Olá visitante fantasma :D
O cap. 3.
Mas, espero que me anime para trazer o 4 logo.
Boa Leitura.
Cap.3_Esquecendo o passado
A chuva já parara de cair fazia um bom tempo, mas Alice e Jasper nem notaram esse fato. Ficaram ali, paralelos ao que acontecia ao redor deles. Suas roupas já estavam secas, porém imundas por conta do barro seco.
Mas nada pareceu incomodá-los durantes as horas em que permaneceram ali, sentados no chão. Jasper estava encostado em uma árvore abraçado à cintura de Alice, escorregando sua mão da nuca dela por toda a extensão de suas costas. Alice estava sentada em seu colo, cada joelho de cada lado de seu corpo, envolvendo seu pescoço com os braços enquanto estavam afundados em mais um beijo.
Sempre davam uma pausa para recobrar o ar, mas não durava muito tempo para se inebriarem na boca um do outro novamente. Por vezes apenas roçavam seus lábios, ou tocavam suavemente os mesmos em todo o rosto ou no pescoço, causando em ambos arrepios descompassados. A cada minuto, Jasper viciava mais nos beijos dela.
- Acho que a gente deveria arranjar algum lugar para tomar banho, não ach... hmmm- Jasper tentou falar mas Alice passou a língua em seu lábio inferior, provocando-o.
- Quero ficar aqui, beijando você – ela murmurou, puxando ainda mais os fios dourados dele, a dor disso dava apenas mais prazer para Jasper. Para ele, se ela quisesse, podia arrancar todos.
- Mas já estamos aqui a horas! – exclamou ele, rindo, e a afastou gentilmente. Ela fez um biquinho, irritada.
- Mas está tão... bom!- ela mordeu o lábio inferior e beijou-o outra vez, fazendo-o soltar um gemido fraco. Ele apertou sua cintura e impulsionou-a para seu quadril quando Alice se remexeu em seu colo, causando uma leve fricção desorientadora. Alice perdera o fio da linha ao sentir toda a sua excitação quando ele a apertou sobre seu quadril. O calor veio com ainda força, fazendo ela se remexer mais e mais, querendo sentir mais dele. Ambos gemiam ofegantes, querendo cada vez mais do outro.
Mas aquele não era o lugar e nem o momento. Não era daquele jeito que as coisas funcionavam para ele. Não com alguém especial como Alice. E do jeito que estava duro por ela, ficando cada vez mais á medida que ela se remexia em seu colo, ele não agüentaria mais ser um cavalheiro por muito tempo, a tomaria ali mesmo.
Com relutância ele interrompeu o beijo, buscando ar.
- Você... não ajuda! – ele a repreendeu, mas estava ocupado demais em manter a respiração normal outra vez, em vez de ralhar com ela.
Alice suspirou, derrotada, mas não deixou que sua irritação durasse. Estava com Jasper, com mais intimidade do que tinha imaginado, então não tinha por que não continuar com seu enorme sorriso. Podia até não estar beijando ele todo o tempo como gostaria, mas se ele esperava que ela saísse de seu colo, ficou decepcionado.
Mas ao contrario do que ela pensava, ele sorriu e apertou os braços em sua cintura. Ele a fitou por um longo tempo.
- Diga alguma coisa – pediu ele, trazendo confusão para a expressão dela.
- O que? Por que?
- Gosto do som de sua voz.
Alice riu depois de derreter. Apertou o dedo no queixo, de forma pensativa.
- Então, acha que já estou bem treinada?
- Acho que você consegue se defender sozinha.
- Mas de qualquer jeito você pode me defender, não? – ela deu de ombros. A expressão de Jasper tornou-se mais séria.
- Não conte apenas com isso, Alice. Se depender de mim eu protejo você, mas não vou estar á todo o momento. Não quero que qualquer um seja capaz de machucar você quando eu não estiver por perto.
- Então, você não pretende ficar sempre por perto? – perguntou receosa. Estava contando com a idéia de não se separar dele nunca.
Jasper ficou sem resposta. Ainda não havia se decidido se ficaria com ela para sempre, a idéia de uma família não era tão atrativa.
Mas no mesmo instante pareceu absurdo pensar em seguir sozinho, sem sentir o cheiro, sem a voz dela, seu beijo...Estava viciado, não podia negar. E agora era vital a segurança dela. Sabia que Alice não estava tão preparada assim, alguém com mais preparo poderia machucá-la. Esse pensamento o fez apertar a mandíbula com força. Não, não podia deixá-la.
Não mais.
- Querendo ou não você vai comigo para onde eu for.
Alice sorriu e se atirou em seu pescoço.
- Eu sempre vou querer – murmurou contra seu pescoço e logo se distraiu com os cachos da nuca dele.
Ficaram muito tempo em silencio, onde as únicas coisas que se ouviam eram suas respirações desnecessárias e os barulhos naturais da floresta noturna.
- Jazz?
- Hmm – foi o único som que saiu de sua boca, enquanto ele permanecia de olhos fechados apreciando a noite enquanto estreitava os braços na cintura de Alice aspirando sutilmente o cheiro de seu cabelo. Eram reações inevitáveis, até patéticas, sensações e vontades que Jasper não sabia explicar, afinal, nunca se sentira assim antes.
- Então você vai ficar comigo e os Cullens?
Jasper parou na mesma hora. Por um momento pensou em dizer imediatamente não, iria correr daquilo. Não sabia se era forte o suficiente para essa drástica mudança. Mas a expressão esperançosa de Alice o derreteu por dentro. Conseguiria decepcionar aquele ser tão encantador? Já não sabia mais se conseguiria negar alguma coisa para ela, mas tinha que admitir que estava com um certo medo.
- Olhe Alice – ele a fitou – Eu sei que tudo é sempre mais facil com você. Mas não creio que sejam assim comigo. Quer dizer, quem não se encantaria com você? Tão linda – ele passou as costas das mãos pela bochecha de Alice e ela cobriu a mão dele com a sua, mantendo-a ali – tão divertida, encantadora. E olhe para mim! Está praticamente escrito na minha testa "assassino cruel e perigoso" – ele debochou, esperando a repreensão dela, mas para a sua surpresa ela continuou com a mesma expressão. Ilegível.
Um silencio chato começara a se formar e Jasper respirou quando ela o quebrou.
- Então não vai ficar comigo? Vai mesmo me deixar? – ela perguntou, estática, não conseguindo esconder o quanto a sua voz estava embargada. Se fosse uma humana tinha certeza que estaria aos prantos naquele momento – Alguém pode me pegar de você, Jazz. E isso mesmo que quer? – Alice se levantou, cambaleando um pouco enquanto tomava certa distancia dele.
Jasper permaneceu estático por um tempo, não entendendo como o clima mudara tão rapidamente. Logo se pôs de pé também.
- Ninguém se atreveria a isso – ele murmurou entre dentes. A possibilidade de Alice ter os lábios de outra pessoa que não fosse os dele lhe causava um frenesi de fúria, uma pontada aguda no peito – Alice, não é isso que eu quis dizer. Eu só tenho medo de que não me queiram lá, na família deles. Eu só... eu tenho...Me sinto um idiota,mas tenho medo de que eu não possa...ficar com você – murmurou, deixando os braços caírem, soltos, nas laterais do corpo.
Aos poucos a expressão de Alice foi voltando ao normal, ela voltou para perto dele e segurou seu rosto entre as mãos.
- Eu vi. Eu vi tudo. Seremos felizes, Jasper – ela sorriu, aproximando perigosamente seu corpo do dele – Só ...diga que vai ficar comigo pra sempre.
Jasper deu um sorriso fraco e encostou sua testa na dela.
- Eu vou – disse – vou ficar com você pra sempre.
Alice não conseguiu evitar o enorme sorriso que tomou conta de sua face. Sua vontade era de gritar de felicidade, pular pela floresta, no pescoço dele, encher-lhe de beijos. Jasper riu com o misto e confusão que eram seus sentimentos, porém seu sorriso durou pouco, logo Alice disse algo que o paralisou.
- Eu te amo, Jazz – disse naturalmente, como se já dissesse isso a vida inteira.
Jasper não sabia que reação ter. Nunca ouvira alguém dizer aquilo para ele, nem mesmo sentiu o amor de alguém de uma forma tão forte e poderosa como sentia o amor que emanava de Alice. E nem podia acreditar que era por ele. Para ele.
Um formigamento, um friozinho no estomago, um calor em seu peito, um coração acelerado que estava morto e ...de repente era ele que estava com vontade de gritar? De pular? De beijá-la desesperadamente? Era, era ele dessa vez. E ele não tinha motivos nem forças para se refrear.
No segundo seguinte sua boca já cobria a dela. Suas mãos e braços já a traziam com possessividade para perto de seu abraço e sua língua já brincava com a dela em um beijo sôfrego.
Andavam de mãos dadas pela floresta, em um silencio natural. Não tinham pressa para chegar ao motel ( NA/ Hotel na beira de estrada, lá no E.U.A) onde tomariam banho e vestiriam roupas limpas.
- Você sabe que foi maldade sua – Jasper a repreendeu sorrindo enquanto ela tentava se explicar.
- Ah Jazz, situações desesperadas pedem medidas desesperadas – ela deu de ombros e na mesma hora Jasper parou para encará-la.
- Você é um monstro, sabia?
- Eu? – exclamou sinicamente.
- "Alguém pode me pegar de você, Jazz" – ele imitou a voz dela, fazendo-a gargalhar sonoramente.
- Ah – mais uma vez ela deu de ombros e recomeçaram a andar – E o que você faria? Arrancaria a cabeça dele como um vampiro grande e mal, não é? – ela brincou e Jasper riu.
- È – murmurou – Como um vampiro grande e mal.
Chegaram ao motel (NA/ hotel de beira de estrada, só para repetir, pervertidos) e ambos ansiavam por trocar aquelas roupas. O quarto não era grande, mas não importava, já que não iriam ficar a noite toda ali. Ele tinha uma cama não muito grande, com uma colcha e dois travesseiros. Não parecia muito confortável, mas parecia suficiente para um humano desocupado. Alice não perdera tempo em tirar seus sapatos, já que não agüentava mais aquele barro duro.
Jasper olhava tudo semicerrando os olhos. O pó das coisas, a rusticidade, a cama maltratada e aqueles lençóis, um dia brancos, agora amarelados com o tempo. Estava feliz que não precisaria ficar ali por muito tempo. Aquelas paredes abafavam o quarto e concentravam o cheiro de Alice naquele lugar.
Era o que o salvava.
Então um gemido de Alice o tirou de seus pensamentos e ele a buscou pelo quarto. Quando não a viu foi em direção ao banheiro, preocupado.
- Alice, o q...Oh, desculpe – ele paralisou na porta completamente sem jeito ao perceber que ela estava apenas com suas peças intimas. Ele obrigou-se a desviar os olhos e sair dali, mas não conseguiu, quando percebeu seus olhos varriam o corpo seminu á sua frente. Pernas milimetricamente desenhadas, sua barriga plana, sua cintura na mediada certa, uma calcinha, que era pequena, mas não vulgar, preta, na mesma cor do sutiã meia taça, que deixava parte de seus seios médios e empinados a mostra.
Um corpo tão tentador que qualquer um se perderia, e nunca mais gostaria de ser achado! Tudo na medida certa, apropriado para alguém pequeno e delicado como ela, extremamente feminino, que o fez ofegar levemente. Estava aos poucos perdendo o controle, iria fazer algo de que poderia se arrepender depois. Sua imaginação flutuou. Imaginou-se passando os lábios por aquelas coxas, a língua por aquela barriga...unindo-se a ela, invadindo-a de uma maneira delirante. Pôde até sentir o gosto em sua língua, cada pedacinho, cada...
- Jazz? – Alice chamou-o mais uma vez começando a ficar preocupada. Jasper despertou sem jeito.
- S-Sim? – passou a mão nervosamente pelos cabelos, tentando voltar ao normal. Esperava que ela não tivesse reparado no volume que estava começando a aparecer em sua calça.
- A água, está congelante – ela sorriu, ligando o chuveiro outra vez. Jasper reparou quando ela ia começar a tirar as ultimas peças que cobriam seu corpo. Não, aquilo seria demais para manter seu autocontrole e seu cavalheirismo.
- Ah, bom, vou esperar ali... - apontou para algum lugar, que nem havia reparado, era a parede.
Jasper se jogou na cama, esperando sua cabeça parar de rodar. A que ponto estava aquela intimidade deles? Quer dizer, ela iria tirar a roupa na frente dele! De um estranho! Será que ela estava tentando o seduzir? Era uma das perguntas que pairavam em sua cabeça, ou será que ela era tão inocente e não viu o ato que aquela atitude dela quase provocou? "Se era isso, graças a Deus", pensou, "Teria se aproveitado de uma moça extremamente inocente"
Ficou um tempão tentando decifrar. O jeito que ela ficava na presença dele...Quer dizer, haviam presenciado uma cena bem quente dentro de carro parado no acostamento da rodovia enquanto vinham para o motel (NA/ eu já mencionei hotel á beira da estrada? Tá, parei) e Alice não pareceu estranhar aquele ato, apenas riu balançando a cabeça.
E a outra opção também era inviável, já que não havia malícia nela, era natural. Ela não estava tentando o seduzir, porém o fazia inconscientemente só de abrir sua boca. Imagine seu nome saindo sussurrado por aqueles lábios...
- Merda! – ele praguejou sentando-se na cama e apoiando a cabeça entre as mãos.
- O que é merda? – ela perguntou divertida. Jasper sabia que iria se arrepender disso, mas mesmo assim levantou a cabeça. Alice estava parada á sua frente e a única coisa que cobria seu corpo era uma camiseta amarelada e com uma pequena quantidade de pó. A camisa ficava grande para ela, porém não passava da metade de sua coxa.
- Deixa pra lá – ele murmurou um pouco seco. " Merda é apenas outro ataque de desejo, Alice" ironizou em pensamento, rindo de sua desgraça.
Ela deu de ombros e girou.
- Olha o que achei no armário do banheiro – mostrava ela, orgulhosa – finalmente me livrei daquele trapo, mas ai me dei conta de que não tinha outra coisa para vestir, foi muita sorte ter encontrado essa! Pena que só tem uma, acho que você... Jazz? – ela o chamou quando o viu se levantar bruscamente em direção a janela. Ele praguejava em pensamento.
Aquilo parecia tortura, alguém brincando com seu controle, querendo que ele burlasse as regras, fizesse algo errado. E por que Alice parecia tão à vontade assim? Quer dizer, ele nem gostaria de imaginar o que ela estava vestindo por debaixo daquela camiseta maltratada.
Ou o que não estivesse vestindo.
- Não é nada, Alice – respondeu ríspido outra vez, não conseguindo controlar sua voz. Cometeu a burrice de olhar para os olhos dela por uma fração fugaz de segundos, mas fora o suficiente para que ela entendesse.
- Já entendi – murmurou desconcertada – Não se sente a vontade assim, não é? – ela segurou a barra da camiseta e tentou puxar o mais para baixo que conseguia, envergonhada – Desculpe Jazz eu pensei... eu achei que não tinha problema para nós dois e, quer dizer, desculpe, eu acho que fiquei a vontade demais e ...Desculpe, é sério, não queria passar a impressão errônea sobre mim, eu só...eu não... – ela parou de tentar se explicar e se calou.
Jasper se detestou por isso. Era por aquilo, então? Achava que os dois eram íntimos o suficiente para não se constranger em sua presença? "Òtimo, Jasper, parabéns!". Um silêncio chato se formou, um mais sem jeito que o outro. O clima natural e descontraído mudara de repente.
- Não, er, está tudo bem, não é isso, eu si...ahn...- ele fez uma careta – Vou tomar banho.
- Ok – ela murmurou baixo.
Alice olhava pela janela, fitando a sombria floresta de trás do motel. Mesmo sendo o ser mais perigoso do mundo, aquela escuridão não deixava de assustá-la. A um cômodo ao lado, dentro do banheiro, Jasper ficara um tempo considerável só deixando a água gelada escorregar por seu corpo, para ver se o esfriava. Mas não adiantou muita coisa.
Desistiu depois de quase uma hora, desligou o chuveiro e enrolou a toalha em volta da cintura. Só então constatou que suas roupas já estavam no lixo, imundas e irrecuperáveis, e se viu vasculhando o armário em busca de algum outro pedaço de pano, mas só havia alguns sabonetes meio abertos e muito pó.
Com um longo suspiro saiu do banheiro. "Só de toalha. Completamente molhado". Foi só o que Alice reparou. Jasper não sabia se ficava sem jeito ou se entregava a naturalidade que Alice sentia ao seu lado. Realmente parecia certo. Não era como se a tivesse conhecido naquele dia, mas por toda a sua vida.
"Deus, que isso?", Alice deu um logo ofego ao traçar seus olhos pelo corpo magro e musculoso de Jasper. As gotas escorriam livres, os cachos estavam ensopados, as entradas da virilha estavam parcialmente cobertas e ela só pôde imaginar o restante. "Que perfeição", mordeu o lábio inferior automaticamente, desejando, salivando. Queria aquele homem só para ela, Deus, como queria!
- Não se incomoda, não é? – ele perguntou, chamando a atenção dela – Não achei mesmo outra camisa.
Alice se esforçou para parecer natural, apesar de saber que era perda de tempo. "Jasper e seu poder estúpido", ralhou em pensamento.
- Não tem problema – ela sorriu e se sentou na beira do colchão, encostando-se na cabeceira. Ele imitou sua ação e se sentou no outro extremo da cama.
- Tem um casal no quarto ao lado. Acho que podemos pegar algumas peças deles – ela sugeriu – não podemos chegar aos Cullens com uma camiseta velha e uma toalha – ela sorriu, olhado-o.
"Ela precisava mesmo lembrar que eu estava só de toalha?", Jasper já estava suficientemente sem jeito de deixar seu corpo, repleto de cicatrizes, a mostra.
- Podemos ir agora, então? – ele não conseguiu esconder sua impaciência. O sorriso de Alice diminuiu, mas por dentro estava feliz. "Deus, como essa mulher me confunde!",ele pensou, " Talvez não tenha gostado de eu estar tão ansioso para que ela se vestisse. Ela só não sabia que seria melhor pra ela".
Alice agradeceu por ele não poder ler pensamento. Ela não conseguiria esconder o quanto ficara satisfeita por terem que esperar para roubarem as roupas.
- Eles estão no quarto, Jazz. Temos que esperá-los sair.
Ele apenas assentiu.
Um novo silêncio chato se instalou.
- Então – Jasper pigarreou – Você poderia me falar sobre essa família, não? Talvez seja menos vergonhoso para mim ao menos não errar seus nomes.
Alice sorriu. Pelo menos ele estava tolerante com idéia da família.
- Carlisle e Esme são os "pais" da família. Ele é muito sério e justo e Esme é, ah, Esme é tão afável! Vai nos amar como filhos de verdade – Alice sorriu para o nada enquanto se lembrava da visão com eles.
- Pais...- Jasper refletiu sobre a idéia. Era tão estranho isso. Pais vampiros que não eram realmente seus pais – Vão me amar, também? – não conseguiu evitar ficar desconfiado. Parecia absurdo.
- Vão – ela sorriu outra vez – Todos lá se amam, como uma família de verdade, até Edward e Rosálie, mesmo que não admitam isso.
- Edward? Rosálie? Alice estou ficando confuso de novo – ralhou impaciente.
- Calma Major – ela zombou – Edward, Rosalie e Emmett serão nossos irmãos.
- Alice, você acha que isso vai dar certo? Digo, tantos vampiros diferentes podem conviver juntos sem acabar em guerra? – Jasper temia que isso pudesse acontecer, era testemunha viva vívida de guerras entre vampiros e sabia que eram horrendas. Ficava só imaginando Alice no meio daquilo...
- São vampiros diferentes, Jazz. Há amor e compreensão ali, não tem perigo – ela parou, como se refletisse sobre algo – só não toque no cabelo de Rose.
Jasper não pôde deixar de sorrir. Aquilo era tão humano.
- Eu não vejo a hora de chegarmos – ela continuou, animando-se – Rosalie e Emmett vão se casar de novo. Quero ajudá-la com tudo! E eu não vou poder fazer isso se estiver ocupada arrumando nosso quarto!
Jasper a olhou. Eles teriam um quarto só deles? Mas aquilo era coisa de...Peraí, vampiros se casam?
- Eles são quase normais, sabe? – ela respondeu sem mesmo saber – Se passam por humanos e por isso eles se casam – ela sorriu – Rose vai ficar linda.
Ela continuou a falar rapidamente, mas Jasper já nem ouvi mais.
Casar? Aquilo parecia tão absurdo! Quer dizer, quando se trata de vampiros. È, realmente ter quartos era mesmo coisa de casal. Mas então por que diabos ele e Alice teriam um só deles? Não havia nada oficial entre eles, afinal de contas.
- Como era? – a pergunta dela o tirou de seus pensamentos.
-Como era o que? – ele perguntou confuso, não fazendo a menor idéia do que ela falava.
- Você e aquela mulher- ela desviou o olhar, traçando desenhos bobos no lençol.
- Maria – ele disse sem muita vontade, enquanto se afundava mais à cabeceira da cama– Ela se chamava Maria. Nossa relação era estranha para falar a verdade – ele não evitou a careta.
- Você a amava? – Alice não conseguiu reprimir a pergunta que coçava em sua garganta. Ele apenas deu um sorriso debochado.
- Sem perguntas estúpidas, Alice. Nunca a amei. Eu era apenas meio obcecado por ela, sabe? Ela me dizia a única realidade que eu conhecia e aceitava, e eu gostava disso. Gostava das coisas que ela me proporcionava, das recompensas... – suas palavras tomaram conta do ambiente enquanto ele se lembrava com certa repulsa das horas em que os dois supriam suas necessidades. Nada com sentimento, era apenas corpo a corpos, luxúria.
Na mesma hora Alice sentia a necessidade de mostrar para ele o quanto ela o queria, já que parecia que ele ainda pertencia à Maria. Alice se remexeu sobre a cama, indo até o lado em que ele estava. Jasper não percebeu quando ela se ajoelhou no colchão logo a sua frente, só o fez quando Alice depositou um beijo em seus lábios. Isso o assustou e ele afastou o tronco bruscamente.
- O que está fazendo? – ele a fitou.
- Não posso mais beijar você?
Jasper levantou-se com uma expressão sofrida. Como tentar fazer algo diferente, agir de uma maneira especial se nem mesmo ela ajudava?
- Não acho muito certo eu b-beijar você com esses trajes. Não é educado.
Alice levantou-se e ficou de frente para ele.
- O que você vê de errado nisso? – os olhos dela queimaram os dele – Estamos juntos. Pra sempre, lembra?
As lembranças vieram de uma só vez na cabeça dele.
Maria tentava fazer com que tudo estivesse certo, fazendo com que Jasper acreditasse cada vez mais que aquilo estava certo mesmo, mesmo que ele soubesse que, lá no fundo, não era aquilo realmente.
-Olha pra mim, Jasper –sua voz baixa e sedutora se aproximava. Era sempre assim, ela sempre usava dessas armas. Jasper a olhou e ela se aproximou mais e mais, até não ter mais espaços entre seus corpos – Quero que me tome agora, Jasper! – ela o empurrou na parede estourando os botões de sua camisa. E Jasper já subia seu vestido, apertando-a sem cuidado ou delicadeza – Vamos ficar juntos para sempre...
Jasper voltou para aquele quarto abafado e virou-se de costas para Alice. Sua experiência com Maria havia sido a pior de toda sua vida e ele não queria mais aquilo para ele. Queria que com Alice as coisas fossem diferentes.
- Eu sei, é por isso que... Oh, Alice! – Jasper ofegou quando sentiu a boca dela em seus ombros e suas delicadas mãos passando levemente por sua barriga, arrancando arrepios de seu corpo.
- A-Alice...
- Eu preciso de você, Jasper – ela murmurou contra sua pele. Sentiu-se incrivelmente audaciosa, mas necessitava dele. Passou a língua até sua nuca e Jasper gemeu alto. Sentiu a mão de Alice descer um pouco pela sua barriga e desatar sua toalha.
Ele então não resistiu.
N/A:Beijosss a Carool :*
p.s: tbm acho eles o casal perfeito *_*
