Ok gente desculpem a demora… mas para verem acabei de sair de um exame e ca estou eu a publicar algo que escrevi ontem as tantas da noite depois de ter estudado dias a fio… também não corrigi os erros então qualquer coisa tenham paciência e avisem sem ser mauzinhos…va boa leitura…
Apenas um dia normal
Após ter sido guiado de volta para o meu quarto, por um Iruka preocupado e apreensivo, que agora percebo que muito provavelmente estaria a voltar da biblioteca após a sua conversa com Kakashi, pouco ou nada fui capaz de dormir. Deitei-me na cama mais uma vez sobre os lençóis e fechando os olhos procurei estabilizar a minha respiração, ainda abalada pelo sucedido, repetindo mentalmente que tudo não havia passado de um sonho, e que qualquer dúvida, sobre uma realidade oculta na advertência do monge, não passava de paranoia inerente ao meu estado alterado. Deixei-me levar pelo silêncio… a escuridão… e no momento em que a minha mente pareceu finalmente apagar…
_BOM DIA JUVENTUDE!
Sento-me na cama abrindo os olhos sobressaltado só para ver, à pouca claridade dos primeiros raios de sol que entravam pela única janela do aposento, o rapaz na cama ao meu lado, de pé sobre a mesma ser agredido por uma almofada que voou contra o seu rosto, partindo das mãos daquele que até há momentos dormia no leito em frente ao meu. Só agora reparo nos meus novos companheiros de quarto e aparentemente também só agora eles parecem reparar em mim. O rapaz que havia apanhado com a almofada parece ignorar completamente a mesma e os ligeiros traços de irritação presentes no rosto do seu agressor, pois assim que me vê, pula da sua cama para a minha, na qual santa de maneira a cair sentado ao meu lado começando a falar apressadamente.
_Bom dia! Está um lindo dia não achas? Um perfeito dia para libertar o fogo da juventude em nós!_ Ok primeira impressão: estranho hipercativo._ O meu nome é Lee, e aquele ali com cara de poucos amigos é o Neji. O outro fantasma é o Sai.
_Bom dia._O rapaz apelidado de fantasma diz com um sorriso totalmente falso no rosto.
_Uau, vocês são mesmo parecidos!_Após esta observação dedico-me a apreciar melhor aqueles com que seria forçado a conviver. O tal de Sai realmente partilhava algumas semelhanças fisionómicas com a minha pessoa, bem como cabelos e olhos da mesma cor negra, mas o tom de pele era tao claro que parecia quase transparente, daí que deva concordar que o apelido lhe caía bem. Além disso tinha um corte de cabelo diferente quase como se à tijela mas um pouco mais longo para que possa ser considerado desse estilo, o que já não se pode dizer do ser que se encontrava neste momento a olhar me fixamente como esperando uma resposta. Percebo agora que ainda não os havia cumprimentado e digo um sucinto bom dia pretendendo continuar mentalmente com a minha avaliação. Lee continuava a olhar para mim com uns olhos incrivelmente esbugalhados e com as suas sobrancelhas grossas e negras como os seus cabelos, elevadas como se espera-se mais do que uma saudação.
_O teu nome… Ainda não nos disseste o teu nome.
_Hm… Sasuke, Uchiha Sasuke._Não havia dito porque pensei que teriam sido informados da minha chegada. Mas por outro lado a minha mudança para cá foi tão repentina que não os posso censurar.
_Prazer Sasuke, eu sou Hyuuga Neji. Desculpa os desvarios do Lee. _Reparo na mão que me é estendida e estendo a minha cordialmente. Estranho o facto de alguém que enverga o sobrenome Hyuuga se encontrar a morar num convento mas por outro lado penso que já percebi o porquê. Neji era cego. Não tinha reparado nisso quando o vi jogar a almofada no outro, provavelmente com uma precisão adquirida de anos de prática, assumindo que este se encontrava de olhos fechados apenas para tentar conter a irritação. Mas vendo-o tatear as paredes do quarto, cabelos castanhos longos balançando segundo os seus movimentos, tentando chegar até mim, e estendendo a mão ainda um pouco longe, sempre de olhos fechados, não podia deixar de compreender a sua situação. Ele provavelmente teria sido rejeitado pela família que ansiosa por se livrar do peso de ter aos cuidados alguém cego o entregou aos cuidados da Igreja, quem sabe com a desculpa de uma promessa ou penitência.
_Neji está quase na hora do pequeno almoço._ouço o fantasma dizer enquanto seca o seu rosto, após o ter lavado na bacia para esse fim colocada a um canto do quarto, despejando a água suja no bande e voltando a enche-la com a água limpa do cântaro. Neji segue até ele já conhecendo os cantos à casa, mas ainda tocando com os dedos na beira das camas para evitar qualquer acidente, repetindo o ritual de Sai sobre o olhar atento deste, que mesmo estando agora a trocar as suas roupas, parece estar sempre à espera pronto para ajudar caso se mostre necessário. É impressionante como não existe nenhuma mostra de preocupação naquele rosto. Nenhum sentimento é espelhado. Mas estes podem ser depreendidos pelos seus atos.
_Ah vá lá Neji! Vamos chegar atrasados! Ainda falto eu! E o Sasuke ainda tem que se preparar também.
Neji seca o seu rosto à única toalha disponível voltando a coloca-la no lugar e indo novamente para perto da sua cama, onde abre o baú correspondente aos pés da mesma, retirando uma roupa devidamente dobrada igual à de Sai, e que portando deveria ser uma espécie de uniforme daquele colégio, começando a tirar a túnica de dormir. Tudo era feito com grade minucia e tudo era devidamente arrumado no final provavelmente para o ajudar a saber sempre onde estavam as coisas.
Levanto-me e vou abrir aquele que só poderia ser o meu baú encontrando lá dentro um traje igual e começo a despir aquele que já envergava desde o dia anterior. Não tinha trazido muito para aquele lugar. Apenas uma pequena mala de mão, mas até essa ficou temporariamente com Kakashi visto que este teria que pedir autorização para que eu pudesse ter bens pessoais. O convento era regido segundo leis de humildade e portanto coisas materiais eram supérfluas. Mas eu esperava que pelo menos algumas recordações me deixassem manter.
_Já podes ir Sasuke. Eu deixei alguma água limpa para ti. Temos que começar a dividir por quatro agora.
Lee que havia corrido para se lavar assim que Neji havia terminado essa tarefa encontrava-se agora a tentar enfiar aquele mesmo uniforme apressadamente. Fiz como me disse e após isso também eu vesti aquelas roupas que apesar de simples me assentavam na perfeição.
Assim que todos estávamos prontos Lee decretou a alto e bom som que estava na hora de comer e saiu disparado pelos corredores. Sai colocou-se junto a porta e esperou que Neji lhe viesse dar o braço para que pudesse ser os seus olhos até ao refeitório e eu apenas segui os dois pensando que aquela seria a minha nova rotina.
O refeitório não passava de uma enorme sala de teto alto e paredes de pedra. Mesas compridas estendiam-se ao seu de ponta à outra assim como bancos estreitos. Ao fundo encontrava-se a bancada onde serviam as refeições e podia ser vista uma pequena porta que provavelmente daria acesso à cozinha.
Sai deixou Neji sentado num banco em frente à mesa, já acompanhado por Lee que parecia impaciente para devorar o pão e o leite que seria o nosso pequeno-almoço, e acompanhou-me até à fila para a refeição sem dizer uma única palavra mas sempre com aquele sorriso cínico no rosto. Eu recolhi a minha parte e ele pegou no dobro, o que eu depreendi que só poderia ser a porção de Neji. Aparentemente os monges que nos serviam já estavam habituados uma vez que não colocaram qualquer objeção. Dirigimo-nos para a mesa e este colocou o copo e o pão em frente ao cego evitando coloca-los diretamente em suas mãos e concedendo-lhe assim alguma autonomia.
_Não é que eu não me possa desenvencilhar sozinho, afinal já conheço os cantos à casa. Mas são demasiadas pessoas e algumas não são nem atentas nem atenciosas._ Justificou-se o mesmo voltando-se inexplicavelmente na minha direção.
_Hm._Vi-me forçado a dizer algo já que um simples aceno de cabeça teria sido inútil. Aparentemente esta relação com Neji poder-me-ia tornar mais comunicativo.
Assim que a última pessoa da fila chegou ao seu lugar, e os monges encarregues de servir o pequeno almoço se retiraram novamente para a cozinha, todos os presentes se levantaram, incluindo eu que instintivamente segui esse ritual e vendo-os juntar as mãos em sinal de oração repeti, ainda que interiormente soubesse que esse gesto nada significava para mim, as suas ações, começando a ouvir, de cabeça baixa a voz já cansada de um dos monges mais antigos do convento, a dar graças, tanto pelo novo dia, como por esta refeição, tornando assim a oração matinal e o agradecimento pelo alimento numa só prece a Deus. Amém.
Terminando este momento todos se voltaram a sentar e tendo autorização para comer, assisti à criatura ao meu lado que dava pelo nome de Lee, atacar aquele pedaço de pão sem dó nem piedade empurrando uma quantidade descumunal de sustento, que conseguia pôr numa só vez à boca, com goles sequiosos de leite. Já Neji comia tudo calmamente retirando pedaços pequenos com uma mão e levando-os à boca com a outra de uma forma quase delicada. Sai trincava o pão diretamente não sendo tão contido como o cego ao seu lado nem tão espalhafatoso como o sobrancelhudo à frente deste. E eu fazia igual a Neji apenas retirando pedaços um pouco maiores sem que os meus movimentos se pudessem assemelhar a sua graciosidade. É impressionante como estes pequenos hábitos podem dizer tanto sobre a personalidade de cada um, se simplesmente estivermos atentos e os soubermos interpretar. Eu e Neji tínhamos em comum maneirismos adquiridos pelo facto de termos nascido em famílias aristocratas e terem-nos sido incutidas preocupações quanto à forma de estar à mesa. Talvez ele tivesse estado mais atento nas suas lições ou talvez o facto de ser cego o tenha tornado mais sensível na sua atuação. Já Sai e Lee (especialmente este último) provavelmente vindos de famílias de escalão inferior limitavam-se apenas a saborear a comida sem se deixarem apoquentar por tais maneiras que de facto devo concordar são de verás idiotas.
_Lee_ Neji acaba por quebrar o silêncio que se havia instalado entre nós, e que contrastava com a balburdia à nossa volta._ Já que hoje é domingo e só tens como obrigação atender à missa das onze, talvez pudesses fazer uma visita guiada ao Sasuke. Isto é se ele quiser, é só uma ideia.
_Não por mim tudo bem, pode vir a ser útil. Mas porquê só o Lee?_ Acabo por concordar mas a ideia de passar tanto tempo com aquele ser hipercativo deixa-me um pouco desconfortável.
_Eu infelizmente não posso acompanhar-vos porque tenho ensaio do coro antes da eucaristia, e bem… o Sai… é os meus olhos. É claro que se ele se quiser juntar a vocês eu sou capaz de chegar lá sozinho.
_Eu vou contigo. _A voz de Sai altera em nada o seu tom ao dizer esta frase mas ele agarra a mão daquele ao seu lado passando assim a confiança que não foi capaz de passar em palavras._Posso ir ter com eles depois de te deixar na Igreja se a minha presença te estiver a incomodar.
_Tu não incomodas._Neji retira a sua mão excitantemente tentando disfarçar o ligeiro rubor nas suas bochechas.
_Ei pera ai!_Lee força-se a engolir o pedaço de pão com que se debatia no decorrer desta conversa ainda falando com a boca um pouco cheia._Qual é o mal de ir só comigo? Eu conheço isto tudo como a palma da minha mão, além de que posso apresentar o Sasuke para o resto do grupo e para o Gai-sensei.
_Gai-sensei?_ pergunto confuso ao ver os olhos flamejantes de Lee.
_Não queiras saber._Neji suspira._Foi ele que ensinou ao Lee o que é o fogo da juventude e a partir daí ele tornou-se essa coisa escandalosa que vez. Mas tirando isso acho que vais gostar de conhecer o resto dos nossos amigos. Aqui não dá muito para os procurar no meio desta confusão da cantina.
_Hm…_ Não é como se eu estivesse muito interessado em conhecer qualquer um deles mas de repente a imagem de alguém vem me à memoria e eu não consigo deixar de perguntar._Por acaso nenhum desses vossos amigos é um rapaz mais ou menos da nossa idade, de cabelo curto loiro e de olhos azuis?
As reações à minha pergunta foram realmente interessantes. Neji que entretanto havia levado o seu copo de leite à boca parece se entalar ligeiramente com o mesmo levando a mão para cobrir o acesso de tosse que se faz presente. Sai tenta imediatamente ajuda-lo colocando um braço sobre os seus ombros não sei bem se para o ajudar naquele curto momento de falta de ar ou se para o reconfortar por algo o ter levado a ficar paralisado, após a tosse cessar, com uma expressão assustada, e um ligeiro tremor ter percorrido o seu corpo, antes deste se recompor rapidamente tentando não demostrar que alguma coisa o havia afetado. Se eu não possui-se um olhar tão observador talvez tudo isto me tivesse passado ao lado, como se nada mais do que um simples acidente com o leite tivesse acontecido, tal como passou ao lado de Lee que simplesmente respondeu à minha pergunta totalmente alheio destas minhas conclusões.
_Hm… Loiro e de olhos azuis só conheço mesmo o Deidara-sempai, mas ele é mais velho que nós e tem o cabelo comprido. Mas porquê?
_Por nada._Digo ainda observando as reações de Neji._Só pensei que um amigo meu também tivesse vindo para cá, mas talvez esteja enganado._Minto. Mas percebo que esta mentira fez aliviar um pouco o semblante ainda preocupado do cego, sendo que mesmo assim, agora é ele que tateia por debaixo da mesa procurando encontrar a mão do moreno sentado ao seu lado para que este lhe possa, mais uma vez, passar confiança. Talvez Lee não saiba de nada mas ou eu estou definitivamente a ficar paranoico ou aqueles dois sabem muito mais do que aquilo que mostram. Que segredos é que este lugar esconde afinal?
Continua…
E então que tal?
Eu sei que este capítulo não foi assim muito mórbido mas calma o rapaz tem que viver momentos sem ter sempre coisas assustadoras atras dele… Em compensação no próximo vai acontecer uma coisa que ate a mim me mete impressão… então já estão a ver que vai ser forte. Se o capitulo não ficar muito extenso na parte mórbida estou a pensar acrescentar um lemon… Alguém quer apostar sobre quem vão ser os protagonistas?… se não mesmo que não seja no próximo será muito provavelmente no seguinte.
Enfim espero pelos vossos reviews. As vossas opiniões são realmente importantes. E tipo toca a dar ideias… métodos de tortura… coisas para a própria historia… casais… não posso prometer incluir tudo porque a historia já esta meio traçada mas da sempre para acrescentar qualquer coisinha a pedido…Mas por favor digam alguma coisa… já estou a ficar deprimida por não ter nenhum feedback vosso…
Bjs… e ate a próxima.
