harry soprou um apito que estava pendurado em seu pescoço. Tinha sido um presente para o seu aniversário de Hagrid. Um coisa um pouco talhada que soava como uma coruja feita especificamente para, bem... chamar uma coruja.

Hedwig voou para a cozinha através da aba logo acima da porta dos fundos. Sirius tinha instalado para que ela pudesse voar e sair com facilidade, mas de forma que não deixasse que muito do ar frio entrasse já que a aba selava em torno das bordas quando fechada.

O coruja de neve branca pousou com um assovio suave sobre o ombro de Harry. Ela adorava o seu menino, tanto quanto todos os outros na casa e sempre que ele apitava, ela vinha tão rápido quanto podia. Ele não tinha muita correspondencia para enviar ainda, mas sempre havia a carta ocasional ou pacote para a Toca ou um de seus outros amigos bruxos pequenos. Ainda muito grande em comparação com o menino, agora que ela estava completamente crescida, Harry balançou um pouco com o peso antes de se equilibrar e sorriu.

"Olá Hedwig. Olha o que eu tenho para você." Harry ofereceu alguns pedaços de presunto que Rozzie não tinha comido. Eles foram cortados em pequenos pedaços, perfeito para dar para uma coruja para um deleite e não ter que se preocupar com isso ficar preso em seu bico. Hedwig piou apreciando quando ela gentilmente beliscou uma das peças dos dedos de Harry. "Você pode ter mais, mas vamos jogar correio também."

Com Ron e Hedwig de acordo, os dois meninos e a coruja fizeram o seu caminho para cima para a sala de jogos, onde eles fecharam a porta para não serem interrompidos. Eles arrumaram o quarto da maneira como eles sempre faziam quando jogavam correio. Harry tinha um pufe em um canto junto a uma pequena mesa com lápis, papel e canetas. Ron tinha o canto oposto onde havia uma estante de cubículos. Eles tiraram todos os brinquedos para fora dos cubículos e colocaram ao longo do pufe.

"Oh ho, hoje temos uma grande quantidade de entregas para que você faça coruja-correio Hedwig!" Harry sorriu quando ele desabou no pufe e colocou um chapéu que indicava que ele era quem enviava as coisas por enquanto.

"Muitas de fato!" Ron concordou com a cabeça e pegou um outro chapéu, este indicando que ele era empacotador. Eles trocavam de papéis em pouco tempo, mas esta era a forma como o jogo sempre acontecia.

"Eu tenho um ursinho de pelúcia aqui para cubículo de Neville." Ron disse, segurando um urso. Harry anotou o nome de Neville em uma fina tira de papel. Ron amarrou-o ao urso e, em seguida, ofereceu a Hedwig. "Aqui está, coruja correio. Isto é para cubículo de Neville."

Hedwig piou, pegou o urso com os pés e bateu do outro lado da sala. Ela depositou o ursinho de pelúcia no cubículo de nível superior que havia sido marcado em uma data anterior com o nome de Neville. Uma vez que o ursinho estava em sua 'caixa postal' Hedwig voou de volta para os dois meninos.

"Muito bem, Hedwig! Aqui está." Harry deu-lhe um pedaço de presunto e o jogo continuou desta forma por um tempo. Eles tiveram mais três 'pacotes' entregues antes de Ron franzir a testa e caminhar de volta para os cubículos.

"Hey, Harry. O nome na próxima caixa de correio está faltando." Ele apontou para o cubículo no centro dos nove cubiculos.

Harry franziu a testa e vagueava. Ele olhou para dentro do cubículo e, em seguida, olhou para o chão antes de ele encontrar o pedaço de papel faltante cuja fita tinha descolado. "Oh! Ele diz Hermione."

"Hermione? Que tipo de nome é esse?" Ron perguntou fazendo uma cara e olhando para o papel também. Eles eram papéis bastante antigos, tendo sido escritos quando o primeiro jogo tinha sido inventado mais de dois anos atras. Tinha sido logo depois da quinta festa de aniversário de Harry, na verdade.

"Ela era uma das nossas amigas quando éramos pequenos." Harry lembrou-se e apontou para a parede onde tinha fotos penduradas. Havia uma foto lá dele e Ron no banco de trás do carro velho de Moony. Havia uma menina lá também, segurando uma lontra roxa enquanto ela dormia. Quando ele perguntou a Sirius sobre a imagem, ele tinha dito que era de uma viagem que fizeram no primeiro verão em que estiveram juntos. Eles tinham ido para a praia e um hotel e no jardim zoológico e que tinha sido onde eles se encontraram com Lexie. Harry não se lembrava muito sobre a viagem, exceto por ter visto alguns animais muito legais, um carro cheio de bolhas, e Lexie dizendo-lhe uma história sobre a sua verdadeira Mummy. "Essa menina lá. Ela era legal."

"Oh sim." Ron acenou com a cabeça, lembrando agora. "O que aconteceu com ela?"

"Er... Eu não lembro." Harry deu de ombros, franzindo a testa. "Vamos perguntar pro Padfoot."

Os dois meninos, deixando Hedwig sozinha com o pequeno prato com pedaços de presunto, atravessaram o corredor para onde os adultos estavam colocando Rozzie na cama. Remus estava lendo sua história e, tão logo, seria a vez de Harry de cantar para ela.

"Hey, Pad?" Harry perguntou, entrando e sentando-se no colo de Sirius. Ron sentou-se ao lado deles, apoiando-se contra Lexie enquanto Remus carregava Rozzie em seu colo, sem parar em sua leitura.

"Sim, Prongslet?"

"Nós queria saber..."

"Queríamos saber." Lexie corrigiu.

"Queríamos saber... O que aconteceu com Hermione? Você sabe, aquela menina."

"Oh. Hermione." Sirius sorriu, abraçando Harry por um segundo. "Bem, Hermione vive na periferia de Londres. Você sabe, em um dos subúrbios. Você já esteve lá um par de vezes antes. Mas porque ela vive muito longe, e seus pais são trouxas muito ocupados, ficou difícil encontrar tempo em que ela era capaz de vir e jogar ou onde você poderia ir e jogar. Ela tinha muitas atividades após a escola da última vez que verifiquei... E nós meio que perdemos o contato. Por que você quer saber? "

"Seu nome caiu do cubo de correio e Ron não conseguia se lembrar quem era ela. E então eu estava me perguntando por que nós não vemos mais ela."

"Bem, nós temos o número dela aqui em algum lugar. Por que não ligamos amanhã?"

"Ok!" Harry acenou animadamente. Lembrando-se um pouco de Hermione, e de como ela sempre foi uma boa diversão para brincar. Seria divertido vê-la novamente.

"Hawwy hora cantar!" Rozzie anunciou quando Remus fechou o livro de história. Estava um pouco mais batido do que costumava ser, mas O Vagão Vermelho de Rosaline ainda era o livro favorito dela, seja pelo fato de que ele tinha seu nome nele ou todas as cores engraçadas redigidas.

Remus levantou-se e colocou Rozzie em sua "cama de garota grande'. Era de plástico, branca e rosa, em forma de um coelho com a cabeça para a cabeceira da cama, os pés para os pés da cama, e os braços como proteção para evitar que uma certa menina caisse. Um dossel arco-íris drapeado para baixo sobre ela, cobrindo-a toda, exceto a saída na parte inferior de um braço.

Rozzie subiu na cama e ficou sob o cobertor de coelho e laços rosa e Harry subiu na cama ao lado dela. Ele passou os braços em volta dos ombros e balançou para trás e para a frente enquanto cantava. "A é para adorável. A-D-O-R-A-V-E-L...".

Enquanto cantava, Rozzie relaxou ainda mais, começando a ficar sonolenta em torno da letra M e completamente dormindo pela letra Y. Harry a soltou quando a música estava acabada e deslizou para longe dela lentamente, sabendo que, se ele se movesse rápido ela acordaria e iria querer que ele cantasse mais uma vez. Felizmente, porém, Rozzie deslizou para baixo em seu travesseiro, seu cobertor de arraia estendido sobre a metade superior do rosto, o nariz espreitando para fora.

Todos foram na ponta dos pés para fora do quarto e Sirius apagou a luz e fechou a porta atrás de todos eles.

"Bem, então, meninos. Eu acredito que é hora de vocês dois irem para a cama também."

"Ok, Pad." Harry e Ron se dirigiram para o quarto de Harry e subiram na cama vermelha. Remus entrou e pegou um livro, estabelecendo-se entre eles e abriu-o para cima. Esta era a sua parte favorita do dia... Ler para as crianças. Dava-lhe uma chance de realmente passar um bom bocado de tempo com eles quando eles não estavam correndo por todo o lugar. Quando a história terminou, os dois rapazes subiram na cama de Harry, se aconchegando por baixo do cobertor de leão vermelho e abraçando os seus animais favoritos de pelúcia... um urso e um leão que definitivamente tinha visto dias melhores.

"Boa noite meninos." Lexie sorriu, curvando-se para lhes dar um abraço e um beijo. "Tenham bons sonhos."

"Noite Mum".

"Noite Sra Black."

"Durma bem." Remus sorriu, bagunçando o cabelo dos dois e, em seguida, levantando-se da cama.

"Boa noite." Sirius sorriu. Ele deu a Rony um tapinha na cabeça e, em seguida, beijou o rosto de Harry, enquanto Harry se contorceu um pouco, envergonhado por todo o carinho. "Te amo."

"Te amo." Harry riu. A luz foi apagada e os adultos sairam, fechando a porta atrás deles. A caixa de música especial de Harry estava aberta na mesa de cabeceira, tocando a música familiar e emitindo sua luz especial noturna. "Guerra de travesseiros?"

"Guerra de travesseiros." Ron concordou. Ambos os meninos se levantaram da cama, agarrando seu travesseiro e começaram a bater um ao outro.

Harry pulou da cama e correu através do quarto para ligar a luz de volta, bem quando Ron jogou um canguru de pelúcia do outro lado do quarto para ele. Ele atingiu Harry na parte de trás e ele riu, pulando para cima e para baixo quando Ron jogou mais pelúcias, do baú ao pé da cama, para ele. Harry começou a atira-los de volta até que Ron saltou para o chão com um baque e eles começaram a se bater com seus travesseiros.

A porta se abriu, um travesseiro voou e Rozzie foi acertada bem no rosto com ele. Ela caiu para trás sentada, mas em vez de chorar, seu rosto demonstrava choque. Então, ela sorriu. "Wozzie Wozzie também! Também!"

A luta saiu do quarto e terminou no corredor onde havia mais espaço e menos coisas para trombar. Rozzie correu de volta para o quarto dela, fazendo uma pausa para sentir ao longo da parede por um momento antes de encontrar a porta e conseguiu entrar em seu quarto e recuperar o travesseiro de sua cama. Ela tinha participado de guerras de travesseiros suficientes para saber o que estava acontecendo.

O barulho alertou os pais, que estavam desfrutando um pouco de chá na sala de estar, mas nenhum deles se moveu, ao ouvir os gritos e gritos que estavam vindo do andar de cima com sorrisos em seus rostos. Quando a guerra de travesseiros tinha durado cerca de 15 minutos, porém, Lexie cutucou Sirius.

"Nós provavelmente deveríamos ir buscá-los e coloca-los de volta na cama."

Sirius deu um suspiro. "Oh tudo bem, então. Vamos acabar com a diversão."

Eles foram até as escadas e foram confrontados com as três crianças. Os dois meninos em pausa nos combates, seus rostos parecendo que haviam sido pegos em flagrante. Rozzie continuava girando, um travesseiro nas mãos, pronta para bater em quem chegasse muito perto.

"Tudo bem, tudo bem." Sirius riu. Ele pegou Rozzie. "Isso é o suficiente. Cada um de vocês deveria estar dormindo agora."

"Ah, mas Pad..."

"Vá em frente. Hora de dormir. Você terá muito mais tempo para brincar de matar um ao outro na parte da manhã." Lexie declarou, mas ela estava sorrindo.

"Não! Wozzie Lutar! Wozzie tavesselo!" Rozzie choramingou, contorcendo-se sobre Sirius. "Wozzie é Hawwy. Wozzie ganhar!"

"Ela pode dormir com a gente." Harry declarou brilhantemente, sabendo como sua irmãzinha se sentia por ser deixada de fora das coisas, especialmente quando Ron vinha para passar a noite. Às vezes Ginny vinha também e então Rozzie tinha alguém com quem dormir, mas com a ruiva com uma tosse, bem... Só havia uma outra coisa a ser feita e era sacrificar um pouco mais de sua cama.

"Tudo bem, mas se ela causar qualquer problema, você nos avise." Sirius sorriu.

Harry e Ron recuaram, subindo de volta para a cama, mas desta vez um travesseiro coberto de coelho foi colocado no meio e rapidamente seguido por uma criança de dois anos que só queria ser uma das crianças grandes. A cama de Harry estava oficialmente completa agora. Todas as três crianças ganharam mais abraços e beijos, e então, finalmente, foram dormir.


*a autora usou o termo woobly woobly, eu não tenho ideia do que seja mas o mais perto que eu achei disso foram os weebles wobble, que são bonecos que parecem um ovo e são tipo joão bobo.

N/T2: Comecei a traduzir esse capítulo há tanto tempo e deixei pela metade que quando fui revisar até assustei que tudo isso acontecia no mesmo capítulo pq eu não lembrava hahahaha, desculpem a demora, gente, mas não posso prometer nada pro próximo, provavelmente vai demorar, mas vou tentar que não seja tanto =)