Capitulo Três

NO SUPERMERCADO Á NOITE

Ei, porque justo Sam passou pelo supermercado para me ver? Samuel Smith é um daqueles americanos patetas. Mas um pateta legal, se quer saber. Ele costuma ser um daqueles tipos de homens que adora colher rosas de seu jardim e encantar todas as garotas de seu redor. Mas não, isso não quer dizer que eu goste dele, apesar de eu gostar das rosas e tudo mais.

O motivo de ele me chamar de Minha Princesa seria porque ele é descendente de gente asteriana. Mas ainda assim, eu temo por sua vida se o meu chefe T.P.D. está por perto. Keiichi Asakura, como eu já disse ou pensei, é um homem de aparentemente vinte e seis anos (N/A: Pessoal, no capítulo dois cometi um erro. Isso porque Sakura tem vinte e quatro anos, de acordo com o capítulo um.) que é um pirata asteriano de muito tempo chamado Scar.

E que ele é um lobisomem, além de eu ser a reencarnação da princesa dele. E ele ter me beijado para eu dar o seu Beijo da Princesa. E vejamos: Eu sou a noiva número dois do filho de Satã.

Fala sério, porque a minha vida é assim?

- Sam, não fale Minha Princesa´´, Minha Alteza´´ ouO meu anjo asteriano´´ aqui na Terra. – eu disse primeiramente para o homem de cabelos loiros e olhos castanhos que olhava meio esquisito para o pacote de refrigerantes que estava no meu carrinho.

- Ele também é de Áster? – perguntou Keiichi.

- Ele é descendente de gente de lá. – respondi claramente, enquanto suspirava por minha barriga querer algum alimento. – Certo, Sam, este é o meu chefe, Keiichi Asakura – Acrescentando: O cara mais irritante do planeta. – e Keiichi-sama, ele é o meu vizinho do outro lado, além de ser filho de um amigo do papai, Samuel Smith ou Sam.

Sei lá, mas achei meio estranho que Keiichi-sama não aceitasse a mão de Sam, que sorria gentilmente. Ele apenas o encarava. Digo Keiichi, não Sam.

Isso faz a minha dúvida como seria a relação da minha vida passada com Scar. Como será que a gentil princesa era na verdade com o seu cavaleiro pirata? Quero dizer, eu não conheço muito sobre Scar, mas conheço o básico sobre Keiichi Asakura. De como o seu corpo está com músculo nem tanto definidos, de como ele é bonito e um homem geralmente teimoso.

E eu acho que eu não mereço um Deus Grego em um milhão de anos. O que ele viu em mim? Entre mim e a apaixonada por homens difíceis, Ako, eu acho que há um monte de diferenças para que fosse óbvio que ele pudesse se apaixonar por ela.

E primeiro que eu sou uma garota azarada. Como o homem que já conheceu a minha vida passada fosse alguém teimoso demais?

Voltamos ao assunto que interessa. Sobre Keiichi Asakura aceitar ou não a mão de Samuel Smith.

- Prazer. – disse Keiichi, depois de hesitar por alguns minutos em ter a idéia de aceitar a mão de Sam. Ele finalmente aceitou.

- Bem, prazer também, chefe da Sakura-san. – riu Sam. – Você viu a Bidouji? – perguntou ele para mim.

- A Ami vi não. – respondi.

- O que tem a Srta. Bidouji? – perguntou Keiichi-sama para mim.

- Bem, a Ami é uma amiga de Sam e minha também. – eu disse. Era verdade sobre Ami ser uma amiga minha e de Sam, já que ela era bem legal por sinal. Ami sempre me diz que o T.P.D. pode ser um problema na minha vida se ele for possessivo demais.

O único problema é como eu posso me lidar com a situação e o fato que Keiichi fosse Scar e fosse um lobisomem raivoso asteriano. Esses tipos de lobisomens começam nessa fase quando são mordidos por lobos em lua cheia ou por outros lobisomens raivosos. E é normal que alguém infectado tivesse alguma raiva a mais que o normal.

E outro é que ele me beijou, ele me ama e que eu sou a vizinha e secretária dele. E eu, o que eu acho dele? Eu o acho um deus-grego misterioso que ainda não tenho algum sentimento completamente definido por ele. Motivo disso é de mal eu o conhecer como Scar. Mas Keiichi eu tinha alguma noção de conhecimento. E ele me conhecia mais que eu mesma, o que é anormal para uma pessoa como ele.

Ou normal, como ele é um ótimo observador.

- Sakura-san, eu a vejo depois. Adeus. - ele disse e adentrou no corredor de produtos de limpeza.

Eu fiquei parada lá, olhando por um bom tempo até eu falar:

- Ele é mesmo uma pessoa muito esquisita. – eu disse.

- Considerando o fato de ele ter sido uma das pessoas mais estranhas que já vi, ele tem um jeito esquisito. – afirmou Keiichi-sama. – Onde fica o corredor de pizzas?

Eu me virei para ele com aquele olhar de alguém assombrado.

- Você nunca comprou na vida? – perguntei dele imediatamente.

- Não comprei em supermercados, somente isso. – ele me disse, olhando para mim. – Mas eu já comprei em algumas feiras quando eu era criança nos tempos antigos, além de comprar alguns equipamentos para caravelas com alguns de meus tesouros.

- Não estamos falando do seu tempo de piratas barbudos e âncoras no mar, mas do tempo onde mulheres trabalham e onde príncipes e princesas existem no mundo de Áster e na Europa. – eu disse, enquanto eu puxava o meu carrinho de compras na direção do corredor congelante de pizzas. – Estamos falando do século vinte e um.

- Ah, esse século. – disse Keiichi-sama. – Bom, quem faz isso são algumas das empregadas da casa.

- Depois dizem que eu sou a mimada. – eu comentei mais consigo mesma do que para Keiichi-sama.

- Ei, você está insinuando que eu sou mimado? – perguntou Keiichi, em seu tom arrogante que eu estava sentido alguma falta. Chega ele gentil é quase irreconhecível. Sério, se você o visse alegre, seria algo meio estranho.

- Mais ou menos isso. – eu disse, sem olhar para trás e olhando para onde algumas mulheres pegavam shampoos e condicionadores que estavam em promoção. – Eu disse que você está ocupado demais com a empresa e precisa ver como é que é a vida normal da Terra. Em Áster eu não sei, porque tem gente que pode te prender na hora. Mas só que os bons chefes são aqueles que já conhecem seus empregados e sabem como comandar uma empresa com respeito.

Quando eu olhei para trás, eu vi que ele tinha parado quando eu havia terminado de falar. Eu apenas observei os olhos azuis dele olharem para o nada. E voltei á olhar na minha frente, quando as mulheres me olhavam curiosamente e cochichavam sobre alguma coisa, depois olhando para o estado de Keiichi-sama. Eu estava ferrada com as fofocas apenas começando á se espalharem pela cidade de Tokyo.

Quem não adora fofocar? Eu costumo fofocar pouco, mas há aquelas mulheres que fofocam hora após hora. Mas o que me assusta mesmo é se as fofocas poderiam chegar aos ouvidos dos jovens que fofocam em dobro.

Adeus vida normal.

- Ei Hoshina... – ele falou, o Keiichi-sama.

Por algum motivo desconhecido, o meu cérebro quis continuar á ficar com os pensamentos á tona. Eu apenas obedeci.

- Quero dizer, Sakura-san – ele disse. Eu me virei sorridente para a direção dele. – eu gostaria de saber como vai a carta ao nosso cliente de terça feira.

- Eu sinceramente não sei como está indo, mas sei que foi mandada com sucesso para o cliente. – eu disse gentilmente. – Se me der licença, eu tenho que comprar a minha pizza, por favor.

- Vá em frente. – ele disse em um suspiro.

Eu me virei para ir andando tranqüilamente para a direção do corredor de pizzas e doces.

- Nos vemos em breve, Asakura-sama. – eu disse antes de sumir da vista dele. – E beijos.

Beijos? Quem daria beijos para o seu chefe?

As pizzas estavam organizadas em três fileiras onde a maioria delas tinham a validade vencida e as que sobravam tinham rodelas de cebolas e tomates. Os meus dedos tocaram em uma que tinha atum e coloquei dentro do carrinho para poder eu voltar á andar pelo supermercado, desta vez indo na direção dos caixas.

E a caixa onde eu estava com uma garota muito conhecida. Ami Bidouji, com os cabelos loiros prendidos em um rabo de cavalo e com os lábios pintados de bege. O uniforme vermelho-e-branco do supermercado combinava com seus sapatos. Eu fiquei com surpresa ao ver que realmente era ela. Ela sorriu a me ver passando pelo seu caixa e botando o conteúdo do carrinho para passar por ela para eu já pagar.

- Yo, Sakura-san! – ela disse com a sua voz doce. – Como vai?

- Eu vou muitíssimo bem, Ami-chan, além de eu ter sido seguida por uma mini-multidão de jornalistas e ter chegado aqui graças á uma carona. – eu disse gentilmente. – Eu não sabia que tinha um emprego extra.

- Pois é, né? – ela riu-se. – Eu tinha que juntar um dinheiro extra para comprar um notebook. – ela me disse. – E oh, de quem seria a carona?

Ela poderia berrar á plenos pulmões ou não? Melhor arriscar.

- Asakura-sama. – eu respondi como fosse algo normal.

- Eu não conhecia esse lado de nosso chefe. – ela apenas comentou isso. – E fiquei meio preocupada com a notícia que você talvez estivesse se casando com Asakura-sama, mas logo foi desmentindo. A boa é que noticiaram que a noiva do nosso chefe está traindo ele com o jardineiro.

- O quê? – eu tinha o direito de perguntar. Talvez isso fosse o motivo de Keiichi-sama não se preocupar demais com a noiva. Talvez ela só o quisesse por dinheiro e nada mais. Pequenas idéias para muitas conclusões.

- É, parece que ela é pior que a fã número um do noivo. – riu Ami, passando a pizza pelo caixa. – São trinta e um ienes.

Eu peguei a minha carteira para poder pagar e paguei, saindo de lá com as compras na sacola. Eu logo esqueci que eu não tinha mais carona... Ah, caramba.

- É, vou ter que ir andando. – suspirei consigo mesma.

Foi quando um carro me levou para casa. Carro onde mamãe dirigia.

- Algum problema, querida? – ela me perguntou docemente, a minha mãe.

- Ei mãe, a senhora pode me levar para casa? – eu perguntei de mamãe.

Não que eu esteja com medo de ir por aí sozinha. O exato problemão é como os repórteres iam amar isso. Mamãe – que se chama Airi Hoshina – fez positivo com a mão e eu entrei no banco ao lado do banco do motorista. Ela começou á dirigir calmamente na direção da minha casa.

- Eu soube que você está junto com o seu chefe. – começou mamãe.

Ah, agora já dava para sacar o porque de ela ter sabido onde eu estava. Na TV.

- É uma longa história. – eu desabafei imediatamente. – Assim como a história da senhora com o papai, eu tinha que ter uma história maluca também que envolve lobisomens asterianos raivosos.

Mamãe encarou-me surpresa.

- Um lobisomem? Isso é bem raro! – ela disse.

- Ele é Scar, mãe. – eu expliquei. – Conhece a história da princesa Eucalystia que gostava de um pirata tudo-de-bom chamado Scar? Pois bem, o meu chefe, por pura coincidência, é Scar, só que tem o nome de Keiichi Asakura. E eu sou a reencarnação da Princesa que ele amava.

- Isso parece com a história minha e de seu pai. – disse uma sonhadora mamãe.

E lá vamos nós com a tal história do amor da primeira vista...

- E o cara parece o comandante do centro infernal de Tokyo. – eu comentei com mamãe.

- Isso não é novidade quando se trata de piratas de séculos passados, minha filha. – minha mãe cruzou uma rua com uma outra. – Os piratas eram mal-humorados por causa de seus tesouros e alguma coisa poderia o incomodar. Bem, Scar não era o tipo de pirata malvado, mas eu não posso dizer que ele não era maroto demais em seus assaltos. Mas antes de ser pirata e chefe-pirata, ele era o guarda-costas da Princesa Setsuna.

Pára tudo! Quer dizer que o eu da minha vida passada e Scar JÁ se conheciam? Ta brincando, né?

- Isso explica a proteção total e o fato de ser um vizinho meu. – suspirei, entendendo tudo.

Mamãe encostou o carro dela perto de uma loja de esportes.

- O quê? – ela me disse.

Não é de total novidade que mamãe sempre quer saber tudo como a obrigação é escutar tudo que tem na minha boca. Desde então, ás vezes ela faz que eu me mate de vergonha só com ela falando que eu odeio o café do trabalho e como eu sou uma Preguiça Ambulante.

Alto lá!

- Eu também eu me intriguei com esse fator. – eu disse para mamãe na maior calma. – Keiichi é o rapaz que mora da casa ao lado da minha casa.

- Quer dizer, o Scar, né? – perguntou mamãe. – E ele deve ter ficado com raiva quando soube que a minha filhinha é a princesa de Áster. E tem que curar só com... – ela se calou e me fitou com os olhos, naquele olhar como eu tivesse feito algo meio incerto. Eu sei do que ela está tentando me falar.

Ah, é. Ele teve a iniciativa de me beijar. O Beijo da Princesa. E agora que eu fui me retirar do mundo dos sonhos e ver em que furada eu me meti.

E uma coisa é certa: Mamãe vai berrar comigo.

- NÃO ME DIGA QUE VOCÊ O BEIJOU? – ela berrou á altos pulmões. Caramba, eu precisava ter contado á ela?

- Não fui eu. – eu disse para ela. – Foi ele quem me beijou.

Mais um momento de silêncio mortal, enquanto mamãe abria e fechava a boca.

- Então ele é o seu atual noivo? – perguntou mamãe.

- Hmm, vejamos. – eu comecei á falar. Falar de tudo que eu pensava no momento. – Ele me beijou, ele gosta de mim, ele é o meu chefe, ele é o alvo das revistas de fofocas, ele é amado por quase toda a população feminina do Japão e é na verdade um pirata tudo-de-bom. Eu sou a garota amada, eu estou começando á gostar dele, eu sou o alvo das fofocas de Áster quase todo santo dia, eu sou uma princesa que é independente. Eu acho que ele vai ser sim, mas antes... – e nem completei de terminar.

- ...o seu pai. – completou mamãe.

Se minha mãe berra e diz como isso é um sonho, adivinhe como seria papai reclamando sobre um homem roubar a sua princesinha. Se fosse Akito pra ele tudo bem, mas parece que eu sou feita de porcelana para ele ser um ótimo pai que vive falando como eu tenho que manter o controle de si mesma. Poxa, eu não tenho vinte e quatro anos, além de nunca ter namorado na vida e ter sempre um carinho especial por filhos futuramente.

Resumindo: Keiichi vai ter que se ver com o meu pai para ser o meu namorado oficial.

- Eu estou ferrada. – disse por fim. Mas isso não impediu de eu mandar um carta de amor anônima para Keiichi-sama. O que tem que ser mesmo, será com certeza.

PROBLEMAS E SONHOS DE TODA GAROTA

Eu acho que estou pirando de uma forma muito anormal. Não pirando de modo de fazer bobagens, mas pirando de aceitar que eu estou começando á gostar da maldição de benção que o meu chefe Keiichi Asakura é. Bem, ele causa esse efeito em qualquer garota que poderia morrer por ele só para ter seus quinze minutos de fama. Eu não estou gostando de Keiichi por causa da fama, se quer saber, mas por causa do jeito frio e charmoso que ele tem ás vezes. Além da diversão. E essas coisas que só ele tem.

Eu estava saindo da minha casa quando avistei uma garota loira me acenando animadamente. Era Ami, com um de seus sorrisos tímidos. Ela estava com o jornal na mão, além de suas unhas estarem vermelhas e circulares. Cara, eu não estava me sentindo bem com aquela coisa de pós-adolescência, sabe. A época dos Todos os Problemas que uma Mulher tem. Os Problemas que eu estava começando á ter. Minha cabeça estava angustiada de tanto pensar em algum modo de pagar rios de dinheiros em absorventes. Eu precisava com necessidade extrema.

Mas isso não iria atrapalhar o meu trabalho. Não mesmo.

- Sakura, você está bem? – perguntou-me Ami com a cara preocupada.

Situação da Princesa Com Todos os Problemas que uma Mulher tem e que tem uma teimosia imbatível: Olheiras, dores de barriga, cansaço.

Teimosia faz muito, muito, muito mal. Menstruação é pior. É nada lindo, para quem não sabe. É pior do que chupar limão ou pagar mico.

- Eu estou bem? – eu perguntei, com uma risadinha. Ah não, angústia em alta. Que Ami me perdoe o que eu sou capaz de fazer. – Eu estou logicamente bem!

- Hmm, está com aquela tensão pré-menstrual? – ela me perguntou, calmamente.

Eita, eu não sei como Ami descobriu isso mais depressa possível. Apenas acenei positivamente, como fosse aquele que era o meu problema central naquele dia onde a minha mente teria que ter stress.

- Foi o que eu pensei. – Ami me diz com um outro sorriso, andando comigo ao caminho do trabalho. – Você não é normalmente assim.

- Verdade, mas essa angústia pega muito em mim nesses dias. – eu disse gentilmente, tentando controlar o meu cérebro.

Como eu pudesse controlar eu mesma... Eu já tentei fazer isso ao estar de frente com um grande bolo de chocolate. E bom, o fim disso deu em eu mais gorda que o normal. E ficar magra de novo foi duro. Duro mesmo.

- Você precisa se acalmar. – ela disse. – E não tome café hoje.

Fim de papo e andando elegantemente com os saltos Prada na direção do edifício da Corporação Asakura. Sei lá, mas eu tenho algum fascínio pela moda, razão de antes de eu tentar ser secretária, alguma jornalista ou empregada da Vogue. O problema é que não tinha vagas. Então, sem refresco ou roupas novas.

Tudo ralando de trabalhar mesmo.

Tudo sendo meio difícil de conseguir.

Tudo merecido.

E mais uma coisa: Eu teria que pagar todas as comidas lá de casa e também fazer-las. Mas, mesmo não sendo da Vogue japonesa, isso não me impede de conseguir um bom salário e ler ELLE e Vogue todo santo dia.

O que você pode mais gostar no trabalho na Corporação Asakura são três coisas: Seus colegas de trabalho hiper-divertidos, os e-mails e também sobre o seu chefe ser um amor mascarado de demônio. Espera um momentinho, eu falei isso? Ah não. Ah não. Ah não. Eu falei.

Eu falei que Keiichi-sama é um amor.

Eu falei que gosto dele.

Eu falei toda a verdade.

Eu falo que a Ako-baka se dane se não gostar do nosso noivado.

- Ei, Sakura, está pensando sobre o Keiichi-sama? – riu-se Ami.

Como ela...? Outro milagre divino aconteceu neste instante.

- Que legal, você não disse T.P.D. – eu sorri para a minha melhor amiga.

- Bem, ele deixou de ser um tirano por causa de você. – Ako comentou comigo.

- Como assim? – perguntei, arqueando uma de minhas sobrancelhas enquanto eu tentava á todo custo de meus queridos neurônios á processarem aquilo.

- Eu não estou acreditando que você é a única á não perceber como Keiichi mudou muito só com a sua companhia. – Ami disse, batendo a própria mão com as unhas perfeitamente manicuradas á lá francesinha. – Garota, ele está tratando todo mundo bem e isso faz Ako bater a própria mesa toda vez que ele cita que a causa é uma flor.

Flor? Desde quando a teimosa Sakura Hoshina é uma flor em pessoa? Desde quando ele me chama de flor?

- Sério? – perguntei.

- Totalmente. Arrã. O que você ouviu dos meus lábios, querida. – Ami disse tudo o que podia.

Eu sabia que Keiichi Asakura, ou Scar, é louco só de querer ficar comigo. Isso é um fato, não um boato. Mas eu não sabia que estavam me sorrindo quando eu passava pelos pequenos corredores da empresa.

Mas a novidade maior vinha á seguir. Eu estava meio atolada de tarefas, porém terminando cada uma com um toque rápido, quando eu recebi um e-mail dele. De Keiichi Asakura.

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Para: Sakura Hoshina )

De: Keiichi Asakura

Assunto: Isso não é engraçado.

Bom Dia.

Ei, porque você está berrando com a Ako-san como fosse a última coisa á fazer? E ah, a piada entre garotas e garotos não foi nada engraçado. Tem garotos que gostam de livros para mulheres.

Definitivamente, você está anormal hoje.

K.

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Para: Keiichi Asakura

De: Sakura Hoshina )

Assunto: Res: Isso não é engraçado.

Agora, é serio: Pára de tratar a gente como a gente não fossemos dignos de um Beleza ou Querido Amigo. Fala sério, Keiichi, você pode até ser o chefe, mas ainda é um ser humano, né?

O único motivo de eu estar berrando com a Miss Peitos Balançantes, é que estou com vontade e ela mereceu depois de falar o como que o meu irmão não é digno de entrar para Yale, nos EUA. Sabe como é, ele é ótimo e ele realmente merece.

PELO AMOR DE DEUS, eu não sou anormal. Está bem, eu sou um pavio certo, mas anormal não sou, né. Primeiro que eu nunca gostei muito da piada. Eu só comentei.

Sakura H.

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É, eu era anormal APENAS por ser uma bruxa de vinte e quatro anos que mora na Terra. Mas no resto eu sou completamente normal demais. E ei, essa não é a primeira vez que eu o vejo finalmente tomar coragem para falar comigo via e-mail?

Cara, hoje está havendo muitos milagres.

- Sakura, meus parabéns. – disse Ami, passando pela minha mesa.

- Hã? – perguntei com a minha mente confusa. Eu não estava entendendo nada.

Quando ela passou para ir á máquina de café, eu dei de ombros e dei meia volta na cadeira giratória e me pus de frente ao meu laptop.

E aqui, estamos, voltando aos e-mails. E ah, eu já estou acabando de terminar os meus trabalhos que vão ser colocados no planejamento deste mês.

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Para: Sakura Hoshina )

De: Keiichi Asakura

Assunto: Quer sair comigo?

Tudo bem que eu seja o seu chefe, mas eu só gostaria de sua resposta para um jantar á dois em um restaurante perto de um lago. O que você acha? Eu sei que é meio chique demais, mas esse é apenas o presente. Aí vem o pré-presente.

K.

P.S.: Olhe para trás, escritora de cartas de amor ambulante.

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Eu virei a minha cabeleira para trás, juntamente com o meu rosto, quando eu notei que uns seis colegas de trabalho estavam lindos em seus ternos novos, cada um com um pacote de presentes. Além disso, cada pacote vinha com um livrinho de bolso escrito por... QUÊ?

Como ele não me disse que ele sabia escrever lindamente bem?

OH MEU DEUS, HOJE É O DIA MAIS ROMÂNTICO DA MINHA VIDA!

E hey, como ele sabia que fui eu que escrevi aquilo?

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Para: Keiichi Asakura

De: Sakura Hoshina )

Assunto: Oi, escritor.

Ei, como você NUNCA me disse que escrevia bem demais? Quero dizer, a Lagoa Azul foi demais, com toda aquela história da garota que vivia em um castelo na terra daquele país cheio de magia e do garoto que vivia em um barco no mar cheio de criaturas perigosas e cheio de aventuras.

E como você sabia que eu gostava muito de música americana?

É, você é o senhor dos mistérios da Terra, Keiichi-kun.

Sakura H.

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Eu juro por tudo que é sagrado que eu ouvi alguma risadinha saindo da boca daquele pirata. Juro. Ele é um estrategista. Um estrategista que balança á cada hora o meu doce coração que está dentro de um poço cheio de amor. Eca, que coisa melosa.

Continuando... Os meus colegas me olhavam gentilmente, menos Ako – que foi embora e chorava -, dizendo coisas como Ei Hoshina, você devia ser coroada a Guerreira da Paz, hein? ou Meus parabéns, Sakura Asakura.

E para coroar, vem vindo ele com um buquê de flores super-lindas. Coração batendo forte no momento.

- O que está havendo por aqui? – eu perguntei de Keiichi.

Ele deu um daqueles sorrisos supercharmosos de fazer baba nas nossas bocas.

- Sakura Hoshina – OH NÃO! Isso é demais para uma pessoa como eu. – quer namorar comigo?

Congelei. Aquilo era meio que não podia se prever. Algo que você gostasse mais que a sua coleção de roupas ou de moda. Meus lábios formaram um pequeno sorriso enquanto eu pegava levemente o buquê e sorria mais abertamente. Aquilo não era um sonho onde o seu amor malicioso estava mostrando a sua face.

Um pedido de namoro.

- Aceito e aceito com prazer. – sorri-lhe.

E o Sr. Que era impaciente e a Srta. Que era teimosa demais viveram felizes durante a sua vida.

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N/A: Nem é preciso dizer que eles se casaram e que os filhos deles geraram outros garotos e garotas inteligentes e marotos pelo Japão. E que Aram DEMOROU á oficializar o namoro, noivado e casamento dos dois.

Bem, o motivo de Keiichi ser um garoto todo confiante é porque ele sempre mantinha consigo uma carta dizendo:

Princesa, não importa quantos berros você faz todos os dias

Por quê seu sorriso pode mudar todos.

E fazer acreditar que o amor realmente existe.

Neste barco, este pirata está distante.

Mas quando eu voltar aí eu juro que vou te proteger com todas as minhas forças.

Isso porque eu quero limpar as suas lágrimas quando você estiver triste.

E te apoiar nas situações mais graves de sua vida.

E roubar-te cada beijo de sabor de morango dos seus lábios proibidos de se tocar.

Isso porque eu sinto que eu te amo.

Na verdade, eu comecei a memorializar isso á partir de uma parte do Capítulo Um. Por isso ele é tão grudado na Sakura-chan. E bem, hoje temos um pequeno especial.

Keiichi não conheceu Sakura no trabalho, mas muito tempo antes.

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A FESTA DO PIJAMA

O VERDADEIRO MOTIVO DE KEIICHI ASAKURA

- KEIICHI-SAMA! – reclamaram os empregados da mansão dos Asakura, enquanto corriam atrás de onde poderia estar o jovem garotinho de nove anos.

Keiichi Asakura estava em cima de um muro de uma casa normal, onde seus olhos azuis poderiam olhar fixamente os belos frutos da casa da família dos Hoshina, vizinhos que ele não visitara. Sempre achou chato visitar aqueles garotos de família rica, já que não tinha quase nada para fazer. E sempre morria de inveja dos garotos normais que não tinham mansão, mas eram rodeados de amigos.

É, o jovem Asakura não era normal como o resto dos parentes de sua família. Não era filho biológico do Sr. E Sra. Asakura, já que foi achado abandonado dentro da residência. E como era muito querido, foi considerado o xodó quando bebê de quase todas as governantas da mansão. Ele rolou os olhos ao sentir suas bochechas ardendo.

Era como o tempo estivesse voltado com força. De tão pensativo que mal percebe que dois cachorros latiam incansavelmente, querendo avançar nele.

Mas Keiichi estava em uma distância considerável o bastante para poder apenas observar o que os cachorros faziam com toda aquela raiva.

Ao contrário dos cachorros que eram engaiolados, os cachorros daquela casa eram soltos. Alguns minutos depois – sim, o garoto fez questão de ficar por ali mesmo. -, a porta dos fundos da casa foi aberta por uma garotinha de sete anos que carregava um carrinho com o seu irmãozinho de alguns meses.

Era a filha mais velha dos Srs. Hoshina, Sakura Hoshina. A garotinha estava com os cabelos quase-loiros e quase-castanhos amarrados em duas marias-chiquinhas. E que seus olhos verdes se arregalaram ao ver o garoto no muro.

- O que você está fazendo aí? – perguntou a pequena Hoshina, olhando curiosamente para Keiichi. – É bem perigoso.

- Eu não ligo. – disse Keiichi.

O pequeno Hoshina estava abrindo e fechando a boca de tanto ver o garoto mais velho ali. As bochechas da mais velha ficaram vermelhos de raiva.

- Mas eu ligo se você ficar aí e talvez morrer. – contrapôs Sakura, com as mãos na cintura.

O Asakura não ouviu. Ficou parado ali um tempão.

- Ele é surdo. – anunciou Sakura ao irmão.

Mas ele tinha ouvido essa.

- Eu não sou surdo. – protestou Keiichi.

- Você não saiu daí. Seus pais vão ficar preocupados. – esclareceu a pequena Hoshina.

- Meus pais não vão ficar preocupados. – contrapôs Keiichi, descendo o murinho e indo até á garota.

- Todos os pais do mundo ficam preocupados! – disse Sakura.

- Os seus podem até ficar, mas os meus não. – disse Keiichi, quase berrando.

- Eu não acredito nisso. – debochou a garota.

- Olha só, você já está se metendo na minha vida! – reclamou Keiichi.

- E você está fazendo invasão de privacidade. – disse Sakura.

Opa! A garota tinha razão.

- Mamãe diz que todos os pais do mundo ficam preocupados á beça quando os filhos fogem. Você sabia que existem muita gente abandonada pelas ruas? – a garota era mesmo insistente. Não parou.

- Dããã, todo mundo sabe disso. – respondeu ele.

- Todo mundo sabe, mas tem gente que não entende bem. – disse Sakura. – E... – a boca dela foi tapada por uma das mãos de Keiichi.

- Aleluia, você finalmente se calou. – Keiichi fez um suspiro cansado.

Mas Sakura estava ligada mesmo é quando o garoto iria sair.

- Eu só vou abrir essa sua boca de papagaio para você falar apenas o seu nome. – disse Keiichi.

E tirou a mão da boca da menina, a fazendo falar:

- Sakura Hoshina.

- Ah, você é a garota de quem quase todos os professores de Tokyo falam. – comentou Keiichi. – Mas eu não sabia que ela seria mais nova que eu.

- Arrã. – disse ela. – Você não vai sair não?

- Não. – Keiichi cruzou os braços.

- Eu vou ter uma festa do pijama aqui em casa e não é para garotos, se eu me lembro bem. – ela também cruzou os braços.

Aquilo fez Keiichi ter uma pequena inveja da garota. Ele nunca teve festinhas de aniversário ou festinhas de pijama onde pudesse realmente se divertir. Apesar de ser de garotas, ele teve um grande interesse de pelo menos espionar o que aconteceria ali.

E tinha a sensação que poderia se divertir muito. Mais do que aquela vez em que o pai soltara pum na frente de todos em uma reunião formal. Isso era porque nunca conhecia garotas.

- Você não vai invadir a minha festa de jeito nenhum. – informou Sakura.

- Eu vou invadir? Não... Imagine. – mentiu Keiichi.

E ele fora embora. Por enquanto. Era noite quando as amiguinhas de Sakura Hoshina entravam alegremente na casa dos Hoshina, recebendo a pequena Sakura que estava de um pijama rosado listrado, recebendo com beijos nas bochechas e sorrisos amigáveis as coleguinhas da escola.

Foi quando a sua melhor amiga entrou na casa.

- E aí, Sakura, beleza?

Essa era a loirinha Ami Bidouji, a melhor amiga de Sakura Hoshina desde os cinco anos. Faziam brincadeiras juntas, festejavam juntas, fofocavam juntas e até faziam xixi juntas. Mas diferente da amiga, ela era mais fofoqueira.

- Vou bem, Ami-chan. – respondeu Sakura gentilmente.

- Ei gente, vamos começar a festa logo! – disse uma das meninas mais fashions da turma.

- Tanta pressa, né? – sorrira a pequena Hoshina.

Depois de comerem mashmellows, fofocarem sobre os professores, fazerem jogos, desafios e dançarem juntas, uma das meninas mais novas disse para Sakura:

- Tem alguém lá fora.

- Hã, deve ser o meu pai. – disse Sakura, tomando mais um copo de refrigerante.

- Não é não. – disse outra garota. – É um garoto.

As meninas entraram em pânico. Sakura foi olhando as colegas correrem de um lado para o outro, do outro lado para cá, quase arrancarem os cabelos. Até um ponto que foi a gota d´água.

Tudo bem que um garoto as espionava, mas a paciência dela não era mais grande que a faladeira.

- Ei, gente, parem. – pediu Sakura.

- O que a gente vai fazer? – perguntou uma das garotas.

- AHHH! – veio um grito vindo das garotas. Os ouvidos de Sakura ecoavam de dor.

- CALMA! – berrara Sakura furiosamente de uma vez.

As meninas pararam. Não por obediência, mas por medo. E por curiosidade do que se passava na cabeça da dona da festa de pijama.

- Eu tenho um plano. – anunciou Sakura com um sorriso e brilho maroto.

- Ei, eu sou a segunda tenente da missão da Sakura! – ofereceu-se Ami, animada.

- Precisamos pegar todos os balões da casa e encher-los de água. – mandou Sakura.

E já vinham garotas com cestas cheias de balões cheias de água.

- Vamos caçar. – divertiu-se Sakura. – Vamos nos dividir em dois grupos. Um fica escondido de dentro do quarto e outro fora.

- Certo. – disseram as demais garotas. As cortinas estavam fechadas, as garotas equipadas. E a música lenta e baixa, com as luzes apagadas. Ursinhos foram postos dentro dos lençóis e dos sacos de dormir das garotas.

Todas ficaram em silêncio mortal. Foi quando algo suspeito estava na janela. A pequena tenente fez um barulho no chão, indicando que elas deviam mirar no alvo. Um. Dois. E...

- ATACAR! – berrou Sakura.

As luzes foram acesas e vieram balões de água de todos os lados. O inimigo estava ensopado, porém o chão também.

- Vamos fazer a dança dos panos! – animou-se Ami.

- Que dança o quê? – perguntou uma garota.

- Deixa pra lá. – disse Ami, rolando os olhos. – Onde estão os panos?

- Quem é o nosso inimigo? – perguntou Sakura.

- Keiichi Asakura. – respondeu a garota mais velha de lá, com onze anos.

- Eu sabia que ele tinha á ver com algo disso. – os olhos de Ami se apertaram.

- Quem é esse? – perguntou Sakura.

- Um garoto rico que tem a mania de fugir de casa. – respondeu Ami.

- Eu acho que o conheço. – Sakura cruzou os braços, fitou o chão, pensativa.

- Como? – perguntaram quase todas as garotas de lá.

- Bem, eu falei pra ele não vir. E eu nem sabia que ele fugia muito de casa! – defendeu-se Sakura.

- E onde ele ta? – perguntaram a maioria das garotas.

- Amarrado lá na sala. – respondeu Ami, orgulhosamente. – Ah, Sakura, ele me perguntou uma coisa sobre o mundo das garotas.

- Eu não acredito que ele não saiba nada do mundo das garotas. – disse uma garota.

- É, então vamos pegar os filmes que mais gostamos lá no meu balcão de DVD´s. – disse Sakura. – Vamos fazer a reunião da meia-noite.

- Hã... Sakura-chan. – disse uma garota que viera o balcão.

Sakura estava impaciente. Queria fazer a palestra sobre o Mundo Feminino de uma vez por todas.

- O que foi? – perguntou ela.

- Só tem DVD´s de séries americanas.

- Isso serve.

- O que trago?

- Eu tenho um livro sobre o Universo Feminino. – disse Ami.

- Ah é, dos contos de hoje. – disse Sakura, coçando a cabeça.

O pequeno exército feminino marchou, depois de limpar o quarto, na direção da sala, com uma caixa cheia de livros na direção do prisioneiro, também de pijama.

- Isso é guerra ou o quê? – perguntou Keiichi, intrigado.

- Uma Palestra para um Garoto que Precisa Urgentemente de Informações sobre o Mundo das Garotas. – respondeu Ami.

- Essa não. – disse Keiichi.

- Não se preocupe. – falou Sakura. – A gente vai explicar atrás de um DVD que a mamãe alugou ontem.

- Qual é? – perguntou uma garota, a única ruiva.

- Grande Menina e Pequena Mulher. Americano, sabe? – respondeu Sakura.

- Eu tenho uma impressão que você gosta muito dos EUA. – notou a mais velha.

Sakura riu um pouco, encabulada.

- É, eu gosto sim. – ela disse, desabafando logo.

- Tem pipoca? – perguntou uma outra menina.

- Ainda não. – disse Sakura. – Ei, alguém aqui sabe fazer pipoca de microondas?

Duas meninas, a mais velha e a ruiva, levantaram a mão.

- Na despensa tem uns pacotinhos de sacos cheios de milho de pipoca para microondas. – informou Ami. – Eu vou fazer também.

- Alguém ta com sono? – perguntou Sakura.

Nenhuma das garotas responderam, apenas Keiichi.

- Se você dormir vai perder a explicação e a pipoca. – informou Sakura.

Ele calou-se rapidamente. A mãe de Sakura estava lá.

- Você vão assistir filme, crianças? – sorriu Airi Hoshina. – E ei, o que ele está fazendo aqui? – ela se referiu á Keiichi.

Keiichi suava frio. Ele ia morrer. Isso porque seus pais iriam brigar e dar broncas nele todo o tempo do mundo. As meninas olhavam umas para as outras.

- É o primo da Ami. – disse Sakura.

- Hmm, certo. – disse Airi. – Boa Noite!

- Boa Noite, Sra. Hoshina! – disseram a maioria das meninas.

Airi fechou a porta. As meninas olhavam para Keiichi como ele tivesse são e salvo. Mas ele estava com o olhar fixo na cabecinha da dona da festa, que não se adiantou á olhar ao DVD.

- Ei, tem a Dakota Fanning. – notou ela.

- Ela é uma boa atriz, apenas de uma criança. – disse a garota fabulosa da turminha de garotas. – Eu quero ser famosa que nem ela.

- Báh! - zoação geral.

Ami veio com a pipoca e todas puderam assistir ao filme em telão. Enquanto comia a pipoca que estava em sua boca, Sakura notou que um certo alguém chutava levemente e incansavelmente a sua cabeça. Uma vez. Duas. Três. Na quarta, ela se virou revoltada contra o único garoto da turma que estava sentada ali, seja no sofá ou no chão mesmo.

- Ei! – protestou Sakura. – Por quê você está batendo na minha cabeça? Ou melhor, chutando a minha cabeça.

- Para te perguntar uma coisa. – disse ele.

- Sobre o quê?

- Por quê você não contou a verdade para a sua mãe naquela hora? – perguntou Keiichi.

Sakura deu uma risadinha infantil.

- Para você se divertir com a gente. – ela sorriu. – E para te dizer que os pais dão bronca em quem realmente gostam.

- Como você sabe? – perguntou Keiichi.

- Eu sou filha também, ué. – respondeu uma divertida Sakura.

A conversa só não continuou porque Ami se meteu entre os dois.

- Ei, Sakura-chan, vamos dançar balé?

- Fala sério, Ami-chan, Balé a gente tem que se esticar. – resmungou Sakura.

- Então, você tem o CD da Mariah Carey aí? – Ami perguntou de uma garota.

- Tenho. – disse ela.

- A gente pode dançar. – comentou Ami.

- Papai e mamãe têm que dormir, Ami-chan. – Sakura negou o pedido. E era verdade.

- Então, que tal brincarmos de jogos no computador? – interrogou Ami.

- Depois.

- E ouvir música baixinho?

- Não.

- E de ver outros filmes?

- Até ás duas horas.

Mas tudo encerrou uma e meia da noite, quando as garotas estavam dormindo, menos Sakura. Ela andou devagarzinho até Keiichi e o ajudou á desamarrar as cordas que tinha prendido nele.

- Por que causa você está fazendo isso? – perguntou Keiichi.

- Seus pais vão estar bem preocupados, como eu já disse antes. – Sakura estava sonolenta, embora ainda conseguisse andar, olhar e se manter em pé.

- Você é esquisita. – ele disse, olhando para ela como quisesse achar algo de estranho mesmo.

- Por quê você acha isso? – perguntou a menina, confusa.

- Uma hora você me amarra e na outra desamarra. – respondeu ele.

Ela riu, de novo.

- Se eu não amarrasse, você não entenderia o que eu quis dizer. E se eu não desamarrasse você, você ficaria ainda aqui e seus pais ficariam loucos da vida comigo e com os meus pais.

Ah, então era aquilo. Esse foi o pensamento de Keiichi enquanto encarava aquela menina tão interessante.

- Algo errado? – perguntou Sakura, preocupada.

Ele não quis fazer aquilo. Aquilo que ele nunca fizera na vida. Ele sorriu para ela. Os olhos esverdeados da garotinha se arregalaram diante da passagem do sorriso para o riso. E as gargalhadas.

- Ei moço – disse Sakura. – você já tem de ir.

Ele lhe lançou um olhar bondoso e disse, em um beijo na testa da garota:

- Muito Obrigado, Sakura-chan.

E ele se fora... Alguns anos depois, ele já estava voltando ao Japão, para comandar a Corporação Asakura. Keiichi Asakura estava com seus vinte e seis anos de idade, mais responsável e mais maduro do que aquele garoto de nove anos que fora. Mas ele ainda se lembrava das palavras da garotinha. Mas a sua vida era um tédio com todas aquelas fofocas e aquelas entrevistas. Tinha uma noiva chata. Uma de suas secretárias peitudas ficava em cima dele. Quase nunca poderia ter um momento em paz.

Os cabelos azuis e os olhos azuis tomaram mais aparência de adultos, com mais charme. Ele carregava sua pasta, quando uma garota, mais nova que ele, quase trombou com ele. Ela ia na mesma direção que ele, para a sede da Corporação Asakura. E em seu crachá mostrava que ela era secretária da sede da corporação e que o seu nome do crachá era o mesmo nome da garotinha. Sakura Hoshina.

- Desculpe-me, senhor, eu estou quase atrasada! – ela disse, sem olhar para ele.

Ela estava mais mulher. Tinha peitos, seus cabelos de cor de âmbares estavam mais compridos e estilosos, além de suas roupas serem formosas. Ela não estava uma mulher, era uma bela mulher.

Mas o tom gentil da jovem mulher Hoshina era o mesmo. Os lábios de Keiichi Asakura se retorceram em um sorriso divertido quando a figura desapareceu no final da calçada, cruzando coma outra. Finalmente ele encontrara algo que poderia valer a pena naquela sua vida tediosa de trabalho que o fazia pior que o normal. O sorriso de Sakura Hoshina.

E como a sua vida viraria de pior para melhor. Mesmo que ele comece á ser odiado pela garota para poder adentrar na vida dela.

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Respostas aos Reviews

Tatai - ChanOi! Oi! Que bom que amou a fic! Bom, eu tinha pensado em deletar, mas pelo menos eu terminei. Beijão.

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Ei, eu só recebi pelos menos dois reviews? Impaciência, o seu nome é Luciana. -.-

Beijão para todos,

Lúh/Rushi;