Eu fico feliz por estarem gostando da minha fic. Vcs não não sabem o quanto isso é importante pra gente que escreve.
muito obrigada pelos comentários.

Repespostas:

Xena: ^^

Rinamina: ok

Double Side: Olha, se eu colocar expressões em japonês, se eu lembrar vou por a tradução sim. Se houver alguma palavra errada por favor me corrija, ok?

E se houver alguma coisa errada - eu digo do texto inteiro - por favor me avisem, ok?

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Part 2: Thinks

Não era a primeira vez que Mai viajava de avião. No ultimo caso tivera que voar naquela caixa metálica até Okinawa. Então já deveria estar acostumada a sentir seu estomago congelar, os dedos doerem por apertar demais o braço da poltrona, enquanto mascava chiclete compulsivamente enquanto tentava respirar normalmente, certo?

Errado.

Por mais que soubesse que teria que viajar a cidades distantes e, obrigatoriamente, se acostumar com aquilo, seu medo crônico a fazia imaginar mil formas do avião cair e desejar casos que possam ir resolvê-los de carro. Ou talvez de trem. E, por mais que quisesse, não nunca descobrira como Naru conseguia que ficassem em poltronas vizinhas. Lado a lado.

Noll não havia dito uma palavra desde que decolaram. No portão de embarque dera instruções por telefone a Lin. Ele e Yasuhara haviam ido na frente com Yoru. John e Masako já estavam a caminho. Ayako estava fazendo um exorcismo em Nagasaki e estaria em Morikuro assim que terminasse.

Já estavam perto de aterrissar e Mai tentava esquecer o acesso de tosse de Bou-san que, ironicamente, estava sentado na poltrona de trás. Por algum motivo, sabia que não era uma crise de tosse normal.

- Ei, Naru-bou. - Takigawa chamou depois de mais alguns pigarros.

- O que? - ele estava de mal humor.

- Não acha que deveria nos por a par de tudo? Para começar, quem é a cliente e onde vamos?

- Yoru Nakamura, Morikuro. - ele disse em tom definitivo.

- Quem? - arrependeu-se da pergunta quando recebeu o olhar do chefe.

- Vai dizer que não conhece Yoru Nakamura.

- Que eu saiba, que eu vi recentemente na internet, uma das PK apresentadas recentemente tem esse nome. E... - viu a expressão de desdém do chefe. - está brincando, não é?

- Tenho cara de quem está brincando? - Mai imaginou Bou-san levando um coice de um burrinho com o rosto de Naru.

- Nakamura-san é famosa? - Mai perguntou inocente.

- Ela está famosa. Ela e suas irmãs. Mais até que Naru e Masako.

- Estão?

- So. Mas apenas na comunidade paranormal. Elas se mantêm reservadas da mídia.

- Foram apresentadas a menos de dois anos. Ainda são pouco conhecidas. - Naru resolveu participar da discussão. Mai tinha certeza de que participaria ativamente da discussão. - Passaram muito tempo trabalhando suas habilidades. Só agora foram expostas.

- Você sabe algo mais?

- Meus pais as descobriram. As pesquisas mais recentes foram baseadas nelas.

- Então você as conheceu pessoalmente? - por alguma razão aquela pergunta deixou Mai insegura.

- Não. Conheci a mais velha por acaso.

- Mas...

- Na época, eu tinha acabado de chegar aqui. - Naru encerrou o assunto.

- Oh... - Takigawa se calou, deliberando.

- Naru... - Mai o chamou se encolhendo ao receber o olhar do chefe. - você acha que vai ser perigoso?

- Extremamente. Por isso quero que seja prudente.

Mai iria retrucar se uma aeromoça não tivesse parado ali e pedido que colocassem o cinto. O avião estava descendo. Mai ignorou o que ia falar e obedeceu a comissária prontamente. Naru reprimiu um sorriso quando viu sua assistente apertar o braço da poltrona a ponto de deixar os dedos brancos e ignorou a consciência de que sua mão e a dela estavam a menos de meio centímetro. Baniu todos os outros pensamentos e se concentrou e formular planos para resolver rápido o caso.

- Ayako iria nos encontrar aqui ou em Yoriko? - Bou-san perguntou procurando pelo saguão.

- Ela estava fazendo um exorcismo em Nagasaki. De lá a Morikuro são algumas horas. Assim que acabasse, ela iria pra lá. - Mai informou.

- Vamos. - Naru seguiu para o exterior do aeroporto.

- Espera, Naru! - Mai tentou acompanha-lo enquanto carregava as malas.

- Ei, Naru-bou. Não acha que é muita coincidência?

- Uma casa assobrada em Morikuro. É inevitável.

- Por que? - Mai perguntou confusa.

- Morikuro está sendo conhecida como uma cidade fantasma. - Takigawa assumiu o papel de professor. - Cada casa tem, pelo menos, uma história de poltergeist pra contar. Está virando ponto turístico para os aficionados em paranormalidade. Pelo menos um em três consegue presenciar um fenômeno psíquico.

- Repulsão?

- Exato. São poucas as casas que tem esses fenômenos de repulsão. Os moradores aproveitaram a esses fenômenos e, com a onda psíquica de anos atrás, estão lucrando. Mas era tipicamente uma cidade pesqueira.

- Ah... - exclamou deliberando.

- Lin vai nos esperar no terminal de Yoriko. - Noll informou. - pegaremos um trem.

- Hai! - Mai bateu continência.

- Ei, Mai? - Hoshou chamou.

- Sim?

- Como foi quando Yoru pediu uma investigação?

- Bem...

Noll parou de ouvir quando Mai começou a falar. Precisava de toda a concentração para formular um plano eficiente.

Os espíritos que escaparam dos exorcismos se mostraram poderosos para suportar quatro psíquicas, monges, mikos e padres. Eles estariam mais poderosos e furiosos. Precisaria suspender os exorcismos e se concentrar em kekkai, feitiços de afastamento e amuletos de proteção.

Precisaria mapear toda a propriedade e fazer uma planta da casa. Teria que descobrir portas secretas e quartos ocultos. Igual fizera na mansão do ministro. Teria que descobrir, também, um jeito de abrir a porta trancada, achar a concentração dos espíritos e encontrar Aiko ainda viva.

Além de tudo, precisaria manter todo seu pessoal, principalmente Mai e Yasuhara, sob vigia intensa. Não sabia o que aqueles espíritos queriam, nem como as Gêmeas foram afetadas daquele jeito. Mas de uma coisa tinha certeza: não podia deixar aquilo acontecer com Mai.

Sacudiu levemente a cabeça, tentando afastar a preocupação absurda e diferenciada que tinha por sua assistente. Por mais que admitisse a si mesmo que aquela menina só era parte essencial do seu pessoal por causa de suas habilidades, Noll não se permitia pensar nela de outra forma. Não do jeito que ela queria que pensasse, pelo menos.

- Oi, Naru-chan! - saiu de seus pensamentos quando Takigawa o chamou. Viu-se sentado num banco e estava vagamente consciente de seus atos antes de sentar-se ali para esperar o trem. Viu Mai e Hoshou fazerem o mesmo. - você acha que conseguiremos resolver esse caso antes que outra irmã suma?

- Temos que resolvê-lo. Antes que Mai também suma. - pensou tentando não pensar.

Mai se sentiu incomodada por aquela declaração. Parecia que o honra e o orgulho de Naru dependiam da resolução daquele caso. Tentou não pensar nos motivos – pouco plausíveis, diga-se de passagem - que o levaram a aceitá-lo. Tentava convencer-se de que era um favor a uma conhecida e descartar qualquer tipo de suspeita de que esteja relacionado a casos amorosos.

Noll queria resolver aquele caso o mais rápido o possível. Primeiro: queria provar que era melhor que elas, mesmo que sua fama e a pouca convivência já tenham se comprovado. Segundo: queria achar Aiko ainda viva. Terceiro: mesmo que demorasse um pouco, não podia se dar ao luxo de permitir que Mai tivesse a mesma sorte das Gêmeas.

Por alguma razão, tinha a absoluta certeza de que sua assistente teria uma participação ativa e conturbada neste caso – como vinha acontecendo á tempos. Por mais que soubesse que todos os seus subordinados estavam sujeitos a ataques sobrenaturais, era sempre aquela menina desmiolada que pagava o pato.

Yasuhara era leigo o bastante para passar despercebido. Hara-san era profissional e sabia se defender. John, Takigawa e Matsuzaki podiam se salvar sozinhos. Lin era mestre onmyouji e seus familiares o protegiam. Até ele mesmo, de certa forma, tinha lá seus truques e não era vulnerável. Podia gerar energia o bastante para afastar os espíritos – e parar no hospital, diga-se de passagem. E se dependesse de Lin, andaria escoltado por quatro shikis.

E era aí que deveria se perguntar: e Mai?

A menina sabia apenas dois feitiços de afastamento e, como ainda er latente, era a mesma coisa que apagar um incêndio no fôlego. Os poderes de sua assistente eram fracos demais para repelir aqueles espíritos poderosos.

Lin mandaria algum de seus familiares protege-la?

- Provavelmente não. - pensou se levantando ao ver o trem chegar.

Mai estava ficando estressada. Naru só havia falado o necessário e respondido a certas perguntas, fora isso se isolou em pensamentos.

Bou-san ficou injuriado a viagem inteira. Estava tão por fora do assunto que imaginava se teria a sorte de acertar o exorcismo sem saber nada.

- Naru? - Mai chamou quebrando o silêncio. Viu-o suspirar visivelmente irritado.

- O que foi? - seu tom delatava um mau-humor crônico.

- Poderia nos por a par do plano? - a voz dela soou diferente da habitual. Estava apática. E eles nem haviam chegado perto de Morikuro ainda.

- Depois de ouvir os depoimentos das irmãs... - continuou com a voz dura tentando não passar suas suspeitas – ou sua preocupação, as essa ele insistia em reprimir. - mapearemos a propriedade e seguiremos a planta da casa. Precisamos descobrir esconderijos e encontrar Aiko.

- E quando fazemos o exorcismo? - Bou-san perguntou.

- Vou suspendê-los até sabermos o que realmente está acontecendo e seja realmente necessário. Imagine o poder que aqueles espíritos têm depois de escapar de tantos exorcismos. - Quero investir em kekkai.

- Precisamos ficar atentos?

- Chegou a essa conclusão sozinho? - outra vez Mai imaginou o burrinho.

- E o que faremos com a cidade?

- Não é problema nosso. - reprimiu a vontade de admitir que queria estender a investigação para a cidade inteira. - nossas clientes são as Nakamura.

- Ah... - Takigawa se calou.

- Matsuzaki-san precisará fazer amuletos. Não sabemos se há espíritos são andarilhos. Dependendo do parecer de Hara-san, selaremos toda a propriedade.

O trem apitou no exato momento em que Noll terminou de falar. Haviam acabado de chegar em Yoriko.

Mai saiu do trem apática. Hoshou cansou de lhe perguntar se sentia-se mal. Mas a menina lhe garantiu que estava bem. Embora tal afirmação, o sorriso fraco e sem ânimo delatava a mentira.

Naru considerou isso em silêncio. Outro motivo para se preocupar. Mai ainda era muito sensível aos fenômenos. Por mais tentasse não admitir, estava receoso – receoso, não com medo – dela amanhecer com estigmas. E esse era um belo motivo para ser rápido.

- Lin-san!! - ouviu a voz de Mai tentar subir algumas oitavas ao ver o chinês no meio da multidão.

- Hey, Lin! - Takigawa cumprimentou enquanto levava as próprias malas e as de Mai. Lin correspondeu co um aceno de cabeça e se voltou para Noll.

- Preparamos tudo. Só estávamos á sua espera e de Matsuzaki-san. - disse enquanto andavam.

- Ótimo. - foi tudo que Noll disse antes de entrar na van sendo seguido por Bou-san e Mai.

Naru teria mais algum tempo de introspecção antes de por seus planos em prática.