Name: O Espírito da Fênix
Author: Delly black fenix
Beta: Bruna Watson
Type: Romance / Suspense
Censura: vai de cada um.
Ships: Edward / Bella
Criada em: 12 de outubro de 2009
Resumo: Bella Swan teve um dia terrível. No espaço de poucas horas, ela sobreviveu a uma explosão, viu sua patroa morrer, teve um sonho assustador, e agora está num decadente hotel em Chicago, com o charmoso e sexy Edward, um homem que ela deseja e de quem ao mesmo tempo tem medo...
Há mais de trezentos anos, Edward é o guardião da Fênix, uma mulher mortal escolhida para afastar as trevas, e por uma bizarra reviravolta do destino, Bella se tornou essa mulher. Três horas atrás, tudo o que Edward queria era seduzi-la... Agora, é seu dever protegê-la.
Um plano aterrorizante está em execução; um plano que precipitará Edward e Bella numa batalha épica entre o Bem e o Mal... e numa corrida desesperada para salvar sua paixão!
Capa: -
Disclaimer: Os personagens pertencem a Stephanie Meyer e o texto a Alexandra Ivy (pseudônimo para Debbie Raleigh)
Nota do Autor: Eu diria que a fic está começando a ficar boa =))
N/B: As coisas estão ficando tensas por aqui, haha comentem gente *-*
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Capítulo 2
Rodeada por uma névoa prateada de dor, Bella flutuava em um mundo que não era de todo real.
Estava morta?
Certamente não. Nesse caso estaria em paz, não? Não sentiria como se seus ossos estivessem sendo lentamente esmagados e sua cabeça estivesse a ponto de explodir.
Estava morta, então essa coisa da outra vida era uma enorme e asquerosa fraude.
Não. Tinha que estar sonhando, tranqüilizou-se ao fim. Isso certamente explicaria que a névoa prateada estivesse começando a apartar-se.
Curiosa apesar do vago sabor de medo no ar espiou através da luz trêmula. Momento depois pôde ver uma escura câmara de pedra que estava fracamente iluminada por uma tocha oscilante. No centro do chão de pedra jazia uma jovem com túnica branca. Bella franziu o cenho. A cara pálida da mulher era notavelmente familiar, embora fosse difícil determinar exatamente os traços enquanto a mulher se retorcia e gritava em óbvia agonia.
Ao redor de sua forma prostrada se sentavam em círculo mulheres com capas cinza, segurando-se as mãos e cantarolando em voz baixa. Bella não podia captar as palavras, mas parecia como se estivessem levando a cabo algum tipo de ritual. Possivelmente um exorcismo. Ou um feitiço.
Lentamente uma mulher de cabelo cinza ficou em pé e elevou as mãos para o teto escurecido.
— Se eleve Fênix e manifeste seu poder. — gritou com tom ressonante — O sacrifício é devotado, o convênio selado. Benze nosso nobre Cálice. Benze-a com sua glória. Ofereça-lhe o poder de sua espada para lutar contra o mal que ameaça. Convocamos-lhe. Aparece.
Chamas cor carmesim surgiram por toda a câmara enquanto as mulheres continuavam cantarolando, revoando no ar espesso antes de rodear a mulher que gritava sobre o chão. Então, tão abruptamente como tinham aparecido, as chamas se fundiram com a pele da mulher.
A mulher de cabelo cinza virou bruscamente a cabeça para um canto escurecido.
— A profecia se cumpriu. Que se aproxime a besta.
Esperando algum horrível monstro de cinco cabeças que encaixaria perfeitamente neste pesadelo extravagante, Bella conteve o fôlego quando um homem vestido com uma camisa branca desgrenhada e calções de cetim até o joelho se adiantou, com um pesado colar de metal e correntes penduradas no pescoço. Sua cabeça estava inclinada, deixando que seu comprido cabelo azeviche lhe cobrisse o rosto, mas isso não deteve o tremor de premonição que baixou centímetro a centímetro pela coluna vertebral de Bella.
— Criatura do mal foi escolhida entre todas as outras — entoou a mulher.— Malvado é seu coração e ainda assim é bento. Entregamos-lhe o Cálice. Em fogo e sangue lhe vinculamos. Na sombra da morte lhe vinculamos. Por toda a eternidade e mais à frente lhe vinculamos.
A tocha flamejou de repente e com um terrível grunhido, o homem elevou a cabeça.
Não. Não era possível. Nem sequer no estranho e ridículo mundo dos sonhos. Especialmente não neste que parecia tão horrorosamente real.
Ainda assim, não havia possibilidade de engano com essa aterradora beleza. Ou esses olhos entre verdes e vermelho vivo.
Edward.
Estremeceu de horror. Isto era uma loucura. Por que essas mulheres o tinham prendido? Por que o chamavam de monstro? Uma criatura do mal?
Uma loucura, sem dúvida. Um sonho. Nada mais, tentou convencer-se.
Então sem advertência, a ansiedade que percorria sua coluna se converteu em absoluto terror. Com pura raiva, Edward andou para frente bruscamente e os perfeitos traços de alabastro ficaram banhados pela luz oscilante. A mesma luz oscilante que revelava suas compridas e mortíferas presas.
Quando Bella despertou ao fim, a névoa prateada e as bordas mais afiadas de sua dor tinham desaparecido.
Ainda assim, com estranha cautela, obrigou-se a permanecer perfeitamente imóvel. Depois do dia que já tinha suportado, esse não parecia o melhor momento para estar lançando-se e movendo-se com estupidez em seu estilo habitual. Em vez disso tentou avaliar seus arredores.
Jazia sobre uma cama, decidiu ao final. Não sua própria cama, entretanto. Esta era dura, cheia de ondulações e tinha um aroma de mofo que nem sequer queria considerar. Na distância, podia ouvir o som do tráfego ao passar e, mais perto, o som amortecido de vozes ou possivelmente um televisor.
Bom, não estava na casa chamuscada de Rosalie. Já não estava em uma úmida masmorra com mulheres que gritavam e demônios. E não estava morta.
Isso certamente era um progresso, não?
Reunindo coragem, Bella elevou lentamente a cabeça do travesseiro para dar uma olhada à sombria habitação. Não havia muito que ver. A cama em que jazia ocupava a maior parte do reduzido espaço. Sobre ela havia paredes nuas e as cortinas floreadas mais feias que já havia visto. Aos pés da cama havia uma cômoda quebrada que sustentava um televisor antigo e num canto uma cadeira andrajosa.
Uma cadeira que atualmente estava ocupada por um homem grande de cabelo negro como o azeviche.
Ou não era um homem?
Seu coração se contraiu com um medo crescente enquanto seu olhar passou sobre o adormecido Edward. Deus. Tinha que estar louca para pensar o que estava pensando.
Vampiros? Vivinhos e abanando o rabo... Ou o que fosse que faziam os vampiros... em Chicago? Panaquice. Estupidez. Estava se encaminhando para a loucura.
Mas o sonho. Tinha sido tão vívido. Tão real. Inclusive agora podia cheirar o ar pestilento e úmido e o aroma acre da tocha. Podia ouvir os gritos e cantos. Podia ouvir o estalo contínuo de pesadas correntes. Podia ver Edward sendo empurrado para frente e as presas que o marcavam como a uma besta.
Real ou não, tinha-a posto o bastante nervosa para desejar um pouco de espaço entre Edward e ela. E possivelmente várias cruzes, umas poucas estacas de madeira e uma garrafa de água benta.
Logo que se atreveu a respirar, Bella se levantou e passou as pernas pela borda do colchão. Sua cabeça ameaçou se rebelar, mas apertou os dentes e se empurrou para frente. Queria sair dali.
Queria estar em sua familiar casa, rodeada por suas coisas familiares.
Queria sair desse pesadelo.
Dando um passo instável atrás de outro, Bella cruzou o quarto. Estava a ponto de alcançar o trinco da porta quando se produziu o mais fraco dos sussurros atrás dela. Os cabelos de sua nuca se arrepiaram antes que um par de braços de aço a rodeassem.
— Não tão rápido querida. — murmurou uma escura voz diretamente em seu ouvido.
Por um momento sua mente ficou em branco e se paralisou de medo. Então o pânico puro tomou o controle.
Arqueando as costas, tentou lhe chutar freneticamente as pernas.
— Me deixe partir. Solte-me.
— Partir? — os braços simplesmente se apertaram ante sua luta—. Diga-me, carinho, onde planeja ir?
— Isso não é seu assunto.
Surpreendentemente ele soltou uma risada curta e sem humor.
— Meu Deus, não sabe como desejaria que isso fosse verdade. Ambos seríamos livres, compreende isso? Seríamos livres. Agora estamos presos um ao outro.
Bella ficou quieta ante suas amargas e acusadoras palavras.
—O que quer dizer?
Ele esfregou o rosto no topo de sua cabeça, num gesto estranhamente íntimo antes de girá-la firmemente para que enfrentasse seu brilhante olhar.
— Quero dizer que se tivesse mantido seu precioso nariz fora do que não era seu assunto, ambos teríamos podido seguir alegremente nosso caminho. Agora, por causa de seu ato de heroísmo, aonde vá, o que faça e o que condenadamente pense é muito mais que meu assunto.
De que demônios estava falando? Inconscientemente seu olhar percorreu rapidamente os perfeitos traços de alabastro. Quão último precisava era mais problemas.
— Está louco. Solte-me ou...
— Ou o que? — exigiu ele com tom sedoso.
Boa pergunta. Lástima não ter uma brilhante resposta.
— Eu... gritarei.
As sobrancelhas escuras se elevaram com sardônica diversão.
— E realmente quer descobrir que tipo de herói vai se apressar em resgatar você neste lugar? Quem crê que será? O vendedor local de crack? As putas que trabalham no vestíbulo? Sabe, eu apostaria pelo bêbado da porta do lado. Havia um definitivo aroma de violação no ar quando levei você nos braços por diante dele pelo corredor.
De repente Bella entendeu onde estavam, os vis aromas e os ecos de desespero. Dante a tinha levado a um dos infinitos e sórdidos hotéis que atendiam as necessidades dos pobres e dos desesperados.
Poderia haver estremecido de asco se essa não tivesse sido a menor de suas preocupações.
— Não poderiam ser piores que você.
Ele se enrijeceu ante sua acusação e sua expressão se tornou reservada.
— Palavras bastante duras para o homem que muito bem poderia ter salvado sua vida.
— Homem? Isso é o que é?
— O que disse?
Os dedos se afundaram em seus ombros e Bella compreendeu tardiamente que enfrentar Edward diretamente poderia não ter sido a decisão mais sábia.
Ainda assim, tinha que saber. A ignorância podia ser uma bênção, mas também enlouquecedoramente perigosa.
—Você... te vi. No sonho. — estremeceu quando as lembranças arderam através de sua mente— Estava preso e elas cantavam e vocês... suas presas...
— Bella — a olhou profundamente nos olhos— Sente-se e explicarei.
— Não. — deu uma frenética sacudida à cabeça. — O que vai fazer comigo?
Os lábios dele se retorceram ante seu alto tom.
— Embora em diversas ocasiões passaram por minha cabeça várias idéias tentadoras, no momento quero só falar com você. Consegue se acalmar o suficiente para escutar?
Por ele não ter rido e nem dito que ela tinha enlouquecido pelo que contou do sonho só aprofundou o terror de dela. Ele sabia do sonho. Reconhecia-o.
Deixando que seu instinto tomasse o controle, Bella se obrigou a fingir uma resignação que estava longe de sentir.
—Tenho escolha?
Ele deu de ombros.
— Na realidade não.
— Muito bem.
Seguindo fracamente sua liderança para a cama, Bella esperou até que Edward estivesse convencido de sua vitória antes de esticar a mão e lhe empurrar com força. Pego com a guarda baixa, cambaleou e em uma piscada ela estava escapando para a porta.
Foi rápida. Ter crescido com cinco irmãos mais velhos assegurava que tinha muita prática fugindo de um massacre em potencial. Mas surpreendentemente só tinha dado uns quantos passos quando os braços de Edward se envolveram a seu redor e a elevaram sobre seus pés.
Com um grito amortecido, esticou os braços sobre a cabeça e aferrou dois punhados de sedosos cabelos. Ele soltou um grunhido baixo quando lhe deu um violento puxão. Ainda aferrando seu cabelo com uma mão, moveu a outra para afundar as unhas no flanco de seu rosto.
— Demônios, Bella. — resmungou e seu apertão se afrouxou enquanto tratava de se esquivar do seu ataque.
Sem perder um momento, Bella se retorceu para liberar-se e, virando-se, dirigiu um ponta pé nas partes íntimas de Edward, golpe que ao longo dos anos tinha provado conseguir que inclusive o maior dos homens tivesse que parar-se em seco. Ele ofegou enquanto se dobrava de dor. Sem deter-se para admirar seu trabalho, Bella se equilibrou para a porta.
Nesta ocasião, se arrumou para tocar realmente a tranca, mas foi rudemente levantada, atirada sobre um amplo ombro e carregada de volta à cama. Chiou de novo quando Edward a lançou facilmente sobre o pestilento colchão e depois a seguiu, cobrindo seu corpo combativo com outro muito maior e muito mais duro.
Mais aterrada do que tinha estado em sua vida, Bella contemplou a pálida face com sua beleza sobrenatural. Estava aguda e perturbadoramente consciente dos músculos compactos que se pressionavam contra os dela. E do conhecimento de que a tinha completamente a sua mercê.
Insegura do que ia ocorrer, sobressaltou-se quando um lento sorriso curvou os lábios dele.
—Tem poderosas armas por ser uma coisa tão diminuta, querida. —murmurou — Pratica esses truques sujos com freqüência?
De algum modo as brincadeiras conseguiram aliviar um pouco de seu raivoso medo. Certamente se ia matar-lhe, não seria tão indulgente para lhe dar conversação, certo?
A menos, é obvio, que os vampiros preferissem um pouco de bate-papo antes do jantar.
—Tenho cinco irmãos mais velhos. — disse apertando os dentes.
—Ah, isso explica. Sobrevivência do mais apto, ou neste caso, sobrevivência de quem tenha o arsenal mais sujo.
— Saia de cima de mim.
Ante isso ele elevou as sobrancelhas.
—E me arriscar a ficar como um eunuco? Não, obrigado. Terminaremos nossa discussão sem mais arranhões, puxões de cabelo ou golpes baixos.
Ela fulminou com o olhar sua zombadora expressão.
—Não temos nada que discutir.
—Oh, não, — disse ele arrastando as palavras— nada além do fato de que sua chefa acaba de assar-se num quarto, o fato que eu sou um vampiro e o de que graças a sua estupidez, agora tem a cada demônio da vizinhança atrás de sua cabeça. Absolutamente nada que discutir.
Chefas assadas, vampiros e agora demônios? Era muito. Mais que muito.
Bella fechou os olhos enquanto seu coração se encolhia de horror.
—Isto é um pesadelo. Meu Deus, por favor, faz que Freddy Krüger atravesse a porta.
—Não é um pesadelo, Bella.
—Não é possível. — Abriu a contra gosto as pálpebras para encontrar o brilhante olhar prateado. — É um vampiro?
Ele fez uma careta.
—Minha herança é a última de suas preocupações neste momento.
Herança? Engoliu o histérico desejo de rir.
—Rosalie sabia?
—Que sou um vampiro? Oh, sim, sabia. — seu tom era seco— De fato, poderíamos dizer que isso era um requisito para meu emprego.
Bella franziu o cenho.
—Então ela era um vampiro também?
—Não. — Edward fez uma pausa como se considerasse cuidadosamente suas palavras. Ridículo já que poderia havê-la informado que Rosalie era uma bruxa e conhecia Harry Potter e ela não teria movido nem um músculo enquanto a retinha em sua implacável garra. — Ela era... um Cálice.
— Cálice? — o sangue frio. A mulher que gritava em agonia. As chamas carmesins. — A Fênix. — sussurrou.
As sobrancelhas dele se uniram com surpresa.
—Como sabe disso?
—O sonho. Eu estava em uma masmorra e havia uma mulher deitada no chão. Acredito que as outras mulheres estavam levando a cabo algum ritual sobre ela.
—Rosalie. — resmungou ele— Deve ter passado para você uma porção de suas lembranças. É a única explicação.
—Passado suas lembranças? Mas isso é... — suas palavras se desvaneceram quando um zombador sorriso curvou os lábios dele.
—Impossível? Não crê que já estamos além disso?
Estavam, é obvio. Tinha entrado em tropeções em algum mundo de fantasias onde tudo era possível. Como Alice no país das maravilhas.
Só que em vez de gatos que desapareciam e coelhos brancos, havia vampiros e misteriosos Cálices e quem sabia o que mais.
—O que fizeram a ela?
—Converteram-na em um Cálice. Uma vasilha humana para uma poderosa entidade.
— Essas mulheres eram bruxas?
— Na falta de um termo melhor, sim
Genial. Simplesmente genial.
—E puseram um feitiço sobre Rosalie?
Os olhos prateados brilharam sob a luz sombria.
— Foi bem mais que um feitiço. Convocaram o espírito da Fênix para que vivesse dentro de seu corpo.
Bella quase podia sentir as chamas carmesins que tinham ardido na carne da mulher. Estremeceu de horror.
—Não estranho que tenha gritado. O que faz essa Fênix?
—É uma... barreira.
O olhou de esguelha com cautela.
—Uma barreira contra o que?
—Contra a escuridão.
Bem, isso deixava tudo tão claro como o barro. Impacientemente Bella se retorceu sob o homem que a prendia contra a cama.
Um mau movimento.
Como se um raio a tivesse golpeado de repente, foi vibrantemente consciente do corpo duro encravado no seu. Um corpo que a tinha açoitado mais de uma noite em sonhos.
A mandíbula de Edward se enrijeceu ante os movimentos involuntariamente provocadores e seus quadris se moveram instintivamente em resposta.
—Crê que possa ser um pouco mais claro? — conseguiu pronunciar sufocadamente.
—O que querer que diga? — exigiu ele com tom crispado.
Bella lutou por manter seus pensamentos concentrados. Bom Deus. Esse não era o momento de ficar pensando em... em... nisso.
—Algo um pouco mais específico que a escuridão.
Houve um momento de silêncio, como se ele estivesse travando sua própria batalha. Então ao fim encontrou seu olhar diretamente.
—Muito bem. O mundo dos demônios se refere à escuridão como o Príncipe, mas na realidade não é um ser real. É mais um... Espírito, como é a Fênix. Uma essência de poder que os demônios chamam para realçar suas habilidades escuras.
—E a Fênix faz algo a esse Príncipe?
—Sua presença entre os mortais afastou o Príncipe deste mundo. São dois opostos. Nenhum pode estar no mesmo lugar que o outro no mesmo momento. Não sem que ambos sejam destruídos.
Bem, isso parecia uma coisa boa. O primeiro raio de esperança em um dia muito pouco prometedor.
—Assim, não há mais demônios?
Ele elevou um ombro.
—Permanecem, mas sem a presença tangível do Príncipe estão debilitados e confusos. Já não se agrupam para atacar com força e raramente caçam aos humanos. Foram forçados a permanecer entre as sombras.
—Isso é bom, suponho. — disse ela lentamente — E Rosalie era essa barreira?
—Sim.
—Por quê?
Ele piscou ante a abrupta pergunta.
—Por quê?
—Por que a escolheram? — esclareceu Bella, não de todo segura de por que lhe preocupava saber. Só sabia que nesse momento parecia importante. —Era uma bruxa?
Estranhamente Edward se deteve, quase como se estivesse considerando responder a sua pergunta. Ridículo depois de tudo o que já lhe tinha revelado. O que podia ser pior que o fato de que estava sendo mantida cativa por um vampiro? Ou de que a única pessoa que mantinha a todas as coisas más e aterradoras na noite estivesse agora morta?
—Não foi escolhida, foi oferecida em sacrifício por seu pai — confessou ele ao fim, a contra gosto.
—Foi sacrificada por seu próprio pai? — Bella piscou alarmada. Demônios, sempre tinha pensado que seu pai era um firme candidato para maldito do ano. Tinha sido sempre brutal só redimido pelo fato de que tinha feito todo o mau ao lado de uma garrafa de uísque. Ainda assim, não a tinha dado como pasto para um bando de bruxas enlouquecidas. — Como pôde fazer tal coisa?
Os elegantes traços se endureceram com uma raiva ancestral.
—Muito facilmente. Era poderoso, rico e acostumado a sair-se bem em tudo. Ou o era até que foi golpeado pela praga. Em troca da cura, entregou às bruxas sua única filha.
—Puta merda. Isso é horrível.
—Suponho que pensou que era um intercâmbio justo. Ele se curava e sua filha se fazia imortal.
—Imortal? — Bella conteve o fôlego com súbita esperança— Então Rosalie ainda está viva?
Os formosos traços se endureceram ainda mais.
—Não, está bem morta.
—Mas... como?
—Não sei. — seu tom era áspero pelas emoções que sentia. — Ao menos ainda não.
Bella mordeu o lábio inferior, tentando envolver seu dolorido cérebro ao redor das conseqüências de semelhante morte.
—Então a Fênix se foi?
—Não, não se foi. Está... — sem advertência, Edward fluiu até ficar em pé, com a cabeça voltada para a porta fechada. Um tenso silêncio encheu o quarto antes que ao fim seu olhar voltasse para a sobressaltada face de Bella. —Bella, devemos ir. Agora.
-
-
-
-
-
-
Querem continuação?
