Título: Mr. Potter & Mr. Malfoy.

Autora: Kuroyama Izumi.

Beta: Hokuto Yuuri (nunca muda, não? NÃO XD).

Classificação: M

Resumo: Um misterioso aluno surge em Hogwarts e parece estar muito interessado em Harry. O que Draco fará?

Disclaimer: Se Harry Potter me pertencesse, ele seria gay e a Ginny seria a primeira a dar adeus a vida.

Alerta: Slash HPDM. Não me responsabilizo por danos causados a inocência de ninguém.

Nota: Desconsidera Half Blood Prince e Deadly Hallows.

Detrás daquela casca há uma batata.

A aula de Adivinhação foi muito irritante, na opinião de Harry. Não que odiasse Trelawney mas, ultimamente, a professora estava lhe rogando muita praga. A primeira do dia fora que um conhecido iria lhe por em apuros. A segunda, que iria cometer um erro quase fatal. E a terceira, como se já não fosse novidade, ele iria morrer ainda nessa semana. É claro que Harry nunca se interessava, pois já havia presenciado esse tipo de coisa várias vezes. O problema era que a professora estava se tornando realmente inconveniente, afinal, quem gosta de receber notícias de que irá morrer, todas as semanas?

Ron, o único ali que lhe fazia companhia, parecia estar no mundo da lua, não compartilhando assim, comentários maldosos sobre a professora, justo no momento em que Harry mais desejava isso. Graças a Merlin, o sinal tocou e a próxima aula seria livre. Harry e Ron foram passar algum tempo nos jardins do castelo, em parte por Hermione estar ocupada o suficiente na biblioteca durante a última semana para ignorar a existência dos garotos, e também pela Sonserina ainda estar em aula.

Hermione estava extremamente concentrada no seu dever de pesquisar as diversas variações da poção polissuco existentes, que nem percebeu o tempo passar. Havia faltado aula de Runas Antigas para isso e agora percebeu que o horário livre já estava quase no fim. A garota passou mais de três horas pesquisando, sem contar o tempo gasto nos dias anteriores, mas não havia achado nada que lhe interessasse. Seu objetivo? Desmascarar um certo Sonserino.

James não era o que se podia chamar de discreto. Era barulhento e efusivo e, mesmo que não levantasse quaisquer suspeitas dos outros alunos, a Hermione ele não enganava. Havia alguma coisa muito errada com ele e a garota não tardaria em descobrir.

Saiu da biblioteca em direção a aula de Transfiguração, a última do dia, que seria exatamente com a Sonserina. Quando entrou na sala, seus companheiros Harry e Ron já estavam sentados em seus devidos lugares e haviam guardado uma cadeira para ela entre os dois.

- Você está ficando viciada nisso. O que tanto pesquisa, afinal? – Perguntou Ron.

- Umas coisinhas. – Respondeu indiferente – Aliás, você pode me emprestar sua coruja, Harry? Preciso enviar uma carta urgente.

Harry assentiu e Hermione agradeceu. Malfoy, James, Zabini, Pansy e Nott entraram todos juntos logo depois, se sentando ao fundo como de costume. Conversavam animadamente e James, de vez em quando, dirigia seu olhar para Harry. Draco não pôde deixar de perceber.

- Vejam só. – Comentou Dean Thomas, que estava sentado um pouco à frente de Harry, Ron e Hermione. – Esse garoto acabou se tornando o oposto do Harry. Ainda por cima, fica andando pra cima e pra baixo com o Malfoy.

- Provavelmente deve ser outro aspirante à comensal da morte. – Disse Seamus Finnigan. Dean pareceu desconfortável.

- Ei, Harry, outro dia Parvati disse que viu você, Malfoy e Tyler juntos. O que aconteceu? – Perguntou Dean.

- Ah...Isso é...- Começou o menino de ouro, sem jeito.

- Malfoy e Tyler estavam provocando ele – Disse Hermione – Acho que eles iriam azarar o Harry se eu e Ron não tivéssemos aparecido.

- Nossa! Cara, você precisa tomar cuidado. – Alertou Seamus.

- Eu sei.

Harry murmurou um 'obrigado' no ouvido de Hermione depois que Dean e Seamus viraram. Às vezes, ele esquecia de que não podia ser visto em público com Malfoy já que para os alunos de Hogwarts os dois continuavam rivais. Sobre o assunto de comensal da morte? Bem, Harry não estava muito certo de que James fizesse parte dessa vida, mas tinha certeza que o seu Draco não entraria nela.

Um frio cortante massacrava quem ousasse sair do castelo naquela manhã de Sábado. Chovia muito lá fora, com direito a raios e muito vento e estava escuro, apesar de ser dez da manhã. Muitos alunos estavam trancafiados em seus salões comunais, uns aproveitando para dormir e outros, como Harry e Ron, aproveitando a manhã para jogar Snap explosivo com os colegas. Hermione estava sentada, próxima a eles, lendo um livro sobre poções autorizadas pelo ministério.

Oposta à torre de Grifinória, estava a sala comunal da Sonserina, não tão movimentada quanto a outra. Alguns alunos do primeiro ano aventuraram-se a passear pelos desertos corredores de Hogwarts. Os mais sensatos, em sua maioria do quinto ano para cima, preferiram o conforto de seus dormitórios. Foi essa a opção de Draco Malfoy, que repousava tranqüilamente sobre sua cama, e James Tyler, que parecia muito entretido em seu livro.

- O que você tanto lê, afinal? – Perguntou Draco, parcialmente irritado com a falta do que fazer.

- Hogwarts: uma história. – Respondeu sem tirar os olhos do livro.

- Achei que só a sangue ruim da Granger e os nerds da Corvinal liam isso.

- Ela não é sangue ruim.

- Como? – Perguntou Draco, surpreso.

- Hermione. Ela não é sangue ruim, Draco.

- Desde quando ela é Hermione para você? – Perguntou zombeteiro.

James se calou e encarou Draco com frieza. Draco nunca havia visto aquele olhar e querendo ou não, sentiu-se amuado. Pouco depois o moreno jogou o livro em cima da cama e se levantou.

- Vamos jogar. – Disse.

- O que? – Perguntou Draco, atônito.

- Eu disse vamos jogar, Draco. Ou você não entendeu o recado?

- O que você pretende jogar, Tyler? Snap Explosivo? – Disse com sarcasmo.

- Eu estava pensando em uma coisa mais...Interessante. – Falou, virando-se para o loiro com um brilho estranho nos olhos.

- Que tipo de coisa?

- Quadribol. – Sorriu.

- Você está louco? Já viu o tempo aí fora ou quer que eu te mostre?

- Amarelou, Draco?

- Nem sonhando, Tyler.

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Harry se levantou, já cansado de jogar, pois estava há mais de três horas ali e não havia ganhado uma partida sequer. Despediu-se dos amigos e avisou que iria até a cozinha procurar o que comer. De fato, iria, mas aproveitaria para fazer uma visita a Draco. Esperava que o loiro estivesse com um pouco de saudades afinal, não se falavam direito há dois dias. Seus passos ecoavam pelo corredor deserto e o vento de fora podia ser sentido ali. Virou seu rosto para a janela, a fim de admirar a chuva que caía pesadamente do outro lado e então, pôde jurar que viu algo voando.

Devido a sua grande curiosidade Grifinória, Harry achou melhor checar o que poderia ser aquilo. Algumas idéias como uma coruja, ou outro pássaro perdido, passearam pela sua cabeça. Desceu para o térreo e, à medida que ia se aproximando da saída, pôde ouvir gritos. Quadribol? Alguém era louco para jogar com aquele tempo?

Harry correu para fora, sem se importar em conjurar alguma capa de chuva para lhe proteger. Quando se aproximou do campo, ficou pasmo. Havia mesmo dois loucos voando e um pequeno grupo de alunos nas arquibancadas. O grifinório cerrou os olhos e procurava saber quem eram os dois garotos.

No ar, Draco e James estavam à procura do pomo de ouro e quem o pegasse vencia. Draco estava parado, buscando algum sinal da bolinha dourada. Com aquela chuva toda, era impossível enxergar qualquer coisa a mais de um metro de distância e o sonserino começou a perceber que cometera um grave erro. Seus olhos percorriam o cinza a sua frente e logo, a chuva começou a aumentar. Estava realmente muito frio. As mãos do loiro estavam geladas e suas roupas encharcadas, por causa da chuva, e tremer tornara-se inevitável. Foi então que viu alguma coisa passar rapidamente ao seu lado e concluiu que deveria ser o pomo.

Voou em direção ao alvo e logo percebeu a presença de James, ao seu lado, também procurando a bolinha. Uma sensação de deja vu passou por sua mente. Os jogos contra a Grifinória, em que ele e Harry competiam lado a lado para pegar o pomo lembravam muito essa situação. Pôde visualizar a pequena bolinha dourada voando à sua frente e esticou as mãos para pegá-la. Tinha plena consciência de que estava há mais de duzentos metros do chão e uma queda poderia lhe custar à vida. Mas o que importava agora era o pomo. A vassoura de James bateu contra a de Draco, fazendo-o perder o equilíbrio e por pouco, não caiu. Draco virou a cabeça na direção de James, com a intenção de xingá-lo, mas percebeu que o garoto não parecia bem. Mal conseguia se sustentar na vassoura e estava mais pálido do que de costume.

- JAMES! – Gritou ao ver o moreno não agüentar mais se equilibrar e cair da vassoura.

Mergulhou em direção ao chão, tentando alcançar o corpo do garoto. Suas mãos estavam próximas dos pés do garoto e, instintivamente, jogou-se da vassoura e agarrou seu corpo no ar. Agora, os dois rumavam em direção ao chão.

Draco fechou os olhos. 'Se eu sair vivo daqui...' Ponderou, 'Eu juro que digo pro Potter que eu gosto dele.' Abriu os olhos e viu que continuava caindo, fechou-os novamente. 'Ok, então eu juro peço Potter em casamento.' Involuntariamente arqueou a própria sobrancelha 'Ah qual é? Minha vida está em jogo' pensou para si mesmo.

- MOBILICORPUS!

Draco parou há menos de meio metro do chão. Seu coração estava acelerado e mentalmente agradeceu por estar vivo. 'Mas retiro meu pedido de casamento ao Potter' Ponderou. Abriu os olhos lentamente e pôde sentir a chuva bater em seu rosto. Pôs-se de pé, ainda com James no colo, mas sentiu uma tontura e caiu sentado na grama molhada, com James sobre si. Imediatamente, viu alguém se ajoelhar ao seu lado, tirando o peso do corpo de James de cima dele para que pudesse respirar.

- Harry? – Surpreendeu-se ao levantar o rosto.

- VOCÊ É LOUCO? – Gritou, desesperado, com James apoiado sobre seu peito. – Poderia ter morrido!

Draco virou o rosto, emburrado. Sabia daquilo e não precisava que Potter ficasse lembrando.

- Tá, eu entendi. Desculpa. – Murmurou.

- Eu fiquei com tanto medo...Quando vi você caindo daquela altura, Draco.

O loiro virou-se para Harry e pôde ver que o garoto hesitava em chorar, mas seus olhos estavam repletos de lágrimas. Com as gotas de chuva descendo por sua bochecha, Draco não podia negar que Harry ficava adorável, mesmo com aquela cara de 'vou lhe dar um bom sermão, Malfoy'.

- Ah, qual é, Harry. Eu estou bem, não estou?

O grifinório assentiu, ainda que hesitante. Lentamente, James abriu os olhos, parecendo desorientado. Sua visão estava turva e sentia seu peito pesado. Respirar estava se tornando realmente difícil naquele momento. Admirou a figura que o segurava, mas não conseguia enxergar nada, além dos rebeldes cabelos negros. Estendeu as mãos, para que pudessem tocar as bochechas quentes do da pessoa e, sem pensar nas conseqüências, ergueu-se um pouco para aquela boca.

Harry arregalou os olhos quando sentiu os lábios gelados de James pressionando os seus. Logo depois, o sonserino desmaiou. Draco não conseguiu entender direito aquilo, mas James havia feito algo muito sério. Beijar Harry Potter era um privilégio exclusivo de Draco Malfoy e quem ousasse burlar tal regra seria severamente castigado. O loiro estava começando a se arrepender de ter salvado aquele moleque.

James acordou na ala hospitalar dois dias depois do incidente do quadribol. Sua cabeça ainda doía e o moreno se sentia tonto. Levou as mãos ao rosto quando lembrou do que fez com Harry. Agora, tinha certeza de que Draco o odiava com todas as suas forças e as chances de ser perdoado eram menos de um por cento. Devia agradecer a Merlin por Hermione ter parado de seguir seus passos nos últimos dois dias. Receava sobre o que a garota estava pretendendo.

- Ah, você acordou! – Exclamou madame Pomfrey. – Daqui a algumas horas eu vou liberá-lo, mas receio que vá pegar uma boa detenção por jogar quadribol nessas situações. O professor Snape estará esperando você e o menino Malfoy para conversar ainda hoje.

Ótimo. Agora arrumara encrenca com Snape. O que dera nele para resolver provocar Malfoy e chamá-lo para uma 'amigável' partida de quadribol na chuva? Se arrependimento matasse, James teria um túmulo para si ao lado dos avós.

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Hermione estava no salão principal. Não havia muita gente lá, exceto por alguns garotos de primeiro e segundo ano, da própria Grifinória, jogando xadrez bruxo. Fazia algumas anotações perdidas de Runas antigas, quando Ron apareceu. O ruivo chegou parecendo preocupado.

- O que aconteceu, Ron? – Perguntou, descansando a pena sobre a mesa.

- Malfoy caiu da vassoura. Literalmente.

- Como?

- Pelo que Harry contou, Malfoy e James estavam jogando quadribol naquela chuva, quando James desmaiou e Malfoy foi tentar salvar ele e caiu também. – Fez uma pausa e continuou – Depois os Grifinórios é que são loucos.

Hermione não pôde evitar rir do comentário que o amigo fizera.

- E está tudo bem com eles?

- Ahn... Tem mais uma coisa. – Falou Ron, corando.

- O que?

- James... Ele beijou Harry.

Os olhos de Hermione se arregalaram.

- Beijou?

- Sim. Malfoy parecia puto da vida. E para compensar, ele e James ainda terão detenção com o Snape esta noite.

A grifinória pareceu pensativa, com as mãos apoiadas na mesa e um olhar distante.

- Ron, você acaba de me fazer um grande favor. – Sorriu, levantando-se da cadeira. – Obrigada! – Falou, dando um beijo na bochecha do ruivo, que ficou mais vermelho que uma maçã.

Ron observou Hermione sumir pela porta da biblioteca, suspirou, pensando: 'Garotas...'

Já era por volta de sete da noite, e Draco estava indo para a sua nada feliz detenção com James. Seu humor só não estava pior porque havia passado a tarde em companhia de Harry, despejando seu ciúme sobre o garoto. Está certo, não podia culpar Harry afinal, ele não tivera culpa de nada. 'Só de ser um filho da mãe gostoso e um Deus na cama, com aquela cara de satisfarei-todos-os-seus-fetiches.' Pensou, irritando-se novamente. Draco parou na frente da sala de Snape, quando viu James se aproximar pelo outro lado do corredor. O loiro não pôde negar que sentiu até uma pontada de preocupação, ao ver o estado de palidez do garoto. Mas sua raiva era maior.

- Entrem. – Falou Snape, abrindo a porta com um feitiço.

Draco e James entraram e postaram-se em frente à mesa do professor.

- Boa noite, senhor. - Disse James, o mais educadamente que conseguiu.

- Boa em que, senhor Tyler? Vocês têm idéia do que fizeram? – Perguntou, virando-se para Draco agora. – Puseram em risco as vidas de seus colegas de casa e as suas próprias. – Disse, lançando um olhar frio para James.

- Desculpe, senhor. – Insistiu James. – Eu só pensei que pudesse ter a oportunidade de ver Draco jogar e...

- Você é tão irritante quanto Potter, Tyler. Fale apenas quando eu mandar, entendeu bem?

O garoto engoliu seco e assentiu. Draco olhou-o, curioso.

- E você, Draco. – Disse secamente – Agradeça por eu não enviar uma coruja para seus pais agora mesmo, informando-os das travessuras do seu pequeno Dragão.

Foi a vez de James olhar para Draco de forma curiosa, este, abaixou a cabeça e resmungou alguma coisa inaudível para os outros ocupantes da sala. Aquelas, seriam duas muito longas horas.

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Uma coruja adentrou o dormitório feminino da Grifinória, rumando até a cama onde estava Hermione, deitada, com um livro nas mãos. A grifinória levantou-se no mesmo momento em que viu Edwiges pousar sobre sua mesa de cabeceira. A garota pegou a carta que a coruja carregava, acariciando Edwiges e congratulando-a pelo bom trabalho. A coruja branca voou satisfeita para fora do quarto, rumo ao corujal, para descansar.

Hermione abriu a carta e, à medida que seus olhos avançavam na leitura, um grande sorriso de triunfo se formava neles.

- Te peguei, James. – Falou para si mesma.

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James saiu da sala de Snape com as mãos doloridas, ainda tendo que aturar o mau humor de Draco. O loiro simplesmente não parava de reclamar e James teve de agradecer quando Draco disse que iria arrumar o que fazer para não ter que ficar ao seu lado.

Draco saiu perambulando pelo castelo. Não sabia exatamente o que fazer, mas seus pés o levaram até a frente da mulher gorda, quadro onde ficava o salão comunal da Grifinória.

- O que faz aqui? – Perguntou ela, friamente.

Draco permaneceu calado, olhando para o retrato. O que poderia responder? 'Vim ver se o Potter está, porque me deu uma louca vontade de transar com ele?' Definitivamente, não era uma resposta apropriada.

- Drac...Digo, Malfoy? – Perguntou Harry, atrás do loiro.

- Senhor Potter, esse sonserino está parado aí faz um bom tempo! Queria fazer o favor de pedir para que ele se retire, sim? – Disse a mulher gorda a Harry.

Harry olhou discretamente para Draco e disse:

- Geléia de framboesa.

A mulher gorda o olhou, horrorizada.

- Não, não e não! Não vou permitir que esse sonserino entre aqui.

- Geléia de framboesa. – Insistiu Harry. – Ele é meu convidado, faça o favor de abrir.

A mulher gorda insatisfeita e inconformada, abriu passagem para que Harry e Draco entrassem no salão.

O salão comunal da Grifinória era realmente grande e aconchegante, mas Draco não se permitiu admirar muito o local. Harry o puxou e juntos, subiram a escada que dava acesso ao dormitório. Quando Harry abriu a porta deste, e Draco viu que estava vazio, seu coração começou a bater acelerado e ele nem entendia o porquê. Olhou de relance para o grifinório postado a seu lado e o viu sorrir e se aproximar.

Harry segurou o loiro pelo queixo e o beijou. Sua língua procurou invadir aquela boca maravilhosa que tanto lhe despertava desejo. Suas mãos percorriam os sedosos cabelos loiros-platinados do amante.

- É isso que você quer, não? – Sussurrou, com a boca próxima a de Draco.

Mordiscou o pescoço do loiro, arrancando-lhe um gemido de prazer.

- E isso... – Disse deitando o sonserino em sua cama e desfazendo-se de seu uniforme. Sua língua percorria cada centímetro do corpo do loiro que conseguia. Seus dedos moviam-se pela nuca dele, acariciando os quase invisíveis pelos que possuía, provocando arrepios em Draco.

- Ah, Harry...

O moreno conjurou um feitiço silenciador em volta das cortinas após fechá-las e sentou-se sobre o abdômen de Draco, desatando sua gravata e, em seguida, tirando sua blusa.

Draco pôde sentir as carícias de Harry por todo seu corpo. Estava quente por dentro. Harry era mesmo anormal afinal, como alguém conseguia satisfazê-lo tanto?

Sentiu algo gelado envolver seu pênis. Em algum momento que Draco não registrou, Harry tirou sua calça e roupa íntima, partindo para o 'ataque'. Draco arqueou as costas.

- Isso. – Disse

Logo, sentiu a língua de Harry percorrer seu membro, instintivamente, segurou a cabeça dele, incentivando-o a continuar. Aquela sensação, Draco nunca havia experimentado. Na realidade, Draco só se permitira ser o passivo com Harry, pois o moreno, de certa forma, o dominava de uma maneira estranha. Voltou à consciência quando percebeu que estava pronto para gozar.

- Harry, eu...Eu acho que eu vou...

Mas Harry sequer moveu a cabeça. Pelo contrário, aumentou a força com que chupava o membro do loiro, logo o forçando a expelir o sêmen.

Harry deitou ao lado do loiro, ofegante e ficou admirando sua face corada.

- Quer mais?

- Claro. – Respondeu Draco, com um sorriso malicioso.

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James caminhava lentamente pelos corredores quando, sem querer, esbarrou em uma garota. Era Hermione. Ela parecia tristonha, olhando-o como se pedisse ajuda. James não era muito sensível quando o assunto eram as garotas, mas ver uma naquele estado era de partir o coração.

- Aconteceu alguma coisa, Hermione?

- Ah, James. – Disse com a voz chorosa – Ele não me quis.

- Ele?

- Ron! Eu o amo há tanto tempo! Mas hoje, quando fui me declarar para ele, ele disse que já está apaixonado por outra.

James pareceu ficar sem ação por um minuto, chamando um pouco a atenção de Hermione.

- Você...huh...Quer...Conversar? – Perguntou, sem jeito.

- Sim – Falou chorosa. – Mas aqui não porque ele pode aparecer. Conheço um bom lugar. – Disse, esfregando os olhos.

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Não. Definitivamente aquilo não era bom. James já havia bebido três garrafas de Firewiskey procurando compartilhar a 'fossa' de Hermione e como possuía baixa tolerância ao álcool, já começava a sentir os efeitos. Maldita hora em que aceitou consolá-la. A garota parecia extremamente sóbria, mesmo já tendo bebido também. Hermione olhou discretamente para o lado e percebeu que James já fraquejava. Sorriu. Seu plano estava funcionando, afinal.

A garota se levantou, sendo acompanhada pelo olhar de James, e parou em frente a ele.

- Você está bem, Jammie?

- Ah...Acho que não. – Falou, sentindo sua cabeça pesar.

- Desculpe-me.

- Sem problemas, não gosto de ver uma garota triste.

- Não é por isso.

- Então, é o que?

- Incarcerous – Gritou a garota.

Cordas surgiram do nada e amarraram os braços e pernas de James, fazendo-o ficar imóvel. Hermione foi até o garoto e puxou sua varinha, assegurando-se de que ele não tentaria uma investida. James olhou-a, incrédulo.

- É por isso.

- O que significa isso, Hermione?

- Preciso tirar algumas dúvidas a seu respeito, James.

- E quem te garante que vou contar?

Hermione sorriu e puxou de dentro das suas vestes um pequeno frasco e mostrou a James.

- Poção da verdade. Coloquei em seu Firewiskey sem que você percebesse. Não é uma Verissaterum, mas vai me ajudar bastante. – Falou guardando de volta.

James rosnou. Como pôde ser tão estúpido a ponto de cair em um golpe desse?

- Então, senhor James M. Tyler. Preciso que me explique uma coisinha. Recebi essa carta hoje mais cedo – Disse sacando a carta de seu bolso. – Que foi escrita por um amigo meu, estudante de Durmstrang. Ouça-a, por favor. – Disse, começando a recitar.

Cara Hermione,

Como vai você? Eu estou muito bem. Só sinto sua falta, amiga. Recebi a carta que você me mandou e fiquei realmente surpreso com ela. Fui procurar o diretor para tirar dúvidas a respeito desse tal de James M. Tyler, e sinto informá-la que não há e nunca houve ninguém com esse nome em Durmstrang. Ele é algum amigo seu?

Espero que possamos nos encontrar em breve,

Vitor Krum.

Hermione voltou a encarar James.

- Como você explica isso? Nunca houve nenhum aluno chamado James M. Tyler em Durmstrang. Disseram-me que você estudou lá. Como pode?

Os lábios do moreno se contorceram.

- Vamos, diga a verdade. Qual é seu verdadeiro nome, James?

James hesitou. Sentiu a poção fazer efeito e agora, seu segredo seria inevitavelmente revelado. 'Merda!' amaldiçoou-se mentalmente.

- Qual é o seu verdadeiro nome?

Involuntariamente e mesmo que o moreno lutasse contra isso, seus lábios o obrigaram a pronunciar:

- James Lucius Malfoy Potter.

HD.HD.HD.

Eu DUVIDO que alguém não tenha sacado antes. Vamos lá, quem admite que não fazia idéia, nem um vestígio de idéia, de quem era o Jammie (apelido carinhoso dado por mim)? Ferrou-se nas mãos da Mione, não? Nunca conteste uma Hermione, ou se dará mal (risos). Como será que o Dray e o Harry vão reagir ao descobrir esse 'pequeno' inconveniente, isso é, SE descobrirem? Tudo isso e muito mais no próximo capítulo :D

Aos fodões que já sabiam: hahaha XD