Aproveitem o capitulo e vejo vocês lá embaixo.
Capitulo 3
As convicções são inimigos da verdade bem mais perigosos que as mentiras.
- Friedrich Nietzsche
Quando abriu os olhos outra vez estava na ala hospitalar, todo o time de Quadribol o cercava preocupado, Hermione segurava sua mão e tinha seus ombros abraçados por Ronny, mas nenhum desses olhares atraiu o seu, foi um profundo azul a sua frente que lhe prendeu, Harry sentia a magia ondular ao seu redor e tudo que ele queria era usa-la para estraçalhar aquele velho que sorria docemente para ele, ele pensou que conseguiria fazer isso, conseguiria destruí-lo, quase o tinha feito quando era ainda um bebe, poderia sem dúvida fazer agora, mas lembrou-se da destruição em seu quarto, lembrou-se do corpo de Voldemort se desfazendo em cinzas sobre seu fofo tapete e se acalmou, seus amigos estavam ali, pessoas inocentes, ele respirou fundo e só falou quanto teve certeza de que não diria nenhum feitiço nocivo.
- Quem ganhou o jogo? – Perguntou desviando os olhos do diretor e mirando Fred (ou Jorge) ao seu lado, resolvendo que se concentraria em um tópico mais seguro.
- Ninguém está culpando você Harry, não deveriam haver dementadores lá. – Diz Hermione apertando sua mão com firmeza, ele não se importa muito com a revelação.
- Ainda podemos vencer, se a lufa-lufa perder o próximo jogo podemos vencer. – Diz Ronny ao lado da amiga.
- Acho que teremos que torcer para Soncerina então... – murmura ele com a voz rouca e o pensamento ausente, todos ali fazem caretas devido aquela afirmação.
- Tem outra coisa Harry... – Acrescenta Ronny desconfortável – Quando você caiu, sua vassoura continuou voando em direção ao salgueiro lutador... e bom... você sabe que ele tem um péssimo humor...
Os pedaços de sua vassoura destroçada foram colocados sobre o seu colo e embora ele estivesse triste por ela, estava satisfeito com os acontecimentos, ele poderia ter morrido naquela queda, mas não morreu, a verdade é que nunca se sentira tão vivo, agora sabia a verdade sobre o dia da morte de seus pais e agora faria algo além de se sentar e esperar a morte.
Pouco depois ele foi deixado só com seus amigos, quando ele teve certeza de que nenhum adulto estava por perto resolveu que era hora de saber se seus amigos estavam com ele ou não.
- Vocês confiam em mim? – Perguntou pegando os dois de surpresa.
- Claro Harry. – Diz Hermione apressadamente.
- É, que pergunta é essa cara?!
- Preciso saber, confiam mesmo, apesar do que aconteceu com a Gina? – Ronny estremeceu, eles não falavam abertamente sobre o assunto.
- Harry aquilo não foi sua culpa, mamãe discorda e fica irritada sempre que eu digo isso, mas aquilo foi mais culpa da Gina do que de qualquer outra pessoa... Ela estava obcecada por você...foi isso fez ela...que fez acontecer aquilo. – Diz o ruivo e então ele suspira, como se estivesse com aquilo entalado a dias e finalmente tivesse conseguido colocar em palavras.
- E eu sinto muito, eu realmente sinto muito pelo que aconteceu Ronny, se eu pudesse eu trocaria de lugar com ela, você sabe que sim... – Diz Harry se sentindo grato pela compreensão do amigo.
- Já aconteceu, de nada vale remoermos isso... – Diz o outro se sentindo desanimado com aquele assunto – mas por que está perguntando isso agora?! Quer dizer, nós confiamos em você e pensamos que você sabia disso.
- Eu sei, mas precisava ter certeza, as coisas serão muito diferentes agora...tem coisas que vocês precisam saber, coisas que eu descobri durante as férias, coisas que farão vocês questionarem minha sanidade e meu bom senso...e principalmente, coisas que colocarão essa confiança que vocês têm em mim a prova.
O ar ao redor dos três ficou imediatamente tenso, eles sem dúvida teriam dias duros pela frente.
Era Hallowen e enquanto a maior parte da escola encontrava-se animada com a celebração Harry e seus amigos estavam tensos, o moreno ainda não tinha revelado nada, disse que esperaria até encontrarem um lugar onde pudessem conversar com privacidade, os dois concordaram, mesmo que a curiosidade os estivesse corroendo. Harry passou as duas semanas antes do Hallowen esperando a resposta à carta que relutantemente havia mandado através de Edwiges e enquanto isso aprendia tudo o que Gael pudesse lhe ensinar, se esforçava tanto quanto Hermione nas aulas, surpreendendo a castanha e seus professores, principalmente Snape, que estava encontrando cada vez mais dificuldade em tirar pontos do Grifinório.
Sua resposta chegou naquela manhã de Hallowen, todos olharam surpresos para Harry, pois este nunca recebia nada, preparado para isso Ronny comentou audivelmente.
- Finalmente eles chegaram, você acha que esse conjunto de manutenção de vassouras é tão bom quanto dizem?! – Apesar de tudo Ronny foi convincente, depois de ficarem um tempo a mais para esperar que todos outros se dispersassem o trio saiu dali em direção a sala comunal da Grifinória – De quem é a carta?
- Não posso contar a vocês ainda. – Disse o moreno sentindo-se mal por não poder revelar toda a verdade aos amigos – Vão precisar confiar em mim.
- Confiamos, mas isso já está ficando chato. – Disse o ruivo recebendo uma cotovelada da menina ao seu lado, Harry sorriu.
- Eu já volto, hoje explicarei algumas coisas a vocês.
Sem esperar respostas Harry subiu para seu dormitório, que ainda se encontrava vazio, sentou-se em sua cama e deixou Gael rastejar para fora de seu bolso.
- Ele finalmente respondeu. – Disse a serpente em sua cama.
- Sim, agora fique quieta um instante. – A cobra obedeceu ainda que contrariada.
A carta em si dizia pouquíssimo, apenas três palavras.
Harry,
Use Gael.
- Gael, acho que você e sua mãe precisam de um tempo juntas. – O moreno sorriu ironicamente e a serpente revirou os olhos não parecendo nenhum pouco satisfeita, Harry fechou as cortinas e lançou todos os feitiços silenciadores que conhecia ao redor.
Depois de alguns segundos Gael lhe encarava os olhos mais vermelhos que o normal e parecendo vagos.
- Olá, Harry. – A voz que preencheu o ambiente não pertencia a sua serpente.
- Isso é assustador. – Murmurou o mais jovem, algo que parecia uma risada humana deixou os lábios de Gael.
- Admito que isso também é estranho para mim, nunca conheci outro ofídioglota antes de você, mas sempre tive vontade de usar a conexão. – A voz do bruxo mais velho parecia repleta de uma alegria quase infantil e Harry quase podia imaginar sua face esboçando um sorriso animado.
- Sobre a carta... – Harry começou tentando afastar da mente a imagem que estava pintando do Lorde das Trevas.
- Sim, foi imprudente da sua parte me enviar uma carta através de Edwiges. Sendo sincero foi imprudente até mesmo me enviar uma carta, ainda mais com aquelas informações... Porém Nagini insistiu que eu agradecesse pelos ratos que enviou. – Voldemort pigarreou desconfortavelmente – De qualquer forma estou satisfeito que finalmente decidiu confiar em mim sobre esse assunto...
- Não confio em você... – Interrompeu o mais jovem – Mas confio no que vi...E como se parece muito com os pedaços de memória que me mostrou resolvi lhe dar o benefício da dúvida.
- E quanto a pergunta que me fez... – Continuou o mais velho como se Harry sequer houvesse aberto a boca – você tem razão. Há lugares seguros no castelo, eu sugeriria a Câmara, mas acredito que possa ser perturbador para o seu amigo Weasley, a alternativa que tenho para lhe oferecer é a Sala Precisa ou Sala Vai-e-Vem, ela fica no sétimo andar do castelo e tem uma entrada escondida em frente à tapeçaria de Barnabás, o Amalucado, ensinando balé aos trasgos. A maneira de abrir a sala é andar perto dela três vezes, pensando no que você precisa e então uma porta vai aparecer. Tenha cuidado com o que vai revelar aos seus amigos, eles não confiariam em mim, afinal você mesmo ainda não confia.
- Vou dizer apenas o que eles precisam saber, e ainda assim tomei algumas precauções...
- Você deixou de ser um ... ino tolo, fico con... que esteja aten... a todo...
- Não estou conseguindo entender o que você está dizendo. – Diz o jovem confuso.
- Gael es... – A voz tornou-se muito baixa e quando falou outra vez era a voz conhecida da serpente – Harry, não poderei manter a conexão por muito mais tempo... por favor seja breve.
- Gael?!
- Adeus, Harry. – Mas uma vez era a voz de Tom, mas logo desapareceu dando lugar a uma voz exausta – Espero que vocês não pretendam tornar isso algo frequente...
O moreno sorriu agradecido para sua companheira e abriu a gaveta retirando um rato que havia capturado sob sua cama.
- Toma, você mereceu. – O rapaz disse entregando o alimento a cobra que rapidamente o devorou, então ele queimou a carta que recebeu, apenas por garantia antes de se levantar - Bom, Gael, acho que está na hora de chocar meus amigos.
- Que lugar é esse? – Pergunta Ronny quando os três chegam a uma fabulosa e confortável sala no quinto andar – isto sempre esteve aqui?
- Eu sei que lugar é esse... – Diz Hermione fascinada, olhando a grande estante de livros que cobria toda uma parede lateral – quer dizer...sei como se chama, ninguém nunca soube onde ficava...
- Ninguém nunca contou onde ficava, e acho que isso deve continuar assim. – Harry se sentou em uma das poltronas preparando-se mentalmente para o que viria a seguir, os amigos fizeram o mesmo o olhavam com ansiedade, ele suspirou – Acho que devo começar lhes apresentando alguém... – E diante dos olhos vidrados dos amigos Harry desabotoou toda a camisa e soltou a gravata, um frio arrepiou a pele nua e como se previsse tal coisa o fogo na lareira do cômodo se atiçou sozinho.
- Desde quando você tem uma tatuagem? – Pergunta Hermione desviando o olhar do peito desnudo do amigo.
- Gael, saia. Estou me sentindo muito exposto e quero me vestir de novo. – Diz ele fazendo os amigos arregrarem os olhos enquanto a cobra se esgueirava preguiçosamente para fora de sua pele se enroscando em seus ombros e pescoço.
- Gosto de entradas dramáticas. – Sibila a cobra parecendo se divertir, Harry solta um meio sorriso e vesti a camisa outra vez.
- Está é Gael.
- Mu-muito prazer. – Diz Ronny desconcertado.
- Isto é uma Galena. – Diz Hermione chocada – Harry, elas não existem aqui...são naturais da...
- Albânia. – Completou o moreno voltando a se sentar colocando um dos tornozelos sobre o joelho – Sim, ela me disse.
- Como você conseguiu uma?
- Eu a ganhei de alguém que me contou algumas verdades. – Disse o moreno sacudindo a mão como se essa não fosse a parte importante – E são essas verdades que vão colocar a prova a confiança de vocês em mim.
- Pare de fazer mistério cara, diga logo.
- Bem, para começar T...Voldemort – E Ronny tentou conter seu estremecimento diante do nome – não matou meus pais.
- Do que você está falando Harry?! – Disse Hermione confusa e incrédula – É claro que ele o fez, todos sabemos disso...
- Todos sabemos que foi isso que nos contaram. – Corrige o moreno sabendo que seria difícil de acreditar – Eu também acreditava nisso, acreditei até as férias.
- E o que aconteceu nas férias?
- O homem que me deu Gael foi me visitar na rua dos Alfedeiros, me levou até sua casa e me mostrou suas lembranças em uma grande bacia de prata. – Diz ele simplesmente rindo logo em seguida – Eu disse que vocês questionariam minha sanidade...
- Está bem Harry, digamos que ele não tenha matado, está dizendo que na verdade seus pais estão vivos em algum lugar? – Hermione estava confusa e Harry lamentou o mal-entendido, seria maravilhoso se essa fosse a verdade.
- Não, Mione, outra pessoa os matou naquela noite...- disse o moreno apertando as mãos em punho tentando conter sua raiva, Gael se enroscou mais apertado em seu pescoço sinalizando para que ele se controlasse – uma pessoa em quem eu confiei indubitavelmente.
- Quem Harry? – Pergunta ela sentindo a alteração do amigo.
- Alvo Dumbledore.
Um minuto de silencio se seguiu depois dessa revelação, Ronny foi o primeiro a se recuperar.
- Harry, como você pode acreditar em um desconhecido só porque ele te mostrou uma lembrança que pode ser falsa, até porque eu nunca ouvi falar de um artefato magico que possa te mostrar lembranças de outras pessoas...
- Eu já. – Interrompeu Hermione, pálida devido ao choque – Se chama penseira, é usado pelo ministério para julgar bruxos das trevas, são raras, mas existem... – ela sacudiu a cabeça parecendo voltar a si – Ainda assim, memorias podem ser deformadas, muitos bruxos já o fizeram antes.
- Você está certa, por isso eu não acreditei inicialmente, não tinha certeza até o ataque dos dementadores no jogo. Você lembra quando o Lupin disse que eles nos fazem reviver nossas piores lembranças...?
- Oh, Merlin, você não quer dizer que você viu...
- Sim, eu vi a morte dos meus pais, através de meus próprios olhos... – Diz ele sem coragem de olhar os amigos.
- Oh, Harry, eu sinto muito. – A amiga se levanta e o abraça protetoramente pelos ombros fazendo Gael se mudar de lugar incomodada, mas não disse nada a respeito.
- E o que você viu Harry?
- Ronny, você não deveria... – Começa a castanha, mas Harry segura sua mão para cala-la.
- Ele precisa ouvir, vocês precisam... – E então Harry se põem a contar tudo que viu nas próprias lembranças, Hermione estava chorando convulsivamente antes mesmo do fim do relato, e Ronny a amparava, Harry se mantinha impassível, sua raiva ultimamente tinha superado e muito sua dor pelas lembranças.
- Como ele pode? Por que? – Perguntou a menina entre seus soluços.
- Ainda não tenho certeza do porquê, mas há alguém que vai me ajudar a descobrir...
- Quem? – Perguntou Ronny ainda abraçado a amiga.
- Quem me mostrou as memorias, a única outra pessoa que presenciou aquilo...
- Quem Harry? – Insistiu o ruivo, o rosto uma mistura de raiva e incredulidade.
- Tom Riddle. – Responde ele vendo os amigos darem um passo para trás.
- Você quer dizer... – começa a menina.
- Voldemort?! – Grita Ronny empurrando sem cuidado a amiga para longe e se aproximando ameaçadoramente do amigo – Você quer dizer o desgraçado que matou minha irmã!
- Ronny, fique calmo. – Tenta Hermione, mas o amigo está furioso e fora de controle.
- Não me peça para ficar calmo! Você ouviu o que ele está dizendo?
- Ouvi, mas tenho certeza de que ele...
- Enlouqueceu, foi isso que ele fez... Você-sabe-quem mexeu com a cabeça dele, fez ele ver coisas que não são reais, temos que contar isso a Dumbledore, antes que algo pior aconteça...
- Não podemos, o Harry disse que...
- DISSE O QUE AQUELE MALDITO DEMONIO DISSE A ELE. – O ruivo estava fora de si e pegou Harry pelo colarinho da camisa suspendendo-o um pouco do chão – APOSTO ELE TE CONTROLA ATRAVES DA COBRA. DEVERIAMOS MATA-LA.
- RONNY. – Grita Hermione aos prantos e Harry suspira resignado.
- Eu sinto muito amigo. – Diz ele e então executa um feitiço silencioso fazendo Ronny desmaiar, mas ele ampara o ruivo antes que esse caísse.
- O que você fez? – Pergunta Hermione preocupada.
- Ele está desmaiado, eu imaginei que isso poderia acontecer... – diz Harry sentindo seu peito ardem em uma solidão sem fim.
- Imaginou que fosse acontecer? Você planejou desacorda-lo?
- Apenas se ele reagisse dessa forma.
- E se eu reagisse dessa forma? – Pergunta a garota mais irritada do que assustada.
- Eu faria o mesmo. – Admite o moreno.
- Harry, você está se ouvindo?! Você atacou seu melhor amigo, está dizendo que me atacaria também, o que há com você?! – Pergunta ela acusadora.
- Eu descobri que a única pessoa que eu achava que poderia me proteger na verdade matou meus pais a sangue frio enquanto tentava me matar...quando eu soube que Voldemort fez isso, foi terrível, mas ele era mal, era um monstro, então cometia esses atos de indizível crueldade..., mas Dumbledore, ele sorri para mim todos os dias nos últimos dois anos, sorri sabendo que tentou me matar e culpou Voldemort por isso... – Harry estava perdendo o controle.
- Acalme-se Harry. – Diz Gael apertando-se mais a ele, porém dessa vez não surtindo efeito.
- Não quero me acalmar. – Brada ele em Parsel – Não machuquei o Ronny e nem machucaria você.
- E o que pretende fazer agora? Quando ele acordar? Ameaça-lo para que não conte a Dumbledore?! – Perguntou ela entre lagrimas.
- Ele irá se esquecer disso.
- Como-como assim?
- Durante as duas últimas semanas estive preparando uma mentis mutatio...- Admite o moreno.
- Essa poção só é usada em pessoas com eventos traumáticos, alivia o trauma emocional... o que ela...
- A que eu preparei tem uma modificação, essa foi uma das razões de eu demorar tanto para contar tudo a vocês, precisava ter certeza do que estava fazendo. Ele se lembrará de estar com raiva de mim, se lembrará de sentir todas as emoções que sentiu desde que eu caí no jogo de Quadribol, mas sua mente achará outras razões para justificar os sentimentos...
- A mente dele próprio vai criar a mentira. – Diz ela meio ausente.
- Sim. – Harry se senta no tapete a frente da amiga e sente uma gota de esperança quando ela não se afasta – Eu fiz poção suficiente para você também...Você pode se esquecer também, não vou obrigar você a confiar que eu não perdi a cabeça, mas não posso deixar que vocês contem a Dumbledore... É você quem sabe, terei de dar a poção ao Ronny, do contrário ele vai dizer a ele assim que acordar, mas não você...você pode escolher, pode continuar lembrando de tudo e me ajudar ou pode se lembrar de tudo e não me ajudar...E claro, pode tomar a poção e fingir que nada disso aconteceu.
- Como você sabe que eu não vou contar a Dumbledore? – Pergunta a menina, desarmada devido a dor no olhar esmeralda do amigo.
- Eu não sei. Mas confio que não vai...- Ele dá um sorriso triste para a amiga e se levanta do chão, caminha até o casaco que estava vestindo e retira de lá uma garrafa com um liquido marrom que cheirava como chocolate – Não precisa me responder agora – ele se inclina sobre o rosto do amigo e derrama um pouco do liquido sobre seus lábios, o ruivo inconsciente sorve toda a poção e se remexe no sofá – Me procure quando souber sua resposta.
Então o moreno deixa os dois sozinhos da sala, sabendo que independente da resposta da amiga, tudo seria diferente a partir dali.
Se vocês já ficaram irritados em como eu terminei o capitulo anterior, acho que agora estão fazendo planos para me matar. Mas antes de executarem, pensem no seguinte...se eu morrer como vocês vão saber o que acontece a seguir.
Estou muito feliz com todos os comentários e também com os favoritos. Espero revê-los no comentários em breve.
Bjs. Até a próxima.
P.S. Tentem não odiar muito o Ronny, é difícil para ele. (Apesar de que eu não gosto muito dele).
