Capitulo Três

Droga o Justin vai me comer viva, mas que vacilo o meu. Pensei

- Alex. – Justin interrompeu os meus pensamentos.

Virei e aflorando o meu dote de atriz falei na maior cara de pau.

- Sim?

- Não venha dar uma de atriz para mim Alex. Eu vi a pedra e quero-a de volta. – ele falou de uma maneira que nunca esperaria do Justin. Ele sempre foi tão ignorante a respeito das coisas dele. E agora ele estava me pedido com educação.

Suguei o ar. O mundo esta de cabeça para baixo.

Dei um risinho malicioso. Fechei os meus olhos e pensei: Sou filha única, de pais ricos.

Abri meus olhos e tudo estava do mesmo jeito. E Justin me olhava com um ar de interrogação estampado em sua cara.

Fiz biquinho pela frustração do meu sonho.

- O que foi? Posso não me iludir!

- É serio Alex. Essa é essa pedra é muito valiosa para mim. – ele estendeu o braço em minha direção. – Me entregue, por favor! –

Suspirei e hesitei em lhe entregar a pedra que estava no bolso.

Ele pegou e foi logo partindo para seu quarto, mas como sou uma adolescente curiosa...

- Porque essa pedra é tão valiosa para você? – perguntei com a mão no queixo e os olhos semi serrados para ele.

Ele hesitou.

- Alguém esta vindo? – perguntou Justin.

- Não. – respondi.

- Entre. – ele abriu um pouco mais a porta para que eu passasse.

- Quantas vezes eu vou ter que te dizer para não entrar em meu quarto? – perguntou Justin.

- Quantas vezes você perdeu algo? – lhe perguntei.

- Sei lá. Acho que desde que você aprendeu a abrir porta – respondeu irônico.

- Não teve graça.

- Isso não vem ao caso.

- Sim, mas...

- Ata. Saquei. O lance com a pedra.

Revirei os olhos.

- Essa pedra, se chama ametista. É o símbolo do "terceiro olho" dos místicos. Segundo a lenda, foi criada quando o deus grego do vinho, Dionísio, ficou irado com os homens e jurou lançar tigres contra o primeiro ser humano que cruzasse a sua frente. Uma mulher chamada Ametista, que se dirigia ao templo da deusa grega Diana, surgiu e foi atacada pelos tigres. A deusa Diana teve piedade da mulher e transformou-a em cristal, para que ela não sentisse mais dor. Arrependido, Dionísio derramou vinho sobre o cristal, tornando-o violeta.

- Sim e... o que é que isso tem haver? – perguntei.

- O que a historia não conta é que essa mulher Ametista ela era uma feiticeira.

- Sim e o que é que tenho haver com isso? – lhe interrompi.

- Não me interrompe criatura. Me deixa terminar.

- Olha essa historia é muito chata, muito cheia de detalhes e eu não estou nem um pouco interessada em saber. Então. Tchau.

Sai rapidamente do quarto dele e fui novamente abusar a mãe na cozinha.

Sentei no sofá e voltei a lê a revista. Mamãe estava brigando com o Max, o porquê eu não sei.

- Mãe a comida já esta pronta?

- Ainda não. Se alguém me ajudasse. – disse mamãe com uma voz melancólica, e eu sabia muito bem que era a hora de mim vazar dali.

Levantei do sofá no mesmo instante que o Max se levantou da cadeira.

- Falou ae mãe.

- Me lembrei que eu tenho que tomar banho. – disse Max se aproximando da escada.

- Desde quando você toma banho? – perguntei.

- Desde agora.

Fui para a lanchonete que era muito longa e da nossa casa. Tenho ate pena da lonjura.