Capitulo 3
As mãos dele eram hábeis.
Tocavam-na de forma delicada e intermitente em seu ponto de prazer.
Inojin era sempre atencioso com ela.
Quando a penetrava, era sempre incrível. A cada movimento que ele fazia segurando em sua cintura curvilínea, Sarada cravava as unhas em suas costas, enquanto emaranhava os dedos nos longos cabelos loiros para assumir e ditar o ritmo quando estavam sentados frente a frente.
Beijos eram trocados, mordidas e arranhões enquanto arrepios e respiração entrecortados tomavam conta de seus corpos.
Era um momento que Sarada usava para seu próprio e puro prazer. E Inojin a atendia de bom grado.
Mudaram de posição e quando ela se deitou, ele acariciou uma de suas pernas levantando para que tivesse mais acesso em um ritmo mais forte, mais rápido e profundo a cada instante que seus corpos pediam por mais contato.
Sarada arqueou o corpo, apertando os dentes quando chegou em seu ápice e então Inojin apertou sua coxa e logo depois também atingiu o seu, caindo ofegante ao seu lado.
- Eu precisava disso! – Sarada confessou, colocando o braço sobre os olhos, ainda ofegante enquanto ele se livrava da proteção.
Inojin sorriu e se aproximou dela, depositando um beijo singelo em seus lábios.
- Eu estarei aqui sempre que você precisar, você sabe disso, não é?
- Sei. – ela deu um leve sorriso.
Inojin havia sido o seu primeiro homem.
Depois de alguns dias de uma briga estúpida com Boruto em que eles se afastaram, ela se sentia sozinha. Os dois companheiros de time se envolveram depois de anos guardando sentimentos um pelo outro, mas não chegaram a passar de momentos de trocas de beijos e carícias.
E então, em uma missão longa com Inojin, os dois precisaram se hospedar em um hotel na Vila da Chuva.
Sarada havia terminado de discutir com ele sobre os próximos passos da missão em seu quarto, e então o jovem rapaz declarou seus sentimentos mais uma vez, garantindo que não se importava se ela não o amava, mas só queria uma chance.
Naquela noite, ela resolveu ceder a um beijo sem aviso e aos carinhos de Inojin, já que prometera não cobrar nada. Inojin era um belo homem e muito atraente.
E então ele teve mais do que imaginava, quando a própria Sarada disse que estava pronta e queria se entregar a ele ali.
Para ela, não era nada demais.
Apenas seu corpo reagindo a uma necessidade, uma curiosidade e um desejo.
E ela sabia que Inojin seria paciente e cuidadoso com ela. Confiava nele.
Já para ele, isso só aumentou as esperanças de um dia ser correspondido, quando ele lhe trouxe as mais lindas flores pela manhã e o quanto sentia que tudo era diferente agora. Ela até tentou se afastar quando voltaram para a Vila da Folha, mas ele voltou a lhe assegurar que não a cobraria compromisso e ela passou a visitar o quarto dele algumas vezes, quando tinha vontade.
Ela se sentou alcançando uma das peças de roupa ao pé da cama.
- Eu preciso ir.
Inojin segurou em seu pulso.
- Fica. Por favor.
- Eu tenho que continuar as investigações sobre aqueles assassinos. Ainda não é muito tarde, posso ler mais um pergaminho ou dois. – esfregou os olhos.
Inojin se sentou atrás dela e começou a massagear seus ombros.
- Eu acho que você precisa descansar um pouco, ficar aqui e me deixar cuidar de você. – beijou seu pescoço.
Sarada se virou beijando o rosto dele e se desvencilhando de seus braços.
- Obrigada, mas não.
- Sarada...
- Inojin, não.
Ele soltou o ar, apoiando o corpo na cabeceira da cama frustrado.
Era realmente tentador, o corpo dele nu, bastante definido coberto apenas em seu sexo por um lençol fino.
- Eu te acompanharia, mas já sei que diria mais uma vez que não precisa de mim para isso. – ele disse com leve amargura.
- Você sabe que não. – apoiou-se na cama e deu um beijo em seus lábios – descanse. A noite foi ótima.
Inojin encostou a testa na dela.
- Eu só queria que pelo menos uma vez você ficasse. – confessou.
E Sarada puxou o ar se levantando.
- Nós já conversamos sobre isso.
Inojin soltou o ar de olhos fechados.
- Eu sei. – abriu os olhos – me desculpe. Até outro dia.
E se virou para frente encarando o nada, sem realmente olhar. Sarada o observou por alguns instantes e então saiu.
Tudo era ótimo entre eles. Mas quando ele tinha essas recaídas, era sempre desgastante.
Inojin era maravilhoso.
Mas ela não precisava e nem queria corresponder a sentimentos agora.
Seu trabalho como Hokage requeria muito tempo e dedicação para manter a Vila segura e em constante crescimento. O legado de grandes Kages da Folha pesava sobre os ombros dela agora, e ela deveria fazer por merecer o título que lhe foi dado. O título que ela trabalhara tanto para conseguir, desde que tinha 12 anos, não colocaria em risco por nada.
Chegou em casa já tarde, depois de passar pela Torre do Hokage, ler alguns pergaminhos e separar outros para ler em casa quando chegasse. Até cogitou comer algo na rua enquanto caminhava para ganhar mais tempo, mas certamente sua mãe teria deixado algo para ela. Ela sempre deixava.
- Sarada.
- Sim, papai.
Ela já havia notado a presença sempre silenciosa do pai, sentado ao sofá da sala, lendo alguma coisa a uma luz baixa do abajur.
- Como vão as pesquisas?
Sarada soltou o ar deixando os ombros caírem, enquanto desafivelava sua sandália.
- Sem muitos avanços. – confessou sem ânimo.
- Imaginei. – Sasuke direcionou os olhos desiguais para ela - visto que chegou tarde e com mais material de pesquisas.
Sarada o estudou por alguns instantes.
- Houve um tempo em que me daria bronca por isso, porque a mamãe mandou.
- Hn. – fechou o pergaminho – antes quero saber o que você tem até agora.
Sarada, tirou sua capa com as inscrições Hachidaime e pendurou no cabideiro juntamente com seu chapéu de Hokage atrás da porta, antes de se aproximar e sentar ao lado de seu pai.
- Nós não temos muitas informações. Boruto não encontrou nada, mas Mitsuki encontrou restos de pergaminhos entre os escombros de um templo antigo mais ao Norte, que os inimigos invadiram.
- Algo relevante?
- A maioria já estava destruído e sem nada que pudéssemos realmente trabalhar, mas um pequeno fragmento ele conseguiu encontrar. – ajeitou os óculos – estava escrito "Ansatsu".
- Assassinato.
- Sim. – se ajeitou no sofá – mas, Mitsuki acha que isso eles já tentaram. Comigo, com você e com a mamãe.
- Para pessoas que estão agindo com tanta cautela, pode realmente ser algo a mais.
- Sim. Mitsuki disse que "ansatsu" também significa "obliterar".
Sasuke franziu o cenho pensativo por alguns instantes.
- O novo plano deles seria apagar você?
- Sim. – ela juntou as mãos – estamos trabalhando com a possibilidade de eles estarem atrás de algum jutsu de desintegração que seria lançado em mim.
- Hn. Engenhoso.
- Depois do Departamento de Inteligência pensar nesta possibilidade, Boruto voltou ao local do ataque juntamente com uma equipe que enviei e ele reconheceu algumas inscrições em uma caixa de madeira quebrada. – ela continuou – e apesar de muito antigas, alguns dos símbolos remetem ao Clã Hyuuga.
- Às vezes ele consegue ser mais inteligente que o pai.
Sarada bufou, mas riu da pequena implicância do pai com o Nanadaime.
- Enfim, com essa informação do Boruto, começamos a trabalhar mais focados ao Clã Hyuuga, antigos jutsus e história do Clã. E, talvez eles estejam trabalhando em alguma forma de criar selos baseados no Jutsu Zesshō: Hachimon Hōgeki*.
- Eu nunca ouvi falar deste jutsu. – Sasuke se ajeitou no sofá.
- Aparentemente, só os ninjas mais qualificados do Clã Hyuuga podem executar este Ninjutsu. – Sarada se virou para frente tentando não deixar a frustração tomar conta – e os Hyuuga que podiam executá-lo eram Hyuuga Neji e Hyuuga Hiashi.
- Avô e tio do Boruto.
- Sim.
- Hyuuga Hiashi concordou em ajudar? – perguntou Sasuke curioso.
- Se está perguntando sobre todas as tradições do Clã, ele concordou em explicar a técnica somente a Boruto.
- Depois os Uchihas é que são orgulhosos.
Os dois riram levemente da observação de Sasuke. Boruto principalmente bradava para os dois sempre que possível que Uchihas eram um "pé no saco" por serem tão orgulhosos.
Mas para pai e filha os motivos eram diferentes.
Com Sasuke sempre foi por Boruto querer aprender mais sobre o Clã Uchiha e suas técnicas, mesmo não sendo um. Já com Sarada, as coisas eram mais... complicadas.
- Boruto pelo menos deve ter ficado animado em aprender uma técnica nova e única. – Sasuke pontuou.
- Na verdade, nem tanto. – puxou o ar – é uma técnica proibida, porque ela consiste em fechar os Oito portões de Chakra do oponente, matando-o instantaneamente com uma dor imensa, e por ser muito cruel o Conselho e a Godaime Hokage proibiram o uso. E por isso ela não se disseminou.
Sasuke pensou por alguns instantes.
- Mas, você disse que Neji sabia executá-la, não disse?
- Sim. Pelos registros, foi justamente aí que vovó Tsunade o baniu. Na época, Hyuuga Neji aprendeu a executá-la quando Rock Lee começou a treinar a técnica para abrir os Oito Portões.
- Neji e eu tínhamos nossas diferenças, mas não acredito que ele seria o tipo de pessoa que usaria essa técnica no Rock Lee.
- É que, Hyuuga Hiashi disse que Neji era bastante pragmático, e ao ver que Rock Lee que sempre foi seu rival, aprender uma técnica tão poderosa como abrir os oito portões, ele quis uma carta na manga para que se um dia precisasse usá-la.
- É ainda mais difícil de acreditar que seria necessária uma técnica assim contra Rock Lee.
- Sim. Mas, Hiashi disse que na época a rivalidade deles tornou-se ainda maior ao verem a sua rivalidade com o Nanadaime. – deu de ombros – para eles, a rivalidade que tinham deveriam levar a mais poderes que você e o Nanadaime.
Sasuke apenas bufou em ironia.
Neji era um prodígio, e um grande rival. E Rock Lee era uma memória incomoda, por ter vencido Sasuke em um primeiro confronto antes do exame Chunnin, e ainda teve a audácia de oferecer seu amor a Sakura.
Mas, nunca pensou que a rivalidade que ele teria com Naruto levasse outros a buscar jutsus mais fortes e mais perigosos.
Respirou fundo.
- Você já falou com Rock Lee?
- Ainda não, por quê? – perguntou a jovem curiosa.
- Mais importante do que entender o ataque, é garantir uma defesa.
Sarada pensou por alguns instantes.
- Faz sentido. Mas, ainda precisamos ter certeza se é sobre este jutsu que eles estavam atrás. – suspirou – e espero que tenha mesmo uma defesa.
Sasuke percebeu que a filha estava incomodada com a situação. Afinal, saber que podem tentar usar nela um jutsu que causa dor extrema desintegrando os portões de chakra era realmente algo a se preocupar.
Mas, Sarada era orgulhosa. E gostava de ser brava principalmente na frente dele.
Sasuke ainda se lembrava do pequeno bebê frágil que ela foi um dia, que ele amou tanto e fez de tudo para proteger a ela e a Vila a qual eles pertenciam e chamavam de lar, mesmo que isso tenha sacrificado seus momentos com sua única filha.
Agora era uma mulher feita e extremamente forte, que protegia a Vila pela qual eles tanto lutaram. Mas, no fundo dos olhos negros escondidos pela lente, ele ainda via a pequena menina que um dia ele pegou no colo e que precisava ser protegida às vezes.
Sasuke tinha muito orgulho da filha que ele e Sakura tiveram, fruto do amor que sentiam.
Sarada viu que o pai a observava, e ele deu um sorriso de canto para ela colocando dois dedos em sua testa em um toque suave.
- Papai! – ela falou baixinho corada.
Mas, no fundo, sentia um certo alívio e segurança em casa.
- Então é isso. – disse ela mudando de assunto cruzando os braços – agora, vamos. Qual bronca a mamãe quer que eu leve?
- Nenhuma. – respondeu ele abrindo o pergaminho novamente.
Sarada piscou algumas vezes, confusa.
Geralmente, Sakura deixava para Sasuke a incumbência de dar broncas quando ela não estava em casa por eventuais plantões no hospital, sobre chegar tarde ou levar trabalho para casa.
- Então, tá. – disse ela se levantando, ainda desconfiada.
Deu dois passos.
- Mas...
Soltou o ar e deixou os ombros caírem.
- Sarada, você precisa ser mais paciente com sua mãe.
- Mas, papai, às vezes a mamãe insiste em ocupar meu tempo falando sobre assuntos que eu não quero falar, e isso é tão... tão... irritante!
Sasuke deixou o pergaminho sobre as pernas e apoiou o queixo na palma da mão.
- Hn. – respondeu com um meio sorriso.
Era como se visse ele mesmo quando mais jovem.
Sakura sempre o instigava a falar sobre sentimentos e isso o irritava. De certa forma, ela sempre enxergou a verdade nos olhos dele, e os sentimentos que estavam ali, com os quais ele precisava lidar, mas não queria e os trancava dentro de si.
- A sua mãe só quer o seu bem, Sarada.
- Ela só quer falar de sentimentos, e eu não quero falar sobre isso ou sequer dar atenção a isso, papai. - disse ela ainda mais vermelha e um pouco exaltada.
Do fundo de seu coração, Sasuke ficava feliz em ouvir isso. Ela era sua filha e sempre o irritava pensar que ela poderia se envolver com garotos. Mas, ela não estava refutando apenas isso...
Sabia que Sarada e Boruto tiveram um envolvimento. Mesmo porque, sempre pegava Boruto reclamando sobre ela não aceitar e assumir seus sentimentos.
Sarada se sentou sob o olhar do pai que não disse nada.
- O Boruto fala, quer dizer, falou sobre mim? – perguntou.
Sasuke não disse nada por alguns instantes e ela voltou a falar.
- Não importa. Ele tem que entender, assim como a mamãe, que relacionamentos agora só atrapalhariam os meus objetivos.
- E o filho da Yamanaka? – perguntou soturno.
Sarada corou – Não temos nada de mais.
E um silêncio desconcertante se abateu entre eles. Esse realmente não era o assunto favorito de Sarada. Muito menos de Sasuke.
- E quanto à sua mãe? – perguntou Sasuke.
- O que tem ela? – respondeu Sarada com curiosidade, e alívio pela mudança de foco.
- Você não quer se relacionar com a sua mãe também?
Sarada soltou o ar e encostou a cabeça para trás no sofá.
- Então, foi isso que ela disse?
- Sua mãe não me disse nada. Mas eu sei reconhecer quando a Sakura está triste, acredite, eu a magoei vezes demais para reconhecer aquele olhar. Aquele que eu jurei que nunca mais veria quando eu entendi os meus sentimentos.
- Papai, eu...
- A sua mãe te ama mais do que tudo no mundo, Sarada. – levantou-se – não cometa o erro que cometi tentando afastar o amor de quem só queria meu bem.
Sasuke saiu da sala deixando Sarada sozinha com seus pensamentos.
Talvez ela realmente devesse dar mais atenção à mãe.
Zesshō: Hachimon Hōgeki = Jutsu: Ataque de desintegração dos oito portões.
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E aí, chuchus VEMK, VAMO CONVERSAR Então, personalidade da Sarada um pouco diferente Então, sobre isso Enfim, quis explicar, pq algumas pessoas estão gostando de ver essa coisa diferente, mas há um estranhamento também. Então não sei se não estão gostando algumas coisas posso tentar adequar, mas não tem como fugir muito e pelo menos nesse primeiro instante, ela será um pouco "fria" , um pouco Sasuke clássico. Espero que gostem ^^ Hentai InoSara e o jutsu que citei, ele está no Ultimate Ninja Storm. no mais, obrigada de coração pelos reviews beijos e até a próxima
gostaram? ^^
algumas pessoas me disseram, outras gostaram.
meu headcanon e de muitos, é que a Sarada ama a mãe dela acima de tudo. 33333
Causa estranhamento em Ansatsu, eu sei ahahaha
Mas, nessa fic, a proposta é uma Sarada mais velha, que viu algumas coisas e que focou demais em seu sonho e tudo mais. Mas que sentiu o impacto do que ocorreu no primeiro capítulo.
Porém, eu sempre penso também no Naruto Hokage que foi uma surpresa pra maioria não ter tempo pro Boruto.
Então, nessa fic, a Sarada passa mais ou menos pelo mesmo processo que o Naruto, mas no caso dela, por ser uma Uchiha, fica mais na dela, de um jeito mais focado e soturno de ser, que nem o Sasuke do clássico XD
Me falem ^^'
Não estou brigando com vocês, nem chateada, nem nada XD
Mas, acho legal usar esse espaço autor-leitor pra explicar e sanar dúvidas ^^
mas queria bater esse papo com vocês suas lindas e lindos.
S2
asusauashasuhahs ainda mais estranho né
como já disse, amo demais meu crackship InoSara. Mas, o OTP é BoruSara, logo...
nossa bebezinha está crescida nessa fic
mas lembrando: é uma mulher jovem, bem resolvida, linda que nem a mãe, e sexualmente ativa.
/lixa
e peço mil perdões pela demora em responder T_T
mas, como já disse, nem sempre eu consigo sentar na frente do notebook, quando consigo, tento escrever.
Mas eu vou responder, aos poucos, mas vou
Porem saibam que leio todos, e me ajudam demaissss.
Vocês são o termômetro da fic 3
e agradeço o carinho
;***
