Mais uma vez Rin encontrava-se sozinha. Olhava fixamente para as paredes, magoada por Sesshomaru tê-la deixado daquele modo. Caminhou até a estante, pegou uma garrafa do bar e preparou um uísque duplo. Nunca fizera isso antes, mas, deprimida, julgou que a bebida lhe faria bem.

Com o copo na mão, foi até a janela, de onde podia observar o movimento das pessoas que corriam de um lado para o outro e o trânsito congestionado de sexta-feira à tarde em Londres.

A sala de Sesshomaru ficava no décimo sexto andar do prédio onde funcionavam todos os escritórios executivos de sua empresa. Rin começara a trabalhar no setor de digitação, como secretária júnior há seis meses, quando tinha apenas vinte anos.

Sesshomaru costumava visitar todos os setores de sua companhia, e fora numa dessas visitas que havia conhecido Rin.

-#Tudo bem - a moça respondera meio sem graça, mas muito feliz e orgulhosa de ter sido notada pelo chefe.

Entusiasmado por aquela moça jovem, morena e sensual, Sesshomaru pediu para que a promovessem para o lugar da srta. Parker, sua secretária, que estava de partida para o Canadá.

Quando Rin soube do novo cargo que ocuparia, ficou radiante.

Sesshomaru era cobiçado por todas as moças, não só porque era o dono da empresa mas também por seu charme sedutor. Era muito atraente, com um rosto de traços firmes, lábios bem-feitos e cabelos fartos, cortados de um modo ao mesmo tempo moderno e elegante.

Sendo assim, não foi difícil Rin se apaixonar por ele. Após um mês de trabalho juntos, Sesshomaru a convidou para jantar num restaurante muito aconchegante. À luz de velas, Rin não podia deixar de fixar o olhar naquele sorriso encantador e sensual que a atraía como nunca. Sesshomaru se comportara como um verdadeiro cavalheiro durante o jantar.

Ao chegarem em frente ao edifício onde Rin morava, Sesshomaru a abraçou firmemente, segurou seu queixo e a beijou, como ela jamais havia sido beijada antes.

-#Não vai me convidar para conhecer o seu apartamento? - sussurrou ansioso ao ouvido de Rin, mal contendo o desejo que sentia desde que a conhecera.

-# Não sei se devo... - respondeu quase sem voz, sufocada pelo beijo de Sesshomaru. - Na verdade eu gostaria muito que subisse para tomarmos um licor juntos.

Sesshomaru entrou e logo sentou confortavelmente no sofá da sala de estar.

-# Seu apartamento é encantador, exatamente como a dona - disse Max sorrindo.

-# Obrigada. Você é muito gentil, Sesshomaru - Rin agradeceu. - Gosto muito dele. Moro aqui desde pequena, e esse lugar já faz parte da minha vida.

-# Seria muito indelicado perguntar se você mora sozinha ou... será que alguém pode aparecer a qualquer momento? - falou, olhando ao redor.

-# Fique à vontade. Meu pai faleceu cinco anos atrás, e eu e Amy, minha mãe, continuamos aqui, morando juntas, até que, há dois anos, ela se casou novamente. Apesar dos protestos de mamãe resolvi continuar sozinha. Sabe... certamente eu me sentiria uma intrusa... - explicou Rin, entregando-lhe o cálice de licor.

-# Então posso beijá-la mais uma vez e à vontade...  murmurou Sesshomaru, abraçando-a.

Continuou a beijá-la e a acariciar seu corpo. Aos poucos foi tirando-lhe a roupa e logo estavam nus, com os corpos entrelaçados. Ela nunca tinha ido para a cama com um homem antes, e quando Sesshomaru percebeu, já era tarde demais. A princípio ficou bravo por Rin não tê-lo avisado, mas depois acariciou-lhe o rosto ternamente.

-# Eu nunca estive com uma moça virgem em toda a minha vida - disse baixinho, segurando Rin nos braços.

Sesshomaru podia não amá-la tanto quanto Rin o amava, mas nesse dia a fez sentir-se linda e desejada. Beijou cada centímetro daquele corpo bem-feito e sensual com tanta intensidade que Rin chegava a sentir tremores. Sesshomaru sabia como fazer uma mulher sentir-se fêmea e selvagem na cama.

Sem conseguir controlar o fervor que percorria seu corpo cheio de desejo, Sesshomaru a penetrou novamente. Rin, ansiosa por tê-lo outra vez dentro de si, ardia de prazer enquanto seus corpos movimentavam-se freneticamente.

Nesses momento de amor intenso, de entrega total, Rin conseguia chegar ao íntimo de Sesshomaru. Aquilo o atormentava, pois era muito fechado e sempre tentara manter as pessoas que o cercavam a uma confortável distância.

O barulho do pessoal da limpeza, trouxe Rin de volta à realidade. Já estava bem escuro e poucas pessoas podiam ser vistas pelas ruas.

Vamos lá, não vai adiantar nada ficar aqui lembrando o passado, pensou Rin, enquanto bebia o último gole de uísque.

No caminho para casa sentia-se um pouco mais calma, mas ainda perturbada. O incidente com Sesshomaru não lhe saía da cabeça. Ele explodia com qualquer coisa que o contrariasse, por menor que fosse. O que aconteceria quando soubesse da gravidez? Era possível prever.

Ao chegar em casa, Rin sentou-se no sofá, tirou os sapatos de salto alto e colocou os pés para cima, conseguindo, finalmente, relaxar. Ficou assim por algum tempo, mas antes que começasse a pensar em Sesshomaru de novo, levantou-se e foi para o quarto.

Enquanto tirava a roupa para tomar banho, olhou-se no espelho e pensou: por quanto tempo vou continuar assim... magra, com o corpo certinho e bonito? Rin já estava no segundo mês de gravidez e não continuaria esbelta por muito mais tempo.

Grávida, meu Deus, grávida... pensava Rin. Sim, Sesshomaru havia plantado uma semente dentro dela que se tornaria um bebê. Provavelmente seria um menino, lindo, forte e de olhos âmbar , como o pai.

Jamais faria um aborto, isso estava fora de questão, mas tampouco se casaria com Sesshomaru.

Ele nunca pensou em casar-se, mas certamente, agora que estava grávida, insistiria para que se casassem. Era um homem responsável e não permitiria que Rin criasse aquela criança sozinha.

A questão era exatamente essa, Sesshomaru se casaria com ela pelo bebê e não por amá-la. De modo algum aceitaria tê-lo ao seu lado somente porque estava grávida. Tinha seu próprio apartamento, seu dinheiro e decidira: criaria seu filho naquele apartamento, o bebê cresceria ali, exatamente como a mãe.

O maior problema seria seu emprego: teria que sair de lá. Não suportaria ver Sesshomaru todos os dias, e ele certamente não gostaria de vê-la também. Seria muito desagradável tornar-se mais gorda a cada dia, tendo que usar roupas largas e nada atraentes. Rin tornara-se muito vaidosa desde que conhecera Sesshomaru. Tinha gasto muito dinheiro em roupas, e não havia mais lugar onde colocá-las.

Saiu do banho um pouco mais aliviada, penteou os cabelos ainda molhados, vestiu apenas um roupão e chinelos, pois não pretendia sair. Queria ficar só e à vontade. Foi até a cozinha com a intenção de preparar algo para comer. Lembrou então que havia congelado pizza na semana anterior, e tratou de esquentar alguns pedaços.

Mal começara a comer, o telefone tocou. Rin passou a mão pelos cabelos e pensou: desculpe mamãe, não vou atender, prefiro que pense que não estou em casa.

Amy tinha o costume de ligar para a filha toda sexta-feira, para saber como Rin tinha passado a semana.

Decididamente não atenderia o telefone, teria que mentir novamente, dizer a sua mãe que estava tudo bem, quando na verdade estava péssima, como nunca se sentira antes.

O telefone não parava. Quando Rin achava que a pessoa do outro lado da linha desistiria, o aparelho recomeçava a tocar.

-# Fique quieto, eu não estou em casa - dizia em voz baixa, olhando para o telefone.

O barulho do telefone ecoava no silêncio do apartamento, fazendo com que Rin se sentisse ainda mais sozinha.

Nunca tinha percebido o quanto as coisas de seu apartamento já pertenciam a Sesshomaru. Olhando ao redor podia vê-lo sorrindo na foto sobre a mesinha de canto da sala. Muitas das peças exóticas que faziam parte da decoração haviam sido dadas a ela por Sesshomaru.

Conhecia profundamente o gosto de Sesshomaru, e desde que se apaixonara fazia questão de comprar tudo o que lhe agradasse, do sabonete ao champanhe.

Sesshomaru, gostaria tanto de viver toda a minha vida ao seu lado, Rin pensou enquanto ligava a televisão do quarto. Não, não podia se entregar àquele sonho. Decidiu que passaria o fim de semana sem pensar nele. Seria difícil, precisava de Sesshomaru muito mais do que jamais admitira; agora tudo tinha que ser diferente.

O telefone tocou novamente. Rin não suportaria todo aquele barulho de novo, e por isso resolveu atender.

-# Pronto - murmurou, temerosa.

-# Rin! Onde você esteve? Já liguei várias vezes e ninguém atendia... - disse Sesshomaru do outro lado da linha.

-# Eu estava no banho - mentiu.

-# Tudo bem... Você está sozinha? - perguntou com voz baixa e meiga.

Rin procurou sentar-se melhor na cama, ajeitando os travesseiros para que pudesse ficar recostada. Sesshomaru raramente ligava às sextas-feiras, em geral tinha negócios a resolver.

-# Não estou sozinha - mentiu com mais naturalidade desta vez. - Há um rapaz aqui comigo, e você está nos atrapalhando... - continuou Rin em tom de ironia.

-# Não brinque assim, Rin, você sabe que não gosto - protestou Sesshomaru.

-# Claro que estou sozinha, com quem eu poderia estar?

-# Rin, não consigo parar de pensar em você... Tem certeza de que está tudo bem? - perguntou preocupado.

-# Estou bem sim, Sesshi. É verdade - Rin assegurou-lhe  só um pouco cansada, já lhe disse isso hoje. Estava indo dormir.

Sesshomaru calou-se por alguns instantes e então prosseguiu:

-# Posso ir até aí?

Rin ficou pálida, totalmente paralisada, com o telefone na mão. Sesshomaru nunca falara assim antes. Em geral, era Rin que se insinuava, pedindo para que ele fosse até lá. O que poderia estar havendo com Sesshomaru? Não era do tipo de homem que rastejava por uma mulher.

-# O que há, Sesshi? Você está estranho - falou surpresa.

-# Ora, Rin. Não percebe que preciso de você? Não consigo nem sequer pegar no sono - desabafou. - Eu quero... você sabe o quê. Vou até o seu apartamento.

-# Não quero que você venha  disse Rin com firmeza, surpreendendo a si mesma. Nunca negara nada a Sesshomaru antes.

Rin podia ouvir a respiração ofegante do outro lado da linha, enquanto ficava em silêncio por alguns segundos. Mas, definitivamente não cederia.

-# Sesshomaru, estou cansada, já estava deitada  mentiu novamente com frieza. - Nos veremos amanhã.

Rin desligou o telefone tão logo acabou de pronunciar a última palavra. Se continuasse falando com Sesshomaru, com certeza fraquejaria. Assim, preferiu nem lhe dar a chance de insistir.

Naquela noite seria impossível para Rin fazer amor com Sesshomaru. Simplesmente não conseguiria.

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Bek-chan: pois e eu prometi posta 3 fincs inteiras até o natal, e pretendo cumpri minha promessa, que bom que vc está acompanhando, vo posta os capitulos com cuidado desta vez, más pretendo ser bem rápida também.

Individua do mal; e meio dificil de esquecer de vc hahahahahahaha.
Pode deixa que vo ser rápida com os capítulos...

Beijão pra todos que acompanham.....