N.A.: Pessoas, fiquei tão feliz de ver tantas pessoas colocarem a fic novamente no alerta e nos favoritos, mas as reviews foram tão poucas... fiquei triste. Please, deixem reviews, ok?
Agradecendo: Tainara, Cora, Estrela e Vira-Tempo, vocês são fofas demais.
Cora, obrigadinha por betar a fic.
Boa Leitura!
Capítulo 3
Poucas vezes Bill ficara calado diante de uma notícia, mas naquele momento o ruivo pouco conseguia acreditar no que Fred estava lhe contando. Claro, entendera a audácia do irmão ao convidá-la e não deixá-la negar, mas estava surpreso com o fato dela não ter realmente negado.
- E vai levá-la aonde?
- No restaurante perto da loja, aquele que nós almoçamos com ela. – Fred se olhou no espelho e viu o reflexo dos irmãos. Ambos o fitavam com certa surpresa ainda. – É Pansy Parkinson, não a Lula Gigante.
- Seria menos surpresa se levasse a Lula Gigante do que Pansy Parkinson. – George disse se divertindo.
- Vai jantar com a Parkinson? – Hermione entrou no quarto dos gêmeos escutando somente essa parte.
- Pode entrar Hermione, é sempre muito bem vinda. – disse George abrindo espaço na cama entre ele e Bill. Hermione sentou-se envergonhada, mas nada disse, apenas ficou olhando Fred terminar de se vestir.
- Sim. A convidei.
- E ela aceitou sem lançar nenhuma maldição? – Hermione perguntou e viu que Bill ainda fitava o irmão sério. – Espere um instante. – todos se viraram para ela. – Ela não está casada com Malfoy?
- Não mais. – Fred andou até perto de Mione, olhando-a nos olhos. – Ele pediu o divórcio. Solteira.
- Oh, então boa sorte. – Hermione desejou sorrindo e arrumando a camisa um pouco torta do ruivo à sua frente. – Bill, recomponha-se, sim?
Bill continuou fitando o irmão, mas já estava mais conformado. Lançou um olhar de respeito para o irmão mais novo, vendo-o sorrir como Charlie sorria quando convidava uma garota muito bonita para sair. Na verdade, Bill sabia que Parkinson era uma mulher bonita, mas o fato era o gênio. Não a conhecia muito bem, mas sabia exatamente o que aconteceria com Fred se a Slytherin se enfezasse.
- Um relacionamento?
- Um teste. – Fred disse e sentou-se onde antes estava Hermione. George olhou para Bill, verificando se ele havia entendido o que eles estavam dizendo. Mas pela careta confusa que ele fez, o irmão mais velho não entendera nada.
- Um teste, primeiro Fred e a ousadia, depois eu e a suavidade. – George parecia ter ganhado um prêmio pela explicação dada.
- Vão trocar de lugar?
- Sim. – Fred percebeu que Bill falaria algo, decidiu o interromper. – Idéia velha, nós sabemos. Mas ela não nos conhece, e como você mesmo disse: carne nova.
- E carne nova, tem que ser aproveitada. – George completou a linha de raciocínio, sorrindo para os dois irmãos, sentindo-se bem com aquele plano.
- Isso não vai dar certo, sabiam? – levantou-se e olhou para os irmãos. – Ela não é burra, duvido que por um momento sequer ela não vá identificá-los. – balançou a cabeça. – Mas vamos deixar assim, quem sabe ela não cai nessa armadilha e vocês caem na dela, não?
- O que quer dizer com isso, querido irmão? – George perguntou, mas Bill apenas riu e saiu do quarto. Os gêmeos se olharam, não entendendo aquela frase. Mas deram de ombros e Fred calçou os sapatos, enquanto George deitava-se na cama dele, olhando o teto e imaginando que sua noite seria longa sem Fred ali.
- Sabia que a Parkinson é mais inteligente do que parece, não? – Hermione estava limpando algumas ervas no balcão da garagem. Sentiu que Bill entrara, estava de costas, mas sabia que era ele. De algum modo sabia. - Ela sempre pareceu uma garota fútil, mas inteligente. Especialmente em casos de trucidar pessoas que tentavam fazê-la de tonta.
- Isso é um aviso?
- Não Bill. Apenas estou contando o pouco que conheço da Parkinson. – recolheu as ervas limpas, colocando-as em um pote. – Apenas contando o que sei, porque conheço vocês também.
- O que isso quer dizer?
- Que conheço vocês o suficiente para já ter entendido o que os gêmeos e você, estão aprontando. – olhou-o por cima do ombro e sorriu fracamente. – Ela não vai se deixar enganar, mas pode ser que se aproveite da situação de conseguir os três Weasley de uma só vez.
- Não estou nessa. – Bill encostou o ombro direito no batente da porta, os cabelos longos estavam soltos, vestia uma regata branca simples, calça larga de couro de dragão, estava descalço. – Quero só ver o que acontecerá com os gêmeos.
- Quer uma previsão de quem já viu jogos assim darem errado? – virou seu rosto para as ervas novamente, sorrindo com as palavras que flutuavam em sua mente.
- Você fazendo adivinhações? – riu do modo como ela balançou a cabeça.
- Apenas uma idéia de como isso vai acabar. – virou-se totalmente para Bill, olhando-o nos olhos e limpando as mãos no pequeno pano com bordados Gryffindor. – Fred sairá com ela hoje, amanhã será George e a levará para a festa. Lá ela já estará sabendo o que está acontecendo, porque querendo ou não, dois homens a querem. Isso infla o ego de qualquer mulher. – fez uma pausa, jogando o pano novamente no balcão e olhando Bill, que a fitava concentrado, prestando máxima atenção ao que ela dizia. – Mas como ela odeia ser feita de boba, Pansy acabará por não querer sair mais com eles, mas isso pode levar duas semanas, seria um tempo bom para fazer com que os três comecem a sentir algo.
- Um ponto de vista interessante. – Bill disse entrando na garagem e olhando o que a morena fazia. – Mas tem uma falha.
- E qual seria? – inflamou-se um pouco, odiava que lhe apontassem falhas em seu raciocínio.
- Fred e George não estão atrás de relacionamento algum.
- Muito menos ela. – virou-se outra vez para suas ervas, pegando a pequena faca e começando a cortá-las. – Mas nem sempre estamos procurando as coisas quando as encontramos.
- Profundo. – gracejou e a ouviu rir.
- E tem um pequeno problema. – terminou de cortar o primeiro maço de ervas. – Já vi pessoas que jogam com outras, acabarem apaixonadas. Deveriam levar o exemplo de Ron com Luna mais a sério.
- Ron é um caso à parte.
- Ele achou que conseguiria algumas noites com a Luna, mas...
- Acabou casando com ela. – Bill terminou a frase de Mione, parando ao lado dela, vendo a habilidade que a morena tinha com a faca.
- Exato. Brincar com os outros nunca dá muito certo. Acaba voltando para nós mesmos.
- Profundo outra vez. – ambos riram e Hermione olhou Bill nos olhos.
- Sabe que o que falo é verdade, por mais tentado que esteja nessa época do mês. Não acho que você acredita mesmo que seja certo o que eles vão fazer. – seus olhos passaram certa compreensão com relação ao estado que ele se encontrava.
- Mas eu dei a idéia. – revelou, vendo que a morena levantava as sobrancelhas em surpresa, e virava-se para olhar as ervas novamente.
- É, aparentemente, você ainda precisa jogar com alguém que lhe faça perder, Willian.
- Não costumo perder. – orgulhou-se de si mesmo com essa frase. – E é Bill.
- Não me acostumo, tem horas que me lembro e outras não. – cortou outros dois maços de ervas antes de voltar a falar. – Bill, quando pretende perder um jogo?
- Quando valer a pena. – a olhou, vendo que nesse exato momento ela estava evitando lhe olhar. – Por que pergunta?
- Como você mesmo disse, nunca perdeu um jogo. Não acha que já machucou pessoas demais? Ou talvez, se enganou demais?
- Está me chamando de galinha, Srta. Granger? – Bill disse isso sorrindo e a viu se virar espantada para si, levando sua frase a sério.
- Não, Willian, não disse isso. Apenas... oras, esqueça. – começou a recolher as coisas do balcão e esticou o braço, tentando pegar sua varinha. Olhou para onde sua varinha estava e viu que Bill a pegava e a girava entre os dedos.
- Diga. – disse girando a varinha entre os dedos e afastando-a das mãos de Hermione, que tentaram pegá-la. – Vamos, diga o que ia dizer.
- Você já se casou e anulou seu casamento, por motivos até hoje secretos para mim. Já esteve com muitas mulheres, e não negue porque vi. – desistiu de tentar pegar sua varinha e apoiou o quadril no balcão, esperando que ele lhe devolvesse. – O que eu ia lhe perguntar, é se espera encontrar alguém assim, jogando?
Bill parou de girar a varinha e fitou a morena por um tempo, vendo-a lhe fitar de canto de olho, talvez com medo da reação que suas palavras pudessem fazer contra o ruivo. Esticou a mão e entregou a varinha para ela, que a pegou sem olhá-lo nos olhos.
- Alguns de nós, Srta. Granger, jogam com o amor. Outras apenas se enganam, como eu. Ou você. – disse baixo no ouvido dela, saindo logo em seguida da garagem. Não viu que Hermione apoiou-se no balcão, batendo os cotovelos nas bordas conforme sua respiração aumentava e as pernas fraquejavam.
- Você não é de falar muito. – Fred comentou, Pansy apenas ergueu a sobrancelha direita e deixou um sorriso malicioso escapar de seus lábios. Aquilo já estava virando um hábito. E Blaise ficaria orgulho se o visse no rosto dela.
- O que eu deveria falar? – bebeu mais um pouco do vinho de sua taça, olhando para os olhos azuis à sua frente. Ele realmente fora buscá-la às sete em ponto em frente ao escritório, e Pansy ficara sem reação. Queria ver até onde aquilo iria.
- Na escola, não me lembro bem de você.
- Me lembro de ouvir sobre suas insanidades com seu gêmeo. – comentou e terminou de beber o vinho de sua taça, fazendo aparecer mais assim que ela a encostou na mesa. Já haviam feito o pedido da comida, mas ainda levaria um tempo para chegar, devido ao tanto de pessoas que se encontravam jantando no restaurante. – Vagamente.
- Mas se lembra. – Fred sentiu que ganhara um ponto com a loira, e ela apenas sorriu mais uma vez.
- Sr. Weasley, eu...
- Fred. – a corrigiu.
- Fred, aonde quer chegar com essa lembrança de escola? Vai me lembrar também de épocas escuras e fatais? Vamos falar de lados opostos da Guerra e findarmos o jantar mais cedo? – Pansy o viu analisar seu rosto, começando por seus olhos e seguindo para o nariz e então a boca. Ali viu que o ruivo perdera-se por alguns segundos. Resolveu que poderia provocá-lo, era uma brincadeira.
Passou a ponta da língua por sobre os lábios recém pintados de carmim, vendo que o ruivo fazia o mesmo com os dele e respirava um pouco mais fundo. Pansy gostava de brincar, provocar e ver as reações, mas não conhecia o homem que estava à sua frente. Tinha que ver qual seria o limite dele, e se conseguiria ultrapassá-lo.
- Sem brigas, Srta. Parkinson. – ela não lhe disse para chamá-la de Pansy. – Apenas querendo saber exatamente onde se encontra agora.
- Agora? Estou do meu lado, e de mais ninguém. – seu rosto se fechou momentaneamente. – Acho fútil seguir passos de alguém que pode cair. Já me bastam os tropeções que eu mesma dou.
Fred bebeu seu Firewhisky e sorriu para ela, a mulher à sua frente era forte, determinada e extremamente esperta. Conseguia com meras palavras desbancá-lo, deixá-lo sem respostas e acima de tudo, provocá-lo. O que Pansy não sabia é que Fred jogava esse jogo também, e que era muito bom.
- Seu casamento?
- Inexistente.
- Malfoy sabe o que perdeu?
- Sabe. Mas ele consegue preferir qualquer outra coisa.
- Não que a pessoa que possa estar com ele, não seja uma bela mulher, apenas... – parou a frase, deixando no suspense suas próximas palavras, olhando-a diretamente nos olhos escuros. Cinco segundos se passaram até Pansy não conseguir resistir de curiosidade.
- Apenas?
- Não é a Srta.
Pansy se calou, um sorriso se espalhou por seu rosto e ela se viu rindo baixinho com o gracejo do homem. Lembrou-se de quem ele era, mas mesmo com aquilo, era bom ouvir um elogio. Mesmo que viesse de fontes inesperadas.
- Pois bem, Fred, me disse ontem que odeia jogos. Já eu, sou fã. Receio que ou encerramos por aqui ou vai entrar no jogo. – foi direto ao assunto, era o melhor naquele momento antes de se deixar rir outra vez com gracejos dele.
- E que jogo a Srta. joga?
- Os piores. – declarou bebendo meia taça de vinho, percebendo com certa franqueza que ele não iria recuar.
- Srta. Parkinson, sou obrigado a lhe lembrar que não sou um garoto. Quer jogar? Vamos jogar. – Fred bebeu o resto do líquido âmbar de seu copo e a fitou, os olhos de ambos extremamente sérios.
- Não vai querer jogar como eu jogo Fred. – o alertou, sorrindo ainda mais maliciosa.
- Ainda não me viu jogar para dizer isso. – Pansy fechou os olhos e balançou a cabeça. Abriu os olhos e se levantou, indo em direção aos fundos do restaurante, onde se encontravam os banheiros.
- Já venho. – sua voz saíra baixa e provocativa, fazendo a cor dos olhos de Fred escurecerem um pouco.
Fred pouco se importou se o vissem segui-la, ela queria jogar e ele não deixaria tal oportunidade passar. Entrou pelo mesmo corredor que ela, vendo de um lado a porta para o banheiro feminino, do outro lado do corredor a porta do banheiro masculino. Viu que a loira estava quase entrando no banheiro feminino e acelerou o passo, puxando-a pelo braço.
Bateu as costas contra a parede pintada de salmão, seus olhos escuros fitando com certa raiva o ruivo que a segurava pelos braços, prensando-a contra a parede. Fitou-o e percebeu que o azul que antes estava lhe olhando com certa diversão, agora estavam escuros. Pressentiu que dera um passo perto do limite dele. Não evitou um sorriso.
- Sr. Weasley... Fred... me solte agora. – sua voz autoritária pareceu não surtir efeito contra ele.
-Vai jogar, Srta. Parkinson, como tanto queria.
Era um verdadeiro diferencial, e Pansy sabia. Nunca, em toda sua vida deixara ser prensada daquela forma e beijada. Mas ali estava um Gryffindor lhe atiçando os sentidos e beijando seus lábios. E percebera que retribuía. Um beijo forte, cheio de intenções, que espelhavam exatamente as coisas que a loira sentia no momento e nem ao menos tinha idéia disso.
Fred a prensou contra a parede com seu corpo, suas mãos a seguravam pela cintura e sua boca beijava a dela com fúria, urgência, como se simplesmente beijá-la não fosse o suficiente. Sentia as mãos dela segurando-o pelos ombros, como se estivesse o empurrando, e pensaria que era isso, se não a sentisse lhe beijando na mesma vontade. As línguas a brigarem por controle, e a respiração de ambos alta e acelerada.
- Vou elevar o nível desse jogo. – Fred sussurrou contra a boca dela, manchada de batom carmim e levemente inchada. Sua mão desceu pela perna direita dela, chegando à saia branca e a subindo minimamente, tocando parte da pele da coxa.
- Sr. Weasley, não eleve o nível do jogo, se não sabe jogar. – seu sorriso malicioso foi refletido nos olhos quase negros de Fred. Pansy o arrastava para seu jogo favorito.
Continua...
