Disclaimer: Saint Seya e seus personagens pertencem ao mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
E aqui vamos ao capítulo com a escolha do Ikarus... Que foi uma das poucas que acertei, pois tinha certeza de sua escolha... Não porque ele seja óbvio, mas porque ele é a pessoa que conheço a menos tempo aqui no ffnet e para o qual desenvolvi uma única personagem até hoje e que foi sua escolha... Elisa, da sua fic "Super Marionetes World"...
No entanto, o Ikarus é um privilegiado... Sim, porque seu capítulo é o único com duas músicas temas! "Forever" e "I still love you", ambas do Kiss... Quem foi que disse que roqueiros que tem a língua enorme não podem cantar sobre o amor?
Bom, como eu não tenho muito conhecimento sobre marionetes a não ser o que tenho lido na fic, não sei se cometi alguma heresia neste capítulo... Optei por contar um pouco sobre a Elisa humana, que inspirou a Elisa marionete, e o triângulo vivido nessa época com Aiolos e Aiolia... Ah, eu gostei do resultado e espero que você também curta, Ikarus!
Boa leitura a todos!
Ah, antes que me esqueça... Quando a letra da música estiver negritada e em itálico, será "Forever", tema escolhido para o Aiolos... E quando estiver somente em negrito, será "I still love you", escolhida para o Aiolia.
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One shot III
"Forever" and "I still Love you"
Aiolos x Elisa x Aiolia, escolha by Metal Ikarus
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I gotta tell you what I'm feeling inside
I could lie to myself but it's true
There's no denying when I look in your eyes
Girl, I'm out of my head over you
Eu tenho que te dizer o que estou sentindo por dentro
Poderia mentir pra mim mesmo mas é verdade
Não há como negar quando olho em seus olhos
Garota, estou louco por você
Estava nervoso. Ou ansioso seria a palavra mais correta? Na realidade, aquilo não importava tanto e sim chegar depressa ao seu destino, uma sala no final daquele corredor imenso, cheio de portas de madeira colonial e vidro. Por que raios a sala dele tinha que ser justo a última?
A euforia que sentia era tamanha que suava mesmo estando frio, alguns fios ruivos e encaracolados grudavam em sua testa e nuca, assim como gotas escorriam de sua testa diretro aos olhos azuis, e também molhavam a carta que tinha em suas mãos. Até que finalmente sua correria teve fim.
Entrando com tudo na sala, encontrou quem procurava sentado atrás de uma pesada mesa de cedro, pilhas e mais pilhas de livros sobre o tampo, os olhos verdes atentos à tela de um computador, os cabelos dourados um tanto bagunçados.
-Aiolos, veja! – o rapaz que acabara de chegar gritou, chamando a atenção do outro – A nossa escavação... Foi aprovada! A universidade liberou as verbas para pesquisa, viagem e contratação de pessoal!
Um brilho de excitação tomou conta dos olhos de Aiolos, que se levantou com tudo da cadeira onde estava sentado, tirando das mãos do outro o envelope timbrado que já estava todo amassado.
-Aiolia, isso é... Perfeito! Entre em contato com nosso pessoal, passe a eles as coordenadas necessárias e... Ah, não se esqueça de pedir a Asterion que encontre alguém que possa nos ajudar como guia na região, além de interpréte...
-Pode deixar, mano!
You tell me that you're leaving, and I'm trying to understand
I had myself believing I should take it like a man
But if you gotta go, then you gotta know that it's killing me
And all the things I never seem to show, I gotta make you see
Girl it's been so long, (tell me) how could it be
One of us knows the two of us don't belong in each others company
It hurts so much inside, your telling me goodbye, you wanna be free
And knowin' that you're gone and leavin' me behind
I gotta make you see, I gotta make you see, I gotta make you see
Você me diz que está partindo, e eu estou tentando compreender
Eu tive que me convencer que eu aceitaria como um homem
Mas se você for, daí você vai saber que está me matando
E todas as coisas que eu nunca mostrei, eu vou fazer você ver
Garota tem sido tão longo, (me diga) como poderia ser
Um de nós sabe que dois de nós não pertencem a outra companhia
Isso machuca muito por dentro, o seu adeus, você querer ser livre
E sabendo que você se foi e me deixando para atrás
Eu vou fazer você ver
Egito, alguns dias depois...
Trocar o inverno londrino por uma temporada em um país africano e quente até que parecia uma boa idéia... No começo, claro. Sim, porque enfrentar aquele calor desgraçado dentro de um trem poeirento e fedido não estava em seus planos, Aiolia pensou, bufando. Pior era aguentar as piadas involuntárias do irmão, e sua mania de perfeição, checando todo tipo de detalhe da expedição de dez em dez minutos...
Logo atrás de Aiolia, Aiolos desceu, mas procurando por algo. Ou melhor, alguém. O motorista e navegador da equipe, Asterion, lhe dissera que a pessoa contratada como guia e interpréte estaria esperando por eles na estação do Cairo, mas nem sinal de alguém que pudesse se parecer com tal pessoa. E também não havia ninguém segurando uma placa com seu nome ou sobrenome.
-E agora? Onde raios o nosso guia se meteu? – perguntou Aiolia, irritado com os mosquitos que ameçavam picá-lo.
-Estou bem aqui, atrás dos senhores... – uma voz suave lhe respondeu – Desculpem pelo atraso, meu jipe quebrou no meio do caminho e tive que parar para verificar o motor.
Ambos se viraram e deram de cara com uma jovem mulher, de longos cabelos negros presos em um rabo de cavalo e olhos azuis escuros, calça jeans, botas e jaqueta sobre uma camiseta. Ela sorria, um sorriso cheio de dentes branquinhos e perfeitos.
-Devem ser os senhores Aiolos e Aiolia Kinaros, não? – um aceno afirmativo de Aiolia, ela se aproximou e estendeu a mão para um cumprimento – Elisa Mary Marsden, ao total dispor.
I lived so long believing all love is blind Eu vivi tanto tempo acreditando que todo amor é cego
But everything about you
Is telling me this time it's
Mas tudo sobre você
Me diz que desta vez
O trajeto até o hotel onde se hospedariam foi feito aos trancos no jipe de Elisa. Aiolos, sentado ao seu lado no banco do passageiro pouco falava, limitando-se a responder algo quando a jovem lhe perguntava, enquanto que Aiolia falava sem parar e pelos cotovelos, rindo, contando histórias e fazendo piadinhas, que arrancavam algumas gargalhadas de Elisa.
Assim que chegaram ao hotel, subiram aos seus quartos e trataram de desfazer as malas e ajeitar o equipamento que precisariam para a expedição.
-Ela é linda, não? – Aiolia disse, sentando-se na cama próxima à janela, encarando o irmão que estava ajoelhado no chão, remexendo em sua bolsa Indiana Jones.
-Quem?
-Quem? Acorda, Aiolos, é óbvio que estou falando de Elisa! Não temos outra mulher na equipe, temos?
Aiolos deu de ombros, claro que tinha reparado na beleza da jovem mulher e no sorriso dela, mas nada além. Não era do tipo que misturava trabalho com outras coisas.
Aliás, há muito tempo que as outras coisas não faziam parte de sua vida espartana, workaholic e totalmente regrada...
I still love you, I still love you
I really, I really love you, I still love youQue eu ainda te amo, eu ainda te amo
Eu realmente te amo, eu ainda te amo
-Tenho boas notícias para vocês, rapazes... – Elisa disse, ao entrar pelo saguão do hotel e encontrar Aiolos e Aiolia conversando com o gerente – Não há previsão de fortes tempestades de areia para amanhã, poderemos iniciar a expedição logo, como desejam.
-Tem certeza, Srta. Marsden?.
-Claro... Ao amanhecer do dia podemos partir e... – Elisa sorriu para Aiolos – Não precisa me chamar assim, de uma maneira tão formal... Vamos trabalhar juntos, pode me chamar somente de Elisa.
Aiolos assentiu e Elisa devolveu o cumprimento, já dando meia volta para sair. Só não o fez porque Aiolia foi rápido.
-Elisa, eu... Eu poderia lhe fazer um convite?
-Claro... Para quê?
-Eu soube que haverá um jantar dançante esta noite, aqui no hotel... Por que não vem? Poderíamos conversar e nos conhecer melhor, já que vamos trabalhar juntos pelos próximos dias.
-E porque não? Você também vai participar, Aiolos? – ela perguntou, voltando-se para o mais velho, que parecia meio perdido em seus próprios pensamentos.
-E-eu? Ah, acho que... É, parece bom...
-Então, eu aceito... Chegarei às oito horas, tudo bem para vocês?
-Perfeito... Até a noite, Elisa.
-Até, Aiolia... Aiolos...
E a jovem mulher saiu, sem se dar conta do enorme sorriso que estampava o rosto de Aiolia...
Forever, this time I know
And there's no doubt in my mind
Forever, until my life is through
Girl, I'll be loving you foreverÉ pra sempre, desta vez eu sei
E não há dúvidas em minha mente
Pra sempre até que minha vida se acabe
Garota, vou te amar pra sempre
Oito horas em ponto. O bar do hotel estava bem movimentado, afinal, aquele jantar dançante havia sido divulgado por toda cidade e arredores.
Asterion e os demais membros da equipe de Aiolos e Aiolia estavam espalhados pelo lugar, conversando com garotas ou entre si, dois disputavam uma partida de bilhar. E os irmãos estavam sentados em um mesa próxima à pista de dança improvisada, Aiolia visivelmente ansioso.
Então Elisa chegou, procurando por eles, linda em um vestido azul de tecido leve na altura dos joelhos, sandálias de tiras trançadas e cabelos soltos, adornados por uma tiara prateada. Aiolia acenou e ela os viu, aproximando-se da mesa com um enorme sorriso. Solícito, o rapaz puxou uma cadeira para ela se sentar, bem ao seu lado.
-Bebe alguma coisa?
-Vinho, apenas... Não gosto de bebidas muito fortes.
O garçom trouxe rapidamente uma garrafa de tinto e Aiolia os serviu, asism como a Aiolos. Que não deixou de notar que o mais novo parecia disposto a tudo para impressionar Elisa...
-Faz muito tempo que vive aqui, no Cairo? – Aiolia perguntou, enquanto sua mão pousava silenciosa sobre a de Elisa, que, notando o gesto, pareceu um pouco sem graça.
-Ah, já faz algum tempo... – Ela puxou sua mão e pegou sua taça de vinho – O que vamos comer?
-As massas parecem boas, pelo menos nas fotos... – Aiolos falou, para tentar amenizar um pouco o clima de constrangimento – Que tal um penne ao molho quatro queijos?
-Uma ótima pedida, é delicioso...
Aiolia não gostou da conversa iniciada entre o irmão e a jovem mulher e a todo momento tentava chamar a atenção de Elisa, pegar sua mão ou lhe falar algo mais ao pé do ouvido. A comida chegou e, ocupados em comer, o clima havia amenizado um pouco. Até uma música mais lenta começar a tocar.
Prevendo uma possível reação de Aiolia, Elisa pediu licença rapidamente para ir ao banheiro. Acompanhando-a com o olhar, Aiolos acabou por encontrar o olhar furioso de Aiolia sobre si.
-Você está empatando tudo, Aiolos.
-O quê?
-Você entendeu muito bem, mano... Não tem vocação nenhuma para vela... E muito menos para ser um idiota.
-Você que ainda não percebeu nada, Aiolia... – o mais velho suspirou e viu Elisa voltar do banheiro – Mas é melhor deixar para lá.
-Elisa! – Aiolia disse animado, quando ela se aproximou da mesa – O que me diz de uma dança?
-Ah, acho que não, Aiolia... – a jovem pousou uma das mãos sobre a própria testa – Não estou me sentindo muito bem, acho que a comida não caiu legal... Vou subir para meu quarto... Boa noite...
E ela saiu, sob os olhares atentos dos dois irmãos. Aiolia, então, bebeu de uma só vez o conteúdo de sua taça e saiu logo atrás, deixando Aiolos sozinho sem entender nada do que estava acontecendo.
People tell me I should win at any cost As pessoas me dizem que eu devo ganhar a qualquer custo
But now I see as the smoke clears away, the battle has been lost
Mas agora eu vejo enquanto a fumaça se afasta, a batalha foi perdida
Elisa subiu pelo elevador e rapidamente chegou à porta de seu quarto, mas quando tentou abrir a porta, sentiu um puxão em seu braço e se voltou com tudo para quem estava atrás de si. Aiolia. Com um olhar indecifrável e um sorriso estranho nos lábios.
-O que quer Aiolia?
-Você sabe muito bem, Elisa... – ele disse, segurando-a pelo braço de maneira mais delicada e caminhando até que as costas da jovem encostaram em uma das paredes – A questão é: você também quer?
-Não sei do que está falando e... – Ela parou a frase no meio, ao sentir os dedos dele sobre seus lábios, calando-a de maneira sutil.
-Vai saber, Elisa...
A mão que estava em seu braço desceu para suas costas e a outra foi parar em sua nuca, epurrando Elisa para frente, até sentir a boca quente de Aiolia sobre a sua. Um beijo. Quente, sôfrego, quase que devastador.
Aiolia apertou o corpo de Elisa contra o seu, a mão que estava nas costas da jovem desceu por sua espinha, a boca do rapaz era tão quente e aquele beijo a envolvia tanto que...
Melhor dizendo, mas...
Mas Elisa não sabia se era realmente o que queria...
I hear the echo of a promise I made
When you're strong you can stand on your own
Those words grow distant as I look at your face
No, I don't wanna go it alone
Ouço o eco de uma promessa que fiz
"Quando você é forte, pode seguir sozinho"
Mas essas palavras soam distante quando olho em seu rosto
Não, eu não quero seguir sozinho
O bar já estava vazio, era madrugada. Mas Aiolos permanecia sentado na mesma mesa, quieto, meditando em seu caderno de anotações. Ou fingindo que fazia algo nesse sentido. Até que notou a presença de alguém que se sentou à sua frente.
Elisa. Ainda usava o vestido azul do jantar. E parecia um tanto estranha e pensativa. Conseguira se desvencilhar de Aiolia com uma desculpa qualquer sobre realmente não estar se sentindo bem, mas ficar trancada em seu quarto também não parecia uma boa ideia. E como o bar do hotel ficava aberto até por volta das cinco horas...
-Não consegue dormir? – perguntou ela, sorrindo.
-Nem cheguei a subir para o quarto... Fiquei por aqui, fazendo algumas anotações sobre a nossa expedição.
-Ah, sim, entendo... Deve ser a realização do sonho e do trabalho de uma vida, não é mesmo?
-Como sabe?
-Está estampado na sua cara, principalmente quando começa a falar a respeito.
-Puxa... – Aiolos deixou o caderno de lado, meio sem jeito – E você? Sempre trabalhou com expedições?
-Não, eu era professora de história e línguas antigas em uma universidade de Dublin, na Irlanda... A primeira e única expedição que participei foi há sete anos, aqui mesmo no Egito.
-Sete anos? E por que não voltou para Dublin?
-Porque... – Um longo suspiro e Aiolos praguejou internamente tinha, no mínimo, dito alguma grande besteira – Quando se perde as referências de uma vida, a gente fica meio perdido... Não tem para onde voltar ou para onde ir... Não tem pouso ou parada... Então, fiquei aqui, um tempo com os nômades do deserto, outro tanto no Cairo, de hotel em hotel ou em casa de conhecidos...
-O que... O que aconteceu?
Elisa suspirou e pediu ao garçom que trouxesse para ela um retrato que estava pendurado na parede atrás do caixa. Era de um homem, provavelmente da idade de Aiolia ou mais jovem, usava trajes no estilo caçador, tinha cabelos em um tom incomum de cinza e olhos rosados. E estava abraçado a Elisa, mais jovem e sorridente.
-Este é o Sorento... Ele era arqueólogo em Dublin, estava fazendo doutorado em história egípcia... Éramos noivos, pretendíamos nos casar quando a expedição tivesse seu fim. Mas não contávamos com... Com a febre amarela.
-Ele teve a doença?
-Sim... Sorento não tomou a vacina e também não me contou, acabou sendo contaminado logo que chegamos ao Cairo. Morreu por falta de recursos, a região onde estávamos era muito pobre e precária... E eu acabei ficando, ele foi enterrado nesta região mesmo, não tínhamos família em Dublin...
-Eu... Eu sinto muito, Elisa... Deve ter sido... Quer dizer, deve ser muito difícil para você...
O silêncio, muitas vezes bem vindo, naquele momento era constrangedor e um tanto irritante. Mas, sem nada a dizer, Aiolos voltou a fazer algumas anotações em seu caderno, até que considerar que precisava se retirar. Pedindo licença à Elisa, acenou brevemente e saiu.
O coração, no entanto, estava aos pulos. Por que se sentira tão balançado assim pela história da jovem mulher?
Ou melhor dizendo, por... Elisa?
I see it in your eyes, you never have to lie, I'm out of your life
Tonight I'll dream away and you can still be mine
But I'm dreamin' a lie, dreamin' a lie, makes me wanna die
Eu vejo em seus olhos, você nunca teve que mentir, eu estou fora de sua vida
Hoje à noite eu sonharei afastado e você pode ainda ser minha
Mas eu estou sonhando com uma mentira, sonhando com uma mentira, que me faz querer morrer
Pela manhã ao nascer do sol, a equipe estava a postos para o início da expedição. Aiolia, um tanto mal humorado e de óculos escuros, respondia com resmungos a qualquer pergunta ou fala dirigida a si. Aiolos, por sua vez, parecia ter um dínamo no lugar do coração, estava agitado, falante e fazia mil coisas ao mesmo tempo, dando ordens e checando tudo. E Elisa, em seu jipe, conferia se estava tudo ok com o GPS, caso fosse preciso acionar o equipamento para localização. Mesmo com previsão de bom tempo, nunca se sabia quando e como uma tempestade de areia se formaria por aqueles desertos.
Partiram e, ao contrário do dia anterior, o silêncio imperava dentro do veículo. Até chegarem à grande esfinge.
-O que procuram, exatamente?
-Por enquanto, os registros feitos nas paredes internas, sobre a existência e localização da pirâmide de Hórus.
-Certo... – A palavra soara meio baixa e sem entusiasmo da boca de Elisa – Venham por aqui, então...
Com os três à frente, a equipe adentrou a esfinge. E então a primiera supresa do dia aconteceu...
Um forte tremor de terra assutou a todos, areia começou a se desprender do teto e a cair sobre todos, as paredes soltavam pequenos pedaços de pedra. Um buraco se abriu entre Aiolos, Aiolia e Elisa e o restante da equipe, ao tentar se equilibrar a jovem mulher caiu por ele.
-ELISA! – o grito de Aiolos ecoou, para logo tambpém ser engolido pelo vácuo, um tremor mais forte e ele também caiu.
E da maneira que começara, o tremor também cessara. Aiolia, deseperado, ajoelhou-se à beira do buraco, gritrando pelo irmão e por Elisa e nada.
-Depressa, tragam o equipamento de alpinismo até aqui! Rápido, Asterion, não podemos perder tempo!
I never thought I'd lay my heart on the line
But everything about you
Is telling me this time it's
Nunca pensei que colocaria meu coração na linha
Mas tudo sobre você
Me diz que desta vez
A areia, de certa forma, havia amortecido a queda, o buraco não era tão fundo, ainda conseguia enxergar um rastro de luz no alto. Mas seu braço estava dolorido e pesado, provavelmente havia se quebrado na queda. Mas ainda estava consciente. Por sorte, sua mochila também havia caído e logo encontrou sua lanterna. Levantando-se com certa dificuldade, Aiolos passou a procurar por Elisa ao seu redor, até que a avistou mais adiante, caída de bruços. E desacordada.
Aproximou-se depressa e se abaixou, um certo alívio tomou conta de si ao notar que não ahvia sangue ao redor da cabeça da jovem mulher. Como um dos braçpos estava inutilizado, teve dificuldades para virar o corpo dela para cima, o rosto e braços estavam arranhados, a calça tinha manchas de sangue em uma das pernas, esperava que não fosse nada grave.
A única coisa que pdoeria fazer era esperar pelo resgate. E tentar acordar Elisa.
-Elisa... Elisa, acorde... Por favor, Acorde... Elisa...
'Cause I still love you, I still love you
Baby, baby I love you, I still love you
Porque eu ainda te amo, eu ainda te amo
Querida, querida te amo, eu ainda te amo
-Elisa... Elisa, acorde... Por favor, acorde... Elisa...
Alguém a chamava de forma insistente, mas o sono era tanto que Elisa lutava para abrir os olhos. Até se lembrar do motivo de estar dormindo naquele sofá velho e rasgado, toda torta e desconfortável. Levantou-se depressa, ao seu lado, um jovem rapaz de cabelos cor de rosa e olhos com de mel. Parecia preocupado.
-O que foi, Yo? Como o Sorento está?
-Muito mal, Elisa... Eu... – o rapaz baixou a cabeça, balançando de maneira negativa, a voz começou a soar embargada – Eu acho que... Que ele não vai aguentar por mais tempo...
-Não, não pode ser! NÃO!
Correndo, tropeçando nos próprios pés, Elisa correu para o outro cômodo do casebre, onde havia apenas uma cama mal ajambrada, ocupada por um outro rapaz jovem, de cabelos cinzentos e olhos rosados, já sem brilho. A pele, de cor pálida, estava amarelada e gostas grossas de suor escorriam por todo seu corpo. A febre já não podia mais ser medida...
-Sorento, por favor... – Elisa pediu, já entre lágrimas, agachada ao lado da cama, segurando uma das mãos do rapaz – Você precisa aguentar mais um pouco... O Julian foi atrás de socorro, logo ele vai voltar...
O rapaz virou de lado, encarando a noiva por alguns instantes. Tentou falar, mas a voz não saiu. Tentou esticar sua mão e tocar a face tão delicada, ams não tinha forças para tanto.
E, como se sorrisse com seus olhos, um último suspiro foi ouvido. E as írias rosadas e tão vivas se fecharam de vez...Forever, this time I know
And there's no doubt in my mind
Forever, until my life is through
Girl, I'll be loving you forever
É pra sempre, desta vez eu sei
E não há dúvidas em minha mente
Pra sempre até que minha vida se acabe
Garota, vou te amar pra sempre
-Sorento... Sorento, não... Não morra... NÃO!
O grito ecoou pelo buraco, com certeza havia chegado á superfície onde Aiolia estava. Suando frio, Elisa acordou, assustada, para então encontrar os olhos verdes de Aiolos a lhe fitar, tão próximos e preocupados.
-Você está bem?
-Aiolos... Onde... Onde estamos?
-O buraco... Caímos por ele quando houve o tremor de terra, mas não se preocupe, Aiolia e os outros devem estar preparando o equipamento de alpinismo e rapel para nos resgatar.
-Eu espero... meu Deus, seu braço! – Elisa notou o braço de Aiolos junto ao corpo, imóvel, ao tocá-lo o rapaz conteve um urro de dor – Está quebrado, precisamos imobilizar!
-Sua perna... Está manchada de sangue, deve ter se machucado também.
-Mas não está quebrada... – Elisa apertou o local ferido, embora doesse, não havia sinais de fratura – Na minha mochila tem gaze e esparadrapo, vamos fazer uma tala com a capa dura do seu caderno de anotações.
E assim Elisa fez, tomando cuidado para não machucar ainda mais Aiolos. E, quanto os dois estavam lá embaixo, no buraco, Aiolia, já equipado, iniciava a descida, guiado de cima por Asterion. Com uma lanterna procurava pelo irmão e Elisa, chamando-os pelo nome.
Com o graço imobilizado, Aiolos ficou a observar Elisa, próxima a si. Era muito bonita, tinha que concordar com Aiolia. E parecia também uma jovem inteligente, de boa vontade, e que sofrera uma perda terrível...
Alguém como ela não merecia aquela dor, merecia...
Ser abraçada por alguém. Acariciada. Confortada.
Beijada com todo amor e paixão que um homem pudesse colocar em um único beijo.
Exatamente como fazia, naquele momento... Aquela boca era tão doce... E o beijo, tão precioso...
Um facho de luz na direção de ambos...
Aiolia, de pé, observando-os de maneira atenta. E com uma cara de poucos amigos de meter medo...
And when I think of all the things you'll never know
There's so much left to say
'Cos girl, now I see the price of losing you will be my half to pay
My half to pay, each and every day, hear what I say
E quando eu penso em todas as coisas que você nunca saberá
Muita coisa não foi dita
Porque garota, agora eu vejo que o preço por ter te perdido, será minha dívida a pagar
Minha dívida pagar, cada dia, ouça o que eu digo-Aiolia, que bom que...
-O que aconteceu com seu braço? – O mais novo cortou a fla de Aiolos, de maneira seca e um tanto grosseira.
-Ele fraturou, na queda... Precisamos sair rápido daqui e levá-lo até o hospital do Cairo, a extensão da fratura pode ser grande.
-Coloquem o equipamento de segurança, Asterion vai nos tirar daqui.
Enquanto Elisa colocava o equipamento em si, Aiolia ajudava o irmão. E não parecia nada bem ou feliz.
-Aolia, o que viu quando desceu... – Aiolos começou a falar, tentando se explicar - Não foi nada daquilo e...
-Eu sei muito bem o que vi, Aiolos... Mas vamos conversar sobre isso quando chegarmos ao Cairo.
-Estou pornta! – Elisa disse, cortando po clima pesado instalado entre os irmãos – Aiolia, como você não está ferido, é melhor que vá na frente, guiando a nossa subida. Eu vou atrás, caso Aiolos precise de ajuda por conta do braço quebrado.
-Elisa, será mais arriscado asism, você é mais leve do que eu.
-Mas será melhor para você, Aiolos... Vamos, temos que te levar para um hospital antes que seu quadro piore.
I see my future when I look in your eyes
It took your love to make my heart come alive
Cause I lived my life believing all love is blind
But everything about you is telling me this time it's
Eu vejo meu futuro quando olho em seus olhos
O seu amor faz meu coração viver
Porque eu vivi acreditando que todo amor é cego
Mas tudo sobre você me diz que desta vez
Porém...
Quando tudo estava pronto para a subida... Um novo tremor se fez sentir, mais forte que o primeiro...
Um buraco ainbda maior se abriu e os três caíram por ele, presos pelas cordas de segurança do equipamento de alpinismo. Mas a queda havia sido interrompida no meio, de forma brusca.
Em um momento de reflexo, Aiolia havia fincado seu martelo de alpinismo Na borda do buraco, impedindo a queda naquele buraco escuro e que parecia não ter fim. Mas não tinha forças para impulsionar seu corpo para cima, juntamente com Elisa e Aiolos. Apenas um deles conseguiria, mas os dois...
Mais abaixo, Aiolos e Elisa estavam embolados em suas cordas, o braço bom do rapaz preso à uma das cordas de segurança que envolviam a cintura de Elisa, ela um pouco mais abaixo, mas com os braços livres.
I still love you, I still love you
I really, I really love you, I still love you
Baby, baby, I love you, I love you, I really, I really love you
Eu ainda te amo, eu ainda te amo
Eu realmente, eu realmente te amo, eu ainda te amo
Querida, querida te amo, eu te amo, eu realmente, realmente te amo-Eu... Não consigo... Não tenho forças... Para agüentar nós três... Por mais tempo...
O braço de Aiolia tremia, sua força estava se perdendo. Aiolos, encarando o irmão, tentava pensar em uma saída, mas era em vão. Até que, ao voltar a encarar Elisa, a viu sorrir para si.
-O que foi, Elisa?
-Aiolos... – ela disse, os olhos pareciam marejados – Só há uma coisa a ser feita... E você sabe o que...
-Elisa, não... Não vai fazer isso...
-Sabe que será melhor, Aiolos... Vocês podem se salvar...
E, dizendo isso, primeiro Elisa o beijou, de maneira rápida, mas intensa. E, então, se afastando de Aiolos, ela tirou do bolso traseiro da calça em canivete, que logo começou a utilizar...
-Elisa... O que está fazendo? – gritou Aiolia, ao perceber a movimentação das cordas de segurança.
-Elisa, não faça isso... Não corte a corda... Não!
-Adeus Aiolos... Aiolia... Adeus...
-ELISA!
E a voz dos dois irmãos, gritando por seu nome, foi a última coisa que Elisa ouviu antes de cair no vazio e na escuridão...
It's Forever, this time I know
And there's no doubt in my mind
Forever, until my life is through
Girl, I'll be loving you forever
É pra sempre, desta vez eu sei
E não há dúvidas em minha mente
Pra sempre até que minha vida se acabe
Garota, vou te amar pra sempre
Nova Terra, muitos anos depois...
Andava pelo corredor do laboratório apressado, os cachos dourados e curtos do seu cabelo grudavam ao seu suor, os olhos verdes feito esmeraldas mal pretsvam atenção no caminho que seguia. Queria apenas chegar depressa ao seu destino, uma sala cheia de equipamentos e coisas estranhas no final do corredor.
E assim o fez. Encontrou um homem sentado de frente a uma bancada, o encarando de forma enigmática. Então, o estranho lhe sorriu.
-Mandou me chamar, Saga?
-Claro, Sísifo... O que me pediu... Está finalmente pronto. Venha comigo...
O rapaz acompanhou aquele homem até uma grande cápsula de vidro, que estava nos fundos do laboratório. Dentro dela, uma jovem mulher, que possuia um estranho artefato no peito, parecia dormir um sono de muitos séculos.
-Aí está... Esta é Elisa, marionete de protocolo e pesquisa científica, tal como me pediu... Mesma aparência e caracterísiticas de personalidade e inteligência da jovem humana que seus antepassados um dia conheceram...
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E aqui foi! Gostou, Ikarus? Nossa, eu amei de verdade o resultado, ficou maior e melhor do que inicialmente imaginei...
E, próximo capítulo... A escolha da minha querida Dama 9, minha primeira amiga de ffnet!
