Como sempre, os personagens aqui sitados não me pertence, uma pena u.u
Essa história é sem fins lucrativos, é só para divertimento meu e dos leitores...
Só para lembrar, os sobrenomes Reverbel e Kosakis são de minha autoria, então se quiserem emprestado peçam e deem créditos em suas fics!
Boa leitura!
O Natal de Kamus Reverbel
Kamus desperta meio assustado com o que se passou, olhou para o próprio corpo para ver se estava tudo em ordem. Olhou para os lados e identificou o próprio quarto, e o melhor: estava sozinho. Quando percebeu que tudo aquilo tinha sido apenas um sonho estranho, soltou um suspiro aliviado. Voltou a deitar-se na cama e ficou pensando para tentar entender o que se passava ali, e também para entender aquele sonho, até que resolveu deixar de lado, pensando ser só um sonho maluco e voltou a dormir.
Pena que o ruivo não estava tão certo sobre ser só um sonho, pois se passou uma hora e ainda estava acordado lembrando-se de todas as palavras daquele garoto estranho, das palavras de seu irmão e de sua tia e principalmente sobre a sensação ruim que sentiu ao perceber que fazia mal a Miro com o seu jeito frio e indiferente de ser.
Kamus não queria fazer seu amigo sofrer, apenas estava sendo reservado. Não demonstrando como se sentia estaria protegido sempre. Era assim que acreditava, era assim que sempre pensou ser o melhor. Porém, depois desse sonho estranho, começou a ter dúvidas sobre isso. E ainda deitado em sua cama pensando nessas coisas, acaba sendo acordado por umas lambidinhas em seu nariz. Ao abrir os olhos se viu deitado no chão com uma raposa a sua frente. Levanta-se de supetão, limpando seu nariz com as costas da mão, até que ao olhar para a própria cama, vê seu corpo ali deitado e dormindo pacificamente.
-Ah non... De novo não! - reclama apertando os olhos - Quem é dessa vez?
-Olá, me chamo Kitsune!
-Quem foi que falou? - pergunta olhando para todos os lados procurando o dono da voz e então vê a raposa que o acordou, abanando a calda e levantando uma patinha - Foi você? – perguntou incrédulo.
-Oui e eu sou o espírito do natal presente! - diz a pequena raposa alegremente.
Kitsune era uma raposa fêmea, tinha orelhas fofinhas, pelos dourados com lampejos de vermelho e uma calda longa e felpuda. Ao perceber Kamus pasmo por estar vendo uma raposa falar, ela resolveu mudar de forma, se transformando. O ruivo arregalou os olhos ao ver a raposa se transformar numa linda garota loira, de 1,65 de altura, pele alva, corpo esculpido, de olhos azuis, com suas unhas grandes e bem vermelhas, de boca carnuda e tinha duas rosas vermelhas presa em seus um vestido branco e esvoaçante. Ela era francesa.
-Então... Vamos ver o que se que se passa no natal do presente de seus amigos e parentes? - pergunta ela animada.
-Mas o que tem para se ver no natal de agora? Você não deveria me mostrar os natais em que participei? – Pergunta confuso.
-Non, pois esse foi o trabalho do Katumus, o meu é mostrar o seu natal presente. - diz astuta - E o que irei mostrar é o que você está perdendo, pois nem tudo gira em torno de você ruivinho! - diz divertida.
Antes que Kamus pudesse dizer algo, Kitsune tele transportou os dois até seu destino e como da ultima vez, o ruivo ficou tonto com esse processo. Viu Kitsune ficar na sua forma animal e correr em direção a uma casa simples, mas muito bonita. O ruivo a seguiu e ao se aproximar da casa, foi reconhecendo-a. Era a casa de Miro.
-Vamos ver o que eles estão fazendo? - diz séria e já leva Kamus para dentro da casa - Estou vendo que toda a sua família está aqui.
-Oui... Todo ano eles se reúnem no natal. - diz Kamus olhando para todos - Mas o que tem de diferente para se ver aqui? – pergunta sem entender.
-Venha, quero que veja seu amigo. - puxou Kamus até o grego.
Viram que apesar de estar sorrindo, Miro estava com uma expressão triste. Após comer a ceia, o grego loiro foi até a sala, se sentando em um dos sofás com o olhar vago. Silencioso e calado em seu canto, ele chamou a atenção de seu irmão. Minutos depois eles viram Kardia se aproximar do irmão o abraçando pelos ombros e lhe dando um beijo na bochecha.
-Ainda chateado por ele não ter visto o presente? - pergunta Kardia baixinho e vê Miro afirmar com a cabeça - Fica assim não, ele irá ver!
-Disso eu não duvido... Mas eu queria que ele tivesse visto na hora, ou pelo menos mostrado algum interesse, um sorriso de agradecimento, sei lá, qualquer coisa que mostrasse que ele gostou de ter recebido um presente meu. Mas a verdade é que ele nem ligou para o presente. - suspira desanimado - Ele mudou tanto, nem vem mais passar o natal com a gente... Queria não ter crescido, pois quem sabe assim eu e ele estaríamos essa hora brincando juntos ou só mesmo sentindo a presença um do outro! - deixa uma lagrima escorrer.
-Você está mesmo apaixonado por ele! - afirma Kardia e vê Miro ficar rubro - Eu não quero te ver mais triste do que já está, mas e se ele não corresponder aos seus sentimentos?
-Quem não irá corresponder ao Miro? - pergunta Degel ao aparecer antes mesmo de Miro responder - Que carinha é essa, Miro?
-Estamos falando do Kamus! - responde Kardia no lugar do irmão - O Mi está apaixonado pelo seu irmão, mas eu não sei se ele corresponde ao meu irmãozinho.
-Por isso essa cara triste?
-Não... Estou assim porque levei um presente a ele e o seu irmão nem sequer abriu! - diz Miro emburrado.
Kamus que estava vendo e ouvindo tudo, ficou pasmo e até encabulado ao ouvir que o amigo estava apaixonado por si. Porque nunca reparou nisso antes? Seu amigo sempre foi o mais expressivo dos dois, ainda não entrava em sua cabeça de como não tinha percebido nada.
-Coitadinho... – Kitsune comenta compadecida pela carinha do loiro. - Ainda acha que o presente que ganhou é tão insignificante? - pergunta Kitsune séria encarando o ruivo, mas Kamus não responde nada, apenas fica encarando o amigo, pensativo. - Céus, como você é complicado! - suspira inconformada - Venha, vamos ver o que seus pais estão falando.
Seguiram até a cozinha onde os pais de ambos estavam a conversar. Estavam todos conversando alegremente, relembrando do primeiro natal que passaram juntos e com isso se lembraram do natal em que a família Reverbel foi passar junto da tia Catherine. Falaram o quanto as crianças ficaram tristes com a distancia naquele ano, os adolescentes então, ficaram de mau humor até o dia que se reencontraram.
-Aquele ano foi terrível mesmo, ter que aturar o humor do meu Kardia não foi fácil! - comentou Ágata - Mas o que me surpreendeu foi o Miro, estava igual, se não pior que Kardia... Até acho que meu menino estava apaixonado por Kamus desde aquela época!
-Oui, Kamus ficou igualmente triste, ainda me sinto um pouco culpada, já que desde aquele dia ele começou a dar ouvidos à tia Catherine! - fala Isabelle triste - Mas eu entendi bem... Você disse que Miro é apaixonado pelo Kamus desde aquela época? - pergunta surpresa.
-Sim... Miro nos contou um dia que estava amando seu garoto, mas tinha medo de contar! - fala Sinésio.
-Eu até o entendo, pois Kamus está muito diferente de quando era criança - diz Antonie - Mas sinceramente, acho que ele também ama seu filho, só não percebeu isso ainda!
-Está impressionado com o rumo da conversa, não é? - pergunta Kitsune que estava cheirando as rosas que estavam perto da porta - Que cheirinho bom! – comenta sorrindo.
-Estou mais impressionado de meu pai falar que estou amando Miro! – comenta num misto de espanto e incredulidade.
-E não está? - se aproxima de Kamus séria, mas ele não diz nada, então voltam a escutar o final da conversa.
-Por falar no Kamus, porque ele não veio hoje? - pergunta Sinésio curioso.
Isabelle olha tristemente para o grego - Por causa do serviço... Ele trocou as festas pelo escritório, até me falou alguns dias atrás que seria perda de tempo ir a uma festa! - abraça o marido - Me sinto tão culpada... Se eu não tivesse levado mon petit àquela festa de tia Catherine, tenho certeza que ele não seria assim.
-Cherri, non fique assim. - fala Antonie dando um beijo no tomo da cabeça da mulher - Se fosse por isso, o Degel também estaria assim e não está!
-Mas meu Kamus era uma criança, Degel já era adolescente e já entendia bem as coisas.
-Esqueça isso Belle... Já passou e estamos em clima de natal, vamos só lembrar as coisas boas! - tenta Ágata consolar a amiga.
Isabelle só confirma com um balançar de cabeça e todos voltam a conversar como antes. Kamus ficou triste com o que ouviu se sentiu culpado por deixar a mãe triste do jeito que estava, mas quando iria dizer algo, Miro e o casal aparecem na cozinha para conversarem com os familiares. O ruivo analisou o amigo de cima a baixo, o grego estava muito bonito essa noite, uma pena que ele não foi o único a reparar nisso.
-Uau, que corpão! - repara Kitsune - E que traseiro, hein? Deu até vontade de apalpar. – Comenta com os olhos vidrados em Miro.
Kamus olha irritado para a raposa. - Pare de ficar olhando para ele desse jeito, que eu saiba seu trabalho era só me mostrar os meus erros! - reclama enciumado.
-Hahaha... Calma ruivão, só estou olhando, o material ali é todo seu! - fala divertida. – Apesar de você não dar o menor valor, não é? – alfineta, mas logo se vira séria para Kamus - Então, aprendeu algo aqui? – pergunta e vê Kamus abaixar o olhar num tom meio envergonhado.
-Oui... Non queria que minha mãe tivesse ficado triste por minha causa! - falou magoado consigo mesmo.
-Mas ficou... Nenhuma mãe quer ver o filho afastado assim e você que acabou aceitando os conselhos de sua tia, acabou fazendo sua mãe se sentir culpada por apresentá-lo a ela! E não é só a sua mãe. Toda a sua família e até o Miro, todos eles ficam muito triste com você, por tê-los abandonado desse jeito. E ainda mais no natal! – explicou num tom calmo, mas firme.
-Eu não queria abandoná-los, eu só... – não soube o que dizer.
-Eu sei, quis ser frio e não demonstrar os seus sentimentos para se proteger, exatamente como sua tia lhe ensinou. Mas assim você faz sua família e amigos sofrerem. Não é hora de rever isso? – pergunta suavemente.
O francês suspira e não diz nada, só abaixa a cabeça entristecido. Não queria isso para ninguém ali, ele só fazia o que achava que era certo, mas agora isso estava ficando tão confuso para si que não sabia mais o que pensar. Kitsune ficou olhando para Kamus a espera de alguma reação que não veio. Suspirou. Pelo jeito ele teria que ter a ultima e mais triste lição. Então, sem aviso prévio, o levou de volta para o quarto, o que fez ele se assustar com a repentina mudança e ainda ficar tonto de novo com essa "viagem".
-Você poderia avisar, pelo menos? - reclama após passar a leve tontura.
-Se eu fizer isso, qual seria a graça depois? - pergunta divertida - Bien estou vendo que você ainda está com certo probleminha para pensar no que fazer, então já lhe aviso que logo, logo virá um amigo meu. Agora... Tenha bons sonhos! - dizendo isso, empurra o espírito de Kamus, fazendo com que caísse sobre o corpo dele, o fazendo dormir e logo desapareceu do quarto dele.
Continua...
*festinha na casa de aquário*
Kamus: *em frente ao PC usando só uma calça moletom cinza* Bien, como podem ver, a Kamy não está aqui, ela está... Resolvendo uns probleminhas!
Miro: *ao lado de Kamus e também com uma calça moletom, mas essa era preta* Probleminhas? Ela ta surtando por não conseguir fazer o próximo capitulo! *ri*
*Kamy aparece com cara raivosa* Isso, ri mesmo da desgraça dos outros, seu grego safado! ò.ó
Miro: Ninguém mandou não saber escrever!
Eu sei escrever, tá? *empina o nariz*
Miro: Então pra que precisa de beta? O_ó
Não é da sua conta rabo torto! Ò.Ó
Kamus: Mon Dieu, calem a boca e terminem com esse capitulo logo *se levanta irritado e vai pro quarto*
Miro: Ei, espera aí ruivão *corre atrás de Kamus*
Bom, não tenho o q falar, só desculpem por essa enrolação toda, tbm quero dizer que quem foi o espirito Katumus era a Belle e agora o espirito Kitsune é a Kitty_icce =) Sou mestra do esquecimento, né? Tbm quero dizer que a Belle_princesse betou (ou melhor, salvou) esse capitulo tbm,então valou Belle, vc anda me salvando aqui rsrsrs...
E só pra atormentar...
DEIXEM REVIEWS E FAÇAM UMA AUTORA BAKA FELIZ! 8D
