CENSURA: NC-17 – CRIANCINHAS.....VÃO COMER OVO DE PÁSCOA AO INVÉS DE LEREM ISSO AQUI!
AGRADECIMENTOS: THA, MINHA TRADUTORA E CONSULTORA EM PUT...ROMANCE OFICIAL! HEHEHEHE
PARTE 3 – QUERER OU NÃO QUERER
Princeton Hospital ( 2 meses atrás )
Sala de House
- Eu não te entendo House, você quer ou não ficar com a Cuddy? Questionou Wilson.
- Não quero falar sobre isso. Já disse, eu tenho um caso e preciso me concentrar! Exclamou House, fugindo do assunto.
- Então pare de agir como uma criança e vá falar com ela. Você não tem idéia de como ela está se sentindo. Você a está evitando desde aquele maldito casamento da Cameron! O que aconteceu entre vocês por lá? Perguntou Wilson.
- Nada...isso não é dua sua conta, Wilson. O que foi, está com ciúmes? Pensa que eu esqueci que vocês dois tiveram um 'encontro' secreto? Disse House enfurecido.
- O que há de errado com você House, dupla personalidade? Só isso para explicar o modo como você anda agindo ultimamente.
- Cale a boca e me deixe em paz antes que eu faça alguma coisa estúpida com você! Gritou House, expulsando o amigo da sala.
- O que você pensa que vai fazer, me bater? Questionou Wilson, elevando ainda mais o tom de voz.
House fechou os punhos e ao invés de levantá-los na direção de Wilson, acabou batendo-os sobre a própria mesa.
- Você está ficando louco House...que tipo de drogas você anda usando? Perguntou Wilson.
- Vá...embora...daqui...e fique longe da Cuddy, está me ouvindo? Ordenou House.
- Quem entende você? Se você não a quer, mas ninguém pode se aproximar dela? Cresça House, ela não vai esperar por você o resto da vida. Avisou Wilson, se retirando da sala em seguida.
Pronto Socorro do Hospital
Já era noite quando House se aproximou do PS, aproveitando que Cameron estava de plantão.
- Posso saber o que você está fazendo por aqui? - Questionou Cameron.
- Não consigo dormir...preciso de drogas. - Afirmou ele, aproximando-se perigosamente de sua ex-subordinada.
- Você sabe que não posso dar drogas a um viciado...vá para casa tome um chá e tente dormir. - Respondeu Cameron.
- Então o que você pode dar a um viciado como eu? - Sussurrou ele ao pé do ouvido de Cameron.
- House, por que você está fazendo isto? - Questionou a imunologista.
- O quê, seduzindo você? Você sabe que eu sou um grande sedutor. - Disse ele, aproximando os lábios da orelha de Cameron e puxando-a pelos braços, fazendo-a estremecer.
Ao fundo, na porta do PS, Cuddy encontrava-se parada, chocada com o que seus olhos estavam vendo. Mais uma vez House a havia decepcionado. Ela virou-se de costas para a cena e saiu em disparada, tapando o rosto para que ninguém notasse o quanto ela estava magoada.
Quando House notou que Cuddy havia ido embora, soltou Cameron e percebeu o que havia feito.
- House, aonde você vai? - Perguntou Cameron, confusa.
Ele nem sequer respondeu e caminhou o mais rápido que pôde na tentativa de alcançar Cuddy, que já havia desaparecido de vista.
- Você é um idiota, House... nada mais que um completo IDIOTA! - Dizia Amber, olhando-o com reprovação.
House abaixou a cabeça e jogou várias pílulas em sua boca - e não tratava-se de vicodin.
- Isso, drogue-se... é a única maneira de você conseguir suportar a si mesmo. - Repetia Amber ao pé do ouvido de House.
Casa de Cuddy – Naquela mesma noite
Ela estava chorando quando a campainha tocou. Cuddy se recusou a abrir a porta, mas House sabia como entrar. Pegou a chave reserva debaixo do tapete e abriu a porta, encontrando Cuddy sentada no sofá.
- Por que você veio aqui? Não conseguiu o que queria com a Cameron e tinha certeza de que comigo seria mais fácil? - Indagou Cuddy, enxugando os olhos.
House seguiu mancando na direção de Cuddy na tentativa de se redimir. Ele levantou a mão para enxugar as lágrimas do rosto dela, mas ela o impediu, virando o rosto para o lado oposto.
-Sinto muito...- Pediu ele, sinceramente.
- Estou cansada de perdoar você, House, isso já foi suficiente. Vá viver a sua vida e deixe que eu viva a minha, assim vai ser melhor para nós dois. Afirmou ela, levantando-se do sofá.
- E se eu não quiser? - Indagou ele.
- Saia daqui... eu preciso dormir, não quero discutir com você a essa hora da noite. - Pediu ela, ainda magoada.
- Cuddy... eu quero ficar aqui, com você. - Afirmou ele, encostando as mãos sobre o rosto dela.
Cuddy deu um sorriso entristecido, simbólico, retirando as mãos dele se seu rosto.
- Não é tão fácil assim, House...
- Por que não? - Questionou ele.
- Porque eu não sou seu brinquedo... sou sua chefe e quero você fora da minha casa, fora da minha vida, e agradeça a Deus por eu não te querer fora do meu hospital! - Exclamou ela, enquanto abria a porta de sua casa para que ele saísse.
NEW JERSEY – UMA SEMANA ATRÁS
Um homem usando um boné e óculos escuros entrou numa loja afastada da cidade tentando não ser reconhecido.
- O que você quer? - Perguntou o balconista, um jovem alto, moreno e com o corpo todo tatuado.
- Eu preciso de uma arma. - Afirmou o homem misterioso.
- Que tipo de arma? - Questionou o balconista.
- Uma que mate bem rápido. - Respondeu o homem.
Ao sair da loja, o homem guardou a sacola dentro do casaco de couro e subiu em sua moto. House tentou se certificar de que ninguém o estava seguindo e partiu em direção a sua casa.
TEMPO ATUAL - PENITENCIÁRIA
House estava há 3 dias na mais completa escuridão da solitária quando a porta da cela finalmente se abriu. Seus olhos custaram a se acostumar com a luz, mas antes que ele pudesse tentar se levantar viu um vulto entrando na cela, tratava-se de uma mulher. Ele reconhecia o cheiro do perfume dela em qualquer lugar, a qualquer instante. Cuddy estava ali para visitá-lo.
- Deus, House... o que fizeram com você? Questionou ela, ao notar o sangue escorrendo pelo canto de sua boca, e os hematomas espalhados por seu corpo, antes que a porta se fechasse e os dois permanecessem novamente na mais completa escuridão.
- Eu não quero você aqui... vá embora! Exclamou ele, com as poucas forças que lhe restavam.
Cuddy retirou uma lanterna da bolsa e colocou a luz na direção de House, para tentar vê-lo melhor. Estendeu a mão sobre o rosto dele, que se esquivou devido à dor que o toque dela lhe proporcionava.
- Você está sangrando...me deixe limpar isso. Pediu ela, tirando o lenço de dentro da bolsa e passando-o no canto dos lábios de House.
E ele a impediu, segurando-a firmemente pelo braço para que ela parasse.
- Eu já disse...VÁ EMBORA! Gritou ele, empurrando-a dali.
- Não vou a lugar algum, House, você não tem idéia do que tive que fazer para conseguir entrar aqui. - Explicou ela.
- O que você fez? Tirou a blusa para o guarda? Isso é fácil para você...Mentiu ele, tentando provocá-la.
- Se você me quer fora daqui vai precisar ser muito mais convincente do que isso. - Avisou ela, levando novamente o lenço na direção do rosto de House.
- Não quero que você me veja assim...Explicou ele.
- Me deixe te ajudar...por favor. - Pediu ela, com pena no olhar.
- Você não precisa sentir pena de mim, Cuddy, eu não quero que você sinta pena de mim! Exclamou ele.
- Não é pena que eu sinto por você...Respondeu ela.
- Então o que você sente? Questionou ele, tentando encontrar os olhos dela na penumbra, cuja única luz era a da pequena lanterna que ela trazia nas mãos.
Cuddy retirou o lenço do rosto de House e o substituiu por seus lábios. Ela beijou demoradamente o canto de sua boca machucada, e seguiu uma trilha até cobrir totalmente os lábios de House com os seus. Ele gemeu, ao sentir o contato dos lábios dela com os seus.
- Me desculpe, eu não queria machucar. -Disse ela.
- Céus, Cuddy...você não me machucou. -Respondeu ele, puxando-a novamente para si, num beijo mais intenso que o anterior.
- Senti tanto a sua falta, House. - Afirmou ela, puxando-o para um abraço.
- Minhas costas doem. - Afirmou ele, quando ela o apertou ali.
Cuddy iluminou as costas de House com a lanterna e entendeu tudo. Os hematomas estavam por todos os cantos de seu corpo.
- Eles te bateram...muito forte. - Disse ela.
- Eu não quero falar nisso. - Pediu ele.
- O que você quer que eu faça por você, House?
- Faça a dor ir embora...só você pode fazer isso. Respondeu ele, tentando se levantar do chão.
Ela retirou lentamente a blusa que ele usava, e passou os dedos sobre cada hematoma de suas costas, substituindo-os por seus lábios e sua língua. House estremecia a cada contato dos lábios quentes e úmidos dela sobre sua pele machucada, numa mistura de dor e prazer que só ela sabia lhe proporcionar.
House se virou de frente para ela e a beijou, abraçando-a como se fosse uma despedida.
- Eu não vou a lugar algum, House...não agora. - Avisou ela, retribuindo o beijo.
Ela limpou o sangue que insistia em escorrer do canto da boca de House e o beijou novamente, tentando dissipar a dor que ele sentia.
- Acho melhor você ir embora...antes que eu não responda pelos meus atos. Avisou ele.
- Quem disse que eu quero que você responda pelos seus atos? - Retrucou ela, passando as mãos pelo tórax de House.
- Cuddy... isso não é lugar para você... não é lugar para nós...
- Isso não me importa, eu não me importo. - Respondeu ela, percorrendo o pescoço dele com os lábios.
- Mas eu me importo! Não quero fazer amor com você numa solitária! - Exclamou ele, empurrando-a e fazendo-a bater as costas na parede.
- Ai....Reclamou ela, ao sentir seu corpo bater em direção à parede.
- Me desculpe, Cuddy, eu...
- Acho melhor eu ir embora. Adeus, House. Disse ela, caminhando em direção à porta para chamar o guarda.
Naquele momento ele se arrependeu e partiu em direção a ela.
- Não... Eu preciso de você! - Disse ele, segurando-a pelo braço.
- Eu sei disso.- Afirmou ela, virando-se em direção a ele.
Eles se beijaram vorazmente, e Cuddy deixou que a lanterna caísse no chão e se quebrasse, fazendo com que a cela ficasse na mais completa escuridão. House a encostou numa parede e esfregou a grande barba mal feita sobre o rosto de Cuddy, fazendo-a estremecer.
- Você tem certeza disso? - Perguntou ele, antes de tomar qualquer iniciativa.
- Claro que tenho. - Afirmou ela.
House levantou a saia de Cuddy acima dos quadris e empurrou sua calcinha para o lado, tendo livre acesso à região que ele queria. Livrou-se de suas próprias roupas e encaixou os quadris entre as pernas de Cuddy, mexendo-os firmemente contra a parede enquanto seus corpos se uniam. A respiração de Cuddy começou a acelerar, e os movimentos de House eram cada vez mais intensos e profundos. Ela sentia a respiração quente dele sobre sua nuca enquanto a penetrava, e o abraçou fortemente, passando as mãos sobre suas costas, delicadamente para não feri-lo ainda mais.
- Deus... Cuddy... por que você veio aqui? - Sussurrava ele enquanto aumentava a frequencia dos seus movimentos.
Ela não respondeu. Cuddy sabia que ele precisava dela, e acima de tudo, precisava disso. Não se importava de estar fazendo amor com ele dentro daquele lugar inóspito, encostada numa parede fria. Tudo que importava era que eles estavam ali, juntos.
- Eu não vou aguentar mais...não consigo...Avisou ele, antes de atingir o clímax.
Quando House tentou soltá-la, ela o impediu, obrigando-o a chegar ao clímax ainda dentro dela.
Ele soltou o corpo de Cuddy até que os pés dela encostassem no chão.
- Eu não devia ter feito isso com você. - Disse ele arrependido.
- Pelo que sei, precisa de mais do que uma pessoa para fazer sexo, House. Você não fez nada sozinho. - Respondeu ela, sentando-se ao lado dele no chão da cela.
Eles se abraçaram novamente, tentando aproveitar o tempo que restava. Mas já era tarde demais, a cela se abriu e o guarda surgiu na frente do casal.
- O tempo acabou... meu chefe está chegando e, se ele descobrir que eu permiti 'visita conjugal', eu serei um homem morto! - Exclamou o guarda.
Cuddy se levantou do chão e seguiu em direção à porta. House foi logo atrás dela, puxando-a para um beijo de despedida.
- Me prometa que não vai voltar mais aqui. - Disse ele, enquanto ela o beijava repetidamente.
- Você sabe que não posso prometer isso. - Respondeu Cuddy.
- Anda logo, vamos dar o fora daqui! - Gritou o Guarda puxando Cuddy pelo braço.
Entretanto, antes que a porta se fechasse, House teve a chance de beijá-la mais uma vez, sentindo sua língua sobre a dela pela última vez.
- Nunca mais volte aqui! Nunca! Gritou ele, antes que a porta se fechasse.
House encostou sua cabeça sobre a porta de metal e deixou que as lágrimas escorressem sobre seu rosto. Ela não poderia voltar ali, de uma coisa ele tinha certeza, da próxima vez ele se recusaria a recebê-la.
Do outro lado da porta, Cuddy passou as mãos pelo metal frio, como se estivesse tocando House pela última vez.
- Eu te amo. Afirmou ela, antes de sair.
Ao ouvir as palavras de Cuddy, House deixou seu corpo ferido e cansado escorregar pela porta até o chão, enquanto chorava silenciosamente, como jamais havia chorado antes.
FIM DA PARTE 3.
