Cuddy estava de costas pro House. Sabia que ele a atormentaria com essa historia toda hora e seu ego nada grande, estaria maior ainda. Ela tinha que fazer algo que não mostrasse "abalamento" para aquele homem, mas o que? O jeito foi agir naturalmente, então juntou todas suas forças para ter uma cara séria e virou para ele.
O palhaço estava com a pior cara de deboche do mundo. Cuddy estava perdida.
Cuddy: Passa-me as bolachas – falou naturalmente.
House: Claro – e passou as bolachas.
E guardaram o resto das compras. Não tinha mais nada para fazer na cozinha, então foram para a sala. Ligaram a TV. Ela sabia que qualquer momento ele tocaria no assunto, por isso começou a bolar historias mirabolantes dentro de sua cabeça; ele não acreditaria, mas ela teria alguma coisa pra falar.
Passaram 20 minutos e nada dele abrir a boca. Cuddy olhava intrigada para ele; começou a achar que ele não ouviu nada que a Pamela disse. Pensou em perguntar se ele ouviu, mas seria estupidez. Mais 10 minutos e nada. Cuddy se esqueceu da TV há tempos e o encarava distraidamente e isso não passou despercebido por House.
House: A TV é ali – e apontou para o aparelho.
Cuddy se assustou: Que? – House ia responder, mas ela foi mais rápida – piquenique!
House: Oi? – confuso.
Cuddy: Piquenique – falando o óbvio – sabe? Sanduíches, suco, bolo...
House: Eu sei o significado de piquenique – rolou os olhos – mas agora? – voltando a ficar confuso.
Cuddy: É agora. Por que não? – e se levantou animada – são 4 da tarde de um lindo domingo. Seríamos nós três, no parque... O que você acha?
House: Ah não! Por que não só nós dois?
Cuddy: Mas House, ela tem que ir!
House: Por quê? – disse inconformado - Ela sabe se virar.
Cuddy não acreditava no que ouvia: Mas House... – tentou argumentar, mas ele interrompeu.
House: Ok – soltando um ar pesado – ela é legal, sabe onde tem comida de verdade, mas levar pra passear já é demais – ele estava um pouco inconformado.
Cuddy sorriu ao ver que ele se referia a Pamela e não a Rachel.
House: Por que você está sorrindo?
Cuddy: Eu estava falando da Rachel.
House: Ah... – ele ficou um pouco vermelho – sabe o que é... – ele não sabia o que dizer e pra ajudar Cuddy estava rindo dele, então ele teve que usar a "foto" antes do esperando – Não ria de mim doutora, não sou eu que guardo fotos suas por ai.
Cuddy parou de rir imediatamente e ficou vermelha.
House: Eu gostaria de ver essa foto, vai que eu to pelado e não sei – se fazendo de bobo.
Cuddy: Não seja ridículo House – virou de costas e foi para cozinha.
House: Não foge doutora – House estava com ela nas mãos – que foto é essa?
Cuddy: É uma foto normal.
House: Eu não me lembro de ter tirado fotos com você, podemos tirar uma agora desse rosto vermelho – rindo da situação.
Cuddy: Meu Deus... Eu vou pegar... – foi para o quarto pegar a bendita foto.
No quarto.
Pamela: Eu falei demais, não falei? – falando o óbvio.
Cuddy: Falou – disse sinceramente – mas tudo bem, eu te perdoo – e sorriu para a garota – agora eu preciso lembrar onde coloquei a foto.
Pamela: No criado do seu lado, embaixo da caixinha preta – respondeu – quer dizer... Eu acho – falou depois de ver as sobrancelhas arqueadas da médica.
Cuddy: Você é uma figura, Pam – rindo. Pegou a foto e foi saindo.
Pamela: Lisa – chamou – eu tenho que ir. Minha mãe quer que eu vá ao shopping com ela comprar o presente do meu pai.
Cuddy: Ok. Manda um beijo para sua mãe.
E foram para a sala. Já na porta Pamela se despediu de Cuddy e Rachel.
Pamela: Tchau Lisa – dando lhe um beijo – tchau Rach tchutchuchuca – algumas palavras não entendidas por adultos, mas Rachel adorava.
Cuddy: Tchau Pam – Lisa pegou a mãozinha de Rachel e acenou.
Pamela: Tchau linda... – mas palavras estranhas. House já estava enjoado com toda a aquela melação na porta que lhe deu ataque de tosse.
Pamela: Tchau pra você também gosto... House – disse maliciosamente e recebeu um olhar de reprovação de Cuddy – er... Tchau Greg – e saiu correndo sem dar tempo para ele responder.
Cuddy: Acho que essa menina tem sérios problemas – disse fechando a porta.
House: Tem nada! – indo à direção de Lisa – ela só fala a verdade: que eu sou gostosão!
Cuddy: Jura?
House: É – e beijou o pescoço da amada.
Cuddy: Então gostosão segura a Rach enquanto eu preparo as coisas para o piquenique – e saiu da sala deixando House com Rachel.
House xingava mentalmente Cuddy por deixar a menina com ele. Ele segurava Rachel a certa distância, como se ela fosse contagiosa. Os dois se analisavam se encaravam profundamente e House sabendo que ela não falaria nada, começou a "conversa".
House: O que? – disse secamente, esperando algum tipo de resposta; de uma careta a coisa pior. E para ele foi a pior: ela riu e esticou os bracinhos, tentado agarrar o rosto dele. Ele ficou assustado, em toda a vida, de Rachel é claro, aquela era a segunda vez que ele a pegara. House olhou em volta e viu que a cozinha estava a quilômetros de distância e Cuddy não o ouviria; andar até o sofá seria muito doloroso para sua perna e colocar a criança no chão prejudicaria sua coluna, o jeito foi ceder àquelas mãozinhas rechonchudas e a segurou direito em seus braços. Rachel colocou uma mão na barba dele e estranhou, mas a curiosidade era maior e ficou mexendo para "descobrir" pra que aquilo servia. House pareceu ler seus pensamentos.
House: Isso é minha barba – Rach parou a mãozinha e olhou para ele – serve para dar um ar de misterioso e bonitão e também para levar sua mãe às alturas – falou como se falasse com um adulto.
Rachel prestou atenção a todas as palavras que aquele homem disse e quando ele terminou, ela ria como se entendesse tudo. House riu também e olhou em volta novamente e viu que a cozinha não estava longe, andar ate o sofá seria no máximo cinco passos e colocar Rachel no chão não era mais uma opção. E foi para o sofá. Os dois ficaram um de frente pro outro e a mãozinha de Rachel voltou a explorar o rosto do médico. House estava gostando daquele momento, mas por um momento de desatenção, a parte insensível de seu ser apitou e ele colocou a menina sentada no seu colo e ligou a TV.
House: Vamos ver o que esta passando – e foi mudando de canal – oba! Tartarugas! – e olhou para a menina que resmungou alguma coisa – não? Mas tartarugas são fofas – disse sarcástico, mas Rach não gostou – ok... Vamos ver outra coisa – e mudou de canal de novo – vôlei? Não... Tênis? Não? Mas é o Federer! – e outros canais passaram, mas nenhum agradou a criança e Rachel, já que ela não entendia nem o que era TV. House então tentou os canais infantis. No primeiro canal, algo chamou a atenção de Rachel que ficou olhando para a tela.
House: Esse canal? - A menina olhou para ele e voltou a olhar pra TV – essa tartaruga você quer assistir? – ele falou, mas depois de alguns minutos ele também prestava atenção no desenho.
Cuddy assistia aquela cena com um sorriso largo no rosto. As coisas para o piquenique estavam prontas e Lisa foi se trocar. Voltou para a sala e os dois estavam concentrados na TV.
Cuddy: To pronta – anunciou.
House: Até que enfim! – desligou a TV e se levantou – eu to com fome.
Cuddy: Não foi na cozinha porque não quis – ela queria ver qual seria a desculpa dele.
House: É assim que você agradece por cuidar da sua filha? – disse com cara de dó – viu como sua mãe é má, Rach – a menina olhou pra ele rindo – se for pra gente brincar de casinha, alguém tem que olhar o bebê, né Lisa? – e saiu com a Rachel no colo deixando Cuddy com uma expressão pasma/alegre no rosto.
No parque.
House e Cuddy conversavam sobre todos os assuntos possíveis; desde o hospital até o porquê das pessoas darem o nome de "piquenique" para "piquenique". E a tarde foi passando harmoniosamente para os três.
House: E a foto?
Cuddy: Que foto? – totalmente esquecida.
House: Minha foto. Aquela que você tem escondida? – disse com um sorriso safado.
Cuddy: Claro – ficando um pouco vermelha e pegando a foto na bolsa – é essa aqui.
House olhou para a foto e a mesma trouxe boas lembranças.
Flashback on
As aulas haviam começado há um mês e só agora Greg deu o ar da graça na faculdade. Ele estava no terceiro ano, era famoso, bonito, louco, namorador, odiado por muitos e amados por todos. Nesse dia ele chegou bem cedo e ficou esperando os amigos chegarem. Ficou sentado embaixo de uma enorme árvore que ficava no meio do jardim do campus e onde dava pra ver toda a movimentação do mesmo.
Aos poucos os alunos saiam de seus dormitórios em direção as salas de aula. Mas uma aluna lhe chamou atenção; ela era morena, não muito alta e de olhos verdes. "Humm. Aluna nova" pensava Greg. Ele então decidiu ir se apresentar.
Greg: Bom dia! – com uma voz bem sedutora.
Lisa: Oi – um pouco assustada, já que ele veio por trás – bom dia!
Greg: Não queria te assustar – Lisa riu – eu Gregory House, mais conhecido por Grego – pegando a mão da moça e dando lhe um beijo.
Lisa: Ah... – ficando vermelha pelo beijo na mão, mas se recuperou – você é House!
Greg: Parece que ouviu historias ao meu respeito – cruzando os braços – histórias boas, eu espero.
Lisa: Nem todas... – rindo.
Greg: O que eu posso fazer... – aquele sorriso encantou o rapaz – mas te garanto que a maioria é mentira. Esse povo aumenta as coisas.
Lisa: Sei... – tentando acreditar – então é mentira que você trocou os ratos de laboratórios por ratos de rua? – perguntou com um sorriso no rosto.
Greg: Bom... Essa é mais ou menos verdade.
Lisa: Como pode ser mais ou menos verdade? – agora foi a vez de ela cruzar os braços.
Greg: Os ratos não eram de rua – disse com a maior cara de pau.
Lisa: Oh, claro! – fazendo Greg rir.
Greg: Viu só? Eu não sou o monstro que dizem que sou.
Lisa: Eu não disse que você era monstro – disse preocupada.
Greg: Mas foi o que eu entendi – se fazendo de vitima.
Lisa: Greg desculpa, não foi minha intenção... – ela estava ficando nervosa, mas o besta estava rindo – por que você está rindo?
Greg: Você fica linda quando está nervosa.
Lisa: Você estava fingindo? – agora estava ficando brava.
Greg: E mais linda quando fica brava – disse entre tapas que recebia.
Lisa: Seu tonto, você tem alguma coisa nessa cabeça?
Greg: Ai! Ta doendo – os tapas eram fortes – e você ainda não me disse seu nome.
Lisa parou de bater nele: O que? – ela disse confusa.
Greg: Você não me disse seu nome – insistiu.
Lisa olhou pra ele por 10 segundos antes dos dois caírem na gargalhada.
Greg: Então?
Lisa: Lisa Cuddy.
Greg: Muito prazer, Lisa Cuddy – disse com um sorriso lindo no rosto.
Lisa: O prazer é meu Gregory House – rindo lindamente também.
E mataram as três primeiras aulas, sentados sob a árvore que ficava no meio do jardim do campus.
Um ano depois.
Lisa: Não acredito Greg – disse ao entrar no quarto dele.
Greg: O que? – ele nem se virou – quando aceitou namorar minha pessoa, você sabia das consequências.
Lisa: Mas Greg...
Greg: Lees, se você não quiser fazer parte disso, como disse, é melhor sair.
Lisa ia responder, mas desistiu. Era melhor sair do quarto antes de se tornar cúmplice.
Quando virou para sair, a porta fora aberta e três homens entraram:
Luca: Chegamos – e os três homens nada pequenos quase amassaram Lisa atrás da porta.
Greg: Cuidado com a senhorita – indo acudir à amada.
Serj: Desculpa Grega, é que você é pequenininha – disse brincando.
Lisa: Você já percebeu que você sempre diz isso? – rindo também.
Serj: Você já me conhece...
Greg: O papo ta bom, mas vocês estão me atrasando! – disse olhando para os dois – Lees, você vai ficar ou vai embora?
Lisa: Embora. Imagina se eu vou ficar aqui – e foi beijar o namorado – tchau Greg.
Greg: Até mais Lees – retribuindo o beijo.
Junior: Gente? Eu estou desenvolvendo diabetes aqui – fazendo cara de nojo.
Lisa: Tá bom. Eu já saio – ainda beijando Greg.
Luca: Você sabe que eles vão demorar, vamos começar logo.
Serj: GREGO! ANDA LOGO – disse delicadamente aos berros.
Greg: Que gente chata. Tchau – tentando se "desgrudar" de Lisa.
Junior: Diabetes tipo II... – "gemendo"
Greg: Eu tenho que voltar...
Lisa: Ok... – e ela foi.
Junior: Caramba, que demora. Quase morri aqui – tentando segurar o riso.
Greg: Não acredito que você seja realmente filho do seu pai.
Junior: Cala a boca!
Greg: Por que vocês demoraram tanto? – voltando a fazer o que fazia.
Serj: Você acha que é fácil achar pó de mico em sacos de 10 quilos? – mostrando os três sacos.
Greg: Se você não enrolasse para fazer sua parte, hoje não estaríamos atrasados – começando uma pequena discussão.
Serj: E por que eu tive que ficar com a parte pesada e o bonitão ficou com a parte fácil da coisa?
Luca antevendo a situação: A gente já sabe onde isso vai acabar então por que a gente não faz o nosso trabalho? – disse ficando no meio dos dois.
Serj: Whatever... – e foi fazer sua parte.
Junior: É lindo ver o amor entre vocês.
Luca: Não ajuda Jr.! – o repreendendo – será que agora a gente pode trabalhar?
Os quatro começaram a faculdade no mesmo ano. Greg e Junior já se conheciam e se tornaram amigos de Luca e Serj por acaso. Greg fazia medicina; Junior astronomia; Serj artes plásticas; e Luca direito. Eles se davam bem. Mas eles se davam melhor quando brigavam. E esse não era um dia diferente; era o Dia do Trote! O dia que os quatro só faltariam se fosse algo de vida ou morte. Greg faltara no trote do semestre anterior por esse motivo, mas falaremos disso mais pra frente.
Então esse semestre teria que ser algo bem mais elaborado que os outros dois que eles participaram. E sabiam que as consequências se fossem pegos seriam enormes, então teriam que agir o mais discreto possível.
O plano era o seguinte: atacar os novatos com barro e pó de mico! Simples.
Além do pó de mico, eles compraram sacos de terra. Antes das aulas começarem, eles prepararam os bolinhos de barro em casa e o pó de mico por ser pó de mico seria adicionado no dia. Quase não deu tempo, mas deu. Tudo foi feito com cuidado para o feitiço não virar contra o feiticeiro. Eles sabiam que os outros veteranos aplicariam seus trotes, então esperaram até o ultimo horário para por o plano em pratica.
Quando o sinal tocou e os novatos se dirigiam para a saída, uma chuva de barro caiu sobre eles. Não sabiam de onde tanto barro vinha e quando a "chuva" passou, uma coceira percorria seus corpos. Uma coceira muito forte, fazendo uns rolaram no chão ou se roçarem em árvores.
Um caos.
Os professores e o reitor vieram correndo ver aquela cena, tentando fazer alguma coisa. Só depois de 2 horas a paz foi estabelecida no campus. O reitor estava uma fera, quando ele encontrasse o autor ou autores daquele trote, eles provavelmente se arrependeriam do dia que alguém inventou o barro.
Duas semanas depois Greg, Junior, Luca e Serj estavam do lado de fora da sala do reitor. Sim, eles foram pegos. O telefone da secretaria tocou.
Rose: Sim... Tudo bem – e desligou e falou com os rapazes – podem entrar.
Os quatro levantaram e entraram. A sala era grande e tinha uma mesa enorme e um senhor de pele clara e olhos verdes estava atrás dela.
Reitor: Sentem – disse em voz alta e calma – acho que os senhores sabem por que estão aqui, certo? – eles não responderam – eu fiz uma pergunta, então respondam.
Os quatro: Sim.
Reitor: Bom. Então devo poupar meu tempo e pular para a parte em que puno vocês? – disse olhando para cada um – de novo, estou perguntando.
Os quatro: Sim.
Reitor: Errado – disse com um sorriso no rosto e se levantou – os senhores, em algum momento enquanto maquinavam o plano do trote de vocês, acharam que seria divertido jogar barro nos novato, estou certo?
Os quatro: Sim.
Reitor: Oh estão aprendendo – disse sarcástico – muito bem. Eu não me importo com o trote, acho até saudável uma brincadeira assim. MAS – esse "mas" ecoou na sala – o pó de mico passou dos limites – agora sua expressão ficava mais séria – muitos alunos tiveram diversos tipos de reação ao pó de mico, os senhores sabiam?
Os quatro: Não.
Reitor: Pois é, mas eles tiveram. E eu me pergunto e pergunto a vocês também, na hora em que vocês inseriram o pó de mico no plano de vocês, passou pelas suas cabeças vazias que causaria algum tipo de consequência grave nos alunos?
Os quatro: Não.
Reitor: Sr. House, qual seu curso? – olhando nos olhos do rapaz.
Greg: Medicina – olhando para o chão.
Reitor: Medicina... – fazendo pose de pensador – me diga, o que o pó de mico pode causar a alguém?
Greg: Coceiras.
Reitor: Só coceira?
Greg: Não...
Reitor: E o que mais?
Greg: Alguém pode aspirar...
Reitor: Não! – fazendo cara de espanto – jura? Pois foi o que aconteceu com alguns alunos e os pais desses alunos me perguntaram como isso foi acontecer. E a explicação é simples: quatro idiotas, com tempo livre, acharam que seria divertido.
Os quatro rapazes encaravam o chão. Sabiam que ouviriam muito e foi o que aconteceu; o reitor falou por mais 40 minutos.
Reitor: Acho que já disse tudo, os senhores podem sair – eles se levantaram e quando chegaram até a porta o reitor os chamou de volta – quase ia me esquecendo, vocês estão suspensos por uma semana e quando voltarem vão fazer mais alguma coisa que ainda pensarei. Senhores Sanders e House fiquem, por favor.
Luca e Serj saíram e Greg e Junior voltaram a se sentar.
Reitor: Estou muito decepcionado com vocês.
Greg e Jr.: A gente sabe.
Reitor: Foi muito infantilidade de vocês. Poderiam ter causado algo maior e pior.
Greg: Sim.
Reitor: Então? – o homem olhava para os dois em sua frente esperando uma resposta.
Os dois se olharam, pensaram e decidiram acabar logo com aquilo.
Greg: A ideia foi minha – confessou.
Junior: E a ideia do pó de mico, minha.
Reitor: Vocês são doidos; ainda mais na companhia do Davis e Taylor – falando de Luca e Serj – mas eu devo admitir que, tirando o pó de mico, foi muito engraçado.
Junior: Foi mesmo – rindo.
Greg: Vocês viram uma menina que caiu de cara no chão? As pernas dela ficaram uns 15 segundos pra cima até ela parar de deslizar no chão.
Os três riam da cena quando a porta foi aberta por uma mulher. Eles param de rir imediatamente.
Agnes: Samuel! – gritou.
Reitor e Junior: Sim?
Agnes: Não você – apontou para o marido – você!
Junior: Sim? – e se levantou.
Agnes: Pó de mico? Pó de mico? Você tem ideia de como isso pode ser perigoso? – Jr. só balançou a cabeça – você tem ideia do inferno que foi dar explicações para os pais dos alunos que estavam no hospital? – Jr. abaixou a cabeça – e você – agora falando com Greg – não passou pela sua cabeça em discordar da ideia dele?
Greg: Não...
Reitor: Agnes... Querida... – disse com cuidado – eu já falei com eles sobre isso.
Agnes: E parece que você estava gostando, já que estava rindo.
Samuel abaixou a cabeça.
Agnes: Muito bem – olhou para os jovens – qual foi a punição?
Junior: Uma semana de suspensão.
Agnes: E o que vocês pretendem fazer nessa semana?
Junior: Ficar em casa e comer seu delicioso...
Greg: E perfeito.
Junior: Bolo de chocolate – disse com um sorriso amarelo na boca.
Agnes: Vocês são dois caras de pau – colocou a mão na cintura – vocês acham que depois disso, vocês vão comer meu bolo de chocolate?
Greg: De cenoura então? – fazendo cara de santo.
Ela não pode deixar de rir.
Depois de ficar meia hora conversando sobre o que fariam durante a "folga" Greg e Junior voltaram para seus quartos.
Greg: Eu vou passar no quarto da Lisa e a gente já vai.
Junior: Eu não vou pra casa agora.
Greg: Não? Aonde você vai?
Junior: Na casa da Lu...
Greg: Na casa de quem?
Junior: Lucy...
Greg: Oh não! – com tom de indignado – a Lucy não.
Junior: Por que não? Eu to solteiro e ela também... Não tem porque a gente não se ver.
Greg: Mas... É a Lucy... Lembra? Você terminou com ela por um motivo.
Junior: E agora estou voltando com ela por outro.
Greg: Mas... Mas... Ah whaterver. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde vocês voltariam.
Junior: Obrigado pelo apoio. Quem sabe a gente não marca de sair juntos? Lucy, eu, você e a Lisa.
Greg: Não! Uma coisa é eu aceitar vocês juntos, outra é eu aceitar sair com ela. A gente já passou por essa fase e não deu certo, lembra?
Junior: Lembro, mas acho que a culpa foi sua – disse – a chamar de doida, não foi a coisa mais inteligente que você fez.
Greg: Ela começou e eu não a chamei de doida.
Junior: Então chamou de que?
Greg: Doida varrida!
Junior: Ah, desculpa – indo para a porta – agora eu tenho que ir, ela não sabe que vou mais cedo. Tchau Grego.
Greg: Tchau Jr. manda um caloroso abraço meu a ela.
Junior nem respondeu e saiu. Ele sabia que Greg e Lucy não se davam bem; e não foi por falta de tentar. Um dia Junior os obrigou a saírem juntos, por sorte ele também foi e pode evitar uma tragédia. E depois de "doida varrida" pra cá e "doente sequelado" pra lá Lucy e Greg não se falaram mais e Junior respeitou a decisão dos dois. Era melhor assim.
Greg arrumou suas coisas e foi para o quarto de Lisa. Eram 2 da tarde e Lisa não tinha aula nesse horário. Entrou sem bater, provocando um grito em Lisa.
Lisa: Tá louco? – com a mão no peito – eu quase morri aqui!
Greg: Você é muito dramática Lees – e foi beijar a amada.
Lisa: E você é um vândalo – correspondendo o beijo – qual foi o veredicto?
Greg: Suspensão de uma semana.
Lisa: Uau. Só?
Greg: Só? Por que, você queria mais?
Lisa: Claro que não. É que é pouco pelo estrago que vocês fizeram.
Greg: Mas vai ter mais quando nós voltarmos.
Lisa: E a lei será cumprida – disse sarcasticamente.
Greg: Você está muito engraçadinha hoje. O que aconteceu?
Lisa: Sabe, é que eu namoro um palhaço, ai não da pra evitar, sabe?
Greg: O palhaço aqui tem sentimentos ok! – disse com voz de choro.
Lisa: Fica quieto – e beijou o palhaço do seu namorado.
Greg olhou no relógio e disse: Eu tenho que ir.
Lisa: Mas já?
Greg: É que vou aproveitar e ir para a casa dos meus pais – mentiu – eu tenho que pegar o ônibus das três.
Lisa: Mas vai de moto.
Greg: Eu iria, mas você sabe que ela não esta boa, então eu vou deixá-la na casa do Junior e ir de ônibus.
Lisa: Ah – ela acreditou – então tá. E você só volta daqui a uma semana?
Greg: É.
Lisa: Então eu vou sentir saudades – abraçando Greg.
Greg: Eu também – e a beijou.
Eles ficaram se despedindo por 20 minutos até Lisa largar Greg contrariada.
Uma semana depois, Lisa estava ansiosa para ver Greg. Eles não tinham se falado a semana toda, o único sinal de vida que Greg mandou foi um bilhete para ela o encontrar bem cedo na árvore do campus. Lisa acordou cedo e foi para a árvore.
Depois de uns 5 minutos o escuro a rodeava e alguém a carregava. Ela tentou gritar, mas não conseguia; tentou chutar, mas não teve sucesso. Após alguns metros que pareciam ser quilômetros para ela, sentiu algo macio embaixo de suas pernas e ouviu um "Oi Lees" conhecido.
Lisa tirou o capuz que estava lhe tampando a visão e viu que estava em um carro e olhou para o lado do motorista.
Greg: Oi Lees – ele estava com um sorriso lindo e segurava um buquê de flores – gostou da surpresa?
Lisa o olhava com uma cara indescritível, não sabia se ria ou chorava. Demorou um pouco para ela juntar algumas letras para formar alguma palavra.
Lisa: Sequestro?
Greg: Nunca – disse rindo sabendo que seria essa a reação de Lisa.
Lisa: Sequestro? O que você tem na cabeça? – ela estava recuperada.
Greg: Você! – e estendeu o buquê pra ela.
Lisa: Não seja ridículo! – pegou o buquê e o usou para bater no namorado – eu quase morri do coração, sabia? E se alguém passasse e visse, você podia ir preso, seu louco, irresponsável, doido, retardado... – do buquê só sobrou os talos.
Greg: Ai! Tem espinho... – ele estava se divertindo com aquilo.
Lisa: Eu devia fazer você engolir isso, seu filho da... – ela foi interrompida com um beijo.
Greg: Feliz aniversário – disse entre alguns tapas.
Lisa: Ah... – eles estavam fazendo um ano de namoro – isso tudo foi por isso? – ela estava quase chorando de emoção.
Greg: Sim.
Lisa: De um ano de namoro você me sequestrou? Acho que não quero estar com você quando for um ano de casado – disse brincando.
Greg: Pare de ser exagerada, mulher! – rindo – não foi um sequestro – ligando o carro – foi um ato romântico.
Lisa: Desculpa se eu estou por fora do romantismo. Onde estamos indo?
Greg: Surpresa.
Lisa: Tem a ver com algum crime? – disse cruzando os braços.
Greg: Acho que sim...
Lisa: Qual?
Greg: Assédio... – disse com cara de safado.
Lisa: Não podia esperar outra coisa de você.
Greg: Agora tem sequestro – entrando na brincadeira.
Lisa: Aé estava esquecendo...
E encostou-se ao ombro dele e foram conversando sobre nada e tudo. No meio de uma conversa qualquer Lisa se lembrou.
Lisa: Ah! Já ia me esquecendo... – pegou a bolsa e tirou um papel de lá – sabe o dia da chuva de barro?
Greg: Uau deram nome pra isso?
Lisa: Shhh – cortou – então rendeu uma foto.
Greg: Foto? De quem?
Lisa: Do papa. Como você está lerdo hoje...
Greg: Hey! Mais respeito com o cristão... – os dois riram.
Lisa: É uma foto sua.
Greg: Deixa-me ver – ele viu a foto – nada mal. Você tem um namorado muito bonito.
Lisa: E convencido...
Na foto Greg estava de lado/quase de costas/olhando para trás, sem camisa e com um pouco de lama no corpo, dando-lhe um ar sexy.
Eles estavam no carro há quase uma hora e Lisa estava ficando impaciente.
Lisa: Mas que lugar longe. Nunca vai chegar?
Greg: Não esta gostando da companhia?
Lisa: Lógico que estou, mas eu quero sair desse carro ou você poderia parar o carro... – falando bem maliciosamente.
Greg: Humm... Tentador, mas já esta chegando.
Lisa: Que bom.
Mais 10 minutos e Greg estaciona na frente de uma casinha.
Greg: Chegamos!
Lisa: É aqui? – fazendo cara de desgosto.
Greg: Será que da para a senhorita ser mais romântica e menos reclamântica?
Lisa: Sorry...
Greg: E coloque isso – e deu um lenço para tampar os olhos.
Lisa: Mais sequestro... – falou baixo.
Greg: Colabora comigo, por favor. Se não essa será a ultima surpresa que eu te farei.
Lisa: Tá bom – e tampou os olhos.
Greg foi guiando Lisa para ela não cair ou tropeçar em alguma coisa. Chegaram à porta da casinha.
Greg: Preparada?
Lisa: Sim!
E ele abriu a porta e ela tirou o lenço dos olhos.
Flashback off
Estava uma tarde agradável e várias pessoas faziam piqueniques sobre suas toalhas quadriculadas, com uma cesta com várias guloseimas e os três eram uma dessas pessoas. House e Cuddy estavam sentados na toalha enquanto Rachel cochilava na cadeirinha.
House: Nossa! Nem me lembrava dessa foto.
Cuddy: Pois é. Eu guardei.
House: Que dia foi esse? – tentando lembrar.
Cuddy: Você não lembra? – fazendo cara de indignada.
House: Não.
Cuddy: Você não lembra de todo aquele barro?
House: Barro... Ah! O pó de mico!
Cuddy: É, o pó de mico.
House: Nossa aquele dia foi legal.
Cuddy: Pra vocês, né? Não para os alunos que foram para o hospital.
House: Verdade... Teve gente que foi para o hospital.
Cuddy: Teve e você foi suspenso, lembra?
House: Lembro e quando voltei eu...
Cuddy: Você me sequestrou – cortou ele.
House: Eu não ia dizer isso.
Cuddy: Inventaram outra palavra pra sequestro e eu não sei?
House: Como você é dramática – ela só o olhou – eu ia dizer que lhe proporcionei a melhor noite da sua vida – disse com um ar de galã.
Cuddy: Se eu sou dramática, você é convencido.
House: E não foi?
Cuddy: Não! – mentiu.
House: Mentirosa – rindo.
Cuddy: Não sou – tentando segurar o riso.
House: Admita.
Cuddy: Não! – desviando o olhar.
House: Admita... Ou eu ligo pra sua irmã e ela confirmará.
Cuddy: Você não faria... – desconfiando dele.
House: A não? – e pegou o celular dela – Susan, certo?
Cuddy: Sarah – olhando com reprovação – me dá esse celular – tentando pegar, mas não conseguiu.
House: Não. Faz tempo que não falo com ela... Ta chamando – se protegendo de Cuddy com o braço.
Cuddy: Ela não vai... Ela não falaria... Se ela falar... – ela sabia que a irmã falaria.
Sarah: Alô?
House: Alô Susan?
Sarah: Não tem nenhuma Susan aqui.
House: Como não? Você não é a irmã da pentelha da Lisa? – Cuddy estava praticamente em cima dele.
Sarah: Quem é? – desconfiando de quem seria.
House: Já se esqueceu do seu cunhado favorito? – fazendo voz de ofendido.
Sarah: Cunhado... Que eu sabia minha irmã não está namorando ninguém, mas o único cunhado que eu tive era um cretino de olhos azuis – entrando na brincadeira – é esse?
House: Sim! Sou eu. Tudo bom Susan? – Cuddy tentava pegar o celular de qualquer jeito. Quem passasse e visse a cena, podia tranquilamente ligar para a polícia e denunciar os dois por atentado ao pudor.
Sarah: Tudo Geraldo, como você está?
House: Sendo violentado pela louca da sua irmã.
Sarah: Vocês dois estão juntos? – perguntou curiosa.
House: Depende o que você entende por "juntos"; se for "ela estar em cima da minha pessoa, tentando tirar o celular da minha mão" sim estamos juntos – num momento de distração por parte dele, Cuddy finalmente pegou o celular.
Cuddy: Oi – disse calmamente – tudo bom?
Sarah: Vocês estão juntos de novo e você nem me contou?
Cuddy: Aconteceu muito depressa...
Sarah: Depressa quando?
Cuddy: Ontem...
Sarah: Droga... – falou chateada.
Cuddy: O que?
Sarah: Eu devo 50 dólares pro Greg.
Cuddy: Por quê? – confusa.
Sarah: Porque eu apostei com ele que vocês não voltariam e...
Cuddy: Você fez o que? – ficando brava.
Sarah: Ah... Você sabe... Do jeito que vocês terminaram, eu não achava que vocês voltariam. Mas ai ele foi trabalhar com você, vocês se beijaram e...
Cuddy: O que? – era muita informação – eu não me lembro de te contar sobre o beijo. O que significa que... – nessa hora ela olhou para House que desviou o olhar rapidamente.
Sarah: Oops... – vendo que falou demais.
Cuddy: Desde quando vocês mantêm contato? – não era ciúme... Tá era ciúme.
Sarah: Ah... O que? Isa? Não estou te ouvindo... a... liga...ção es...tá... ruim...um... tu... ne...l...
Cuddy: Para de graça que ele ligou pra sua casa. E não fuja da minha pergunta!
Sarah: Ah... Esquecia a torneira aberta. Depois a gente se fala. Beijo – e desligou o telefone o mais rápido possível.
Cuddy ficou com uma raiva da irmã por mentir, mas por outro lado, o outro mentiroso estava ao seu lado e responderia todas suas questões, por bem ou mal.
Cuddy: Então? – perguntou séria.
House: Ela já desligou? – disfarçando.
Cuddy: Não se faça de sonso – e ficou olhando pra ele esperando uma resposta menos cretina possível.
House: Acabou o bolo? – enfiando a cara na cesta.
Cuddy: House? – a raiva dela só aumentava.
House: Não acabou! – e olhou pra ela. Não tinha como fugir – eu falei pra ela.
Cuddy: O que?
House: Eu disse que eu falei...
Cuddy: Não foi isso que eu quis dizer.
House: Mas pareceu... – sendo o House.
Cuddy: Por que você não me disse nada?
House: Ela é sua irmã. Eu achei que você contasse tudo pra ela, então resolvi ligar pra pedir uns conselhos...
Cuddy: Você? Pedindo conselho? E pra minha irmã?
House: Eu sei que sou o maioral – Cuddy rolou os olhos – mas eu também preciso de uns conselhos de vez em quando.
Cuddy: Você já não tem o Wilson?
House: Por que o fato de eu conversar com sua irmã te irrita tanto? – ele sorria.
Cuddy: Não me irrita – irrita sim – e não muda de assunto.
House: Eu só liguei pra ela porque ela sabe de tudo, graças a você – fazendo cara de "você é a culpada" – e ela me daria dicas de como... – pensou numa palavra apropriada – "chegar" em você.
Cuddy: E o conselho foi "agir feito um idiota"? – ela ergueu uma sobrancelha.
House: Não... Esse sou eu sem interferências – tentou o humor, mas não funcionou – não foi nenhum conselho especifico. Foi mais uma conversa entre duas pessoas.
Ela ficou olhando pra ele, esperando algum sinal de que ele estivesse mentindo, mas nenhum sinal foi detectado.
House: Juro – ele levantou a mão direita – será que você pode sentar de novo? – ela sentou. Os dois ficaram em silencio por 5 minutos.
Cuddy: Só pelo telefone?
House: Você fica feia quando está enciumada.
Cuddy: Responde a pergunta.
House: Sim, só pelo telefone.
Cuddy: Jura?
House: Juro. Mas ela não faz meu tipo.
Cuddy: Não faz seu tipo? Você não gosta de morena de olhos verdes? – Sarah era parecidíssima com Lisa.
House: Gosto, na verdade estou aberto a opções – disse só pra irritar ainda mais Cuddy – mas ela não faz meu tipo.
Cuddy: E por que ela não faz seu tipo? – ele queria esganar aquele homem.
House: Porque das Cuddy da sua família, eu prefiro você – ele ficou um pouquinho vermelho.
A raiva de Lisa passou por um momento, mas voltou, só que mais fraca.
House: Agora chega de declarações de amor e aproveita o resto do dia.
Ela podia fazer mais trezentas perguntas, mas depois da declaração dele, resolveu focar o restinho da raiva na irmã. Eles ficaram abraçadinhos olhando o por do sol...
Eles voltaram para a casa de Cuddy em harmonia. House carregava Rachel que brincava com sua barba.
House: Essa criança é tarada – falou naturalmente.
Cuddy: Que? – achando que exposição ao sol, fazia mal para aquele homem.
House: Ela é tarada pela minha barba.
Cuddy: E isso faz dela tarada?
House: Se ela puxar a você... Sim – disse rindo.
Cuddy: Calado – rindo também – agora me deixe dar banho nela pra tirar essa terra dela.
House: Por quê? Está bonitinho – olhando pra menina.
Cuddy: Ela está toda suja de terra – um pouco indignada – não devia ter mostrado aquela foto...
House: É terra – ele estava indignado – são anticorpos.
Cuddy: Concordo, mas não precisava passar no rosto dela – pegou Rach do colo dele e a menina começou a chorar – o que foi linda? Deve ser fome.
House: Fome do que? Ela praticamente devorou o bolo sozinha.
Cuddy: Se você não tivesse dado – Rach não parava de chorar – shhh... A mamãe está aqui – tentando acalmar a menina que se consorcia em seu colo – será que é cólica?
House: Pode ser... – já quase se arrependendo de ter dado o bolo parar ela – deixe me ver... – e pegou Rach que parou de chorar imediatamente – ela parou de chorar – disse assustado.
Cuddy: Parou – ela sorriu – ela deve gostar de você.
House: Por quê? – mais assustado.
Cuddy: Acho que a gente vai ter que esperar ela começar a falar – rindo do desespero dele.
House: Cuddy! – ele queria uma explicação diferente da óbvia.
Cuddy: É que ela não conhece seu lado malvado – rindo mais ainda.
House: Não seja ridícula – e olhou para Rachel que o olhava carinhosamente – se você acha que com esses olhos de Gato de Botas você vai me conquistar, não vai.
Cuddy: Parece que já conquistou – e voltou para o carro para pegar o resto das coisas.
